Manual de Bombas

Manual de Bombas

(Parte 1 de 11)

1. Apresentação3
2. Termos hidráulicos mais usados em bombeamento4
3. Considerações gerais sobre bombas hidráulicas5
4. Npsh e Cavitação8
5. Potência absorvida e rendimento de bombas1
dos tubos, Altura Manométrica Total......................................................................12
7. Curvas características de bombas centrífugas14
8. Alterações nas curvas características de bombas16
9. Acionamentos de bombas por polias e correias18

6. Perdas de carga, n° de Reynolds, velocidade de escoamento, diâmetros

a 8 metros.................................................................................................................21

10. Esquema típico de instalação de uma motobomba para sucção inferior

(para sucção inferior a 8 metros)...........................................................................2
12. Instruções gerais para instalação e uso de bombas centrífugas26

1. Método básico para seleção de uma bomba centrífuga Schneider

a 8 metros................................................................................................................30

13. Esquema típico de instalação de uma motobomba para sucção superior

injetora Schneider (para sucção superior a 8 metros).......................................29
15. Instruções gerais para instalação e uso de bombas injetoras32
16. Tabela de perda de carga em tubulações34
17. Tabela de perda de carga em acessórios35
18. Tabela de bitolas de fios de cobre para ligação de motores36
19. Tabela de estimativa de consumo diário por edificação37
20. Tabela de defeitos mais comuns em instalações de bombas e38
motobombas, e suas causas mais prováveis

14. Método básico para seleção de uma motobomba centrífuga 21. Resumo técnico das motobombas centrífugas Schneider...............................39

2. Identificação das famílias de motobombas Schneider41
23. Tabela de conversão de unidades de medidas43

2 Apresentação das Famílias de Bombas (Lâmina/Curvas)

Fundada em 29 de Maio de 1946, a SCHNEIDER E CIA LTDA., como era chamada na época, iniciou suas atividades como oficina de conserto de máquinas e motores importados e anos mais tarde fabricou o 1º motor elétrico em Santa Catarina.

Hoje, voltadas ao mercado de Bombas e Motobombas Centrífugas, as

INDÚSTRIAS SCHNEIDER S/A, compostas pela SCHNEIDER FUNDIÇÃO e SCHNEIDER MOTOBOMBAS, chegam aos 60 anos de atividade, plenamente consolidadas entre as mais importantes empresas nacionais do setor.

Buscando aliar-se às novas tecnologias, a empresa desenvolve produtos de simples e robusta construção, alta eficiência e fácil manutenção, afim de atender aos múltiplos segmentos do mercado, seja residencial e predial, industrial, agrícola, construção civil, saneamento, dentre outros.

Desta forma, oferecemos este Catálogo Geral de Bombas e Motobombas, como uma ferramenta técnica adicional a todos que atuam nos setores de compras e vendas, projetos, manutenção, dentre outros, com o intuito de buscar subsídios gerais e específicos sobre os nossos produtos, afim de encontrar soluções rápidas e seguras conforme sua necessidade de aplicação.

Paralelamente, colocamos à disposição os departamentos de Assistência

Técnica, Projetos e Desenvolvimentos, para atendimento de quaisquer informações adicionais.

Joinville/SC, Março de 2006. A Diretoria

1ALTURA DE SUCÇÃO (AS) - Desnível geométrico (altura em metros), entre o nível dinâmico

TERMOS HIDRÁULICOS MAIS USADOS EM BOMBEAMENTO da captação e o bocal de sucção da bomba.

OBS.: Em bombas centrífugas normais, instaladas ao nível do mar e com fluído bombeado a temperatura ambiente, esta altura não pode exceder 8 metros de coluna d’água (8 mca).

2. ALTURA DE RECALQUE (AR) - Desnível geométrico (altura em metros), entre o bocal de sucção da bomba e o ponto de maior elevação do fluído até o destino final da instalação (reservatório, etc.).

3. ALTURA MANOMÉTRICA TOTAL (AMT) - Altura total exigida pelo sistema, a qual a bomba deverá ceder energia suficiente ao fluído para vencê-la. Leva-se em consideração os desníveis geométricos de sucção e recalque e as perdas de carga por atrito em conexões e tubulações.

AMT = Altura Sucção + Altura Recalque + Perdas de Carga Totais ( *)

( *) Perdas em Tubulações/Conexões e Acessórios

Unidades mais comuns: mca, Kgf/cm² , Lb/Pol² Onde: 1 Kgf/cm² = 10 mca = 14,2 Lb/Pol²

4PERDA DE CARGA NAS TUBULAÇÕES - Atrito exercido na parede interna do tubo quando

da passagem do fluído pelo seu interior. É mensurada obtendo-se, através de coeficientes, um valor percentual sobre o comprimento total da tubulação, em função do diâmetro interno da tubulação e da vazão desejada.

5. PERDA DE CARGA LOCALIZADA NAS CONEXÕES - Atrito exercido na parede interna das conexões, registros, válvulas, dentre outros, quando da passagem do fluído. É mensurada obtendo-se, através de coeficientes, um comprimento equivalente em metros de tubulação, definido em função do diâmetro nominal e do material da conexão.

6COMPRIMENTO DA TUBULAÇÃO DE SUCÇÃO - Extensão linear em metros de tubo

utilizados na instalação, desde o injetor ou válvula de pé até o bocal de entrada da bomba.

7COMPRIMENTO DA TUBULAÇÃO DE RECALQUE - Extensão linear em metros de tubo

utilizados na instalação, desde a saída da bomba até o ponto final da instalação.

8GOLPE DE ARÍETE - Impacto sobre todo o sistema hidráulico causado pelo retorno da água

existente na tubulação de recalque, quando da parada da bomba. Este impacto, quando não amortecido por válvula(s) de retenção, danifica tubos, conexões e os componentes da bomba.

9NIVEL ESTÁTICO - Distância vertical em metros, entre a borda do reservatório de sucção e

o nível (lâmina) da água, antes do início do bombeamento.

10. NIVEL DINÂMICO - Distância vertical em metros, entre a borda do reservatório de sucção e o nível (lâmina) mínimo da água, durante o bombeamento da vazão desejada.

1. SUBMERGÊNCIA - Distância vertical em metros, entre o nível dinâmico e o injetor (Bombas Injetoras), a válvula de pé (Bombas Centrifugas Normais), ou filtro da sucção (Bombas Submersas).

12. ESCORVA DA BOMBA - Eliminação do ar existente no interior da bomba e da tubulação de sucção. Esta operação consiste em preencher com o fluído a ser bombeado todo o interior da bomba e da tubulação de sucção, antes do acionamento da mesma. Nas bombas autoaspirantes basta eliminar o ar do interior da mesma pois, até 8 mca de sucção, a bomba eliminará o ar da tubulação automaticamente.

13. AUTOASPIRANTE - O mesmo que Autoescorvante, isto é, bomba centrífuga que elimina o ar da tubulação de sucção, não sendo necessário o uso de válvula de pé na sucção da mesma, desde que, a altura de sucção não exceda 8 mca.

14.CAVITAÇÃO - Fenômeno físico que ocorre em bombas centrífugas nomomento em
conduzidas pelo deslocamento do fluído até orotor onde implodem ao atingirem

que o fluído succionado pela mesma tem sua pressão reduzida, atingindo valores iguais ou inferiores a sua pressão de vapor (líquido Ù vapor). Com isso, formam-se bolhas que são novamente pressões elevadas (vapor Ù líquido).

Este fenômeno ocorre no interior da bomba quando o NPSHd (sistema), é menor que o

NPSHr (bomba). A cavitação causa ruídos, danos e queda no desempenho hidráulico das bombas.

15.NPSH - Sigla da expressão inglesa - Net Positive Suction Head a qual divide-se em:

♦ NPSH disponível - Pressão absoluta por unidade de peso existente na sucção da bomba (entrada do rotor), a qual deve ser superior a pressão de vapor do fluído bombeado, e cujo valor depende das características do sistema e do fluído;

♦ NPSH requerido - Pressão absoluta mínima por unidade de peso, a qual deverá ser superior a pressão de vapor do fluído bombeado na sucção da bomba (entrada de rotor) para que não haja cavitação. Este valor depende das características da bomba e deve ser fornecido pelo fabricante da mesma;

O NPSHdisp deve ser sempre maior que o NPSHreq (NPSHd > NPSHr + 0,6)

16.VÁLVULA DE PÉ OU DE FUNDO DE POÇO — Válvula de retenção colocada na extremidade inferior da tubulação de sucção para impedir que a água succionada retorne à fonte quando da parada do funcionamento da bomba, evitando que esta trabalhe a seco (perda da escorva).

17.CRIVO - Grade ou filtro de sucção, normalmente acoplado a válvula de pé, que impede a entrada de partículas de diâmetro superior ao seu espaçamento.

18.VÁLVULA DE RETENÇÃO - Válvula de sentido único colocada na tubulação de recalque para evitar o golpe de aríete. Utilizar uma válvula de retenção a cada 20 mca de AMT.

19.PRESSÃO ATMOSFÉRICA - Peso da massa de ar que envolve a superfície da Terra até uma altura de ± 80 Km e que age sobre todos os corpos. Ao nível do mar, a pressão atmosférica é de 10,3 mca ou 1,03 Kgf/cm² (760 m/Hg).

20.REGISTRO - Dispositivo para controle da vazão de um sistema hidráulico. 21.MANÔMETRO - Instrumento que mede a pressão relativa positiva do sistema. 2.VAZÃO – Quantidade de fluído que a bomba deverá fornecer ao sistema.

Unidades mais comuns: m3 /h, l/h, l/min, l/s Onde: 1 m3 /h = 1000 l/h = 16.67 l/min = 0.278 l/s

1. DEFINIÇÃO: São Máquinas Hidráulicas Operatrizes, isto é, máquinas que recebem energia potencial (força motriz de um motor ou turbina), e transformam parte desta potência em energia cinética (movimento) e energia de pressão (força), cedendo estas duas energias ao fluído bombeado, de forma a recirculá-lo ou transportá-lo de um ponto a outro.

Portanto, o uso de bombas hidráulicas ocorre sempre que há a necessidade de aumentar-se a pressão de trabalho de uma substância líquida contida em um sistema, a velocidade de escoamento, ou ambas.

2. CLASSIFICAÇÃO: Devido a grande diversidade das bombas existentes, adotaremos uma classificação resumida, dividindo-as em dois grandes grupos:

A. Bombas Centrífugas ou Turbo-Bombas, também conhecidas como Hidro ou Rotodinâmicas; B. Bombas Volumétricas, também conhecidas como de Deslocamento Positivo.

3. DIFERENÇAS BÁSICAS:

A. Nas Bombas Centrífugas, ou Turbo-Bombas, a movimentação do fluído ocorre pela ação de forças que se desenvolvem na massa do mesmo, em conseqüência da rotação de um eixo no qual é acoplado um disco (rotor, impulsor) dotado de pás (palhetas, hélice), o qual recebe o fluído pelo seu centro e o expulsa pela periferia, pela ação da força centrífuga, daí o seu nome mais usual.

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