NBR ISO 2768-1 Desenho Técnico PT1

NBR ISO 2768-1 Desenho Técnico PT1

(Parte 1 de 2)

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Tolerâncias gerais

Parte 1: Tolerâncias para dimensões lineares e angulares sem indicação de tolerância individual

Origem: Projeto 04:005.06-017:1999 ABNT/CB-04 - Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos CE-04:005.06 - Comissão de Estudo de Tolerâncias e Ajustes

NBR ISO 2768-1 - General tolerances - Part 1: Tolerances for linear and angular dimensions without individual tolerance indications

Descriptors: Technical drawing. Linear tolerancing. Angular tolerancing. Tolerancing without indication

Esta Norma é equivalente à ISO 2768-1:1989 Esta Norma cancela e substitui a NBR 6371:1987 Válida a partir de 30.03.2001

Palavras-chave: Desenho técnico. Tolerância dimensional.

Tolerância angular. Definições. Símbolos 5p áginas

Sumário Prefácio Introdução 1 Objetivo 2 Generalidades 3 Referências normativas 4 Definições 5 Tolerâncias geométricas gerais 6 Indicação em desenho ANEXO A Conceitos relativos às tolerâncias gerais de dimensões lineares e angulares

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados.

A NBR ISO 2768, com título geral "Tolerâncias gerais", é constituída das seguintes partes: - parte 1: Tolerâncias para dimensões lineares e angulares sem indicação em desenho;

- parte 2: Tolerâncias geométricas de forma e posição sem indicação em desenhos.

Esta parte da NBR ISO 2768 contém o anexo A, de caráter informativo. Introdução

Todos os elementos de partes componentes têm dimensão e forma geométrica. O funcionamento de uma peça necessita que o desvio da dimensão e os desvios das características geométricas (forma, orientação e posição) sejam limitados, uma vez que quando excedidos podem dificultar o seu funcionamento.

Recomenda-se que as tolerâncias indicadas nos desenhos sejam completas para assegurar que a dimensãoeag eometria de todos os elementos sejam controladas, isto é, nada deve ser subentendido ou ser deixado para julgamento na fabricação ou no controle.

O uso de tolerâncias gerais para dimensão e geometria simplifica a tarefa de assegurar que os requisitos sejam atingidos.

1O bjetivo

Esta parte da NBR ISO 2768 tem como objetivo simplificar as indicações em desenhos e especificar tolerâncias gerais para dimensões lineares e angulares sem indicação individual de tolerância.

NOTA 1 - Os conceitos relativos à tolerância geral de dimensões lineares e angulares estão descritos no anexo A.

É aplicável às dimensões de partes usinadas por remoção de metais ou de partes formadas a partir de chapas metálicas. NOTAS 2 Essas tolerâncias podem ser empregadas a outros materiais que não-metálicos 3 Normas Internacionais semelhantes existem ou estão sendo elaboradas, por exemplo, ver ISO 80621), para fundidos.

Esta parte da NBR ISO 2768 se aplica somente às seguintes dimensões, que não têm uma indicação individual de tolerância:

a) dimensões lineares (por exemplo, dimensões externas, internas, escalonados, diâmetros, raios, distâncias, raios externos e alturas de chanfros para arestas chanfradas); b) dimensões angulares, incluindo as usualmente não indicadas, por exemplo, ângulo reto (90°), a menos que haja referência à NBR ISO 2768-2, ou ângulos de polígonos regulares; c) dimensões lineares e angulares produzidas por usinagem em peças montadas.

Não é aplicável às seguintes dimensões: a) dimensões lineares e angulares que estão referenciadas a outras normas de tolerâncias gerais; b) dimensões auxiliares indicadas entre parênteses; c) dimensões emolduradas, teoricamente exatas.

2 Generalidades

Ao escolher a classe de tolerância, deve-se levar em consideração a qualidade normal de fabricação. Se forem necessárias tolerâncias menores ou se forem permitidas tolerâncias maiores e mais econômicas para qualquer elemento individual, essas tolerâncias devem ser indicadas junto à dimensão nominal correspondente.

Tolerâncias gerais para dimensões lineares e angulares se aplicam quando desenhos ou especificações associadas referirem-se a esta parte da NBR ISO 2768, de acordo com as seções 4 e 5. Se houver tolerâncias gerais para outros processos de fabricação, conforme especificado em outras normas internacionais, devem ser feitas referências a elas nos desenhos ou nas especificações associadas. Para uma dimensão entre uma superfície não acabada e uma acabada, por exemplo, de partes fundidas ou forjadas para as quais não é indicada diretamente uma tolerância individual, aplica-se a maior das duas tolerâncias gerais, por exemplo, para fundidos ver ISO 80621) .

3 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta parte da NBR ISO 2768. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR ISO 2768-2:2001 - Tolerâncias gerais - Parte 2 - Tolerâncias geométricas para elementos sem indicação de tolerância individual

ISO 8015:1985 - Technical drawings - Fundamental tolerancing principle 4 Tolerâncias gerais 4.1 Dimensões lineares

Tolerâncias gerais para dimensões lineares são dadas nas tabelas 1 e 2.

_ 1) ISO 8062:1984 - Castings - System of dimensional tolerances.

4.2 Dimensões angulares

Tolerâncias gerais especificadas em unidades angulares controlam somente a orientação geral de linhas ou linhas de elementos de superfícies, mas não o erro de forma.

A orientação geral de uma linha, obtida da superfície real, é a orientação da linha que tangencia a forma geométrica ideal. A distância máxima entree stal inhaeal inha real deve ser a menor possível (ver ISO 8015)

Os afastamentos admissíveis para dimensões angulares são dados na tabela 3. 5 Indicação em desenhos

Se a tolerância geral de acordo com esta parte da NBR ISO 2768 for aplicada, as seguintes informações devem ser indicadas na legenda ou próxima a ela:

a) “NBR ISO 2768”; b) a classe de tolerância de acordo com esta parte da NBR ISO 2768. EXEMPLO NBR ISO 2768-m

6 Rejeição

A menos que especificado, não se deve rejeitar automaticamente peças que excedam as tolerâncias gerais, desde que a condição funcional não seja comprometida (ver A.4).

Tabela 1 -Afastamentos admissíveis para dimensões lineares, excetuando cantos quebrados (raios externos e altura de chanfros, ver tabela 2)

Dimensões em milímetros

Afastamentos admissíveis para intervalo de dimensões básicas De

acima de 3 até 6 acima de 6 até 30 acima de 30 até 120 acima de 120 até 400 acima de 400 até 1 0

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