Relatório de Cromatografia

Relatório de Cromatografia

(Parte 1 de 4)

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

CURSO: ENGENHARIA DE ALIMENTOS

DISCIPLINA: QUÍMICA ORGÂNICA II – EXA 411

DOCENTE: CARLA MENDES

CROMATOGRAFIA

Feira de Santana-Ba

Fevereiro/2009

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

CURSO: ENGENHARIA DE ALIMENTOS

DISCIPLINA: QUÍMICA ORGÂNICA II

DOCENTE: CARLA MENDES

Trabalho da disciplina de Química Orgânica II do Curso de Engenharia de Alimentos realizado pelo aluno Danilo Freitas, como atividade avaliativa.

Orientadora: Carla Mendes

Feira de Santana-Ba

Fevereiro/2009

Experimento: Separação Cromatográfica do Extrato de Espinafre

Parte I: Cromatografia em Camada Delgada

OBJETIVO

Verificar a separação de clorofilas e carotenos presentes no extrato de espinafre a partir da análise dos cromatogramas das bandas que correspondem a cada componente após a eluição em um sistema de solvente (fase móvel).

INTRODUÇÃO

É uma técnica simples e muito importante para a separação rápida e qualitativa de pequenas quantidades de material.

Na cromatografia em camada fina, a fase líquida ascende por uma camada fina do adsorvente estendida sobre um suporte. Freqüentemente, o suporte utilizado é uma placa de vidro. Sobre a placa espalha-se uma camada fina de adsorvente suspenso em água e deixa-se secar. A placa coberta e seca chama-se “placa de cromatografia em camada fina”. Quando a placa de CCF é colocada verticalmente em um recipiente fechado que contém uma pequena quantidade de eluente, este irá ascender pela camada do adsorvente por ação capilar. À medida que o solvente sobe pela placa, a amostra é compartilhada entre a fase líquida móvel e a fase estacionária. Durante este processo, os diversos componentes da mistura são separados. As substâncias menos polares avançam mais rapidamente que as substâncias mais polares. Cada substância se comportará segundo suas propriedades de solubilidade e adsorção, dependendo dos grupos funcionais presentes na sua estrutura.

Depois que o solvente ascendeu pela placa, esta é retirada da cuba e seca até que esteja livre do solvente. Cada mancha corresponde a um componente separado na mistura original. Se os componentes são substâncias coloridas, as diversas manchas serão claramente visíveis. Contudo, é bastante comum que as manchas sejam invisíveis porque correspondem a compostos incolores. Para a visualização deve-se "revelar a placa". Um método bastante comum é o uso de vapores de iodo, que reage com muitos compostos orgânicos formando complexos de cor café ou amarela. Outros reagentes para visualização são: nitrato de prata (para derivados halogenados), 2,4-dinitrofenilidrazina (para cetonas e aldeídos), verde de bromocresol (para ácidos), ninhidrina (para aminoácidos), etc.

A relação entre as velocidades de movimento da substância e da frente do solvente é chamada Rf, e é definido como a razão entre a distância percorrida pela substância, a partir do ponto de aplicação até o meio da mancha, e a distância percorrida pelo solvente a partir do ponto de aplicação.

Rf = dc / de; sendo: dc: distância percorrida pelo componente da mistura;

de: distância percorrida pelo componente da mistura;

Na prática, os valores de Rf obtidos em uma placa raramente se repetem em outra, devido a fatores, como tamanho da partícula do adsorvente, composição do solvente grau de saturação da câmara de eluição, ativação e condições de estocagem das placas, espessura da camada do adsorvente, etc. Os valores de Rf são, todavia, importantes quando se faz um estudo comparativo utilizando soluções de substâncias-padrão aplicadas na mesma placa.

Os adsorventes mais utilizados como fase estacionária (FE) são: sílica, alumina, celulose e poliamida. Na escolha do solvente ou da mistura de solventes, deve-se considerar a natureza química das substâncias a serem separadas e a polaridade da fase móvel.

PARTE EXPERIMENTAL

Reagentes

  • Folhas de espinafre

  • Água

  • Acetona

  • Acetato de etila

  • Gel de sílica

  • Éter de petróleo

  • Hexano

TABELA DE TOXIDADE DOS REAGENTES

REAGENTES

TOXICIDADE

Água

------------------------------------------------------

Acetona

É tóxico e irritante. Evite contato com a pele olhos e vestuários.

Acetato de Etila

É tóxico, irritante e muito inflamável. Evitar inalação ou contato com a pele.

Éter de Petróleo

Facilmente inflamável. Irritante para a pele. Nocivo: risco de efeitos graves para a saúde em caso de exposição prolongada por inalação. .

Sílica Gel

È muito irritante para os pulmões. Evite respirar seu pó muito fino

Hexano

È muito inflamável. Aquecer somente em banho-maria.

TABELA DE PROPRIEDADES FÍSICAS

Compostos

Fórmula

Química

Peso

Molecular

(g/mol-1)

Aparência

Solubilidade

Densidade

(g.cm3 ) (20-250C

Ponto de fusão (0C

Ponto de ebulição (0C)

Água

H2O

18,01

Líquido incolor

1000 kg·m−3, líquida 917 kg·m−3, sólida

0o

100o

Acetona

C3H6O

58,08

Líquido incolor

Miscível em água, etanol e éter

0.79 a 20oC

-------

56,2o

Acetato de Etila

CH3COOCH2CH3

88,11

Líquido incolor

Miscível em água, etanol e éter

0,90 a20oC

-83,0o

77o

Éter de Petróleo

Mistura de hidrocarbonetos voláteis

------------

Líquido incolor

Em água: insolúvel, em clorofórmio; solúvel

0.65 a20oC

-------

30o a 70o

Hexano

C6H14

86,18

Líquido incolor

Solúvel em etanol e em clorofórmio

0,66 a 20oC

-------

69o

Sílica Gel

SiO2

60,09

Sólido branco

Obs.: A sílica usada na cromatografia de camada delgada é a gel de sílica 60G.

VIDRARIAS E EQUIPAMENTOS UTILIZADOS

Béquer;

Proveta;

Coluna;

Bastão de Vidro;

Erlemeyer;

Funil de Vidro;

Balança;

Suporte Universal;

Garra;

Aro;

Pipeta Pasteur;

Etiquetas;

Papel de Filtro

FLUXOGRAMA DO PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Parte 1:

1.A) Preparo das cromatoplacas

2 g de gel de sílica 60G + 4 a 5 mL de água destilada

Preparar uma suspensão uniforme

Espalhar a suspensão de maneira

uniforme sobre a placa de vidro

Repouso

1.B) Seleção da fase móvel

Escolher 4 solventes puros

ou misturas de solventes

Realizar as etapas 1.C e

1.D para cada um

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