Avaliação cardiorrespiratória

Avaliação cardiorrespiratória

(Parte 1 de 4)

São Luis 2004

AVALIAÇÃO DA APTIDÃO FÍSICA Projeto de elaboração de sistema de informações 2

Leonardo de Arruda Delgado SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO5
2 AVALIAÇÃO FUNCIONAL7
2.1 Objetivos de uma avaliação funcional7
2.2 Unidades metabólicas8
2.2.1 O Consumo máximo de oxigênio (VO2MAX)8

2.2.1.1 Métodos utilizados para mensuração da capacidade aeróbica10

2.2.1.2 Testes máximos e submáximos12
2.2.1.3 Testes utilizados na mensuração da capacidade aeróbica13
2.2.1.4 Testes ergométricos14
2.2.1.5 Considerações gerais16
3 AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE CARDIORRESPIRATÓRIO19
3.1 Declaração de consentimento20
3.2 Histórico de saúde2
3.3 Avaliação médica23
3.3.1 Exame médico23
3.3.2 Exames complementares24
3.4 Medidas de repouso25
3.5 Aplicação de testes submáximos25
3.5.1 Recomendações antes do teste26
3.5.2 Pré-requisitos para realização do teste27
3.5.3 Equipamentos de urgência27
3.5.4 Condições em que são indicações os testes de esforço28
3.5.5 Condições onde são contra-indicações os testes de esforço29
3.5.6 Critérios para interrupção de um teste de esforço30
3.5.7 Variáveis a serem controlados durante o teste32
3.5.7.1 Índice de percepção de esforço (IPE)32
3.5.7.2 Freqüência cardíaca35
3.5.7.3 Pressão arterial (PA)37
3.5.8 Parâmetros de controle38
3.6 Prescrição de atividades38
3.6.1 Encaminhamento médico39
3.6.2 Programa supervisionado40
3.6.3 Programas normais de condicionamento41
4 PROTOCOLOS DE AVALIAÇÃO BASEADOS NA FC42
4.1.1 Protocolo de RUFFIER47
4.1.2 Protocolo de FRED & KASH48
4.1.3 Protocolo de TECHUMSEH49
4.1.4 Protocolo de CONCONI50
4.1.4.1 Limitações do teste de CONCONI53
OXIGÊNIO5
6 TESTES DE CAMPO56

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6.2 Teste de COOPER (corrida de 12 minutos)61
6.3 Teste de 2400m (ou 1,5 milha)6
6.4 Teste de corrida de 8 min. para crianças68
6.5 Teste de corrida de 1000 metros (MATSUDO, 1983)69
6.6 Teste de caminhada de uma milha (1609m)71
7 TESTES ERGOMÉTRICOS74
7.1 Protocolos de banco ou testes de degraus74
7.1.1 Protocolo de NAGLE et al76
7.1.2 Protocolo do QUEENS COLLEGE78
7.1.3 Teste de banco de BALKE79
7.1.4 Teste de banco de ASTRAND82
7.2 Protocolos de bicicleta ergométrica83
7.2.1 Protocolo de ASTRAND sub-máximo86
7.2.2 Protocolo de ASTRAND máximo91
7.2.3 Protocolo de FOX92
7.2.4 Protocolo de BALKE93
7.2.5 Protocolo de ROCHA94
7.2.6 Protocolo de VON DOBELN94
7.2.7 Protocolo de JONES95
7.2.8 Protocolo do Colégio Americano de Medicina Esportiva96
7.2.9 Protocolo de BRUCE96
7.3 Protocolos de Esteira97
7.3.1 Protocolo de BRUCE98
7.3.2 Protocolo de BALKE100
7.3.3 Protocolo de NAUGHTON101
7.3.4 Protocolo de ELLESTAD101
CARDIORRESPIRATÓRIO103
8.1 Intensidade103
8.1.1 Metodologia de trabalho104
8.1.1.1 Determinação da FC basal104
8.1.1.2 Determinação do nível inicial de condicionamento físico104
8.1.1.3 Estimar a freqüência cardíaca máxima105
8.1.1.4 Determinação da zona sensível do treinamento106

Leonardo de Arruda Delgado 8 PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIOS PARA O CONDICIONAMENTO 8.1.1.4.1. Prescrição de treinamento pela freqüência cardíaca (FC)..107

8.1.1.4.2. Prescrição de treinamento pelo VO2Máx110

8.1.1.4.3. Prescrição de treinamento pelo sistema de pontos de Cooper

8.1.1.4.5. Orientações gerais113
8.2 Freqüência115
8.3 Duração115
8.4 Tipo de atividade116

1 8.1.1.4.4. Prescrição de treinamento utilizando a bicicleta ergométrica 113 REFERÊNCIAS................................................................................................... 119

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Leonardo de Arruda Delgado

REALIZAÇÃO DE TESTE DE ESFORÇO121

ANEXO-1 EXEMPLO DE FORMULÁRIO DE CONSENTIMENTO PARA ANEXO - 2 QUESTIONÁRIO PAR-Q..................................................................123

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Leonardo de Arruda Delgado

1 INTRODUÇÃO

O objetivo deste material é apresentar, através de uma revisão de literatura, as diversas formas (protocolos e métodos) existentes, para a realização de uma avaliação da aptidão cardiorrespiratória, além de mostrar como proceder para a prescrição de exercícios aeróbicos com segurança e cientificidade, através de parâmetros fisiológicos.

A Aptidão Cardiorrespiratória sendo, sem duvida o aspecto que deve receber maior atenção quando se trata de Avaliação da Aptidão Física Relacionada à Saúde, é entendida como a capacitação de se realizar trabalho e depende da eficiência dos sistemas: respiratório, cardiovascular, de componentes sanguíneos adequados, além dos componentes celulares específicos que ajudam o corpo a utilizar oxigênio durante o exercício.

Sua melhoria e manutenção situam-se entre os principais objetivos de qualquer programa sistemático de exercícios. Uma adequada aptidão cardiorrespiratória está associada a uma menor ocorrência de distúrbios orgânicos. Entre eles podemos citar a hipertensão arterial, a doença arterial coronariana, a diabetes melito, as hiperlipidemias e a obesidade.

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Leonardo de Arruda Delgado Autores como GUEDES & GUEDES (1995), apud MONTEIRO (2001, p.87), relatam que os indivíduos cuja aptidão cardiorrespiratória exibe níveis mais elevados tendem a apresentar maior eficiência nas atividades do cotidiano e a recuperar-se mais rapidamente, após a realização de esforços físicos mais intensos. De fato, uma boa condição cardiorrespiratória diminui as demandas miocárdica e geral para atividades submáximas, representando uma economia que se traduz por uma maior capacidade de trabalho e aproveitamento das horas de lazer com redução dos riscos de doenças.

Existe um consenso entre os autores FOX (1979 & 1991), WEINECK (1986, 1991 & 1999), McARDLE (1992), POLLOCK (1993), GOMES (1995), LEITE

(1996) & MONTEIRO (2000 & 2001), no sentido de se atribuir ao VO2 Máx, a função de medida mais representativa da aptidão cardiorrespiratória, pois, em geral, ele resume o que ocorre no sistema de transporte de oxigênio, podendo também ser chamado de potência aeróbica máxima.

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Leonardo de Arruda Delgado 2 AVALIAÇÃO FUNCIONAL

De acordo com MARINS (2003, p.147) a avaliação funcional representa a mensuração e interpretação da capacidade de mobilização metabólica (bioenergética) a partir do resultado obtido de um protocolo (teste) específico.

2.1 Objetivos de uma avaliação funcional

O principal objetivo, para a realização de uma avaliação funcional, inclui a investigação do processo de adequação dos ajustes fisiológicos às demandas metabólicas que ultrapassam as necessidades de repouso que representam a identificação da capacidade aeróbica máxima do avaliado. É possível encontrar outros objetivos, a partir dos dados coletados do teste ergométrico, entre eles:

• Identificação da capacidade aeróbica máxima;

• Observação do comportamento do ECG durante o esforço progressivo;

• Possibilitar a correta prescrição de exercícios baseados nos resultados, adequado volume e intensidade para a atividade a ser desenvolvida;

• Servir como parâmetro comparativo do grau de evolução do treinamento físico, quando aplicado de forma regular;

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Leonardo de Arruda Delgado • Possibilitar a comparação com avaliações futuras;

• Determinar o grau de comprometimento de uma coronariopatia;

• Avaliar a resposta pressórica e cronotrópica ao esforço;

• Avaliar o comportamento eletrocardiológico em esforço;

2.2 Unidades metabólicas

Para a interpretação de uma avaliação funcional, é necessário uma total familiarização com uma série de variáveis metabólicas. Usualmente são utilizados três parâmetros fisiológicos, que são o consumo de oxigênio (VO2) no steady-state de um sujeito durante uma atividade, o MET e a Kcal consumida.

2.2.1 O Consumo máximo de oxigênio (VO2MAX)

O consumo máximo de oxigênio (VO2Máx), é definido como a maior quantidade de oxigênio que um indivíduo é capaz de captar ao respirar ar atmosférico, ao nível do mar, transportar aos tecidos pelo sistema cardiovascular e utilizá-lo durante em um esforço físico por unidade de tempo.

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Leonardo de Arruda Delgado É expresso em mililitros ou litros por minuto, ou ainda, mais acertadamente, é ajustada ao peso do indivíduo. Constitui-se numa medida de potência e que, segundo McARDLE (1992, p.84), trata-se de um consumo de oxigênio, que permite enunciar quantitativamente a capacidade individual de transferência de energia aeróbica. Assim sendo, trata-se de um dos fatores mais importantes que determinam nossa capacidade de sustentar um exercício de alta intensidade por mais de quatro ou cinco minutos.

Durante um esforço físico, o VO2 tende a aumentar com a carga de trabalho, até atingir um ponto onde se verifica um platô, e não mostra qualquer aumento adicional (ou aumenta apenas ligeiramente) com uma carga de trabalho adicional é denominado consumo máximo de oxigênio, captação máxima de oxigênio, potência aeróbica máxima ou simplesmente VO2Max.

Figura 1 Consumo de oxigênio durante um exercício de intensidade progressiva, até alcançar o consumo máximo de oxigênio. Fonte; McARDLE, 1992, p.85

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Leonardo de Arruda Delgado Em geral, admite-se que isso representa a capacidade individual de ressíntese aeróbica de ATP. Um trabalho adicional somente será realizado através das reações de transferência de energia da glicólise com subseqüente acúmulo de ácido lático e fadiga.

O consumo máximo de oxigênio (potencia aeróbica máxima) é determinado e/ou influenciado por diversos fatores relacionados com o sistema cardiovascular e com a musculatura esquelética.

No sistema cardiovascular, pode-se distinguir o volume sanguíneo, a contratilidade do miocárdio, a hipertrofia cardíaca, a resistência total periférica e a freqüência cardíaca máxima, enquanto no nível de musculatura esquelética, a capilarização, o fluxo sanguíneo, a condutância vascular e a capacidade oxidativa e outros fatores como a idade, sexo, constituição corporal, ambiente, etc., sendo relativamente constante em um dado indivíduo, embora também possa diminuir por falta de atividade física aeróbica, ou aumentar após um período de treinamento aeróbico.

2.2.1.1 Métodos utilizados para mensuração da capacidade aeróbica

Os métodos utilizados para a medida da capacidade aeróbica podem ser amplamente classificados de duas formas: Direta e Indireta. A metodologia

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Leonardo de Arruda Delgado direta realiza a medida do consumo de oxigênio diretamente, através de métodos químicos e físicos, com um custo operacional elevado, os quais podem ser desejáveis em certas situações de investigações laboratoriais, sendo, no entanto, a medida de maior precisão.

Figura 2 Mensuração direta do volume máximo de oxigênio

As metodologias indiretas são baseadas na relação lineares que existe entre a freqüência cardíaca (F.C.) e o VO2, medido quando as requisições e produção energética tenham chegado a equilíbrio (steady-state). Esses tipos de avaliação são feitos utilizando-se nomogramas, fórmulas, análises de regressão, desenvolvidos a partir de medidas diretas e com o objetivo de predizer o VO2 do indivíduo partindo de um teste físico.

Devido a grande dificuldade material, neste trabalho iremos abordar apenas as técnicas indiretas, onde o consumo de oxigênio é calculado em função

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Leonardo de Arruda Delgado de equações de predição, visando, sobretudo aplicação prática nas avaliações físicas em escolas e academias.

2.2.1.2 Testes máximos e submáximos

Algumas controvérsias têm surgido com relação à utilização de testes máximos ou submáximos. Nós entendemos por teste máximo aquele no qual o indivíduo é levado a sua exaustão voluntária e tende a levar o avaliado ao máximo de sua captação de oxigênio, ou o teste é interrompido por sinais ou sintomas que impeçam seu desenvolvimento. De uma forma geral para aquelas pessoas que apresentam um baixo risco, com menos de 30 anos e que realizam atividades físicas rotineiras, bem como para os atletas, os protocolos de avaliação máximos serão os mais indicados. Uma das mais importantes aplicações do teste máximo além da predição do estado funcional é em relação ao diagnóstico de doenças coronarianas.

O teste submáximo é aquele em que o indivíduo é levado a atingir um nível de esforço pré-estabelecido e o valor de VO2MAX é obtido através de um previsor sem, portanto impor um stress orgânico intenso durante a realização do teste. De maneira geral os testes de esforço de caráter máximo apresentam maiores riscos que os submáximos, devendo ser controlados por pessoas experientes.

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Leonardo de Arruda Delgado Embora os testes de exercícios submáximos não sejam tão eficazes na identificação de condições de doenças, eles são apropriados para avaliar condicionamento cardiorrespiratório antes e depois de programas de exercícios.

Os protocolos de avaliação submáximo, serão mais indicados para pessoas com a faixas etárias superiores a 30 anos, com algum tipo de fator de risco coronário primário presente, sem o hábito de prática de atividade física regular e na ausência de um médico ou alguns equipamentos de segurança.

Os testes submáximos são bastante úteis para determinação da aptidão cardiorrespiratória, quando um teste diagnóstico não se faz necessário, isto é, em indivíduos com o consumo máximo de oxigênio sejam inferiores as obtidas em protocolos máximos, estes oferecem menos riscos para o avaliado, sendo realizados em curto espaço de tempo, facilitando sua operacionalidade.

2.2.1.3 Testes utilizados na mensuração da capacidade aeróbica

A captação máxima de oxigênio pode ser determinada através de inúmeras tarefas que ativam grandes grupos musculares, desde que o exercício seja de intensidade e duração suficientes para engajar ao máximo a transferência de energia aeróbica. As formas habituais de exercícios incluem andar ou correr numa esteira rolante, subir e descer de um banco ou pedalar. Logo, quanto aos

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Leonardo de Arruda Delgado tipos, de testes que podem ser aplicados na avaliação da capacidade aeróbicos temos:

- Testes de campo: com baixo custo operacional e com possibilidade de avaliação em massa.

- Testes ergométricos: são testes que utilizam ergômetros, que são instrumentos que medem trabalho.

Corridas Caminhadas

Testes de Campo

Banco Bicicleta Esteira

Testes Ergométricos Resistência Básica

Figura 3 Quadro dos tipos de resistência básica

2.2.1.4 Testes ergométricos

Na avaliação da potência aeróbica podemos usar alguns aparelhos denominados ergômetros. Dentre os principais ergômetros podemos citar o banco, a bicicleta e a esteira rolante. Todos apresentam vantagens e limitações que devem ser cuidadosamente analisados, para determinação do instrumento a ser utilizado. A seguir apresentaremos uma comparação entre os tipos de ergômetros visando assim, facilitar a escolha pelo ergômetro ideal as suas realidades, tanto no

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Leonardo de Arruda Delgado que se refere à infra-estrutura, como as diferentes clientelas que se utilizaram os testes.

Tabela 1 Dados comparativos entre os principais ergômetros

Critérios ou Situações Diversas Bicicleta Esteira Banco

Como Meio de Diagnóstico I M P

Habilidade necessária para adaptação do avaliado M P I

Espaço Ocupado I P M

Custo e Manutenção I P M

Massa Muscular Envolvida P M I Facilidade para Transporte I P M

Perigo de Acidente M P I

Registro do ECG em esforço M I P Tomada de Pressão Arterial M I P Nível de Ruído I P M

Avaliação do VO2Máx I M P Adaptação ao Exercício I M P

P = PiorI = Intermédio M = Melhor

Fonte: GOMES, 1995, 57 & FARINATTI e MONTEIRO (2000, 263) P= Pior, I = intermediário, M=Melhor.

Para cada ergômetro existe uma grande variedade de protocolos que submetem o testado a uma determinada quantidade de esforço. Enquanto alguns protocolos são comuns a vários ergômetros, outros são ergômetros-dependentes.

Todos os protocolos apresentam virtudes e limitações, mas ao nosso modo de ver são os objetivos do teste, a população a ser testada e a disponibilidade de tempo e material que decidirão o melhor ergômetro e protocolo.

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Leonardo de Arruda Delgado 2.2.1.5 Considerações gerais

Existe um grande número de protocolos que apresentam pontos positivos e negativos, porém a escolha de um determinado teste deverá necessariamente ter como orientação a interferência dos seguintes fatores: objetivos do teste; população a ser testada; disponibilidade de material.

Cada um dos testes apresenta características específicas. As diferenças entre os protocolos emergem do amplo espectro de variações existentes que permitem um grande número de combinações. Podemos encontrar os seguintes fatores envolvidos em um teste:

- Formas operacionais: o grau de utilização de recursos materiais durante a realização de um teste indica seu nível de complexidade. Caso seja realizado em laboratório, com a utilização de vários instrumentos como eletrocardiógrafo, ergômetro, analisador de gases, desfibrilador, entre outros, pode ser considerado como um teste complexo. Em situações onde é realizado em campo, empregando poucos recursos de instrumentos, como, por exemplo, o teste de Cooper de andar e correr 12 minutos, pode ser considerado como simples.

- Fonte de energia: dependendo do teste ergométrico, é possível avaliar as diferentes fontes energéticas existentes. O teste de

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