Introdução à Economia - Microeconomia e Macroeconomia- resumo

Introdução à Economia - Microeconomia e Macroeconomia- resumo

(Parte 1 de 5)

INDICE

CAPÍTULO 1 – 10 PRINCÍPIOS DA ECONOMIA

3

CAPITULO 2 – PENSANDO COMO UM ECONOMISTA

5

CAPITULO 3 – INTERDEPENDECIA E GANHOS DE COMERCIO

13

CAPITULO 4 – AS FORÇAS DE MERCADO DA OFERTA E DA DEMANDA

16

CAPITULO 5 – ELASTICIDADE E SUAS APLICAÇÕES

22

CAPÍTULO 6 – OFERTA, DEMANDA E POLÍTICAS ECONOMICAS DO GOVERNO

33

PARTE 1 – INTRODUÇÃO 1.

Capítulo 1 - Dez Princípios de Economia.

A economia se baseia na sociedade e nas decisões tomadas por esta. Existem dois tipos de decisões: Individuais e em sociedade.

PRINCÍPIOS INDIVIDUAIS

  1. PESSOAS ENFRENTAM TRADEOFFS.

Tradeoffs nada mais são do que decisões e conseqüências a serem tomadas individualmente. Por exemplo, uma pessoa quer fazer duas universidades e possue 2 horas livres por dia. Essa pessoa pode decidir estudar 2 horas economia ou 2 horas medicina ou então estudar 1 hora cada matéria. Ou ainda assistir um jogo de futebol na TV. Cada uma dessas decisões vai afetando a vida de cada um.

  1. O CUSTO DE ALGUMA COISA É DO QUE VOCÊ DESISTE PARA OBTÊ-LA.

Por exemplo, ao decidir fazer uma faculdade (ou qualquer outra coisa) é necessário ver os benefícios e os prejuízos. Os benefícios de fazer uma faculdade são o aumento do conhecimento e o de poder atender melhor o mercado de trabalho. O prejuízo, além de moradia, alimentação, transporte e mensalidade é o tempo. Algumas vezes é necessário largar um emprego para se dedicar ao estudo por não ser possível conciliar os dois. Também explica porque muitos atletas têm baixo nível de escolaridade: Grande parte do tempo é dedicada ao treinamento (Benefício financeiro maior do que o estudo) e acabam largando o estudo.

  1. PESSOAS RACIONAIS PENSAM NA MARGEM.

Um prejuízo pequeno é melhor do que um grande. Por exemplo: Continuando com as faculdades, digamos que uma faculdade gaste U$ 15.000,00/mês para manter uma turma com 50 alunos, e cobre R$350,00/mês por aluno. E que se um aluno sair da turma os gastos da universidade continuam os mesmos. Se 15 desses alunos forem carentes e só puderem pagar R$200,00/mês a faculdade estará operando quase sem lucro, mas deverá aceitar a proposta dos alunos carentes de R$200,00/mês para não operarem no prejuízo.

  1. PESSOAS RESPONDEM A INCENTIVOS

As decisões das pessoas são tomadas analisando os custos e os benefícios. Por exemplo, até a década de 60 os carros não possuíam cinto de segurança. Até que o congresso por pressão da população obrigou as montadoras a colocarem vários itens de segurança nos carros. Os benefícios foram a maior segurança ao motorista e aos passageiros, mas também houve certos custos. Como os motoristas se sentiam mais seguros, passaram a dirigir mais imprudentemente, aumentando o número de acidentes. Os mais prejudicados são os motoristas que continuaram a dirigir sem o cinto, os pedestres que são cada vez mais atropelados e os motoqueiros.

PRINCÍPIOS COLETIVOS

  1. O COMÉRCIO PODE MELHORAR A SITUAÇÃO DE TODOS.

É só pensar como o comércio atinge uma família quando um membro procura emprego, ele concorre com membros de outras famílias. Apesar dessa competição, as famílias não estariam melhores se se isolasse. Pois teria que produzir suas próprias roupas, comida, etc. O comércio permite que cada pessoa atue na área que é mais apta. O mesmo ocorre com as empresas, nem sempre a concorrência é ruim, por exemplo, a Toyota, equipe da F1 corre com motor Ferrari, se corresse com o Toyota seu desempenho seria inferior.

  1. OS MERCADOS SÃO, EM GERAL, UMA BOA FORMA DE ORGANIZAR A ATIVIDADE ECONÔMICA.

Assim como foi visto no socialismo, o governo não é a melhor forma de controlar a atividade econômica. Na economia atual ou ECONOMIA DE MERCADO são as milhões de famílias e empresas que decidem quem contratar, o que produzir, interagindo no mercado. O maior defeito da economia de mercado é o individualismo.

  1. OS GOVERNOS PODEM ÀS VEZES MELHORAR OS RESULTADOS DO MERCADO.

Dois exemplos: Quando uma indústria está emitindo poluentes em excesso, o governo pode intervir com uma regulamentação ambiental. Quando um cientista faz uma descoberta importante, o governo subsidia a pesquisa. O governo, portanto deve intervir quando há alguma FALHA DE MERCADO (poluição, situações irregulares, apoio) e quando há PODER DE MERCADO (monopólio, cartel). A economia de mercado não garante recompensa de acordo com as capacidades das pessoas, mas sim pelo quanto às pessoas estão dispostas a pagar. Por exemplo, o melhor jogador de basquete do mundo ganha mais que o melhor jogador de xadrez, pois as pessoas pagam mais para ver basquete do que xadrez. Os impostos visam diminuir um pouco essa desigualdade de rendimentos e promover uma condição razoável a todos.

A ECONOMIA COMO UM TODO

  1. O PADRÃO DE VIDA DE UM PAÍS DEPENDE DE SUA CAPACIDADE DE PRODUZIR BENS E SERVIÇOS.

Nos Eua a renda anual per capita em média é de U$29.000,00, no México é de U$8 mil e na Nigéria de U$900,00. Para explicar essas enormes diferenças baseadas na produtividade é simples, quanto maior a quantidade de bens e serviços produzidos em uma hora de trabalho, maior é a produtividade e os lucros. Logo quanto melhores as ferramentas e a tecnologia disponível, o conhecimento do trabalhador, melhor é a produtividade e a renda para o país e o trabalhador. A maior causa de os países subdesenvolvidos não investirem em produtividade, é o déficit que estes possuem, os empréstimos que recebem, “só servem para pagar dívidas e juros”.

  1. OS PREÇOS SOBEM QUANDO O GOVERNO EMITE MOEDA DEMAIS.

Em janeiro de 1921, um jornal custava 0,30 marco na Alemanha. Em novembro de 1922, o mesmo jornal custaria 70 milhões de Marcos e todos os outros produtos subiram de preço no mesmo ritmo. Esse é um dos episódios mais marcantes da inflação. Na maioria dos casos, o culpado é o aumento na quantidade de moeda emitida. Isso foi o que ocorreu na Alemanha na década de 20 e o oposto ocorre hoje com os Eua.

  1. A POPULAÇÃO ENFRENTA UM TRADEOFF DE CURTO PRAZO ENTRE INFLAÇÃO E DESEMPREGO.

Se for tão fácil explicar a inflação, porque não se livrar dela? Porque a inflação sempre está relacionada com o desemprego, é a chamada Curva de Phillips. Aumenta a inflação, diminui o desemprego e vice-versa em curto prazo. O que acontece é que se se reduzir à emissão de moeda, visando diminuir a inflação, durante um período os preços não se alteram (Curto-Prazo), levam alguns meses até o restaurante ajustar o preço dos cardápios ou os postos diminuírem os preços dos combustíveis. Porém a quantidade de dinheiro na sociedade diminui na hora, então as pessoas gastam menos (já que os preços continuam os mesmos) e as empresas não vendendo demitem os trabalhadores.

Assim, a redução na quantidade de moeda aumenta o desemprego até que os preços se ajustem completamente a mudança. Essa mudança pode levar anos.

CAPÍTULO 2 - PENSANDO COMO UM ECONOMISTA

A primeira coisa a perceber-se é que economia é uma ciência (a formulação e o teste desapaixonados de teorias sobre o funcionamento do mundo). O método de estudo não é por experiências como na física, por não ser possível testar teorias econômicas a todo instante, por isso a história é muita analisada para que se possa ter idéias sobre os impactos econômicos. Além da história também se criam várias hipóteses sobre as conseqüências de uma nova teoria econômica.

Modelos econômicos  Servem para ter uma idéia principal do funcionamento da economia.

1º MODELO – O DIAGRAMA DO FLUXO CIRCULAR DE RENDA.

Baseia-se que existem 2 tipos de tomadores de decisão: Famílias e empresas. As empresas produzem bens e serviços usando o trabalho, terra, capital (Fatores de Produção). E as famílias são as proprietárias dos fatores de produção e consomem todos os bens e serviços. É baseado no diagrama de fluxo circular de renda: Ver o esquema na próxima pagina.

2º MODELO – FRONTEIRA DE POSSIBILIDADES DE PRODUÇÃO

-Neste exemplo só existem carros e computadores na economia

-Se todo o recurso for investido em computadores, terão 3000 pc´s e zero carros

-Se todos os recursos forem investidos em carros, existirão 1000 carros e 0 pc´s

-O triângulo é inviável, pois a economia não tem recursos suficientes.

-O ponto Rosa é ineficiente, pois apresenta um nível de produção abaixo do limite.

-A causa da ineficiência pode ser o desemprego, crise econômica entre vários outros fatores.

-Sempre há um tradeoff na forma e quantidade de produzir

-Os pontos sobre a curva azul representam situações eficientes (no limite de produção)

É um gráfico que mostra as várias combinações de produto que a economia pode produzir potencialmente, dados os fatores de produção e as tecnologias disponíveis. Exemplo:

D

Receita Despesa

Bens e serviços Bens e serviços

vendidos comprados

Insumos Terra, Capital e

trabalho

Salários, Alugueis e Lucros. Renda

EMPRESAS:

Produzem e vendem Bens e Serviços

Contratam e utilizam fatores de produção

FAMÍLIAS:

Compram e consomem bens e serviços.

São proprietárias de fatores de produção e os vendem

IAGRAMA DO FLUXO CIRCULAR DE RENDA.

Setas Internas  Indicam o fluxo de bens e serviços

Setas externas  Indicam o fluxo de dólares.

MICRO E MACROECONOMIA

Microeconomia é o estudo da tomada de decisões individual de famílias e empresas e sua interação em mercados específicos e a macroeconomia é o estudo de fenômenos da economia como um todo (inflação, desemprego). É importante notar que o conjunto de fatos microeconômicos acabam formando um macro. Porém os dois são bem diferentes e devem ser estudados separadamente.

O ECONOMISTA COMO CONSULTOR DE POLÍTICA ECONÔMICA

Muitas vezes o economista tem que tentar mudar a economia, nestes casos ele é consultor de políticas. Quando ele simplesmente tem que explicar os acontecimentos ele é cientista. Também existem 2 tipos de declaração, a positiva (declaração de como o mundo é) e as normativas (declaração de como deveria ser).

PORQUE OS ECONOMISTAS DISCORDAM?

Os economistas podem discordar quanto à validade de teorias positivas alternativas a respeito do funcionamento do mundo ou quando os economistas têm valores diferentes e, portanto opiniões normativas diferentes a respeito dos possíveis objetivos das políticas. Estes são os dois motivos básicos das discordâncias.

DIFERENÇAS NO JULGAMENTO CIENTÍFICO.

Os economistas às vezes discordam porque têm diferentes intuições acerca da validade de teorias alternativas ou da dimensão de parâmetros importantes.Por exemplo, sobre se o governo deve estabelecer uma tributação sobre a renda ou sobre o consumo (despesa) das famílias.

DIFERENÇAS NOS VALORES

Suponha que Pedro e Paulo apanham a mesma quantidade de água no poço da cidade. Para pagar a manutenção, a cidade cobra impostos sobre os residentes. Pedro tem uma renda de U$50 mil e paga U$5 mil de imposto (10%), Paulo tem uma renda de U$10 mil e paga U$2 mil (20%). Essa política é justa? Se não for, quem paga demais e quem paga de menos? Esse exemplo mostra por que às vezes os economistas discordam no que diz respeito às políticas públicas.

PERCEPÇÃO X REALIDADE

Uma vez que há diferenças quanto a julgamentos científicos e quanto aos valores, é inevitável a existência de desacordos entre economistas. Contudo não convém exagerar o destaque dado aos desacordos. Em muitos casos os economistas têm uma visão em comum:

AFIRMAÇÕES E PERCENTUAL QUE OS ECONOMISTAS QUE CONCORDAM

A fixação de um limite máximo para aluguéis reduz a quantidade e a qualidade das residências disponíveis (93%)

Tarifas e quotas de impostos geralmente reduzem o bem estar econômico social. (93%)

Taxas de câmbio flexíveis e flutuantes permitem uma organização monetária internacional efetiva. (90%)

A política fiscal (por exemplo, cortes nos impostos e ou aumentos nas despesas do governo), tem um significativo impacto positivo sobre economias que não atingiram o pleno emprego (90%).

Se for necessário equilibrar o orçamento federal, isto deve ocorrer dentro do ciclo econômico e não em bases anuais (85%).

Pagamentos em dinheiro aumentam o bem-estar daqueles que os recebem mais do que transferências em gêneros de igual valor. (84%)

Um déficit orçamentário elevado exerce um impacto negativo sobre a economia. (79%)

O governo deveria reestruturar o sistema de assistência social em termos de um “imposto de renda negativo”. (79%)

Impostos sobre a emissão de efluentes e licenças para poluição comercializáveis são um método de combate à poluição melhor do que a imposição de limites superiores à poluição (78%).

GRÁFICOS – UMA BREVE REVISÃO.

Quando se apresentam teorias econômicas, os gráficos oferecem uma forma de expressar visualmente idéias que pareceriam menos claras se descritas através de equações e palavras. Ao analisar dados econômicos, os gráficos oferecem uma forma de descobrir como as variáveis se relacionam de fato no mundo.

GRÁFICOS DE UMA ÚNICA VARIAVEL.

 O gráfico pizza representa como a renda nacional dos Eua se distribui.

 O gráfico compara a renda média em 4 países.

 O gráfico de série temporal mostra o crescimento da produtividade do setor empresarial dos Eua de 1950 a 2000.

GRÁFICOS DE DUAS VARIAVEIS.

O SISTEMA DE COORDENADAS – Freqüentemente os economistas estão interessados nas relações entre variáveis. Para tanto, necessitam mostrar duas variáveis num mesmo gráfico. Isto se torna possível com o uso do sistema de coordenadas. Suponha que deseja examinar a relação entre o tempo de estudo e as notas obtidas na escola. Você poderia registrar para cada aluno da turma o número médio de horas de estudo semanal e a nota média obtida.

Este tipo de gráfico é chamado gráfico de dispersão porque registra pontos dispersos. Uma vez que o maior tempo de estudo está associado a notas mais altas, dizemos que há uma correlação positiva entre as duas variáveis. Se traçássemos um gráfico relativo a freqüência a festas e notas, verificaríamos que a maior freqüência a festas está associada a notas mais baixas e poderíamos dizer que se trata de uma correlação negativa.

CURVAS EM UM SISTEMA DE COORDENADAS.

Freqüentemente os economistas preferem observar como uma variável influencia a outra mantendo tudo o mais constante. Vejamos um dos gráficos mais importantes da economia: A curva de demanda. Este gráfico mostra o efeito de um preço de um bem sobre a quantidade do bem que os consumidores estão dispostos a comprar. Antes de apresentar uma curva de demanda vamos observar a tabela abaixo. É importante observar que a quantidade de livros vendidos a Leonardo depende de sua renda e dos preços dos livros.

Preço Renda

U$20.000 U$30.000 U$40.000

U$10 2 livros 5 livros 8 livros

9 6 9 12

8 10 13 16

7 14 17 20

6 18 21 24

5 22 25 28

Temos agora três variáveis. O preço dos livros, a renda e o número de livros comprados. Para representarmos graficamente os dados da tabela precisamos manter uma das variáveis constante e representar a relação entre as outras duas. Como a curva de demanda representa a relação entre preço e a quantidade demandada, mantemos a renda de Leonardo constante e mostramos como o número de livros que ele compra vária com os preços dos livros supondo que a renda de Leonardo seja U$30.000/ano.

(Parte 1 de 5)

Comentários