Avaliação nutricional

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GET = (GER + GET + GAT) + 10%TEF

Onde: GET = Gasto Energético Total GER = Gasto Energético em Repouso GET = Gasto Energético de Trabalho TEF = Efeito Térmico do Alimento

4 AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ALIMENTAÇÃO

Não basta fornecer a quantidade correta de calorias, também a composição qualitativa ideal da alimentação é um importante pré-requisito para a capacidade de desempenho. O balanço nutricional compreende a relação entre as diversas classes de alimentos ingeridos.

Para avaliação deste estado, lançamos mão primeiramente do conhecimento de certas características da comunidade que freqüentemente repercutem, ou são indicadores do estado nutricional do indivíduo. No plano individual, a avaliação de possíveis sintomas referidos e da ingestão alimentar se complementa com uma abordagem objetiva clinica (exame físico), e habitualmente ainda, com métodos complementares.

4.1 Avaliação antropométrica

O método antropométrico por ser relativamente simples e não evasivo, nos parece ser o mais adequado preditor da composição corporal em uma abordagem clinica. Como este assunto já foi bastante desenvolvido nos textos de antropométria e avaliação da composição corporal, aqui iremos apenas citar algumas formas de estimativa de massa corporal desejável (MCD).

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4.1.1 Relação peso estatura

A relação peso altura é o instrumento prático mais simples que pode ser utilizado para estimar a, massa corporal desejável. Sua utilização baseia-se em índices como: Peso/Estatura, Peso/Estatura², e Estatura/Peso.

4.1.1.1 Estatura/Peso

Essa é a mais popular forma de determinar a massa corporal desejável, é conhecida como equação de BROCA.

MCD = H -100

Onde: MCD = massa corporal desejável em (kg) H = estatura em (cm)

A classificação para indivíduos adultos de acordo com o sexo é a seguinte:

Sexo Biótipo Masculino Feminino

Brevelíneo (H - 100) (H-100) - 5% Normolíneo (H -100) - 5% (H-100) – 10% Longelíneo (H – 100)_ - 10% (H - 100) – 15%

4.1.1.2 Peso/Estatura

Nesta metodologia devemos primeiro determinar o nível de compleição física (nível de ossatura) e depois comparar com o peso esperado de acordo com a ossatura (ROMBEAU, 1989).

A equação de compleição física é a seguinte:

r = Estatura (cm)/Circunferência do punho (cm)

Onde: r = Tamanho da ossatura Estatura = Medida sem sapatos Circunferência do punho: medida no sítio distal ao processo estilóide, na dobra do punho, braço não dominante, através de fita métrica.

A classificação ocorre de acordo com a tabela abaixo:

Homens r Mulheres >10,4 Pequena >1 9,6-10 Média 10,1 – 1 <9,5 Grande <10,1

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4.1.1.3 Relação Peso/Estatura²

Segundo WEST está equação é baseada no IMC. Para uma pessoa adulta, a massa corporal desejável(MCT) é igual a: Homem

MCD = H² x 23

Mulher MCD = H² x 20

Onde: MCD = massa corporal desejável H = Estatura em (m)

4.2 Avaliação dos sintomas referidos

Quando qualquer dos nutrientes essencial não é mais fornecido adequadamente ao indivíduo, ocorre a desnutrição, evidenciada através de síndromes (conjunto de sintomas e sinais) de má nutrição, que muitas vezes são comuns a mais de um nutriente (desnutrição).

Muitas vezes, durante uma avaliação, não são referidos sintomas ou observados sinais relacionados a má nutrição, apesar de significativos erros alimentares. Isto se deve a grande reserva existente em nosso organismo de boa parte dos nutrientes, o poder do corpo humano de diminuir ou aumentar a absorção, a metabolização e a excreção dos nutrientes. A avaliação da ingestão alimentar, vem então a se constituir em um método de avaliação precoce de erros nutricionais.

Como forma de conceituação podemos dizer que:

A desnutrição energético-próteica é um estado de carência de proteínas, calorias e outros nutrientes que impede o desenvolvimento normal do organismo. Compromete as resistências mecânicas, afetando as barreiras cutânea e mucosa, diminuindo as defesas imunológicas e reduz as respostas celulares e humorais de proteção específica (BATISTA FILHO, 1999).

4.2.1 Fatores determinantes

Os fatores determinantes para um desequilíbrio nutricional são:

- Fatores sócio-econômicos; - Baixo nível educacional;

- Alterações patológicas crônicas;

- Condições ambientais.

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4.2.2 Classificação dos níveis de carência nutricional

As classificações dos níveis de carência nutricional são:

- Primária ou do 1° grau: com causas sociais como pobreza e analfabetismo. Com deficiência alimentação 15 a 30% GET

- Secundária ou do 2° grau: com deficiência alimentar de 30 a 50% do GET. - Terciária ou do 3° grau: deficiência acima de 50% do GET

4.2.3 Sensações relacionadas à deficiência nutricional

Entre as sensações subjetivas referentes à deficiência nutricional podemos citar:

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