Resumo de motivação educativa (psicologia da aprendizagem)

Resumo de motivação educativa (psicologia da aprendizagem)

Uma criança ao entrar na escola, mergulha em uma série de atividades que se caracterizam por terem estrutura e metas muito parecidas dos jogos que realizam com os adultos. Partindo do princípio que já adquiriram determinados hábitos de autonomia e limpeza, a escola propõe que continuem brincando, mas com alguns materiais com que antes não estavam muito familiarizados. Logo, abre para eles um período onde eles vão ter que desfrutar o que aprendem. Junto com isso, nesses cinco anos começam a aparecer os primeiros rudimentos do processo de auto-regulação voluntária que acompanham a linguagem como ferramenta para o pensamento e a motivação.

Aproximadamente aos oito anos, até o final do ensino fundamental as crianças produzem se uma mudança radical. Quem não souber ler e escrever e escrever com certa desenvoltura começará a ter problemas. O importante nessa etapa não é fazer as suas atividades, mas fazê-las bem. Começam a aparecer as avaliações pessoais e informações sobre seus rendimentos. Com isso costuma aparecer à perda da espontaneidade em sala de aula, a renúncia ao esforço que pode ser acompanhada de faltas e etc. Nessa etapa é o momento de pôr à prova a auto-estima, conhecer o valor das notas, ligarem recompensas ao rendimento e etc.

A maior mudança motivacional que se produz entre essa etapa e a anterior é a que se refere às mudanças nas relações de apego. Pois nessa etapa os professores são bem mais especializados e em cada disciplina tem seu professor de sua área afim, mas não é só isso, são profissionais bastante preocupados com nível com que enviarão seus alunos para a série seguinte. Para cada aluno junto com essas mudanças externas aparecem as internas em que é principalmente à puberdade e entre outras coisas. O apreço pelos iguais (o professor dar valor ao aluno, aluno ao professor e aluno com aluno) passa a ser um dos elementos fundamentais na orientação motivacional dos estudantes. Esse apreço, além disso, medirá a consolidação da auto-estima pessoal tanto ou mais que o rendimento dos alunos. Nessa nova situação, o conflito entre metas pode ter conseqüências dramáticas: como manter a auto-estima com baixas notas, sem possibilidades de aprender, sem perceber a utilidade pessoal da freqüência à escola e, muito provavelmente, com desprezo dos professores e de grande parte dos colegas e das colegas?

É nessa etapa onde o professor quer realmente preparar o jovem futuro universitário e como isso os mesmos dão ênfase na orientação para as notas e para a auto-estima pode chegar às raias do patológico.

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