Tecnologia no Campo

Tecnologia no Campo

(Parte 1 de 2)

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA - UFRA

INSTITUTO CIBERESPACIAL - ICIBE

Alcinês da Silva Sousa Júnior

Carlos Hugo Lima Lopes

Rafael de Sousa Tavares

Vancléssio Souza Cunha

Victor Peres

TECNOLOGIAS NO CAMPO

Alcinês da Silva Sousa Júnior

Carlos Hugo Lima Lopes

Rafael de Sousa Tavares

Vancléssio Souza Cunha

Victor Peres

TECNOLOGIAS NO CAMPO

Trabalho apresentado como exigência da disciplina Metodologia Cientifica, ministrada pela professora Decíola Fernandes de Sousa, no 1° período do curso de Bacharelado em Informática Agrária, turno noite.

SUMÁRIO

CAPITULO 1

1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................3

1.1. OBJETIVOS ...........................................................................................5

1.1.1. OBJETIVO GERAL ......................................................................5

1.1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS..........................................................5

1.2 JUSTIFICATIVA ..........................................................................................6

1.3 METODOLOGIA .........................................................................................7

CAPITULO 2

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ...............................................................................8

CAPITULO 3

3. COLETA DE DADOS ............................................................................................20

3.1. CRONOGRAMA ......................................................................................21

CAPITULO 4

4. CONCLUSÃO .......................................................................................................22

4.1. TRABALHOS FUTUROS ........................................................................22

4.2. REFERÊNCIAS .......................................................................................23

4.3. ANEXOS .................................................................................................23

CAPITILO 1

1.1. INTRODUÇÃO

Hoje, o campo está cada vez mais equipado, mais potente; com colheitadeiras, computador de bordo, sensores ligado a satélites, fazendo assim com que tenha um maior potencial produtivo. Além disso, sementes, adubos e agrotóxicos estão cada vez mais aprimorados melhorando o rendimento produtivo, já que se produz mais em menos tempo.

Segundo o Engº Agrº Msc. Rodrigo R. Rossato,na agricultura de precisão, diferente da amostragem tradicional (onde uma amostra de solo representa uma gleba inteira), tem-se um nível de detalhamento muito maior porque também o numero de amostras coletado é bem maior e representa pequenas glebas ou seja, de um a três hectares. Amostragem de solo dentro desse enfoque requer cuidados que vão desde o número de sub-amostras, profundidade de amostragem, formas de amostragem e tamanho do grid amostral. Isso porque, o próprio sistema convencional impôs limites de interferência estatística e alguns pressupostos matemáticos devem ser respeitados quando se quer, a partir dos resultados das analises, gerar mapas espacializando os resultados e as recomendações.

Um claro exemplo é o programa de agricultura de precisão, Fieldstar e o conceito de agricultura de precisão são novos métodos de gerenciamento agrícola, ou seja, toda a área será mapeada pelos computadores de bordo mostrando assim o que está deficiente quanto aos nutrientes da terra (N, P, Sn) e quando for aplicar os produtos para corrigir podemos aplicá-los com taxa variável e totalmente automática, tendo assim menor desperdício do produto, ou seja, tudo com precisão. Bem como tecnologia está mais acessível ao produtor. O valor de um computador hoje equivale a 1 tonelada de adubo (uréia). A medida que o custo da tecnologia caiu, os valores dos fatores de produção – fertilizantes e salários – subiram significativamente. Assim, é vital o produtor encontrar formas de aperfeiçoar o uso de insumos e melhorar a produtividade da mão-de-obra no campo. A superação desse desafio pode ter apoio importante na tecnologia da informação. Pesquisa realizada com produtores de frutas e hortaliças observou que boa parte deles já tem acesso aos principais meios de comunicação. No entanto, o uso desses meios integrado ao sistema de produção, como controle de custos de produção e uso de ferramenta de agricultura de precisão, ainda é pequeno. A conclusão do estudo indica que o principal gargalo para a adoção da tecnologia da informação na agricultura está mais ligado à questão de capacitação de pessoas do que, propriamente, o custo.

Na área dos maquinários agrícolas, estão inventando vários acessórios que facilitam o operador (auto-guide, computador de bordo), mas exige uma mão-de-obra especializada que aqui no Brasil é muito precária.

Lógico que toda essa tecnologia não está ao alcance de todos, tudo isso tem um alto custo, mas devemos analisar o custo versus o benefício, pois tem coisas que tem um alto custo e não traz um benefício que compense esse valor.

Muitas cooperativas agroindustriais e de fazendeiros estão fazendo altos investimentos para que tenhamos um produto de melhor qualidade, evitando desperdícios. Mas isso ainda é pouco comparado a outros setores que utilizam e faz investimentos tecnológicos muito maiores em relação ao campo.

1.1. OBJETIVOS

1.1.1. OBJETIVO GERAL

Desde o início da colonização, até os dias atuais, a agropecuária sempre teve um papel de destaque na economia brasileira, sendo que ela foi e ainda continua sendo de fundamental importância para a geração de riquezas e o aumento do bem-estar social.

Com a intensificação do crescimento dos setores industrial e de serviços, a partir dos anos 40, o modelo de produção agropecuária baseado no senso comum passa a ter dificuldades em atender às necessidades emergentes. Diante de tal questão, surge a necessidade de novas opções para a modernização da produção agropecuária. O caminho a ser seguido requer a utilização de um maior nível tecnológico na produção, ou seja, a utilização de insumos modernos e práticas adequadas ao cultivo. Diante desta questão resolvemos pesquisar algumas tecnologias mais utilizadas no campo, mostrando os detalhes específicos de cada.

1.1.2. OBJETIVOS ESPECIFICOS

  • Conhecer uma determinada tecnologia utilizada no campo;

  • Ter uma visão mais informatizada para o agronegócio;

  • Identificar deficiências tecnológicas no campo;

  • Relacionar o faturamento da produção no campo com a implantação de tecnologias agrárias e o avanço da informação;

  • Mostrar para os iniciantes na área da informática que o setor agropecuário necessita da tecnologia da informação;

1.2. JUSTIFICATIVAS

Atualmente o agronegócio tem se expandido significativamente de forma extraordinária de tal maneira que para o controle de suas produções, produtores e investidores do agronegócio têm recorrido a tecnologias e sistemas de informação cada vez mais avançados e sofisticados, exemplos disso, vemos em relação à automação do campo com máquinas pesadas e sistemas embarcados de posicionamento via satélite e mapeamento geográficos.

É preciso, então, um projeto destinado a analisar tecnologicamente esse avanço rural, onde a tecnologia presente em diversas áreas do campo faz se necessária.

A agricultura brasileira vem sofrendo profundas transformações nos últimos anos. O Brasil já alcançou a posição de grande produtor e exportador de produtos agrícolas, no entanto, Estados Unidos e países da Europa Ocidental ainda apresentam uma agricultura mais desenvolvida em relação à brasileira. Esses países fazem uso das Novas Tecnologias da Informação (NTI) que possibilitam o manejo da atividade agrícola com dados precisos sobre a localização e o crescimento das lavouras.

1.3. METODOLOGIA

Durante nossas discussões, no propósito de solucionar o problema gerado entramos em consenso que para isso ser possível, Objetivamos um procedimento reflexivo sistemático, em que dados serão obtidos por documentação direta (pesquisa de campo – observação, entrevistas, questionários) e indireta (pesquisa de fontes primárias e de bibliografias):

1. Abordagem qualitativa como metodologia de pesquisa;

2. Pesquisa exploratória: levantamento bibliográfico, registro e dados arquivados em instituições vinculadas ao setor na cidade de Belém do Para; informantes; avaliação de produtos disponíveis no mercado (amostragem);

3. Entrevistas com empresários, gerentes de Fazendas e Institutos na cidade de Castanhal e São Francisco do Para;

Tudo isso será desenvolvido na primeira Semana de Junho à quarta Semana de Junho de 2009. A população-alvo desta pesquisa são os profissionais que atuam na área agrícola e alguns professores. Considerando possíveis perdas e buscando maior precisão. Os dados serão computados e armazenados em um banco de dados do software Microsoft Office Excel 2007. Para editoração do texto será utilizado o programa Microsoft Office Word 2007.

CAPITULO 2

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.

Satélites na agricultura sinal de desenvolvimento

O sensoriamento remoto diz respeito à observação de determinada área da superfície da terra sem o contato físico, podendo abranger uma distância de 1 ou 2m como em fotocélulas ou até milhares de quilômetros, no caso dos satélites orbitais. Existem os sistemas de sensoriamento remoto ativo (os que emitem um sinal em direção ao alvo) e os passivos (aqueles que aproveitam as condições de luminosidade local). Outro sistema que também faz uso dos satélites é o GPS, um aparelho fundamental para a agricultura de precisão. Esse aparelho, que envia e recebe mensagens através de um sistema de satélites, permite saber a localização exata das máquinas no campo, através de coordenadas geográficas (latitude e longitude).

Para a agricultura, a utilização de sistemas de sensoriamento passivo é potencialmente maior. O chefe adjunto de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo Eduardo de Miranda, informa que as imagens de sensoriamento remoto são geradas por sistemas de satélites em órbita e não apenas um satélite. Existem os satélites imageadores, dos quais a agricultura faz uso, e os não imageadores, que são os satélites de comunicação. "Hoje temos, por exemplo, a família de satélites franceses SPOT gerando vários tipos de imagens para a agricultura. Conforme as famílias de satélites a precisão das imagens varia muito, desde detalhes de 70 cm até dezenas de quilômetros e também a freqüência ou o intervalo com que são adquiridas, podendo variar de 15 em 15 minutos até cerca de uma imagem por mês, dependendo do satélite", explica Miranda.

Quanto à resolução temporal as imagens podem ser diárias, semanais ou mensais, dependendo do sistema orbital. Já a resolução espacial se refere ao tamanho do objeto captado na superfície terrestre, que pode variar de quilômetros até 60 cm. Miranda conta que, em 2004, está previsto o lançamento de um satélite capaz de "enxergar" objetos com até 20 cm de detalhe. Por último, temos a resolução espectral, que é a capacidade dos satélites captarem diferentes ondas de radiação eletromagnética. Alguns captam dentro da faixa do espectro visível - aquela faixa vista pelo olho humano - enquanto outros captam imagens no infravermelho. Existem variados sistemas orbitais e cada um tem a sua aplicação.

O monitoramento orbital da agricultura utiliza muitas faixas do espectro eletromagnético e é a necessidade que determinará o uso. Segundo Miranda, são várias as aplicações do sensoriamento remoto na agricultura: agrometeorologia, monitoramento do uso das terras, detecção de desmatamentos e queimadas, previsão de safra, mapeamento da infra-estrutura rural, etc. A previsão de safras em países europeus e nos Estados Unidos é feita, fundamentalmente, por sensoriamento remoto o que não acontece no Brasil. Aqui ela é feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) baseada em métodos tradicionais de estatística. "Apesar de existir, no país, tecnologia para isso, profissionais competentes e métodos para fazê-lo o país ainda não foi capaz de organizar essa iniciativa a ponto de gerar uma boa previsão de safra", crítica Miranda.

O único satélite brasileiro de sensoriamento remoto, CBERS, é o satélite sino-brasileiro de recursos terrestres, lançado em 1999 em conjunto com a China. Suas principais aplicações são: monitoramento de áreas de preservação, acompanhamento do uso agrícola das terras, cartografia e atualização de mapas, controle de desmatamento e queimadas, análise meteorológica e agro meteorológica. Miranda explica que, devido ao tempo que esse satélite está em órbita, as imagens geradas não têm a qualidade necessária.

Mas, alguns empecilhos devem ser considerados quando se trata de sensoriamento remoto na agricultura. A captação de informação não é influenciada apenas pelo estado do objeto (nutricional, vegetativo ou tipo de cultura), mas pela quantidade de energia refletida pela plantação. Outro fato é que o vapor de água é transparente à radiação, mas gotas de água na atmosfera e o gás carbônico (CO2) absorvem grande quantidade de energia. Molin, da ESALQ/USP, alerta para as frustrações que se pode ter em razão dessas limitações. Ele conta o caso de uma empresa norte-americana que desenvolve um trabalho em parceria com uma empresa de Rondonópolis-MT. Eles coletaram imagens de diferentes satélites, com o objetivo de acompanhar a lavoura durante o ciclo produtivo e orientar o agricultor. Foi grande a frustração quando se verificou a grande quantidade de nuvens durante o ano. "Este foi um ano que choveu bastante na região de Rondonópolis, onde eles estão trabalhando, e as empresas tiveram dificuldades para gerar imagens de satélite e fazerem as recomendações conforme foi proposto" conclui Molin.

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