sociologia da organização

sociologia da organização

AULA 22 SOCIOLOGIA DA ORGANIZAÇÃO

OBJETIVOS

  • Compreender aspectos da dinâmica social dentro das organizações.

AS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

  • No antigo Egito e China, no Império Romano, nas cidades-estado da Renascença fez-se divisão em pequenos grupos formais especializados, cujos membros ficaram subordinados a um coordenador, seja ele condutor chefe ou líder.

  • Isto também acontece nas burocracias atuais, bem como nas estruturas modernas e previstas para o futuro com modificações no sentido de mobilidade, isto é, equipes com duração determinada ou coordenadores eleitos e não impostos.

AS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

  • Os grupos formais são as partes que se inter-relacionam originando o todo “organização”.

  • Nas organizações formais existem normas, diretrizes, procedimentos, que irão orientar não somente os funcionários daquela instituição ou empresa, mas também os clientes e o público de uma forma geral.

AS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

  • As principais características da organização formal são:

  • Divisão do Trabalho;

  • Especialização;

  • Hierarquia;

  • Distribuição da autoridade e da responsabilidade;

  • Racionalismo.

AS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

    • Quando uma organização cresce e desenvolve, faz parte das técnicas de departamentalização fracionar o grande grupo em grupos secundários, estes são transformados em pequenos grupos formais onde será atribuído um novo conjunto de atividades.
    • Em princípio, as pessoas, sozinhas ou associadas, fundam organizações, cujas finalidades são escolhidas de acordo com as suas culturas, especialmente as da etnia, da profissão ou da classe social.
    • Por isso existe a tendência dos emigrantes escolherem ramos comerciais ou industriais peculiares.

AS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

    • Semelhantemente, engenheiros, farmacêuticos, médicos, etc. procuram a realização profissional criando organizações com finalidades supostamente adequadas à ética da profissão que abraçaram.
    • Outra forma de se criar uma organização ocorre quando uma multinacional abre uma filial no país.
    • As finalidades são as da matriz, e a subcultura é transnacional, apenas com pequenos ajustes locais.

AS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

AS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

    • É importante observar que, para haver possibilidade de integração das atividades, é preciso que o coordenador tenha primazia sobre os executadores quanto à determinação do que eles irão fazer que não é absoluta porque deles recebe uma influência no sentido de manter ou reformular suas ordens iniciais. Exemplo: o supervisor manda o mecânico executar um conserto e recebe a comunicação que não pode fazê-lo por falta da peça necessária.

AS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

    • A figura mostra o caso de uma grande e uma pequena empresa, como o indivíduo de alta classe que entra para uma grande empresa nos seus níveis médios tende a ascender para a cúpula administrativa.

AS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

    • Se as metas dos grupos relevantes forem divergentes, paralelas ou convergentes, também assim serão as de toda organização permitindo desta forma classifica-las:
    • Metas divergentes – os membros se tornam alienados quanto às metas organizacionais, não há interesse em trabalho produtivo nem permissão para exprimir emoções (ex: nas prisões os confinados têm a meta de escapar e os vigilantes de mantê-los confinados);
    • Metas paralelas – os membros são indiferentes às metas coletivas, pois as suas são apenas de obter a remuneração (ex: fábricas, lojas, bancos, transportadoras, etc.);
    • Metas convergentes – os membros necessitam cooperar para alcançarem a meta tornada coletiva (ex: condomínios, clubes, partidos políticos).

AS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

    • Exemplos de grupos formais em uma organização:

AS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

    • Conforme a maneira dos grupos formais se integrarem e se relacionarem internamente existirão diferentes tipos de estruturas organizacionais:
    • Burocrática – todas as organizações são burocratizadas em maior ou menor grau diferindo apenas nos valores assumidos pelas variáveis que a definem. Portanto um modelo burocrático não é bom nem ruim, mas apenas adequado ou inadequado a situação de certo tipo de organização dentro de sociedades com diferentes graus de desenvolvimento.
    • Matricial – os grupos formais da função operativa da produção costumam ser estruturados de acordo com os seguintes critérios: duração de acordo com a vida do projeto; determinação do “que”, “quanto” e “quando” a cargo de um coordenador nomeado pela alta administração e determinação de “como fazer” de responsabilidade de outro coordenador também nomeado externamente.
    • Forma mutável – a forma de organização não é fixa, mas sua estrutura se altera ao redor de uma cúpula admistrativa, adaptando-se às imposições mutáveis do ambiente.
    • Sócio-técnica – coordenação, designação de tarefas e até seleção de pessoal é autônoma por ficar à discrição de seus membros.

AS ORGANIZAÇÕES FORMAIS

    • A figura a seguir esquematiza a estrutura matricial da função produtiva, mostrando como os participantes também podem ser ao mesmo tempo membros de dois grupos formais, bem como os coordenadores são os pinos de ligação entre as várias unidades administrativas.

O ECOSSISTEMA DAS ORGANIZAÇÕES E O PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO

    • O processo de negociação deve considerar o princípio do negócio. Este princípio prevê que ambas as partes façam negócio: entendimento, concessões e acordos, e que além de tudo, gere o sentimento de satisfação em tê-lo realizado.
    • A negociação é um processo social que nos países industrializados da era pós-industrial deixou de ser tratado de forma amadora para ser ensinado nas escolas de Administração, tendo como base as pesquisas realizadas e as contribuições de ciências, como a Psicologia e a Sociologia.

O ECOSSISTEMA DAS ORGANIZAÇÕES E O PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO

    • O objetivo da negociação é uma variável com faixa de grande amplitude, onde o foco é o ponto que diz respeito à negociação entre os representantes de organizações. São negociações entre grupos secundários formais com o fim de administrar conflitos de interesses para aumentar a sinergia de suas operações, ou pelo menos para não diminuí-la.
    • Exemplos: acerto entre empreiteiras de obras para decidir quem vai ganhar a concorrência governamental, a formação de oligopólio para manter o preço elevado de produtos, aumento de salário pretendido pelo sindicato.

O ECOSSISTEMA DAS ORGANIZAÇÕES E O PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO

    • As condições para haver negociações são resumidamente as seguintes:
    • Interdependência de metas (2 farmácias situadas em uma mesma rua gera competição e pode ser resolvida com uma negociação);
    • Normas estabelecidas (mesmo com a existência de leis, pode existir um procedimento legal ou um não cumprimento desta lei);
    • Desejo de negociar ;
    • Diferencial de recursos (um dos donos da farmácia é rico e diminui o preço dos produtos para que o outro vá a falência);

O ECOSSISTEMA DAS ORGANIZAÇÕES E O PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO

    • Os dois principais tipos de negociação são:
    • Situação distributiva ganha-perde - Na qual uma das partes ganha e a outra perde (ex: negociação com sindicato, sindicato exige aumento salarial e a empresa admite aceitar outra menor);
    • Situação integrativa ganha-ganha - Na qual ambas ganham (ex: montadoras de automóveis e os fabricantes de auto peças, em que estas últimas chegam até a serem assessoradas pelas montadoras).

O ECOSSISTEMA DAS ORGANIZAÇÕES E O PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO

    • De acordo com o interesse dos negociadores, há também algumas descrições para os tipos de negociação:
    • Afastamento (ambas as partes evitam conflitos pois não pretendem alcançar meta alguma);
    • Colaboração (Uma parte deseja que a outra atinja suas metas e não se incomoda inicialmente com as suas);
    • Compromisso (Nem se ganha nem se perde mas é satisfatória);
    • Competição (Ameaças e manipulações, só interessa ganhar);
    • Cooperação (Ambos negociam para atingir suas respectivas metas).

A SOCIEDADE EM MUDANÇA

    • O conjunto de ecossistemas compõe a sociedade, com o tempo as empresas terão de rever suas metas por causa das transformações sociais que ocorrem, tanto na região quanto no país e até no mundo.
    • Para nós, são de maior interesse as transformações decorrentes dos movimentos migratórios, da mobilidade social (passagem de um indivíduo ou grupo de uma posição social para outra) e da mudança social, todas modificando as responsabilidades da organização para com a sociedade.

A SOCIEDADE EM MUDANÇA

    • Mudança social é toda a transformação, observável no tempo, que afeta, de maneira que não seja provisória ou efêmera, a estrutura ou o funcionamento da organização social de dada coletividade e modifica o curso da história. É a mudança de estrutura resultante da ação histórica de certos fatores ou de certos grupos no seio de dada coletividade.
    • Mudança social serve para justamente o que propõe o termo, ou seja, transformar a sociedade de forma que mude o seu cenário significativamente.
    • As relações sociais tudo tem a ver com a mudança social, pois é através dessas mudanças que a relação social vai ser caracterizada.

A SOCIEDADE EM MUDANÇA

    • Na história da humanidade vimos que as relações sociais são diferentes a cada vez que vai se edificando as transformações sociais. Ou seja, modifica-se as relações de poder. No período feudal por exemplo, os latifundiários eram considerados os maiorais e a burguesia era pouco valorizada . Com a revolução industrial, que foi uma transformação social, a burguesia ganhou status, portando começando a ser a nova classe dominante.
    • Cada vez mais é cobrada pela sociedade a responsabilidade social das organizações, de sorte que já não basta o balanço financeiro para avaliar o desempenho da empresa, pois deverá ser complementado pelo balanço social, avaliando suas contribuições não econômicas para a sociedade. Cabe ao administrador perceber o processo de mudança social e adiantar-se aos novos tempos, pois caso contrário será responsabilizado por ter mantido a organização estacionada na era burocrática do isolamento.

A SOCIEDADE EM MUDANÇA

    • Conclusão: No ecossistema, as organizações competem, cooperam ou simplesmente não interferem uma na outra, à semelhança dos seres vivos no seu ambiente. As organizações através de seus representantes podem negociar, transformando situações de metas divergentes e convergentes. Tais negociações, porém, dependem da cultura desenvolvida na organização. O nível seguinte da ordem é o da sociedade, é de responsabilidade do administrador antecipar medidas decorrentes dos movimentos sociais, que cada vez mais visualizam as organizações como alienadoras dos seus participantes e destruidoras do equilíbrio ecológico.

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