Mercado internacional, taxa de juros, variação de preços

Mercado internacional, taxa de juros, variação de preços

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MERCADO INTERNACIONAL

A melhor definição para comércio internacional consiste no intercambio de bens, serviços e capitais entre os diferentes paises. Na maior parte dos países, ele representa uma grande parcela do PIB. O comérciointernacional está presente em grande parte da história da humanidade, porém a sua importância econômica, social e política se tornou crescente nos últimos séculos. O avanço industrial, dos transportes, o surgimento das corporações multinacionais, a globalização, tiveram grande contribuição para a formação deste comércio. O aumento do comércio internacional está relacionado à globalização.

De forma geral, existem diversos agentes que envolvem o mercado internacional, uma delas é o imposto de importações (tarifas aduaneiras), que incide em um pagamento que as autoridades econômicas exigem para a importação de produtos de outros paises, com o objetivo de elevar o seu preço de vendas no mercado interno, e assim “proteger” os produtos nacionais para que não sofram a concorrência de bens mais baratos. Contingenciamento ou quotas de importação.

Às vezes, os governos impõem contingenciamento ou restrições para determinados bens estrangeiros, isto é, limitam a quantidade que pode importar desses bens, qualquer que seja seu preço.

O subsidio a exportação é uma ajuda ao fabricante nacional de determinado bem para que possa exportá-los a preços menores e mais competitivos.

As tarifas e os subsídios alteram as vantagens comparativas dos diferentes paises e seu efeito é reduzir o comércio (no caso das tarifas) ou aumenta-lo (no caso de subsídios) de forma artificial.

As barreiras não-tarifarias são regulamentações administrativas que discriminam os produtos estrangeiros e favorecem os nacionais.

É freqüente os países mais desenvolvidos estabelecerem regulamentações sanitárias e de defesa do consumidor muito mais minuciosas para os produtos estrangeiros do que para os nacionais.

O Comércio Internacional facilita a especialização, ao permitir que cada país possa colocar no resto do mundo os excedentes dos produtos em que se especializou.

Ainda que as possibilidades tecnológicas e as dotações de recursos fossem idênticas, existem diferenças nos gostos dos consumidores de um mesmo país que justificam o aparecimento do comércio internacional.

A TAXA DE JUROS E OS AGENTES ECONOMICOS

Taxa de juros é conhecido como o custo que é cobrado para emprestar o dinheiro, basicamente. A taxa de juros básica de uma economia é fixada pelo Banco Central do país, através de títulos do Governo.

Essa taxa, entretanto, difere da taxa de juros corrente nos bancos e financiadoras, por exemplo. Essas instituições cobram uma diferença para essa taxa, basicamente condicionada ao risco que têm em emprestar dinheiro. Além disso, o empréstimo está condicionado a impostos, seguros, entre outras taxas.

Baixar muito as taxas de juros pode provocar, dependendo da situação do país, inflação. Grosso modo, a redução das taxas provoca um aumento do consumo, já que fica mais fácil financiar bens. Assim, se um país não está preparado para esse aumento de demanda, os bens podem escassear e provocar um aumento de preços.

A taxa de juros é função da oferta de moeda em relação à demanda, que é controlada pelo governo através da emissão de títulos. O governo, ao vender títulos aumenta a oferta de títulos no mercado, diminuindo o preço destes, o que acaba por aumentar a demanda por esses títulos que, ao serem vendidos, retiram moeda da economia, aumentando a taxa de juros. De forma inversa, ao comprar títulos o governo diminui a oferta de títulos no mercado e eleva o preço destes, aumentando a oferta de moeda na economia e por conseqüência baixando a taxa de juros. O aumento da taxa de juros ou a queda da taxa de juros tem impacto na economia na medida em que interfere na expectativa de lucro dos empresários através da demanda agregada.

Um agente econômico é qualquer entidade que pertence e atua num determinado sistema econômico. Pode ser uma pessoa, tomada individualmente, ou uma pessoa coletiva (empresa, cooperativa, órgão governamental, etc). Os agentes econômicos são: as famílias (que têm o objetivo de satisfazer suas necessidades), as empresas (que têm o objetivo de maximizar seus lucros) e o Governo (que tem o objetivo de ampliar o bem-estar social). A função de todos os Agentes Econômicos é fornecer e pagar bens e serviços.

VARIAÇÃO DE PREÇOS – PROCESSO DE INFLAÇÃO

A inflação é o aumento persistente e generalizado no valor dos preços onde esse aumento é contínuo. Quando a inflação chega a zero, dizemos que houve uma estabilidade dos preços.

A inflação de demanda é quando há excesso de demanda agregada em relação à produção disponível. As chances da inflação da demanda acontecer aumenta quando a economia produz próximo do emprego de recursos. Para a inflação de demanda ser combatida, é necessário que a política econômica se baseie em instrumentos que provoquem a redução da procura agregada.

A inflação de custos é associada à inflação de oferta. O nível da demanda permanece e os custos aumentam. Com aumento dos custos ocorrre uma retração da produção fazendo com que os preços de mercado também sofram aumento. As causas mais comuns da inflação de custos são: os aumentos salariais faz com que o custo unitário de um bem ou serviço aumente, o aumento do custo de matéria-prima que provoca um super aumento nos custos da produção fazendo com que o custo final do bem ou serviço aumente e por fim, a estrutura de mercado de algumas empresas aumentam seus lucros acima da elevação dos custos de produção.

A inflação possui vários índices entre eles o IGP (Índice Geral de Preços), IPA (Índice de Preços no Atacado), INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), INCC (Índice Nacional do Custo da Construção), CUB (Custo Unitário Básico).

A deflação é o contrário de inflação. Significa queda do nível geral dos preços e não de um ou outro produto isolado. Não se deve confundir deflação com desinflação, que é a redução do ritmo de alta de preços num processo inflacionário. Quando a inflação cai do patamar de 10% ao mês para o de 5%, por exemplo, pode-se dizer que houve desinflação. Deflação é quando os preços médios recuam, ou seja, a taxa torna-se negativa.

Taxas de deflação podem ser esporádicas, o que pode ser registrado quando a inflação é muito baixa. Os preços ficam estáveis e num ou outro momento a taxa torna-se negativa.

Mas a deflação como um processo mais contínuo está em geral associada à recessão, ou seja, à queda da atividade econômica. As vendas caem com a perda do poder aquisitivo dos consumidores.

As empresas reduzem preços como única alternativa de venda e podem ir à falência devido às perdas que têm vendendo abaixo do custo.

Em um mercado internacional em que prevalecem taxas reais de juros muito baixas, ou até mesmo negativas, a elevação das taxas básicas de juros encarece o crédito, o financiamento e posterga decisões de investimentos, reduzindo potencialmente o nível de atividades.

Da mesma forma, é preciso garantir as condições para que a taxa de juros não seja excessivamente elevada, de forma a provocar distorções na capacidade de crescimento sustentado da economia.

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