CONSCIENTIZAÇÃO: Em que interessa à psicologia

CONSCIENTIZAÇÃO: Em que interessa à psicologia

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CONSCIENTIZAÇÃO: Em que interessa este conceito à psicologia1

Awareness: In what does this concept interests psychology?

Emanuel Meireles Vieiraa, Verônica Morais Ximenesb aPsicólogo, mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e ex-bolsista de mestrado da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), Fortaleza, CE - Brasil, e-mail: emanuel.meireles@yahoo.com.br bDoutora em Psicologia pela Universidade de Barcelona, professora do Departamento de Psicologia da Universidade Federal do Ceara(UFC) e do mestrado em Psicologia da mesma Universidade e coordenadora do Núcleo de Psicologia Comunitária da UFC

(NUCOM), Fortaleza, CE - Brasil, e-mail: vemorais@yahoo.com.br

Resumo

Este trabalho tem por objetivo refletir a respeito da apropriação da psicologia do termo conscientização, visto que sua utilização é bastante difundida nas mais diversas áreas do conhecimento, que não só a Psicologia. Para tanto, elabora uma discussão a partir de Paulo Freire, um dos principais propagadores desse termo, utilizando-o em seus trabalhos na área da educação popular, e de Ignácio Martin-Baró, que se apropria deste termo a partir de uma concepção política e o propõe como objetivo da Psicologia na América Latina, mas não explicita o que de exclusivamente psicológico a conscientização possui. Em seguida, discute-se o conceito de atividade comunitária, proposto por Góis na Psicologia Comunitária, para a possível compreensão psicológica do processo de conscientização. Tal discussão traz à tona o conceito de atividade, tal como proposto por Leontiev, no intuito de compreender como a ação do sujeito no mundo incide sobre a formação de seu psiquismo. Aponta, ao final, a Teoria Histórico-Cultural da Mente, desenvolvida por Vigotski, Leontiev e Luria, como a que mais elementos fornece para tal compreensão, uma vez que vincula as formas de significação da realidade ao modo como o indivíduo convive em sociedade, uma vez que tanto os trabalhos de Paulo Freire, quanto de Martin-Baró e Vigotski e seus colaboradores tomam o materialismo histórico-dialético como base filosófica para seu desenvolvimento.

Palavras-chave: Conscientização; Psicologia comunitária; Atividade.

1Este trabalho é parte da dissertação de mestrado de Vieira, orientada por Ximenes, e contou com o apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), da qual Vieira era bolsista.

Psicol. Argum. 2008 jan./mar., 26(52), 23-3

Abstract

This study has the objective of reflect about the psychological appropriation of the term awareness, once its utilization is world-widely on many kinds of knowledge, not only on Psychology. Therefore, it works out in detail a discussion from Paulo Freire, one of the main multiplyers of this term, using it on his works on the popular education area, and from Ignácio Martin-Baró, who appropriates this term from a political conception and propose it as main objective of the Psychology in Latin America, but he does not explain what there is of exclusively psychologycal on it. After that, it discusses the concept of communitarian activity, proposed by Gois on the Comunitarian Psychology, for the possible psychologycal understanding of the awareness process. This discussion brings to the surface the concept of activity, as proposed by Leontiev, intending to understand how the action of subject on the world arises on the formation of his psychism. It points out, in the end, the historical-cultural mind theory, developed by Vigotski, Leontiev e Luria, as the one that furnishes more elements to that comprehension, once that it entails the ways of reality meaning to the way how the individual cohabits in society, once that Paulo Freire and Martin-Baró’s works, as well as Vigotski and his partners’s have the historical dialectical materialism as philosophic basis to its development.

Keywords: Awarenes; Comunitarian psychology; Activity.

A Psicologia Comunitária, como área da

Psicologia Social (Góis, 1994; Lane, 2002), configura-se como possuidora de diversas influências teóricas e práticas. Entre estas influências, podemos encontrar a Educação Libertadora, desenvolvida por Paulo Freire, do qual se utiliza o processo por ele definido como conscientização.

Este termo, advindo da Educação e expandido a diversos campos do conhecimento, é gerador de várias controvérsias. No caso da Psicologia, pode ser lançado o seguinte questionamento: afinal, em que nos interessa, como psicólogos, falar de um termo que ganhou notoriedade no trabalho de um educador como Paulo Freire? Que sentido faz a utilização deste termo num trabalho psicológico? Para além de uma dimensão política da utilização deste conceito, no que pese sua importância, o que de psíquico há presente nele e que merece nossa atenção?

Este trabalho, portanto, constitui-se em torno destas questões. Nesse sentido, para o debate em torno deste termo para a Psicologia, devemos fazer uma breve discussão a respeito dele, tanto a partir de Paulo Freire (1980), como em sua apropriação por Martin-Baró (1998). Em seguida, procuraremos expor de modo mais detalhado o conceito de atividade comunitária e sua possível articulação com a conscientização, uma vez que possuem uma matriz materialista histórica-dialética comum e, portanto, reconhecem a imbricação realidade-formação do psiquismo. Nossa compreensão, portanto, dá-se à luz dos processos psíquicos superiores, propostos pela Teoria Histórico-Cultural da Mente, a partir de Leontiev (1978) e Vigotski (2001).

O tema da conscientização é constante na obra de Paulo Freire. Apesar de não ser de sua autoria (FREIRE, 1980), foi em seu trabalho que tal termo ganhou notoriedade. Isso leva, inclusive, a que se pense nele de diversas formas, transitando de uma opção ético-política de transformação social, a uma moral acerca do que se deve conscientizar as pessoas.

No que pesem as controvérsias citadas alhures, Freire (1980, p. 29) define conscientização da seguinte forma: “[...] tomar posse da realidade [...], é o olhar mais crítico possível da realidade, que a ‘des-vela’ para conhecê-la e para conhecer os mitos que enganam e que ajudam a manter a realidade da estrutura dominante”. Como podemos perceber, esta definição extrapola uma dimensão apenas cognoscitiva (o conhecer melhor

Emanuel Meireles Vieira; Verônica Morais Ximenes

Psicol. Argum. 2008 jan./mar., 26(52), 23-3 a realidade), pois traz consigo uma concepção política, qual seja, a da transformação desta.

Aliás, o sufixo “ação”, que acompanha a palavra em questão, não é obra do acaso, pois indica uma exigência não apenas (apesar de não prescindir dela) de compreensão lógica da realidade, mas também de ações concretas frente a ela. Tal exigência torna-se ainda mais urgente em contextos como o latino-americano, em que uma grande maioria da população vive realidades extremamente desiguais e opressoras, nas quais o direito de pronunciar a sua palavra lhe é constantemente negado, ou permitido na forma de um imenso favor (Freire, 1984; Freire, 1981; Martin-Baró, 1997).

Segundo Góis (2005), Freire via uma profunda imbricação entre contexto históricocultural e compreensão de mundo. É com base nisso que, em “Educação como prática da Liberdade”, Freire (1984) expõe as sociedades como podendo ser de três tipos: fechadas, abertas ou de transição. O primeiro tipo carrega consigo a marca da sobreposição de uma elite cada vez mais rica em detrimento de uma grande maioria cada vez mais pobre e subjugada a interesses alheios a suas principais demandas (Góis, 2005).

Já as sociedades em transição se caracterizam por um acirramento pouco profundo entre o que é velho e o que representa o novo, de modo que ambas as idéias são guiadas por um clima de muita emoção em detrimento da resolução das questões urgentes que compõem as contradições sociais. Isso implica em importação de modelos descontextualizados e posturas bastante assistencialistas por parte dos dirigentes (Góis, 2005).

As sociedades abertas, por sua vez, possuem uma relação mais direta entre elite e população em geral, o contexto é levado em conta na efetivação das ações, há uma maior autoconfiança de seu povo, bem como fomento de espaços para uma participação pautada no diálogo. O resultado disso é uma população mais dialógica e que, de fato, volta-se para uma compreensão e transformação mais profunda de suas questões (Góis, 2005).

A cada uma dessas sociedades corresponde, respectivamente, um determinado tipo de consciência. Freire (1984) expõe três tipos2 de consciência, correspondentes a cada um desses tipos de sociedade: a semi-intransitiva3, a transitivaingênua e a transitiva crítica. Definamos, cada um desses termos, iniciando-se pela semi-intransitiva (correlacionada com o tipo de sociedade descrita anteriormente como fechada), a partir das próprias palavras de Paulo Freire (1984, p. 60):

É evidente que o conceito de “intransitividade” não corresponde a um fechamento do homem dentro dêle mesmo [...]. O homem, qualquer que seja seu estado, é um ser aberto. O que pretendemos significar com a consciência “intransitiva” é a limitação de sua esfera de apreensão. É a sua impermeabilidade a desafios situados fora da órbita vegetativa. Neste sentido, e só neste sentido, é que a intransitividade representa um quase incompromisso do homem com a existência [...].

Como se pode perceber, na consciência semi-intransitiva, o indivíduo apreende a realidade de um modo quase vegetativo, uma vez que esta é compreendida de maneira cristalizada e terminada. Neste estado, o ser não estaria em relação com o mundo, mas apenas em contato com ele. Não estaria, como coloca acima Freire (1984), compromissado com a existência, pois em seu sentido radical, esta palavra (do latim, exsistère – deixar-se ver, manifestar-se) denota um lançar-se para fora, ou seja, o ser seria possibilidades e não estagnação numa realidade já acabada.

Os processos do mundo, a partir da apreensão semi-intransitiva, teriam a sua responsabilidade atribuída a uma instância superior, pois “o discernimento se dificulta. Confundem-se as notas dos objetos e dos desafios do contorno e o homem se faz mágico, pela nãocaptação da causalidade autêntica” (Freire, 1984,

2Em verdade, Freire (1984) se refere a níveis de consciência. Góis (2005), contudo, traz a idéia de que seriam tipos. Concordamos com essa idéia, por dar uma noção menos linear e mais transitiva do processo. 3Freire (1984) se refere a uma consciência intransitiva. Contudo, de acordo com sua própria definição e baseados em Góis (2005), pensamos ser mais apropriada a utilização do termo semi-intransitiva, pois, como Freire expõe acima, nenhuma consciência pode ser completamente intransitiva, uma vez que toda consciência é consciência de alguma coisa. Portanto, para que possa se relacionar com o mundo, precisa estar minimamente aberta.

Conscientização

Psicol. Argum. 2008 jan./mar., 26(52), 23-3 p. 60). A consciência mágica capta os fatos “[...] emprestando-lhes um poder superior, que a domina de fora e a que tem, por isso mesmo, de submeter-se com docilidade. É próprio desta consciência o fatalismo, que leva ao cruzamento dos braços, à impossibilidade de fazer algo diante do poder dos fatos [...]” (Freire, 1984, p. 105- 106). A consciência, então, capaz de transitar, movimentar-se, ganha um caráter estático, rígido, tendo em vista que o mundo não se coloca como um problema para ela, mas como um dado.

A transitividade, contudo, segundo

Freire (1984, p. 60), não se revela de uma maneira crítica, pois, “[...] num primeiro estado [é] preponderantemente ingênua” (diretamente vinculada ao tipo de sociedade denominada ingênua, de acordo com descrição anterior). De acordo com Freire (1984, p. 60 e 61),

A transitividade ingênua [...] se caracteriza, entre outros aspectos, pela simplicidade na interpretação dos problemas. Pela tendência a julgar que o tempo melhor foi o tempo passado. Pela subestimação do homem comum. Por uma forte inclinação ao gregarismo, característico da massificação. Pela impermeabilidade à investigação, a que corresponde um gosto acentuado pelas explicações fabulosas. Pela fragilidade na argumentação. Por forte teor de emocionalidade. Pela prática não propriamente do diálogo, mas da polêmica [...]. Esta nota mágica, típica da intransitividade, perdura, em parte, na transitividade [...].

A consciência transitiva ingênua, então, forneceria condições para que se pudesse implantar qualquer tipo de tirania contra os seres humanos. Não é à toa que os grandes ditadores sempre têm como apelo a emoção e, ao mesmo tempo, a firme postura de um grande protetor, que não precisa ter algum tipo de preparo específico para administrar um lugar, sob a égide de que “quem ama protege”. Como exemplo disso, na História da América Latina, podemos identificar o período da ditadura militar, dos anos 1960 até meados dos anos 1980, em que se utilizavam slogans ufanistas, como “Brasil, ameo, ou deixo-o!”.

Já a consciência transitiva-crítica é caracterizada, segundo Freire (1984, p. 61-62), pelos seguintes aspectos:

[...] profundidade na interpretação dos problemas. Pela substituição de explicações mágicas por princípios causais. Por procurar testar os “achados” e se dispor sempre a revisões. Por despir-se ao máximo de preconceitos na análise dos problemas e, na sua apreensão, esforçar-se por evitar deformações. Por negar a transferência da responsabilidade. Pela recusa a posições quietistas. Por segurança na argumentação. Pela prática do diálogo e não da polêmica. Pela receptividade ao novo e pela não-recusa ao velho, só porque velho, mas pela aceitação de ambos enquanto válidos. Por se inclinar sempre a argüições.

Este tipo de consciência, portanto, analisa com maior profundidade os fatos, mostrase mais aberta, democrática e, ao mesmo tempo, mais inquieta, pois as indagações são seu ponto de partida. A conscientização, portanto, é um processo que incita a participação popular de modo efetivo, superando a mera cidadania dos direitos, indo em direção a uma cidadania ativa (Benevides, 1991), na qual o povo passa a se pronunciar acerca de que direitos quer ter, e não apenas usufruir direitos elaborados de modo alheio a suas reais necessidades. Mas, afinal, que relações podemos estabelecer entre este conceito e o psiquismo humano? Em que nos interessa esta categoria, desenvolvida por um educador e que, apesar de apontar, não nos define qual sua concepção explícita de psiquismo?

O surgimento da Psicologia Comunitária no Brasil, inclusive, está ligado à pergunta acima, pois, segundo Lane (2002), de um começo assistencialista, preocupado com a mera presença do psicólogo no auxílio a populações “carentes”, a Psicologia Social passou a se perguntar acerca de sua utilidade no que diz respeito à emancipação das populações oprimidas. De acordo Lane (2002) e Góis (2003), um dos referenciais teóricometodológicos muito utilizados naquele período de surgimento da Psicologia Comunitária no Brasil era o trabalho em Educação Popular desenvolvido por Paulo Freire.

No que pese a importância dos trabalhos inicias com Psicologia Comunitária a partir de Freire, não havia uma compreensão clara da relação entre as condições materiais da vida cotidiana e o desenvolvimento do psiquismo. Em relação à utilização do termo “conscientização”, podemos

Emanuel Meireles Vieira; Verônica Morais Ximenes

Psicol. Argum. 2008 jan./mar., 26(52), 23-3 afirmar que se tratava de uma concepção muito mais política do que necessariamente psicológica.

Um dos grandes defensores da utilização do termo “conscientização” para a Psicologia é Martin-Baró, psicólogo espanhol, mas de intensa atividade em El Salvador. Ignácio Martin-Baró viu no trabalho de Paulo Freire elementos de essencial contribuição para a construção de uma Psicologia da Libertação (Martin-Baró, 1998). Esse autor define o papel do psicólogo como o de contribuir para a transformação da realidade de opressão em que vive a maioria das pessoas da América Latina.

Segundo Martin-Baró (1997, p. 15), “à luz desta visão [da transformação da realidade] da psicologia, pode-se afirmar que a conscientização constitui-se no horizonte primordial do quefazer psicológico”. O autor define conscientização a partir de Paulo Freire e afirma se tratar do “[...] processo de transformação pessoal e social que experimentam os oprimidos latino-americanos quando se alfabetizam em dialética com o seu mundo” (Martin-Baró, 1997, p. 15-16).

O trabalho do psicólogo, na perspectiva acima, diria respeito a facilitar que as pessoas pronunciem suas palavras e, para tanto, é preciso “que as pessoas assumam seu destino, que tomem as rédeas e sua vida, o que lhes exige superar a falsa consciência e atingir um saber crítico sobre si mesmas, sobre seu mundo e sobre sua inserção nesse mundo” (Martin-Baró, 1997, p. 16). Desta forma, o horizonte ético sobre o qual se funda a Psicologia na América Latina não poderia ser outro que não o da libertação.

Vale lembrar que o período em que

Martin-Baró produziu seus trabalhos foi marcado por uma efervescência das discussões em torno do papel das ciências humanas em torno das desigualdades que constituem a América Latina. Portanto, assim como no Brasil podemos ver em Silvia Lane (1995; 2002) alguém que chamou atenção da necessária mudança de perspectiva da Psicologia no Brasil, podemos afirmar que Martin-Baró (1997; 1998), em sua produção, afirma peremptoriamente a impossibilidade de a produção dessa ciência em toda a região latino- americana passar incólume a respeito da imbricação realidade-constituição do psiquismo (Blanco, 2001).

Lembramos esse fato para ressaltar a importância de seu trabalho, bem como a falta de uma explicitação psíquica do funcionamento da conscientização. Era um período em que se tornava necessário expor a descontextualização da Psicologia, no que pese um não-saber ao certo o que colocar no lugar de uma tradição psicológica considerada descontextualizada.

Blanco (2001), analisando a epistemologia da Psicologia Social na América Latina a partir da obra de Martin-Baró, situa a produção deste autor num realismo crítico, marcado por uma primazia da realidade, uma necessidade de se historicizar o psiquismo e a inevitabilidade de comprometer-se. Isso implica numa visão de sujeito e de sociedade, na qual o sujeito é histórico, com amplas possibilidades de utilizar o aparato histórico-cultural de que dispõe, bem como de criar outros a partir destes e modificar sua realidade. Esta, por sua vez, não é estática, e deve contar com a participação daqueles que a constituem. Nesse sentido, a sociedade vislumbrada pelo realismo crítico de Martin-Baró é sobretudo justa, com oportunidades para que este sujeito que permeia sua práxis possa se desenvolver, o que significa mudança nas condições materiais deste desenvolvimento.

Martin-Baró (1998) aposta na conscientização como processo fundamental no trabalho do Psicólogo que intenta trabalhar a partir de seu realismo crítico, tomando de Paulo Freire esta noção. A conscientização, segundo Martin-Baró (1998, p. 147), “não consiste numa simples mudança de opinião sobre a realidade, numa mudança da subjetividade individual que deixe intacta a situação objetiva: a conscientização supõe uma mudança das pessoas no processo de mudar suas relações com o meio-ambiente e, sobretudo com os demais”. É nesse sentido que Blanco (2001) afirma que a proposta de Martin- Baró é sócio-histórica. O desenvolvimento pessoal não prescinde, portanto, de mudanças estruturais nas estruturas sociais opressoras em que por vezes estão inseridas as maiorias da América Latina.

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