Dicionario de termos medicos e de enfermagem

Dicionario de termos medicos e de enfermagem

Dicionario de termos medicos e de enfermagem

A, AN - Prefixo indicando “ausência”.

Ex.: amenorréia (falta demenstruação); anoxia (falta deoxigênio).

AA - Abreviatura que os médicosusam nas receitas e que significa“partes iguais”.

ABASIA - Falta de coordenação no andar.

ABDOME - Cavidade oval situada entre o limite inferior do tórax e a pelve. Fica protegido, anterior e lateralmente, pelos músculos abdominais

e, posteriormente, pelas vértebras e músculos da espinha dorsal.

Abriga o estômago, os intestinos grosso e delgado, o fígado, a vesícula biliar, o pâncreas, o baço, os rins com as correspondentes glândulas supra-renais, a aorta abdominal, vasos sangüíneos e nervos do sistema vegetativo e simpático.

ABDOME AGUDO - Emergência cirúrgica resultante de distúrbios nas vísceras do abdome.

ABDOMINAL - Que se refere ou diz respeito ao abdome.

ABDOMINO-HISTERECTOMIA - Extirpação do útero através do abdome.

ABDUÇÃO - Movimento de afastamento de um membro ou de um segmento do eixo do corpo.

ABDUTOR - Músculo que ao contrair-se afasta do eixo do corpo alguma parte do organismo. Por exemplo, o deltóide ao contrair-se afasta do eixo do corpo o braço,elevando-o.

ABERRAÇÃO - Desvio do normal.

Genética - Anomalia na situação ou na conformação de um órgão ou no exercício de suas funções.

ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS - Alteração na anatomia dos cromossomos normais que geralmente afetam a função de um ou alguns oncogenes.

ABERRANTE - Que se desvia do normal,do padrão comum. Ex.: artériaaberrante, veia aberrante.

ABLAÇÃO - Separação por incisãoou amputação cirúrgica de qualquerparte do corpo, por exemplo umórgão atingido por um tumor.

ABLEPSIA - Cegueira, perda ou faltade visão.

ABLUÇÃO - Banho, lavagem. Atode lavar-se, banhar-se.

ABORTAMENTO - Expulsão do feto antes de 180 dias de gestação. Depois desse prazo, chama-se “parto prematuro”.

ABORTAR - Expulsar o feto por elenão ter condições de vitalidade; dar à luz antes do tempo de gestação.

ABORTO - Este termo é usado quando a gravidez é interrompida antes da 28a semana. A partir daí é considerado como parto prematuro.

Algumas mulheres, mesmo estando grávidas, perdem um pouco de sangue na época da menstruação no primeiro mês de gravidez. Afora

isso, não deve haver nenhuma perda de sangue durante a gravidez e, se houver, signifi ca que alguma coisa

está errada, e um aborto pode ocorrer.São necessárias providências rápidas para não prejudicar o feto. Às vezes, durante os três primeiros

meses, em geral sem nenhum motivo aparente, a gestante perde um pouco de sangue. Ela pode até mesmo ter alguma dor lombar inferior e se queixar de indisposição.Ela deve ser levada para a cama imediatamente e ficar aquecida, e o médico deve ser chamado com urgência. Ela pode ir ao banheiro acompanhada, caso precise de

ajuda, e não deve trancar a porta.Qualquer sangue ou tecido expelido deve ser guardado para o médico examinar (um urinol ou penico de criança é valioso para esse fim).Os tampões internos devem ser evitados por causa do risco de infecção. Nesse momento, é melhor um absorvente higiênico normal.Geralmente, o sangra mento se interrompe bem rápido e, depois de descansar alguns dias em casa, a gestante terá condições de retomar suas atividades normais. Depois de um ameaço de aborto, ou depois de vários abortos repetidamente, é

aconselhável evitar relações sexuais

durante os três primeiros meses de

gravidez.

Se a perda de sangue continuar por

muitos dias, ou se houver contrações,

pro vavelmente o aborto será

inevitável. Seu médico lhe dará mais

informações e providenciará uma

internação se achar necessário.

No hospital, depois de um aborto,

faz-se uma limpeza delicada do

útero, retirando-se todo o tecido

restante, para que a perda de sangue

seja mínima. Adverte-se sempre

à mulher que evite a gravidez por

dois ou três meses, mas isso varia,

e em um mês muitas mulheres

já têm condições para uma nova

gravidez.

Em alguns países, o aborto provocado

é permitido em certas circunstâncias.

No Brasil, é permitido somente

em dois casos: se houver risco de

vida para a mãe e se a gravidez for

resultado de um estupro. A cirurgia

deve ser feita em uma clínica ou

hospital autorizados.

Em outros países, como a Inglaterra,

ele é permitido também se houver

um risco real de que a criança irá

nascer com uma séria deformidade

ou anomalia. Uma causa importante

dessa anormalidade é a ocorrência

da rubéola (Sarampo Alemão) na

mãe, durante os três primeirosmeses de gravidez.

O aborto pode ser espontâneo ou

provocado. É espontâneo quando é

resultado de uma anormalidade no

crescimento do feto ou interfe rência

externa involuntária. E provocado

se resultar da prática deliberada.

Ocorre quando há desligamento

dos tecidos que unem o embrião à

parte interna, o que é geralmente

entre a 7a e 12a semana de gestação,

porque nesse período o embrião

ainda não está totalmente aderido

ao útero e muda com freqüência a

estrutura e circulação. 10% a 18%

dos em briões são expulsos por

essa causa.

O abortamento espontâneo não

decorre, em geral, de exercícios

excessivos ou de acidente (queda),

por doença infecciosa ou distúrbio

glandular. Causas de abor tamento:

intoxicação por chumbo, mercúrio

ou zinco; falta de vitamina, especialmente

E e K; exposição excessiva

aos raios X ou radiação do

elemento rádio. E, ainda, anomalias

da constituição no desenvolvimento

do útero, infl amação de seus tecidos

de revestimento; a sífi lis, quando a

gestação, em geral, é interrompida

no 5o mês.

ABRASÃO - Lesão superfi cial externa

da pele, por atrito ou raspagem,

terapêutica ou acidental, deixando

expostas as camadas internas. Essas

esfoladuras são comuns, principalmente

nas crianças, e não são

graves. Pode sangrar ligeiramente;

essa secreção sanguinolenta ao secar

forma uma crosta. O principal

perigo é a infecção. Minúsculos

organismos vivos (micróbios)

podem penetrar nos tecidos, onde

produzem inflamação e pus, ou

supuração. As escoriações devem

ser limpadas com água fervida,

fresca, à qual se adiciona algum

anti-séptico. Quando não se tem

água limpa disponível, a saliva

- que possui algumas propriedades

antimi cro bianas - é útil, embora seja

uma alternativa rude. No caso de

uma escoriação pequena, é melhor

deixá-la descoberta para cicatrizar.

Se for grande, deve ser coberta

com um curativo não adesivo. Se

criar pus, apesar desse tratamento,

consulte o médico, pois podem ser

necessários antibióticos. Odontologia

- Desgaste das superfícies

dentárias ou de revestimento do

esmalte e dentina.

ABRUPÇÃO - Separação, ruptura

ou desligamento. Assim, entende-se

por abrup ção de placenta (abruptio

placentae) o desprendimento prematuro

da placenta.

ABSCESSO - Acúmulo de pus.

Quando as bactérias entram no

organismo, há uma luta entre elas

e as defesas do organismo, e, geralmente,

se forma o pus. O abscesso

contém micróbios mortos, células

san güíneas mortas e fluido que

emana da região afetada.

Muitos dos abscessos localizam-se

perto da superfície, por causa das bactérias que invadem a pele, e são

geralmente chamados de “furúnculos”

ou “carbúnculos”. Às vezes, os

abscessos formam-se internamente

depois de várias doenças, como,

por exemplo, no pulmão, depois

de uma pneumonia. (V. Furúnculo

e Car bún culo.)

ABSCESSO FRIO - Abscesso de

evolução lenta, sem febre, sem vermelhidão,

com pouca ou nenhuma

dor. Localiza-se geralmente num

gân glio ou numa articulação. Pode

estar também relacionado ao mal de

Hansen e à Aids.

ABSCESSO PERIAMIDALIANO

- Pode desenvolver-se em tecidos

próximos das amídalas. Implicação

grave de amidalite, que requer

tratamento cirúrgico.

ABSCESSO PULMONAR - Área

localizada de infecção e necrose do

parênquima pulmonar.

ABSORÇÃO - Penetração de líquido

ou de outras substâncias pela pele

ou pelas mucosas. Faculdade da

pele, das membranas serosas e mucosas

de se deixarem atravessar por

gases, líquidos e substâncias nutritivas.

Pele e membranas absorvem

medicamentos aplicados em sua

superfície. O mesmo faz o aparelho

digestivo com alimentos digeridos.

No intestino grosso ocorre a absorção

de líquidos e no delgado, a de

materiais sólidos. Assim, hidratos

de carbono, gorduras e proteínas

são absorvidos, incorporados ao

sangue e distribuídos por todo o

corpo.

ABSORVENTE - Que absorve os líquidos por sucção. Ex.: algodão

absorvente, gaze absorvente.

ABSTÊMIO - Abstinente, que se abstém (geralmente de bebidas alcoólicas).

ABSTINÊNCIA - Contenção, ato de abster-se.

ABULIA - Incapacidade de tomar decisões, diminuição da força de vontade. É próprio de doenças mentais,

como a esquizofrenia.

ACALMIA - Período de calma no

decurso de uma infecção ou de uma

doença aguda.

ACANTOSE - Espessamento da

epiderme.

ACAPNÉIA - Diminuição de gás

carbônico no sangue.

ACARDIA - Ausência congênita de

coração. É monstruosidade incompatível

com a vida.

ACARÍASE - Sarna, escabiose.

ÁCARO - Gênero de parasita a que

pertence o causador da sarna.

ACATALEPSIA - Incerteza, falta de

compreensão.

ACÉFALO - Sem crânio (encéfalo).

ACESSOS - V. Convulsão e Epilepsia.

ACETÁBULO - Cavidade cotilóide

do osso ilíaco onde se articula a

cabeça do fêmur.

ACETATO DE ALUMÍNIO - Adstringente,

usado em geral na concen-tração de 5% na solução de Burow

em compressas úmidas destinadas

ao tratamento de afecções da pele,

furúnculos e erisipela. Proporciona

também alívio na fase inicial do eritema

solar, lesão da pele que pode

chegar a queimaduras graves, por

causa de raios ultra violetas do Sol

ou de uma lâmpada de quartzo.

ACETESTE - Nome comercial de um

pequeno aparelho, com o qual os

diabéticos podem comprovar, por si

mesmos, a presença de acetona na

urina. A presença dessa substância

na urina indica acidose.

ACETICOLINA - Derivado da co lina,

podendo ser produzida endogenamente

em certas reações antígeno-

anticorpo. É responsável pela

transmissão dos impulsos da fi bra

pré-ganglionar, estimulando os

neurônios pós-ganglionares; age

também diretamente sobre as células

da musculatura lisa; participa na

transmissão dos impulsos na placa

motora terminal.

ACETONA - Solvente incolor e

volátil. Forma-se no organismo,

no diabetes e em outros distúrbios

do metabolismo. Líquido incolor

e volátil, presente em pequenas

quantidades no sangue e na urina.

Como qualquer aumento de sua presença

no sangue é perigoso para os

diabéticos, é preciso realizar nesses

doentes exames regulares para sua

detecção, da mesma maneira que

para detectar o açúcar.

ACIANOBLEPSIA - Cegueira para

a cor azul.

ACIDEMIA - Aumento de acidez do

sangue com baixa do pH.

ACIDENTES - Ocorrências traumáticas

ou provocadas por doença,

as primeiras constituindo grave

problema social em nações desenvolvidas.

Exemplos: quedas na

banheira; frascos mal rotulados;

remédios manipulados por crianças;

assoa lhos excessivamente encerados;

tapetes soltos ou enrugados;

queimaduras; fios e dispositivos

elétricos avariados; automobilísticos;

escapamento de gás. Caseiros:

são muito freqüentes as quedas,

das quais resultam fratura de osso,

hemorragia ou contusão. Corpos

estranhos: são objetos que acidentalmente

penetram por qualquer

orifício do corpo humano, os quais

devem ser extraídos rapidamente.

Exemplos: criança que engole um

pequeno objeto; corpo estranho ou

um inseto que se aloja no ouvido,

pedaço de vidro ou alfi nete que a

criança engole. Feridas: implica

em ruptura da pele. Para tratá-la, o

encarregado do socorro deve lavar

bem as mãos com água e sabão e,

se possível, com álcool; a gaze ou

o pano para ban da gem deve estar

esterilizado. Queimaduras: entre as

causas estão a água fervente, ferros

quentes, eletricidade, a chama de

fósforo, vela ou fogão. Se a queimadura

atingir mais da metade da

superfície corpó rea, é considerada

mortal. Elétricos: há duas causas

principais, o contato eventual com

uma corrente elétrica e o raio. Devese

afastar o acidentado da origem da

corrente elétrica e cortar o fi o condutor;

quem prestar socorro deve

manejar a vítima cuidadosamente

com o auxílio de material isolante,

para proteger-se do choque que

pode receber através do corpo do

acidentado.

ACIDENTE DO TRABALHO - Evento

ocorrido durante o exercício

laboral (ou em algumas situações

específicas, fora dele), do qual

resultam danos para a saúde do

trabalhador.

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

- Episódio agudo de distúrbio

neurológico secundário a doença

dos vasos cerebrais; pode ser hemorrágico

ou isquêmico. Ocorre por

ruptura ou bloqueio de uma artéria

no cérebro; mais freqüente em

pessoas cujas artérias estão comprometidas

pela idade ou pressão

arterial elevada. Nas pessoas jovens

é devido em geral à obstrução de

um vaso cerebral por um coágulo

procedente de outra parte do corpo.

Pode apresentar-se de várias maneiras:

nas pessoas idosas, durante

o sono noturno regular, sem causa

externa aparente; ou associado a

uma crise emocional, um esforço

intenso repentino ou uma tensão

aguda. Uma conseqüência típica

é a paralisia parcial, independente

da causa.

ACIDIMETRIA - Mensuração do

grau de acidez.

ÁCIDO - Composto contendo hidrogênio

e que forma sais com a

substituição deste por um metal.

Os ácidos tornam vermelho o papel

azul de tornassol. Alguns são produzidos

naturalmente no corpo, que

os elimina pelo sistema excretor.

Entre os ácidos minerais estão o

clorídrico, o nítrico e o sulfúrico;

entre os orgânicos, os ácidos cítrico,

láctico e úrico.

ÁCIDO ACÉTICO - Líquido incolor

que constitui a base ácida do vinagre.

Ácido acético glacial ou ácido

anidro puro: usados como cáustico

para eliminar verrugas. Em concentrações

fracas o ácido acé tico é

empregado para extirpar as lêndeas

(piolho-da-cabeça).

ÁCIDO ACETILSALICÍLICO - Nome

que se dá à aspirina. Empregado

contra febres e dores diversas. Não

deve ser usado em pessoas com

dengue, porque pode causar graves

complicações.

ÁCIDO ASCÓRBICO - Vitamina

C. Composto orgânico presente em

sucos e frutas cítricas, nas couves,

brócolos, tomates e morangos.

Essencial para o desenvolvimento

dos dentes, ossos e das paredes dos

vasos capilares. Combate infecções

e sua ausência produz escorbuto.

ÁCIDO AZÓTICO - Ácido nítrico,

água forte.

ÁCIDO BARBITÚRICO - Maloni-

luréia. Composto do qual derivam

centenas de sedativos e hipnóticos.

ÁCIDO BÁSICO (EQUILÍBRIO)

- Proporção de ácidos e bases

no metabolismo necessária para

conservar o sangue neutro ou

ligeiramente alcalino, num pH de

7,35 a 7,43.

ÁCIDO BÓRICO - Substância que

se apresenta em forma de escamas

ou cristais incolores, ou pó branco e

cristalino dissolvido em água. Usase

como anti-séptico. Exemplo:

usado em pequenas quantidades

externamente, misturado após sedativos,

por sua propriedade de deter

a proliferação dos vermes.

ÁCIDO BUTÍRICO - Produto de

fermentação das substâncias graxas,

como manteiga, banha, suor,

fezes, etc.

ÁCIDO CIANÍDRICO - Ácido prússico,

veneno potente.

ÁCIDO CÍTRICO - Não tem valor

vitamí nico e não pode substituir

os frutos cítricos. (V. Ácido ascórbico.)

ÁCIDO CLORÍDRICO - (V. Ácido

mu riático.)

ÁCIDO DIACÉTICO - Ácido acetoacético

que aparece na urina em

certos casos de diabetes.

ÁCIDO FÊNICO - Fenol, ácido

carbólico.

ÁCIDO FÓLICO - Componente

do complexo vitamínico B,

com poderosa ação antianêmica.

Essencial para todas as células,

colabora na síntese dos ácidos

nucléicos, colina e em todas as

enzimas in dispensáveis para multiplicação

celular. Ele regula também

o de senvolvimento das células

neuro lógicas do feto; seu uso tem

mostrado redução da incidência de

lesões no tubo neural. É indispensável

para a maturação do glóbulo

vermelho associado à vitamina

B12, assim como na construção dos

aminoácidos.

ÁCIDO INORGÂNICO - Ácido

que não contém carbono em sua

mo lécula.

ÁCIDO MÁLICO - Ácido que existe

na maçã e em outros frutos quando

verdes.

ÁCIDO MURIÁTICO - (V. Ácido

clorídrico.)

ÁCIDO NICOTÍNICO - Também

chamado “vitamina PP” (preventivo

da Pelagra); é um componente

do complexo B, e sua falta produz

a doença Pelagra.

ÁCIDO ORGÂNICO - Ácido cuja

molécula contém um grupo carboxila

COOH.

ÁCIDO PÍCRICO - Outrora usado

nas queimaduras; também conhecido

por ácido amargo, amarelo

amargo de Welter.

ÁCIDO RESISTENTE - Diz-se de

bactérias que não descoram pelos

ácidos, como os bacilos da tuberÁCI

culose, da lepra e outros.

ÁCIDO TÂNICO - O mesmo que

tanino.

ÁCIDO ÚRICO - Produto do metabolismo

das proteínas. Encontrado

na urina humana e animal. Seu

aumento provoca a uricemia ou

gota.

ACIDÓFILO - Que retém os corantes

ácidos.

ÁCIDOS GRAXOS - Ácidos que

combinam com gliceróleos, formando

sabões. Ex.: ácido oléico,

ácido esteárico, etc.

ACIDOSE - Este termo tem um

signifi cado médico exato quando

aplicado às condições em que aumenta

a quantidade de ácido no organismo,

principalmente no sangue.

Fre qüentemente, este termo é usado

pelos leigos, num sentido mais

amplo, para abranger condições de

uma indisposição de estômago ou o

vômito das crianças. Nesse sentido,

essas condições podem ser causadas

por um exagero na alimentação ou

bebida, e o melhor remédio é dar

um descanso ao estômago. Um

antiácido e alimentos leves no decorrer

do dia ge ralmente melhoram

os sintomas. (V. Diabetes.)

ACIDULAR - Tornar ligeiramente

ácido.

ACÍDULO - Ligeiramente ácido.

ACINESIA - Impossibilidade de

movimentos voluntários; paralisia.

(V. Músculo.)

ÁCINO - Pequenina formação de

células em forma de cacho.

ACLORIDRIA - Ausência de ácido

clorídrico livre no suco gástrico.

ACNE - Trata-se de um processo de

infl amação crônica das glândulas

sebáceas da pele, com erupção

superfi cial provocada por superatividade,

e bloqueio das pequenas

glândulas e folículos pilosos situados

abaixo da superfície da pele;

compõe-se de pequenas pústulas.

Em torno da acne pode haver infl

amação e o pus pode escapar da

pele ou formar pequenos abscessos.

As zonas mais afetadas são testa,

nariz, bochechas, queixo, podendo

es tender-se também ao ombro,

peito e costas. Ocorre na época

da pu berdade, entre 12 e 20 anos,

mais freqüente nos rapazes. Não

é uma doença contagiosa, não se

estende além da pele e pode ser

tratada com higiene pessoal e alimentação

ade quada, mas existem

outros tratamentos alternativos e

mais rápidos. Em alguns casos a

acne pode ser resultante de um foco

de infecção dentária, da sinusite e

da infl amação das amí dalas ou de

qualquer transtorno menstrual ou

glandular.

ACNE PAPULOSA - Acne associada

à formação de pápulas.

ACNE ROSÁCEA - Afecção semelhante

à acne comum. Caracterizase

pela vermelhidão do rosto, especialmente

em torno do nariz, e pode

estender-se também à testa e aopescoço. Aparecem pequenos vasos

dilatados nas zonas eritematosas e

formam-se abscessos diminutos,

mais superfi ciais do que os da acne,

e não deixam marcas.

ACNE VULGAR - Acne comum.

ACOLIA - Ausência de bílis no

in testino, resultando cor esbranquiçada

das fezes.

ACOLÚRIA - Ausência de pigmento

biliar na urina.

ACOMODAÇÃO - Propriedade que

tem o globo ocular de acomodar-se

às várias distâncias.

ACONDROPLASIA - V. Nanismo.

ACRE - V. Ácido.

ACRO - Prefi xo que indica extremidade.

ACROASFIXIA - Asfi xia das extremidades.

ACROCEFALIA - Cabeça de forma

cônica.

ACRODINIA - Dor nas extremidades

inferiores dos membros. Enfermidade

que ocorre geralmente entre

os 4 meses e os 3 anos de idade.

Sintomas: edema doloroso das

mãos e pés, dores musculares que

difi cultam o movimento, perda de

energia com lentidão física e mental.

Não é conta giosa e atribui-se a

uma dieta defi ciente.

ACROMEGALIA - Doença com desenvolvimento

exagerado das mãos

e dos pés, rosto e extremidades.

Liga-se a distúrbios da hipófi se. (V.

Gigantismo.)

ACROMIA - Falta de pigmentação.

ACTÍNICO - Relativo à ação química

das radiações.

ACTINOMICETO - Bactéria que

causa a actinomicose no gado bovino

e no homem.

ACTINOMICOSE - Infecção produzida

pela bactéria actinomiceto, da

família dos actinomices.

ACTINOTERAPIA - Emprego, em

Medicina, das radiações luminosas

ultravioletas, infravermelhas, etc.

AÇÚCAR COMUM - V. Sacarose.

AÇÚCAR DE AMIDO - V. Glicose.

AÇÚCAR DE CARVÃO DE PEDRA

- V. Sacarina.

AÇÚCAR DE FRUTA - V. Levulose.

AÇÚCAR DE LEITE - V. Lactose.

AÇÚCAR DE MEL - V. Glicose.

AÇÚCAR MINERAL - V. Sacarina.

AÇÚCAR NO SANGUE - Determinada

porcentagem de glicose no

sangue. Normalmente é de 80 a 120

mg por 100 ml. Passando disso é

hiperglicemia.

ACUPUNTURA - Arte medicinal

antiga dos chineses de inserir

pequenas agulhas em pontos específi

cos do corpo, de acordo com os

sintomas e pulsação do paciente.

É freqüentemente usada como anestesia

para aliviar alguma dor e, em

certos locais, parece ser mais efi ciente

no tratamento de dores crônicas,

como a neuralgia e a dor lombar

inferior. Tem sido usada também no

tratamento da toxicomania.

Na China são realizadas cirurgias

importantes com o paciente consciente,

usando-se a acupuntura

como anestésico. Laxantes e outros

remédios podem ser dados ao mesmo

tempo.

Os médicos do Ocidente começam

a ter maior esclarecimento sobre os

efeitos da acupuntura, embora na

maioria das vezes pareça ser usada

para aliviar dores, é possível que ela

interfi ra na passagem das sensações

de dor pelas várias juntas de nervos.

Muitos pensam que esse fato seja

causado pelo condicionamento psicológico

do paciente. A acupuntura

não vai deter nenhuma doença em

estado progressivo como o câncer,

e não deve ser considerada como

um tratamento alternativo em tais

doenças.

Os chineses negam a influência

psicológica e, entre outras coisas,

afirmam que as agulhas ajudam

a drenar as energias negativas do

corpo, para recuperar o equilíbrio

natural.

ADÃO (POMO DE) - Proeminência

da cartilagem tireóide da traquéia.

ADDISON (DOENÇA DE) - Doença

causada por insufi ciência da porção

cortical das glândulas supra-renais,

acarretando modifi cações importantes

no organismo, como perda de

sal, água e diminuição progressiva

do líquido circulante. O nome recorda

o médico inglês que identifi -

cou a afecção. Sintomas: manchas

bronzeadas na pele, manchas nas

mucosas, grande astenia, dores

lombares, pressão baixa, vômitos,

perda de peso, diminuição do fl uxo

de urina.

ADENITE - Infl amação dos gânglios

linfáticos, especialmente do pescoço.

Pode ser provocada por infl amação

da garganta, ou amidalite, assim

como uma infecção no braço ou na

mão pode afetar os gânglios linfáticos

da axila e da perna e produzir

adenite na virilha.

ADENOCARCINOMA - Adenoma

combinado com carcinoma.

ADENOFLEIMÃO - Adenite supurada.

ADENÓIDE - Massa de tecido

linfóide em forma de lóbulos, no

fundo das fossas nasais, no ponto

em que estas desembocam na garganta.

Atuam como barreira contra

a invasão de germes.

ADENOIDECTOMIA - Extirpação

cirúrgica das adenóides.

ADENOIDIANA (FACIES) - Aspecto

especial da fi sionomia dos que sofrem

de vegetações adenóides: boca

entreaberta, olhar sem expressão,

aspecto de idiota.

ADENOIDITE - Infecção das adenóides

que se infl amam, aumentam

de tamanho e obstruem a passagem

do ar das fossas nasais para a garganta.

Pode também obstruir as

aberturas das trompas de Eustáquio

e difi cultar a passagem de ar para os

ouvidos, que é a causa mais comum

de infecção do ouvido e da sinusite

nas crianças. Nas crianças provoca

sono agitado e micções noturnas

involuntárias.

ADENOMA - Tumor produzido no

tecido celular de uma glândula, que

reproduz a estrutura dela.

ADENOMA PLEOMÓRFICO -

Tumor benigno mais freqüente das

glândulas salivares.

ADENOPATIA - Infl amação crônica

das glândulas linfáticas.

ADERÊNCIA - Nome dado à adesão

de órgãos adjacentes ou de

superfícies que são normalmente

sepa radas.

ADESIVO - Medicamento que adere

bem. O esparadrapo é o adesivo

mais conhecido.

ADIANOCINESIA - Impossibilidade

de fazer movimentos rápidos alternados.

Ex.: com dois dedos, girando

um sobre o outro.

ADINAMIA - Grande fraqueza

muscular.

ADIPOSE - Acumulação excessiva

de gordura no organismo, em geral

localizada.

ADIPOSIDADE - V. Adipose.

ADJUVANTE - Ingrediente secundário

numa preparação farmacêutica.

ADOÇANTE - Substância não nutritiva

utilizada em pequenas quantidades

para conferir sabor doce aos

alimentos. Chamado também de

edulcorante, classifi cado ou dividido

em artifi cial e natural.

ADOLESCÊNCIA - Período da

vida humana que ocorre entre o

fi nal da infância e a chegada ao

pleno desenvolvimento físico.

Com modifi cações glandulares e o

amadurecimento dos órgãos sexuais,

a puberdade se dá aos 12 anos

nas meninas e aos 14 nos meninos:

menstruação, aparecimento dos

seios, arredon damento do corpo

nas meninas; pilosidade facial,

alteração na laringe, nos meninos;

transformações ligadas ao desenvolvimento

emo cional e mental.

Algumas mani festações normais na

conduta do ado lescente: sublimação

do herói, paixões súbitas e vivo

desejo de independência.

ADRENAL - V. Supra-renal.

ADRENALECTOMIA - Extirpação

de uma ou de ambas as glândulas

supra-renais.

ADRENALINA - Hormônio produzido

pela porção medular das

glândulas supra-renais, isolado em

1901 pelo cientista japonês Jokicoi

Takamine. (V. Epinefrina.) Estimula

a ação cardíaca, eleva a pressão

sangüínea e tem ação relaxadora

dos músculos ligados aos brônquios,

auxiliando no tratamento de

crises asmáticas graves.

ADRENOCORTICOTRÓFICO -

Hormô nio ACTH do córtex suprarenal.

ADSORÇÃO - Aderência de uma

substância à superfície de outra.

ADUÇÃO - Mover para o centro ou

para a linha mediana.

ADUTOR - Músculo que movimenta

uma parte do corpo em direção ao

eixo do próprio corpo.

AEDES AEGYPTI - Mosquito transmissor

da febre amarela e da dengue.

(V. Dengue.)

AERAÇÃO - Mudança do sangue

venoso em arterial no interior dos

pulmões.

AERÓBIO - Microorganismo que

tem necessidade de ar para viver.

AEROCOLIA - Acúmulo de gases no

interior dos intestinos.

AEROCOLPOS - Distensão da vagina

pelo ar.

AEROFAGIA - Deglutição voluntária

ou não de ar em quantidade acima

do normal e que se acumula no estômago.

Mais comum em crianças

ou em pessoas histéricas.

AEROGASTRIA - Presença de ar no

estômago.

AEROTITE MÉDIA - Afecção dolorosa

provocada por infl amação do

ouvido médio, que afeta pessoas

em razão de mudança de altitude.

Sinto mas: congestão e infl amação,

às quais podem seguir-se perturbações

temporárias ou permanentes

de audição.

AFACIA - Ausência do cristalino.

AFAGIA - Impossibilidade de deglutir.

AFAQUIA - Ausência de cristalino.

AFASIA - Impossibilidade de falar.

Afeção orgânica causada por lesão

no córtex cerebral. Produz a perda

ou a diminuição da faculdade

de usar palavras para expressar

idéias.

AFEBRIL - Sem febre, apirético.

AFECÇÃO - Conjunto de fenômenos

que dependem de uma mesma

lesão.

AFERENTE - Que conduz para um

centro.

AFINIDADE - O mesmo que

atração.

AFLUXO - Vinda para determinado

lugar.

AFOGAMENTO - O afogamento

ocorre quando não chega oxigênio

sufi ciente nos pulmões devido à

submersão. Asfi xia provocada dentro

da água ou outro líquido. Sem

que haja um fornecimento contínuo

de ar, os tecidos do corpo morrem

rapidamente. No afogamento, portanto,

é vital recobrar a respiração

normal, se houver a mínima chance

de recuperação. (V. Respiração

artifi cial.)

AFONIA - Perda total da voz.

AFRODISIA - Exagero mórbido do

apetite sexual.

AFRODISÍACO - Preparado ou agente

estimulador do apetite sexual.

Toda droga que anule as inibições

pode atuar como afrodisíaco.

AFTA - Úlcera superfi cial da mucosa.

AFUSÃO - Aspersão. Jato de água

sobre o corpo para abaixar a temperatura.

AGALACTIA - Ausência de secreção

de leite das glândulas mamárias

maternas após o parto.

AGALACTORRÉIA - Supressão da

secreção de leite.

AGAMAGLOBULINEMIA - Síndrome

que se caracteriza pela redução

ou au sência de síntese de imunoglobulinas;

em geral, manifesta-se

por infecções re petidas.

ÁGAR - Alga malaia que a Medicina

usa como laxante, graças à

sua propriedade de aumentar o

volume dos materiais de excreção

no i ntestino.

ÁGAR-ÁGAR - Gelose, polissacarídeo

usado em Microbiologia

como meio de cultura, com acréscimo

ou não de nutrientes.

AGENESIA - Ausência de desenvolvimento

de um órgão.

AGLUTINAÇÃO - Atividade que

leva determinadas células, como

bactérias ou glóbulos sangüíneos,

em suspensão, a aglomerar-se

ou a aglutinar-se quando se trata

essa suspensão com soro imune.

Esta propriedade é básica para

alguns testes biológicos ou provas

labora toriais para o diagnóstico de

algumas doenças.

AGLUTININA - Substância encontrada

em certos soros e que tem a

propriedade de aglutinar micróbios

ou hemácias.

AGNOSIA - Ausência da faculdade

de percepção ou reconhecimento

em um ou mais de um dos sentidos

corporais.

AGONIA - Período que precede a

morte.

AGORAFOBIA - Sensação mórbida

de grande angústia quando se está

em espaços abertos. Diz-se também

do medo patológico de abrir aposentos

fechados. Opõe-se a claustrofobia

(V. Claustrofobia.)

AGRAFE DE MICHEL - Pequeno

grampo metálico usado nas suturas

da pele.

AGRAFIA - Impossibilidade de

traduzir os pensamentos por meio

da grafi a.

AGRANULOCITOSE - Ausência de

leucó ci tos granulosos polimorfonucleares

(glóbulos brancos) no

sangue. Aumentam os linfócitos.

Coexiste geralmente com lesões

ulceradas na garganta (angina

agranulocítica).

AGRIPINO (PARTO) - Parto com

apresentação de nádegas.

ÁGUA - Essencial para a vida, está

presente na maior parte dos ali-

mentos e serve para o transporte de

elementos nutritivos até as células.

Composto químico de hidrogênio

e oxigênio (H2O), representa dois

terços do corpo humano e cerca de

75% do proto plasma, que envolve

o núcleo da célula. Eliminada

como resíduo pelo sistema urinário,

glândulas sudorí paras, pulmões

e intestinos. Pode ser veículo de

bacté rias patogênicas: febre tifóide,

cólera e disenteria.

ÁGUA DESTILADA - Hidrolato

simples.

ÁGUA DE JAVEL - Solução de hipoclorito

de potássio.

ÁGUA DE LABARRAQUE - Solução

de hipoclorito de sódio.

ÁGUA FORTE - (V. Ácido azótico.)

ÁGUA LAXATIVA VIENENSE - Infuso

de sene tartarizado.

ÁGUA OXIGENADA - Peróxido de

hi drogênio.

ÁGUA VEGETOMINERAL - Solução

de acetato de chumbo e álcool

vulnerário.

AGUARDENTE ALEMÃ - Tintura de

jalapa composta.

AGUARRÁS - Essência de terebintina.

AGULHA DE REVERDIN - Agulha

para sutura.

AIDS (Síndrome de defi ciência imuno

lógica) - Atualmente é a mais

séria doença sexualmente transmissível.

Os primeiros casos reconhecidos

foram relatados em 1981, nos

Estados Unidos, em homossexuais.

Ela é causada por um vírus (HIV),

o qual foi isolado em 1983. O vírus

se propaga principalmente por meio

de relação sexual (vaginal e anal) e

de sangue contaminado. Enquanto

que no Oeste tem sido propagada

quase que exclusivamente entre

homossexuais e viciados em drogas

que compartilham agulhas, na

África ela é transmitida entre heterossexuais.

Muitos homossexuais

mudaram seus hábitos sexuais, mas,

infelizmente, os heterossexuais

estão entrando cada vez mais nas

estatísticas da doença.

Estudo da Unifesp - Universidade

Federal de São Paulo provou, pela

primeira vez, que uma pessoa pode

ser contaminada pelo HIV se for

mordida por um portador do vírus.

O estudo, analisado em tese de

mestrado em 1999, envolve duas

pessoas da mesma família. Durante

uma convulsão e sem saber

que tinha Aids, o fi lho de 31 anos,

vítima de toxicoplasmose, doença

oportunista que se manifesta em

20% dos doentes, mordeu a mão da

mãe, 27 dias depois ela apresentou

a primeira manifestação de Aids.

A contaminação pode ter ocorrido

pela mistura do sangue do fi lho, que

tinha feridas na boca, com o da mãe,

cujo ferimento sangrou muito.

Depois da infecção com o vírus

HIV, este permanece inativo e só

depois de alguns anos é que a Aids

se desenvolve realmente. Ela pode

se manifestar com uma grande

variedade de sintomas, que vão de

uma simples perda de peso e diarréia

até um câncer de pele ou uma

forte infecção no peito.

No fi nal de 1988 foram registrados

mais de 130.000 casos de Aids em

142 países. A OMS estima que pelo

menos 5 milhões de pessoas estejam

infectadas com o HIV atualmente. No

Reino Unido, até dezembro de 1988,

foi registrado um total de 1.982 casos

de Aids, com 1.059 mortes.

Ainda não há cura, apenas um

processo de prolongamento da

vida do aidético, com vários laboratórios

produzindo remédios que

diminuem a progressão da doença.

Mas, com o uso indiscriminado de

drogas antiaids (coquetéis), os cientistas

advertem que o HIV está-se

tornando mais resistente a qualquer

tratamento. A cidade de Genebra, na

Suíça, é a sede do primeiro Fundo

Global de Luta Contra a Aids,

Malária e Tuberculose, com ação

independente da OMS e dispõe de

recursos da ordem de 700 milhões

de dólares.

Formas de transmissão do vírus:

sangüí nea (transfusão, uso de drogas

injetáveis); sexual (esperma e

secreção vaginal), e de mãe para

fi lho (dentro do útero, na hora do

parto e no aleitamento). Há uma

forma acidental de contágio: a do

profi ssional de saúde infectado pelo

sangue ou secreções de um paciente.

O vírus também está presente,

segundo o médico Amato Neto,

professor emérito da Faculdade de

Medicina da Universidade de São

Paulo, na lágrima, na saliva, na

urina, no suor e no líquido céfaloraquidiano

(da espinha) mas são

quantidades pequenas e morrem

muito depressa ao sair do corpo.

Uma vez instalado no corpo, o HIV

se integra ao DNA da célula conduzido

pela enzima trans criptase

reversa. Outra enzima, a integrase,

faz com que o vírus penetre no

núcleo da célula. No vírus está

presente o material genético RNA

que se transforma em DNA e mata

a capacidade de defesa da célula.

A protease, último componente do

processo, forma um vírus ainda

mais forte que se multiplica no

sistema imunológico, cuja função

é proteger a pessoa de infecções

graves, fatais e de alguns tipos de

câncer. Com o decorrer do tempo,

o HIV destrói os linfócitos CD4,

glóbulos brancos especiais que,

reduzidos a pequenas quantidades,

comprometem a defesa do corpo.

Um novo vírus do HIV, mais resistente,

começa a multiplicar-se pelo

sistema imunológico, espalhando a

doença pelo corpo.

A prevenção é fundamental, daí

as campanhas ofi ciais em favor do

uso de camisinhas entre os jovens

e de maneira geral. As futuras mães

devem: 1) exigir do médico o exame

anti-HIV; 2) usar medicamento sob

orientação médica para diminuir a

carga viral; 3) escolher parto cesariano

em vez de parto normal; 4)

não amamentar o bebê no peito. Os

médicos são obrigados a fornecer o

exame às pacientes que o solicitarem.

Outra campanha desenvolvida

pelo Governo é o fornecimento de

seringa aos viciados em drogas, pois

o uso de seringas contaminadas é

o que mais difunde a Aids nesse

grupo. Há uma busca permanente

por uma vacina capaz de deter o

avanço da doença. O Brasil ganhou

prêmio internacional como o país

que oferece o melhor tratamento

aos doentes. Por acordo fi rmado

pelos Ministérios do Trabalho e o

da Saúde com representantes sindicais

de empregados e de patrões,

em 26/04/02, o preservativo será

um dos itens da cesta básica de

alimentos entregue mensalmente

a 7,5 milhões de trabalhadores

brasileiros. A distribuição será

acompanhada de um programa de

prevenção contra a Aids.

AINHUM - Afecção caracterizada

pela queda espontânea dos dedos

dos pés.

ALARÉM (OU CLOROQUINA) -

O produto antimalárico de grande

consumo no Brasil e no mundo.

ALASTRIM - Doença transmissível

semelhante à varíola, porém mais

benigna.

ALBINISMO - Ausência de coloração

na pele e em outras partes

do corpo (pêlos), por carência de

melanina, pigmento escuro que dá

cor à pele, ao cabelo e a uma parte

do olho, a íris. A falta de pigmento

no olho afeta a visão e produz

extrema sensibilidade à luz; os

albinos devem evitar a exposição

direta da vista ao sol. Não constitui

doença e é hereditário, se mãe e

pai possuem genes albinos, o fi lho

será albino.

ALBINO - Pessoa afetada de albinis

mo.

ALBUMINA - Proteína do soro

sangüíneo, dissolve-se em água e

coagula com o calor. É o principal

alimento da maioria dos tecidos

animais e vegetais, e também a

parte principal do soro sangüíneo

ou plasma. Abundante na clara

do ovo.

ALBUMINÍMETRO - Instrumento

para medir a quantidade de albumina

na urina.

ALBUMINÓIDE - Semelhante à

albumina.

ALBUMINÚRIA - Presença de

albu mina na urina, sinal precoce

de mau funcionamento dos rins.

Aparece também após dieta rica

em proteínas ou de exercício físico

cansativo.

ALCALEMIA - Alcalinidade anormal

do sangue, com pH acima de 7,5.

ÁLCALI - Os álcalis são quimicamente

os hidróxidos de metais alcalinos;

combinados com ácidos formam

os sais com reação alcalina, que

tornam azul o papel vermelho de

tornassol; com as gorduras transformam-

nas em sabões solúveis. São

álcalis: o bicarbonato de sódio, a

potassa (de cujo equivalente árabe

se deriva o nome), o amoníaco, e

o carbonato de sódio. Os dois últimos

podem provocar irritação na

pele pelo uso freqüente, por serem

venenos corrosivos.

ALCALIMETRIA - Dosagem dos

álcalis.

ALCALINO - Que tem as propriedades

de um álcali; o pH é acima

de 7.

ALCALÓIDE - Substância orgânica

nitro ge nada com propriedades

alcalinas; alguns desses compostos

são derivados de animal ou vegetal,

e usados como drogas: morfina,

atropina, quinina, etc.

ALÇA DE HENLE - Em Nefrologia, é

parte do néfron, unidade fundamental

do rim, que fi ca entre os túbulos

proximal e distal, e é dividida no

mínimo em duas partes: descendente

e ascendente.

ALCALOSE - Excessiva alcalinidade

dos líquidos orgânicos. Considerada

doença grave.

ALÇA SIGMÓIDE - Porção encurva

da do cólon, em forma da

letra “S”.

ALCATRÃO DA NORUEGA - Alcatrão

vegetal.

ÁLCOOL - O álcool etílico é um líquido

incolor obtido por destilação

de soluções fermentadas de açúcar,

cereais ou substân cias que contêm

amido, e obtido também por um

processo artifi cial. Também conhecido

como “espírito de vinho”. Pode

atuar como medicamento: aplicado

à pele produz efeito refrescante; em

soluções a 70% ou mais é empregado

como anti-séptico.

ALCOOLISMO - As bebidas alcoólicas

são consumidas há séculos.

Pesquisas anulam o conceito de

que o álcool seja um estimulante

para o cérebro. Ele enfraquece as

principais funções, de modo que a

pessoa fi ca menos inibida, menos

cien te de seus defeitos e apresenta

um espírito de boa vontade para

com outros. Quando consumido em

excesso, ou apenas regularmente, o

álcool pode viciar. Beber excessivamente

é um sinal de fraqueza e

não de força.

Os danos ao fígado podem acontecer

muito antes de tornarem-se

óbvios os efeitos sociais. Os jovens

e ocupados executivos envolvidos

em almoços e viagens ao exterior

fi cam freqüentemente surpresos

ao saber que seus testes de fígado

dão anormais nos exames

de rotina.

Nesse estágio, uma abstinência

absoluta de bebidas alcoólicas pode

fazer com que as funções do fígado

voltem ao normal. Se o perigo for

ignorado, os danos ao fígado podem

se tornar permanentes, desenvol-

vendo uma cirrose. Essa situação

pode estar associada a uma doença

crônica, precedendo uma icterícia,

um coma, seguindo-se eventualmente

a morte.

Pode-se dizer que se trata de alcoolismo

se o hábito de beber estiver

trazendo um efeito desfavorável no

trabalho, na vida familiar ou social

do indivíduo. Deve-se procurar urgentemente

a ajuda de um especialista,

pois a situação é progressiva,

e pode ocorrer tanto a desintegração

da personalidade como danos ao

cérebro e outros sistemas do organismo.

A organização Alcoólicos

Anônimos é de grande ajuda para

a maioria dos sofredores, e sua

organização irmã, Al Anon, para

os parentes angustiados, também

fornece um valioso serviço.

O delírio alcoólico é um estado

grave comumente visto em pessoas,

geralmente jovens, que têm o hábito

de beber. O paciente fi ca delirando,

tremendo e tem alucinações fortes

e desagradáveis. O estado é tão

afl itivo que a pessoa geralmente

implora por algum sedativo. É, com

freqüência, seguido de uma parada

cardíaca ou pneumonia, sendo necessário

um tratamento urgente.

O álcool barato, como o cirúrgico,

o industrial e o metilado, é extremamente

perigoso, pois contém

álcool metílico, que pode causar

cegueira e morte. Têm ocorrido

tragédias entre jovens, em festas,

em que se misturam bebidas com

álcool industrial ou metilado. Tal

comportamento é considerado

criminoso.

Outras tragédias resultam do grande

volume de bebidas alcoólicas

consumido por jovens como um

desafi o. Em tais circunstâncias, a

morte por intoxicação aguda ocorre

rapidamente. Não se deve esquecer

de que até em quantidades moderadas

o álcool é um veneno. Ele

também reage com certas drogas,

causando desgraças. No Brasil, a

lei proíbe a venda de álcool líquido,

como prevenção a acidentes graves.

(V. Bebida e Vício.)

ALDEÍDO FÓRMICO - Formol.

ALEITAMENTO MATERNO - A

criança alimentada ao seio, segundo

pesquisas modernas, terá vantagens

sobre uma outra amamentada com

mamadeira, sendo sempre o método

mais indicado. Com o leite materno

evitam-se muitas doenças, e a criança

cresce mais saudável. Aceita-se,

porém, o aleitamento com mamadeira

quando a mãe tiver problemas

que a impedem de amamentar seu

fi lho. (V. Alimentação infantil.)

ALÉRGENO - Substância que sensibiliza

o organismo, podendo

provocar estado de alergia, desencadeando,

em contato com o organismo

sensibilizado, manifestações

alérgicas.

ALERGIA - Estado de sensibilidade

anormal do organismo a certas

infl uências externas e a substâncias

como: pó, polens, alimentos, caspa

animal, cosméticos, tintas, pêlos,

tecidos, produtos químicos, etc. Inicialmente,

dava-se a esse fenômeno

o nome de “Hipersensibilidade”.

Sintomas: dor de cabeça, febre do

feno, asma, diarréia, eczema, urticária,

difi culdade para respirar. Essa

sensibilidade geralmente é herdada.

Algumas pessoas são alérgicas a

certos gêneros alimentícios, como,

por exemplo, mariscos, castanhas,

ovos, etc. Nesses casos, pode

ocorrer uma inchação do rosto ou

da língua, ou uma erupção na pele,

parecendo urticária espalhada. Uma

reação alérgica semelhante pode

ocorrer com antibióticos, especialmente

a peni cilina.

Em certos casos, principalmente

nas alergias a picadas de insetos ou

a remédios, a reação pode se tornar

mais acentuada a cada ocorrência,

até que possa, eventualmente, provocar

difi culdade de respiração e

um colapso.

É importante observar e informar

ao médico sobre qualquer reação

anormal a remédios e sobre alergias

comprovadas, e evitar tais

substâncias. As pessoas devem

sempre ter consigo um cartão (em

alguns luga res usa-se um bracelete)

com informações sobre alergias

e dados médicos, o que pode ser

valioso numa emergência quando,

por alguma razão - como a perda

da consciência -, não estiverem em

condições de dar verbalmente tais

informações.

Ao mesmo tempo em que evitar

substâncias a que se tem alergia

seja o melhor preventivo, existem

remédios - re ceitados pelo médico

- que podem controlá-la.

Injetar na pele minúsculas doses de

substâncias suspeitas pode ser uma

forma proveitosa de se identifi car

os alérgenos. A informação obtida

pode ser utilizada para preparar

séries de vacinas dessensi bilizantes,

por meio das quais uma exposição

regular a doses progressivas de

substâncias alérgicas provoca a

redução da reação alérgica. Essas

injeções podem causar sérias

reações e hoje em dia são dadas

raramente.

ALEXIA - Forma de afasia em que

a vítima não reconhece nem compreende

palavras escritas. Pode

decorrer de alteração do cérebro

por doença ou lesão. É chamada, às

vezes, de “cegueira de palavras”.

ALGÉSICO - O mesmo que do -

loroso.

ALGIA - V. Dor.

ÁLGICO - Relativo à dor.

ALGIDEZ - Resfriamento das extremidades

com tendência ao colapso.

ÁLGIDO - O mesmo que frio.

ALGODÃO ABSORVENTE - Algodão

desengordurado e purifi cado,

que absorve rapidamente os

lí quidos.

ALGOGÊNICO - Que produz dor.

ALGOR - Sensação de frio.

ALIENIA - Ausência de baço.

ALIENISTA - O mesmo que psiquiatra.

ALIMENTAÇÃO - Ato voluntário de

ingerir alimentos.

ALIMENTAÇÃO EQUILIBRADA

- Alimentação balanceada em nutrientes

de acordo com as necessidades

nutricionais de cada indivíduo.

Em cada refeição, o indivíduo deve

consumir no mínimo um alimento

de cada grupo construtor, energético

e regulador.

ALIMENTAÇÃO INFANTIL (e Falha

no Desenvolvimento) - Em geral,

o leite materno (que vem num recipiente

esterilizado, na temperatura

certa!) certamente é o melhor para

alimentar os bebês nos primeiros

seis a nove meses. Algumas mães

não conseguem amamentar; podem,

porém, assegurar-se de que

a alimentação com mamadeiras

preparadas cuidadosamente oferece

uma boa alternativa. Parece certo

que as mães, que no passado se

sentiam obrigadas a parar com a

amamen tação, por motivos de leite

insufi ciente, obstrução, etc., provavelmente

estavam com falta de

informações e habilidades corretas

nos cruciais primeiros estágios. Em

alguns estudos feitos, constatou-se

que os bebês que mamam no peito

têm menos infecções, problemas

de peso ou alergias, menos doenças

celíacas e, posteriormente, menos

doenças cardíacas e menos cáries.

O seu médico também poderá

aconselhá-la antes e depois de o

bebê chegar.

Um dos segredos do sucesso da

amamen tação materna, é a alimentação

completa que o bebê necessita

sem se acrescentar a mamadeira nas

primeiras horas. Isso pode signifi car

até dez amamentações por dia no

primeiro mês, reduzindo-se nos meses

seguintes. O suprimento de leite

depende da sucção freqüente e não

de algum fator inerente ao peito. A

obstrução ocorre geralmente devido

a amamentações infre qüentes ou

a um horário rígido. Você deve

amamentar seu bebê quando ele

chorar, se o seu peito estiver cheio,

toda vez que você senti-lo assim,

e se o bebê estiver há umas quatro

horas sem mamar. É possível subalimentar

um bebê novo, que pode

dormir longos períodos, dando a

impressão de satisfeito. Infelizmente,

isso pode fazer com que um

bebê aparentemente satisfeito fi que

gravemente subnutrido. Poucos

bebês com menos de três meses

conseguem agüentar menos de

cinco amamentações diárias.

O bebê alimentado com mamadeira

tem uma pequena vantagem, pois a

sua alimentação pode ser medida.

Como medida aproximada, um

bebê novinho precisa de 78 g de

leite diariamente para cada 0,5 kg

de peso. Assim, depois da primeirasemana, um bebê de 2,6 kg precisa

de 544,5 g de leite, divididos em

cinco ou seis amamentações, ou

seja, 93 g aproximadamente de cada

vez. O bebê vai tomar quantidades

variadas nas diferentes vezes, mas

isso dá uma idéia.

Os bebês ganham de 124 g a 217

g, aproximadamente, por semana,

nos primeiros meses. Se ele falhar

consistentemente nisso, signifi ca

que alguma coisa pode estar errada,

e é necessário o conselho de um

médico. Fora a causa comum, que

é um problema de alimentação,

existem outras, como uma infecção

- em especial no sistema hidráulico

- e, raramente, defeitos congênitos,

como doenças cardíacas.

Os alimentos sólidos, como os

cereais, não devem ser oferecidos

pelo menos antes dos três meses.

Depois disso, pode-se começar

com legumes e frutas passados na

peneira e, fi nalmente, a carne pode

ser in troduzida aos poucos. O bebê

provavelmente vai ter caprichos e

pre ferências, mas não se preocupe

com isso, pois o leite completado

com vitaminas é o alimento mais

importante para os primeiros nove

ou dez meses. Quando os dentes

começam a nascer - por volta dos

seis meses -, ele vai, é claro, querer

morder alguma coisa um pouco

mais dura, como um biscoito, mas

é improvável que ele coma mais

da metade. O valor nutricio nal de

um biscoito é semelhante ao do

cereal.

Uma mãe tranqüila provavelmente

tem menos problemas com amamentação

do que uma mãe tensa;

dessa forma, ela deve procurar

guardar um tempinho, diariamente,

para os seus interesses e para um

relaxamento.

ALIMENTO - Substância ingerida

pela boca que mantém a vida e

o crescimento, fornecendo energia,

construindo e substituindo

tecidos.

ALIMENTOS CONSTRUTORES

- Responsáveis pela manutenção e

crescimento do organismo, assim

como renovação de tecidos e células.

São as proteínas, forne cidas

pelas carnes, ovos, leite, feijão.

ALIMENTOS ENERGÉTICOS - Responsáveis

pela energia do organismo.

São os carboidratos fornecidos

pelo açúcar, massas, pães, farinhas,

raízes e tubérculos, e os lipídios,

fornecidos pelas gorduras, manteiga,

margarina, óleo vegetal.

ALIMENTOS REGULADORES -

Responsáveis pela regulação das

atividades no organismo, garantindo

o bom funcionamento por meio

da água, das fi bras, sais minerais e

vitaminas, fornecidos pelas verduras

e frutas.

ALIMENTOTERAPIA - Tratamento

die téti co.

ALOÉS - Pó amarelo-pardacento

obtido do suco desidratado das

ALI ALO

38

folhas do aloé, planta natural da

África e das Antilhas. É usado na

constipação crônica, por exercer

efeito estimulante sobre o intestino

grosso. Tomado em doses muito

elevadas e demasiado freqüentes

pode produzir lesões renais.

ALOPATA - Médico que trata pela

alopatia.

ALOPATIA - Método de tratamento

que emprega medicamentos que

agem sobre os sintomas e causas da

doença que se quer tratar.

ALOPECIA - Perda de cabelos e outros

pêlos, ocasionada por diversas

doenças. Pode ser parcial ou total,

prematura ou senil. Se localizada

em zonas isoladas é chamada “Pelada”

(alopecia areata) e se provém

de desnutrição geral, alopecia

caquética. (V. Calvície.)

ALOPLASTIA - Prótese. Substituição

de uma parte do corpo por material

estranho.

ALUCINAÇÃO - Condição em que

se observa alguma coisa que não

existe. Pode referir-se a qualquer

um dos sentidos, de modo que

as alucinações podem ser vistas,

sentidas ou ouvidas. Elas podem

ocorrer em momentos de febre ou

delírio, mas são geralmente um

sintoma de doença mental - como

a esquizofrenia - ou o resultado do

uso de drogas - como o L. S. D. Às

vezes, uma alucinação é confundida

com uma delusão, que é a interpretação

errada de alguma coisa real.

Um paciente que olha para uma

parede branca e vê fi guras dançando

está sofrendo uma alucinação. Um

homem que escuta a mulher telefonando

para o açougueiro e fi ca

absolutamente convencido de que

ela está combinando um encontro

com o amante, provavelmente está

sofrendo uma delusão. (V. Delírio

e Doença mental.)

ALUME - (Pedra ume) Substância

cristalina, incolor e inodora, so lúvel

em água. Atua como emético efi caz

nas intoxicações, mas raramente é

administrado por via oral. O alume

AlK (SO4)2 12H2O - P.M. = 474,39

é o sulfato duplo de alumínio e potássio,

muito usado também como

adjuvante, com determinados tipos

de vacinas, como a anatoxina tetânica

ou diftérica, a fi m de se obter

melhor resposta imunológica.

ALVAIADE - Carbonato de chumbo.

ALVEOLITE - Infl amação do alvéolo

dental ou do alvéolo pulmonar.

ALVÉOLO PULMONAR - Fundo

de saco que determina as últimas

ramifi cações brônquicas.

ALVINO - Referente ao intestino.

AMÁLGAMA - Liga metálica em

que entra o mercúrio.

AMARGOS - Medicamentos que

estimulam a secreção do suco gástrico,

e, portanto, o apetite.

AMARÍLICO - Referente à febre

ALO AMB

39

amarela.

AMARILLA - Nome internacional

para a febre amarela.

AMAUROSE - Cegueira total ou

parcial sem lesão visível.

AMBIDESTRO - Pessoa que tem a

mesma habilidade em ambas as

mãos.

AMBIVALÊNCIA - Coexistência, em

uma mesma pessoa, de sentimentos

opostos e contraditórios. Aplica-se

o termo a impulsos, conscientes ou

inconscientes, que podem constituir

sintomas de esquizo frenia. (V. Esquizofrenia.)

AMBLIOPIA - Diminuição da agudeza

visual.

AMBULATÓRIA (FEBRE) - Modalidade

de infecção em que o doente

mesmo febril apresenta bom estado

geral e não se deita.

AMBULATÓRIO - Consultório

médico onde se examinam doentes

que podem andar.

AMEBA - Organismo microscópico,

mono celular, dotado de movimentos

ditos amebóides. Algumas espécies

produzem doença no homem.

AMEBÍASE - Infecção causada

pelo parasito Entamoeba histolytica.

Esta doença causa, em geral,

di senteria amebiana, e, quando

al cança o fígado, abscesso ame biano.

A doença é adquirida através

da ingestão de água ou alimentos

conta minados com fezes contendo

a forma cística madura do parasito,

podendo também ocorrer pela

transmissão sexual, em indiví duos

homossexuais, pelo contato fecaloral.

Sob ação de estímulos ainda não

definidos no trato intestinal, o

cisto se rompe, formando oito

trofozoítos por divisão nuclear e

citoplas mática. Ao atingir a posição

terminal do intestino delgado

se dá o desencistamento, que pode

ser influenciado pelas enzimas

intestinais, bactérias ou a baixa

tensão de hidrogênio. O desencistamento

ocorre por uma fenda ou

poro existente na parede cística,

colocando em liberdade uma massa

com quatro núcleos que originam

trofozoítos metacísticos. Estes

migram para o intestino grosso,

promovendo a colonização, com

crescimento e multiplicação, alimentando-

se de bactérias e detritos.

Os trofozoítos são a forma móvel do

parasito e contêm um núcleo único

e pseudópode. Os trofozoítos são os

agentes causais da doença colônica

e invasiva, que em alguns casos é

acompanhada por disseminação

no fígado, resultando em abscesso

amebiano hepático. Os trofozoítos

multiplicam-se por divisão binária

e não desempenham papel na

transmissão da doença, porque

degeneram-se rapidamente fora do

organismo humano, além de serem

destruídos pela acidez gástrica.

AMEBÓIDE - Com aparência de

ameba.

AMB AME

40

AMÊNCIA - Desenvolvimento

sub normal da mente. Equivale a

doença mental ou idiotia. Pode ser

congênita ou começar na infância

ou adolescência.

AMENORRÉIA - A cessação da

menstruação normal - das regras da

mulher. A menstruação geralmente

acaba entre 44 e 54 anos, na época

da menopausa - depois da qual a

mulher não engravida mais.

Uma causa temporária comum da

amenor réia antes da menopausa é a

gravidez. Muitas doenças comuns,

principalmente as prolongadas e

que enfraquecem, também estão

ligadas à ausência de menstruação;

às vezes, a menstruação falha numa

mulher saudável sem nenhum

motivo aparente. A preocupação

também pode causar a amenorréia,

e a mulher pode fi car tão preocupada

pela possibilidade de uma

gravidez, que a menstruação chega

a falhar. O rompimento da rotina

e a saudade podem provocar falha

da menstruação. As enfermeiras,

estudantes e novatas das Forças

Armadas, geralmente sofrem desse

distúrbio nos primeiros meses. As

pílulas anticoncepcionais diminuem

a menstruação e, ocasionalmente,

provocam a falha desta.

Na falta de outros sintomas, uma

menstruação que falhou uma vez

não deve ser motivo de alarme, mas

se falhar uma segunda vez, procure

um médico. Menos comumente, a

amenorréia pode ser indício de que

o ovário está deixando de produzir

normalmente óvulos, e isso ocorre

de vez em quando em alguns distúrbios

glandulares.

A amenorréia é também um sintoma

importante da anorexia nervosa e

indica que um regime exagerado

tenha provocado um distúrbio hormonal

na mulher.

Ataques freqüentes de amenorréia

em mulheres saudáveis, em outros

aspectos, podem estar associados

à subfertilidade, e essas pacientes

provavelmente não devem usar

pílulas anticoncepcionais, que

agem impedindo a ovulação. (V.

Anore xia.)

AMETRIA - Ausência de útero.

AMICROBIANO - Não causado por

micróbios. Sem micróbios.

AMÍDALA - O nome passa a ser

Tonsila palatina, conforme nova

terminologia científi ca, a fi m de

evitar confundi-la com a outra

amídala, que faz parte do cérebro.

Massas de tecido linfóide esponjoso,

em ambos os lados da garganta,

na entrada das vias digestiva

e respiratória. Infec tam-se com

freqüência, com infl amação, dor,

irritação, difi culdade para deglutir,

aumento dos gânglios linfáticos do

pescoço, febre, pulso rápido e malestar

generalizado. Considera-se

benéfi ca a extirpação das amídalas

em crianças no caso de crises repetidas,

com infl amação dos gânglios

AME AMI

41

cervicais. A operação chama-se

amida lec tomia.

AMIDALECTOMIA - Extirpação

das amídalas.

AMIDALITE - As amídalas fazem

parte do sistema de gânglios linfáticos,

e capturam micróbios que

entram pela boca. Normalmente,

elas próprias são atacadas com

freqüência; a infl amação resultante

é chamada amidalite. O primeiro

sintoma é uma garganta irritada e,

quando examinada, descobre-se que

está infl amada. A temperatura do

corpo se eleva, o paciente fi ca indisposto,

com difi culdade de deglutir

e, geralmente, tem dor de cabeça.

Enquanto a infl amação se desenvolve,

as amídalas fi cam inchadas; em

geral podem ser observadas pequenas

bolhas de pus (pontos brancos)

sobre elas. O paciente deve procurar

logo um médico, pois pode precisar

de antibiótico. Ataques periódicos

de amidalite e glândulas do pescoço

persistentemente dilatadas indicam

que as amídalas não estão mais

trabalhando, e pode ser melhor

removê-las. (V. Glândulas). A mais

grave das amidalites é a tonsilar

séptica, causada em geral pelo

Streptococcus pyogenes. O perigo

mais imediato é a formação de

abscessos periamigdalianos.

AMIDALOTOMIA - Extirpação das

amída las.

AMIDALÓTOMO - Instrumento

para extirpação das amídalas.

AMIDALOTRIPSIA - Extirpação

das amídalas por meio de trituração

ou esmagamento com aparelho

es pecial.

AMIDO - Amilo. Polvilho.

AMIDOPIRINA - O mesmo que

piramido.

AMILÁCEO - Que tem amido. Que

tem a estrutura do amido.

AMILASE - Qualquer enzima que

decompõe o amido em substâncias

mais simples.

AMINOÁCIDO - Ácido aminado;

composto orgânico que intervém

na formação das proteínas; utilizado

para substituir as proteínas que são

destruídas e eliminadas; forma mais

simples das proteínas. Presente em

carnes, ovos, peixes, queijo, leite,

aves. Exemplos de aminoácidos:

histidina, leusina, metionina, nilalanina,

lesina.

AMINOACIDÚRIA - Presença de

amino ácidos na urina.

AMINOFILINA - Pó de sabor amargo,

branco ou amarelado, utilizado

geralmente em doenças de implicações

cardíacas, na congestão

pulmonar e no tratamento da asma.

Administra-se por injeção intravenosa,

lenta, e em determinados

casos como supositório.

AMINOFÓRMIO - Urotropina.

Formina. Uroformina.

AMINOPTERINA - Droga sintética

usada contra leucemia aguda, que

impede o aumento anormal de

AMI ÂMN

42

glóbulos brancos. Usada ainda no

tratamento de algumas formas de

câncer.

AMIOTROFIA - Atrofi a muscular.

AMNÉSIA - Perda de memória.

Pode-se perder a memória depois de

um ferimento na cabeça, e essa perda

permanece durante um período

variável, depois do trauma. Em outros

casos, a perda da memória pode

ser sintoma de uma doença mental

ou de um estresse. Essa situação

exige um auxílio especializado,

mas, felizmente, a memória é quase

sempre recobrada. Alguns pacientes

fi ngem ter perdido a memória

(talvez para chamar a atenção). (V.

Doença mental.)

ÂMNIO - Membrana interior da

bolsa que circunda e protege o embrião.

Nela está o líquido amniótico

que envolve o feto.

AMNIOCENTESE - Punção transabdo

minal da câmara âmnica, com

agulha adequada para retirada de

líquido amniótico.

AMÔNIA - Hidróxido de amônio. É

de forma gasosa.

AMONÍACO - Solução aquosa de

hidróxi do de amônio, usado amplamente

em medicina no lar, sob

a forma de sais odoríferos em casos

de desmaio, graças à sua propriedade

de enérgico estimulante. Na intoxicação

por amoníaco costuma-se

usar como antídotos o óleo de oliva

por via oral, com grande quantidade

de água, e o vinagre ou suco de

limão diluídos em água.

AMORFO - Sem forma cristalina.

Gela tinoso.

AMPOLA - Qualquer dilatação de

canais. Ex.: a ampola retal.

AMPUTAÇÃO - Ablação de um

membro, ou segmento de um

membro, ou de um órgão. Ex.: amputação

do colo uterino, amputação

da perna.

ANABOLISMO - Assimilação.

Transformação do material alimentar

em tecido vivo.

ANACIDEZ - Falta de acidez.

ANACROTO - Pulso tardo.

ANAEROBIOSE - Vida sem oxigênio.

ANAFIA - Diminuição ou perda da

sensibilidade táctil.

ANAFILAXIA - Conjunto de sinais

e sintomas observados em alguns

animais e, às vezes, no homem,

após introdução de determinado

antí geno, com o qual o organismo

foi previamente sensibilizado. Exaltação

sucessiva da sensibilidade do

organismo à ação de determinada

substância.

ANAFORESE - Diminuição da atividade

das glândulas sudoríparas.

ANAFRODISÍACO - Que suprime o

desejo sexual.

ANALBUMINEMIA - Falta de albumina

no soro sangüíneo.

ANALÉPTICO - Tônico restaurador.

AMN ANA

43

ANALERGIA - Ausência de alergia.

ANALÉRGICO - Que não produz

alergia.

ANALGESIA - Falta de sensibilidade

à dor; é causada por drogas,

anestésicos ou bloqueio nervoso.

Para grandes dores usam-se anestésicos

fortes como a morfi na, o

ópio e a codeína, sob vigilância de

controle médico porque causam

depen dência.

ANALGÉSICO - Que suprime a

dor.

ANALGIA - Ausência de dor.

ANÁLISE - Separação de um corpo

em seus elementos.

ANALISTA - A pessoa que analisa.

O psicanalista.

ANAMNESE - História pessoal do

doente e de sua família.

ANA NÉRI - A patrona da enfermagem

brasileira; viveu de 1814

a 1880.

ANASARCA - Edema generalizado.

ANASTOMOSE - Conjunção de um

órgão a outro semelhante.

ANATOMIA - Parte da Medicina que

estuda o corpo humano em todas as

suas peculiaridades.

ANATOMIA PATOLÓGICA - Estudo

das doenças por métodos morfológicos.

É comum o emprego do

termo patologia como sinônimo de

anatomia patológica, o que é correto

somente quando, além dos métodos

morfológicos, necessitamos para

a compreensão dos fenômenos

básicos da doença, ou para seu diagnóstico

de dados fornecidos pela

clínica, bioquímica, bacteriologia,

imunologia, etc.

ANATOXINA - Toxina microbiana

privada de seu poder tóxico e conservando

seu poder imunizante.

ANAVACINA - Vacina desin toxicante.

ANCILOSTOMÍASE DUODENAL -

Infes tação intestinal produzida pelo

Ancylostoma duodenale, que se desenvolve

principalmente no homem

ou outros animais. Constitui-se no

Brasil, junto com o Necator americanus,

em doença endê mica de

signifi cativa importância pela sua

freqüência, especialmente em zonas

rurais. (V. Lombrigas.)

ANCÔNIO - Relativo ao cotovelo.

ANDROGÊNICO - Substância que

estimula ou produz os caracteres

sexuais masculinos.

ANDRÓGENO - Hormônio masculino

produtor e regulador dos caracteres

sexuais secundários do homem,

como a barba, a musculatura

e a voz. O andrógeno primário é a

testosterona, hormônio sexual masculino

secretado pelos testícu los.

ANDROGINIA - Malformação congênita

em que os órgãos sexuais

externos se parecem com os de um

sexo, ao passo que as gônadas correspondem

ao sexo oposto; também

se dá o nome de pseudo-hermafro-

ANA ANE

44

ditismo a essa anomalia.

ANDRÓGINO - Indivíduo com

características ao mesmo tempo

femininas e masculinas.

ANDRÓIDE - Semelhante ao masculino.

ANDROMORFO - Com forma de

homem.

ANDROSTERONA - Hormônio

sexual masculino.

ANEMIA - O corpo humano possui,

em média, 4,5 litros de sangue, que

é bombeado pelo coração e alimenta

os tecidos. Grande parte do sangue

é composta de pequenas partículas

conhecidas como hemácias. Elas

levam o oxigênio dos pulmões até

os tecidos, e o oxigênio é necessário

para mantê-los vivos. Na anemia,

o número de hemácias (ou corpúsculos)

é reduzido, e o organismo

não consegue trabalhar como deve.

O paciente fi ca geralmente pálido,

pois a quantidade de pigmentos

vermelhos no sangue é reduzida.

Fica facilmente cansado, com falta

de ar, e pode ter dor de cabeça e dor

no peito. A anemia é mais comum

nas mulheres do que nos homens,

pois a menstruação provoca a perda

de hemácias. São várias as causas

da anemia, mas a mais comum é

a falta de ferro na alimentação,

já que o ferro é necessário para a

produção de hemoglobina - o pigmento

contido nas hemácias - no

organismo.

Na gravidez, há um risco ainda

maior de se desenvolver uma

anemia, pois tem-se que obter

hemoglobina sufi ciente para dois.

A mulher grávida precisa de ferro

adicional tanto quanto de ácido

fólico (outro fator essencial no desenvolvimento

das hemácias).

A anemia pode também ser provocada

pela falta da vitamina B12,

vitamina C e hormônios de tiróide, e

pelo desarranjo ou perda excessiva

de hemácias. Esta última ocorre em

hemorragia aguda ou sangra mentos

freqüentes por causa de hemorróidas

ou hérnias de hiato.

Uma alimentação rica em carne,

ovos, fígado, verduras e frutas

frescas deve equilibrar a maioria

das pequenas defi ciências. Complementos

de ferro e vitaminas B

e C podem ajudar. Se não derem

resultado, pode ser que haja uma

causa mais complexa para a anemia,

sendo necessário, então, um exame

médico mais completo. (V. Anemia

perniciosa.)

ANEMIA FERROPRIVA - Falta de

glóbu los vermelhos por carência

de ferro.

ANEMIA PERNICIOSA - Enquanto

muitas anemias ocorrem devido à

falta de ferro, a anemia perniciosa

ocorre devido à falta de vitamina

B12, também essencial para a

produção de hemácias. É causada

mais por uma má absorção do estômago

do que por uma alimentação

inadequada, e ocorre nas pessoas

ANE ANE

45

mais idosas, em que o revestimento

do estômago fi ca fi no e incapaz de

lidar com essa vitamina.

A falta de vitamina B12 (cianocobalamina)

também provoca danos às

células nervosas, de modo que,

assim como os sintomas da anemia

(cansaço, falta de ar, etc.), o paciente

pode ter distúrbios de sensação

(formigamento, adormecimento,

etc.) e fraqueza nos braços e pernas.

Como o paciente é incapaz de absorver

vitamina B12 do estômago,

o tratamento é feito por meio de

injeção regular. Quando a condição

é diagnosticada, as injeções podem

ser dadas várias vezes na semana.

No entanto, depois de uma ou duas

semanas, elas devem ser reduzidas

para uma vez por mês.

Uma condição semelhante surge

se a alimentação estiver defi ciente

em vitamina B12 (rara em alguns

países), ou depois de uma cirurgia

para úlcera péptica - quando uma

parte do estômago é removida. Para

o primeiro caso, é aconselhado um

consumo maior de fígado, e para o

se gundo, injeções regulares de B12.

(V. Anemia.)

ANERGIA - Desaparecimento do

estado alérgico.

ANÉRGICO - Sem energia, inativo.

ANERÓIDE - Que funciona sem

líquido.

ANESTESIA - Ausência de sensação

dolorosa com ou sem perda de

consciência, durante cirurgias,

geralmente fazendo com que o

paciente durma. Quem usou esta

palavra a primeira vez foi Oliver

Wendell Holmes em 1846. Existem

três formas de insensibilidade à dor:

1) anestesia geral com perda de

consciência; 2) anestesia regional

com privação de dor numa região

limitada; 3) anestesia local com

ausência de dor na superfície de

determinada região, graças à aplicação

direta de um anestésico. A

substância utilizada é chamada de

“anestésico”; o óxido nitroso (gás

hilariante) e o halotano são, provavelmente,

os mais conhecidos.

Eles agem diminuindo a ação do

cérebro até a perda da consciência,

e o paciente fi ca então relaxado.

Um relaxamento ainda maior é

conseguido com o uso de injeções

no músculo. Sob essas condições,

as cirurgias podem ser feitas facilmente

e sem dor. A anestesia é dada

geralmente através de uma injeção

no fl uxo sangüíneo, e é mantida

por gases.

As pequenas cirurgias dentárias são

geralmente feitas com anestesia

local. As injeções são dadas nos

nervos da região a ser operada, de

maneira que o paciente não sinta

nenhuma dor. A injeção dada pelo

dentista no ângulo da mandíbula

é um tipo de bloqueio de nervo.

Injeções semelhantes podem ser

feitas na parte de baixo da medula

espinhal, deixando adormecida toda

a metade inferior do corpo. Esse

ANE ANE

46

tipo de anestesia, conhecida como

“epidural”, pode ser utilizada em

partos. Ela requer uma habilidade

especializada, e não são todas as

mulheres que não querem sentir

nada num momento tão emocionante.

Muitos dos benefícios da

cirurgia moderna só são possíveis

por causa dos recentes progressos

em anestésicos.

ANESTESIOLOGIA - Estudo dos

procedimentos anestésicos usados

em medicina, uma especialidade

médica.

ANESTESIOLOGISTA - O médico

que se especializou em anestesia e

anestesiologia.

ANESTESISTA - O que administra o

anestésico; ele executa um trabalho

de alta especialização que exige

rigoroso treinamento. Em colaboração

com o cirurgião o anestesista

determina o tipo de anestésico ou

a combinação deles convenientes

em cada operação. Também faz

transfusões de sangue e soluções

endo venosas quando o estado do

paciente o exige. O anestesista

participa da operação verifi cando

a freqüência e força do pulso e a

pressão sangüínea.

ANESTRO - Período de repouso

sexual dos animais.

ANEURINA - Vitamina B1, cloridrato

de tiamina.

ANEURISMA - Dilatação de uma

artéria ou de uma veia, causada por

dano local das paredes de um vaso

sangüíneo. Um tipo de aneurisma

pode se desenvolver em pessoas

mais idosas, no grande vaso sangüíneo

(a aorta) que está ligado

ao coração. Pode formar-se em

qualquer artéria do corpo.

ANEURISMA ARTERIOVENOSO

- Aneu risma em que uma artéria e

uma veia se comunicam.

ANEURISMA DE AORTA - Dilatação

mais ou menos localizada da

parede da aorta causada geralmente

por processo infl amatório.

ANEURISMECTOMIA - Ablação de

um aneurisma.

ANEURISMECTOMIA DO VEN TRÍ -

CULO ESQUERDO - Res secção

ou remoção de áreas do músculo

cardíaco do ventrículo esquerdo,

que se tornam dilatadas ou aneurismáticas

por causa da perda de sua

capacidade contráctil conseqüente a

cicatrização fi brótica da necrose do

músculo cardíaco ocasionada pelo

infarto do mio cárdio.

ANEURISMORRAFIA - Sutura de

um aneurisma.

ANEURISMOTOMIA - Incisão de

um aneurisma.

ANEXITE - Infl amação da trompa e

dos ovários, os anexos do útero.

ANEXOPEXIA - Operação de fi xação

dos anexos do útero (trompas

e ovários).

ANEXOS - Partes adjacentes de

qualquer órgão, como a trompa de

falópio e os ovários, que são anexos

ANE ANF

47

do útero.

ANFETAMINA - Estimulante administrado

por via oral (pílula) e

algumas vezes por injeções; exerce

poderoso efeito sobre o cérebro e

provoca mudanças psicológicas.

Sob forma mais branda, o efeito

assemelha-se ao da cocaína.

Quando ocorre ingestão excessiva

ou intoxicação crônica surgem os

seguintes sintomas: nervosismo,

apreensão, tremores, insônia, hipertensão

e dilatação da pupila.

Como seqüelas psicóticas podem

ocorrer alucinações e delírios do

tipo paranóico.

ANFIARTROSE - Articulação que

se movimenta muito pouco. Ex.:

as falanges.

ANFÓRICO (SOPRO) - Variedade

de sopro análogo ao ruído que se

obtém soprando numa ânfora ou

cântaro vazio.

ANGEÍTE - Infl amação de um vaso,

sangüíneo ou linfático.

ANGIECTASIA - Dilatação anormal

de um vaso.

ANGIECTOMIA - Extirpação cirúrgica

de um vaso, sangüíneo ou

linfático.

ANGINA PECTORIS (Angina do

peito) - Um tipo de doença cardíaca,

na qual o suprimento de sangue

para o coração se torna inadequado.

Conforme o organismo envelhece,

os vasos sangüíneos se tornam mais

rijos e grossos, de forma que transportam

menos sangue para o coração.

O coração é um músculo que

bombeia o sangue e, se as artérias

coronárias - que nutrem o músculo

do coração - fi cam enrijecidas, não

consegue trabalhar com eficiência.

Quando o sofredor tenta um

esforço exagerado para o coração,

como, por exemplo, escalar uma

montanha, surge no meio do peito

uma dor (que passa depois de um

pequeno repouso). Os sofredores

necessitam do conselho de um médico,

pois existem vários remédios

que podem ser úteis. O objetivo é

tornar acessível a circulação nas

artérias não afetadas e reduzir o

esforço do coração.

O paciente pode colaborar parando

de fumar, reduzindo o excesso

de peso, fazendo uma alimentação

com pouca gordura animal e

desenvolvendo, aos poucos, uma

atividade física - dentro do limite

de sua angina. O exercício mais

adequado para se começar é caminhar

num lugar plano, e isso pode

ser aumentado gradativamente,

conforme não haja mais dor. Muitas

pessoas vivem trinta anos, ou

mais, depois de um diagnóstico de

angina. Então, não desanime nunca

e mexa-se!

ANGINA PULTÁCEA - Faringite

com formação de camada mucosa

esbranquiçada.

ANGIOCOLITE - Inflamação das

vias biliares.

ANG ANG

48

ANGIOESPASMO - Espasmo dos

vasos sangüíneos.

ANGIOGRAFIA - Radiografi a dos

vasos sangüíneos após injeção de

um meio de contraste por via intravenosa.

Estudo radiológico para

visualizar os vasos sangüíneos.

ANGIOGRAMA - O fi lme ou chapa

radiográfi ca de uma angiografi a.

ANGIOMA - Nevo. Tumor formado

de vasos sangüíneos.

ANGIONEURÓTICO (EDEMA) -

Edema gigante. Edema de Quincke.

Variedade de edema de origem alérgica

que aparece e desaparece em

horas, sem prurido, localizando-se

na pele e nas mucosas.

ANGIOPARALISIA - Paralisia vasomotora.

ANGIOPLASTIA - Procedimento

usado para tratamento de doenças

obstrutivas valvares, tais como:

artérias coronárias, artérias renais,

artérias femurais e outras artérias

periféricas. Consiste na dilatação

da obstrução detectada por estudo

angio gráfico, através de cateterbalão

que se insufl a no local desta,

remoldando a luz da artéria por

rotura e dilatação.

ANGIORRAFIA - Sutura de vasos.

ANGIORREXE - Ruptura de um

vaso.

ANGIOSCLEROSE - Esclerose dos

vasos.

ANGIOSSARCOMA - Sarcoma de

tecido vascular.

ANGIOSTENOSE - Estreitamento

dos vasos.

ANGÚSTIA - Sensação de compressão

na região epigástrica, seguida

de mal-estar geral, acelerando-se o

pulso, a respiração e a ansiedade.

Psiq. Segundo Freud, é o estado

afetivo (emocional) puro correspondente

à ansiedade, ao medo e ao

susto, mas que pode prescindir do

objetivo, ou seja, pode existir como

sentimento isoladamente sem necessitar

de causa, motivo ou razão

de ser. Contudo, ao longo do tempo,

devido a ampla utilização do termo,

apresentou seu signifi cado técnico

diluído e muito vinculado a teorias

específi cas. Deste modo, o termo

angústia, na psiquiatria atual, não

costuma ser utilizado na linguagem

técnica, por não possuir sentido

psicopatológico bem definido,

sendo no entanto muito citado pelos

pacientes ao descreverem alguns

sentimentos e/ou sensações desagradáveis,

tais como a ansiedade

nas fobias ou transtornos do pânico,

a inquietude e agitação interna nos

casos de mania, ou ainda a sensação

de falta de esperança e de vazio

interior nas depressões.

ANIDRIDRO CARBÔNICO - V.

Dióxido de carbono.

ANIDRO - Que não contém água.

ANIDROSE - Defi ciência da perspira

ção.

ANIDRÓTICO - Medicamento que

ANG ANI

49

reduz a secreção de suor.

ANILINA - Líquido que se obtém

do alcatrão de hulha, benzeno ou

índigo, oleoso e incolor que a indústria

utiliza para elaborar produtos

químicos, como o azul-de-metileno

e outros corantes anti-sépticos. É

muito venenosa e pode provocar

intoxicação. Fenilamina usada para

colorir medicamentos.

ANIMA MOBILE (IN) - Expressão

latina que signifi ca “experiência em

ser humano”.

ANIMA VILI (IN) - Expressão latina

que signifi ca “experiência em animais

de laboratório”.

ÂNIO - A mais interna das membranas

fetais e que forma a bolsa

d’água. (V. Âmnio.)

ANIOCENTESE - Punção do ânio e

aspiração do líquido ali contido. (V.

Amnio centese.)

ANISO - Prefi xo que signifi ca desigual.

ANISOCITOSE - Desigualdade no

tamanho das hemácias.

ANISOCORIA - Desigualdade das

pupilas.

ANISOCROMIA - Desigualdade da

co loração.

ANISOMELIA - Desigualdade de um

par de órgãos. Ex.: as duas pernas,

as duas mãos.

ANISOMETROPIA - Desigualdade

de refração dos olhos.

ANÓDINO - Que faz cessar a dor.

ANÓDIO - Eletrodo com carga

positiva.

ANOMALIA - Desvio do normal.

ANOMALIA ANO-RETAL - Alteração

congênita em que o ânus e o reto

estão ausentes, com exte riorização

em posição anômala.

ANOMALIAS CROMOSSÔMICAS

- (V. Aberrações cromossômicas.)

ANONÍQUIA - Ausência de unhas.

ANOPERINEAL - Referente ao ânus

e ao períneo.

ANOREXIA - Inapetência, aversão

aos alimentos. Nome científi co para

perda de apetite.

ANOREXIA NERVOSA - Estado que

se caracteriza por profunda aversão

aos alimentos, devido a transtorno

histérico. Acontece geralmente em

mulheres (neuróticas) jovens que

fazem regimes exagerados e pode,

às vezes, trazer resultados fatais.

Pode ser difícil reconhecer e tratar

o caso, pois essas garotas são peritas

em disfarçar seu peso e a falta de

alimentação. Em primeiro lugar,

elas nem sempre têm excesso de

peso e, apesar da anorexia signifi -

car, literalmente, perda de apetite,

essas pacientes podem estar controlando

um ávido apetite com força

de vontade. As fases de regime

podem se alternar com bebedeiras,

nas quais a sofredora bebe secreta

e indis criminadamente. Depois

de uma bebedeira, a garota pode

provocar o vômito, colocando o

ANI ANO

50

dedo na garganta. Num determinado

ponto, essas fases são interrompidas,

e esse é um importante

sintoma da anore xia. Esse estado

pode representar um fracasso ao se

tentar chegar a um acordo com o

desenvolvimento da sexualidade,

e a garota geralmente tem outros

sintomas de distúr bios emocionais.

É necessário um tratamento urgente

com um especialista.

ANORQUIDIA - Falta de testículos.

ANORRETAL - Referente ao ânus

e ao reto.

ANOSMIA - Diminuição ou perda

comple ta do olfato, transitória ou

permanente.

ANOVULATÓRIO - Que faz cessar

a ovulação.

ANOXEMIA - Falta de oxigênio no

sangue, por causas diversas.

ANOXIA - Redução de oxigênio no

sangue e nos tecidos orgânicos. (V.

Hipoxia e Asfi xia.)

ANQUILOGLOSSIA - Freio lingual

curto; a popular língua presa.

ANQUILOSE - Diminuição ou

supressão total dos movimentos

de uma articulação. Perda total da

mobilidade articular ativa e passiva.

Óssea: por fusão dos ossos que

formam uma articulação; Fibrosa:

por retração ou aderência das

partes moles articulares ou periarticulares.

ANSERINO - Semelhante ao pato.

Marcha anserina é aquela em que o

doente oscila como um pato.

ANSIEDADE - Qualidade de emoção

vinculada ao medo e à expectativa

(o sujeito pode ou não perceber a

apreensão), associada por defi nição

a um estado emocional negativo

ou aver sivo, isto é, descrita como

desagradável e, em geral, sempre

acompanhada de sintomas físicos

inespecí fi cos associados à excitação

auto nômica, como: palpitações,

sudo reses, tremores, respiração ofegante,

sensação de sufo cação, entre

outros. Desta forma, a ansiedade se

diferencia de outros estados de expectativa,

não associados à vivência

emocional aversiva, como a fi ssura

presente em distúrbios de controle

do impulso. Ela pode ser considerada

normal ou patológica, a partir

da relação entre os seus fatores

desencadeantes e a intensidade das

manifestações. A ansiedade é tônica

ou generalizada quando é mantida

ao longo do tempo; fásica, quando

ocorre em surtos (ou “ataques”,

como no transtorno do pânico); situacional,

quando relativa a estímulos

particulares (como nas fobias); ou

espontânea.

ANSIEDADE (NEUROSE DE) -

Medo e apreensão dominando todo

o comportamento.

ANTAGÔNICO - Que tem efeito

oposto.

ANTÁLGICO - Contra a dor.

ANTE CIBUM - Expressão latina

ANQ ANT

51

que significa “antes das refeições”.

ANTE MORTEM - Que ocorre antes

da morte.

ANTE PARTUM - O período que

prece de o parto. O mesmo que

anteparto.

ANTEVERSÃO DO ÚTERO - Desvio

do útero em que o fundo desse

órgão se dirige para diante e o colo

para trás.

ANTIÁCIDO - Substância que impede

ou neutraliza o desenvolvimento

de ácido no estômago e duodeno.

ANTIÁLGICO - Contra a dor.

ANTIASTÊNICO - Que restaura as

forças.

ANTIBACTERIANO - Que impede o

desenvolvimento das bactérias.

ANTIBÉQUICO - Contra a tosse.

ANTIBIÓTICOS - Remédios poderosos

que combatem as infecções

através da destruição do agente

causador, originalmente obtidos de

organismos vivos como os levedos

(muitos podem agora ser sintetizados

quimicamente). A penicilina é

o mais antigo deles. Hoje em dia,

são usados com muita freqüência os

derivados da penicilina: tetraciclina

e eritromicina. As sulfonamidas

desempenham um papel semelhante,

mas não são obtidas de tecidos

vivos e, portanto, não são - rigorosamente

falando - antibióticos.

Os antibióticos estão à venda nas

farmácias sob prescrição médica,

e o tratamento deve sempre ser

concluído. O uso abusivo de antibióticos

pode tornar mais resistentes

a eles as bactérias.

ANTIBRÔMICO - O mesmo que

deso dorante.

ANTICITOTÓXICO - Que faz diminuir

ou cessar a destruição das

células e por isso, teoricamente,

retarda a velhice.

ANTICOAGULANTE - Que retarda

a coagulação do sangue.

ANTICOLINÉRGICO - Antagonista

da ação da acetilcolina.

ANTICONCEPCIONAL - Medicamento

que inibe a ovulação,

anovulatório.

ANTICONVULSIVANTE - Que

combate as convulsões.

ANTICORPO - Proteína de natureza

gamaglobulina que reage

es pecifi camente com determinado

antigênico da molécula do antígeno.

Pode ser protetor ou neutralizante

(vacinas e soros), ou sen sibilizar o

organismo. Agente de imu nidade,

substância que se forma no organismo

após a injeção ou ingestão

de germes e toxinas, que tem a propriedade

de agir sobre esses germes

ou toxinas neutralizando-os.

ANTIDEPRESSIVO - Psiq. Substância

heterogênea que, comparada

ao placebo, apresenta efi cácia na

remissão de sintomas característicos

da síndrome depres siva, em

pelo menos um grupo de pacientes

ANT ANT

52

com transtorno depressivo de, no

mí nimo, moderada intensidade. As

substâncias que se mostram efetivas

somente em sintomas ines pecífi cos

da depressão (por exemplo, insônia

ou ansiedade) não se consideram

antide pressivos. Não existe consenso

se uma substância de efi cácia

superior a placebo, porém inferior

a um antidepressivo padrão (por

exemplo, um anti depressivo tricíclico)

deva ser chamada de antidepressivo.

Algumas substâncias

antidepressivas podem ser efi cazes

em outros transtornos mentais,

como o transtorno do pânico.

ANTÍDOTO - Contraveneno. Agente

que previne ou anula o efeito de

um veneno.

ANTIEFÉLICO - Contra as sardas.

ANTIEMÉTICO - O mesmo que

antivomi tativo.

ANTIESCORBÚTICO - Vitamina

C ou ácido ascórbico. Agente

que atua contra o escorbuto. (V.

Escorbuto.)

ANTIESPASMÓDICO - Que combate

os espasmos e convulsões.

ANTIFEBRIL - Antipirético, que faz

baixar a febre.

ANTIFLOGÍSTICO - Que combate

a infl amação.

ANTIFTÍRICO - Contra os piolhos.

ANTÍGENO - Toda proteína estranha

que, inoculada ou ingerida, vai provocar

a formação de um anticorpo.

Substância que estimula a formação

de anticorpos.

ANTI-HELMÍNTICO - Contra os

vermes.

ANTI-HISTAMÍNICO - Substância

usada para neutralizar a ação da

histamina nos processos alérgicos.

ANTILACTAGOGO - Que suprime

ou faz diminuir a secreção de

leite.

ANTILUÉTICO - Contra a lues ou

sífi lis.

ANTIMICÓTICO - Contra as micoses.

ANTIMICROBIANO - Que impede

o desenvolvimento dos micróbios.

ANTIONEOGENES - Genes normalmente

envolvidos no controle da

expansão do oncogenes.

ANTIPRURÍDICO - Que combate

o prurido.

ANTIPSICÓTICOS - Em Psiquiatria:

Chamados também “neu rolépticos”,

são medicamentos usados

especialmente no tratamento de

psicoses, visando reduzir ou aliviar

sintomas tais como delírios e

alucinações. Não curam a doença,

mas controlam seus sintomas. O

primeiro anti psicótico posto em

uso foi a clorpro mazina (1952),

que revolucionou o tratamento

das psicoses, sobretudo da esquizofrenia.

Outros, como halo peridol,

fuflenazina, tioreda zina foram

descobertos, tendo como processo

básico de ação o bloqueio de um

neuro transmissor cerebral chamado

ANT ANT

53

dopamina. Chamados clássicos ou

convencionais, tais antipsi cóticos

são efi cazes no controle de sintomas

denominados positivos como, por

exemplo, delírios, alucinações, desorganização

do pensamento. Produzem

também efeitos colaterais

chamados extra piramidais, como:

tremores e ri gidez muscular. Surgiu,

a partir dos anos 1990, nova geração

de anti psi cóticos, como clozapina,

olan za pina, que, além de bloquear a

dopamina, também bloqueia outros

neurotransmissores cerebrais, como

a serotonina. Agem não somente

nos sintomas positivos, mas também

nos chamados negativos, como

o pauperismo do pensamento, o

embotamento afetivo e a falta de

motivação. Produzem estes novos

medicamentos menos efeitos colaterais

extrapiramidais do que os

clássicos. No mercado brasileiro há

muitos antipsi cóticos disponíveis,

alguns em forma de comprimidos e

também de injeção de longo efeito,

aplicada com intervalo de semanas.

Eles levam algumas semanas para

fazer efeito e melhorar o paciente.

Em certas doenças, precisam ser

usados por períodos longos, porém

não causam dependência.

ANTI-RAQUÍTICO - Que evita o

raquitismo, como, por exemplo, a

vitamina D.

ANTI-SEPSIA - Ataque aos micróbios.

ANTI-SÉPTICO - Substância que impede

o crescimento dos micróbios

patogênicos vivos. Os anti-sépticos

são essenciais nas cirurgias e outros

procedimentos médicos, na desinfecção

das mãos e dos instrumentos,

nos tratamentos de urgência de

lesões e feridas, etc.

ANTITRAGO - Proeminência na porção

inferior do lóbulo da orelha.

ANTITOXINAS - São anticorpos que

neutralizam o efeito das toxinas ou

venenos produzidos por bactérias.

Constituem medicamento específi -

co para certas toxina -infecções. São

usadas contra o botulismo, tétano,

picada de serpentes, aranhas, escorpiões,

etc.

ANTIVENENO - Antídoto, contravene

no.

ANTRACOSE - Doença dos mineiros,

pela inalação de carvão.

ANTRAZ - Usado como arma bacterio

ló gica - os Estados Unidos têm

o maior arsenal desse instrumento

letal -, o antraz é uma infl amação

dérmica, causada pelo Bacillus

anthracis, comum nos animais.

Atinge os seres humanos pelo contato

físico com animais infectados

(20% dos casos fatais), ingestão de

alimentos contaminados (de 25%

a 60% de mortalidade), ou por

inalação da bactéria, uma forma

rara de contágio que em 90% dos

casos mata. Muitos casos ocorreram

nos Estados Unidos, por causa do

combate ao terrorismo, após o ataque

de 11 de setembro de 2001. Os

sintomas são parecidos com os da

gripe: febre, dor de cabeça, tosse,

ANT ANT

54

náusea e vômito. O tratamento pode

ser feito com antibióticos antes

do aparecimento dos sintomas.

A contaminação por inalação é a

mais perigosa: se não for tratada, a

morte é certa. Existe vacina contra

o antraz e são necessárias seis doses

para imunizar o organismo. Muitas

das vítimas receberam cartas contaminadas

com a bactéria.

ANTRO - Uma cavidade no osso da

face que se comunica com o nariz,

através de uma pequena abertura.

Os mais importantes espaços ocos

nos ossos da cabeça são os dois

antros, um em cada lado do rosto,

e as duas cavidades acima das

sobrancelhas. Infelizmente, em

especial depois de um resfriado, os

micróbios podem penetrar nesses

espaços e provocar uma infecção.

Isso resulta numa secreção nasal

crônica e numa dor local, condição

conhecida como sinusite. Se o

antro estiver ataca do, o rosto fi ca

dolorido e sensível. Se a cavidade

frontal estiver atacada, há dor acima

das sobrancelhas, e geralmente uma

dor de cabeça que vai subindo, e

desa pare ce durante o dia. Nessa

condição, o nariz deve permanecer

limpo, para deixar o seio, ou antro,

escoar. As inalações de vapor são

úteis. Se o estado não melhorar

rapidamente, deve-se consultar um

médico.

ANTROSCÓPIO - Instrumento para

analisar os seios ósseos.

ANTROSTOMIA - Operação de

abrir um antro para drenagem.

ANTROTOMIA - Incisão de um

antro.

ANTRÓTOMO - Instrumento destinado

a abrir uma cavidade, especialmente

cavidade óssea.

ANULAR - Em forma de anel.

ANÚRIA - Ausência de secreção

urinária.

ÂNUS - Orifício de saída retal.

AORTA - A maior artéria do organismo,

que sai do ventrículo esquerdo

do coração e distribui o sangue

oxigenado a todo o corpo, pelas

ramifi cações do sistema arterial.

AORTALGIA - Sensação dolorosa

na aorta.

AORTITE - Infl amação da aorta.

AORTOMALACIA - Amolecimento

das túnicas musculares da aorta.

AORTOPTOSE - Deslocamento da

aorta de sua posição normal.

AORTOSCLEROSE - Esclerose da

aorta.

AORTOSTENOSE - Estreitamento

da aorta.

AORTOTOMIA - Incisão da aorta.

AOSMIA - Privação do olfato.

APARELHO - Conjunto de órgãos

constituído de tecidos diferentes,

mas executando a mesma função.

Ex.: aparelho digestivo, aparelho

circulatório, etc.

APARELHO CIRCULATÓRIO -

Atinge todas as células do orga-

ANT APA

55

nismo, transportando o sangue

com as substâncias vitais desde os

órgãos onde são produzidas até os

tecidos que delas necessitam. O

coração bombeia o sangue através

dos vasos sangüíneos, os quais

oferecem ao sangue duas grandes

rotas: a circulação sistêmica e a

pulmonar. O sangue também transporta

os rejei tos do organismo até

os órgãos nos quais são separados

em seus componentes, voltando a

ser usados ou sendo excretados.

Existem outras duas circulações: a

portal, que leva sangue ao fígado e

a renal, que abastece os rins.

APARELHO DIGESTIVO - Atualmente

denomina-se “sistema

diges tório”. O termo aparelho é

utilizado para designar dois ou mais

sistemas; na digestão apenas um

está envolvido, daí a mudança de

nome. Compõe-se de duas partes:

tubo digestivo, formado por boca,

faringe, esôfago, estômago, intestino

delgado, intestino grosso, reto e

ânus; e glândulas anexas, que são:

glândulas salivares, fígado, pâncreas.

A digestão começa na boca, onde

as glândulas salivares preparam a

saliva, suco digestivo que contém

a ptialina ou amilase salivar. São

três pares de glândulas salivares:

as sublinguais, as sub maxilares e

as parótidas. O fígado produz a bile,

que contém sais biliares com função

digestiva. O pâncreas contém dois

grupos de células excretoras: um

deles produz o suco pancreático, o

mais importante dos sucos digestivos,

que é lançado no duodeno; o

outro produz hormônios lançados

no sangue, por isso o pâncreas

é considerado célula mista. Dos

hormônios, o mais importante é

a insulina, que regula o teor de

glicose no sangue.

APARELHO REPRODUTOR - No

homem, consta dos seguintes órgãos:

testículos, dois órgãos ovais,

formados por um sistema de tubos,

chamados “tubos seminí feros”,

onde milhões de espermatozóides

são produzidos e armazenados. Entre

eles fi cam as células de Leydig,

que produzem testosterona, hormônio

que desenvolve as características

sexuais secundárias, com pêlos,

engrossamento da voz, aumento dos

músculos no rapaz; epidídimos,

dois tubos muito torcidos sobre

os testículos, por onde passam os

espermatozóides; canal deferente,

tubo que leva espermatozóides de

cada testículo à uretra; vesículas

seminais, duas bolsas que fabricam

líquido denso e leitoso, com o fi m

de facilitar a viagem dos espermatozóides

e de con servá-los vivos;

próstata, glândula atravessada pela

uretra; produz líquido semelhante

ao das vesículas seminais; uretra,

pequeno canal procedente da bexiga

por onde a urina passa, assim

como o esperma; os dois nunca são

eliminados ao mesmo tempo; pênis,

órgão de forma cilíndrica, percorrido

interiormente pela uretra, que

leva ao exterior a urina e o esperma.

APA APA

56

Cada centímetro cúbico de esperma

ou sêmen contém cerca de 70 milhões

de espermatozóides.

Na mulher, o aparelho reprodutor

compõe-se de: ovários, dois órgãos

de forma oval e do tamanho de

uma noz, na cavidade abdominal,

com a função de produzir óvulos e

hormô nios; ovidutos ou trompas de

Faló pio, dois tubos fi nos e longos

que unem os ovários ao útero; são

caminho para o óvulo quando este

deixa o ovário e encaminha-se para

o útero; nas trompas dá-se o encontro

do óvulo com o esperma tozóide,

no momento da fecundação; útero,

órgão único com forma de pêra,

oco, cuja função é guardar o óvulo

depois de fecundado e abrigar o

novo ser até que nasça. Uma diferença

entre homem e mulher é que

esta tem aberturas diferentes para

o sistema reprodutor e o urinário: a

vagina para a reprodução e a uretra

para a urina.

APARELHO RESPIRATÓRIO - Tem

a função de fazer entrar ar no organismo,

para pô-lo em contato com

o sangue, e isto se faz através das

vias respiratórias e dos pulmões. As

vias aéreas são: fossas nasais, que

se comunicam com o meio exterior;

faringe, continuação das fossas nasais,

por onde passa o ar em direção

à traquéia, e os alimentos para o

esôfago; a laringe, entre a faringe

e a traquéia; a laringe eleva-se ao

mesmo tempo em que a epiglote

fecha o orifício de comunicação

com a faringe, para impedir que o

alimento entre na traquéia; traquéia,

tubo com anéis cartilaginosos;

brônquios, duas ramificações da

traquéia, que penetram nos pulmões,

à direita e à esquerda; no

interior dos pulmões os brônquios

se ramifi cam em tubos cujo diâmetro

vai diminuindo à medida que

se sub dividem, tornando-se por

fim finís si mos canais chamados

bronquío los, que vão terminar nos

alvéolos pulmonares. Os pulmões

são dois órgãos de consistência esponjosa,

nos quais o oxigênio do ar

passa para o sangue e o ar carbônico

do sangue passa para o ar atmosférico.

Envolvendo os pulmões há duas

membranas chamadas pleuras. Os

alvéolos não dispõem de mecanismos

para expulsar os poluentes, daí

os efeitos prejudiciais do fumo, que

causam várias doenças.

APATIA - Falta de energia. Estado de

indiferença.

APÁTICO - Indiferente, sem reações

afetivas.

APÊNDICE - Apêndice ileocecal,

órgão em forma de tubo ou saco,

medindo de 8 cm a 15 cm, situado

entre o íleo e o ceco, que se projeta

do intestino grosso; também chamado

apêndice vermiforme, por sua

semelhança com um verme. Diz-se,

comumente, apêndice.

APENDICECTOMIA - Operação de

extirpa ção do apêndice cecal.

APENDICITE - Infl amação do apêndice.

Os alimentos saem do estômago

por um tubo comprido (o

intes ti no) que fi ca enrolado dentro

do abdome. Numa extremidade há

uma pequena ramifi cação lateral - o

apêndice - que dá numa ponta sem

saída. Em animais mais baixos, ele

é maior e desempenha um papel

na digestão, mas, no homem, ele

provavelmente é só rudimentar.

Apendicite signifi ca infl amação do

apêndice (todos os termos médicos

terminados em “ite” signifi cam infl

amação, como, por exemplo, cistite,

etc.). O alimento parcialmente

digerido pode penetrar no apêndice

e, como há sempre micróbios nos

intestinos, isso pode resultar numa

irritação e infecção do apêndice.

Isso pode provocar uma dilatação

do apêndice, do mesmo modo que

a pele em torno de um furúnculo se

dilata, de forma que o pus não possa

sair do canal fechado. Desenvolvese,

então, a apendicite e, se esta não

for tratada, o apêndice pode se romper

e espalhar a infecção por todo o

interior do abdome, provocando a

perito nite - um estado grave.

Conteúdo da cavidade abdominal:

A – Fígado F - Estômago

B - Vesícula biliar G - Pâncreas

C – Duodeno H - Intestino

delgado

D – Apêndice I - Cólon (intes-

tino

grosso)

E – Baço J - Reto

A apendicite começa com uma

dor no meio do abdome, ao redor

do umbigo, e pode haver náusea

ou uma pequena diarréia. O mais

comum é haver prisão de ventre.

Há geralmente febre; a temperatura

sobe para 37,5 oC mais ou menos

(de 99 oF a 100 oF); pouco depois,

a dor desce para o lado direito e se

torna mais forte. Deve-se colocar

o paciente na cama e procurar

um médico, pois se for apendicite

o tratamento é retirar o apêndice.

O médico deve ser chamado

logo, antes que haja o perigo de

o apêndice se romper e espalhar a

in fecção. Existe uma regra da qual

todos devem se lembrar: no caso

de uma dor de estômago, principalmente

numa criança, nunca

dê um laxante sem instrução

médica. Se for apendicite, a ação

violenta dos intestinos, causada

pelo purgante, pode fazer com que

o apêndice se rompa, provocando

resultados fatais. Se não houver

febre e houver suspeita de prisão de

ventre, pode-se seguramente usar

um suposi tório.

APENDICÓLISE - Destruição do

apêndice.

APENDICOLITÍASE - Presença de

cálculos no interior do apêndice.

APEPSIA - Falta de suco gástrico no

estômago.

APERIENTE - Que abre. Diz-se das

substâncias que abrem o apetite.

APERITIVO - Que estimula o

apetite.

APETITE - Desejo natural de alimentos

no intervalo entre duas refeições

normais. O apetite pode estar

sujeito a impulsos desregrados,

constituindo-se em compensação

por perdas ou frustrações, para

chamar a atenção dos mais velhos.

A diminuição ou perda de apetite

acompanha estados anormais, podendo

ser sintoma de tuberculose

ou anemia. A recusa sistemática de

ingerir alimentos é conhecida como

anorexia nervosa. (V. Anorexia

nervosa.)

APEX - V. Ápice.

APGAR, BOLETIM DE - Sistema

de avaliação dos recém-nascidos,

usando-se critérios respiratórios,

circulatórios e neurológicos, e

que permite notas de zero a dez.

Crianças com notas menores do que

oito são consideradas deprimidas e

merecem reanimação.

APICAL - V. Ápice.

ÁPICE - O ponto mais alto de uma

raiz dentária.

APICECTOMIA - Remoção cirúrgica

do ápice de uma raiz dentária.

APICITE - Infl amação do ápice.

APICÓLISE - Destruição do ápice.

APINEALISMO - Ausência de glândula

pineal.

APIOGÊNICO - Que não produz

pus.

APIRÉTICO - Sem febre.

APIREXIA - Ausência de febre.

APISTEIRO - Vasilha especial pela

qual se dá de beber ao doente.

APITERAPIA - Tratamento pelas

picadas de abelha.

APITUITARISMO - Falta de atividade

da glândula pituitária ou

hipófi se.

APLACENTÁRIO - Sem placenta.

APLASIA - Falta de desenvolvimento

normal de um órgão ou de uma

parte do corpo.

APLASIA DA MEDULA ÓSSEA

- Inadequada (pouca) produção

de sangue.

APLÁSTICO - Com desenvolvimento

defi ciente.

APNÉIA - Palavra grega que signifi

ca “respiração”. Esta síndrome

foi diagnosticada pela primeira

vez na década de 1960. Ela causa

interrupções momentâneas da

respiração durante o sono (por

isso se denomina apnéia obstrutiva

do sono) e pode provocar

até ataques cardíacos. Sintomas:

ronco, cansaço, falta de memória,

irrita bilidade, sonolência durante o

dia ou ida ao banheiro várias vezes

por noite. A apnéia atinge 2% a 4%

da população mundial. Ela também

afeta o estado mental, provocando

depressão. O exame que se faz

para detectar o problema é o de

polissonogra fi a: o paciente passa a

noite no hospital onde o seu sono

é monitorado. Um dos problemas

do apnéico, enquanto dorme, é o

relaxamento da musculatura responsável

por manter a mandíbula

para a frente e a faringe aberta, o

que garante a passagem do ar. Também

a obesidade, com acúmulo de

gordura na região do pescoço, deixa

esse canal mais estreito, obstruindo

a respiração. Resultado: falta de

oxigênio, déficit energético, que

causam sonolência, irritabilidade,

aumento da pressão sangüínea,

parada cardíaca e até a morte. Para

corrigir o mal há um aparelho intraoral,

feito de aço inox e resina,

que reposiciona a mandíbula e

deixa o ar passar; a respiração volta

ao normal e o ronco desaparece;

porém esse tratamento é indicado

para portadores da doença em níveis

leve e moderado, isto é, quando o

exame identifica no máximo 40

interrupções da respiração por hora.

Para casos mais graves o tratamento

é o aparelho CPAC (que, em inglês,

signifi ca “pressão contínua de ar nas

vias aéreas”). Ele é elétrico e força

a entrada do ar, mantendo as vias

superiores abertas. O único alívio

para os apnéicos, no passado, era

a traqueos tomia, descartada atualmente

devido ao alto risco de infecção

e o desconforto para o paciente.

É difícil curar-se; os que se livraram

da síndrome submeteram-se a cirurgias

que deslocam inteiramente o

maxilar e a mandíbula.

APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO

- Síndrome que se caracteriza

por episódios de diminuição e/ou

ausência de fl uxo aéreo durante o

sono ocasionando desatu ração de

oxigênio. (V. Apnéia.)

ÁPODE - Sem pés.

APÓFISE - Saliência em um osso.

APÓFISE MASTÓIDE - Uma projeção

do osso temporal atrás da

orelha. Igual aos vários ossos da

cabeça, ela é oca (V. Antro.), e

contém pequenos espaços cheios

de ar. Esses espaços comunicam-se

com a parte interna do ouvido; se

houver descuido numa infecção do

ouvido médio, a apófi se mastóide

pode ser envolvida. A condição,

atualmente rara, é conhecida como

“mastoidi te”. O tratamento imediato

da dor de ouvido deve eliminar

essa condição.

APOFISITE - Inflamação de uma

apófi se.

APONEURORRAFIA - Sutura de

uma aponeurose.

APONEUROSE - Ou aponevrose.

Membrana que protege os músculos.

APONEUROSITE - Infl amação de

uma aponeurose.

APONEURÓTOMO - Instrumento

para incisar uma aponeurose.

APOPLEXIA - Falando de um modo

geral, a metade direita do corpo é

controlada pela metade esquerda

do cérebro e vice-versa. Uma

apo plexia geralmente provoca a

debilidade de uma metade do corpo.

Ocorre devido a um dano na metade

oposta do cérebro e quase sempre

resulta de alguma interferência no

abastecimento de sangue. Uma das

causas é a hemorragia cerebral,

na qual há sangramento dentro dos

tecidos do cérebro, devido a ruptura

de um vaso sangüíneo. Isso, às vezes,

é conseqüência atrasada de uma

pressão arterial alta não tratada, ou

pode ocorrer devido a uma mancha

fraca numa das artérias do cérebro.

Em outros casos, a apople xia não se

deve a um sangramento, mas a um

coágulo numa das artérias, que priva

parte do cérebro de seu sangue.

Às vezes, o coágulo se forma no

vaso, talvez devido a uma mancha

áspera na parede. Isso é uma trombose

cerebral. O coágulo também

pode se formar em qualquer outro

lugar e ser levado na circulação até

o cérebro, obstruindo uma das artérias

- uma embolia cerebral.

Qualquer que seja a causa, os resultados

são semelhantes. O paciente

pode fi car inconsciente, com uma

metade do corpo debilitada e pode

haver perda da fala. Geralmente,

ocorrem apoplexias muito menores,

nas quais pode haver somente

uma leve debilidade de um membro

ou pronúncias indistintas das

palavras.

A recuperação é quase sempre completa

e rápida - talvez dentro de um

ou dois dias. Essas apoplexias muito

pequenas são geralmente classifi -

cadas como espasmos, supondo que

um vaso sangüíneo foi bloqueado, e

depois se abriu novamente. Os espasmos

são um bom aviso, pois eles

geralmente permitem que algum fator

de risco, como a pressão arterial

alta, seja reconhecido e tratado. Até

mesmo com as apople xias maiores

há quase sempre uma recuperação

considerável, já que as partes do

cérebro que permanecem ilesas são

capazes de assumir o comando das

funções da parte danifi cada. Isso

leva tempo e requer perseverança

por parte do paciente. Geralmente,

quanto mais jovem a vítima, maior

a recuperação, e todos que sofreram

uma apoplexia nunca devem perder

a esperança.

Uma fi sioterapia pode ser preparada

e, se os exercícios forem realizados

regularmente, uma melhora lenta

- porém segura - provavelmente vai

recompensar a vítima. Um exercício

bom para uma mão enfra que cida é

apertar uma bola macia em séries de

vinte, quatro vezes ao dia. O tratamento

logo pédico é útil para aqueles

cuja fala é afetada, e isso pode

incluir também um re treina mento

de caligrafi a. Existem aparelhos que

podem ser adaptados em casa, para

tornar mais fácil o dia-a-dia de uma

vítima de apoplexia.

APOSIÇÃO - Posição um ao lado

do outro.

APÓSITO - Curativo ou ligadura que

se põe sobre as feridas.

APOSTEMA - V. Abscessos.

APOSTEMAR - Formar pus.

APÓZEMA - Decocto (cozimento)

de substâncias vegetais a que se juntam

clarifi cantes e edulcorantes.

APROCTIA - Ausência ou imper-

furação do ânus.

APTIALISMO - Falta de secreção

salivar.

AQUEILIA - Ausência de lábios.

AQUILES (TENDÃO DE) - Forte

tendão que liga o músculo da panturrilha

ao calcanhar.

AQUILIA - Falta ou defi ciência de

formação de quilo. É doença rara na

qual se registra a ausência de todos

os componentes do suco gástrico

que as glândulas do estômago regularmente

produzem.

AQUILODINIA - Dor no tendão de

Aqui les.

AQUIMIA - Falta de quimo.

AR RESIDUAL - Ar que fi ca no pulmão,

mesmo após uma expiração

forçada. É geralmente de 1 litro.

ARACNIDISMO - Envenenamento

pelas toxinas de aranha.

ARACNITE - Infl amação da membrana

aracnóide (uma das meninges).

ARACNODACTILIA - Anomalia

considerada de tendência hereditária

na qual os dedos das mãos e, às

vezes, dos pés são anormalmente

longos e fi nos.

ARACNÓIDE (MEMBRANA) -

Lepto meninge, uma das três membranas

me níngeas.

ARACNOIDITE - V. Aracnite.

ARCO SENIL - Ou gerontóxon,

opacidade branca circular ou acinzentada

ao redor da córnea das

pessoas idosas.

AREJAMENTO - Renovação do ar

ou ventilação.

ARÉOLA - Pigmentação disposta

em anel.

AREOLAR - Cheio de interstícios.

AREÔMETRO - Instrumento para

medir a densidade dos líquidos.

ARGÊNTICO - Que contém prata.

ARGENTINO - Semelhante à prata.

ARGILOFAGIA - Geofagia, vício de

comer terra.

ARGIRIA - Descoloração da pele

devido à deposição de prata.

ARGIRISMO - Envenenamento

crônico pelos sais de prata.

ARGIROSE - V. Argiria.

ARGYLL-ROBERTSON (PUPILA

DE) - Pupila pequena que reage

à acomodação, mas não à luz.

Encontrada na tabes dorsales e em

outras doenças.

ARITENÓIDE - Em forma de

concha.

ARITENOIDITE - Inflamação da

cartilagem aritenóide.

ARMAMENTÁRIO - Conjunto

de medicamentos, aparelhagem

e livros do médico para uso da

pro fi ssão.

ARREFLEXIA - Abolição dos refl

exos.

ARRENOBLASTOMA - Tumor ovariano

constituído de células masculinas

e que produz na paciente o

aparecimento de caracteres sexuais

secundários do homem.

ARRINIA - Falta congênita do nariz.

ARRINO - Sem nariz.

ARRITMIA - Irregularidade e desigualdade

das contrações do coração.

Ele possui atividade elétrica

própria que consiste na geração e

transmissão de estímulos. Distúrbios

destas propriedades resultam

em alterações do ritmo cardíaco ou

arritmia cardíaca. Entre nós, a causa

mais comum de arritmia cardíaca é

a Doença de Chagas.

ARSENICISMO - Envenenamento

crônico pelo arsênico.

ARSENOTERAPIA - Tratamento

pelos sais de arsênico.

ARSONVALIZAÇÃO - Tratamento

pelo aparelho de Arsonval, baseado

nas correntes de alta freqüência.

ARTERECTOMIA - Extirpação de

um segmento de artéria.

ARTÉRIA - Vaso sangüíneo de

paredes grossas que transporta o

sangue vindo do coração. Depois

de o sangue ter sido distribuído

para os tecidos do organismo, ele

é recolhido em vasos sangüíneos

de paredes fi nas - as veias - que o

levam de volta ao coração. (V. Coração

e Doenças cardíacas.)

ARTÉRIA RADIAL - Artéria em que

se toma o pulso, situada no prolongamento

da linha do polegar, junto

ao osso rádio.

ARTERIALIZAÇÃO - Transformação

do sangue venoso em arterial.

ARTERIOECTASIA - Dilatação de

uma artéria.

ARTERIOGRAFIA - Exame das artérias

aos raios X, depois da injeção

de uma substância rádio-opaca para

contraste.

ARTERIOGRAFIA CEREBRAL -

Radiografi a do crânio obtida após

injeção de contraste nas artérias

cerebrais.

ARTERIOGRAMA - Traçado de

uma artéria.

ARTERÍOLA - Pequena artéria.

ARTERIÓLITO - Cálculo no interior

da artéria ou de suas paredes.

ARTERIOMALACIA - Amolecimento

da túnica muscular da artéria.

ARTERIOPATIA - Toda afecção de

artérias.

ARTERIOPLASIA - Falta de desenvolvimento

de uma artéria.

ARTERIOPLASTIA - Cirurgia reparadora

de uma ou mais artérias.

ARTERIOSCLEROSE - Doença

degene rativa das artérias, caracterizada

pelo espessamento das

paredes, por acúmulo de material

depositado, principalmente cristais

de colesterol e cálcio, quando elas

fi cam mais grossas e rígidas.

Esse endurecimento das artérias

coro nárias causa a angina, enquanto

que a arteriosclerose nas

pernas causa uma dor intermitente

na panturrilha quando a pessoa

anda. Essa condição é mais comum

nos fumantes e naqueles

com uma tendência a ter colesterol

elevado. Deve-se parar de fumar e

pode-se tomar remédio para baixar

o coles terol. É prudente uma

dieta com pouca gordura animal.

Descobriu-se que cebola, alho e

óleo de peixe são bons para reduzir

taxas de gordura no sangue, e

isso pode ser útil quando não se

tolera remédios ou quando estes

não são encontrados. As formas

mais graves de arteriosclerose

apresentam-se quando estão afetados

vasos do cérebro e do coração.

(V. Aterosclerose.)

ARTERIOTOMIA - Incisão cirúrgica

de uma artéria.

ARTERIÓTOMO - Instrumento para

praticar incisão de artéria.

ARTERITE - Infl amação da parede

de uma artéria. Um caso importante

é aquele que ocorre na artéria das

têmporas, pois pode estar associado

a uma perda de visão. Uma

irritabilidade persistente acima da

região das têmporas, numa pessoa

geralmente acima de 65 anos, requer

cuidados médicos urgentes,

pois o tratamento pode preservar a

visão. A falta desses cuidados pode

resultar numa cegueira repentina

- geralmente num dos olhos.

ARTICULAÇÃO - Junta entre dois

ou mais ossos. As articulações

movem-se e se reforçam por meio

de fibras musculares e tendões.

Luxações, infl amações, lesões na

rótula, cotovelo e ancilose, além

de rompimento de ligamentos, são

alguns dos males das articulações.

ARTICULAR - Relativo a uma junta

ou articulação.

ARTRALGIA - Dor na articulação.

ARTRECTOMIA - Retirada parcial

ou total de uma articulação.

ARTRITE - Infl amação articular, que

se caracteriza por dor, aumento de

temperatura, vermelhidão, aumento

do volume do local afetado e diminuição

da mobilidade. É mais

comum na meia-idade e velhice.

Existem muitas variedades. Às

vezes, uma ou mais juntas são afetadas

durante alguma outra doença,

como, por exemplo, a rubéola. Esse

tipo de artrite aguda geralmente sara

por completo. (V. Estado agudo.)

A febre reumática está também

associada à infl amação aguda das

juntas.

Os tipos de artrite comuns, no

entanto, são crônicos e se desenvolvem

lentamente, podendo durar

anos. A forma mais comum é a osteoartrite,

que pode ser vista como

resultado de um desgaste. Pode ser

também o resultado atrasado de

um ferimento ou fratura. Ocorre

em grupos de idade mais avançada

e, geralmente, nas juntas sujeitas

a maiores esforços, como quadril,

joelhos e espinha dorsal. As juntas

devem permanecer em movimento

o maior tempo possível e, a não ser

que estejam muito infl amadas ou

quentes, o exercício é vital. Podese

dizer que ele é tão essencial que

o divertimento e a vida futura de

alguém dependem dele. Normalmente

10 minutos por dia devem

ser sufi cientes. As juntas maiores,

como o quadril e o joelho, têm

uma tendência de fi car encurvadas

e entrevadas; os exercícios visam

endireitar essas juntas até o limite

e manter a mobilidade. Exercícios

em casa podem evitar que se chegue

além de uma simples dor. Um médico

pode esquema tizar os exercícios

necessários. Uma proteção (joelheira,

cotoveleira, torno zeleira) pode

ser usada nessas juntas, trazendo

um alívio extraordinário. Deve

ser durante poucos dias, cada vez,

pois o seu uso regular enfraquece

os músculos.

A artrite reumatóide atinge os mais

jovens - mais freqüentemente, as

mulheres. A causa é incerta, apesar

de que pode ocorrer devido à reação

alterada a uma infecção. Ela começa

nas pequenas juntas das mãos

e pulsos, e pode estar associada a

uma enfermidade geral. As juntas

tendem a fi car mais quentes e infl amadas

do que na osteoartrite.

Durante os estágios menos agudos,

os sofredores de ambas as formas

de artrite podem ser ajudados com

exercício, massagem nos músculos

circundantes, aquecimento ou

hidroterapia. Quando o exercício

ativo não é possível, o fi sioterapeuta

pode colocar passivamente a junta

em seu limite total de movimento.

Isso é para evitar a ancilose e a

deformidade, que podem se desenvolver

rapidamente nas juntas que

não são usadas. Todas as formas de

artrite podem ser tratadas com comprimidos

para reduzir a infl amação

e a dor, e a artrite reumatóide pode

ser tratada também com injeções.

Algumas requerem tratamento com

óleo de fígado de bacalhau.

As modernas cirurgias de reposição

das juntas têm trazido bastante

alívio para os sofredores. O alívio

da dor e uma melhor mobilidade,

especialmente no quadril, são

conseguidos num espaço de tempo

surpreendentemente curto. O maior

empecilho são as longas listas de

espera.

Existe uma forma de artrite reumatóide

que se dá em crianças. Esta

requer tratamento num centro

especializado. Há muitos outros

tipos, mas as prioridades gerais de

tratamento são as mesmas. (V. Dor

lombar e Exercício.)

ARTRITE REUMATÓIDE - V.

Artrite.

ARTRITISMO - Nome popular

dado a qualquer doença das articulações.

ARTROCLASIA - Operação de fraturar

uma articulação anquilosada

para restaurar os movimentos.

ARTRODESE - Intervenção cirúrgica

para imobilizar uma articulação.

ARTRODINIA - Dor na articulação.

ARTROPATIA - Toda afecção de

articulações; doença articular.

ARTROPLASTIA - Intervenção cirúrgica

pela qual se deseja restituir

ou aumentar a mobilidade de uma

articulação, cujos movimentos

estão abolidos ou limitados por

causas diversas (traumáticas, infl amatórias,

degenerativas, etc.).

ARTRÓPODE - Animal de patas

articuladas. Ex.: os insetos.

ARTROSE - Doença das articulações.

Processo degenerativo localizado

nos elementos que constituem uma

articulação.

ARTROTOMIA - Incisão de uma

articulação.

ASBESTOSE - Doença que afeta

os pulmões; manifesta-se entre os

que inalam pó ou outros materiais

procedentes do asbesto. A inalação

de suas fi bras produz modifi cações

fi brosas nos pulmões; estes reagem

especialmente ao silício, dando

origem à silicose.

ASCARICIDA - Que mata os áscaris

(tipo de vermes).

ASCARIDÍASE - Infestação pelos

áscaris (tipo de vermes).

ÁSCARIS - Verme parasita longo e

cilíndrico que infesta o intestino,

às vezes provocando a ascaridíase.

Fixam-se no intestino e alimentam-

se do quimo intestinal. (V.

Lombrigas.)

ASCHOFF (NÓDULOS DE) - Nódu

los reumáticos nos músculos e

órgãos. Consistem em tecido colágeno

destruído. Este tipo de nódulo

foi descrito por Aschoff em 1904.

ASCITE - Edema localizado na cavidade

peritonial (abdome), com

acumulação de líquido.

ASCLÉPIOS - Ou Esculápio, o deus

da Medicina na mitologia grega.

ASCOLE (REAÇÃO DE) - Reação

de precipitação utilizada no diagnóstico

do carbúnculo hemático

(Bacillus anthracis).

ASFIXIA - É a condição de sufocação,

na qual o organismo fi ca privado de

ar ou, mais especifi camente, de oxigênio.

(V. Anemia.) A asfi xia pode

acontecer de várias formas. As passagens

de ar podem ser bloqueadas,

como num estrangulamento - quando

a traquéia é comprimida - , ou ao

fi car com algum alimento ou outro

objeto entalado na garganta. Ela

pode ocorrer ao se respirar gases

com falta de oxigênio - como numa

casa repleta de fumaça, durante

um incêndio. Pode resultar de um

choque elétrico - quando os músculos

que movem o tórax e levam

o ar para dentro dos pulmões fi cam

paralisados, ou pode acontecer num

afogamento - quando a água penetra

nos pulmões. Qualquer que seja a

causa, deve-se começar uma respiração

normal assim que possível,

para evitar a morte.

Se uma criança engasga e fi ca com

o rosto roxo, com algo entalado

na garganta, deve-se pegá-la pelas

pernas, virá-la de cabeça para baixo

e bater vigorosamente em suas

costas, para expulsar o objeto. Um

socorro médico deve ser chamado

com urgência e, se a providência

citada acima não desobstruir a

passagem de ar, deve-se enfi ar um

dedo na garganta, até onde se conseguir,

na tentativa de acabar com

a obstrução. Se isso não adiantar,

uma pancada forte bem abaixo do

ester no poderá, às vezes, resolver.

(V. Sufocação.)

Se, depois de uma intoxicação por

vapores ou gás de carvão, choque

elétrico ou afogamento, a respiração

não voltar imediatamente, deve-se

fazer respiração artifi cial sem demora.

(V. Respiração artifi cial.)

ASMA - A asma é uma condição de

constrição periódica e reversível

dos tubos respiratórios, e resulta

numa respiração sibilante e difícil.

É, geralmente, hereditária e ocorre

devido a uma sensibilidade anormal

a substâncias do meio ambiente. (V.

Alergia.) Também se pode dizer que

é um processo infl amatório crônico

das vias aéreas caracterizado por

hiper-responsividade a estímulos

bronco constritores, com episódios

de limitação ao fluxo aéreo que

revertem espontaneamente ou com

auxílio de medicação.

Os pacientes com asma devem

ser examinados para se identifi car

suas sensibilidades particulares.

As substâncias mais comuns que

causam asma são os ácaros da poeira

e os pêlos de animais. Pode-se

ajudar bastante o paciente, evitando

os animais pertinentes; deve-se

diariamente tirar o pó do quarto -

inclusive da cama e das cobertas, e a

roupa de cama deve ser de material

sintético. O quarto deve ser mobiliado

espaçadamente, e as roupas

guardadas em qualquer outro lugar.

Os colchões são as maiores fontes

de poeira e devem ser fechados em

sacos plásticos. (O ácaro da poeira

é um minúsculo inseto que não pode

ser visto a olho nu).

Muitos remédios (comprimidos

e inala dores para abrir os tubos

respiratórios) são utilizáveis para

prevenir e controlar os ataques.

Quando um ataque grave não

melhora rapidamente com o remédio

usual, deve-se chamar um

médico, pois pode ser necessário

um tratamento mais urgente (injeções,

oxigênio, etc.). Não abuse de

seu inalador numa tentativa mal

orientada de evitar importunar o

médico. O fato de não conseguir

alívio pode signifi car que você

precisa de uma reavaliação médica

urgente.

Exercícios físicos moderados e

exercícios respiratórios especiais

podem ser de alguma ajuda. A asma

pode, no entanto, piorar com exercícios,

e alguns pacientes precisam

usar inaladores antes de participar

de algum jogo, corrida, etc. A natação

é uma atividade particularmente

útil para os asmáticos, tendo menos

tendência de provocar uma constrição

respiratória, e pode ser utilizada

num programa graduado de treinos

que o médico pode estabelecer.

ASMA CARDÍACA - Crises noturnas

de dispnéia em pacientes com

insufi ciência cardíaca.

ASPERGILOSE - Afecção crônica,

geralmente nos pulmões, produzida

por um cogumelo, o aspergillus

fumigatus; tem sinais e sintomas

muito parecidos com os da tuberculose

pulmonar.

ASPERMATISMO - Falta de esperma

tozóides no líquido seminal.

ASPIRAÇÃO - Retirada de líquido

de uma cavidade mediante aspirador

ou seringa; ato de inalar o ar na

respiração.

ASPIRINA - V. Ácido acetilsalicílico.

ASSEPSIA - Ausência completa de

germes patogênicos ou causadores

de doenças. Ferida asséptica: a que

está livre de germes.

ASSÉPTICO - Estéril, sem nenhum

mi cróbio.

ASSEXUAL - Sem sexo. Não

sexual.

ASSEXUALIZAÇÃO - Castração.

Retirada dos testículos ou dos

ovários.

ASSIALIA - Ausência de saliva.

ASSIDEROSE - Ausência de ferro.

ASSIMILAÇÃO - Anabolismo.

Trans formação no organismo

dos alimentos em energia ou em

tecidos.

ASSINCLITISMO - Apresentação

oblíqua da cabeça do feto no estreito

superior da bacia.

ASSINERGIA - Falta de coordenação

entre grupos musculares.

ASSINTOMÁTICO - Que se apresenta

sem os sintomas característicos.

ASSISTOLIA - Grau adiantado de

insufi ciência cardíaca; a sístole se

faz com difi culdade.

ASTASIA - Incoordenação motora

que torna impossível ao doente

permanecer de pé.

ASTASIA - ABASIA - Impossibilidade

de fi car de pé e de andar.

ASTEATOSE - Defi ciência de secreção

sebácea.

ASTENIA - Falta de vitalidade e

perda de energia em conseqüência

de um estado de fraqueza geral.

Fadiga.

ASTENOPIA - Cansaço ou enfraquecimento

dos olhos causado pela

fadiga dos músculos ciliares.

ASTIGMATISMO - Forma de

ame tro pia em que a refração dos

diferentes meridia nos do globo

ocular é desigual. Defi ciência de

visão causada por irregularidades

na curvatura de uma ou mais de uma

superfície ocular. A visão diz-se

normal quando os raios luminosos

se reúnem exatamente sobre a retina.

Quando o fazem antes da retina,

tem-se a miopia; se antes da retina,

temos a hipermetropia; quando se

reúnem seguindo meridianos ou

ângulos distintos, há astigmatismo.

Pode ocorrer de modifi cações na

curvatura da córnea ou por pressão

sobre as pálpebras que pode desviar

o globo.

ATADURA - Bandagem constituída

de faixa de pano. Pode ser de gaze,

cambraia, morim, linho, algodão,

crepom etc.

ATADURA GESSADA - Atadura de

tarla tana embebida de gesso.

ATAQUE - Termo usado vulgarmente

para designar epilepsia,

apoplexia e até mesmo acesso

cardíaco. Acesso repentino e grave

de uma doença, seguido ou não de

convulsões.

ATAVISMO - Reprodução dos

carac teres físicos e fi siológicos dos

antepassados.

ATAXIA - Incoordenação motora.

Perturbação da coordenação

muscular em que o movimento é

controlado apenas parcialmente.

Exemplos: Doença de São Vito, mal

de Parkinson, paralisia cerebral. A

ataxia é mais um sintoma do que

uma doença.

ATAXIA LOCOMOTORA PROGRESSIVA

- A infecção da medula

por sífi lis é a causa da grave afecção

progressiva do sistema nervoso.

Pode aparecer a qualquer mo mento,

dos cinco aos quinze anos, depois

da infecção inicial. É chamada Tabes

dorsalis a infl amação da medula

vertebral, de natureza si fi lítica.

ATELECTASIA - Expansão incompleta

ou colapso parcial de um

pulmão. Pode aparecer no nascimento

ou como resultado de doença

pulmonar ou brônquica. Consiste na

perda de ar dos alvéolos.

ATEROMA - Tumor esbranquiçado

e elásti co das artérias, contendo

líquido grumoso.

ATEROMATOSE - Existência de

atero mas.

ATEROSCLEROSE - Ateromatose

com esclerose.

ATETOSE - Movimentos involuntários,

lentos e sem coordenação.

ATLAS - A primeira vértebra cervical.

ATÔMICO (PESO) - O peso

dos diversos elementos químicos,

comparado com o do hidrogênio

que é 1.

ATOMIZAÇÃO - Conversão de

um líquido em vapor.

ATONIA - Debilidade. Falta de

tonicidade normal.

ATOPIA - Este termo designa

certas formas clínicas de hipersensibilidade

humana, de influência

hereditária. Pode-se manifestar

como dermatite atópica, asma,

rinite alérgica, etc.

ATÓPICO - O mesmo que Deslocado.

ATOXICIDADE - Atoxidez, qualidade

de não ser tóxico.

ATREPSIA - Caquexia infantil.

ATRESIA - Ausência de luz de um

órgão tubular, em que ocorre falta

de desenvolvimento completo da

luz, uma estrutura tubular, oca.

Exemplo: atresia de esôfago, atresia

de duodeno. Fechamento de um

conduto.

ATROFIA - Falta de desenvolvimento,

desnutrição. Redução

normal ou anormal das dimensões

de um órgão ou célula que tenham

alcançado, previamente, o tamanho

próprio da maturidade. A atrofi a

patológica pode ser seguida de

degeneração dos tecidos

ATROPINA - Princípio ativo da

beladona.

AUDIOGRAMA - Gráfi co mostrando

a percepção do ouvido a

sons variados.

AURA - Sensação subjetiva e passageira

que precede uma crise (de

epilepsia, de histeria ou outra).

AURÍCULA - Cada uma das duas

cavidades do coração, que recebem

sangue das veias, a da direita é a da

circulação geral, e a da esquerda, o

sangue dos pulmões.

AURICULAR - Referente à orelha,

ou à aurícula.

AURISMO - Intoxicação crônica

pelos sais de ouro.

AURISTA - Especialista em doenças

de ouvidos.

AUROTERAPIA - Tratamento

pelos sais de ouro.

AUSCULTAÇÃO - Método de

exame em que o médico escuta

os ruídos internos do organismo e

procura interpretá-los.

AUTISMO - Uma forma lastimosa

de doença mental em crianças. A

criança é emocionalmente indiferente

e não se relaciona com a família

e com o ambiente. Pode estar

ou não associada a outras formas

de retardamento. Requer tratamento

psiquiátrico urgente.

AUTO - Prefi xo que signifi ca “de si

próprio” ou “por si próprio”.

AUTO-ANTICORPO - Anticorpo

dirigido contra qualquer constituinte

do próprio organismo.

AUTOCATETERISMO - Passagem

de uma sonda pelo próprio

paciente.

AUTOCLAVE - Aparelho esterilizador

com base no vapor d’água sob

pressão a 120 ºC de tempe ratura.

AUTO-EROTISMO - Masturbação.

AUTÓGENA (VACINA) - Vacina

preparada com germes do próprio

doente.

AUTÓGENO - Produzido dentro

do próprio organismo.

AUTO-HEMOTERAPIA - Tratamento

pelas injeções de sangue do

próprio doente (por via intramuscular).

AUTO-INFECÇÃO - Infecção

por germes existentes no próprio

or ganismo.

AUTO-INTOXICAÇÃO - Intoxicação

por toxinas produzidas no

interior do próprio organismo.

AUTOLISADO - Produto de autólise.

AUTÓLISE - Digestão das células

ou dos tecidos por fermentos existentes

ali mesmo.

AUTOMATISMO - Estado em

que ações são praticadas sem consciência.

AUTÓPSIA (OU NECRÓPSIA)

- Exame macro e microscópico do

cadáver. A autópsia é dita médica

quando não há suspeita de morte

violenta. Porém quando se tratar

de morte violenta ou criminosa, a

autópsia é médico-legal, e deve ser

realizada no IML - Instituto Médico

Legal. A autópsia médica é realizada

por patologista, e a médico-legal

por médico legista, abrangendo

o exame dos órgãos, para fi ns de

instrução do processo legal.

AUTO-SOROTERAPIA - Tratamento

pela reinjeção do soro sangüíneo

do próprio paciente.

AUTO-SUGESTÃO - Sugestão a

si próprio, usada no tratamento de

certas doenças de fundo nervoso.

AUTOVACINA - Vacina preparada

com germes retirados do próprio

doente.

AUXOGRAMA - Sistema de coordenadas

que, utilizando os dados

de idade cronológica, idade/altura,

idade/peso, idade óssea, idade

mental e idade genital, contribui

para o diagnóstico dos distúrbios

do crescimento.

AVASCULAR - Sem vasos, sem

sangue.

AVIRULENTO - Não virulento.

AVITAMINOSE - Estado mórbido

proveniente da falta de vitaminas.

AVULSÃO - Retirada de um órgão

ou parte dele.

AXILA - Região debaixo dos braços.

Não use nunca sovaco, que é

de mau gosto.

AXIS - A segunda vértebra cervical.

AZIA - Um tipo de indigestão, no

qual se sente um ardor no meio do

peito. Pode estar associada à hérnia

do hiato. (V. Hérnia do hiato.)

ÁZIGOS - Ímpar. Sem par. Nome

de uma veia.

AZOOSPERMIA - Ausência de

esperma tozóides.

AZOTEMIA - Uremia, excesso de

uréia no sangue.

AZOTÚRIA - Aumento da uréia

na urina.

AZUL (DOENÇA) - Doença congênita,

defeito circulatório ou no

coração que faz os sangues venoso

e arterial se misturaremB.C.G. - Bacilo de Calmette e

Guérin, bacilo da tuberculose atenuado,

empregado como vacina

contra a tuberculose. É antigênico

sem ser patogênico.

BACILOGÊNICO - Causado por

bacilos.

BACILOS - Microorganismos unicelulares,

em forma de bastonete. É

um dos principais grupos de bactérias,

responsáveis por enfermidades

como a tuberculose, difteria, febre

tifóide, lepra, tétano e outras.

BACILOSE - Infecção por bacilos.

Geralmente, a expressão se refere

à tuberculose.

BACILÚRIA - Presença de bacilos na

urina.

BACINETE - Reservatório membranoso,

um em cada rim, que recebe

a urina produzida.

BAÇO - O maior órgão linfático do

corpo, o baço localiza-se na parte

superior esquerda da cavidade abdominal,

imediatamente abaixo do

diafragma. Ele armazena corpúsculos

de sangue e os libera na circulação,

se esses forem requisitados

numa emergência. Ele também remove

da circulação as células

sangüíneas velhas e gastas. O baço,

se muito danificado, pode ser removido

sem qualquer efeito ruim aparente.

BACTÉRIA - Microorganismo unicelular,

microscópico, do Reino

monera, formado por uma célula

procarionte desprovida de membrana

nuclear. Não apresenta o envoltório

protetor do núcleo; o material

genético (cromatina), constituído

por uma única molécula de DNA,

está disperso no citoplasma. As bactérias

causam doenças infecciosas,

transmitidas pelo ar ou por contato

direto - gotículas de salivas ou muco

- ou indireto. Podem ser classificadas

segundo a sua forma: as esféricas

são cocos; em forma de bastonetes,

bacilos; as espiraladas,

espirilos; aquelas em meia espiral,

vibriões. Para desenvolverem suas

funções de proteção e nutrição,

podem constituir agrupamentos

celulares (colônias): aos pares,

diplococos; em forma de colar,

estreptococos; ou de cacho de uva,

estafilococos. As bactérias, em sua

maioria, são inofensivas e muitas,

até, imprescindíveis à vida do homem.

Lisogênica: a que traz, em um

locus específico de seu cromossomo,

o ADN injetado por um fago,

o qual se duplica com a duplicação

do cromossomo bacteriano, sendo

assim transmitido às gerações su72

cessivas do microorganismo com o

material genético dele.

Bactéria gigante: Em 16 de abril de

2000, a revista Science divulgou a

descoberta de uma bactéria visível a

olho nu na costa da Namíbia, sul da

África, pela cientista alemã Heide

Schultz. Chamada Thiomargarita

numibiensis, ela tem quase um milímetro

de diâmetro, volume cem vezes

maior do que o das maiores bactérias

conhecidas. Como se alimenta

de poluentes (nitratos e sulfetos),

estuda-se a possibilidade de ser usada

no combate à poluição.

Seqüenciamento: Cientistas brasileiros

da Rede Nacional do Projeto

Genoma Brasileiro completaram o

seqüenciamento de uma bactéria de

vida livre (não causa doenças) em

ambiente tropical. Trata-se da

Chromobacterium violaceum, típica

das margens do Rio Negro, no

Estado do Amazonas. A bactéria

tem grande potencial biotecnológico,

podendo fornecer moléculas

para utilização na indústria e na

Medicina. A violaceína, pigmento

produzido pela bactéria, pode combater

doenças como o Mal de Chagas

e a Leishmaniose; outras moléculas

atuam contra tumores. Ela

produz, ainda, um polímero que

pode ser aproveitado para a produção

de plástico biodegradável. O

DNA é composto de 5 milhões de

pares de base.

BACTERICIDA - Substância que

mata as bactérias.

BACTERIEMIA - Presença temporária

de bactérias no sangue. Na septicemia

há proliferação delas na

corrente sangüínea, com graves sinais

de infecção.

BATERIÓFAGO - Vírus que pode

provocar a destruição das bactérias.

BACTERIOLOGIA - Ramo da Microbiologia

que estuda as bactérias.

BACTERIOSCOPIA - Exame microscópico

das bactérias.

BACTERIOSTÁTICO - Agente que

paralisa o crescimento das bactérias.

BACTERIOTRÓPICO - Que é atraído

pelas bactérias.

BAGASSOSE - Doença causada pela

inalação do açúcar de cana em pó.

BAIXA ESTATURA - Quando o percentil

da estatura é inferior a 2,5 cm.

BAL - Dimercaprol, antídoto do envenenamento

por metais pesados. O

nome deriva das iniciais de British

Anti-Lewisite. Lewisite era um gás

de guerra.

BALANITE - Inflamação que resulta

de uma infecção sob o bálano

(prepúcio), nos garotos e nos homens.

Uma vez solto, geralmente

por volta dos 4 anos de idade, o

prepúcio deve ser retraído por completo

para poder ser lavado. Dessa

forma, o problema pode ser evitado.

Pode ser produzida também

pelo vírus do herpes simples, se

acompanhada de infecção secundária.

(V. Circuncisão e Fimose.)

BALANOPOSTITE - Inflamação da

glande e do prepúcio.

BALANTIDIOSE - Infecção causada

pelo protozoário Balantidium coli.

Recebe o nome de colite balantidiana,

às vezes caracterizada por

diarréia sanguinolenta.

BALNEOTERAPIA - Tratamento pelos

banhos.

BALSÂMICO - Medicamento aromático,

de natureza dos bálsamos.

BÁLSAMO - Nome de variadas substâncias

que só têm em comum a natureza

ungüentácea, tais como pomadas,

linimentos, etc.

BANCO DE ESPERMA - Local nas

empresas que fazem inseminação

artificial, onde o esperma é armazenado.

BANCO DE LEITE - O Governo implantou

no Brasil um programa de

aleitamento materno, contando já

com 120 bancos de leite humano em

22 Estados, uma das maiores estruturas

do mundo. O leite armazenado

destina-se a bebês prematuros,

a recém-nascidos com baixo peso e

a crianças cujas mães não podem

amamentar.

BANCO DE PELE - Local onde são

conservados enxertos de pele por

refrigeração.

BANCO DE SANGUE - Depósito de

sangue para transfusão, que existe (ou

deveria existir) em todo hospital.

BANDAGEM - Enfaixe, atadura,

ligadura.

BANDAGEM EM T - Tipo de atadura

para o períneo.

BANHO ÁCIDO - Banho com água

a que se junta um ácido mineral.

Usado, às vezes, na hiperidrose.

BANHO ALCALINO - Banho em

água adicionada de um carbonato

alcalino.

BANHO ALCOÓLICO - Banho em

água adicionada de álcool. Diz-se

ser estimulante.

BANHO DE AREIA - Usado em laboratório

para se obter altas temperaturas.

BANHO DE ASSENTO - Semicúpio.

Imersão da bacia e dos quadris.

BANHO DE BRAND - Banho frio a

20 oC na febre tifóide.

BANHO DE FARELO - Banho a que

se junta farinha cozida. É emoliente.

BANHO DE LAMA - Banho com

certas lamas medicinais, como a de

Araxá, por exemplo.

BANHO FRIO - Banho à temperatura

de 20 oC para menos.

BANHO-MARIA - Aquecimento por

imersão da vasilha em água fervente,

ou apenas quente.

BANHO TÉPIDO - Banho entre 21

oC e 28 oC.

BARBEIRO - Inseto Triatoma megista,

que transmite o Trypanosoma

cruzii, causador do mal de Chagas.

Também chamado “chupão” ou

“chupança”.

BARBITURATO - Sal do ácido

barbitúrico.

BARBITÚRICOS - Usados em Medicina

como hipnóticos ou sedativos,

são derivados do ácido barbitúrico.

Embora existam medicamentos

mais modernos, alguns ainda

são usados, por exemplo, em medicação

secundária na epilepsia. O

uso prolongado de barbitúricos provoca

no usuário dificuldade de raciocínio

e de efetuar cálculos simples,

perde a capacidade de avaliar

distâncias, torna-se infantil, chora

com facilidade e chega a desejar a

morte. Do ponto de vista puramente

físico, os barbitúricos são piores

que os narcóticos.

BÁRIO - Metal rádio-opaco usado

como contraste em Radiologia.

BARLOW (DOENÇA DE) - V.

Escorbuto infantil, Raquitismo e Vitaminas.

BARTHOLIN (GLÂNDULAS DE) -

Glândulas vulvovaginais em número

de duas.

BARTHOLINITE - Inflamação das

glândulas de Bartholin.

BASE - Em Química: substância alcalina

que se combina com ácidos

para formar sais.

BASEDOW (DOENÇA DE) - Doença

de Graves, Doença de Flaiani, insuficiência

da tireóide ou bócio

exoftálmico.

BASIÓTRIBO - Instrumento para esmagar

a cabeça do feto.

BASÓFILO - Que se cora facilmente

com os corantes básicos.

BAUDELOCQUE (DIÂMETRO DE)

- Em Obstetrícia: diâmetro sacropúbico

externo, diâmetro anteroposterior.

BEBÊ DE PROVETA - (V. Infertilidade.)

- A técnica do bebê de proveta

foi planejada para superar o

problema de trompas totalmente

obstruídas, devido à apendicite. Planejou-

se um método para calcular

o tempo de ovulação e retirou-se um

óvulo do ovário nesse momento. A

pequena cirurgia feita sob anestesia

geral foi realizada através do

laparoscópio, de forma que foi necessária

apenas uma incisão minúscula.

O óvulo foi misturado com o

sêmen fresco do marido, num tubo,

e depois reimplantado no revestimento

do útero à noite (aparentemente

melhor hora para uma

“tomada”). A partir daí, a gravidez

continuou do seu jeito normal. Esta

é a mais extrema forma de inseminação

artificial com sêmen do

marido.

Em casos menos extremos, o ginecologista

pode colocar o sêmen do

marido diretamente no colo do útero

- com uma seringa -, onde há algum

tipo de problema, como posição

incomum do colo do útero, problema

de impotência, etc. Quando há

uma contagem baixa de espermatozóides,

pode-se centrifugar várias

amostras de sêmen do marido e inserir

um líquido mais concentrado.

Consideremos um pouco mais o aspecto

masculino. Um exame simples

do sêmen feito pelo médico da

família pode mostrar algo que vai

de um número satisfatório e vigoroso

de espermatozóides a até poucos

espermatozóides, ou uma condição

que precise de tratamento. Às

vezes, até os espermatozóides saudáveis

ficam indolentes no contato

com o muco contido no colo do útero

da mulher. Isso pode ser confirmado

com um exame na mulher algumas

horas após a relação sexual.

Até mesmo a ausência total de

espermatozóides no fluido seminal

pode simplesmente indicar uma

obstrução em algum lugar dos tubos

que coletam o esperma, enquanto

que a produção deste pelo testículo

está normal. Isso pode ser tratável

com uma cirurgia. Às vezes,

a situação se corrige sozinha.

Se nada mais puder ser feito para

ajudar os problemas do homem, ao

passo que a fertilidade da esposa

está normal, surge a questão da

inseminação artificial com sêmen

de doador. Geralmente, o casal

quer ter uma criança que seja pelo

menos parte de sua própria carne e

sangue. Se ambas as partes concordarem,

a técnica é semelhante à da

inseminação com sêmen do marido.

O doador voluntário é sempre

jovem e saudável; em certos lugares,

ela é feita geralmente com

um estudante de Medicina. É

mantido sigilo total quanto à sua

identidade.

Aqui estão algumas pequenas informações

para aquele casal que até

agora não achou necessária uma

ajuda médica. Como no ato sexual

o sêmen tem que se deslocar ao longo

do canal cervical através do útero

e chegar até a trompa de Falópio, a

mulher pode ajudar, permanecendo

de costas, com o quadril levantado

sobre um travesseiro, durante vinte

minutos após o ato; melhor ainda

se o casal permanecer nessa posição

juntos, sem se mexer muito.

Se o útero estiver inclinado para

trás, os espermatozóides tendem a

ser depositados atrás, e não sobre o

colo do útero. O ato no qual o homem

penetra por trás ajuda a depositar

o sêmen no lugar certo. É melhor

tentar essa posição várias vezes,

até mesmo se você não tiver

certeza da posição em que se encontra

seu útero.

A abstenção de relações sexuais durante

alguns dias aumenta a contagem

de espermatozóides, mas isso

não deve ser levado a extremos.

Tudo o que é necessário é uma abstenção

de três dias antes da relação,

na época calculada da ovulação.

Provavelmente, depois de vários

exames, o médico vai dizer que não

encontrou qualquer motivo pelo

qual você não possa engravidar.

Embora nessas circunstâncias possa

chegar um bebê uns sete ou dez

anos após terem surgido suas primeiras

ansiedades, é prudente que

se procure agências de adoção.

Embora não existam muitos bebês

brancos, saudáveis e com menos de

um ano disponíveis, existem bebês

de raças misturadas, alguns com

problemas, e também crianças mais

velhas.

BEBIDA - V. Alcoolismo e Vício.

BEIJO DA VIDA - Respiração bocaa-

boca.

BELADONA - Planta Atropa belladonna,

que produz a atropina. Causa

intoxicação.

BELL (PARALISIA DE) - Paralisia dos

músculos de um ou de ambos os lados

da face, podendo ser afetados

outros órgãos do corpo. As causas

permanecem indeterminadas. Antes

da paralisia ocorre ligeira dor nos

olhos, nos ouvidos ou no rosto. Em

poucas horas, o olho da parte atingida

parece mais aberto do que o

outro, não fecha e ocorre abundante

lacrimejação; a boca é torcida

para um lado e a fala se torna difícil,

além de outras ocorrências.

BENIGNO - Diz-se do tumor que não

oferece risco de vida.

BENIQUÉ (VELA DE) - Cateter de

estanho com dupla curvatura destinado

a acomodar-se no trajeto da

uretra masculina e empregado no

tratamento das estenoses. Tem tamanho

e numeração crescentes.

BERKFEELD - Filtro no qual os líquidos

são forçados a passar através de

uma preparação de algas diatomácea.

BESTIALIDADE - Cópula com animais.

BETA - A segunda letra do alfabeto

grego, muito empregada em terminologia

médica.

BEXIGA - Órgão muscular oco, reservatório

musculomembranoso,

com capacidade de 250 cm3 (pode

aumentar), que armazena a urina até

o momento da micção.

BEXIGA, DOENÇAS DA - A bexiga

e a uretra são suscetíveis de muitas

doenças e acidentes, como inflamações

ou infecções; podem também

formar-se cálculos (pedras). A

bexiga tambem pode sofrer um

choque e desprender-se. Chama-se

“cistite” a inflamação da bexiga,

mais comum na mulher; está quase

sempre relacionada com uma infecção

prévia acima ou abaixodesse

órgão, sendo muito rara a infecção

da bexiga apenas. Sintomas: estrema

freqüência do desejo de urinar,

sensação de queimadura e, às vezes,

aparecimento de sangue na urina.

Em geral infecções da bexiga não

são acompanhadas por febre.

BEXIGA NEUROGÊNICA - Sob este

diagnóstico, enquadram-se as disfunções

de natureza neurológica e

muscular da bexiga e esfíncter

urinário. As causas mais importantes

são os traumatismos graves de

coluna e o diabetes mellitus.

BEZOAR - Bola de cabelos engolidos,

que pode causar obstrução intestinal.

BICARBONATO DE SÓDIO - Pó

branco, cristalino, que tomado

como antiácido suprime o excesso

de acidez do suco gástrico e do corpo

em geral. Em caso de acidose

produzida por diabete ou outra enfermidade

pode ser tomado em

grandes doses.

BÍCEPS - Nome que se dá ao grande

músculo anterior e superior do braço.

Esse nome foi-lhe dado por ter

duas cabeças, uma longa e outra

curta, que se unem à omoplata em

pontos diferentes.

BÍCEPS CRURAL - Grande músculo

situado na face posterior da coxa.

BICLORETO DE MERCÚRIO -

Substância constituída por dois átomos

de cloro e um de mercúrio,

também chamado sublimado corrosivo;

em soluções fracas é usado

como germicida. Sendo muito

venenoso, quando ingerido provoca

inflamação grave no fígado e intoxicação

dos nervos periféricos

causando paralisia das pernas

BICÓRNEO - Com dois cornos e

duas cavidades. Anomalia não rara

no útero.

BICÚSPIDE (PRÉ-MOLAR) - Dente

de duas pontas, com total de oito

num homem, dois entre cada canino

e o primeiro molar correspondente.

Assim chamado por se colocar

antes dos molares.

BIERMER (DOENÇA DE) - V. Anemia

perniciosa.

BIFOCAL - Com dois focos. A lente

bifocal serve para perto e para longe.

BILE - Solução aquosa produzida no

fígado, que inclui os sais biliares (os

únicos que têm função digestiva,

funcionando como um detergente),

fundamentais no metabolismo das

lípides por meio da transformação

inicial das gorduras em partículas

menores (micelas). A secreção da

bile pelo fígado é contínua, mas fica

armazenada na vesícula biliar e somente

é lançada no duodeno quando

ali chega o bolo alimentar. A

bilirrubina é o principal pigmento

biliar excretado pela bile e sua degradação

gera os radicais heme,

substratos imprescindíveis para a

formação da molécula de hemoglobina.

(V. Bilis.)

BILIAR - Relativo à bílis.

BILHARZIOSE - V. Esquistossomose.

BILIOSIDADE - Distúrbio digestivo,

seguido de dor de cabeça, náusea,

constipação (prisão de ventre), língua

saburrosa e outros sintomas.

BILIOSO - Ligado à bílis. Nauseoso

ou nauseado pela bílis.

BILIRRUBINA - Um dos pigmentos

biliares, pigmento amarelo alaranjado

resultante da decomposição

dos glóbulos vermelhos do sangue,

metabolizado no fígado e excretado

pelas vias biliares para o

duodeno e o trato intestinal.

BÍLIS - V. Bile.

BILIVERDINA - Um dos pigmentos

da bílis.

BIMANUAL - Com as duas mãos.

BINAURAL - Com os dois ouvidos.

BINET-SIMON, PROVA DE - Destinada

a medir a capacidade mental

das crianças, idealizada por Alfred

Binet em colaboração com Theodore

Simon. Consiste em submeter

grupos de crianças a testes com

questões adequadas à sua idade

mental, podendo determinar se ela

está adiantada, atrasada ou normal.

(V. Inteligência, QI.)

BINOCULAR - Relativo aos dois

olhos.

BINÓCULO - Enfaixe dos dois

olhos.

BINOVULAR - Bivitelino. Gravidez

por dois óvulos ao mesmo tempo.

BIOFÍSICA - A Física aliada à Biologia.

BIOGÊNESE - Nascimento da matéria

viva.

BIOLOGIA - Ciência que estuda a

vida e os seres vivos.

BIOMETRIA - Aplicação da Matemática

a problemas biológicos.

BIÓPSIA - Remoção de um pequeno

pedaço de tecido para exames de laboratório.

Retirada de fragmento ou

de todo o tumor para a avaliação

com o patologista.

BIÓPSIA ENDOMIOCÁRDIA -

Consiste na retirada por punção venosa

de um pequeno fragmento de

miocárdio para ser analisado em

nível de microscopia óptica e/ou

eletrônica. A biópsia endomiocárdica

é empregada no seguimento de

pacientes submetidos a transplante

cardíaco e no diagnóstico e acompanhamento

das endomiocardiopatias.

BIÓPSIA PLEURAL - Obtenção de

um fragmento da pleura parietal a

com auxílio de agulha.

BIÓPSIA PULMONAR - Obtenção

de um fragmento de tecido pulmonar

para estudo anatómopatológico.

BIÓPSIA PULMONAR A CÉU

ABERTO - Obtenção de um fragmento

de tecido pulmonar através

de uma abertura torácica.

BIÓPSIA PULMONAR TRANSBRÔNQUICA

- Obtenção de um

fragmento de tecido pulmonar com

auxílio de broncoscópio e uma pinça

de biópsia que atravesse a parede

brônquica.

BIÓPSIA PULMONAR TRANSTORÁCICA

- Obtenção de um fragmento

de tecido pulmonar com auxílio

de uma agulha de biópsia realizada

através da parede torácica.

BIOQUÍMICA - Ramo da Química

que trata das reações passadas nos

organismos vivos; química biológica,

química fisiológica.

BIOQUÍMICO - Especialista em

Bioquímica.

BIOS - Palavra grega que significa

“vida”.

BIOSSÍNTESE - Síntese de coisa viva.

BIOTINA - Vitamina H.

BIÓTIPO - Grupo de indivíduos que

apresentam as características funcionais

geneticamente iguais, em

Biologia, tipo constitucional em

Medicina. No Brasil a pronúncia

mais usada é biotipo.

BÍPARA - Mulher que já teve dois

partos.

BISSEXUAL - Hermafrodita, que

apresenta características dos dois

sexos.

BISSINOSE - Inalação de partículas de

algodão, que se alojam nos pulmões.

BISTURI ELÉTRICO - Eletródio de

aço inoxidável ligado a um aparelho

de diatermocoagulação.

BLASTODERMA - Membrana germinal

do ovo.

BLASTOMICOSE - Nome pelo qual

se designa toda micose, geralmente

profunda, causada por blastomicetos,

isto é, fungos que se reproduzem

nos tecidos.

BLEFARITE - Inflamação contagiosa

das bordas das pálpebras, mais freqüente

nas crianças, principalmente

depois de alguma doença. Sua característica

é a formação de pequenas

pústulas nas raízes das pestanas.

Se a infecção não é combatida,

toda zona afetada fica vermelha,

incha e cobre-se de lesões. Deve-se

evitar o uso das mesmas toalhas ou

roupa de cama, por causa do risco

de contágio.

BLEFAROPLASTIA - Cirurgia plástica

que elimina rugas profundas nas

pálpebras ou bolsas na pele. A

blefaroplastia é uma intervenção

simples que remove o excesso de

pele e sulcos acima e abaixo da pálpebra,

com ótimos resultados.

BLEFAROPLEGIA - Paralisia das pálpebras.

BLEFAROPTOSE - Queda das pálpebras.

BLEFAROSPASMO - Espasmo do

músculo orbicular das pálpebras.

BLEFAROSTATO - Instrumento para

manter as pálpebras afastadas durante

as intervenções cirúrgicas ou

exames no olho.

BLEFAROSTENOSE - Estreitamento

da fenda palpebral.

BLEFAROTOMIA - Incisão da pálpebra.

BLENOFTALMIA - Secreção mucosa

nos olhos.

BLENORRAGIA - V. Gonorréia.

BLENORRÉIA - Infecção purulenta

das membranas mucosas, especialmente

da vagina e uretra. Também

chamada blenorréia, gonorréia, e,

popularmente, esquentamento.

BLENÚRIA - Presença de muco na

urina.

BLOCO CIRÚRGICO - Centro cirúrgico.

A sala de operação e as salas

anexas.

BLOQUEIO CARDÍACO - Condição

em que os impulsos elétricos do

átrio para o ventrículo são bloqueados

por uma doença no tecido condutor.

As causas são as mesmas das

doenças cardíacas. Esses impulsos

regulam o ritmo das batidas do coração

e, se bloqueados, o coração

bate devagar demais para uma circulação

eficiente. Os remédios ajudam,

mas pode ser necessária a inserção

de um marcapasso.

BOCA - Orifício para ingestão de alimentos

ou cavidade que contém o sistema

mastigatório. Compreende o

espaço entre as maçãs do rosto e os

dentes e a cavidade bucal propriamente

dita, limitada na parte superior pela

abóbada palatina, na parte anterior

pelos lábios e na posterior pelo pálato

e faringe. Nela se situam as glândulas

salivares (parótidas) e muitas outras

glândulas pequenas que secretam

a saliva, a qual serve para umedecer a

boca, transformar os alimentos em

massa e lubrificá-los, assim como

limpar a boca das bactérias e partículas

de alimentos. É uma das regiões

do corpo mais sujeita ao ataque de

microorganismos patogênicos. (V.

Estomatite.)

BÓCIO - Hipertrofia da glândula

tireóide, que se situa na parte superior

do pescoço, num dos lados da

traquéia, e produz a tiroxina - um

hormônio que ela despeja no sangue.

A tiroxina controla a rapidez

com que o organismo funciona.

Com o seu excesso, o organismo se

acelera - o coração bate mais rápido,

perde-se peso, etc.; e com a sua

falta ele se torna mais lento. Uma

tireóide dilatada pode estar associada

ao excesso ou à falta de tiroxina.

Se for excesso, diz-se que o bócio é

tóxico, e a condição pode ser chamada

de “tireotoxicose”. Se for falta,

o paciente fica sempre cansado,

o corpo fica gordo e preguiçoso, e

a condição é conhecida como

“mixedema”. Para o bócio tóxico,

pode ser necessário operar e remover

parte da glândula, mas, às vezes,

a cirurgia pode ser evitada com

o uso de remédios que são capazes

de diminuir a ação da tireóide. Para

a condição de mixedema, é necessário

dar tiroxina ao paciente pela

boca, para recuperar o funcionamento

normal do organismo. Às

vezes, o bócio ocorre devido a uma

insuficiência de iodo na dieta, e tende

a ocorrer em regiões onde falta

iodo na água. O uso regular de sal

iodado (produzido por todos os

principais produtores de sal) pode

evitar esse tipo de bócio. (V. Glândulas

e Hormônios.)

BÓCIO EXOFTÁLMICO - Moléstia

causada por superprodução de

hormônio da tireóide, acompanhada

do aumento de volume desta glândula.

Caracteriza-se pelo surgimento

de bócio, papo, atividade

cardíaca acelerada, globos oculares

salientes, excitabilidade nervosa,

leve tremor involuntário, perda de

peso, debilidade muscular, e tendência

a crises nervosas. Também

chamada “Doença de Graves.”

BOLHA - Deslocamento da camada

superficial da pele. Contém líquido

originado do plasma. As bolhas po-

dem ser produzidas por doenças

como eczema, herpes, impetigem,

varicela, ou por lesões como escoriações

e queimaduras. A exposição

ao sol pode também causar bolhas

dolorosas.

BOLO - Massa grande e arredondada.

Ex.: o bolo alimentar antes de

ser deglutido.

BOLSA - Pequeno saco contendo um

fluido que protege parte do corpo

contra ferimentos. É geralmente encontrada

acima de algum osso saliente,

o qual ele escora.

BOLSA DE ÁGUA - Este nome designa

vulgarmente o âmnio, membrana

que envolve o feto durante a

gravidez. No parto pode preceder

total ou parcialmente o novo ser.

BOMBA DE COBALTO - Fonte de

raios X para penetração profunda.

BOQUEIRA - V. Queilose.

BORBORIGMO - Saída de gases do

intestino; “a barriga ronca”.

BORBULHA - Nome de uma erupção

na pele. Existem vários tipos,

todos com nomes especiais: Eritema:

vermelhidão espalhada na pele

- como um rubor. Pode seguir uma

exposição ao sol ou uma queimadura

leve. Máculas: pequenas manchas

na pele, não ficam elevadas.

Uma sarda pode ser descrita como

uma mácula marrom. As máculas

vermelhas ocorrem em certas doenças

de pele. Pápulas: pequenas erupções

na pele. A brotoeja do sarampo

geralmente consiste de uma mistura

de máculas e pápulas. Assim,

há uma descoloração desigual da

pele em alguns lugares, sem elevação

e, em outros lugares, se elevam

em pequenas saliências. Vesículas:

pequenas bolhas contendo fluido.

Ocorrem na catapora. Pústulas: pequenas

bolhas contendo pus. Ocorrem

no acne e em muitas outras

condições.

BORAX - Cristal ou pó transparente,

incolor e solúvel em água, conhecido

por borato de sódio. Usa-se

como anti-séptico na estomatite, inflamação

da boca, e como componente

de alguns cremes para pele.

Em doses excessivas age como poderoso

veneno.

BORDA EM ESCOVA - Nome dado

à margem luminal das células do

túbulo contorneado proximal, que

estão no córtex dos rins, em virtude

de suas vilosidades que dão um

aspecto peludo ou semelhante a um

pente.

BORRA DE CAFÉ - Aspecto do vômito

ou da defecação que contém

sangue.

BOTULINA - Toxina encontrada nas

carnes e conservas que se deterioram.

É originada de contaminação

pelo Clostridium botulinum.

BOTULISMO - Intoxicação causada

pela ingestão de alimentos em

conserva, contaminados pelas toxinas

do Clostridium botulinum. É a

mais grave das intoxicações alimentares.

A toxina ataca os nervos e

causa debilidade e paralisia, incluindo

a dificuldade de deglutir, falar

e enxergar. Em grande número dos

casos (65%) os distúrbios respiratórios

podem provocar a morte.

BRADICARDIA - Diminuição das

batidas cardíacas.

BRAILLE - Sistema de escrita para cegos,

sendo os caracteres e letras representados

por pontos gravados em

relevo sobre papel resistente, o que

os faz sobressair na superfície e serem

facilmente identificáveis ao

tato. Aperfeiçoado em 1837 por

Louis Braille, é hoje usado universalmente

com algumas alterações.

BRAQUIAL - Que diz respeito ao

braço; são chamadas assim as artérias

que se estendem ao longo da

faixa externa do braço.

BRAQUIALGIA - Dor no braço.

BRAQUICEFALIA - Cabeça chata.

BRAQUIDACTILIA - Qualidade de

pessoa que tem os dedos das mãos e

dos pés anormalmente curtos. Do

grego braqui (curto) e dactilo (dedo).

BREGMA - Junção das suturas

coronária e sagital do crânio.

BROMATOLOGIA - Estudo dos alimentos.

BROMETOS - Combinações de

bromo, elemento químico não metálico,

venenoso e cáustico, com outros

elementos. São usados em Medicina,

entre outros os brometos de

potássio, cálcio, ferro, amônio e

sódio, que produzem em geral efeito

sedativo e diminuem a tensão

nervosa. Tomados por um período

longo e ultrapassado determinado

nível ocorre a intoxicação por

brometo (V. Bromismo.)

BROMIDROSE - Suor fétido.

BROMISMO - Envenenamento pelo

bromo, cujos sintomas são: dor de

cabeça, frio nas extremidades, sonolência,

apatia, delírio, alucinações

e palidez.

BROMO-HIPERIDROSE - Sudação

abundante e fétida.

BROMOMENORRÉIA - Menstruação

fétida.

BROMOPNÉIA - Hálito fétido.

BRONCODILATADOR - Medicação

utilizada para obtenção do relaxamento

das vias aéreas.

BRONCOGRAFIA - Radiografia dos

brônquios após instilação de uma

substância rádio-paca, como meio

de contraste.

BRONCOPNEUMONIA - Um tipo

de pneumonia no qual a infecção se

espalha dos tubos respiratórios - ou

brônquios - até o fundo do pulmão.

Constitui perigo em qualquer época

do ano e, sob as suas diversas

formas, ataca pessoas de qualquer

idade. (V. Pneumonia.)

BRONCOPULMONAR - Referente

aos brônquios e pulmões.

BRONCORRAGIA - Hemorragia

nos brônquios.

BRONCORRÉIA - Escoamento exagerado

de muco pelos brônquios.

BRONCOSCOPIA - Procedimento

em que o especialista utiliza um

tubo iluminado para olhar dentro

dos tubos respiratórios grandes, e

com o qual pode detectar certas

doenças e retirar amostras para

exames.

BRONCOSCÓPIO - Instrumento de

luz que se introduz nos brônquios

para exame.

BRONCOSPASMO - Espasmo nos

músculos das paredes dos brônquios.

BRONCOSTENONE - Esteno de um

brônquio.

BRONCOTOMIA - Incisão do

brônquio.

BRONCOVESICULAR - Referente

ao brônquio e aos alvéolos.

BRONQUIOCELE - Dilatação parcial

de um brônquio.

BRONQUIOECTASIA - Infecção

crônica do pulmão, causada pela

fraqueza e distorção dos tubos respiratórios

menores - ou brônquios.

Pode, às vezes, ser remediado com

uma cirurgia para remover a parte

afetada do pulmão. Pode ser um

efeito retardado da coqueluche, e é

um bom motivo para vacinar as crianças

no primeiro ano de vida.

BRONQUIOLITE - Infecção grave

dos tubos respiratórios menores nos

bebês. Qualquer bebê com dificuldade

respiratória necessita de assistência

médica urgente. O ar úmido

e quente pode ajudar temporariamente.

(V. Crupe.)

BRONQUIÓLITO - Cálculo num

brônquio.

BRONQUÍOLO - Pequeno brônquio

terminal.

BRÔNQUIOS - São duas ramificações

da traquéia, direita e esquerda,

que penetram nos pulmões, onde

se ramificam em tubos cujo diâmetro

vai diminuindo à proporção que

eles se subdividem, reduzindo-se finalmente

a finíssimos canais chamados

bronquíolos. Estes, por sua

vez, terminam nos alvéolos pulmonares.

Responsáveis pelo transporte

de ar para os pulmões.

BRONQUITE - Enfermidade provocada

pela inflamação ou infecção

dos brônquios. Começa em forma

de catarro que persiste e provoca

tosse crônica. Pode ocorrer após o

sarampo, coqueluche, gripe ou invasão

de germe que ataca a cavidade

nasofaríngea. Também os vírus

podem provocar bronquite, assim

como o fumo e a aspiração de gases,

fumaça ou pós nocivos. É doença

que ocorre principalmente no

inverno, e que acompanha sempre

um resfriado. Os fumantes e os que

trabalham em ambientes empoeirados

e poluídos são os mais atingidos.

Nos bebês, a bronquite pode

ser uma doença passageira, facilmente

curável; nos adultos, a bronquite

crônica tende a ser um problema

periódico.

Ela pode não ser perceptível de começo,

a não ser por uma tosse matinal,

mas, depois do ataque adicional de uma infecção virulenta, o revestimento

dos tubos respiratórios

fica inchado e inflamado. Há, geralmente,

dor no peito, temperatura

alta, tosse e produção de escarro. O

paciente fica melhor na cama, num

ambiente quente. A mistura de limão

e mel é um sedativo e, se houver

febre, pode-se tomar aspirina ou

paracetamol. Um inalante é um bom

remédio, mas é necessário o conselho

de um médico, pois pode ser

preciso usar antibióticos. Pare definitivamente

de fumar, pois essa doença

tende a voltar se os brônquios

ficarem irritados repetidamente. O

resultado final de ataques repetidos

pode ser uma extrema falta de ar,

até mesmo em repouso, e isso pode

ser evitado. (V. Fumo.)

Além de parar de fumar, peça a seu

médico um conselho sobre injeções

contra gripe, e avise-o mesmo quando

estiver com um pequeno resfriado.

Ele pode querer que você comece

com os antibióticos no primeiro

sinal. (Isso não se aplica à grande

maioria das pessoas saudáveis, que

raramente precisam de antibióticos.)

Fique de cama quando estiver com

bronquite, se houver risco de pneumonia.

Faça movimento com as pernas

enquanto está na cama. Não saia

de casa até ficar curado.

BRONQUITE ASMÁTICA - Uma

das manifestações alérgicas mais

freqüentes, em que ao lado de fenômenos

inflamatórios se desenvolvem

outros de origem alérgica. O

alérgeno é representado, em geral,

por germes que acarretam infecções

das vias aéreas superiores, do que

resulta num espasmo da musculatura

brônquica, diminuição do calibre

dos brônquios e dificuldade para

a expiração.

BRONQUITE CRÔNICA - Tosse e

expectoração por mais de três meses,

por dois anos consecutivos.

BROWNIANO (MOVIMENTO) -

Movimento de trepidação das partículas

infinitamente pequenas, vistas

ao microscópio.

BRUCELLA MELITENSIS - Bacilo da

brucelose ou febre ondulante.

BRUCELOSE - Infecção contraída pelo

contato com gado contaminado ou

seu leite; é caracterizada por febre,

aflição e dores intermitentes. Como

os sintomas são vagos, é difícil

diagnosticá-la; deve-se considerá-la

toda vez em que houver uma febre

persistente e inexplicada. As pessoas

das áreas rurais devem evitar beber

leite não pasteurizado. É importante

que haja inspeção veterinária e exame

do gado freqüentemente, para a

prevenção dessa doença angustiante.

BUBÃO - Tumefação de gânglio linfático,

mais freqüente na região

inguinal. É característico da peste

bubônica.

BUBÃO INDOLENTE - Bubão

indolor e duro, que não mostra tendência

à supuração.

BUBÃO SIFILÍTICO - Adenite que

acompanha o cancro sifilítico ou

cancro duro (nada tem a ver com

câncer).

BUBÔNICA (PESTE) - Doença infecciosa

produzida por um bacilo e

transmitida ao homem pelas pulgas

originárias de ratos acometidos da

moléstia. Também se diz simplesmente

bubônica.

BUBÔNICO - Referente a um bubão.

BUCAL - Oral. Referente à boca.

BUCOFARÍNGEO - Referente à

boca e à faringe.

BUCONASAL - Referente à boca e

ao nariz.

BUFTALMIA - Aumento de volume

do olho, lembrando o olho de um

boi.

BUFTALMO - Glaucoma congênito.

BULBAR - Que diz respeito ao bulbo

raquidiano ou medula oblonga

do encéfalo.

BULBO - Ou medula alongada, é um

centro nervoso essencial, regula a

circulação e a respiração, além de

outras funções.

BULIMIA - Ataca principalmente mulheres

de 20 a 40 anos que querem

manter o seu peso. As vítimas, também

preocupadas com a estética,

sentem culpa quando comem demais

e acabam provocando o vômito após

as refeições ou tomando laxantes e

diuréticos. As bulímicas têm crises

de compulsão alimentar em que chegam

a ingerir a média de 2.000 a

5.000 calorias de uma só vez. A

anorexia pode evoluir para a bulimia.

O inverso nunca acontece.

BURETA - Tubo graduado usado em

laboratório para medir reagentes.

BURSITE - Inflamação de uma bolsa

sinovial. Isso ocorre com mais freqüência

nos pés, cotovelos e joelhos.

Existe uma pequena bolsa na

base de cada dedão do pé, do lado

interno. Ela fica comumente inflamada

com o uso de sapatos muito

apertados, e isso é conhecido como

joanete. Se for protegido da pressão,

com o uso de sapatos folgados

ou chinelos, ele irá diminuir. Uma

pequena proteção ao redor do joanete

pode ajudar. Quando os sintomas

atribuídos ao joanete forem, na

realidade, causados pela rigidez da

junta do dedo (hallux rigidus), os

exercícios com o pé - como levantar

bolas de gude ou saquinhos de

arroz com os dedos do pé - podem

ajudar.

Num joanete verdadeiro, a bolsa

pode ficar infeccionada e emitir pus.

O tratamento consiste em descanso,

aquecimento e antibióticos.

Uma cirurgia pode ser a melhor

maneira de evitar maiores problemas.

Os resultados finais são geralmente

bons, apesar de que a pessoa

terá que suportar uma longa convalescença,

mancando com muletas

durante várias semanas. Os joanetes

são um tormento - pior que dor

de dente. Aqueles que usam sapatos

apertados terão, provavelmente,

que pagar um preço doloroso.

Toda criança tem que ter espaço

suficiente para que o pé cresça dentro

do sapato. Os pais devem ficar

atentos para ver se os dedos não ficam

apertados.

No joelho há uma bolsa, acima da

rótula, que pode inflamar se a pessoa

ficar muito de joelhos (inflamação

da bolsa sinovial). Isso melhora

com repouso, e pode ser necessário

que a pessoa evite ajoelharse.

Exercitar essa região - não a ponto

de extrema dor - pode ajudar a

dissipar a coalescência e a evitar

uma recaída. Usar joelheira ou

cotoveleira durante um ou dois dias

(não regularmente, por causa do

efeito de enfraquecimento dos músculos)

pode ajudar.

BUTIRÓIDE - Semelhante à manteiga

87

C C CA - Abreviatura de câncer.

CABEÇA, LESÕES - Podem ser de

recuperações rápidas ou graves e até

gravíssimas requerendo tratamento

prolongado. No couro cabeludo,

cortes e lacerações são curados em

pouco tempo se forem tratados logo

e se não houver infecções. Fraturas

de crânio mesmo graves têm cura

lenta e sem conseqüências sérias; as

complicadas, porém, podem causar

até meningites. A lesão da cabeça é

gravíssima se o encéfalo fica exposto

à infecção, quando se verifica danos

nos nervos cranianos, ou causa

lesões no cérebro e na dura-máter.

São chamadas concussões, isto é,

comoções e abalos fortes que produzem

inconsciência passageira;

contusões, que podem afetar os centros

nervosos de variadas formas,

detendo, diminuindo ou acelerando

as suas funções; lacerações, quando

supõe dano real do tecido cerebral,

seguido de inflamação e perturbação

da circulação sangüínea.

Nas lesões graves, as funções cerebrais

superiores podem sofrer paralisia;

neste caso, se atingir o sistema

respiratório, a morte pode sobrevir

imediatamente, a não ser que

se aplique respiração artificial a

tempo. As lesões sofridas por boxeadores

repetidamente na cabeça

podem provocar embotamento, por

causa de pequenas hemorragias cerebrais,

com perda ou redução de

determinadas faculdades, como as

de coordenação, memória, concentração,

visão e audição.

CABELO - V. Pelo e Calvície.

CACOSMIA - Perversão do olfato;

o doente tem prazer em gostos depravados.

CACOFONIA - Voz anormal e

desagradável.

CADÁVER - Corpo morto.

CADUCA - Decídua, porção da

mucosa do útero hipertrofiada durante

a gravidez e que se elimina

depois do parto, com a placenta.

CADUQUICE - V. Velhice.

CAFÉ - Ainda que não tenha valor

nutritivo, o café tomado com moderação

é recomendado, porque o

alcalóide cafeína que estimula o cérebro,

o rim e a circulação sangüínea,

fortalece o coração e aumenta

suas batidas, assim como o

fluxo da urina, o que facilita a

excreção de subprodutos metabólicos.

Diz-se também que uma xícara

de café após as refeições facilita

a digestão por que acelera a produção

de suco gástrico.

CAFEÍNA - Trimexilxantina. Alca88

lóide encontrado no café, no chá e

em outras plantas.

CÂIMBRA - Condição que se deve a

um espasmo muscular dolorido, geralmente

associado a uma exposição

ao frio. Ela pode atacar os nadadores

que permanecem muito

tempo na água. Trate dela endireitando

a parte que está com câimbra

e esfregando com força o músculo

atingido, para aquecê-lo e fazer voltar

a circulação. Nos climas quentes,

a câimbra pode ocorrer devido

à falta de sal. Fazer uma alimentação

contendo mais sal pode ser importante;

em alguns lugares existem

pastilhas de sal especiais à venda

com esse propósito. A câimbra amedronta

nadadores, mas há uma

chance menor de ela acontecer se a

pessoa só entrar na água depois de

uma hora e meia das refeições. (É

mais seguro ficar numa profundidade

não maior que a sua altura.)

As câimbras na perna, durante a

noite, estão geralmente associadas

a uma má circulação que reage bem

a comprimidos de bissulfato de quinina,

os quais devem ser tomados

somente com indicação médica, por

causa de seus efeitos colaterais.

CAL - Óxido de cálcio.

CALAFRIO - Ataque de tremor que

ocorre quando a temperatura se eleva.

Quando o organismo quer aumentar

sua temperatura, uma das

formas de fazer isso é por meio de

tremores. Isso faz com que os músculos

trabalhem em movimento de

um lado para outro, o que produz o

ardor. Normalmente, quando o corpo

se resfria, pode ocorrer o tremor.

Se o corpo é invadido por micróbios,

a temperatura sobe de repente e

podem ocorrer ataques fortes de tremor;

isso é conhecido como calafrios.

(V. Pielonefrite e Malária.)

CALAZAR - Doença endêmica que

se caracteriza por esgotamento físico,

anemia progressiva, aumento

de volume do fígado e do baço; afeta

a medula óssea, gânglios linfáticos

e outros órgãos vitais. Ocorre

na África do Norte, partes da Ásia

Menor, China e Índia. Sua causa é

o parasita Leishmania donovani,

transmitido pela picada de um mosquito

do gênero Phlebotomus. A

doença ocorre no Brasil, principalmente

no Ceará.

CALÁZIO - Pequeno tumor na pálpebra,

originado da dilatação de

uma glândula de Meibomius cheia

de secreção.

CALCÂNEO - Osso do calcanhar.

CALCÁRIO - Que contém sais de

cálcio.

CALCIFEROL - Vitamina D.

CALCIFICAÇÃO - Deposição de sais

insolúveis de cálcio. Ex.: a calcificação

de um tecido.

CÁLCIO - Mineral abundante no

corpo e dos mais vitais por desempenhar

papel essencial para a saúde

de todos os tecidos e células do

organismo. A falta de cálcio dá origem

às chamadas doenças degenerativas. Representa entre 1.000 a

1.200 gramas do peso corporal.

Participa na coagulação do sangue,

na geração e transmissão de impulsos

nervosos, na contração das fibras

musculares, e na ativação de

sistemas enzimáticos assim como

na liberação de alguns hormônios.

É necessária a vitamina D para

potencializar a absorção do cálcio.

CÁLCULO - O termo médico para

“pedra”. São pequenas massas de

substância composta de colesterol,

sais inorgânicos e pigmento biliar. As

pedras podem se formar em órgãos

como a vesícula biliar, os rins ou a

bexiga, provocando dor e outros distúrbios,

desde uma cólica suave até

a ruptura da vesícula, peritonite e

mesmo infecção do pâncreas. Quando

uma pedra se forma e causa algum

problema, geralmente é necessária

a sua remoção por meio de cirurgia.

Alguns cálculos renais podem

ser tratados com ondas de choque

externas. Já existem remédios que

dissolvem os cálculos biliares, mas

a recaída depois da interrupção do

tratamento pode ser um problema.

Atualmente, trata-se também com

emissão de raio laser. (V. Vesícula

biliar, Doenças do rim e Pedras.)

CÁLCULO RENAL - Nefrólito, pedra

no rim ou no ureter.

CALIBRAR - Graduar um instrumento

para agir de acordo com um padrão.

CÁLICE (NOS RINS) - Cavidade em

forma de taça.

CALISTENIA - Prática de movimentos

rítmicos para dar graça e desenvolvimento

ao corpo.

CALMANTE - Sedativo que diminui

a excitação.

CALOMELANO - Protocloreto de

mercúrio. Usado antigamente como

purgativo.

CALOR, PERIGOS DO - Da exposição

excessiva ao calor decorrem três

anormalidades: 1) insolação ou ataque,

cujos sintomas são enjôos, dor

de cabeça, secura da boca e da pele e

náuseas. Pode seguir-se de perda da

consciência, até a morte; 2) esgotamento,

que tem como sintomas: rosto

pálido, sudorese abundante, corpo

pegajoso, pulso débil, respiração superficial

e, às vezes, extrema fraqueza;

também ocorrem náuseas, vômito,

enjôo e insegurança; 3) câimbras,

que afetam os músculos dos braços,

das pernas ou do abdome.

CALORIA - É a unidade de medida

do metabolismo. O ser humano gasta

no mínimo 2.500 calorias por dia.

Equivale à quantidade de calor necessária

para elevar de um grau a

temperatura de um centímetro cúbico

de água.

CALORÍFICO - Que produz calor.

CALORÍMETRO - Instrumento para

medir a quantidade de calor gasta

com a combustão de determinada

substância.

CALOS - Pequenas regiões doloridas

da pele, achatadas e grossas,

geralmente nos dedos do pé e, na maioria das vezes, causados por sapatos

que não se ajustam bem. As

proteções para calos e compressas

de água e sal aliviam a dor, mas o

melhor é fazer um tratamento com

um quiropodista, especialista em

Quiropodia, ramo da Medicina que

cuida dos pés.

CALOSIDADE - Espessamento delimitado

da pele.

CALVÍCIE - Perda de cabelo. A calvície

comum está quase que totalmente

confinada aos homens, e é

geralmente de família. Até pouco

tempo atrás, não havia cura. No

entanto, já existe um novo tratamento

(Regaine), que estimula o crescimento

de novos fios. Esfrega-se

o produto no couro cabeludo duas

vezes ao dia e ele produz um crescimento

satisfatório do cabelo em

quase 30% das pessoas. Custa caro

e deve ser usado sempre, pois, se o

tratamento for interrompido, perdese

o cabelo novamente. É mais fácil

dar resultado em pessoas jovens que

ficaram calvas há menos de 10 anos.

A perda total do cabelo da cabeça e

do resto do corpo (Alopecia totalis)

é uma condição rara, que ocorre em

ambos os sexos. Existem à venda

perucas para os casos de alopecia

total, ou onde a calvície estiver causando

sérios sofrimentos.

Os transplantes de cabelo podem ser

feitos em algumas clínicas particulares.

Fragmentos de pele com cabelo

são transferidos da parte de trás

do pescoço para a cabeça (um pouco

por vez). O procedimento é demorado

e caro, mas geralmente funciona.

Um outro tipo que atinge os dois

sexos é a Alopecia Areata, em que

o cabelo cai em chumaços. Isso

pode ser resultado de uma doença

séria, ou de muita preocupação.

Nesse tipo de calvície, o cabelo

cresce novamente, embora isso possa

demorar meses. O processo pode

ser acelerado com aplicações de

cortisona e com um tratamento para

ansiedade.

CAMA FOWLER - Cama articulada

em que se modifica a posição do doente

mediante o acionamento de

manivelas.

CAMPÍMETRO - Aparelho para medir

o campo visual.

CANAL ALIMENTAR - Tubo digestivo.

CANAL ANAL - Espaço entre o reto

e o ânus.

CANAL AUDITIVO - Canal do

ouvido.

CANAL CÍSTICO - Canal que traz

bílis da vesícula e que se junta ao

canal hepático para formar o canal

colédoco, que termina no duodeno.

CANAL COLÉDOCO - Canal que

traz a bílis para o duodeno.

CANAL DEFERENTE - São dois canais,

um de cada lado, que conduzem

a secreção testicular para as

vesículas seminais.

CANAL DE VIGILÂNCIA PARA

ALTA ESTATURA - Quando o

percentil da estatura localiza-se entre

90,0 e 97,5.

CANAL DE VIGILÂNCIA PARA

BAIXA ESTATURA - Quando o

percentil da estatura localiza-se entre

10,0 e 2,5.

CANAL DE WIRSUNG - Canal que

traz o suco pancreático do pâncreas

para o intestino.

CANAL EJACULADOR - Canal que

só entra em função no ato da cópula,

fazendo sair o sêmen com forte

pressão, aos jatos.

CANAL GALACTÓFORO - Numerosos

canalículos que conduzem a

secreção láctea da glândula mamária

para o mamilo, onde é sugada

pela criança ou aspirada mecanicamente.

CANAL INGUINAL - Canal que vai

do anel inguinal interno ao externo.

No homem, dá passagem ao

cordão espermático. Na mulher, ao

ligamento redondo do útero.

CANAL TORÁCICO - O maior vaso

linfático. Recebe a linfa da maior

parte do corpo. Lança-se na união

da veia jugular com a veia subclávia.

CANALÍCULO - Canal pequeno.

CÂNCER - Essa condição é muito

comum e é a segunda causa mortis

mais freqüente. O termo “câncer”

engloba um grupo de distúrbios

aparentados, que têm em comum o

crescimento desenfreado de alguma

pequena parte do corpo, com a

formação de um caroço ou tumor.

Normalmente, o crescimento de

qualquer parte do corpo é regulado

para encontrar suas necessidades.

Quando alguma parte está injuriada,

as células (minúsculas estruturas

vivas), das quais ela é composta,

multiplicam-se até que a injúria

sare; mas o processo todo é controlado.

Na condição de câncer, por

alguma razão, um grupo de células

começa a se multiplicar anormalmente,

e continua assim, desordenando

o funcionamento normal

do organismo. Às vezes, grupos

dessas células podem ser levados

para outras partes do corpo, através

do sangue, e aí se formam novos tumores.

Se o processo não for controlado,

algum órgão vital ficará

eventualmente tão desordenado que

não será possível que a pessoa continue

viva. É imprescindível que as

pessoas leigas não adotem uma

visão muito geral de que o câncer

não tem cura. Em muitos casos,

ele é curável se for detectado no

início. O tratamento mais eficaz -

em vários casos - ainda é a cirurgia,

que consiste em retirar a parte

afetada.

Se todas as células cancerosas forem

removidas, a condição será curada.

Quanto menor o tumor, menor

a chance de ele ter se espalhado

e maior é a probabilidade de uma

cura completa.

Existem ainda outros meios valiosos de tratamento como a radioterapia,

drogas antitumores e certos

hormônios. Pesquisas indicam que

alguns tipos de câncer são causados

por substâncias químicas do

ambiente. A maior esperança talvez

seja a prevenção. Métodos para detectar

e identificar as substâncias

causadoras do câncer estão sendo

desenvolvidos e irão ajudar a limpar

o meio ambiente; as fontes são

os resíduos industriais, o escapamento

dos carros e a fumaça dos

cigarros.

Os novos tratamentos que estão sendo

desenvolvidos incluem alta radiação

energética, como os raios de

nêutrons. Novas drogas e novas

combinações de antigas drogas estão

prometendo a cura para alguns

tipos de câncer.

A doença não é comum antes dos

40 anos, e a incidência aumenta de

acordo com a idade. Talvez, acima

dessa idade, as células se tornem

menos eficientes para lidar com os

danos causados pelos irritadores. A

chave do sucesso é o tratamento

logo no começo. Qualquer pessoa,

apresentando um sintoma que não

desaparece dentro de algumas semanas,

deve consultar um médico.

Os sinais de perigo são: um caroço

na mama (V. Mama.), nos testículos,

etc; uma tosse persistente (mais

de três semanas); uma mudança

persistente no funcionamento do

intestino; uma perda de peso; uma

dor persistente ou periódica e o aparecimento

de sangue, por exemplo,

do intestino, da urina, da boca (depois

de tossir ou vomitar), do mamilo

ou da vagina (depois da menopausa

ou entre os períodos de

menstruação). Existe a possibilidade

de haver outras explicações para

esses fatos, e o seu médico poderá

acertar isso. Se o médico estiver

com suspeitas, ele poderá solicitar

exames para estabelecer o diagnóstico.

(V. Leucemia e Colo do útero.)

O físico alemão Jorrit de Boer, da

Universidade de Munique, apresentou

no Instituto de Física da USP

uma nova técnica para tratamento

do câncer, que utiliza feixes de

prótons em vez de raio X. A vantagem

é que esta técnica não apresenta

efeitos colaterais nos tratamentos

da doença. Também está em uso

em São Paulo o remédio alemão

Tamoxifena, indispensável contra o

câncer de mama.

Cientistas nos Estados Unidos criaram

uma bactéria geneticamente

modificada que, em estudos com

ratos, destruiu tumores do câncer de

cólon em 24 horas. A bactéria, da

espécie C. novyi, sobrevive apenas

em ambientes livres de oxigênio,

como o de tecidos mortos no interior

dos tumores.

CÂNCER DE COLO DE ÚTERO -

É câncer comum e pode ocorrer em

pessoas relativamente jovens, mas

é uma forma de câncer, nas mulheres,

que se pode prevenir. Um teste

fácil é usado para detectar as primeiras

mudanças. O procedimento demora alguns segundos e não é

mais desagradável que um exame

interno. A mancha é examinada

num laboratório, e as células alteradas

podem ser identificadas antes

de terem invadido outros tecidos

(isto é, antes de se tornarem

malignas).

A doença no começo pode ser

tratada removendo-se parte do colo

do útero (conização). Em outros casos,

a histerectomia (remoção do

útero) é realizada, e a paciente é

acompanhada cuidadosamente. (V.

Parto, Prevenção da gravidez e

Infertilidade.)

CÂNCER DE PELE - É Uma doença

perigosa, muito comum e causada

por um motivo muito simples: a exposição

ao sol. A luz do sol contém

um tipo de radiação muito nociva à

nossa pele, chamada ultravioleta,

uma das principais responsáveis

pelo câncer de pele. Ela causa uma

transformação nas células da pele,

que começam a multiplicar-se

desordenadamente, formando o tecido

cancerígeno. O câncer de pele

atinge principalmente pessoas de

pele branca, que se queimam com

facilidade e bronzeiam-se com dificuldade.

Cerca de 90% das lesões

localizam-se nas áreas da pele que

ficaram expostas ao sol. Os sintomas

do câncer de pele são manchas

escuras ao longo do corpo, com formato

irregular, tonalidades de cor

diferentes e diâmetro maior que 6

milímetros. Sinais de alerta nessas

manchas são o aumento de tamanho,

sangramento, coceira e inflamação.

Pode ser curado se descoberto

ainda no início.

CÂNCER DE PULMÃO - Proliferação

anormal e sem limites das células

originárias dos pulmões levando

ao aparecimento de massas.

CÂNCER DOS FUMANTES - Epitelioma

cancróide localizado nos lábios

ou na língua.

CÂNCER NA PRÓSTATA - Uma forma

de câncer comum, mas facilmente

tratável, que provoca uma dificuldade

em urinar. O tumor pode

se espalhar da próstata para dentro

dos ossos. O tratamento é por meio

de cirurgia e do uso de comprimidos

ou injeções de hormônio.

CANCERIFORME - Em forma de

câncer.

CANCERÍGINOS QUÍMICOS -

Substâncias cuja absorção pelo organismo,

seja pela pele, por inalação

ou por ingestão, levam à produção

de mutações que provocam

a transformação celular.

CANCERISMO - Tendência à cancerização.

CANCERIZAÇÃO - Transformação

em câncer.

CANCEROFOBIA - Temor mórbido

do câncer.

CANCRO - Úlcera de evolução rápida

que aparece na pele e em outros

lugares, como na boca, constituindo

o chamado cancro duro.Existe, também, o cancro mole. (V.

Cancro mole.) Nada tem a ver com

câncer.

CANCRO MOLE - Úlcera de Ducrey.

A doença começa com dor na

virilha e inflamação dos gânglios

linfáticos que se tornam, aos poucos,

massa dolorosa e cheia de matéria

infectada, os bubões podem

romper-se e dar vazão ao pus.

CANCRÓIDE - Semelhante ao câncer.

Epitelioma mergulhante na pele

e nas mucosas.

CANCRUM ORIS - Ulceração da

boca. Nada tem a ver com câncer.

CANDIDÍASE - Ou monilíase vaginal;

provoca corrimento espesso

tipo nata de leite e geralmente

acompanhado de coceira ou irritação

intensa. Candida ou Monília é

um fungo e a candidíase é, portanto,

uma micose. A candida aparece

quando a resistência do organismo

cai ou quando a resistência vaginal

está diminuída. Alguns fatores são

causadores da micose: antibióticos,

gravidez, diabetes, infecções, deficiência

imunológica, medicamentos

como anticoncepcionais e corticóides.

Eventualmente o parceiro

sexual aparece com pequenas manchas

avermelhadas no pênis. O diagnóstico

é clínico, através de exames

de laboratório e papanicolau.

O tratamento é à base de antimicóticos

mas deve-se tentar tratar

as causas da candidíase para evitar

as recidivas.

CÂNFORA - Óleo volátil, de odor

característico, obtido de árvore do

mesmo nome, que atua como antiséptico

refrescante aplicado às

mucosas e à pele.

CANÍCIE - Branqueamento dos cabelos.

CANINO - Relativo ao cão. Nome

de dois dentes laterais superiores.

CANNABIS SATIVA - Maconha, cânhamo

indiano.

CANTÁRIDAS - Mosca do gênero

Cantharis e da espécie Vesicatoria.

Empregava-se antigamente como

revulsivo ou afrodisíaco.

CANTARIDISMO - Intoxicação pela

cantáridas.

CANTECTOMIA - Excisão de um

canto palpebral.

CANTITE - Inflamação do canto do

olho.

CANTÓLISE - Separação cirúrgica

do canto do olho.

CANTORRAFIA - Sutura do canto

do olho.

CANTOTOMIA - Incisão do canto

do olho.

CAPACIDADE PULMONAR - É de

4 litros e meio de ar.

CAPACIDADE VITAL - É a capacidade

pulmonar menos o ar residual

(o ar que fica no pulmão após a

expiração forçada).

CAPARROSA - Denominação de alguns

sulfatos.

CAPELA - Recinto fechado, com chaminé para o exterior, em laboratório,

para se trabalhar com gases tóxicos.

CAPELINA - Bandagem em capuz

para a cabeça ou para cotos de amputação.

CAPILARES - Vasos finíssimos, mais

finos que um fio de cabelo (daí seu

nome) e que estabelecem a ligação

entre as arteríolas e as vênulas,

conectando a circulação arterial

com a venosa.

CAPILARIDADE - Força natural que

faz o dreno atrair o líquido para fora.

CÁPSULA - 1) Membrana sacular

que envolve um órgão ou parte de

um órgão. 2) Recipiente de amido

para medicamentos em pó.

CÁPSULA ARTICULAR - Tecido

conjuntivo que envolve as articulações.

CÁPSULA DE GLISSON - A cápsula

conetiva do fígado.

CAPSULOLENTICULAR - Relativo

ao cristalino e à sua cápsula.

CAPSULOTOMIA - Incisão de uma

cápsula.

CAPSULÓTOMO - Instrumento

para incisão da cápsula.

CAPURRO, MÉTODO DE - Sistema

de avaliação da idade gestacional

do recém-nascido, baseado

em critérios físicos e neurológicos

CAPUT - V. Cabeça.

CAQUEXIA - Adiantada desnutrição,

que pode provir de várias causas,

até de ordem psíquica.

CAQUEXIA ESTRUMIPRIVA -

Caquexia por extirpação da tireóide.

CARAMELIZAR - Transformar o

açúcar em caramelo.

CARAMELO - Açúcar queimado.

CARBO - O mesmo que Carvão.

CARBOGÊNIO - Mistura de oxigênio

e gás carbônico usada contra as

asfixias.

CARBOIDRATO - V. Hidrato de carbono.

Hidrocarbonado. Glicídios.

CARBÓLICO (ÁCIDO) - Fenol, ácido

fênico.

CARBONATADO - Impregnado

pelo ácido carbônico.

CARBONIZAÇÃO - Transformação

da matéria orgânica em carvão.

CARBOXI-HEMOGLOBINA - Composto

que se forma pela combinação

do monóxido de carbono com a

hemoglobina nos envenenamentos

por esse gás.

CARBÚNCULO - Doença infecciosa

causada pelo Bacillus anthracis,

que ataca animais, como vacas e

ovelhas, e através deles se transmite

ao homem, por ferida, arranhão, picada

de inseto ou inalação. Também

chamado de “pústula maligna”, o

primeiro sintoma é um prurido doloroso;

horas mais tarde aparece no

corpo uma lesão que se torna dura,

vermelha no centro e rosada ao redor;

aumentando a lesão, produz-se

pus sanguinolento no meio e inflamam-se os gânglios linfáticos e veias

adjacentes. Outros sintomas: fraqueza

geral, calafrios, inapetência,

náuseas e febre elevada. Semelhante

ao furúnculo, só que este supura

através de uma única abertura; o

carbúnculo pode ter várias aberturas.

Para um carbúnculo pequeno, o tratamento

é semelhante (V. Furúnculo.);

mas se for grande, procure um

médico.

CARCINOGÊNICO - Substância

que predispõe à formação de carcinoma.

CARCINÓGENO - V. Carcinogênico.

CARCINOMA - Câncer do tecido

epitelial.

CARCINOMA CUTÂNEO - V.

Epitelioma.

CARCINOMA PAPILÍFERO - Tumor

maligno mais freqüente da

glândula tireóide, normalmente de

comportamento não agressivo.

CARCINOMATOSE - Aparecimento

de várias metástases carcinomatosas.

CARDÍACO - Relativo ao coração.

(V. Coração e Doenças Cardíacas.)

CARDIOCENTESE - Função do coração.

CARDIODINIA - Dor no coração.

CARDIOECTASIA - Dilatação do coração.

CARDIO-ESFIGMÓGRAFO - Aparelho

que registra ao mesmo tempo

os batimentos do coração e do

pulso.

CARDIO-ESTENOSE - Estenose das

válvulas do coração.

CARDIOGRAFIA - Exame do coração

pelo cardiógrafo. Registro, através

do cardiógrafo, dos movimentos

normais ou patológicos do coração.

CARDIÓGRAFO - Aparelho que registra

os movimentos cardíacos.

CARDIOGRAMA - Traçado feito

pelo cardiógrafo.

CARDIO-INIBITÓRIO - Que inibe

a ação do coração.

CARDIÓLISE - Operação para separar

o pericárdio da parede torácica

nos casos de aderência.

CARDIOLOGIA - Estudo do coração

e de suas doenças.

CARDIOMALACIA - Amolecimento

do miocárdio.

CARDIOMIOPLASTIA - Cirurgia

destinada a melhorar o bombardeamento

do sangue exercido pelo

coração quando as paredes musculares

de seus ventrículos estão com

sua capacidade contrátil muito diminuída

devido a sucessivos infartos

ou miocardites. Tal cirurgia

consta da dissecção do músculo

grande dorsal da parede do tórax e

de sua introdução no interior da caixa

torácica, utilizando-o para envolver

o coração a fim de comprimir

ritmicamente os ventrículos a cada

batimento cardíaco.

CARDIOPATIA - Denominação genérica

de toda afecção do coração.

CARDIOPERICARDITE - Inflamação

do pericárdio e de outros tecidos

do coração.

CARDIOPLEGIA - Paralisia do coração.

CARDIOPTOSE - Queda do coração.

CARDIOPULMONAR - Relativo ao

coração e aos pulmões.

CARDIOPUNTURA - Cardiocentese.

CARDIORRAFIA - Sutura do coração.

CARDIORREXE - Ruptura do coração.

CARDIOSCLEROSE - Esclerose do

coração.

CARDIOSPASMO - Espasmo do coração.

CARDIOSTROFIA - Dextrocardia

congênita, situação do coração do

lado direito.

CARDIOVASCULAR - Relativo ao

coração e aos vasos.

CARDITE - Inflamação do coração,

séria complicação da febre reumática.

Distinguem-se a endocardite

(inflamação das válvulas e membranas

interiores do coração) e a

pericardite (inflamação da membrana

que envolve a víscera).

CÁRIE - Degeneração ou necrose óssea.

Dentária: processo pelo qual se

desenvolvem, nas superfícies dos

dentes, bactérias que atuam sobre

hidratos de carbono e produzem ácidos

que destroem gradualmente o

esmalte e a dentina, resultando infecção

local e destruição do dente

afetado.

CARIÓTIPO - Estrutura cromossômica

de uma célula ou organismo;

análise ou descrição do número e da

morfologia dos cromossomos que

constituem o genoma de uma espécie;

chama-se também idiograma.

CARMINATIVO - Agente que alivia

a flatulência e a cólica, impedindo

a formação de gases no tubo digestivo

ou lhes facilitando a eliminação.

CARNE ESPONJOSA - Granulação

exuberante e fungosa.

CÁRNEO - Da natureza da carne.

CARNIFICAÇÃO - Alteração patológica

dos tecidos que adquirem aspecto

e consistência de carne.

CAROTENASE - Enzima que transforma

a provitamina A em vitamina A.

CAROTENO - Provitamina A. A

substância que existe em vários vegetais.

Ex.: a cenoura, que se transforma

em vitamina A pela ação da

carotenase.

CARÓTIDA - Principal artéria da cabeça.

CARPAL - Relativo ao carpo ou punho.

CARPO - Punho. Liga a mão ao antebraço.

CARPOPTOSE - Queda do punho.

CARTILAGEM - Tecido fibroso, conjuntivo

e semi-opaco, que se caracteriza

por extrema suavidade,

elasticidade e tenacidade. Encontrado em várias juntas, age como

um amortecedor entre os ossos. A

mais comum a apresentar problemas

é a do joelho. Uma torção pode

fazer com que ela se rompa, provocando

uma dor aguda no joelho, que

fica travado e inchado. Às vezes, os

sintomas podem ceder com repouso,

mas geralmente é necessário remover

a cartilagem com uma cirurgia

simples, para evitar maiores problemas.

O uso de uma joelheira durante

alguns dias pode melhorar, enquanto

se tenta uma cura com repouso.

CARTILAGEM TARSAL - Cartilagem

palpebral.

CARTUCHOS - Cornetos, ossos internos

do nariz.

CARÚNCULA - Pequena formação

córnea.

CARÚNCULA LACRIMAL - Pequeno

mamilo avermelhado situado

entre as porções lacrimais das pálpebras.

CARÚNCULA URETRAL - Formação

patológica, mamilo avermelhado

e sangrando, que se forma no

meato uretral da mulher.

CARÚNCULAS MIRTIFORMES -

Pequenas carnosidades que circundam

o orifício vaginal na mulher

não virgem e que são restos do

hímen roto.

CÁSCARA - Medicamento extraído

do córtex da árvore Picramnia

antidesma e de alguns arbustos. Age

como laxante sobre o cólon.

CASEIFICAÇÃO - Transformação

em substância caseosa.

CASEÍNA - Composto albuminoso

do leite. Principal proteína do leite;

serve de base para elaboração de requeijão

e queijos. De grande valor

nutritivo e industrial.

CASEOSO - Semelhante a queijo.

CASPA - Acúmulo de células ceratinizadas

no couro cabeludo.

CATACLISMA - Dilúvio, uma hemorragia

muito violenta.

CATAFORESE - Introdução, pela corrente

elétrica, de certas substâncias

através da pele.

CATALEPSIA - Supressão dos movimentos

e da sensibilidade, com conservação

do pulso e da respiração,

embora muito lentos.

CATALISADOR - Substância que

produz catálise.

CATÁLISE - Influência na realização

de uma reação, por certas substâncias

chamadas catalíticas que não

se alteram com essas mesmas

reações.

CATAMENIAL - Referente à menstruação.

CATAMÊNIO - Menstruação, regras.

CATAPLASMA - Aplicação em parte

do corpo dorida ou inflamada de

papa medicamentosa, entre dois

panos, quente e úmida, feita com

farinha de linhaça, farinha de mandioca,

fubá, etc. Há remédios industriais

que fazem, hoje, idêntico

efeito.

CATAPLASMA SINAPISADO - Cataplasma

em cuja superfície se deita

um pouco de mostarda em pó.

CATAPORA - Uma das doenças infecciosas

da infância, causada por

um vírus. A maioria das crianças

contrai a doença, geralmente, durante

os anos escolares. É rara uma

segunda ocorrência. Durante duas

ou três semanas, mais ou menos, ela

fica incubada, ou seja, leva esse

tempo para desenvolver os sintomas

depois da invasão do vírus. Às vezes,

a criança perde a cor antes que

se desenvolvam as pintas, mas, geralmente,

as pintas são os primeiros

sintomas. Primeiro, elas são pequenas

saliências vermelhas, depois

desenvolvem uma ponta branca,

contendo fluido e, mais tarde, formam

uma casca. As pintas geralmente

aparecem no peito e se espalham

para o rosto, couro cabeludo

e partes superiores dos membros. A

criança pode apresentar uma febre

ligeira, e a doença é contagiosa durante

sete dias após o aparecimento

das pintas. As complicações da catapora

são raras (embora ela possa

ser pior nos adultos), e é normal

uma recuperação tranqüila. O mesmo

micróbio pode, posteriormente,

provocar a herpes zoster. (V. Herpes-

Zoster.)

CATARATA - Opacidade ou perda de

transparência do cristalino que, ao

se tornar totalmente opaco, causa

perda da visão. Pode estar presente

no nascimento da criança e em jovens,

como resultado de um traumatismo,

porém quase sempre afeta

pessoas de 50 a 60 anos por degeneração

gradual dos tecidos do cristalino.

A visão vai piorando progressivamente,

mas a perspectiva é

boa. Às vezes, a condição se estaciona

ou atinge apenas um olho e,

em qualquer um dos casos, é possível

operar e remover a opacidade.

Pode-se também ser inserido um

cristalino artificial no momento da

cirurgia. Deve-se usar óculos com

lentes grossas após a cirurgia, para

enfocar a luz. Atualmente faz-se a

retirada do cristalino colocando-se

uma lente artificial.

CATARATA MADURA - Catarata em

que o cristalino está totalmente

opacificado.

CATARRO - Um termo bem vago,

mas geralmente usado para indicar

uma sensação de obstrução na cabeça

e nariz, com ou sem secreção nasal

e, às vezes, associado a uma sensação

de que um fluido viscoso está

pingando na garganta. Esses sintomas

são normais durante uma ou

duas semanas após um resfriado ou

gripe. As crianças têm a tendência

de ficar resfriadas duas vezes mais

que os adultos e, assim, no inverno,

parecem estar sempre com coriza e

catarro. Secreção constante do nariz

e respiração pela boca, numa criança,

podem indicar grandes vegetações

adenóides. No entanto, muitas

crianças catarrentas superam essa

condição na faixa dos sete anos, pois as passagens nasais se tornam mais

largas e menos fáceis de ficarem bloqueadas.

A secreção nasal de aspecto

ruim numa criança sugere um corpo

estranho - uma conta, por exemplo

- entalado no nariz.

O catarro que acompanha um resfriado

pode ser atenuado inalandose

um vapor. Se o catarro persistir

por mais de três semanas após um

resfriado, pode haver uma sinusite

latente, que pode ser tratada pelo

médico. (V. Antro.)

Alergia, como a febre do feno, produz

um catarro aguado, espirro freqüente

e nariz entupido. Os produtos

alérgicos tendem a desenvolver

pólipos nasais (dobras espessas no

revestimento do nariz) que aumentam

o catarro. Em algumas pessoas,

o pedaço de cartilagem que divide

as passagens nasais é desviado

para um lado. O lado estreito

pode ficar obstruído e tapado. Uma

pequena cirurgia pode ajudar.

Outras causas do catarro são: o

fumo, o ar poluído ou úmido e o uso

exagerado de descongestionantes

para o nariz.

CATARRO GÁSTRICO - Gastrite

catarral.

CATARRO INTESTINAL - Enterite

catarral.

CATARRO NASAL - V. Coriza.

CATARRO PULMONAR - V. Bronquite.

CATARRO UTERINO - Endometrite

catarral.

CATARRO VESICAL - Cistite catarral.

CATARSE - Purgação, eliminação.

CATÁRTICO - Purgativo enérgico,

mais forte do que o laxante, porém

mais suave do que o drástico.

CATATONIA - Inibição muscular generalizada.

CATETER - Tubo rígido ou flexível

usado para desalojar líquidos de diversas

partes do corpo e, atualmente,

utilizado para exames mais específicos

como os relacionados às

doenças do coração, por exemplo

desobstrução de veias.

CATETER-CENTRAL - Cateter para

administração de soro, antibióticos

ou nutrição parenteral, cuja extremidade

encontra-se em veia central,

isto é, localizada na transição entre

a veia cava superior e o átrio direito.

CATETERISMO - É um exame diagnóstico,

realizado por meio de um

cateter introduzido num vaso sangüíneo,

a partir da perna ou braço,

atingindo os grandes vasos do coração

e o próprio coração. Por esse

cateter, injeta-se pequena quantidade

de contraste à base de iodo, ao

mesmo tempo em que um sistema

de filmagem é acionado e fotografa

as diferentes partes do coração.

Por meio de várias filmagens em diversas

posições, o médico poderá

definir o diagnóstico.

O cateterismo cardíaco não é uma

forma de tratamento e sim um exame

diagnóstico.Para antes do exame recomenda-se:

parar de fumar; jejum de pelo menos

quatro horas antes do horário,

no dia anterior e posterior ao exame

a dieta é normal; apresentar exames

realizados (se o paciente já se

submeteu a cateterismo cardíaco,

angiosplastia coronária ou cirurgia

cardíaca, trazer relatórios desses

procedimentos).

O cateterismo cardíaco não é realizado

no dia marcado se o paciente

estiver com gripe ou resfriado, febre,

gravidez, diarréia, problemas

dermatológicos infectados ou tosse

com catarro abundante, nessas situações

o exame será remarcado.

Antes do exame o paciente deve

comunicar à enfermeira se é alérgico

à penicilina ou qualquer outro

antibiótico, esparadrapo ou outros

elementos; se usa anticoagulante; se

teve hepatite; se tem diabetes ou

problemas renais.

CATIGUTE - Fio de tripa de carneiro

usado para suturas cirúrgicas.

CATIONTE - Elemento eletropositivo

que na composição eletroquímica

aparece no pólo negativo.

CATÓDIO - Pólo negativo.

CAUDA DE CAVALO - Cauda

eqüina, porção terminal da medula

espinhal.

CAUDAL - Referente à cauda.

CAUSALGIA - Dor no território de

um nervo da pele e que persiste

muito tempo após a lesão desse

nervo.

CÁUSTICO - Que destrói os tecidos.

CÁUSTICO INFERNAL - Nitrato de

prata.

CÁUSTICO LUNAR - Nitrato de

prata.

CAUTÉRIO - Instrumento para destruir

tecidos, pelo processo de

cauterização.

CAUTERIZAÇÃO - Ação de destruir

tecidos, por meio do cautério.

CAVA - Nome de duas grandes veias

(cava superior e cava inferior) que

se abrem na aurícula direita.

CAVIDADE MEDULAR - Cavidade

que existe na diáfise óssea e que

contém a medula óssea.

CAVITAÇÃO - Formação de cavidades.

CAVITÁRIO - Que apresenta cavidades.

CAVO - Oco, escavado, côncavo;

aplica-se especialmente à deformidade

do pé caracterizada por um

exagero do arco plantar.

CAVUM - O mesmo que Cavidade.

CAXUMBA - Uma das infecções

agudas da infância, causada por um

vírus que afeta as glândulas salivares.

Essas glândulas produzem saliva

e estão localizadas no pescoço,

uma embaixo de cada orelha, e

duas embaixo do queixo, a uns 5 cm

de cada lado da linha do meio. As

glândulas afetadas com mais freqüência

são as debaixo das orelhas,

e o primeiro sintoma é uma dor ao

mastigar. Geralmente há febre e, depois

de um ou dois dias, as glândulas começam a inchar. Os dois lados

podem ser afetados juntos, ou

primeiro um, e em seguida o outro

- no dia seguinte ou depois. O

período de incubação da infecção

(intervalo entre o contato e o

desenvolvimento da doença) é de

duas a três semanas. A inchação

dura de dois a cinco dias, e o paciente

deve ficar separado das outras

pessoas (principalmente homens

jovens, que podem desenvolver

uma inflamação no testículo) até

que a inchação tenha desaparecido

por completo; ele deve fazer uma

alimentação bem suave durante os

primeiros estágios, pois a mastigação

geralmente é dolorida.

De vez em quando, outras glândulas

são afetadas, inclusive as glândulas

sexuais. Nos homens, os testículos

podem ficar inchados - condição

conhecida como orquite. É

muito raro que isso resulte numa esterilidade.

Em alguns países, as crianças

recebem vacinação aos 2 anos

de idade. (V. Orquite.)

CBC - Carcinoma basocelular, câncer

de pele mais freqüente.

CEC - Carcinoma epidermóide, câncer

mais freqüente da mucosa em

cabeça e pescoço, que também

ocorre na pele.

CECAL - Relativo ao ceco.

CECO - Porção do intestino, na região

direita inferior do abdome.

Forma grande saco cego na união

dos intestinos grosso e delgado e

neles se projeta o apêndice.

CECOSTOMIA - Formação de ânus

artificial no ceco.

CEFALÉIA - O mesmo que Cefalalgia;

Dor de cabeça.

CEFALEMATOMA - Tumor sangüíneo

sob o pericrânio, no recémnascido.

CEFÁLICO - Referente à cabeça.

CEFALOCELE - Hérnia do cérebro.

CEFALOMETRIA - Mensuração da

cabeça fetal pela radiografia.

CEFALORRAQUIANO - Relativo à

cabeça e à raque.

CEFALOSTATO - Instrumento para

manter a cabeça do paciente.

CEFALOTOMIA - Esmagamento da

cabeça do feto, a fim de permitir o

parto.

CEFALÓTOMO - Cefalótribo, instrumento

para esmagar a cabeça do feto.

CEGUEIRA - Perda de visão.

CEGUEIRA NOTURNA - A parte

sensível de trás do olho (a retina)

tem dois componentes - um para a

visão diurna, inclusive as cores, e

outro para a visão noturna, em que

não há apreciação de cor, apenas de

sombra e formato. O funcionamento

eficiente desse último depende de

um bom abastecimento de vitamina

A. Se esta estiver faltando na alimentação,

pode resultar na cegueira

noturna.

CEGUEIRA VERBAL - V. Alexia.

CELA TÚRCICA - Fossa no osso

esfenóide, onde se aloja a hipófise.

CELÍACO - Relativo à cavidade abdominal.

CÉLIO-HISTERECTOMIA - Extirpação

do útero por via abdominal.

CELIOSCOPIA - Peritonioscopia.

Exame visual da cavidade peritonial

mediante pequena incisão abdominal

e passagem de um instrumento

de luz com espelho.

CELIOTOMIA - Incisão da parede

abdominal anterior.

CELOTOMIA - V. Quelotomia.

CELSIUS (TERMÔMETRO DE) -

Termômetro centígrado.

CÉLULA - Massa de protoplasma que

contém um núcleo; constitui a unidade

básica dos seres vivos, sendo

a menor unidade estrutural do corpo

animal.

CÉLULA-TRONCO - Atualmente os

cientistas estudam a utilização de células-

tronco para a reposição de artérias

nos implantes. As células-tronco

são colhidas de embriões descartados;

elas se formam dias após a fertilização

do óvulo e se transformam

em todos os tipos de célula necessários

para formar um ser humano.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia

de Massachusetts transformaram

células-tronco embrionárias em

vasos sangüíneos funcionais, no primeiro

indício de que essas células

podem vir a ser usadas para repor

tecidos cardíacos ou artérias obstruídas.

O assunto vem causando

acirradas polêmicas. Em dezembro

de 2001, pesquisadores do Hospital

Pró-Cardíaco do Rio, em convênio

com a UFRJ - Universidade Federal

do Rio de Janeiro e Instituto do Coração

do Texas, fizeram o primeiro

experimento da América Latina com

células-tronco para o tratamento de

doenças cardíacas. Em três dos quatro

pacientes, o implante conseguiu

recuperar a capacidade de funcionamento

do coração e restaurar artérias

para combater a sua insuficiência.

Os médicos retiraram célulastronco

da medula óssea dos pacientes

e, por cateterismo, as reintroduziram

em vários pontos deficientes

do coração.

CELULÍFUGO - Que sai da célula.

CELULÍPETO - Que vai ter à célula.

CENESTESIA - Conjunto de sensações

mais ou menos vagas que temos

dos nossos próprios órgãos.

CENSURA - Termo usado por Freud

para designar a repressão de certas

memórias que deixam de aparecer

no consciente.

CENTESE - Perfuração por agulha ou

trocarte. Empregada também como

sufixo-centese, indicando punção

ou perfuração cirúrgica da parte assinalada

pelo primeiro elemento do

termo. Ex.: abdominocentese,

paracentese.

CENTESIMAL - Na proporção de 1

para 100 partes.

CENTÍGRADO - Que tem 100 partes

iguais.

CENTRIFUGAÇÃO - Processo de

separação de substâncias em uma mistura mediante a ação da força

centrífuga.

CENTRÍPETO - Que vai para o centro.

CENTRO CIRÚRGICO - A sala de

cirurgia e as salas anexas.

CENTRO DA FALA - A parte do cérebro

que controla a fala.

CENTRO MOTOR - Centro nervoso

que rege os movimentos de determinado

segmento do corpo.

CENTRO NERVOSO - Qualquer

grupo de células nervosas que agem

em comum para executar determinada

ação.

CENTRO RESPIRATÓRIO - Centro

localizado no bulbo e que acelera e

modera a respiração.

CERA - Normalmente é produzida

uma cera mole no canal que vai até

o tímpano. Em algumas pessoas a

produção é maior do que em outras;

se a cera se acumula, ela fica seca e

dura, e pode reduzir a audição ou

causar uma irritação. Ela pode ser

removida por um médico ou enfermeiro,

injetando água quente com

uma seringa; pode ajudar se o paciente

usar algumas gotas de água

para amolecer durante alguns dias

antes de retirá-la. É uma insensatez

tentar remover a cera seringando ou

cutucando o ouvido sozinho, pois o

tímpano, que é delicado, pode sofrer

algum dano.

CERATINA - Ou queratina. Uma espécie

de proteína em forma de

fibrilas.

CERATITE - Inflamação da córnea.

CERATOCONE - Queratocone. Deformação

da córnea, que assume o

aspecto de um cone.

CERATÓLISE - Ou queratólise.

Esfoliação da camada córnea da

pele.

CERATOMA - Ou queratoma. Calosidade.

Excesso de tecido córneo

que cresce e faz saliência.

CERATOMALACIA - Ou queratomalacia.

Amolecimento da córnea.

CERATÔMETRO - Ou queratômetro.

Instrumento para medir os

meridianos da córnea.

CERATOPLASTIA - Enxerto de

córnea. (V. Queratoplastia.)

CERATOSE - Ou queratose. Espessamento

da camada córnea da pele.

CEREBELO - O órgão da motricidade,

situado na parte posterior do

encéfalo.

CEREBRAL - Relativo ao cérebro. (V.

Apoplexia.)

CÉREBRO - Parte frontal e superior

do sistema nervoso central, que se

compõe de dois hemisférios, ou

metades diferenciadas; abriga os

centros nervosos que regulam as

principais funções orgânicas, tanto

as vegetativas como as de relação

ou de intelecção. A porção mais

importante do sistema nervoso.

CÉREBRO-ESPINHAL - Referente

ao cérebro e à medula.

CÉREO - Relativo a cera.

CERECTASIA - Protusão da córnea.

CERUME - Secreção cerosa das

glândulas ceruminosas do ouvido

externo.

CERVICALGIA - Dor na região

cervical, parte posterior do pescoço.

CERVICECTOMIA - Amputação do

colo do útero.

CERVICITE - Inflamação do colo do

útero.

CERVIOBRACTEALGIA - Dor na região

cervical que se irradia para o

braço e antebraço.

CERVIX - V. Colo.

CERVIX UTERINA - Colo do útero.

CESÁRIA (OPERAÇÃO) - Cesariana,

parto cirúrgico com incisão do

abdome.

CESARIANA - Cirurgia pela qual o

bebê é retirado do útero da mãe,

através de uma incisão no abdome.

O nome é derivado das épocas romanas.

A cesariana, particularmente,

não é difícil, e pode ser utilizada

nos casos em que o parto normal

pode ser perigoso. Ela não tem

nenhum efeito posterior sério, e

muitas pacientes consideram-na

menos desagradável que o parto

normal. A cesariana não é um empecilho

para se ter outros filhos. A

cicatriz geralmente pode ser escondida

por um biquíni. Depois de

uma cesariana, a mãe demora um

pouco mais para conquistar autoconfiança,

mas todos os conselhos

abaixo podem ser seguidos.

Todas as mães estão propensas a se

sentirem fracas durante alguns dias

após o parto - dias de resguardo. Isso

deve desaparecer depois de uma semana

mais ou menos e, se uma mãe

estiver se sentindo profundamente

deprimida depois dos 10 primeiros

dias, deve procurar o médico com

urgência, pois a depressão pós-natal

pode ser grave; apesar disso, ela reage

bem a um tratamento imediato.

Há muito cansaço nas primeiras semanas

de um bebê, pois as demandas

são grandes e o sono é perturbado.

As mães devem descansar o

máximo possível entre as demandas

do bebê, e tirar proveito (sem

sentimento de culpa) dos oferecimentos

de ajuda de parentes ou

amigos. Fora o fato de estabelecer

uma rotina para o bebê, essa não é

uma fase para ficar obcecada com

os serviços domésticos. Procure sair

com seu marido ao menos uma vez

por semana.

As mães devem consumir um pouco

mais de ferro durante algumas

semanas depois do parto, para restabelecer

as suas reservas. Elas devem

comparecer a exames pós-natais

durante seis semanas depois do

parto, para checar se está tudo bem

e receber recomendações sobre anticoncepcionais.

(V. Parto.)

CESTÓIDES - Ordem de vermes

platelmintos (chatos) a que pertencem

as tênias (solitárias).

CETOGÊNICO - Que produz corpos

cetônicos.

CETOGÊNICO (REGIME) - Diz-se

da dieta com alta quantidade de gordura.

CETONÚRIA - Presença de corpos

cetônicos na urina.

CHAGA - Ferida viva e sanguinolenta.

CHAGAS, DOENÇA DE - Doença

tropical e subtropical própria das

Américas Central e do Sul. A contaminação

se faz através do mosquito

do gênero Triatoma, vulgarmente

conhecido como “barbeiro”.

O protozoário flagelado responsável

pela afecção, o Trypanosoma

cruzi, que fica nas fezes dos referidos

mosquitos, depois de penetrar

no organismo humano toma forma

intracelula, infectando principalmente

células do cérebro e do

coração. Neste caso, ele atinge as

fibras musculares e provoca uma

miocardite chagásica, extremamente

grave, que pode levar à morte.

Esta doença foi descoberta pelo pesquisador

brasileiro Carlos Chagas.

A única forma de preveni-la é a pulverização

de inseticidas nas paredes

das casas nas zonas em que a

doença é endêmica, especialmente

nas casas de barro da zona rural, já

que os barbeiros se ocultam em fendas

nas paredes. Em abril de 2000

foi identificada nova espécie do

protozoário Trypanossoma cruzi,

que causa a doença de Chagas. A

façanha coube a Ricardo Couto e

Bianca Zingales, da USP, e a Otávio

Fernandes, da Fundação Osvaldo

Cruz/RJ. Desde 1909, sabia-se

da existência de duas variedades do

protozoário denominadas “Z1” e

“Z2”, Mas não se sabia que eram

espécies diferentes; ambas causam

a doença, porém o Z1 é mais perigoso.

CHARLATANISMO - Exercício ilegal

ou não científico da Medicina.

CHARPA - Bandagem em tipóia.

CHATO - A doença chama-se “fitiríase”,

provocada por um piolho (o

phtirius pubis, mais conhecido por

“chato”). Ele tem predileção pela

região pubiana, sendo preferencialmente

a doença adquirida através do

contato sexual. Sintoma mais comum

é o prurido (coceira), além da

presença de lêndeas, podendo-se

notar máculas de tonalidades azuladas,

de formas ovais e limites irregulares,

que aparecem após algumas

horas da picada, conhecidas

como máculas cerúleas. Tratamento:

procede-se como na pediculose,

ou seja, aplicação de benzoato de

benzila, lindano e monossulfira.

CHEYNE-STOKES (RESPIRAÇÃO

DE) - Ritmo respiratório que aumenta

gradualmente até um máximo,

em seguida diminui até um

mínimo quase imperceptível, depois

recomeça o ciclo.

CHOLERA MORBUS - Nome latino

do cólera.

CHOQUE - Em Medicina, esse termo

significa um colapso da circulação

quando a pressão arterial está baixa e o fluxo do sangue através

dos tecidos fica reduzido. Ocorre

mais comumente depois de uma

perda de sangue ou uma dor forte.

A pulsação fica rápida e fraca; a

pele, pálida e úmida; e a respiração,

pouco profunda e difícil. Requer

cuidados médicos urgentes. Se o paciente

estiver machucado, não mexa

com ele; deixe-o calmo, certifiquese

de que a respiração não está limitada

por roupas apertadas e deixe-

o enrolado num cobertor até que

chegue o auxílio médico.

CHOQUE ELÉTRICO - O perigo da

passagem de eletricidade pelo corpo

é triplo. Primeiro, pode haver

uma queimadura nos pontos onde a

corrente elétrica entrar e sair; isso

pode ser tratado em linhas gerais.

(V. Queimaduras.) Em segundo lugar,

a corrente elétrica tem um efeito

paralisante sobre o sistema nervoso

e o coração; a vítima pode ficar

atordoada, chegando à perda da

consciência; o coração pode parar

de bater e a respiração pode cessar.

Em terceiro lugar, são provocados

fortes espasmos musculares, que

são danosos e podem levar a uma

paralisia ou ancilose temporária.

Quando uma pessoa sofre um choque

elétrico, primeiro certifique-se

de que o contato com a corrente foi

rompido. Não toque na vítima com

sua mão, ou você também levará um

choque; use algum material não

condutor: uma vara, uma cadeira de

madeira, uma almofada - alguma

coisa seca e que não contenha metal.

Depois, veja se a vítima está

respirando. Se estiver, deixe-a

aquecida e confortável, mas, se não

estiver, faça respiração artificial até

que chegue auxílio médico. Se você

suspeitar que o coração parou (confirme

com o ouvido diretamente

sobre a região do mamilo esquerdo),

um golpe com punho diretamente

sobre o esterno (meio do peito)

poderá reanimá-lo. (V. Respiração

artificial.)

Recomenda-se evitar os choques

elétricos e tomar muito cuidado

com interruptores, etc., principalmente

nos banheiros, pois a água

age como condutor.

Deve-se tomar muito cuidado na cozinha,

nunca usar a mão molhada

para mexer em interruptores e

plugues. Deve-se usar sempre

soquetes de parede seguros, especialmente

se houver crianças na

casa. Todos os aparelhos elétricos

devem ser checados por um técnico

ao menor sinal de defeito, e os

fios elétricos da casa devem atender

modelos seguros; as melhorias

devem ser empreendidas somente

por eletricistas qualificados.

CHOQUE-INSULÍNICO - Usado

para o tratamento de esquizofrenia

e outras perturbações mentais. Por

meio de uma injeção de insulina, o

paciente é posto em estado de coma

por um certo tempo durante o qual

a psicoterapia pode ser usada com

mais eficácia.

CIANIDROSE - Suor azul.

CIANOCOBALAMINA - Vitamina

B12.

CIANOPIA - Distúrbio visual em que

todos os objetos parecem azuis.

CIANOPSIA - V. Cianopia.

CIANOSADO - Com cianose.

CIANOSE - Cor azulada da pele por

falta de oxigênio no sangue.

CIANOSE CONGÊNITA - Defeito

congênito do coração que permite

a recirculação de uma quantidade

de sangue venoso, sem que

ele tenha previamente passado

pelos pulmões para oxigenar-se.

Manifesta-se externamente pela

coloração azulada da pele, lábios

e unhas.

CIANÓTICO - Aquele que sofre de

cianose.

CIATALGIA - Dor na região do nervo

ciático (parte lateral da coxa e

posterior da perna).

CIÁTICA - Termo para a dor no nervo

ciático - um nervo comprido que

passa pela nádega e desce pela parte

de trás da perna. Às vezes, o nervo

fica inflamado devido à pressão

provocada por um deslocamento de

disco (V. Deslocamento de disco.)

nas suas origens - na região lombar.

Os ossos da espinha - ou vértebras

- são separados por um pequeno

disco de cartilagem e, se um desses

discos intervertebrais é deslocado,

ele pode exercer uma pressão

sobre uma raiz nervosa adjacente.

Geralmente, a ciática não é grave e

reage a remédios simples, como repouso

e comprimidos para reduzir

a inflamação; mas, se um disco estiver

deslocado, pode ser necessária

a tração e, às vezes, uma cirurgia.

Procure o médico. (V. Nervo

ciático.)

CÍBALO - Massa fecal dura e seca.

CICATRIZAÇÃO - Ato ou efeito de

cicatrizar.

CICATRIZAÇÃO POR PRIMEIRA

INTENÇÃO - Quando não há micróbios,

os bordos da ferida se

unem, quase não fica cicatriz; o

restabelecimento é rápido.

CICATRIZAÇÃO POR SEGUNDA

INTENÇÃO - Quando há micróbios

na ferida, há reação inflamatória

e infecção; os bordos se unem irregularmente

com feia cicatriz.

CICLAMATO - Adoçante, sal do ácido

ciclo-hexilsulfânico.

CICLITE - Inflamação do corpo ciliar.

CICLO - Sucessão de sintomas.

CICLOPLEGIA - Paralisia do músculo

ciliar.

CICLOTIMIA - Forma ligeira de psicose

maníaco-depressiva, com fases

de depressão e excitação.

CIESE - O mesmo que Gravidez.

CIFOSE - Curvatura da coluna vertebral,

de concavidade posterior.

Deformidade correspondente ao

aumento da convexidade da coluna

dorsal.

CILINDRO-EIXO - Prolongamento

da célula nervosa.

CILINDRÓIDE - Em forma de cilindros.

CILINDROS - Peças de material com

a forma das cavidades em que estiverem

alojadas. Ex.: os cilindros

urinários em certas doenças dos

rins.

CÍLIOS - Apêndices de aspecto piloso

que recobrem as membranas mucosas

do aparelho respiratório. Agem

como filtros naturais, protegendo os

pulmões contra a entrada de partículas

nocivas; têm movimentos ascendente

e descendente que empurram

para a boca mucosidades, pó e

partículas infecciosas, evitando assim

que elas entrem nos pulmões

pela respiração. As pestanas desempenham

papel semelhante, sendo os

cílios que protegem os olhos contra

partículas estranhas.

CIMEX LECTULARIUS - Tipo de

Percevejo.

CINESE - O mesmo que Movimento.

CINESTESIA - Sentido do movimento

muscular (não confundir com

cenestesia).

CINÉTICO - Relativo ao movimento.

CINETOSE - V. Enjôos.

CINTILOGRAFIA (OU MAPEAMENTO)

- Processo em que a substância

radioativa vai se concentrar

em determinado órgão que será analisado

por aparelho especial (cintilógrafo,

gama-câmara).

CINTILOGRAFIA DE PERFUSÃO

DO MIOCÁRDIO COM

TÁLIO 201 - Procedimento não

invasivo realizado para avaliar a

perfusão miocárdica durante o exercício

e em repouso, comparativamente,

administrando-se o elemento

radioativo Tálio 201 por via

venosa. O estudo da perfusão

miocárdica possibilita avaliar a

função do músculo cardíaco e diagnosticar

isquemia do músculo

decorrente de patologia da artéria

coronariana.

CIRCULAÇÃO - No homem e em

todos os mamíferos a circulação do

sangue é feita através de um sistema

fechado de vasos sangüíneos,

cujo centro funcional é o coração.

A cada contração desse órgão, o

sangue é bombeado com certa

pressão para o interior dos vasos

sangüíneos (artérias, arteríolas, capilares,

vênulas e veias).

CIRCULAÇÃO ASSISTIDA - Utilização

de aparelhagem especial para

manutenção de perfusão dos tecidos

de todos os órgãos, incluindo o

coração, sem aumentar os requerimentos

da energia deste órgão.

CIRCULAÇÃO COLATERAL - Circulação

que se forma por vias secundárias

quando é interrompido o

condutor principal.

CIRCULAÇÃO PORTA - Passagem

de sangue do intestino, estômago e

baço pelo fígado (pela veia porta) e

sua saída pela veia supra-hepática.

CIRCULAÇÃO PULMONAR - Ou

pequena circulação. Circulação de

ida e volta do coração aos pulmões.

CIRCUNCISÃO - Remoção cirúrgica

do prepúcio, ou prega da pele que

cobre a extremidade do pênis, praticada

como um rito judaico e em

algumas regiões. Na maioria das

crianças, o prepúcio se retrai totalmente

por volta dos seis anos. O

prepúcio ajuda a proteger a glande

do pênis contra uma irritação da

fralda. Uma lavagem diária debaixo

do prepúcio deve evitar uma inflamação

ou infecção. Se a abertura

do prepúcio estiver do tamanho

de um furo de alfinete, ou ocorrer

uma inchação ao urinar, ou houver

ataques repetidos de balanite, pode

ser necessária a circuncisão por

motivos médicos. Não tente puxar

para trás o prepúcio antes dos três

ou quatro anos. Ele ainda não está

solto, e as tentativas muito entusiasmadas

de fazer isso podem provocar

dor ou uma escoriação. Nas

regiões de deserto, o risco de areia

sob o prepúcio pode justificar a circuncisão.

(V. Balanite.)

CIRCUNDUÇÃO - Movimento circular

contínuo.

CIRCUNSCRITO - Bem limitado.

CIRCUNVOLUÇÃO - Dobra ou prega

em qualquer órgão. Usa-se o termo

especialmente para as dobras do

cérebro, separadas umas das outras

por cisuras.

CIRRO - Carcinoma endurecido com

grande predominância de tecido

conjuntivo.

CIRRÓIDE - Semelhante ao cirro.

CIRROSE - Doença hepática crônica

caracterizada por alterações

macro e microscópicas, com transformação

nodular no fígado e resultante

do processo cicatricial de reparação

nodular. Existem muitas

causas. O abuso do álcool é uma das

principais causas da cirrose. (V. Alcoolismo.)

Constitui geralmente

uma enfermidade de adultos; é três

vezes mais comum nos homens do

que nas mulheres, e provoca endurecimento

do fígado por causa do

excessivo desenvolvimento de elementos

de tecido conjuntivo em

detrimento das células hepáticas

verdadeiras.

CIRROSO - Duro, com predominância

do tecido conjuntivo.

CIRSOCELE - V. Varicocele.

CIRSÓIDE - Semelhante a varizes.

CIRSOTOMIA - Incisão de varizes.

CIRURGIAS - É a técnica de tratar

lesões ou enfermidades por processos

operatórios. Atualmente podese

intervir cirurgicamente em qualquer

parte do organismo.

CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO

- Especialidade que trata

malformações congênitas, tumores

benignos e malignos da tireóide,

paratireóide, glândulas salivares,

boca, laringe, faringe, seios paranasais

e tumores de pele da região cervical, da face e do couro cabeludo.

CIRURGIÃO - Médico especializado

em técnicas operatórias, que trabalha

sempre em equipe.

CISTECTASIA - Dilatação da bexiga.

CISTICERCO - Forma larvar da tênia.

CÍSTICO - Relativo a um cisto, ou à

bexiga ou à vesícula biliar.

CISTICOCETOMIA - Excisão do

canal cístico.

CISTICOTOMIA - Incisão do canal

cístico.

CISTITE - Termo médico para inflamação

aguda ou crônica da bexiga,

causada por microorganismos, geralmente

acompanhada de uma dor

forte e urina freqüente. A bexiga fica

na parte de baixo do abdome e recebe

a urina dos rins. Às vezes, entram

micróbios na bexiga causando

infecção e inflamação.

A cistite é mais comum nas mulheres,

pois os micróbios que geralmente

a provocam vêm do intestino,

e as aberturas da bexiga e dos

intestinos ficam mais próximos na

mulher. Para evitar a cistite, as mulheres

devem tomar um cuidado

especial com sua higiene pessoal.

Depois da evacuação, deve-se passar

o papel higiênico da frente para

trás; nunca na direção contrária. As

meias e calças de algodão são preferíveis

às apertadas. Os sintomas -

necessidade de urinar, pus na urina,

espasmos dolorosos durante a

micção, além de febre e, em casos

mais graves, pulso rápido, calafrios

e retenção da urina - geralmente

aparecem depois de uma relação sexual,

e as sofredoras devem sempre

urinar imediatamente após as

relações sexuais. Os pacientes com

sintomas devem levar uma amostra

de urina (uma porção colhida no

meio da urinação), num recipiente

esterilizado (pode ser um vidro fervido)

para o médico examinar. Os

exames podem confirmar o micróbio

comum do intestino (E. Coli), e

os antibióticos geralmente curam.

Nesse meio tempo, muito líquido

(2,5 l a 3,0 l de água por dia) e um

álcali (como a mistura de citrato de

potássio) - uma colherada em meio

copo de água, três vezes ao dia -

podem amenizar.

Os ataques periódicos e a não melhora

indicam a necessidade de um

exame especializado.

Alguns pacientes com sintomas periódicos

nunca mostram a evidência

de micróbios. O problema pode

ser de sensibilidade às substâncias

químicas ou à borracha dos anticoncepcionais,

produtos de banho perfumados

ou desodorantes.

Algumas mulheres temem estar

com uma doença venérea, pois os

sintomas quase sempre ocorrem nos

primeiros meses de atividade sexual;

embora essa geralmente não seja

a causa, elas devem mostrar essas

preocupações ao médico, ou comparecer

a uma clínica especializada

para que possam ser realizados

mais alguns exames.Depois da menopausa, os tecidos

em volta da bexiga morrem, e a vagina

fica delicada e fácil de inflamar,

de modo que a cistite pode se

tornar comum novamente. Aqui, as

pomadas de estrogênio geralmente

ajudam os outros tratamentos.

Até mesmo um único ataque de cistite

numa criança requer um exame

especializado, para assegurar que a

infecção não está subindo para os

canais do rim, vindo da bexiga.

CISTO - Um acúmulo de fluido numa

parte do corpo. Lesão normalmente

ovalada ou circular, com conteúdo

líquido no seu interior. O cisto

comum na pele se deve ao fluido

numa glândula produtora de óleo

obstruída. É conhecido como cisto

ou quisto sebáceo, e o melhor tratamento

é a remoção cirúrgica - uma

operação minúscula. Se não forem

retirados, os cistos podem infeccionar

e causar problemas.

CISTOCELE - Hérnia da bexiga.

CISTO DENTÁRIO - Cisto na raiz

de um dente, geralmente contendo

material estéril e colesterol.

CISTO DERMÓIDE - Cisto congênito

que contém ossos, pêlos, unhas,

etc., encontrado no abdome. Resulta

de inclusão de um embrião em outro.

Este tipo de cisto, talvez de origem

pré-natal, cresce lentamente e

não se propaga, mas à medida que

a pessoa envelhece ele pode irritar

as partes do corpo, por isso se recomenda

sua extirpação cirúrgica.

CISTO HIDÁTICO - Cisto encontrado

no homem e nos animais e que

contém uma tênia em sua forma

larvar de cisticerco.

CISTO NO OVÁRIO - Inchação

cheia de fluido que pode se desenvolver

num ou nos dois ovários.

Não deve haver sintomas, a não ser

que ele seja torcido e provoque dor.

Os cistos podem, às vezes, provocar

menstruações irregulares, e os

cistos de chocolate da endometriose

estão associados a menstruações

dolorosas.

Às vezes, os cistos são notados

somente quando ficam grandes o

suficiente para provocar um aumento

na cintura. Um cisto no ovário

requer investigação médica, pois

pode, ocasionalmente, conter um

tumor. (V. Dismenorréia.)

CISTO PILONIDAL - É representado

por uma formação sob a pele, no

fim da coluna dorsal, que pode conter

folículos pilosos e secreta fluidos

sebáceos e de outros tipos, não

tendo orifício de saída. Isto causa a

formação do cisto que pode infeccionar

e tornar-se doloroso.

CISTOPTOSE - Prolapso da mucosa

da bexiga na uretra.

CISTORRAGIA - Hemorragia vesical.

CISTOSCÓPIO - Instrumento para

exame no interior da bexiga, dos

cureteres e dos rins.

CISTO SEBÁCEO - V. Cisto.

CISTO SINOVIAL - Cisto da membrana que envolve as articulações

(membrana sinovial).

CISTÓSQUISE - Ferida na bexiga.

CISTOSTOMIA - Abertura de comunicação

da bexiga com o exterior.

CISTO SUBCONDRAL - Cisto localizado

logo abaixo da cartilagem

que protege o osso.

CISTO TIREOGLOSSO - Lesão

cística congênita, localizada na linha

média, normalmente acima do

pomo de Adão, de tratamento cirúrgico.

CISTOTOMIA - Incisão da bexiga.

CITODIAGNÓSTICO - Contagem e

classificação das células dos líquidos

orgânicos para fins diagnósticos.

CITÓLISE - Desintegração da célula.

CITÔMETRO - Instrumento para

contagem celular.

CITOTÓXICO - Que é tóxico para a

célula.

CLAMP - Pinça para hemostasia, ou

para comprimir tecidos ou órgãos.

CLARIFICANTE - Substância empregada

para tornar límpida uma solução.

CLASSIFICAÇÃO DE LANDSTEINER

- Classificação dos tipos

sangüíneos adotada pela OMS.

Compreende os quatro tipos: A, B,

AB e O, além de subtipos. O grupo

O é chamado universal.

CLAUDICAÇÃO - Fraqueza momentânea

de um membro.

CLAUDICAÇÃO INTERMITENTE -

Ato de mancar, devido à isquemia

dos músculos da perna.

CLAUDICAR - O mesmo que mancar.

CLAUSTROFOBIA - Temor mórbido

dos recintos fechados.

CLAVÍCULA - Osso ligado ao esterno

e à omoplata.

CLEPTOMANIA - Neurose em que

o paciente sente impulso irresistível

a furtar.

CLIDO - Relativo à clavícula.

CLIDOCOSTAL - Relativo à clavícula

e às costas.

CLIDOTOMIA - Seccionamento da

clavícula.

CLIMATÉRIO - Menopausa. Idade

da cessação da menstruação.

CLIMATOLOGIA - Estudo dos climas

em relação ao tratamento das

doenças.

CLÍNICA - Casa de Saúde. Hospital

pequeno. Instituição para tratamento

de doentes.

CLÍNICO - Relativo à doença.

CLISTER - Introdução no intestino,

pelo ânus, de pequena quantidade

de água, medicamento ou alimento.

CLITORIDECTOMIA - Extirpação

do clitóris.

CLITÓRIS - Órgão sexual feminino.

Massa de tecido erétil rico em filetes

nervosos e situado na junção dos

pequenos lábios.

CLITORITE - Inflamação do clitóris.

CLOASMA GRAVÍDICO - Pigmentação

bronzeada no rosto, em certos

casos de gravidez.

CLONAGEM - A clonagem da ovelha

Dolly em 1997, a partir de células

de um animal adulto, foi o acontecimento

científico mais espetacular

dos últimos anos, e continua tendo

desdobramentos em novas experiências.

Ela foi feita pelo cientista

Ian Wilmut, do Instituto Roslin de

Edimburgo/Escócia. A tarefa não

foi fácil, houve muitos erros: antes

de obter um clone saudável, os escoceses

fizeram cerca de 400 tentativas

fracassadas. A fêmea adulta

usada como doadora do material

genético morreu antes da experiência;

suas células foram congeladas

em tubo de ensaio. Depois de Dolly

foram clonados diversos animais e

nenhum deles foi copiado a partir

de um animal adulto. Dolly está envelhecendo

precocemente e pode

morrer mais cedo; mas Bonnie, o

primeiro filhote de Dolly, gerado

naturalmente é saudável.

Na Grã-Bretanha em 1998, a Comissão

de Genética Humana, juntamente

com a autoridade de embriologia

e fertilização humana,

recomendou a clonagem de embriões

humanos para a produção de tecidos

e órgãos para transplantes,

cura do mal de Parkinson e de alguns

tipos de câncer. A técnica para

isso é semelhante à da clonagem de

Dolly: retira-se o núcleo de um óvulo

que, com uma corrente elétrica,

é fundido a uma célula somática

humana. Ele é cultivado por duas

semanas em laboratório para desenvolver

um aumento suficiente das

chamadas “células-tronco”. Entretanto,

a clonagem humana está

suspensa na Grã-Bretanha, nos Estados

Unidos e outros países e condenada

pela Igreja Católica. Cientistas

japoneses transferiram material

genético (DNA) de uma vaca

adulta para óvulos não fecundados

dos quais retiraram o núcleo, os

óvulos resultantes desta fusão foram

implantados em cinco vacas e

a gravidez foi bem-sucedida em

quatro delas. Cientistas americanos

clonaram bezerros com uma diferença,

usaram células de um feto em

vez de um animal adulto.

A clonagem da ovelha Dolly contou

com efetiva participação de

Lawrence C. Smith, um paulistano,

filho de ingleses, formado pela

Unesp de Jaboticabal/SP; ele fez

mestrado em Genética Animal na

Universidade de Edimburgo/Escócia

e doutorado no Instituto Roslin,

onde desenvolveu a técnica de

clonagem por transferência nuclear,

que sete anos depois daria origem

à ovelha Dolly. Em Montreal,

Canadá, ele comandou a clonagem

de um bezerro, o Estarbuck II, feita

a partir de células congeladas de

animal já morto, o EstarbucK I, um

touro premiado.

O Congresso Americano decidiu

proibir a clonagem de embriões humanos mesmo para fins terapêuticos;

entretanto cientistas da

Advanced Cell, empresa de biotecnologia,

anunciaram em novembro

de 2001 terem criado o primeiro

clone humano, na verdade uma bolinha

com cerca de 100 células que

nem sequer é ainda um embrião, e

recebe o nome técnico de “blasticisto”.

Querem usá-la para cultivar

tecidos que podem salvar pessoas

que sofrem de doenças neurológicas,

e dezenas de outras com a chamada

“Clonagem terapêutica”.

Também o médico italiano Antinori

insiste em realizar experiências de

clonagem humana, apesar do repúdio

a essa técnica em todo o mundo,

tendo anunciado em 2002 que

uma paciente inglesa teria sido usada

para essa clonagem, informação

depois desmentida, assim como o

fracasso das tentativas da Advanced

Cell. No Brasil, a primeira clonagem

de um animal foi feita em março

de 2001, com o nascimento da

bezerra Vitória nos arredores de

Brasília. Ela se desenvolveu a partir

de uma célula embrionária: os

pesquisadores dividiram em várias

células um embrião retirado de uma

vaca que, normalmente, geraria somente

um filhote. Cada uma dessas

células, a seguir, foi implantada em

um óvulo e cada qual gerou novo

embrião, sendo que Vitória nasceu

de um deles. Rodolfo Rumpf, da

Embrapa - Empresa Brasileira de

Pesquisa Agropecuária, foi o coordenador

da clonagem e usou técnica

desenvolvida no Canadá pelo

cientista brasileiro Lawrence Smith,

que participou desde o início da

clonagem de Dolly. Em abril de

2002, a equipe do professor José

Antônio Visintin, da USP, realizou

em Campinas/SP, uma clonagem

com célula de uma vaca adulta

nelore, a primeira dessa raça no

mundo. Esperava-se o nascimento

de uma bezerra, mas, para surpresa

geral, nasceu um bezerro. Rodolfo

Rumpf, que clonou a bezerra Vitória,

afirma que o caso recente do

inesperado bezerro não tem explicação,

porque o sexo já está definido

na célula somática. O bezerro

nasceu por cesariana.

CLONE - Ser resultante da nova técnica

de clonagem. (V. Clonagem.)

CLÔNICA - Contração espasmódica

irregular e de certa duração.

CLÔNICO - Contração alternada

com relaxamento.

CLONO - Contrações clônicas.

CLORAÇÃO - Tratamento pelo

cloro.

CLORADO - Impregnado de cloro.

CLORALISMO - Intoxicação pelo

cloro.

CLOREMIA - Excesso de cloretos no

sangue.

CLORETO DE SÓDIO - Sal de cozinha.

CLORO - Mineral necessário para

manutenção do pH gástrico; permite

digestão adequada dos alimentos e favorece melhor absorção dos

elementos constitutivos dos carboidratos

e gorduras.

CLOROFÓRMIO - Líquido incolor

com leve odor de éter, também chamado

“triclorometano”, utilizado

como anestésico. Em doses excessivas

e habituais pode produzir intoxicação,

lesões de fígado e rim, e

outras enfermidades.

CLOROFORMIZAÇÃO - Anestesia

geral pelo clorofórmio.

CLOROPIA - Perturbação visual na

qual os objetos parecem coloridos

de verde.

CLOROPSIA - V. Cloropia.

CLOROSE - Forma especial de anemia

na puberdade, principalmente

em meninas, com ausência ou deficiência

de menstruação, inapetência

e outros sintomas. Atualmente quase

desaparecida.

CLORÓTICO - Com clorose.

CLOSTRIDIUM BOTULINUM -

Bacilo do Botulismo.

CLOSTRIDIUM TETANI - Bacilo do

Tétano. É dotado de esporos.

CLOSTRIDIUM WELCHI - Bacilo

da Gangrena gasosa.

CLOWNISMO - Atitudes grotescas

que se observam na histeria. Da

palavra inglesa clown, palhaço.

COAGULAÇÃO - Espessamento de

um líquido (sangue, leite e outros)

formando coágulos. Quando ocorre

uma hemorragia, a substância do

sangue chamada “fribrinogênio”

atua no sentido de produzir fibrina

em forma de fibras filiformes, as

quais retêm os glóbulos brancos e vermelhos

dando origem ao coágulo.

COALESCÊNCIA - União de duas ou

mais partes que se achavam separadas.

COALTAR - Alcatrão. Produto da

destilação do carvão de pedra ou

carvão mineral.

COANAS - Os dois orifícios pelos quais

as fossas nasais se abrem na faringe.

COAPTAÇÃO - Adaptação recíproca

de fragmentos de um osso

fraturado.

COARCTAÇÃO - Compressão das

paredes de um vaso.

COBALTO - Elemento químico cuja

falta no organismo acarreta anemia.

COBRE - Nutriente essencial para o

organismo humano, cuja deficiência

ocorre apenas em casos de má

nutrição protéica, no Sprue e outras

raras doenças que provocam perda

de cobre pela urina. Junto com o

ferro, o cobre forma os glóbulos

vermelhos e é importante componente

na mielina, que recobre os

nervos. Participa no metabolismo

do colágeno, que é a proteína estrutural

mais abundante no organismo;

também participa na formação

de pigmentos da pele. O cobre forma

parte da enzima superóxido

dismutase citoplasmática que precisa

dele e do zinco para inibir os

produtos oxidativos vindos do metabolismo

do oxígênio.

COCAÍNA - Alcalóide extraído de

folhas da coca, há séculos usado em

procedimentos médicos como anestésico,

especialmente em oftalmologia.

Tóxico muito usado no mundo

inteiro acarretando dependência

química e vício. Atualmente seu uso

está proibido.

COCAINISMO - Intoxicação pela

cocaína.

COCAINIZAÇÃO - Anestesia pela

cocaína.

COCAINOMANIA - Distúrbio mental

acarretado pela aspiração viciosa

de cocaína.

COCÇÃO - Ação de cozinhar.

COCCIGECTOMIA - Extirpação do

cóccix.

COCCIGIANO - Referente ao cóccix.

CÓCCIX - Pequenino osso, ou último

da parte inferior da coluna vertebral,

também chamado “osso da

cauda”. O nome é de origem grega

e faz menção à sua forma, a qual se

assemelha ao bico do cuco.

COCEIRA - Causada por uma leve

irritação na pele, ela é sintoma comum

de várias doenças de pele. A

ação de unhar a pele pode curar a

coceira temporariamente, enchendo

as mensagens que percorrem os

nervos com outras mais intensas;

mas, no longo trajeto isso geralmente

piora, aumentando a irritação.

Para uma coceira leve, uma loção

de calamina é sempre eficaz. Se não

for, procure o médico, pois talvez

haja uma doença de pele que pode

ser tratada. (V. Escabiose.)

COCOBACILO - Microorganismo

intermediário entre coco e bacilo.

COCOS - Bactérias arredondadas.

Conforme a coloração em laboratório,

dividem-se em gram positivo

e gram negativo.

CODEÍNA - Um dos alcalóides do

ópio; por sua constituição química

é aparentado com a morfina, tendo

ação similar à ela. Usado para reduzir

a sensibilidade à dor e contra

tosse.

CÓDEX - Farmacopéia. Formulário

oficial.

COFOSE - Perda total de audição.

COLAÇÃO - Refeição rápida, entre

duas refeições principais.

COLÁGENO - Substância basal que

constitui as fibras do tecido conjuntivo.

COLAGENOSE - Reação inflamatória

e degenerativa do colágeno da

pele, artérias, tecidos articulares,

etc. observada em várias doenças

cutâneas, vasculares e artríticas.

COLAGOGO - Medicamento que

aumenta o fluxo da bílis.

COLANGIOGRAMA - Radiografia

do sistema biliar.

COLANGITE - Inflamação dos canais

biliares.

COLAPSO - Diminuição ou inibição

repentina da excitabilidade

nervosa ou de qualquer função vital, por exemplo no colapso cardíaco

e colapso nervoso. Estado de

depressão e prostração extremas.

Diz-se também do achatamento

das paredes de um vaso ou achatamento

de um órgão. Ex.: colapso

do pulmão.

COLAPSOTERAPIA - Antigo tratamento

da tuberculose pulmonar

pela imobilidade do pulmão, que se

conseguia por vários meios, como

o pneumotórax, a frenicectomia, a

costectomia, etc.

COLCHICINA - Alcalóide solúvel

em água, derivado do cólquico usado

como analgésico no tratamento

da gota. (V. Gota.)

COLE - Prefixo que significa “bílis”.

COLECISTECTASIA - Dilatação da

vesícula biliar.

COLECISTECTOMIA - Remoção da

vesícula biliar.

COLECISTENTEROSTOMIA - Intervenção

cirúrgica para abrir ligação

entre a vesícula biliar e o intestino.

COLECISTITE - Inflamação da

vesícula biliar.

COLECISTOGRAFIA - Radiografia

da vesícula biliar.

COLECISTOLITÍASE - Litíase biliar.

Cálculos na vesícula ou nos canais

biliares. Também se diz “Colelitíase.”

COLECISTOSTOMIA - Formação

de abertura da vesícula biliar para

o exterior.

COLECISTOTOMIA - Incisão da

vesícula biliar.

COLECTOMIA - Remoção total ou

parcial do cólon.

COLEDOCODUODENOSTOMIA

- Formação de comunicação cirúrgica

entre o canal colédoco e o

duodeno.

COLEDOCOENTEROTOMIA -

Abertura cirúrgica do canal colédoco

ao intestino.

COLEDOCOLITOTOMIA - Incisão

do canal colédoco para retirada de

um cálculo.

COLEDOCOLITOTRIPSIA - Esmagamento

de um cálculo dentro do

canal colédoco.

COLEDOCOSTOMIA - Abertura cirúrgica

do canal colédoco para escoamento.

COLEDOCOTOMIA - Incisão do

canal colédoco.

COLEDOCTOMIA - Ablação de

parte do canal colédoco.

COLÉICO - Relativo à bílis.

COLELITÍASE - Existência de cálculos

biliares. (V. Colecistolitíase.)

COLÉLITO - Cálculo biliar.

COLÊMESE - Vômito de bílis.

COLEMIA - Presença de pigmentos

biliares no sangue.

CÓLERA - Doença infecciosa, aguda

e contagiosa caracterizada por forte

diarréia, que leva a uma depleção de

fluido, cólicas e colapso. Após cinco ou seis dias em que a pessoa foi

infectada, começa a diarréia com

evacuação violenta que, ao final, se

reduz praticamente a mucosidade e

a água; começam em seguida os vômitos

e depois o colapso, a pele perde

a elasticidade, ocorrem cãibras

musculares, os olhos tornam-se fundos

e a voz enfraquece. Com a perda

constante de água, a sede tornase

aguda, o pulso se acelera e enfraquece

e a pressão sangüínea cai. São

necessários cuidados médicos urgentes.

É causada pela bactéria Vibrio

cholerae que invade os intestinos e

pode se propagar pela água contaminada.

Enfermidade alcança maior

extensão em climas quentes e

úmidos. Ocorre em epidemias, particularmente

na Ásia, África e Mediterrâneo;

é importante que as

pessoas que forem viajar para essas

e outras regiões de risco sejam

vacinadas. As vacinações oferecem

uma proteção parcial; a melhor

prevenção é o cuidado rigoroso com

alimentos e bebidas (principalmente

água, moluscos e alimentos crus).

CÓLERA INFANTIL - Diarréia de

verão das crianças.

COLERÉTICO - Que estimula a secreção

da bílis. V. Colagogo.

COLERIFORME - Semelhante ao

cólera.

COLERINA - Forma leve e esporádica

do cólera.

COLERRAGIA - Descarga excessiva

de bílis.

COLESTEATOMA - Tumor do ouvido

com transformação e degeneração

da mucosa.

COLESTEROL - O colesterol é o

principal esteróide do ser humano,

servindo como uma matéria-prima

para um grande número de substâncias

fundamentais, como os hormônios

e a membrana celular.

Substância adiposa que circula no

sangue e serve de base a processos

químicos desenvolvidos no organismo.

Presente em diversos alimentos,

como carne, manteiga e ovos.

O seu excesso na corrente sangüínea

resulta no enrijecimento prematuro

das artérias e em doenças cardíacas.

O colesterol deposita-se em placas

nas paredes interiores das artérias,

que perdem elasticidade; reduz-se

o fluxo sangüíneo pela porção arterial

afetada ou ocorre o desprendimento

de um pedaço da parede engrossada

que bloqueia o fluxo aos

tecidos servidos pela artéria. Se isto

ocorrer nas artérias que transportam

o sangue ao músculo cardíaco produz-

se a Trombose coronária. Atualmente,

os cardiologistas recomendam

a redução do consumo de gordura

animal e o uso de óleos vegetais

que têm baixos teores de

colesterol, assim como exercícios

físicos. (V. Artrose e Doenças cardíacas.)

COLIBACILO - Bactéria responsável

pela Colibacilose (V. Colibacilose).

COLIBACILOSE - Infecção generalizada

pelo colibacilo.

CÓLICA - Violenta contração da

musculatura da parede de certas

vísceras do organismo, provocando

dor intermitente e aguda no abdome.

Originalmente referia-se à dor

no cólon (intestino grosso), mas

hoje em dia é usada para descrever

uma dor periódica aguda em vários

órgãos - cólica intestinal, cólica

biliar, cólica renal, etc. Os adultos

devem procurar o médico para um

exame. A cólica indicada por gritos

de dor é comum nos bebês até por

volta dos três meses de idade.

CÓLICA BILIAR - V. Cólica hepática.

CÓLICA DE CHUMBO - Cólica

saturnina, intoxicação pelo chumbo

(freqüente entre os gráficos).

CÓLICA HEPÁTICA - Dor forte

provocada pela passagem ou encravamento

de um cálculo nos canais

biliares.

CÓLICA MENSTRUAL - Dor forte

durante a menstruação.

CÓLICA NEFRÉTICA - Cólica

urinária, obstrução do ureter por um

cálculo.

CÓLICA RENAL - Às vezes formamse

cálculos dentro do rim - geralmente

na parte coletora do rim, ou

pelve. (V. Pielonefrite.) Se for pequeno,

o cálculo pode tentar passar

do rim para a bexiga através de um

tubo estreito conhecido como

ureter. Isso geralmente provoca uma

dor forte, que vem em espasmos e

é conhecida como “cólica renal”.

Essa dor geralmente começa no

lombo e se espalha para baixo, em

direção à virilha do mesmo lado.

Pode vir acompanhada de sangue na

urina, devido ao ferimento que

ocorre no ureter quando o cálculo

passa por ele. A condição requer tratamento

especializado, e é sempre

melhor tratá-la num hospital, onde

estão disponíveis raios X e outros

tipos de exames. A presença de sangue

na urina (hematúria) é sempre

um indício de que algo está errado,

e requer cuidados médicos. (V. Cálculo,

Doença do rim, Próstata.)

CÓLICA SATURNINA - Cólica de

chumbo.

CÓLICAS UTERINAS - Dores sentidas

após o parto, em virtude da contração

do útero para voltar ao tamanho

normal. (V. Parto.)

CÓLICO - Relativo ao cólon.

COLIFORME - Bactéria semelhante

ao colibacilo ou Escherichia coli.

COLINÉRGICO - Que desprende

acetilcolina, que age como acetilcolina.

COLÍRIO - Todo medicamento, quer

líquido quer seco ou em pomada,

que se aplica nos olhos.

COLITE - Inflamação do cólon, a parte

terminal grossa do intestino que se

estende desde o ceco e o reto. Geralmente

associada a uma dor no

abdome e diarréia, acompanhada de

um muco ou até mesmo de sangue.

A colite ulcerativa é uma forma séria

e debilitante. Existem vários remédios

disponíveis que podem ajudar. Ocasionalmente, uma parte do intestino

pode ter que ser removida se a

colite persistir, e é realizada uma

ileostomia. (V. Ileostomia.)

COLO - A porção mais estreita de

um órgão.

COLO DO ÚTERO - A parte do útero

que se abre no parto. Está situado

profundamente no interior do

conduto sexual, tendo a forma de

pequeno cilindro oco, e cerca de 5

cm de comprimento por 2,5 cm de

largura. O canal do colo uterino fica

hermeticamente fechado durante a

gravidez por um grosso tampão de

muco que impede a penetração de

infecções na matriz. Ao chegar o

momento do parto o tampão é expulso,

e o sangue expelido indica o

começo do parto, na maioria das

mulheres. A abertura do colo uterino

se dilata gradualmente até permitir

a passagem do bebê, o que é

acompanhado pelas conhecidas dores

de parto. Terminado o parto o

colo uterino se encolhe rapidamente

até recuperar suas dimensões normais.

Ele pode sofrer infecções por

infecções, inflamações e câncer.

COLOBOMA - Fenda no olho.

COLOCOLOSTOMIA - Anastomose

do cólon a outra porção do mesmo

órgão.

COLÓDIO - Piroxilina dissolvida

em álcool e éter.

COLOENTERITE - Enterocolite, inflamação

do cólon e do intestino

delgado.

COLOFÔNIA - Resina de pinheiro.

Breu.

COLÓIDE - Estado físico-químico

de certos não eletrólitos em solução.

Não atravessam as membranas

semipermeáveis.

CÓLON - Porção do intestino grosso

que vai do ceco ao reto.

COLONCENTESE - Punção do cólon.

COLÔNIA - Grupo de bactérias num

meio de cultura.

COLOPEXIA - Fixação cirúrgica do

colo uterino.

COLOPTOSE - Queda do cólon.

COLORAÇÕES ESPECÍFICAS - Colorações

outras que não as rotineiras

de preparados histológicos e que

se prestam para evidenciar agentes

etiológicos ou componentes teciduais

de forma mais definida. Existem

em grande número e seu uso

pode ser rotineiro ou eventual, dependendo

do material a ser examinado.

COLORÍMETRO - Instrumento para

verificar o grau de coloração de um

líquido.

COLOSCOPIA - Exame do cólon

por meio de um coloscópio.

COLOSCÓPIO - Instrumento que se

introduz pelo ânus, munido de uma

lâmpada e espelho, para exame do

cólon.

COLOSTOMIA - Produção cirúrgica

de uma nova abertura do intestino

grosso, na região do abdome,

para permitir a evacuação quando inutilizados os condutores retal e

anal normais. Ela é necessária após

a remoção de uma parte grande de

intestino infeccionada. A evacuação

é feita dentro de sacos de politeno,

o que tem tornado a vida do paciente

mais fácil. Os métodos cirúrgicos

desenvolvidos têm tido resultado,

em muitos casos, na ação intestinal

regular e previsível; assim,

o sofredor, raramente, precisa

agüentar um saco plástico sujo por

muito tempo. Os problemas do começo,

das evacuações erráticas e do

odor, são superados em grande parte.

Em alguns lugares, existem grupos

que ajudam os sofredores da

colostomia. (V. Ileostomia.)

COLOSTRO - Líquido leitoso que

as glândulas mamárias segregam

dias antes e depois do parto.

COLOTOMIA - Incisão do cólon.

COLPALGIA - Dor na vagina.

COLPEURINTER - Bolsa de borracha

para dilatação da vagina.

COLPITE - Inflamação da vagina.

COLPOCELE - Hérnia da vagina.

COLPOCISTOCELE - Hérnia da bexiga

através da vagina.

COLPOCISTOPEXIA - Operação

para enurese (incontinência de urina),

que consiste em ligar o colo da

bexiga à parede vaginal.

COLPO-HISTERECTOMIA - Ablação

do útero por via vaginal.

COLPO-HISTEROTOMIA - Incisão

do útero por via vaginal.

COLPOPERINEOPLASTIA - Cirurgia

plástica da vagina e do períneo.

COLPOPERINEORRAFIA - Operação

reparadora em torno da vagina

e do períneo.

COLPOPLASTIA - Operação plástica

na vagina.

COLPOPTOSE - Queda da vagina.

COLPORRAFIA - Reparo cirúrgico

em redor da vagina.

COLPORRAGIA - Hemorragia vaginal.

COLPORRÉIA - Leucorréia, secreção

vaginal mucosa e esbranquiçada.

COLPOS - O mesmo que Vagina.

COLPOSCOPIA - Exame de prevenção

do câncer do colo do útero.

COLPOSCÓPIO - Instrumento para

exame visual da vagina.

COLPOTOMIA - Incisão da vagina.

COLUNA VERTEBRAL - É um dos

elementos estruturais do corpo mais

importante; constitui um eixo em

torno do qual se ordenam outras

partes essenciais do corpo. Vista de

frente aparece como uma linha reta;

se esta linha se altera formando uma

arco para um ou outro lado produzse

uma escoliose ou desvio da coluna

vertebral. (V. Escoliose.) O

conjunto das vértebras.

COLUNA VERTEBRAL, FRATURA

DA - Ocorre quando há ruptura de

alguns dos seus ossos. As fraturas

mais graves são as da região do pescoço

onde se concentram maior quantidade de nervos relacionados

com outras partes do corpo do que

em qualquer outra parte da coluna.

A fratura com maiores conseqüências

é a que atinge ou rompe a medula

espinhal provocando hemorragias.

Para a medula, tão grave como

a própria fratura pode ser a separação

violenta de duas ou mais vértebras

sem chegar a fraturá-las.

COLÚRIA - Bílis na urina.

COLUTÓRIO - Medicamento para

aplicação na boca e na garganta.

COMA - Estado de perda total da

consciência, do qual o paciente não

pode ser acordado, nem mesmo

com estímulos intensos. Existem

várias causas, como overdose de

drogas ou álcool e doenças ou

ferimentos no cérebro. Existe também

o coma diabético que ocorre

na hipoglicemia. O leigo deve procurar

auxílio médico imediato. O

paciente deve ser colocado numa

posição confortável e ser mantido

aquecido. Não dê nada, pois colocar

líquidos à força na garganta de

uma pessoa inconsciente irá provavelmente

provocar um choque.

Qualquer coisa apertada no pescoço

deve ser removida, e o paciente

deve ficar em observação para ver

se ele está respirando. Se não estiver,

pode ser necessária uma respiração

artificial. (V. Asfixia e Respiração

artificial.)

COMADRE - Recipiente para receber

as excreções do doente.

COMA INDUZIDO - Estado a que

é levado um paciente através de medicação

específica quando precisa

ser mais bem observado pela equipe

médica.

COMATOSE - Estado de coma.

COMATOSO - Em estado de coma.

COMA VIGIL - Coma em que de vez

em quando o doente delira.

COMEDÃO - Acne, espinhas. Acumulação

de secreção sebácea num

folículo piloso.

COMISSUROTOMIAS VALVARES

- Abertura cirúrgica das comissuras

das valvas cardíacas possuidoras de

estenose congênita ou adquirida

(popularmente chamadas valvas

entupidas). Esta abertura cirúrgica

das valvas constitui-se na secção da

fibrose que ocasiona a fusão das

bordas comissurais das cúspides

valvares.

COMOÇÃO - Abalo ou choque violento

de parte do corpo por golpe

ou queda; designa também o estado

mórbido resultante de tais acidentes.

(V. Concussão.)

COMOÇÃO CEREBRAL - Equivale

a uma paralisia da função do cérebro,

não causada por fratura ou

laceração. Podem surgir sinais de

hemorragia ou perda de sangue nas

membranas que recobrem o encéfalo.

São produzidos, às vezes,

transtornos na circulação do líquido

espinhal para o encéfalo, achatamento

da substância branca deste

último ou lesão e destruição das fibras

que unem suas diferentes partes. Em si mesma, a comoção cerebral

raramente leva à morte.

COMOSO - Com muito cabelo.

COMPATÍVEL - Que pode ser misturado

sem resultado danoso.

COMPLEXO - Segundo Freud, conjunto

de idéias associadas a um estado

de recalque.

COMPLEXO DE CAIM - Rivalidade

entre irmãos.

COMPLEXO DE DIANA - Tendência

máscula na mulher.

COMPLEXO DE ÉDIPO - Atração

do filho pela mãe, com hostilidade

ao pai.

COMPLEXO DE ELECTRA - Repressão

do desejo sexual de uma filha

pelo próprio pai.

COMPLEXO DE INFERIORIDADE

- Sensação de inferioridade produzindo

timidez ou agressividade exagerada.

COMPLICAÇÃO - Numa doença, o

aparecimento de distúrbios gerados

pela causa principal.

COMPORTAMENTO - Conduta,

modo de proceder.

COMPRESSA - Pedaço de gaze dobrada,

de pano, ou de outro material,

para aplicação local em qualquer

parte do corpo, com a finalidade de

aliviar inflamações, produzir pressão

ou evitar hemorragias. A compressa

pode ser seca ou úmida,

quente ou fria e, às vezes, perfurada

para permitir drenagem ou observação

da porção subjacente da

pele.

CONCAVIDADE - Depressão.

CONCENTRAÇÃO - Quantidade de

uma substância dissolvida numa

solução.

CONCEPÇÃO - Impregnação do

óvulo pelo espermatozóide.

CONCREÇÃO - Cálculo, pedra.

CONCUSSÃO - Injúria cerebral

provocada por uma violência dissonante

na cabeça, que pode resultar

num atordoamento, vômito ou perda

da consciência. (V. Coma.) Uma

concussão grave pode estar associada

a outras injúrias, como fratura

de crânio, e é geralmente seguida

de uma perda de memória (V. Amnésia.)

e dores de cabeça. Chame

com urgência um médico, e uma

ambulância no caso de ferimento

grave na cabeça. Se o paciente estiver

inconsciente, trate-o como em

estado de coma, até que chegue a

ajuda.

Os sintomas que devem ser observados

seriamente, mesmo se o

ferimento da cabeça parecer insignificante,

são: ficar desmaiado (ainda

que por um segundo), náusea e

vômito, visão dupla, palidez e mudez.

Nessas circunstâncias, o paciente

deve ser levado a um hospital.

CONDENSAÇÃO - Transformação

de um gás em líquido ou de um líquido

em sólido.

CONDICIONAMENTO - Desenvolvimento, por meio de exercício

e treinamento de melhores condições

fisiológicas. Consiste em boa

alimentação, exercícios, ar puro,

descanso, sono, e outros hábitos

saudáveis.

CONDILARTROSE - Articulação

pelo sistema de côndilos.

CONDILECTOMIA - Ablação de um

côndilo.

CÔNDILO - Projeção arredondada

da extremidade de um osso.

CONDILOMA - Também conhecida

como “cristas de galo” ou “vegetação

venérea”. O agente responsável

ainda não é conhecido; julga-se de

origem virótica. É transmitida por

contato sexual. Manifesta-se pela

irritação da pele e das mucosas

(glande, vulva e vagina), que se tornam

vermelhas e enrugadas; surgem

depois botões isolados ou em grupos,

semelhantes a verrugas. Convém

tratá-las para não proliferarem

rapidamente. Desaparece completamente

quando tratada de imediato.

Os sintomas são mais facilmente

identificáveis no homem. Deve-se

prevenir o parceiro quanto à necessidade

de tratamento.

CONDOM - Camisa de Vênus,

envoltório de borracha ou de plástico

que envolve o pênis na cópula,

para proteger contra infecção ou

para evitar a concepção.

CONDRAL - Relativo a cartilagem.

CONDRALGIA - Dor numa cartilagem.

CONDRECTOMIA - Ablação de

uma cartilagem.

CONDRIFICAÇÃO - Formação de

cartilagens.

CONDRINA - Tecido cartilaginoso.

CONDRITE - Inflamação de uma

cartilagem.

CONDRODINIA - Condralgia, dor

numa articulação.

CONDROMA - Tumor benigno de

células cartilaginosas. Que pode

reaparecer depois da extirpação cirúrgica.

CONDROMALACIA - Amolecimento

das cartilagens.

CONDROTOMIA - Incisão de uma

cartilagem.

CONDRÓTOMO - Instrumento

para cortar cartilagens.

CONDUTA - Comportamento, maneira

de responder a certos estímulos.

CONDUTIVIDADE - Capacidade de

levar um estímulo de um ponto a

outro do organismo.

CONECTIVO - Que liga, conjuntivo.

CONFINAMENTO - Isolamento.

Recolhimento a um hospital.

CONFLUENTE - Que se une.

CONFUSÃO - Impossibilidade de

pensar com clareza.

CONGELAÇÃO - Significa estado

produzido pela exposição do corpo

ao frio excessivo, ou ao frio e vento

gelado. Os dedos dos pés e mãos são as primeiras partes do corpo

afetadas. A congelação é perigosa

e enganosa porque não produz nenhuma

sensação dolorosa para a

vítima. Em casos graves os tecidos

ficam tão irreparavelmente danificados

que sobrevém a gangrena,

quando pode ser necessária a amputação

de dedos e extremidades

inteiras. (V. Gangrena.)

CONGELAÇÃO, EXAME DE - Trata-

se de procedimento diagnóstico

anátomo-patológico rápido realizado

durante o ato cirúrgico, em que é

utilizado o micrótomo de congelação.

Permite, além do diagnóstico

durante a cirurgia da patologia do

paciente, avaliar o grau de invasão

dos tumores pelo exame das margens

cirúrgicas, linfonodos, etc, orientando

o cirurgião no sentido da maior

ou menor extensão do ato cirúrgico.

CONGÊNITO - Que nasce com o indivíduo,

que existe desde o nascimento

ou até antes do mesmo; não

adquirido.

CONGESTÃO - Acúmulo anormal

ou excessivo de sangue numa parte

do organismo.

CONGRESSO SEXUAL - Cópula,

coito, fornicação.

CONJUNTIVA - Membrana que recobre

a parte exterior do globo ocular

(conjuntiva ocular) e a face interna

da pálpebra (conjuntiva

palpebral).

CONJUNTIVITE - Inflamação da

membrana delicada que reveste o

olho e a parte de dentro das pálpebras.

Ela resulta num vermelho,

principalmente nos cantos do olho,

e numa secreção aguada ou viscosa.

As pálpebras podem ficar grudadas

de manhã. A condição se deve

freqüentemente a uma infecção,

mas pode também ser causada por

substâncias químicas ou alergia (febre

do feno). Os sintomas fracos

podem reagir a um banho com uma

solução de sal (uma colher de chá

de sal para cada ° litro de água), mas

o olho dolorido necessita de cuidados

médicos urgentes, pois podem

estar presentes outras condições

sérias. Qualquer problema nos

olhos deve ser mostrado a um médico.

O tratamento da conjuntivite

infecciosa comum é feito por meio

de colírios antibióticos. (V. Olhos.)

CONJUNTIVITE AGUDA CONTAGIOSA

- O nome popular para uma

conjuntivite bacteriana. (V. Olhos.)

CONJUNTIVITE GRANULOSA -

(V. Tracoma.)

CONSANGÜINIDADE - Parentesco

de pessoa do mesmo sangue.

CONSOLIDAÇÃO - Solidificação.

CONSTIPAÇÃO (Prisão de ventre)

- Retenção de matérias de defecação

no intestino por um tempo demasiadamente

longo ou dificuldade

anormal de evacuar. Dá-se quando

a evacuação intestinal é trabalhosa

e ocorre raramente ou com dificuldade.

O funcionamento saudável

do intestino é fácil e regular, embora haja uma enorme variação na

sua freqüência - talvez de duas ou

três vezes por dia até uma vez em

cada três dias. O que importa é a

facilidade com que ocorre.

A falta de fibras e exercícios físicos,

a pressa para trabalhar, ignorando,

às vezes, a necessidade de

evacuar, são as causas comuns da

constipação. Com o uso regular de

laxantes, os intestinos se tornam

menos sensíveis.

A constipação geralmente pode ser

corrigida com duas colheres de

farelo e cereal diariamente, frutas,

vegetais, mais exercícios físicos e

um tempo de manhã para acomodar

o hábito do intestino.

Laxantes ocasionais podem ser necessários,

se estiver viajando para

um lugar onde a água e os alimentos

forem diferentes. O uso regular

de laxante pode ser essencial para

alguns, mas só sob recomendação

médica. Avise ao médico sobre

qualquer mudança persistente nos

hábitos intestinais.

As crianças, num treinamento no

penico, devem ser encorajadas -

dando-se um tempo a elas - a fazer

funcionar o intestino diariamente

após o café da manhã. Encoraje-as

a fazer uma alimentação rica em

frutas, fibras, verduras e legumes.

Não se deve dar laxante às crianças,

a não ser sob instruções médicas.

CONSTITUCIONAL - Que afeta o

organismo inteiro.

CONSTITUIÇÃO - Temperamento.

Peculiaridade do organismo de cada

um.

CONSUMPÇÃO - Nome antigo e

popular da tuberculose.

CONTAGIOSIDADE - Grau de

transmissibilidade de uma doença.

CONTAMINAÇÃO - Presença de

micróbios vivos.

CONTRACEPÇÃO - Anticoncepção.

Ato ou meio de evitar a concepção.

CONTRA-EXTENSÃO - Tração da

extremidade proximal de um osso

fraturado para obter a coaptação.

CONTRA-INDICAÇÃO - Razões

para considerar um medicamento

não aconselhável em certos casos.

CONTRATURA - Contração muscular

duradoura, que causa dor local.

Deformidade provocada por partes

moles, o que impede a extensão

normal de uma articulação.

CONTROLATERAL - Do lado oposto.

CONTROLE DE NATALIDADE - V.

Prevenção da gravidez.

CONTUSÃO - Lesão corporal causada

por trauma sem solução de

continuidade. Provocada por violência

que não rompe a pele, mas

fere os tecidos. As mudanças de cor

devem-se ao sangramento dentro

dos tecidos danificados. O único

tratamento é o tempo, que faz com

que tudo volte ao normal. Se estiver

dolorido, uma compressa fria -

gaze molhada em água gelada -

pode ajudar. O olho roxo é uma variedade de contusão. O famoso pedaço

de carne é inútil. Quando se

produz o rompimento da pele a

lesão recebe o nome de “ferida

contusa”.

CONVALESCENÇA - Período de

gradual restabelecimento após uma

enfermidade, traumatismo ou operação.

Medidas como alimentação

equilibrada, dieta rica em ferro, verificação

diária da temperatura, são

medidas recomendadas para o convalescente.

CONVALESCENTE - O que venceu

a fase aguda da doença e permanece

alguns dias hospitalizado para o

seu restabelecimento completo.

CONVERSÃO - Em Psicologia,

quando uma emoção se converte em

manifestação física, como diarréia,

paralisia, hemorragia, etc. (V.

Somatização.)

CONVULSÃO - Contração violenta

involuntária e patológica dos músculos,

com perda da consciência,

com movimentos de contorção ou

contração de uma parte do corpo ou

do corpo todo; geralmente conhecido

como “espasmo”. Os espasmos,

às vezes, ocorrem em crianças

novinhas com temperatura alta;

sob essas condições, eles não são

sérios. Deve-se dar às crianças que

tiveram uma convulsão febril o remédio

indicado pelo médico e banho

morno durante qualquer doença

febril subseqüente, como a

amidalite ou um resfriado forte. Os

momentos de perigo são à noite,

quando a temperatura começa a subir.

Se realmente houver um espasmo,

coloque a criança deitada de

lado, num lugar onde ela não possa

se ferir com mobílias, etc. A maioria

dos espasmos febris dura apenas

alguns minutos, mas o médico

deve ser chamado com urgência no

caso de persistirem as contorções,

e a criança precisar de um sedativo.

Os ataques febris geralmente

cessam por volta dos cinco anos. (V.

Epilepsia.)

CONVULSIVANTE - Que produz

convulsões.

COPROFAGIA - Estado mórbido

que leva a pessoa a comer fezes.

COPRÓLITO - Cálculo fecal.

COPROLOGIA - Estudo das fezes.

COPROLOGIA CLÍNICA - Exame

detalhado das fezes para diagnóstico.

COPROSTASE - Acumulação de fezes

no intestino.

COQUELUCHE - Doença infecciosa

específica que ocorre geralmente

em crianças, causada pela bactéria

Bordetella pertussis. A doença

quase sempre ocorre em epidemias

e pode ser grave em bebês. É raro

um segundo ataque, mas as crianças

mais velhas ou os adultos, que

tenham escapado da infecção, podem,

às vezes, pegar a doença. Os

micróbios se espalham por meio do

ar, e o período de incubação (V.

Quarentena.) é geralmente de quinze

dias, mais ou menos. Os primeiros

sintomas lembram um resfriado, mas continuam por mais tempo,

com uma tosse progressiva. A

característica inspiração ruidosa geralmente

não se desenvolve durante

duas ou três semanas. Há uma

tosse forte, que a criança não consegue

controlar; o rosto pode ficar

azulado e, finalmente, a respiração

fica ruidosa. Esses ataques ocorrem

num número variável de vezes por

dia, dependendo da gravidade da infecção,

e quase sempre são um incômodo

à noite. São freqüentemente

seguidos de vômito. Esse

estágio agudo dura de uma a três

semanas, e geralmente são receitados

antibióticos. Pode ser necessário

um cuidado intensivo no hospital

em se tratando de pessoas muito

novas, que podem desenvolver

complicações, como a pneumonia.

Deve-se procurar conselhos nos primeiros

sinais de tosse espasmódica

numa criança, no caso de poder ser

coqueluche. A criança deve ficar de

repouso durante o estágio febril da

doença, mas deve levantar quando

estiver se sentindo melhor, mais

animada. Se a criança quiser se levantar

e nadar, ela provavelmente

está bem o suficiente para fazê-lo.

Ela deve retornar à escola ou ao parque

até três semanas, pelo menos,

depois de começar a tosse - presumindo

que ela esteja se sentindo

bem e forte. Ela deve ser submetida

a uma última checagem do médico

antes de voltar à escola - para

certificar-se de que o peito está

desobstruído - e deve fazer pelo

menos uma semana de convalescença,

incluindo caminhadas ao ar

livre - para certificar-se de que o ar

frio não provoca mais espasmos de

tosse. Um grau mínimo de tosse

pode persistir durante semanas,

mas, desde que a criança esteja bem

e forte, isso pode ser ignorado.

A imunização é oferecida de graça

aos bebês, na forma de vacina. A

Tríplice (também contém proteção

contra a difteria e o tétano) deve ser

dada aos três, cinco e onze meses.

A coqueluche é séria, e pode causar

danos permanentes aos pulmões

e ao cérebro nos casos graves. Recentemente

tem havido uma grande

expectativa em relação aos ocasionais

efeitos prejudiciais da vacina,

por causar danos ao cérebro. As

epidemias de coqueluche causam

muito mais danos que a vacina, mas,

se você estiver preocupado com a

vacina tríplice, fale sobre isso com

o médico. Em vez dela, pode ser

dada uma vacina alternativa, contendo

apenas componentes da difteria

e do tétano.

COR BOVINUM - Coração hipertrofiado,

coração de boi.

COR PULMONALE - Expressão

latina que significa uma doença

cardíaca originada de afecção no

pulmão.

CORAÇÃO (e DOENÇAS CARDÍACAS)

- O coração é um músculo oco,

o centro motor do sistema circulatório

que, especialmente adaptado,

bombeia continuamente o sangue pelo corpo. O propósito disso é carregar

alimento para os tecidos, levar

embora os produtos inúteis dos tecidos

e, talvez o mais importante, distribuir

o oxigênio do ar por todo o

corpo. O oxigênio constitui, mais ou

menos, um quinto do ar que respiramos,

e todos os tecidos vivos necessitam

de constante abastecimento. O

ar é levado para dentro dos pulmões,

onde há uma rede de minúsculos

vasos sangüíneos, e o sangue que os

atravessa absorve o oxigênio que respiramos.

Esse sangue retorna ao coração,

de onde é distribuído pelo

corpo, através das artérias. Ele volta

ao coração depois de ter o seu oxigênio

para os tecidos, é bombeado

novamente para os pulmões para recolher

mais oxigênio, retorna ao coração,

e assim por diante. O coração

é uma bomba de quatro cavidades:

duas recebem o sangue (os átrios) e

duas o bombeiam para fora (os

ventrículos). Ele também é dividido

em dois lados: o direito e o esquerdo,

cada um deles consistindo de um

átrio e um ventrículo.

O coração pode ser afetado de várias

formas. O músculo pode ser danificado,

às vezes, pelo veneno dos

micróbios - condição conhecida

como “miocardite tóxica” que pode

acompanhar várias doenças infecciosas.

Mas, felizmente, o dano é

quase sempre temporário, e o músculo

do coração se recupera. A febre

reumática, que felizmente é rara

hoje em dia em muitos países, às

vezes, deixa para trás problemas

permanentes, como o músculo do

coração enfraquecido e as válvulas

danificadas. Outras vezes - especialmente

nas idades avançadas -, o

músculo enfraquece porque chega

pouco sangue ao coração, vindo das

artérias coronárias. (V. Angina

pectóris e Trombose coronária.)

Em certos casos, o ritmo do coração

fica perturbado. Normalmente

ele bate de forma regular de 70 a

80 vezes por minuto, mas, às vezes,

devido a uma doença, a ação

de bombeamento se torna irregular

e menos eficiente.

A passagem de sangue pelo coração

é regulada por válvulas, que

permitem que o sangue passe numa

única direção. Às vezes, elas são

afetadas por uma doença, de modo

que se tornam estreitas demais, ou

ineficientes, permitindo que o sangue

passe na direção contrária. Hoje

em dia, as válvulas podem ser substituídas

com sucesso por um modelo

sintético. É realmente uma cirurgia

importante feita em centros

especializados.

O músculo do coração pode ficar

cansado por ter que agüentar a pressão

sangüínea, mas isso demora a

acontecer, e a condição geralmente

é detectada antes que surja um dano

permanente.

Muitos remédios podem ser receitados

para ajudar nas doenças cardíacas.

Você também pode se ajudar,

mantendo um peso baixo e parando

de fumar. Caminhar é um ótimo

exercício, e deve ser aumentado o quanto for aconselhado. A preocupação

é o pior inimigo. A atividade

do coração, como a digestão,

é involuntária e deve ocorrer naturalmente.

O coração tem uma grande

reserva de força, de modo que é

capaz de lidar com as necessidades

básicas até mesmo quando está danificado.

Não se deve desistir de

atividades ou interesses, a não ser

que esses estabeleçam sintomas

definidos. Oriente-se com seu médico.

(V. Edema e Sopro.)

CORAÇÃO ARTIFICIAL - Implanta-

se, cirurgicamente, no organismo

de um paciente um aparelho que

assiste, ou substitui totalmente,

alguma ou todas as funções do

coração.

CORAÇÃO, TRANSPLANTE - Em

3 de dezembro de 1967, o cardiologista

sul-africano Christian Barnard

realizou o primeiro transplante

de coração no Hospital Goot

Schuur na Cidade do Cabo. Ele

transferiu o coração de uma jovem,

que falecera em um acidente de carro,

para o comerciante Louis Washkansky,

diabético de 53 anos, que

sobreviveu apenas por 18 dias. Para

o sucesso da operação, porém, era

preciso desenvolver algumas drogas

contra a rejeição; isto feito, a técnica

criada por Barnard tornou-se rotineira.

Barnard tornou-se uma celebridade

mundial por causa dessa

cirurgia. Após o primeiro transplante,

Barnard realizou outra operação

semelhante em Phillip Blaiberg. Em

1968, visitando o Brasil, ele afirmou:

“Estou certo de que, para o

futuro, teremos um caminho: o

transplante de órgãos de animais

para seres humanos. Resolvidos

dessa forma os problemas de rejeição

desses órgãos”. Barnard nasceu

em 8 de novembro de 1922, em

Baufort West, e faleceu no dia 2 de

setembro de 2001.

Até hoje mais de 40 mil pessoas já

se submeteram a transplantes cardíacos.

Seis meses depois desse primeiro

transplante a equipe do Doutor

Euryclides de Jesus Zerbini realizou

a cirurgia pioneira no Brasil.

Os três primeiros pacientes morreram

porque pouco se sabia sobre o

processo de rejeição. O pioneirismo

de Zerbini e sua equipe aceleraram

a criação do Instituto do Coração

em São Paulo, onde atualmente os

transplantes são rotina.

CORACÓIDE - Semelhante ao bico

de um corvo.

CORDÃO ESPERMÁTICO - Cordão

deferente. Conjunto do canal

deferente, artérias, veias e nervos.

O cordão segura o testículo ao

abdome.

CORDAS VOCAIS - Duas dobras ou

pregas da mucosa da laringe presas

à cartilagem tireóide e à cartilagem

aritenóide. A voz é produzida pela

variação de posição dessas cordas.

CORDIALGIA - Dor no coração.

CORDIFORME - Em forma de coração.

CORDITE - Inflamação da corda

vocal.

CORDOTOMIA - Secção cirúrgica

dos cordões da medula.

CORECTASIA - Dilatação da pupila,

midríase.

CORÉIA - Popularmente conhecida

como “dança-de-são-vito”. Atualmente

ela é rara em muitos países.

Pode ocorrer em crianças e adolescentes,

acompanhando uma infecção

na garganta. (V. Febre reumática.)

Os movimentos descontrolados

ocorrem devido a um distúrbio

temporário do cérebro. O tratamento

consiste em ficar de repouso

absoluto durante o estágio agudo e

tomar uma série prolongada de antibióticos.

CORÉIA DE HUNTINGTON -

Uma doença progressiva do sistema

nervoso, que é de família. Os

sintomas começam na meia-idade

e incluem movimentos espasmódicos

involuntários e debilitação

intelectual. Em certos lugares,

como no Reino Unido, existe uma

associação que oferece informação

e ajuda às famílias e aos sofredores.

COREIFORME - Semelhante à

coréia.

COREOPLASTIA - Reparação plástica

da pupila.

CORETOMIA - Incisão da íris.

CÓRIO - A membrana mais externa

do feto, que envolve, nutre e protege

o seu desenvolvimento e, a seguir,

passa a formar parte da placenta.

CORIÔNICO - Relativo ao cório.

CORIZA - Inflamação catarral aguda

das mucosas nasais. Usa-se

como sinônimo de resfriado.

CÓRNEA - Membrana dura e transparente

situada na parte anterior do

globo ocular.

CÓRNEA, TRANSPLANTE DE -

Operação pela qual se enxerta no

olho uma seção de córnea transparente

no lugar de outra opaca que

foi extirpada.

CÓRNEO - Da dureza de um chifre.

CORNEOIRITE - Inflamação da

córnea e da íris.

CORNETOS - Cartuchos. Dois ossos

no interior do nariz.

CORNIFICAÇÃO - Ato de ficar duro

ou córneo.

CORNO - Qualquer excrescência

córnea.

CORÓIDE - Membrana sita na parte

posterior do globo ocular, funciona

como uma câmara escura fotográfica.

COROIDECICLITE - Inflamação da

coróide e do corpo ciliar.

COROIDEIRITE - Inflamação da

coróide e da íris.

CORÓIDE-RETINITE - Inflamação

da coróide e da retina.

COROIDITE - Inflamação da coróide.

CORONÁRIOS (VASOS) - Artérias

e veias que nutrem o miocárdio.

CORONARIOGRAFIA - Arteriografia

do coração (coronárias).

CORONÓIDE - Semelhante a uma

coroa.

CORPO AMARELO - Substância

glandular que se forma no local de

onde se desprendeu um óvulo e que

produz a progesterona.

CORPO ESTRANHO - Todo material

encontrado no corpo e que normalmente

ali não deveria estar.

CORPO LÚTEO - Corpo amarelo do

ovário.

CORPO PINEAL - Passa a chamarse,

pela nova terminologia científica,

de “glândula pineal”. Estudos

recentes comprovaram que realmente

se trata de uma glândula.

CORRENTE ALTERNADA - Corrente

que muda a direção a cada

momento, para um lado e para o

oposto, pela ação de um alternador.

CORRENTE CONTÍNUA - Corrente

constante na mesma direção.

CORRETIVO - Substância que se

junta para corrigir o gosto de um

remédio.

CORRIMENTO VAGINAL - V.

Vaginite.

CORROBORANTE - Remédio fortificante.

CORTICAL - Referente ao córtex

(geralmente o córtex cerebral).

CÓRTICO-ESPINHAL - Referente

ao córtex cerebral e à medula.

CORTICOSTERÓIDES - Nome genérico

de esteróides hormonais do

córtex supra-renal e do simpático.

CORTICOTROFINA - ACTH, hormônio

da hipófise anterior, tem ação

anti-reumática e antialérgica.

CORTISONA - Substância química

complexa presente no extrato do

córtex das supra-renais. De rápida

absorção no tubo digestivo se converte

em hidrocortisona no corpo,

podendo substituir o hormônio natural.

Usada em processos agudos

como a febre reumática, a artrite

reumatóide e a poliartrite.

COSMÉTICO - Produto para reparar

ou conservar a beleza da pele,

dos cabelos, etc.

COSTAL - Relativo às costelas.

COSTELA CERVICAL - Crescimento

da sétima vértebra cervical que

vai atingir a costela abaixo.

COSTELA FLUTUANTE - Costela que

não se prende ao osso esterno. Falsa

costela. São em número de cinco.

COSTELA VERDADEIRA - A que se

prende ao osso esterno por meio de

ligamentos. São sete.

COSTELAS - Ossos laterais, alongados

e curvos que se estendem da

coluna dorsal à parte anterior do

tórax, num total de 24 costelas, doze

de cada lado da caixa torácica.

COSTOCLAVICULAR - Relativo às

costelas e à clavícula.

COSTOCONDRAL - Relativo às

costelas e às cartilagens.

COSTOESTERNAL - Relativo às

costelas e ao esterno.

COSTOTOMIA - Ressecção de costelas.

COSTÓTOMO - Instrumento para

cortar costelas.

COSTUREIRO - Músculo da coxa

que ao contrair-se faz dobrar a coxa

sobre a perna como no ato de sentar-

se, posição dos alfaiates e

costureiros na Antiguidade.

COTILÉDONES - As porções em que

se divide a placenta.

COTILÓIDE - Em forma de taça.

COTOVELO - Na nova terminologia,

criada pela Federação Internacional

da Anatomia, o termo cotovelo,

que indicava articulação do

osso do braço (úmero) com os do

antebraço (cúbito e rádio) passou a

ser chamado de “cúbito”.

COW POX - Vacina, doença dos bovinos

que corresponde à varíola no

homem. É das lesões do cow pox

que se extrai a linfa vacínica para

imunizar contra a varíola.

COWPER (GLÂNDULAS DE) -

Glândulas sitas na uretra masculina,

adiante da próstata.

COWPERITE - Inflamação da glândula

de Cowper.

COXA - Parte do membro inferior

acima do joelho.

COXEADURA - Em geral, a coxeadura

é uma forma que a natureza

tem de proteger um membro do corpo

contra um esforço indevido, ou

indicar alguma irregularidade. Um

ferimento num membro fatalmente

vai produzir um certo grau de

coxeadura por algum tempo.

No entanto, uma coxeadura que

ocorrer sem um ferimento anterior,

numa criança ou adolescente, entre

as idades de 5 e 18 anos, nunca deve

ser ignorada, pois existem duas considerações

importantes que podem

estar presentes e que devem ser detectadas

nos estágios iniciais. Pode

haver dor na coxa, virilha ou até no

joelho. Numa das condições, a parte

em desenvolvimento no topo do

fêmur escapa do lugar (deslocamento

de epífise) e, se não for corrigida,

leva a uma coxeadura permanente

e uma posterior artrite. No outro

distúrbio, o topo do fêmur tende a

ficar achatado e novamente é provável

o desenvolvimento posterior

de uma artrite, se a condição não

for tratada.

Os bebês no estágio de engatinhar,

ou que tenham começado a andar,

precisam do parecer de um médico,

caso se recusem consistentemente

a segurar algum peso ou a

usar um braço ou uma perna. Enquanto

que as crianças mais velhas

podem coxear de vez em quando

para chamar a atenção, a coxeadura

em crianças que estão começando

a andar sempre indica algum problema

- possivelmente uma fratura.

Alguns bebês nascem com o quadril deslocado, e um exame de rotina

nas primeiras semanas de vida

geralmente identifica isso. O tratamento

é feito com emplastro ou tala,

e os resultados são bons. Infelizmente,

algumas coxeaduras não são

descobertas no começo. Uma coxeadura

ou discrepância no tamanho

do fêmur, em bebês que estão

começando a andar, requer investigação

urgente.

CRANIECTOMIA - Ablação de um

segmento do crânio.

CRÂNIO - O arcabouço ósseo da cabeça.

O crânio verdadeiro é formado

pelo osso frontal, na parte anterior;

o occipital, na posterior; dois

parietais e dois temporais, que constituem

as paredes laterais; e o

petmóide e esfenóide, que formam

a sua base. A abóbada crâniana é

formada pela prolongação do frontal

e dos parietais.

CRANIOCLASIA - Esmagamento da

cabeça fetal.

CRANIOCLASTIA - V. Cranioclasia.

CRANIOMETRIA - Mensuração do

crânio.

CRANIOPLASTIA - Operação plástica

no crânio.

CRÂNIO-RAQUÍSQUISE - Fenda

congênita no crânio e na raque.

CRANIÓSQUISE - Fenda congênita

nas suturas cranianas.

CRANIOTABES - Afinamento dos

ossos da abóbada craniana. Ocorre

no raquitismo.

CRANIOTOMIA - Fragmentação da

cabeça fetal para facilitar o esvaziamento

uterino no parto.

CRANIÓTOMO - Instrumento para

craniotomia.

CRAUROSE - Estado de secura e

enrugamento.

CRAVAGEM DO CENTEIO - Esporão

do centeio. Produto da ação do

fungo Claviceps purpurea sobre o

grão de centeio. Daí se extrai a

ergotina e derivados.

CRAVOS - Pequenos pontos pretos

na pele devido a um acúmulo de

sujeira nas aberturas dos folículos

pilosos. O tratamento geral para

acne e cravos é o mesmo, e as duas

condições são comumente encontradas

juntas. (V. Acne.)

CREATINA - Substância cristalina

encontrada nos músculos.

CREATINEMIA - Excesso de creatina

no sangue.

CREDÉ, MÉTODO DE - Instilação

nas conjuntivas oculares do recémnascido

de solução a 1% de nitrato

de prata visando infecções oculares.

CREMÁSTER - Músculo que suspende

os testículos.

CREME - A parte gordurosa do leite.

CREMOR - Nata, leite.

CRENOLOGIA - Estudo das águas

minerais.

CRENOTERAPIA - Tratamento pelas

águas minerais.

CREPITAÇÃO - Ruído semelhante ao que se produz quando se lança

sal no fogo.

CRETINISMO - Enfermidade gerada

durante a vida fetal ou a primeira infância,

quando grave distúrbio de

funcionamento da tireóide faz deterse

o desenvolvimento mental e físico.

Condição rara em que os bebês

nascem com uma glândula tireóide

deficiente. Um tratamento no início

pode evitar um retardamento mental

e outras anormalidades.

CRETINÓIDE - Semelhante ao cretino.

CRIALGESIA - Dor provocada pelo

frio.

CRIANÇA AZUL - Pessoa que nasce

com uma deficiência no coração, que

impede que o sangue seja bombeado

com eficiência para os pulmões.

Com isso, o sangue com falta de

oxigênio é mandado para o resto do

organismo, de forma que o paciente

fica com uma aparência azulada ou

escura. Hoje em dia são obtidos bons

resultados com uma cirurgia, e uma

paciente pode ter seu próprio bebê

normal, depois de uma gravidez e

um parto sem complicações.

CRIANÇA PREMATURA - Aquela

que nasce antes de completados os

nove meses de gestação ou que pese

menos de 2,5 kg.

CRIBRIFORME - Cheio de furos,

como ralo de um irrigador.

CRICÓIDE - Em forma de anel.

CRICOIDECTOMIA - Ablação da

cartilagem cricóide.

CRICOTOMIA - Incisão da cricóide.

CRIESTESIA - Sensibilidade anormal

do frio.

CRIOPRICIPITADO - Fator do sangue

para tratamento da hemofilia.

CRIOSTATO, MICRÓTOMO DE

CONGELAÇÃO - Aparelhos que

permitem que, após resfriamento,

os tecidos adquiram textura suficientemente

dura para a obtenção de

cortes finos. No micrótomo de congelação

o resfriamento é conseguido

através do gás carbônico. No

criostato o micrótomo fica no interior

da câmara frigorífica, regulável

para a temperatura desejada.

CRIOTERAPIA - Terapêutica pelo frio.

CRIPTA - Pequeno saco, cavidade

glandular.

CRIPTITE - Inflamação de uma

cripta.

CRIPTORQUIDIA - O testículo normalmente

aparece dentro da cavidade

abdominal antes do parto. Na

hora que o bebê nasce, ele deve

descer para ocupar sua posição

dentro de um saco especial de pele

- o escroto. Às vezes, um órgão -

ou os dois - não fazem isso, e a condição

é então conhecida como

“criptorquidia”. Sem ocupar sua

posição normal, ele não pode funcionar

adequadamente. Às vezes,

pode-se fazer com que ele desça

por meio de injeções de hormônio,

mas quase sempre é necessária

uma pequena cirurgia. Nos garotos

pequenos os testículos podem se retrair para fora do escroto - especialmente

se examinado com

mãos geladas. Os pais podem checar

se o escroto contém dois pequenos

blocos ovais rijos na hora

do banho, quando tudo está quente.

Alguns especialistas gostam de

tratar os garotos com criptorquidia

na idade de quatro ou cinco anos

(outros preferem esperar mais, para

ver se ocorre a descida natural). Se

uma mãe suspeitar essa condição

em seu filho de quatro anos, deve

procurar um médico.

CRISE - O ponto decisivo de uma

doença. Paroxismo doloroso ou

agitante.

CRISOL - Crucíbulo. Instrumento de

laboratório para altas temperaturas

e fusão de substâncias.

CRISOTERAPIA - Tratamento pelos

sais de ouro.

CRISTA - Bordo afilado num osso.

CRISTAIS - Substâncias sólidas de

formas geométricas definidas.

CRISTALINO - Lente em forma de

ervilha, sita logo atrás da íris, no

globo ocular.

CRISTALITE - Inflamação do cristalino.

CRISTALIZAÇÃO - Formação de

cristais que passam através das

membranas animais e que podem

cristalizar.

CRISTALÓIDE - Substância que

atravessa as membranas semipermeáveis,

ao contrário dos colóides.

CRISTALÚRIA - Presença de cristais

na urina.

CROMATINA - É um conjunto de

fios, cada um deles formado por

uma longa molécula de DNA associada

a moléculas de histomas, um

tipo essencial de proteína. Esses fios

são chamados “Cromossomos”.

CROMATOGRAFIA - Separação

dos componentes de uma mistura

pelas suas propriedades físicas.

CROMATOSE - Pigmentação anormal.

CROMIDROSE - Suor colorido.

CROMO - Mineral encarregado de

regular os níveis de glicose plasmática.

O cromo trabalha junto com

a insulina para permitir a entrada da

glicose no interior dos tecidos. É

muito importante por regular a tolerância

ao açúcar. Os níveis de cromo

diminuem na criança, em pacientes

com diabetes, e nas doenças

coronarianas, isto é, aquelas associadas

à patologia aterosclerótica.

O cromo trivalente é a única forma

terapêutica tolerada pelo organismo;

a hexavalente é tóxica. Pacientes

com alto consumo de açúcar necessitam

mais de cromo, porque

apresentam perda maior do mineral

pela urina.

CROMOSSOMOS - Corpúsculos

bastonetiformes compostos de

cromatina que se apresentam num

núcleo de células eucarióticas por

ocasião da divisão celular e cujo

número é constante para cada espécie

animal ou vegetal. São 46 filamentos longos e finos, que colocados

em linha formariam um fio de

5 cm de comprimento e espessura

de 30 nanômetros. O primeiro constituinte

cromossômico identificado

foi o ácido desoxirribonucléico, o

DNA; o segundo foram proteínas

denominadas histomas. Quando a

célula vai se dividir, o núcleo e os

cromossomos passam por grandes

modificações. Os preparativos começam

com a condensação dos

cromossomos que passam a se enrolar

sobre si mesmos, tornando-se

cada vez mais curtos e grossos, até

assumirem o aspecto de bastões

compactos, aos pares, unidos num

ponto chamado centrômetro. Nossos

cromossomos foram herdados

de nossos pais: 23 cromossomos no

óvulo e outros 23 no espermatozóide.

Os mesmos de cada par

cromossômico são chamados “cromossomos

homólogos”.

CRÔNICO - De longa duração.

CROSSA DA AORTA - Curvatura da

aorta, onde nascem a carótida e a

subclávia.

CROSTA - Camada externa, de

matéria sólida, formada pela solidificação

das secreções.

CROSTA LÁCTEA - Crosta formada

por seborréia no couro cabeludo do

recém-nascido.

CRUCIAL - Decisivo, agudo.

CRUCÍBULO - Crisol, cadinho, recipiente

para expor substâncias em

altas temperaturas.

CRUCIFORME - Em forma de cruz.

CRÚOR - Sangue coagulado.

CRUPE - Laringite diftérica; infecção

da garganta em que as cordas

laringes ou vocais ficam inflamadas

ocasionando uma respiração sibilante

e tosse contínua.

CRURAL - Referente ao membro inferior.

CRUS - Em latim, perna.

CRUZ VERMELHA - Instituição de

socorro nas guerras e nas calamidades.

A Cruz Vermelha Internacional

foi fundada em 1863; a Brasileira,

em 1908.

C.T.I. - Centro de Tratamento Intensivo.

CUBITAL - Ulnar. Relativo ao cúbito

ou ao antebraço.

CÚBITO - Ulna. Um dos ossos do

antebraço. Atualmente é o nome que

se dá ao cotovelo.

CULEX - Gênero de insetos que

abrange os mosquitos.

CULTURA - Em Microbiologia: arte

de cultivar os microorganismos em

meios artificiais.

CULTURA DE URINA QUANTITATIVA

- Onde uma quantidade determinada

de urina é cultivada de forma

que havendo crescimento de colônias

de bactérias pode-se determinar o

número de colônias por ml de urina.

CURARE - Veneno extraído de cipós

da América do Sul e que paralisa

os nervos motores.

CURATIVO COMPRESSIVO - Curativo

nas feridas que sangram.

CURATIVO FROUXO - Curativo

em feridas que supuram.

CURATIVO SECO - Feito apenas

com gaze.

CURATIVO ÚMIDO - Quando há

aplicação de medicamentos líquidos

ou úmidos.

CURETA - Instrumento em forma de

colher, para raspagens ou curetagens.

CURETAGEM - V. Raspagem.

CURETAGEM UTERINA - Procedimento

utilizado para o esvaziamento

da cavidade uterina através de instrumental cirúrgico denominado

cureta.

CURIE - Unidade de radioatividade;

nome dado em homenagem a Madame

Curie sua descobridora.

CÚSPIDE - Ponta, extremidade aguda.

CUTÂNEO - Referente à pele.

CUTÍCULA - Epiderme.

CUTICULARES (MÚSCULOS) -

São os músculos da mímica, que

dão expressão à fisionomia.

CUTIFICAÇÃO - Formação de pele.

CÚTIS - Pele humana, pele do rosto.

CUTITE - Dermatite, inflamação da pele.

DACRIADENITE - Inflamação da

glândula lacrimal.

DACRIAGOGO - Que faz aumentar

a secreção lacrimal.

DACRIOBLENORRÉIA - Abundante

secreção mucosa do saco

lacrimal.

DACRIOCELE - Hérnia do saco lacrimal.

DACRIOCISTITE CRÔNICA - Inflamação

que se instala secundariamente

à obstrução parcial ou total

da via lacrimal excretora, levando

a estase líquida no interior do saco

lacrimal. A secreção pode diminuir

durante o uso de colírios antibióticos,

mas o tratamento é sempre cirúrgico.

Aguda: é uma intercorrência

da crônica, havendo um agravamento

súbito da cimatologia pela

obstrução concomitante do canalículo

comum e do ducto lacrimonasal.

Os germes ficam confinados

no interior do saco lacrimal e

proliferam rapidamente originando

um abscesso. O germe mais encontrado

é o S aureus, e o tratamento

antibiótico deverá visar este

microorganismo.

DACRIOCISTORRINOSTOMIA -

Operação de comunicação de abertura

entre o saco lacrimal e o nariz.

DACRIOCISTÓTOMO - Instrumento

para punção do saco lacrimal.

DACRIO-HEMORRAGIA - Emissão

de lágrimas sanguinolentas.

DACRIOLITÍASE - Cálculos no aparelho

lacrimal.

DACRIÓLITO - Cálculo lacrimal.

DACRIOMA - Tumor benigno originado

no aparelho lacrimal.

DACRIOPIORRÉIA - Lágrimas purulentas.

DACRIPIOSE - Supuração no aparelho

lacrimal.

DACRIORRÉIA - Excessiva secreção

de lágrimas.

DACTILITE - Inflamação de um

dedo.

DACTILOGRIPOSE - Encurvamento

dos dedos.

DACTILOLOGIA - Linguagem mímica

dos mudos pelos dedos em

variadas posições.

DACTILOSCOPIA - Exame das impressões

digitais.

DALTONISMO - Incapacidade de

perceber certas cores, em especial

o vermelho, ocorrendo daí a impossibilidade

de distinguir o vermelho

do verde.

DANÇA-DE-SÃO-VITO - V. Coréia.

DARTOS - Delgada camada de fibras

musculares lisas aplicadas contra a

face interna do escroto.

DARTRO - Nome impreciso que se

dava outrora a várias afecções da

pele.

DATURISMO - Intoxicação pelo

estramônio.

DDT - Dicloro-difenil-tricloroetano

- Poderoso inseticida surgido durante

a II Guerra Mundial ajudando

a reduzir a extensão do tifo

exantemático nas áreas devastadas.

É eficaz como agente parasiticida,

contra moscas, mosquitos e outros

artrópodes.

DÉBIL MENTAL - Pessoa com Q.I.

(quociente intelectual) em níveis

baixos, com deficiências intelectivas.

DEBRIDAMENTO - Limpeza de

uma ferida pela aparação de seus

bordos.

DECANTAÇÃO - Operação de obter

a separação do sedimento de um

líquido pelo repouso ou pela centrifugação.

DECEREBRADO - Sem cérebro. Refere-

se a experiências com animais

de laboratório.

DECÍDUO - Temporário, que cai.

Ex.: a dentição temporária infantil,

a mucosa uterina após o parto, etc.

DECINORMAL - Que contém a décima

parte do normal.

DECÍPARA - Mulher que deu à luz

10 filhos.

DECLÍNIO - Período de decréscimo

de uma doença.

DECOCÇÃO - Ato de cozinhar.

DECOCTO - Resultado da decocção.

DECORTINAÇÃO PULMONAR -

Remoção da pleura parietal e da

pleura pulmonar quando acometidas

de intensa fibrose que impede a

expansão do pulmão e da caixa

torácica impedindo portanto a

insuflação pulmonar.

DECREPITUDE - Senilidade, velhice.

DECÚBITO - Posição deitada.

DECÚBITO AGUDO - Escara de

decúbito, escara aguda. Formação

de úlcera grave e fatal nos casos de

posição deitada, e imóvel por paralisia

ou estado de coma.

DEDEIRA - Dedo de luva, de borracha

ou de plástico. Usa-se no toque

retal.

DEDETIZAÇÃO - V. Fumigação.

DEDO EM MARTELO - Condições

em que um dos dedos do pé -

geralmente o segundo - fica encurvado

em ângulo reto. Uma proteção

sobre o dedo evita calos doloridos.

Se a dor persistir, o dedo pode ser

endireitado com uma cirurgia. Está

geralmente associado ao joanete e

é agravado pelo uso de sapatos

apertados.

DEDO SÉPTICO - A infecção por

micróbios nos tecidos macios do

dedo é comum e pode levar à inabilidade

se não for tratada. Ela pode

seguir-se de uma picada ou um

ferimento, mas geralmente a brecha

na pele é tão pequena que nem é

notada. O dedo fica vermelho, inchado,

quente e latejando. O tratamento

com antibióticos deve ser iniciado

o mais rápido possível. É sempre

melhor consultar um médico

para qualquer infecção no dedo. Se

a infecção se espalhar até a base da

unha, provavelmente se tornará crônica

e não será curada enquanto a

unha não for arrancada. Outro perigo

é de a infecção se espalhar para

os tendões, que movimentam as juntas

do dedo; se isso acontecer, o

dedo pode ficar permanentemente

entrevado.

DEFECAÇÃO - Ato de expelir as fezes

do intestino. (V. Prisão de ventre.)

DEFECÇÃO - Evacuação intestinal.

DEFEITO GENÉTICO - Qualquer alteração

patológica de natureza

anátomo-fisiológica ou psicológica

causada por fatores hereditários.

Estritamente, aplica-se o termo a

qualquer defeito metabólico condicionado

por gene mutante, que pode

se expressar em homozigose, como

na fenilcetonúria ou albinismo, ou

em heterozigose, como em certos

casos de alcapetonúria, na qual a atividade

de determinada enzima é deficiente

ou ausente.

DEFEITO IMUNOLÓGICO - Denominação

genérica para qualquer tipo

de alteração no comportamento

imunológico.

DEFERENTECTOMIA - Extirpação

do canal deferente.

DEFERENTITE - Inflamação do canal

deferente.

DEFERVESCÊNCIA - Queda de temperatura.

DEFICIÊNCIA MENTAL - Tipo de

atraso mental em que o indivíduo

não possui o nível médio de inteligência,

ou não consegue alcançar

este nível por deficiência de

desenvolvimento, não confundir

com Deficiência Mental. Indivíduos

com QI abaixo de 20, idade mental

de 3 anos, são considerados idiotas.

Os de QI abaixo de 50 são

chamados imbecis. Entre 50 e 70

são chamados débeis mentais, não

ultrapassando a idade mental de 7 a

12 anos.

DEFLORAÇÃO - Ruptura do hímen.

DEFLORAMENTO - V. Defloração.

DEFLUXO - Fluxo de catarro.

DEGENERAÇÃO CASEOSA - Caseificação.

Amolecimento dos tecidos

que assumem o aspecto de queijo,

como na tuberculose pulmonar.

DEGLUTIÇÃO - Ato de engolir,

quando o bolo alimentar passa para

a faringe e desta para o esôfago, que

se abre no estômago.

DEGLUTIR - Engolir a comida.

DEISCÊNCIA - Abertura da vesícula

de Graaf para a saída do ovo.

DEJEÇÃO - Evacuação, fezes.

DELIQÜESCÊNCIA - Liqüefação por

absorção de água da atmosfera.

DELÍRIO - Estado de inquietação em

que o paciente está apenas parcialmente

consciente. O delírio geralmente

acompanha uma febre alta, e

o paciente pode se virar de um lado

para o outro, se agarrar às roupas

de cama e murmurar sem parar. Se

o paciente estiver consciente, podese

ajudá-lo dando aspirina dissolvida

em água ou paracetamol, e

molhá-lo com compressa de água

morna até que chegue o médico.

Isso irá reduzir a temperatura do

corpo e acalmar o paciente por algum

tempo. Existe uma forma especial

de delírio conhecido como

delirium tremens, que está associado

ao alcoolismo. (V. Alcoolismo.)

DELIRIUM TREMENS - Variedade de

delírio grave, com ansiedade, tremor

e grande agitação. Observado nos alcoólatras

e toxicômanos. Surge em

função de interrupção total de

ingestão alcoólica (ou de drogas),

instalando-se o quadro de delirium

tremens e aparecimento de sudorese,

taquicardia, hipertensão, elevação da

temperatura, náuseas e vômitos, desidratação,

rebaixamento da consciência,

desorientação temporo-espacial,

distúrbio da atenção, alucinações

visuais e tácteis, intensificação

da ansiedade e agitação psicomotora,

podendo ocorrer também convulsões,

coma e morte. A crise dura geralmente

de 2 a 10 dias.

DELIVRAMENTO - Expulsão da

membrana e da placenta após o

parto.

DELTÓIDE - Músculo do braço, em

forma de um “D”, onde se aplicam

as injeções intramusculares.

DEMARCAÇÃO - Marcação dos limites.

Linha de demarcação é a linha

que separa o tecido são do

necrosado, na gangrena.

DEMÊNCIA - (Senile Dementia) -

Condição progressiva de perda da

inteligência, geralmente encontrada

na velhice e, às vezes, causada

pelo Mal de Alzheimer. Eventualmente,

pode ser necessária uma assistência

hospitalar. Em geral, a demência

se inicia com uma dificuldade

para evocar nomes, principalmente

nomes próprios, de pessoas,

de ruas, depois de nomes comuns

de classes e categorias de objeto. (V.

Doença mental e Velhice.)

DEMENTE - Insano. Louco. Quem

sofre de demência.

DEMOGRAFIA - Estudo da coletividade

humana.

DEMULCENTE - Que alivia, que

abranda a irritação.

DENGUE - Infecção produzida por

arbovírus transmitido pelos mosquitos

Aedes aegypti, vetor também da

febre amarela urbana, e Aedes

albopictus. Eles se reproduzem em

poças de água nas regiões tropicais

e semitropicais do mundo. Doença

típica das regiões urbanas, a dengue

tem maior incidência no período das

chuvas. A OMS estima que 3,5 bilhões

de pessoas vivem atualmente

em áreas propícias para o desenvolvimento

da doença. Em 2001 foram

registrados 390 mil casos da doença;

em 2002 ela se espalhou ainda

mais tornando-se epidêmica no

país. Ainda não há vacina contra a

dengue. São quatro os vírus determinantes,

antigênicamente distintos:

um, dois, três e quatro. O

período de incubação é de 5 a 6 dias,

atingindo especialmente crianças

maiores e adultos. Sintomas: Febre,

exantema, dor de cabeça, dores

musculares, dor ocular, arrepios,

artralgias, náuseas, vômitos, tosse

e diarréia. Na dengue comum esse

quadro dura de 4 a 7 dias. Formas

graves são a dengue hemorrágica e

a do choque, que atingem lactentes

e crianças de 2 a 13 anos. Neste

caso, acrescentam-se à febre manifestações

hemorrágicas: púrpuras,

equimoses, epistaxes, etc. A síndrome

de choque se caracteriza por

taquicardia, hipotensão, pele viscosa

e torpor.

A forma hemorrágica, a mais grave,

ocorre quando a pessoa é contaminada

mais de uma vez.

DENSIDADE - Peso específico, grau

de concentração de um corpo comparado

com igual volume tomado

como padrão.

DENSÍMETRO - Instrumento para

determinar a densidade de um

líquido.

DENTADURAS - Aqueles que sofrem

com a má adaptação de dentes

artificiais não devem insistir.

Volte ao dentista e faça uma nova

dentadura. Se esta não se ajustar,

mude de dentista.

Se você tem uma dentadura boa, não

há necessidade de tirá-la à noite (o

que melhora o moral). Lave-a de

manhã e à noite, e escove as gengivas.

Alguns dentistas discordam

disso, mas milhões deles concordam,

o que não os fazem piores. As

dentaduras pequenas ou parciais devem

ser removidas para dormir, por

causa do perigo de engoli-las.

As dores ao morder podem melhorar

conforme as gengivas se enrijecem.

Para alguns alimentos, você

precisa usar a sucção (intencionalmente)

e a língua, para evitar que

os dentes se desloquem para frente.

Vá progredindo para alimentos

mais duros e, finalmente, você poderá

pensar em comer uma maçã

sem cortá-la em pedacinhos.

DENTES ARTIFICIAIS - V. Dentaduras.

DENTES DO SISO - Os molares posteriores,

que se manifestam entre 16

e 21 anos.

DENTIÇÃO - São 32 dentes que nascem

dos 4 aos 6 anos e se completam

aos 18 anos.

DENTIÇÃO DECÍDUA - Dentição

temporária, dentes de leite.

DENTIÇÃO INFANTIL - São os chamados

“dentes de leite”. São 20 e

caem entre os 4 e 6 anos.

DENTINA - Substância com aparência

de marfim que rodeia o esmalte

da coroa e o cemento da raiz dos

dentes.

DEONTOLOGIA - Estudo e codificação

dos deveres e da ética profissional.

DEPILAÇÃO - Ato ou efeito de depilar-

se, de rapar os pêlos. Em alguns

procedimentos médicos a depilação

faz-se necessária, especialmente

em operações cirúrgicas.

DEPILADO - Sem pêlos.

DEPILATÓRIO - Agente removedor

dos pêlos.

DEPLEÇÃO - Ato de diminuir os líquidos

orgânicos.

DEPÓSITO - Sedimento.

DEPRESSÃO - V. Neurose; Psicose

maníaco-depressiva.

DEPRESSÃO MENTAL - Estado de

prostração emocional e tristeza,

com diminuição da atividade, da

iniciativa e paralisação da decisão.

O deprimido fica bastante cauteloso,

teme divertir-se, vacila em reunir-

se com outras pessoas e pode

entrar em conflito com o mundo em

geral e consigo mesmo. Tende a viver

no passado ou a pensar apenas

no futuro. O estado depressivo reflete-

se logo na aparência pessoal,

pois ele se descuida do modo de trajar

e não se incomoda com enfeites,

seja homem ou mulher. É comum

na depressão a pessoa mudar

de opinião a respeito dos outros; às

vezes, passa a procurar companhias

que antes detestava. Torna-se

irritadiço a ponto de parecer rude e

excessivamente crítico. A depressão

mental manifesta-se através de sintomas

físicos; a preocupação pode

causar taquicardia ou quando a atenção

se centraliza no estômago ou

intestino podem aparecer sintomas

de diarréia ou de constipação.

DEPRESSOR - Que reduz a atividade

funcional.

DEPURAÇÃO - Purificação.

DEPURATIVO - Que liberta o organismo

das substâncias nocivas.

DERIVAÇÃO - Irritação de uma parte

superficial do corpo para obter

efeito terapêutico em outra parte.

DERIVATIVO - Revulsivo que retira

o sangue de uma região doente.

DERMALGIA - Nevralgia na pele.

Dor na pele.

DERMATITE - Nome que designa cientificamente

qualquer inflamação da

pele e, portanto, inclui praticamente

toda a classe de doenças de pele. A

idéia leiga de que essa condição ocorre

devido à sujeira é falsa. Exemplos

comuns são as dermatites de contato,

causadas pela sensibilidade a detergentes

ou a metais, como o níquel.

Os cremes isolantes e as luvas ajudam,

assim como as pomadas de

hidrocortisona. (V. Acne; Pele.)

DERMATITE DE CONTATO - Inflamação

da pele causada por sensibilidade

a alguma substância que entre em contato com ela. Esta pequena

forma de alergia não constitui

perturbação grave nem é permanente,

mas costuma ser persistente e

causa muito incômodo. Afeta pessoas

de qualquer idade, da primeira

infância à velhice. Em alguns casos,

o distúrbio se estende às unhas

e produz a afecção denominada

anicólise, na qual as unhas se tornam

quebradiças, lascam e se desprendem

totalmente.

DERMATITE EXFOLIATIVA - Dermatite

com placas escamosas.

DERMATITE HERPETIFORME -

Dermatite com lesões vesiculosas ou

bolhosas que tendem a agrupar-se.

DERMATITES FITOGÊNICAS - Lesões

ou alterações da pele causadas

por plantas, que podem ser assim

agrupadas: 1) Plantas de ação fundamentalmente

mecânica, portadoras

de espinhos ou farpas; 2) Plantas

urticantes e vesicantes, como a

urtiga; 3) Plantas que causam

sensibilização ou fotossensibilização,

responsáveis pelas dermatites

fitogênicas alérgicas.

DERMATITE SEBORRÉICA - Doença

crônica, freqüente, não contagiosa,

que se localiza em áreas onde

há maior número de glândulas sebáceas.

DERMATITE TROPICAL - Uma

erupção pruriente na virilha - mais

comum nos homens. É provocada

por uma infecção fungosa na pele.

(V. Pé-de-atleta e Tinha.)

DERMATITE VENENATA - Inflamação

aguda da pele causada pelo contato

com substâncias irritantes.

DERMATITE VERRUCOSA - Afecção

cutânea bastante rara provocada

por fungos dos gêneros Phialophora

e Cladospórium, encontrados

em plantas e árvores de regiões

quentes e úmidas. Em geral, a infecção

começa nos pés e pernas; a

pele fica arroxeada e aparecem verrugas

semelhantes a pequeninas

couves-flores.

DERMATOCISTO - Cisto da pele.

DERMATOFÍCIA - Micose superficial

da pele.

DERMATÓFITO - Cogumelo parasito

da pele.

DERMATÓIDE - Dermóide. Semelhante

à pele.

DERMATOLOGIA - Ciência que

estuda a pele e suas doenças.

DERMATOMA - Tumor da pele.

DERMATOMALACIA - Amolecimento

da pele.

DERMATOMIA - Incisão da pele.

DERMATOMICOSE - Doença da

pele provocada por fungos. Causa

lesões cutâneas como descoloração,

edema, eritemas pluriginosos,

atrofia ou espessamento, além de

lesões nos músculos que causam

fraqueza muscular, dores à apalpação,

paralisias e hipertomia. Os

músculos apresentam edema, perda

da estriação, fragmentação das

fibras, hialinização do sarcoplasma

e progressiva substituição por tecido

calógeno.

DERMATOMIOMA - Mioma da

pele.

DERMATOMIOSITE - Inflamação

de músculos e da pele subjacente.

DERMATOMO - Aparelho usado

para retirar os enxertos da área doadora.

DERMATOPLASTIA - Cirurgia plástica

da pele.

DERMATORRÉIA - Hipersecreção

das glândulas da pele.

DERMATOSE - Qualquer doença da

pele.

DERMATROFIA - Atrofia da pele.

DERMATOTOMIA - Dermatomia,

incisão da pele.

DERMATÓTOMO - Instrumento

para fazer incisão na pele.

DÉRMICO - Relativo à pele.

DERMITE - V. Dermatite.

DERMÓFITO - V. Dermatófito.

DERMOFLEBITE - Inflamação das

veias da pele.

DERMOGRAFISMO - Estado especial

da pele quando ela é riscada por

algum objeto pontiagudo, tornandose

vermelha e saliente.

DERMOMALACIA - V. Dermatomalacia.

DERMOPATIA - Toda doença da

pele.

DERMOPLASTIA - V. Dermatoplastia.

DERMORRAGIA - Hemorragia da

pele.

DERMOVACINA - Vacina intradérmica

que se aplica na pele, no seu

interior e não debaixo dela (senão

seria hipodérmica ou subcutânea).

DERRAME PLEURAL - É o acúmulo

de líquido no espaço pleural (tórax).

DESARTICULAÇÃO - Amputação

numa articulação; fazer sair da articulação;

destroncar.

DESBRIDAR - Seccionar os tecidos

para ampliar uma ferida com a finalidade

de exploração cirúrgica.

DESBRIDAMENTO - Secção de

bridas construtivas. Limpeza mecânica

de uma ferida infectada com a

remoção de toda matéria estranha e

tecidos desvitalizados nela contidos.

DESCALCIFICAÇÃO - Perda ou remoção

dos sais de cálcio dos ossos.

DESCAPSULIZAÇÃO - Remoção da

cápsula de um órgão.

DESCOMPENSAÇÃO - Falta de reação

normal a certos estímulos. Insuficiência.

DESCORTICAÇÃO - Remoção cirúrgica

da camada externa ou

córtex.

DESEQUILÍBRIO - Perda de equilíbrio.

DESFIBRILADOR - Aparelho que

transmite impulsos elétricos ao coração

para combater a fibrilação

auricular, que é mortal em poucos

segundos.

DESFIBRILADOR IMPLANTÁVEL -

Procedimento que consiste na implantação

de aparelho no tórax do

paciente, capaz de automaticamente

corrigir arritmias graves através

de descargas elétricas, evitando o

agravamento de suas condições clínicas,

e em muitas ocasiões até o

óbito.

DESIDRATAÇÃO - Perda anormal de

líquido do organismo. A desidratação

começa quando a quantidade de

líquidos ingerida é inferior àquela

que é eliminada através da urina, da

respiração, da transpiração e das fezes.

A desidratação surge freqüentemente

em conseqüência de vômitos,

diarréia ou perda sangüínea, ou resultante

de transpiração copiosa

provocada pelo calor ou por grande

excitação. O tratamento consiste no

aumento da ingestão de líquidos,

como água, suco de frutas ou leite,

mas principalmente soro fisiológico.

DESINFECÇÃO - Destruição dos micróbios

patogênicos. Deve ser feita no

quarto do hospital ou na residência

do doente após seu restabelecimento

da doença infecciosa, ou até mesmo

durante o curso da moléstia para evitar

sua transmissão a outros.

DESINFETANTE - Substância que

mata os micróbios patogênicos.

DESLOCAÇÃO - V. Deslocamento.

DESLOCAMENTO - Ocorre quando

um osso sai do lugar. Geralmente,

resulta de alguma violência e

pode ocorrer em quase todas as juntas.

Talvez o mais comum seja o

deslocamento do ombro - quando a

cabeça arredondada do úmero (osso

da parte de cima do braço) sai da

sua concavidade, no ombro. Há uma

dor aguda, e a junta fica imóvel. Os

que não têm experiência não devem

fazer nada, a não ser colocar o paciente

numa posição confortável e

conseguir ajuda médica. As tentativas

de movimentar o osso deslocado

podem danificar a junta e devem

ser evitadas. A parte afetada pode

ser apoiada (por uma almofada, por

exemplo) até que o médico chegue.

DESLOCAMENTO DE DISCO - A

espinha dorsal consiste de uma

coluna de ossos fortes (vértebras),

separados por discos rijos, mas

compressíveis. Ocasionalmente

pode ocorrer de um dos discos - que

é como um coxim - sofrer um dano

e o seu enchimento gelatinoso ser extraído

da vértebra pela pressão. Isso

provoca uma pressão sobre os tecidos

circundantes, e o resultado é uma

forte dor nas costas. Quando os nervos

que saem da medula espinhal são

comprimidos, o resultado é a ciática

- dor na nádega e perna. Quase sempre

segue-se um formigamento ou

entorpecimento na panturrilha ou no

pé. O deslocamento de disco pode

ser tratado de várias formas. O repouso

absoluto, um emplastro ou colete

sustentador e a tração são sempre

usados. O alívio da dor provavelmente

se deve mais ao enrugamento

da parte deslocada do que

pelo retorno desta à concha do disco.

Exercícios de fortalecimento das

costas (V. Dor lombar.) são úteis

depois que a dor cede. O valor do

emplastro ou colete é que com eles

a espinha pode descansar enquanto

o paciente fica de pé. Apesar de incômodo,

geralmente é preferível a

um longo período de cama. Ocasionalmente,

casos graves se beneficiam

com uma cirurgia, na qual

é removido o disco danificado

(laminectomia).

Como o núcleo do disco é formado

de um material gelatinoso, na maioria

dos casos é improvável que ele

possa ser recolocado. Mais provavelmente,

a manipulação estica e

rompe pequenos pedaços de tecido

fibroso, permitindo que o disco se

estabeleça numa área mais confortável,

com menos pressão sobre o

nervo. Todo mundo deveria procurar

colocar o mínimo esforço possível

sobre a coluna vertebral,

flexionando sempre os joelhos para

pegar qualquer objeto do chão. A

maioria dos deslocamentos de discos

reage às medidas cautelosas citadas

acima, somadas a um bom

senso no dia-a-dia.

Nenhuma dor lombar aguda é um

deslocamento de disco. Existem

muitos tipos de deslocamentos pequenos

entre as muitas facetas das

vértebras. Existem muitos tipos de

problemas nas costas, variando de

uma pequena irritação a até mesmo

uma paralisia total - quando o músculo

do fêmur se desgasta. Alguns

neuróticos se escondem por trás de

uma dor nas costas, mas esse é um

outro problema.

DESMAIO - Perda de consciência

momentânea, que tem várias causas.

A maioria dos desmaios não é séria

e passa rápido. Sua causa geralmente

é emocional. Algumas pessoas

desmaiam ao ver sangue; outras desmaiam

na igreja ou ao receber más

notícias. Esses fatores causam um

abalo no controle nervoso da circulação

que resulta no desmaio. As

pessoas variam na sua constituição,

e algumas passam a vida toda sem

desmaiar, enquanto que outras desmaiam

facilmente. O desmaio pode

ser bastante reduzido, agitando-se

continuamente os dedos do pé - ajudando,

portanto, o sangue a retornar

das pernas para o coração. A pessoa

desmaiada precisa ser deitada de

costas. Não é preciso mais nada e é

imprudente tentar introduzir líquidos

(conhaque, etc.) garganta

abaixo, pois isso pode provocar um

choque. Na sensação de desmaio,

sente e coloque a cabeça entre os

joelhos, o mais para baixo possível,

até que a sensação passe.

Em certos casos, o desmaio pode

ser um sintoma de doença, como a

anemia ou, ocasionalmente, uma

doença cardíaca. Em geral, um único

desmaio não deve ser motivo de

alarme, principalmente se houver

alguma causa emocional, ou estiver

muito calor. No entanto, se uma

pessoa desmaiar sempre e aparentemente

sem nenhum motivo, deve

consultar um médico para ver se há

alguma causa subjacente.

DESMÓIDE - Como um feixe. Tecido

fibroso.

DESNUTRIÇÃO - Estado em que o

paciente se apresenta emagrecido,

normalmente por falta de alimentação

ou por uma doença consumptiva.

Deficiência de nutrientes

que compromete o adequado estado

nutricional do indivíduo.

DESTILAÇÃO - Processo pelo qual

se separam as partes voláteis das

partes fixas de uma substância. Ex.:

água destilada.

DESTILADO - A porção da substância

que foi destilada.

DESVIO CONGÊNITO DO QUADRIL

- Alguns poucos bebês nascem

com as juntas do quadril

deslocadas. Felizmente, hoje existem

exames adequados, e em geral

há cura com o uso de uma tala durante

alguns meses.

DETERGENTE - Que limpa.

DETERSIVO - V. Detergente.

DETRITO - Resto, resíduo.

DEUTEROPATIA - Doença secundária

a outra.

DEXTRINA - Glicídio isômero do

amilo.

DEXTRO - Sito à direita.

DEXTROCARDIA - Transposição do

coração para o lado direito do tórax.

DEXTROCULAR - Relativo ao olho

direito.

DEXTRÓGIRO - Que desvia para a

direita o plano de polarização da luz.

DEXTRÔMANO - Que tem mais

agilidade na mão direita.

DEXTROPÉDIO - Que emprega

preferentemente o pé direito.

DEXTROSE - Tipo de glicose de ação

rápida, adequada para recuperar a

energia e evitar o sono em viajantes

de longas distâncias. Um dos

açúcares produzidos no organismo

pela digestão dos amidos. (Os diabéticos

a carregam consigo para se

precaver de quedas repentinas do

açúcar no sangue e evitar o coma.)

DEXTROVERSÃO - Torção para a

direita.

DIABETES - No diabetes, o organismo

fica incapaz de fazer uso

apropriado dos carboidratos ou alimentos

doces. Normalmente, os

carboidratos passam por transformações

no organismo, liberando

energia que este possa utilizar. Essas

transformações são controladas

pela insulina, produzida por uma

das glândulas internas - o pâncreas.

No diabetes, o pâncreas não produz

insulina suficiente, de modo

que o açúcar se acumula, em vez

de ser utilizado apropriadamente.

Os rins tentam se livrar desse excesso

de açúcar, e o paciente urina

mais do que o normal, como conseqüência,

tem uma sede persistente.

Outros sintomas incluem uma indisposição

geral, perda de peso e

energia, prurido na pele e possibili-

dade de infecções como furúnculos.

Existem dois tipos de diabetes - um

que ocorre em jovens, e o outro em

pacientes obesos, mais idosos.

Em 90% dos casos a causa do diabetes

é a deficiência de produção

de insulina, hormônio responsável

pela assimilação do açúcar no organismo

(diabetes tipo 1), ou por

uma falha nos receptores deste

hormônio (diabetes tipo 2) associada

à vida adulta.

O diabetes nos jovens requer sempre

uma reposição regular de insulina,

enquanto que os pacientes idosos

podem reagir apenas com uma

restrição na dieta, ou à dieta mais os

comprimidos de glicose. Isso permite

que o paciente produza a maior

parte de seus suprimentos limitados

de insulina natural. A maioria dos

diabéticos (inclusive muitos médicos!)

pode levar uma vida normal,

com uma ou duas doses ao dia. Eles

devem ter horários regulares de refeição

e estar cientes de sua tolerância

para com os exercícios, senão,

podem se afundar em estados de baixa

taxa de açúcar no sangue. Depois

que pacientes e médicos estabeleceram

a dieta, as necessidades de insulina

e os exercícios balanceados,

os diabéticos podem viver por completo

suas vidas. Sensações de fraqueza,

irritação ou falta de concentração

podem indicar uma taxa baixa

de açúcar no sangue e, por essa

razão, eles carregam consigo comprimidos

de glicose.

A maior vantagem da atividade física

para os diabéticos é prevenir

complicações da doença, porque, a

longo prazo, o excesso de glicose

no sangue causa problemas nos rins,

olhos e coração; e carência de açúcar

afeta os tecidos, os ossos e a

musculatura. Uma das respostas do

organismo ao exercício físico é a

imediata melhora da fadiga e controle

de peso. As caminhadas são

indicadas para casos do tipo 2, e o

ideal é andar entre 20 e 30 minutos

por dia, começando gradualmente

com 15 minutos. As principais vantagens

do exercício físico para o

diabético do tipo 2 são: 1) diminuição

da quantidade de colesterol e

triglicérides no sangue, reduzindo

o risco de doenças cardíacas, visto

que o exercício aumenta a quantidade

de HDL - colesterol, fração do

colesterol relevante para a prevenção

da ocorrência da arteriosclerose,

grande ameaça aos diabéticos;

2) queima o excesso de calorias, o

que reduz o peso corporal, desde

que o paciente diminua a ingestão

de alimentos mais ricos em calorias,

deve-se repor o líquido perdido

durante o exercício para evitar a

desidratação; 3) aumenta a sensibilidade

à insulina e, em conseqüência,

a dose de insulina ou

hipoglicemiantes orais pode ser

reduzida.

Os diabéticos geralmente carregam

um cartão, ou usam um bracelete

médico, indicando sua condição. Se

uma pessoa for encontrada em estado

semiconsciente ou bêbado, é

melhor checar isso. Se ela estiver

consciente o suficiente para engolir

açúcar, isso pode restabelecê-la;

senão, é necessária assistência médica

urgente. O coma diabético se

produz quando o açúcar alcança nível

elevado no sangue, e se acumulam

neste os produtos ácidos procedentes

da desintegração incompleta

dos carboidratos. Há uma perturbação

no organismo por não haver

o necessário equilíbrio entre o

nível de açúcar e insulina.

Cinco milhões de brasileiros são diabéticos,

segundo a OMS, o que

coloca o país em 6º lugar em casos

da doença. Os endocrinologistas

advertem que os casos de diabetes

vêm aumentando na proporção em

que cresce o número de obesos. A

obesidade é considerada um problema

de saúde pública no Brasil e no

mundo. Caso não seja controlado

corretamente, o diabetes leva a

complicações, como deficiência circulatória,

lesões renais e cegueira.

DIABETES GESTACIONAL - Surge

durante a gravidez, geralmente após

o quarto mês de gestação, e atinge

2,5% a 5% do total de gestantes. Ela

traz problemas para a mãe relacionados

ao parto prematuro, facilidade

para adquirir e também o risco

de aumento de pressão; e para o

bebê como recém-nascido com

mais de 4 kg, risco de convulsões

(hipoglicemia), problemas respiratórios

e malformação. O diabetes

gestacional deve ser diagnosticado

antes que a mãe ou o feto fiquem

doentes, daí a importância do acompanhamento

médico desde o início

da gravidez. O diabetes gestacional

desaparece após o parto em 98%

dos casos; ele atinge especialmente

mulheres com mais de 30 anos,

obesas ou que ganharam muito peso

durante a gestação, ou que tenham

parentes próximos com esta doença.

DIABETES MELLITUS - V. Diabetes.

DIABETES RENAL - Doença em que

o paciente expele quantidade muito

grande de urina (vários litros)

esbranquiçada e aquosa, mas sem

glicose, e ingere outro tanto de

água.

DIABETES SACARINO - Diabetes

verdadeiro. Diabetes mellitus. Produzido

pela falta ou deficiência de

insulina.

DIABÉTIDE - Manifestação cutânea

do diabetes.

DIADOCOCINÉSIA - Faculdade

normal de fazer movimentos rápidos

e alternados como, por exemplo,

pronação e supinação dos dedos,

da mão, etc. A incapacidade de

o fazer é a adiadococinésia.

DIÁFANO - Que deixa passar a luz.

DIÁFISE - Corpo dos ossos longos;

corresponde à porção mais ou menos

cilíndrica, situada entre ambas

as epífises.

DIAFISITE - Inflamação de uma

diáfise.

DIAFORESE - Sudação profunda.

DIAFORÉTICO - Que produz sudação.

DIAFRAGMA - Músculo em forma

de guarda-chuva, que separa o tórax

do abdome. É imprescindível tanto

no processo respiratório como no

circulatório, nos quais se contrai e

se expande. Graves conseqüências

ocorrem em qualquer transtorno

funcional do diafragma, por lesão

nervosa. Sua inflamação provoca

mal-estar, dispnéia e uma sensação

de pressão na região inferior ao tórax.

É sujeito a espasmos clônicos

(vulgarmente chamados “soluços”)

e a espasmos tônicos, nos quais o

músculo se encontra em constante

tensão; os tônicos mais graves geralmente

se associam a doenças

como o tétano, a hidrofobia e a epilepsia.

O diafragma também está

sujeito a hérnia ou ruptura por

traumatismo, deformidade congênita

ou penetração do estômago através

do hiato ou abertura isofágica.

DIAGNOSE - Diagnosticar, reconhecer

a natureza de uma doença.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL -

Distinção entre doenças, cujos sinais

e sintomas são parecidos.

DIALISADOR - Dispositivo para efetuar

a diálise.

DIÁLISE - Processo de separação de

substâncias cristalóides e colóides

por meio de filtração em uma membrana

semipermeável. As cristalinas

passam rapidamente; as colóides,

muito lentamente.

DIAPEDESE - Passagem de glóbulos

através das paredes vasculares íntegras.

DIARRÉIA - Condição em que as fezes

ficam anormalmente líquidas,

mas é comum usar a definição quando

os intestinos funcionam com

mais freqüência que o normal. Essas

condições geralmente ocorrem

juntas. Existem muitas causas para

a diarréia, desde uma simples indigestão

até uma infecção aguda ou

um câncer. Nas crianças, ela pode

ocorrer depois de terem comido

muita fruta; mas ela é geralmente

causada por uma infecção. Nas diarréias

mais amenas, é melhor que

a pessoa se alimente só com líquidos

durante 24 horas, ou seja, com

sucos de frutas ou soluções de

glicose - uma colher de sobremesa

para meio litro de água, mais uma

pitada de sal. Continue isso com

uma dieta leve no dia seguinte ou

durante dois dias - nada de carnes,

só verduras e legumes; ou só frutas

durante três dias. Se a diarréia persistir

e vier acompanhada de dor ou

aumento de temperatura, procure o

médico. Os bebês (com menos de

um ano) devem ser levados ao médico

logo, pois estão suscetíveis a

perdas de líquido, e a sua taxa de

líquidos no organismo pode ficar

muito baixa, de forma perigosa.

Constitui um sintoma e não propriamente

uma doença.

DIARTOSE - Articulação que se movimenta

livremente. Ex.: o braço

que se dobra, a perna, etc.

DIASTASE - Fermento contido no

malte, que converte o amilo em

maltose.

DIASTEMA - Espaço, fenda.

DIÁSTOLE - Dá-se esse nome aos

movimentos de dilatação do coração,

durante os quais as câmaras

cardíacas se enchem de sangue, e

que durante a sístole é impulsionado

para o interior das artérias.

DIATERMIA - Energia radiante por

meio de ondas ultracurtas, curtas e

longas.

DIATERMOCOAGULAÇÃO - Coagulação

por meio de diatermia a

alta temperatura.

DIÁTESE - Suscetibilidade especial

de certas pessoas a algumas

doenças.

DIÁTESE ESPASMOFÍLICA - Tendência

às convulsões e à tetania.

DIÁTESE EXSUDATIVA - Tendência

à excessiva secreção das mucosas,

com formação de escamas e crostas

na pele.

DIÁTESE HEMORRÁGICA - Tendência

à púrpura e às hemorragias.

DIATÉSICO - V. Diátese.

DICK (REAÇÃO DE) - Reação para

verificar se o indivíduo é sensível à

escarlatina. Trata-se de uma prova

cutânea, intradérmica, feita com a

toxina eritrogênica, produzida pelo

Streptococcus Pyogenes, para se

determinar a suscetibilidade ou resistência

à escarlatina.

DICOTOMIA - Divisão em duas

partes.

DIDÁCTILO - Que só tem dois dedos.

DÍDIMO - Gêmeos.

DIELÉTRICO - Material não condutor

de eletricidade.

DIÉRÉSE - Separação cirúrgica de

partes normalmente unidas.

DIET - Termo inglês que indica produtos

dietéticos que não contêm

açúcar, recomendados para diabéticos.

Alguns alimentos diet podem

apresentar elevado teor calórico

(chocolates e sorvetes), não confundir

com o termo inglês light.

DIETA - Regime alimentar com

ingestão de alimentos que se faz

visando preencher as necessidades

do indivíduo sadio ou enfermo (incluindo

ou excluindo alimentos).

Ex.: dieta hipocalórica, dieta rica em

ferro, dieta sem resíduos, dieta para

diabetes.

DIETA BALANCEADA (EQUILIBRADA)

- Esta dieta deve ter cerca

de 50% de suas calorias sob a forma

de carboidratos, 35% sob a forma

de lipídios (gorduras) e 15% de

proteínas. No Brasil o vocábulo inglês

balanced foi mal traduzido e

esta dieta que se chama “equilibrada”

ficou sendo mais conhecida

entre nós como “balanceada”.

DIETA DE EMAGRECIMENTO -

Quando há excesso de peso (obesidade),

o melhor tratamento é uma

dieta de emagrecimento, a qual

deve ser acompanhada pelo conhecimento

do valor nutritivo e calórico

dos alimentos. Uma vez atingida

a redução desejada no peso é

importante manter a dieta e os hábitos

alimentares sob constante vigilância.

DIETA DE SIPPY - Dieta para úlcera

péptica abrangendo as modalidades

nos 1, 2 e 3 que suavizam progressivamente.

DIETAS ESPECIAIS - Certas doenças

como o diabetes, afecções do coração

e rins, úlceras e diversos tipos

de infecção, requerem dietas especiais

sob controle médico.

DIETÉTICA - Ciência da alimentação

equilibrada, que contribui para

manter a saúde.

DIETOTERAPIA - Tratamento exclusivo

ou como fator auxiliar do tratamento

de doenças através da alimentação.

DÍFALO - Anormalidade muito rara:

presença de dois pênis (e geralmente

duas bexigas).

DIFTERIA - Uma doença que já esteve

espalhada pelo mundo todo e

que, atualmente, desapareceu de

muitos países devido à vacinação

generalizada das crianças em tenra

idade. Ela começa com uma infecção

de garganta e produz uma membrana

que pode bloquear a respiração

e também um veneno que pode

danificar o coração e os nervos.

Toda infecção de garganta, acompanhada

de febre alta, necessita de

assistência médica. A difteria é rara

hoje em dia, mas pode haver tonsilite,

necessitando de antibiótico. Se

houver qualquer motivo para dúvida,

pode-se fazer um exame especial.

A infecção é causada pelo

bacilo de Loeffler, que se localiza

de preferência nas mucosas da boca

e da garganta provocando inflamação,

febre, alterações cardíacas e

anemia.

DIGÁSTRICO - Músculo que abaixa

a mandíbula. Com duas intumescências

ou dois ventres.

DIGESTÃO - Processo pelo qual os

alimentos se transformam em elementos

mais simples, para que possam

ser absorvidos pela corrente

sangüínea e darem origem à produção

de energia, à reestruturação dos

tecidos e ao crescimento. A digestão

realiza-se no tubo digestivo, que

é composto pela boca, faringe,

esôfago, estômago, intestino delgado,

intestino grosso, o cólon, o reto

e o ânus (incluindo pâncreas e fígado).

(V. Aparelho digestivo.)

DIGESTIVO - Eupético, que facilita

a digestão.

DIGITAL - 1) Referente aos dedos.

2) Nome de uma planta dotada de

notáveis propriedades tonicardíacas

e da qual se extrai a digitoxina e

outros alcalóides. É a Digitalis

purpurea.

DIGITALINA - Droga de grande valor

obtida das folhas secas da

Digitalis purpurea, que constitui

poderoso estimulante cardíaco.

Usada também para ativar o fluxo

urinário em pessoas que sofrem de

hidropisia ou edema.

DIGITALISMO - Intoxicação pela digital.

DIGITALIZAÇÃO - Administração

de digital até o total das doses necessárias.

DILACERAÇÃO - Divisão violenta.

DILUENTE - 1) Medicamento que

torna as secreções mais líquidas. 2)

Substância que dilui outra.

DINAMIA - Energia vital.

DINAMIZAÇÃO - Diluição crescente

das substâncias, o que, segundo

a Homeopatia, aumenta-lhes a eficiência.

DÍNAMO - Máquina geradora de

eletricidade.

DINAMÔMETRO - Instrumento

para medir a força da contração

muscular.

DIOPTRIA - Poder de refração de

uma lente com a distância total de

1 metro. É a unidade de medida do

poder de refração.

DIÓXIDO - Composto que contém

dois átomos de oxigênio.

DIÓXIDO DE CARBONO - Gás incolor

e inodoro produzido pela

combustão. Em forma de neve

carbônica é usado em Medicina

para destruir os nervos. Constitui

um dos produtos finais do metabolismo

celular das proteínas, carboidratos

e gorduras, os quais contém

compostos de carbono. Elimina-se

durante a fase respiratória chamada

“exalação” ou “expiração”.

DIPLEGIA - Paralisia de duas partes

homólogas.

DIPLOCOCO - Coco duplo (bactéria).

DIPLOCORIA - Pupila dupla.

DIPLOE - Tecido esponjoso que se

encontra entre as lâminas de tecido

compacto que formam os ossos do

crânio.

DIPLOPIA - V. Visão dupla.

DIPSOMANIA - Alcoolismo. Impulso

irresistível a fazer uso de bebidas

alcoólicas.

DIS - Prefixo grego que significa “difícil”,

“anormal”, “doloroso”.

DISARTRIA - Dificuldade em articular

as palavras devido a defeitos nos

centros nervosos.

DISBASIA - Dificuldade nos movimentos.

DISCINESIA - Distúrbio da motilidade

voluntária.

DISCO - Placa cartilaginosa encaixada

entre ossos que se relacionam

em uma articulação, por exemplo,

na coluna dorsal. Quando um desses

discos se rompe, a matéria mole

que contém pode passar através do

orifício e exercer pressão sobre os

nervos espinais (hérnia de disco).

DISCOPATIA - Qualquer alteração

do disco que se localiza entre as vértebras (que tem função amortecedora).

DISCORIA - Distúrbio das pupilas.

DISCROMATOPSIA - Perda da visão

das cores.

DISCROMIA - Anomalia da pigmentação.

DISENTERIA - Doença infecciosa do

cólon, provocada por bactérias que

dão origem à inflamação. Os micróbios

se propagam por meio de água

e alimentos contaminados. A doença

é comum nos climas quentes. Os

sintomas são: diarréia, que pode vir

seguida de um pequeno sangramento,

cólica no estômago e febre,

geralmente. Uma atenção às necessidades

de líquidos, comprimidos

para tornar mais lento o intestino e

antibióticos apropriados geralmente

cortam a doença logo no início.

DISENTERIA AMEBIANA - Afecção

provocada pelo parasita unicelular

Entamoeba histolytica, presente em

alimentos e bebidas contaminados.

Doença comum em climas quentes

e regiões pobres. Os sintomas benignos

são fadiga e depressão; os

graves são náuseas, falta de apetite,

flatulência e dores abdominais.

Quando os microorganismos se

estendem às paredes do intestino,

produz-se intensa diarréia, excreção

de sangue, fraqueza, vômitos e dor

do lado direito do abdome. O

microorganismo pode ser veiculado

por frutas, verduras e água, assim

como por moscas e baratas.

DISFAGIA - Dificuldade na deglutição.

DISFONIA - Distúrbio na voz.

DISFUNÇÃO - Distúrbio no funcionamento

de um órgão.

DISLALIA - Dificuldade na pronúncia

das palavras.

DISLEXIA - Condição em que uma

pessoa de inteligência normal tem

dificuldade para aprender a ler.

Existem centros especializados para

tais pacientes.

DISMENORRÉIA - Menstruação dolorosa

que pode ter várias causas. Ela

é mais comum nas mulheres entre

15 e 25 anos de idade. As mulheres

com dores fortes geralmente produzem

níveis altos de uma substância

chamada “prostaglandina”, que provocam

espasmos musculares no útero.

Se a dor não passar com analgésicos

simples, o médico pode receitar

outros tratamentos. A menstruação

dolorosa na meia-idade ou em

outras épocas pode ser provocada

por outros distúrbios ginecológicos.

DISOPIA - Defeito na visão.

DISOPSIA - V. Disopia.

DISOSMIA - Perturbação do olfato.

DISOVARIA - Distúrbio da função

ovariana.

DISOVARISMO - Disovaria.

DISPAREUNIA - Termo usado para indicar

relações sexuais dolorosas.

Com a mulher, há geralmente alguma

dificuldade na primeira vez em

que acontece a relação. A entrada da

vagina é mais ou menos vedada por

uma membrana conhecida como

hímen, e esta pode ser rompida antes que ocorra uma penetração total.

Às vezes, quando as primeiras tentativas

forem desajeitadas ou dolorosas,

a mulher fica amedrontada ou

apreensiva, de modo que a relação

seguinte será difícil para ela e seu

parceiro. As mulheres que sonham

que a relação sexual será fabulosa

(ela pode ser, mas em geral não da

primeira vez), acham um pouco

traumatizantes os ajustes necessários.

Se o homem for paciente, encorajando-

a, dando-lhe amor (acima de

tudo, amor) e dando-lhe tempo (talvez

alguns dias até, antes da penetração

completa), normalmente tudo

irá se acertar dentro de semanas.

Em alguns casos, a dispareunia é

provocada por uma doença ou inflamação

da vagina ou dos órgãos

pélvicos. Quando a dispareunia aparecer

de repente, depois de relações

sexuais sem dor, é necessário um

exame médico. Alguns casamentos

são destruídos porque os casais, por

uma ou outra razão, são incapazes

de estabelecer uma união física adequada;

é vital que se procurem conselhos

se houver uma dificuldade

contínua. (V. Frigidez.)

DISPENSÁRIO - Lugar onde se dá

assistência a doentes com distribuição

de medicamentos ou alimentos.

DISPEPSIA - Termo vago que abrange

diferentes tipos de indigestão. A

dispepsia geralmente implica em

mal-estar e flatulência após as refeições.

Ela pode ocorrer devido a

excesso (V. Acidose.) ou pode estar

associada a distúrbios internos,

como úlceras (V. Úlcera duodenal.)

ou cálculos biliares.

DISPEPSIA AGUDA - Indigestão;

os alimentos são rejeitados pelo

vômito.

DISPERSÓIDE - Solução colóide em

que os grãos não são visíveis ao microscópio.

DISPLASIA - Desenvolvimento anômalo

de um órgão ou de um tecido.

DISPLASIA MAMÁRIA - Doença

benigna da mama (dor e/ou cistos

da mama).

DISPNÉIA - Falta de ar, dificuldade

em respirar.

DISPNÉICO - Com dispnéia. Relativo

à dispnéia.

DISQUEZIA - Evacuação difícil e dolorosa.

DISRITMIA - Presença de ondas

anormais, geralmente no eletroencefalograma.

DISSECAR - Dividir, separar em

partes.

DISSECÇÃO DA AORTA - Dilatação

da túnica média e externa da

aorta que se faz mais ou menos agudamente,

resultante da rotura do

endotélio arterial num ponto do

vaso onde a túnica média e interna

foram lesadas por moléstia infecciosa

ou degenerativa.

DISSEMINADO - Diz-se de um tumor

que se dissemina pelo corpo.

DISSOLUÇÃO - Ato de uma substância desaparecer em outra sem

perder suas propriedades.

DISSOLVENTE - Que dissolve outra

substância.

DISTAL - Distante do corpo.

DISTENSÃO - Tensão excessiva e/

ou violenta que causa deslocamento

ou repuxo; retesamento; pode

ocorrer em músculos, nervos e ligamentos

de articulação. As juntas

são presas por faixas fortes de tecido

conhecidas como ligamentos. Se

uma junta é estendida além de seu

alcance normal de movimento por

uma torção repentina, por exemplo,

os ligamentos que os unem podem

ser torcidos ou rompidos. Isso é

conhecido como distensão. Há dor

na junta que persiste, e logo ela fica

inchada e rija. Uma das juntas que

se distendem comumente é a do tornozelo,

que geralmente é torcido

enquanto a pessoa caminha ou corre

em uma superfície irregular. O

melhor tratamento inicial é uma

compressa gelada, que ajuda a reduzir

a inchação. Geralmente é necessário

repousar um ou dois dias,

e a atividade pode então ser retomada,

desde que a junta esteja com

uma proteção. Uma bandagem ou

uma peça elástica é útil; a primeira

deve ser aplicada formando um oito

ao redor do pé e da parte inferior da

perna e deve ser usada até que passe

a sensibilidade e a inchação, que

podem durar até duas semanas. O

pulso também é sempre distendido

e deve ser protegido da mesma forma,

com uma bandagem em sentido

espiral, do nó dos dedos até a

metade do antebraço. Para as

distensões graves, procure um médico,

pois pode haver uma injúria

no osso além do ferimento no ligamento.

DISTENSÃO DO TÊNIS - Causada

pelo esforço dos músculos que

endireitam o braço no cotovelo.

Raramente causada pelo próprio

jogo de tênis; geralmente segue

atividades, como pintar a casa, em

que o esforço é maior. O braço

precisa de repouso de até três

semanas. Uma proteção elástica

usada por um ou dois dias geralmente

apressa a recuperação. Uma

ou duas injeções de hidrocortisona

e um anestésico local nos lugares

frágeis, se necessário, geralmente

curam. A dor parece pior durante as

24 horas após a injeção ter sido

dada, depois melhora. Aquecimento

e manipulação podem ser úteis

nos casos inflexíveis, ou uma pequena

cirurgia.

DISTOCIA - Parto difícil e complicado.

DISTROFIA - Perturbação grave da

nutrição.

DISTROFIA MUSCULAR - Um grupo

de distúrbios hereditários, no

qual os músculos vão se enfraquecendo

gradualmente, por causa de

um defeito no metabolismo. Existem

diferentes formas, mas um tipo

comum afeta principalmente os garotos

nos primeiros cinco anos de vida. A condição progride de forma

que, eventualmente, a criança fique

presa a uma cadeira de rodas, e

raramente viva mais do que vinte

anos, quando os músculos respiratórios

são envolvidos. Existem também

formas de distrofia mais amenas.

Atualmente, a fisioterapia é a

base do tratamento. Os casais jovens,

com um caso de distrofia

muscular na família, podem receber

informações quanto aos riscos

genéticos exatos. Consulte o médico

sobre isso. Uma mulher grávida

de uma família de risco pode fazer

um teste na décima quinta semana

de gravidez para descobrir o sexo

do bebê. Se for menino, há a probabilidade

de 50% de estar contaminado.

Uma menina não será atingida,

mas pode ser portadora da doença.

Vamos esperar que novas pesquisas

encontrem tratamento para

essa doença penosa.

DISÚRIA - Micção difícil e dolorosa.

DIURESE - Excreção de urina, normal

ou abundante, natural ou

provocada por medicamentos diuréticos.

DIURÉTICO - Medicamento que aumenta

a secreção urinária.

DIVERGENTE - Que se move em direção

diferente.

DIVERTICULITE - Inflamação dos

divertículos ou pequenas bolsas que

se formam nas paredes do intestino

grosso dos adultos e que podem

ficar irritadas e infeccionadas. Antes

que ocorram a inflamação e a

infecção, a condição pode ser

controlada por uma dieta rica em fibras.

Se ocorrer a infecção, ela

pode, quase sempre, ser curada com

antibióticos. A cirurgia raramente é

necessária. Na diverticulite aguda

pode ocorrer ulceração e perfuração

das paredes intestinais, com hemorragia

profusa, que requer imediata

intervenção cirúrgica. Foi de diverticulite,

e suas complicações, que o

presidente eleito no Brasil, Tancredo

Neves, veio a falecer antes de

tomar posse em 21 de abril de 1986.

DIVERTÍCULO - Pequeno fundo de

saco ou bolsa, nas paredes do trato

intestinal; quando inflama, desencadeia

sintomas semelhantes aos da

apendicite. Podem se formar divertículos

no esôfago, estômago,

duodeno e no cólon.

DIVERTICULOSE - Doença diverticular,

presença de numerosos

divertículos no intestino.

DIVULSÃO - Arrancamento, extração.

Dilatação.

D.L.M. - Dose letal mínima. A menor

quantidade de toxina que mata

um animal de laboratório.

DOADOR - Pessoa da qual sangue

ou tecidos são removidos para

outra.

DOCIMASIA - O mesmo que Exame.

DOCIMASIA HIDROSTÁTICA -

Exame do pulmão do feto morto

para saber se respirou ou não, isto

é, se nasceu vivo ou morto.

DOENÇA - Diz-se de qualquer afastamento

do quadro normal de saúde

(Miguel Couto).

DOENÇA AGUDA - Aquela que tem

início relativamente súbito, com

sintomas evidentes de duração limitada.

O contrário de Doença

Crônica.

DOENÇA AUTO-IMUNE - Aquela

na qual alterações funcionais ou

estruturais são causadas por anticorpos

ou células imunologicamente

competentes com reatividade

contra constituintes normais do próprio

organismo.

DOENÇA AZUL - Cianose. Comunicação

do sangue venoso com o

arterial.

DOENÇA CRÔNICA - Doença de

longa duração, com evolução lenta

e nunca é curada totalmente.

DOENÇA DA VACA LOUCA -

Acredita-se que esta doença, surgida

na Inglaterra há poucos anos e

que atinge o rebanho vacum, seja

causada pela ingestão de partes de

animais contaminadas, inseridas na

ração do gado. O chamado “Mal da

Vaca Louca” atingiu maciçamente

o rebanho inglês, que precisou ser

inteiramente sacrificado. Muitas

pessoas morreram e, atualmente,

todos os rebanhos do mundo são

cuidadosamente examinados para

prevenir qualquer tipo de doença,

entre elas a aftosa.

DOENÇA DE ALZHEIMER - Transtorno

Mental Orgânico, que recebeu

o nome do psiquiatra alemão Alois

Alzheimer, após a descrição que ele

fez de alguns casos no início do século

XX. A doença de Alzheimer é

considerada uma doença única, com

dois subtipos: pré-senil ou precoce

(com início antes dos 65 anos), e

senil ou tardia (com início após os

65 anos). Os principais sintomas são

esquecimentos, dificuldade de concentração,

desorientação no tempo

e no espaço, dificuldade para encontrar

palavras e para nomear objetos,

dificuldade para fazer cálculos e desenhos

simples. Os pacientes podem,

também, apresentar alterações de

personalidade, idéias exageradas de

desconfiança ou ciúme, alterações da

percepção (ilusões, alucinações e falsos

reconhecimentos), e alterações

do comportamento (como agressividade).

O início desta doença é

lento e sua evolução progressiva.

Atualmente, existem tratamentos

farmacológicos e psicossociais que

podem aliviar os sintomas, ou ao

menos retardar a sua progressão,

principalmente se instituídos no início

da evolução.

DOENÇA DE CARÊNCIA - Doença

pela falta de substâncias indispensáveis

à nutrição, como vitaminas,

sais minerais, etc.

DOENÇA DE NICOLAS-FAVRE -

Linfogranulomatose inguinal.

DOENÇA DO SONO - Doença tropical

causada por um tripanossoma

transmitido pela picada da mosca

tsé-tsé.

DOENÇA DOS PAPAGAIOS - V.

Psitacose.

DOENÇA FUNCIONAL - Doença

sem lesão orgânica.

DOENÇA IDIOPÁTICA - Doença

sem causa conhecida.

DOENÇA INDUSTRIAL - Doença

profissional que aparece em conseqüência

da ocupação habitual dos

pacientes, como, por exemplo, a

pneumoconiose dos mineiros. (V.

Doença profissional.)

DOENÇA INFECCIOSA - Doença

transmissível causada por diferentes

microorganismos - bactérias, fungos,

vírus, vermes ou protozoários -, que

penetram, se desenvolvem e se multiplicam

no organismo.

DOENÇA INTERCURRENTE - Doença

que surge no decurso de outra,

mas sem relações com essa.

DOENÇA MENTAL - Muitas pessoas

no mundo sofrem de algum tipo

de doença mental, e milhares tentam

o suicídio - na maioria, sem

êxito.

A inteligência abaixo do normal, o

autismo, a senilidade e os distúrbios

resultantes de causas físicas,

como acidentes, tumores, danos no

cérebro, etc., não estão incluídos

neste verbete.

Como numa doença física, o distúrbio

pode variar de trivial e tolerável

até penoso e debilitante. Uma

doença relativamente amena, em

que o paciente tem um bom insight

de sua condição, é conhecida como

neurose (V. Neurose.) Uma doença

grave em que o paciente pode não

ter nenhum insight do absurdo de

algumas de suas idéias (quando ele

perde o contato com a realidade, por

exemplo) é conhecida como psicose

(V. Psicose.) Esta requer tratamento

especializado urgente.

Apesar de poder ser diagnosticada

uma doença - como a depressão ou

a ansiedade (V. Ansiedade.) por

exemplo -, pode estar presente uma

mistura de várias condições. A fobia,

que é um medo irracional, pode

ocorrer sozinha ou como característica

de uma doença mais extensiva.

Os sintomas de doenças mentais são

vários e incluem sensações, depressão,

ansiedade e obsessões,

compulsões, fobias, delírios e

excitamento ou agressões verbais

ou físicas excessivas (por causa do

medo ou de culpa), etc. A fobia, ou

medo irracional, pode estar relacionada

a um espaço aberto

(agorafobia), a espaços restritos

(claustrofobia), à escuridão, a certos

animais, etc.

As pessoas obcecadas têm a mente

obrigada (de forma doentia) a girar

em torno de um assunto. Os pacientes

podem decair e desenvolver

os delírios (V. Alucinação.), às vezes

acreditando, por exemplo, que

vão desenvolver mais uma série de

dentes. Quando os medos normais

de inflação, bombas e guerra, e de

ser estuprado atingem um nível irracional,

a condição pode ser descrita

como estado de ansiedade.

A depressão é comum, com as vítimas

não vendo luz no final do túnel

ou se assentando na miséria. Os

sintomas podem incluir a incapacidade

de lutar, falta de senso,

raciocínio lento, indecisão, distúrbios

de sono e sensações de desmerecimento.

O perigo é que isso

pode levar à idéia de suicídio; dessa

forma, é necessário assistência

médica urgente. As pessoas deprimidas

também podem telefonar

para o C.V.V. Samaritanos (número

na lista telefônica local), que trata

de tudo em sigilo absoluto.

DOENÇA MITRAL - Insuficiência

da válvula mitral.

DOENÇA ORGÂNICA - Doença

com lesão manifesta.

DOENÇA POR RADIAÇÃO - Causada

pela exposição à radiação, nas

atividades ligadas à radioterapia ou

de energia nuclear. Sintomas: náuseas

intensas, fadiga, diarréia, hemorragia

interna e destruição gradual

dos glóbulos brancos.

DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA

CRÔNICA - Limitação crônica

ao fluxo aéreo causada por

bronquite crônica e ou enfisema.

DOENÇA PULMONAR OCUPACIONAL

- Doença pulmonar causada

por inalação de agentes presentes

no ambiente de trabalho.

DOENÇA PROFISSIONAL - Doença

contraída por um trabalhador, em

razão especificamente de seu exercício

profissional. Exemplos: Infecções

como o carbúnculo, tuberculose

e até o resfriado comum; de

origem biológica, como a febre

paratifóide, doença de Newcastle;

e a brucelose.

DOENÇA REUMÁTICA - Doença infecciosa,

com um potencial de agressão

para todos os tecidos mesenquimatosos,

mas com predileção

para certos pontos do organismo,

especialmente o coração, onde ataca

o endocárdio e o miocárdio.

DOENÇA SECUNDÁRIA - Doença

conseqüente a outra ainda ativa.

DOENÇAS AMIOTRÓFICAS - São

assim denominadas aquelas que

produzem degeneração muscular.

(V. Esclerose lateral.)

DOENÇAS CARENCIAIS - Hoje em

dia menos freqüentes por causa do

melhor conhecimento sobre nutrição,

dieta e manutenção de boas

condições de saúde, são estados

anormais ou enfermidades provocadas

por deficiência na dieta das

substâncias necessárias, como vitaminas,

proteínas, aminoácidos e

sais minerais. São elas: raquitismo,

por falta de vitamina D; escorburto,

pela ausência de vitamina C; pelagra,

associada em grande parte à falta

de ácido nicotínico, uma das vitaminas

do Complexo B; a xeroftalmia,

ou cegueira noturna, pela

carência de vitamina A na dieta;

beribéri, por ausência de tiamina; e

o bócio, pela falta de iodo.

DOENÇAS CONTAGIOSAS - Aquelas transmitidas de uma pessoa para

outra, por contágio direto (raiva e

gripe); por veículos inanimados (leite,

carne, água) e por vetores biológicos

(pulgas, piolhos, carrapatos e

mosquitos). Hoje se diz “doenças

transmissíveis”.

DOENÇAS DEGENERATIVAS - As

produzidas por deterioração ou distúrbios

em órgãos do corpo como

coração ou rins.

DOENÇAS DO COLÁGENO -

Nome comum que se aplica a enfermidades

raras do tecido conjuntivo.

São elas: periarterite nodosa,

na qual são afetados principalmente

os vasos sangüíneos; lúpus

eritematoso, distúrbio crônico e grave

que afeta as mulheres entre os

15 e 40 anos. Um dos sinais característicos

é o surgimento de uma

inflamação no nariz com a forma

de borboleta. Também afeta articulações

e o coração; escleroderma,

doença não comum, que afeta particularmente

o tecido conjuntivo da

pele, provocando o seu endurecimento,

mais freqüente em mulheres

entre 30 e 50 anos.

DOENÇAS MENTAIS, CAUSAS DE

- O estresse ou opressão é uma causa

comum. Nós dizemos “Ele

endoidou”, que indica quebra prolongada

das regras saudáveis, como,

por exemplo, excesso de trabalho,

de jogo, ou ambos talvez. O desemprego

pode causar medo, etc., assim

como a contínua preocupação

com problemas insolúveis e sentimentos

de culpa. O conflito com

comportamento reprimido pela

consciência é comum, assim como

o medo de vida amorosa destruída

e sentimentos de inferioridade. As

dificuldades sexuais e as perturbações

temporárias por causa da menopausa

ou a alguma cirurgia podem

ser sérias.

O desequilíbrio hormonal (a menopausa,

por exemplo) e as doenças

físicas reais ou imaginárias podem

distorcer a mente. Os problemas de

dinheiro, perdas, frustrações, ciúme,

solidão, etc. podem prejudicar a função

mental. Os pesadelos, dores de

cabeça, esgotamento, pouca concentração,

longos silêncios e comiseração

são sinais de “fumaça”.

Provavelmente, o maior preventivo

de doença mental seja o bom humor.

Aqueles que conseguem dizer

que talvez não eram bem-tratados

porque assim o mereciam, ou talvez

não faziam amizades porque

não se preocupavam o suficiente

com isso, obviamente estão muito

saudáveis. Afinal de contas, “o mais

sábio homem também sente prazer

com uma pequena tolice de vez em

quando”. (V. Mania, Paranóia,

Esquizofrenia, Estado de ansiedade,

Terapia eletro-convulsiva, Depressão.)

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS - Aquelas

que afetam a respiração por atacarem

os pulmões ou os sistemas,

órgãos, tecidos ou membranas que

nela intervém; tais doenças tornaram-se muito freqüentes nos centros

urbanos expostos à poluição do ar,

pela grande quantidade de dióxido e

monóxido de carbono, e de outros

gases resultantes da atividade industrial

e da circulação de automóveis.

Exemplos: asma e bronquite que afetam

15% da população brasileira.

DOENÇAS DO RIM - Os rins são

dois órgãos na parte de trás da cavidade

abdominal. Eles filtram o

sangue que passa continuamente

por eles e remove os produtos inúteis,

que são descartados na urina.

Os rins são o local de uma inflamação

aguda, conhecida como nefrite.

Os sintomas são dor no lombo, febre

e urina de cor vermelha-escuro

por conter sangue. Pode haver também

uma inchação abaixo dos olhos

e nas partes inferiores do corpo pela

presença de água nos tecidos. (V.

Edema.) É necessário tratamento

médico urgente.

Às vezes, a infecção sobe pelos canais

do rim, vindo da bexiga, causando

a pielonefrite. (V. Pielonefrite.)

Nesse caso, há geralmente

febre, dor no lombo e grande freqüência

de urina. Essa infecção necessita

de investigação urgente e tratamento

com antibióticos.

Em alguns pacientes, a doença séria

pode resultar na falha do rim em

remover os produtos inúteis do sangue.

(V. Uremia.) Os tratamentos

modernos têm revolucionado as

perspectivas para essas pessoas.

Existem mecanismos artificiais de

rim, às vezes instalados na própria

casa do paciente, que podem substituir

o trabalho dos próprios rins,

filtrando o sangue. Os pacientes são

ligados em uma máquina, três noites

por semana, e eles e suas famílias

aprendem a lidar com o maquinário,

aparentemente complicado. Muitos

são ajudados pelos transplantes de

rim, quando existe disponível um

rim de algum doador, que seja adequado

e se encaixe bem. Os pacientes

com transplantado necessitam

de um tratamento contínuo com

drogas para evitar a rejeição ao novo

rim, mas em geral eles se sentem

muito bem.

Todos nós podemos ajudar esses pacientes,

concordando em deixar

nossos rins disponíveis para transplante

após a nossa morte. As pessoas

podem deixar cartões assinados

doando o rim.

Às vezes, desenvolvem-se cálculos

no rim que depois escapam, provocando

dor e sangramento quando

passam pelo duto (ou ureter) do rim

até a bexiga. É necessária investigação

médica. (V. Cálculo e Cólica

renal.)

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS

(DST) - São as seguintes:

gonorréia ou blenorragia, sífilis,

cancro mole, ninfogranuloma venéreo,

donovanose, tricomoníase,

candidíase, uretrites, herpes vaginal,

corrimentos vaginais, molluscum

contagiosum, doença de Reiter,

escabiose, pediculose.A mais comum é a uretrite não-específica

(V. Uretrite não-específica.),

geralmente provocada por um

micróbio “clamídia”. Apesar do

tratamento, podem ocorrer complicações

nos olhos e juntas. As

tricomonas, que produzem uma secreção

vaginal, podem se propagar

por meio da relação sexual, assim

como um tipo grave de hepatite. O

piolho-do-púbis também se propaga

através de relações sexuais.

O vírus do herpes (HSV-2) é uma

outra causa das doenças sexualmente

transmissíveis. O herpes genital geralmente

produz bolhas doloridas na

genitália de ambos os sexos. A incidência

dessa doença está aumentando,

provavelmente por causa das atitudes

permissivas e ao maior uso de

anticoncepcionais que não são de

barreira. Ela pode ser periódica e afetar

a saúde de uma criança em gestação,

se ocorrer um ataque na gravidez.

O vírus do herpes pode estar

envolvido no desenvolvimento do

câncer do colo de útero, alguns anos

depois. Até pouco tempo atrás, não

havia um tratamento satisfatório,

mas já existe uma droga antivirulenta

que parece eficaz. A Aids (Síndrome

de Imunodeficiência Adquirida) é,

hoje em dia, a mais grave doença sexualmente

transmissível. Ela diminui

as defesas naturais do organismo

contra as doenças, até tipos raros

de câncer, e pode ser fatal. Ver

cada uma dessas doenças nos verbetes

correspondentes.

DOENÇAS VENÉREAS - (V. Gonorréia,

Sífilis, Uretrite não-específica

e Doenças Sexualmente Transmissíveis.)

DOLERIS (SONDA DE) - Antiga

sonda de dupla corrente para lavagem

uterina. Fora de uso hoje.

DOLICOPÉLVICO - Com bacia

anormalmente longa.

DOPAMINA - É um neurotransmissor

que participa da regulação

do apetite no sistema nervoso central

e tem um papel importante na

percepção das sensações de prazer.

A ética médica em vigor no Brasil

condena o uso de remédios para

emagrecimento.

DOR - Sinal de advertência. Sensação

desagradável ou penosa, que se

origina pela irritação do tronco, raiz

ou terminação de nervo da rede sensorial.

A dor nos avisa que algo está

errado e serve para proteger a parte

ferida ou doente contra outros danos,

já que fazemos o possível para

não mexer na parte dolorida. Numa

injúria, o organismo não pode esperar

que o cérebro analise a mensagem

antes de começar a agir. Todos

nós já passamos pela experiência

de tocar em alguma coisa quente

e sentir um movimento súbito,

quando a mão dá um pulo se afastando,

quase que antes mesmo de

sentir a dor. Isso é realizado pela

medula espinhal, em que os sinais

de dor sofrem um “curto-circuito”

no lugar, fazendo com que os músculos se movam antes que eles cheguem

ao cérebro. Isso é conhecido

como “reflexo” e pode ocorrer até

quando uma pessoa está inconsciente.

A ação de piscar quando alguma

coisa se aproxima do olho é

um exemplo de reflexo. Qualquer

que seja a sua natureza, a dor é um

indício de alguma coisa errada. Ela

pode ser insignificante, e todos nós

sofremos de dores que não duram

muito tempo. Toda dor forte ou persistente

não deve ser ignorada.

DOR ABDOMINAL - Cãibras, dores

ou cólicas do abdome podem

ser passageiras ou provir de casos

graves. Dor de estômago, cólica ou

aguilhoadas podem ter como causas

a ingestão excessiva de alimentos,

consumo de alimentos muito

condimentados ou que estejam em

mau estado. Fumo e bebida podem

prejudicar o estômago, assim como

ansiedade e a tensão nervosa podem

resultar em mal-estar abdominal.

Uma causa comum de dor abdominal

é a inflamação do apêndice;

outra é a infecção da vesícula

biliar.

DOR DE CABEÇA - Enfermidade

comum. A maioria tem explicação

simples: preocupação, excesso de

bebida, excesso de trabalho, fome,

fumo, falta de dormir, ou uma indisposição

passageira. Dor de cabeça

ocasional geralmente pode ser

atenuada tomando-se remédios de

uso comum. Quando a dor de cabeça

se torna persistente, deve-se

observá-la e procurar alguma causa

subjacente. Deve-se considerar

a vista cansada (V. Olhos.); mas, ao

contrário do que as pessoas acreditam,

vista cansada não provoca

sempre dor de cabeça. Uma dor de

cabeça crescente pode levar à suspeita

de sinusite (V. Antro.) A anemia,

às vezes, é uma causa; e o

estresse também pode provocar dores

de cabeça. A maioria delas não

é grave, e não é um indício de doença

do cérebro. Não constitui uma

doença e sim apenas um sintoma,

podendo provir de causas complexas.

(V. Enxaqueca.)

DOR DE DENTE - Ocorre geralmente

por causa da cárie, que produz

uma cavidade num dente ou um

abscesso ao redor dele.

A cárie ocorre por vários fatores,

sendo o principal a alimentação errada.

A freqüência em comer alimentos

doces é mais importante que

a quantidade ingerida. Não se deve

comer doces entre as refeições. Se

comer depois de uma refeição, não

deixe de escovar os dentes em seguida.

Os dentes devem ser escovados

duas vezes por dia, de preferência

com uma pasta que contenha

flúor. Se você vive num lugar com

níveis baixos de fluoreto na água de

torneira, leve as crianças para receber

aplicações de flúor durante os

anos de crescimento.

Os hábitos são adquiridos na idade

jovem, portanto, certifique-se de

que seus filhos estão escovando os

dentes. Uma visita ao dentista a

cada seis meses é essencial para

captar qualquer possível problema

no começo. Nesse meio tempo, o

uso de fio dental ajuda a remover a

placa dental que dá início a cárie.

DOR DE OUVIDO - Pode ter várias

causas. A infecção do ouvido médio

(V. Otite média.) pode acompanhar

um resfriado. Pequenos furúnculos,

às vezes, desenvolvem-se no

canal que vai do ouvido externo até

o tímpano, e são muito doloridos.

Eles requerem cuidados médicos.

A quantidade de cera produzida

varia de pessoa para pessoa, mas,

às vezes, é suficiente para obstruir

totalmente o ouvido e causar incômodo.

Quando isso acontece, ela

pode ser removida por um médico

ou uma enfermeira usando uma seringa.

Primeiro, a cera deve ser

amolecida com óleo de amêndoa

durante alguns dias.

A dor de ouvido é freqüentemente

uma grande preocupação em crianças

e, se não melhorar rápido, ou

estiver associada a uma febre, a criança

deve sempre ser examinada

por um médico. Pode ser preciso o

uso de antibióticos; um acompanhamento

cuidadoso pelo médico é necessário

para evitar complicações

como a surdez e a mastoidite.

Uma dor de ouvido temporária pode

afligir os passageiros dos aviões.

Quando os aviões sobem, os passageiros

podem sentir seus ouvidos

“estourando”, mas isso não resulta

em dor. Quando um avião desce, a

pressão na cabine aumenta, e os

tímpanos são empurrados para dentro,

o que pode produzir dor. O remédio

é desobstruir os ouvidos, que

se consegue bocejando, engolindo,

mastigando, sugando, meneando o

maxilar, ou fechando a boca e soprando

pelo nariz - que também

deve ser tapado e apertado firmemente

com os dedos. Pode-se ajudar

as crianças dando-lhes algum

líquido para beber.

É imprudente voar com uma congestão

nasal (resfriado, febre do

feno, etc.), e aqueles que sofrem

disso devem consultar um médico,

assim como aqueles cujo mal-estar

persiste mais do que algumas horas

após a aterrissagem. (V. Surdez,

Apófise Mastóide e Otorréia.)

DOR LOMBAR - Uma enfermidade

comum que está geralmente relacionada

a um tipo de reumatismo

muscular, ou pode resultar de um

esforço do qual se está desabituado.

Um banho quente seguido de uma

fricção com linimento sobre a região

afetada geralmente cura. O

excesso de peso, a má postura e as

ocupações que envolvem muito a

ação de levantar-se, ficar de pé ou

inclinar-se, podem provocar a dor

lombar. O estresse mental é também

uma importante causa.

Uma dor lombar grave, que imobiliza,

de um ataque repentino, e dor

na(s) perna(s) sugere(m) um deslocamento

de disco (V. Deslocamento de disco.), requerendo assistência

médica urgente.

Aqueles com tendência a uma dor

periódica devem ter um colchão

duro e colocar tábuas de sustentação

debaixo dele durante os ataques

intensos. A perda de peso e uma boa

forma geral ajudam. O exercício durante

os períodos sem dor ajuda a

fortalecer os músculos na parte mais

delgada das costas. Ele consiste em

deitar-se de bruços (o rosto para

baixo) e levantar a cabeça e os ombros

do chão 10 vezes, e em seguida

levantar as pernas de forma similar

10 vezes, de manhã e à noite.

O colete ortopédico alivia a dor, mas

deve ser reservado para os episódios

críticos, pois os músculos ficam

fracos se tiverem sempre uma sustentação.

Nas mulheres, a dor lombar

inferior crônica se deve, às vezes,

a uma doença, ou a um deslocamento

do útero, e em ambos os

sexos uma dor lombar persistente

pode ser sintoma de algum distúrbio

interno. Se ela persistir por mais

de uma ou duas semanas, procure o

médico; mas a maioria dessas dores

não é séria e desaparece com um

tratamento simples e com o tempo.

Os exames ortodoxos para dor lombar

geralmente não revelam nenhuma

causa óbvia, e os sofredores em

geral ficam insatisfeitos com o tratamento.

(V. Artrite e Osteoartrite.)

DORES DO PARTO - (V. Parto.)

DORSALGIA - Dor nas costas, na

parte posterior do tórax.

DORSO - Parte posterior de um órgão.

DORT - Doença Ocupacional Relacionada

ao Trabalho.

DOSAGEM - Ação de dosar. Não

confundir com posologia.

DOSE - Posologia, quantidade de remédio

a usar de cada vez e intervalo

entre uma e outra que se toma.

DOSE LETAL - Dose que causa a

morte.

DOSE MÁXIMA - A maior dose de

medicamento que pode ser dada

sem perigo.

DOTIENENTERIA - Febre tifóide,

impropriamente chamada “tifo”.

DOYEN (AGULHA DE) - Agulha

para sutura.

DPP - Deslocamento prematuro da

placenta normoinserida antes da

expulsão do feto, causando hemorragia

interna.

DRÁGEA - Pílula ou comprimido revestido

de verniz e açúcar.

DRÁSTICO - Purgativo irritante e violento.

DRENAGEM - Remoção do conteúdo

de uma cavidade ou ferida.

DRENAGEM MICKULICZ - Por meio

de gaze que vai até o fundo da ferida

e sai presa por um fio. É drenagem e

tamponamento ao mesmo tempo.

DRENAGEM PLEURAL - Método cirúrgico

destinado à remoção de ar

ou de líquidos patológicos acumulados

no interior das cavidades

pleurais (espaço situado entre pulmão e caixa torácica), utilizando

drenos especiais (tubos de borracha

ou de plástico) cujas extremidades

são introduzidas nessas cavidades

através da parede torácica.

DRENO - Qualquer dispositivo, como

tubo de metal, de borracha, de vidro,

fios, etc., para assegurar a saída de

líquidos de uma cavidade ou ferida.

DROGA - Qualquer substância que

afeta o funcionamento do organismo

e que é usada em tratamentos.

O termo “não” se restringe às substâncias

que causam entorpecimento

ou vício.

DUBOWITZ MÉTODO DE - Outro

sistema de avaliação de idade

gestacional.

DUCHA - Jato de água para irrigar o

corpo ou parte dele, ou uma cavidade.

DUCREY (BACILO DE) - Hemophilus

Ducreyi, micróbio que causa

o cancro mole, doença venérea.

DUCREY (ÚLCERA DE) - O mesmo

que Cancro mole.

DUCTO - Conduto, canal que dá passagem

a secreções ou excreções.

DUODENAL - Relativo ao duodeno.

DUODENITE - Inflamação do duodeno.

DUODENO - A primeira porção do

intestino delgado.

DUODENOCOLECISTOTOMIA -

Abertura de comunicação entre o

duodeno e a vesícula biliar.

DUODENOJEJUNAL - Referente ao

duodeno e ao jejuno.

DUODENOPANCREATECTOMIA

- Operação que retira parte do estômago

(duodeno) e pâncreas.

DUODENOTOMIA - Incisão no

duodeno.

DUPLO CEGO - Experiência em que

nem o médico nem o paciente sabem

se o remédio ministrado é medicamento

ou substância inerte. (V.

Placebo.)

DURA - A dura-máter, uma das três

meninges.

DURAL - Relativo à dura-máter.

DURA-MÁTER - A mais externa das

meninges.

DUREMATOMA - Hematoma da

dura-máter.

E.A P. - Edema agudo do pulmão.

EBERTHELLA TYPHOSA - Salmonella

typhosa, bacilo da febre

tifóide.

EBOLA - Em dezembro de 2001 este

vírus, ainda pouco conhecido, voltou

a contaminar e matou 12 pessoas

no Congo; foi a primeira vez

que se registraram novos casos desde

1996. O nome do vírus foi tirado

de um rio do Congo. Em 1995

uma epidemia matou mais de 250

pessoas naquele país. Os sintomas

são similares aos da gripe o que dificulta

o diagnóstico. Só nos estágios

finais descobre-se que se trata

do Ebola, porque o vírus se espalha

por veias e artérias, causando

hemorragia em 90% das vítimas.

Recomenda-se evitar qualquer tipo

de contato com fluidos corporais,

incluindo o suor, das pessoas contaminadas.

EBULIÇÃO - Fervura, elevação de

temperatura da água a 100 ºC. Certas

substâncias têm ponto de ebulição

diferente.

EBÚRNEO - Semelhante ao marfim.

ECBÓLICO - Que provoca contrações

uterinas no parto.

E.C.G. - Eletrocardiograma.

ECIESE - Gravidez fora do útero.

ECLÂMPSIA - Crises convulsivas

antes ou depois do parto, com forte

hipertensão arterial, cefaléia e outros

sinais. Geralmente há morte

fetal.

ECOCARDIOGRAFIA COM DOPPLER

- Procedimento de complementação

diagnóstica que fornece

informações sobre anatomia (válvulas,

septos, vasos da base, paredes e

cavidades), fisiologia (funções

ventriculares direita e esquerda),

parâmetros hemodinâmicos e avaliação

dos fluxos sangüíneos e intracardíacos

e que utiliza o ultra-som

como agente para essas medidas.

ECT (eletroconvulsoterapia) - É um

tipo de tratamento biológico para

transtornos mentais altamente eficaz

e extremamente seguro. Em alguns

casos pode salvar a vida de

uma pessoa (alguém com ideação

suicida ou que esteja definhando

por falta de alimentação, por exemplo).

Desde os seus princípios nos

anos 1930, a ECT foi utilizada para

condições psiquiátricas nas quais

outros tratamentos tiveram pouco

ou nenhum benefício. Independentemente

da comprovada eficácia,

contudo, muitos medos e

incompreensões persistem com relação

ao uso de ECT. Algumas pes174

soas reagem com surpresa quando

este procedimento é mencionado,

acreditando que é uma forma primitiva

de prática médica. Outros

associam a ECT com cadeira elétrica,

originando receios sobre brutalidade

e punição. Na verdade, a

prática de ECT é hoje um procedimento

humano e tecnicamente bem

pesquisado, muito utilizado para

certas condições. O tratamento

consiste na aplicação de uma carga

elétrica no cérebro, com o paciente

anestesiado (é induzida uma anestesia

geral com duração em torno

de 5 minutos). Esta carga elétrica

produz uma descarga do cérebro,

originando uma convulsão (daí o

nome eletroconvulsoterapia). Esta

convulsão é bastante diferente da

que ocorre nas pessoas com epilepsia,

pois é administrada ao paciente,

juntamente com a medicação

anestésica, uma medicação que promove

um relaxamento muscular.

Durante a aplicação, é feito um controle

do funcionamento cardíaco

(com monitorização através de

ECG) e da oxigenação do sangue

(através de um oxímetro, uma espécie

de dedal que avalia se a

quantidade de oxigênio no sangue

está adequada), além de um controle

da pressão arterial.

ECTIMA - Erupção pustulosa produzida

por germes piogênicos.

ECTOPARASITO - Parasito externo.

ECTOPIA - Posição anormal.

ECTÓPICO - Fora do local normal.

ECTRÓPION - Reviramento da borda

palpebral para fora. Também

pode ser no colo uterino ou outros

órgãos.

ECZEMA - Doença crônica da pele,

na qual as características mais

proeminentes são: vermelhidão,

ulceração, exsudação e irritação. É

vista sempre sobre o nó dos dedos,

pulsos e cotovelos, e pode estar

associada a uma sequidão e escamação

espalhadas na pele. A

condição ocorre devido à sensibilidade

da pele (V. Alergia.), e

condições semelhantes, como a

asma ou a febre do feno, podem

ser encontradas na mesma família.

O eczema é comum em bebês e, às

vezes, a alergia a algum alimento

pode ser a responsável. A proteína

estranha do leite de vaca pode provocar

alergia nos bebês, e pode até

mesmo ser responsável por problemas

a longo prazo. O aleitamento

materno evita bastante esse problema

e, se houver uma história de

alergia na família, o leite de vaca

não deve ser dado, se possível, durante

os primeiros seis meses de

vida. Felizmente, muitos bebês

crescem longe da tendência de desenvolver

um eczema. O tratamento

para um eczema confirmado é

difícil, e geralmente exige perseverança

do médico e do paciente.

Se a causa - como a alergia a algum

alimento - for encontrada, a

sua eliminação pode contribuir bastante para a cura, mas geralmente

é difícil descobri-la, ou pode

haver muitas causas. Deve-se usar

roupas de algodão e evitar o superaquecimento.

Os pacientes com

eczema não devem usar sabonete.

Alguns preparados oleaginosos

podem ser usados para o banho. O

tratamento deve continuar durante

todo o tempo em que o eczema

persistir.

ECZEMATÓIDE - Semelhante ao

Eczema.

EDEMA - Acumulação de fluido dentro

dos tecidos do corpo. Às vezes

chamado, arcaicamente, de “hidropisia”.

Devido à gravidade, as partes

inferiores do corpo são mais

atingidas, de modo que os tornozelos,

depois as pernas, e mais tarde,

o abdome fiquem inchados. As pernas

inchadas mostram um pequeno

buraco quando são pressionadas

com o dedo. Existem muitas causas.

Pode estar associado a uma

doença cardíaca, quando a circulação

fica tão lerda que o fluido escapa

dos vasos sangüíneos para dentro

dos tecidos. Pode ocorrer devido

a uma doença do rim, quando os

rins não conseguem eliminar o excesso

de água que se acumula. Um

certo grau de inchação dos tornozelos,

especialmente depois da

meia-idade, é comum e não indica

necessariamente uma doença séria.

O excesso de peso é uma causa comum

e remediável. Na gravidez, algumas

mulheres desenvolvem uma

inchação nos tornozelos. O tratamento

do edema inclui repouso, redução

de sal (que se “agarra” ao

fluido) e uso de comprimidos ou

injeções para eliminar a água

(diuréticos).

EDEMA AGUDO DO PULMÃO -

Exsudação de líquido no pulmão

causando asfixia.

EDEMA MALIGNO - Forma de gangrena

gasosa com edema e destruição

rápida dos tecidos.

EDEMATOSO - Com edema.

EDULCORANTE - Adoçante, que

adoça.

E. E. G. - Eletroencefalograma.

EFEDRINA - Alcalóide da planta

Ephedra vulgaris e de ação semelhante

à da adrenalina ou epinefrina.

EFÉLIDES - O mesmo que Sardas.

EFERENTE - Que transporta para

fora.

EFERVESCÊNCIA - Libertação de

gás com formação de bolhas.

EFLORESCÊNCIA - Erupção da pele.

EFUSÃO - Derrame, extravasamento.

EGOCÊNTRICO - Com todas as

idéias concentradas em si mesmo.

EGOFONIA - Voz de polichinelo,

voz caprina, fanhosa e trêmula, lembrando

balido das cabras.

EJACULAÇÃO - Saída do esperma

em jato.

ELASTOSE - Aumento do tecido elástico

na pele.

ELEFANTÍASE - Doença crônica, caracterizada

pela inflamação dos vasos

linfáticos, obstruídos por parasitas.

A perna e os pés atingem proporções

enormes, lembrando o elefante.

À medida que a doença evolui

a pele se torna espessa, os tecidos

subjacentes se dilatam e com o

tempo se hipertrofiam sendo todas

as partes do corpo afetadas, porém,

mais comumente os braços, as pernas

e o escroto.

ELETROCARDIOGRAMA - Traçado

elétrico da atividade do coração,

que se altera nas doenças cardíacas,

e é útil para detectar certos tipos de

doença, como a trombose coronária.

ELETROCIRURGIA - Emprego da

eletricidade em cirurgia.

ELETROCUÇÃO - Morte pela eletricidade.

ELETRÓDIO - Instrumento com uma

ponta ou superfície pela qual descarrega

eletricidade para o corpo do

paciente.

ELETROENCEFALOGRAMA - Traçado

elétrico das ondas cerebrais,

útil para confirmar o diagnóstico da

epilepsia e de outras doenças.

ELETROGRAMA DO FEIXE DE HIS -

Consiste no estudo das propriedades

eletrofisiológicas das células cardíacas

através da introdução de cateteres

intracardíacos e a utilização de

aparelhos estimuladores elétricos

externos. Permite reconhecer e avaliar

a gravidade de arritmias cardíacas.

ELETROLIPOFORESE - Técnica

para tratamento estético da celulite

e da gordura localizada. Consiste

em passar uma corrente elétrica no

local a ser tratado; o aparelho pode

estar conectado a placas colocadas

sobre a superfície da pele ou a agulhas

que, introduzidas através da

pele, transmitem a corrente diretamente

ao tecido adiposo subcutâneo.

ELETRÓLISE - Decomposição química

produzida pela passagem da corrente

elétrica através do composto.

ELETROLÍTICO - Referente à eletrólise.

ELETRÓLITO - Substância em dissolução,

que conduz a corrente elétrica

e sofre a ação dela.

ELÉTRON - Unidade de eletricidade

negativa, elemento de composição

do átomo.

ELETROPUNTURA - Passagem da

corrente elétrica em agulhas introduzidas

no organismo.

ELEVADOR DA ASA DO NARIZ -

Músculo que se contrai para exprimir

nojo ou desprezo.

ELIMINAÇÃO - Expulsão de venenos

ou resíduos do corpo.

ELIXIR - Forma farmacêutica com álcool,

água, açúcar e essência.

EMACIAÇÃO - O mesmo que Emagrecimento.

EMACIADO - O mesmo que Emagrecido.

EMAGRECIMENTO - Diminuição

dos depósitos corporais de tecido

adiposo. Não confundir com perda

de peso, que pode ser devida à eliminação

de líquidos ou a perda de

massa muscular.

EMASCULADO - O mesmo que

Castrado.

EMBOLECTOMIA - Remoção cirúrgica

de um êmbolo.

EMBOLIA - Coágulo de sangue ou

outra partícula carregada ao longo

da corrente sangüínea, que pode

alojar-se em um vaso sangüíneo e

obstruí-lo. Isto interrompe o fornecimento

de sangue para o órgão em

questão, causando dano ao tecido.

Portanto, a embolia cerebral é causada

por um coágulo de sangue

alojado numa das artérias do

cérebro, e é uma das causas da

apoplexia. (V. Apoplexia.) Às vezes,

o coágulo pode ser dispersado

com algum tratamento urgente e,

geralmente, são receitados remédios

anticoagulantes para evitar

outras embolias. Também pode ser

causada por uma bolha de ar que

pode bloquear um vaso se for suficientemente

grande; e também por

uma partícula de gordura procedente

da fratura de um osso grande.

Sintomas: ligeira elevação da

temperatura e rápida aceleração

dos batimentos cardíacos. No caso

de embolia pós-operatória, os sintomas

podem ser palidez repentina,

pulso rápido e colapso.

EMBOLIA CEREBRAL - Embolia

nos vasos do cérebro.

EMBOLIA GASOSA DOS MERGULHADORES

- Ocorre em mergulhadores

que sobem à tona muito

depressa. Como a pressão é reduzida

rapidamente, os gases saem do

sangue causando dores nos membros

e no abdome. O tratamento

consiste na recompressão numa câmara

especial.

EMBOLIA GORDUROSA - Obstrução

de um vaso por glóbulos de

gordura.

EMBOLIA PULMONAR - Obstrução

aguda da circulação pulmonar

por êmbolos originários do sistema

venoso.

EMBOLISMO - O mesmo que Embolia.

ÊMBOLO - Um trombo que marcha

pela circulação.

EMBRIÃO - Novo organismo na primeira

fase de desenvolvimento.

Durante a gestação, entende-se por

embrião o produto da concepção

nos três primeiros meses de vida no

útero materno.

EMBRIECTOMIA - Retirada do embrião.

EMBRIOCARDIA - Ritmo cardíaco

semelhante ao ritmo do coração

fetal.

EMBRIOLOGIA - Estudo do embrião.

EMBROCAÇÃO - Aplicação de um

medicamento por meio de fricção.

EMENAGOGO - Que estimula a

menstruação.

EMENOGÊNICO - O mesmo que

Emenagogo.

EMENOLOGIA - Estudo da menstruação.

ÊMESE - Ato de vomitar.

EMÉTICO - Medicamento que produz

vômito. Vomitivo. Vomitório.

EMETINA - Alcalóide extraído da

ipecacuanha, usado como medicamento

e poderoso emético.

EMETISMO - Intoxicação pela

emetina.

EMETOCATARSE - Vômito simultâneo

com evacuação intestinal.

EMETOCATÁRTICO - Vomitivo e

purgativo.

EMETROPIA - Refração normal no

olho.

EMÉTROPO - Que tem refração

normal.

EMISSÃO - Expulsão de líquidos ou

de gases do corpo.

EMOÇÃO - Resposta do organismo

e do espírito (funções mentais) a estímulos.

Exemplo: medo, cólera,

amor. A Medicina Psicossomática

destaca a relação existente entre os

distúrbios físicos e a tensão derivada

de emoções reprimidas. A tensão

emocional causada por medo

excessivo ou algum acontecimento

incomum pode provocar elevação

da pressão arterial ou aumento da

concentração de açúcar no sangue.

EMOLIENTE - Substância que produz

efeito suavizante em qualquer parte

do corpo ou em região inflamada.

EMPIEMA - Nome que em Medicina

se dá à presença de pus em uma

cavidade ou órgão, especialmente

na cavidade pleural, na vesícula

biliar e no pericárdio. O empiema

pode ser descrito como um abscesso

no pulmão. (V. Abscessos.) O

pulmão é envolvido por uma camada

dupla de membrana que o protege

e, se o pulmão ficar inflamado,

pode-se criar um líquido entre as camadas.

Se os micróbios se espalharem

no pulmão, esse líquido fica

infectado e desenvolve-se um empiema.

Isso pode acontecer depois

de uma pneumonia, mas, hoje em

dia, os antibióticos curam a infecção

do peito antes desse estágio.

Se realmente acumular pus, ele

pode ser removido por um tubo, que

é inserido no peito. O empiema

pleural afeta mais as crianças que

os adultos

EMPÍRICO - Baseado na prática.

Não-científico.

EMPIRISMO - Doutrina baseada exclusivamente

na prática.

EMPROSTÓTONO - Espasmo

muscular com contrações tônicas,

em que o corpo se encurva para

frente.

EMULSIONANTE - Substância que

se mistura às gorduras.

EMUNCTÓRIO - Órgão ou canal de

excreção.

ENANTEMA - Erupção nas mucosas.

ENCEFALITE - Inflamação do encéfalo

que causa sonolência e entorpecimento

de faculdades mentais e

físicas. Há numerosos tipos de

encefalites, a maioria causada por

vírus. Ela pode ocorrer sozinha ou

como complicação de uma enfermidade

geral, como o sarampo. Esta é

uma boa razão para a vacinação

contra a doença aos dois anos de

idade (o risco da encefalite por meio

da vacina é muito menor que por

meio da doença em si). O paciente

com encefalite está seriamente doente,

e pode ficar inconsciente ou

ter delírios. A perspectiva de uma

recuperação permanente é razoavelmente

boa. O maior perigo da

encefalite é o de lesão definitiva do

sistema nervoso.

ENCÉFALO - A parte do sistema nervoso

central que está contida no crânio

e abrange os hemisférios cerebrais,

tronco cerebral e cerebelo. As

células do encéfalo comunicam-se

com as da medula espinhal e formam

um complexo sistema de

retransmissão, que recolhe, deposita

e envia estímulos e informações.

Cada região do encéfalo responde

pelo controle de uma parte do corpo

ou de um grupo de sensações ou

impulsos.

ENCEFALOCELE - Hérnia do encéfalo.

ENCEFALOMENINGITE - Inflamação

do encéfalo e das meninges.

ENCEFALOMIELITE MIÁLGICA -

(V. Síndrome da fadiga pós-viral.)

ENCEFALOPATIA - Denominação

genérica de toda afecção do encéfalo.

ENCEFALOPATIA HIPERTENSIVA -

Sintomatologia cerebral aguda por

elevação súbita da pressão arterial.

ENCEFALORRAGIA - Hemorragia

no encéfalo.

ENDAMEBA HISTOLÍTICA - O parasito

que causa a disenteria amebiana

e a amebíase em geral.

ENDARTERITE - Inflamação da túnica

de revestimento interno de uma

artéria, que se apresenta em certos

tipos de endocardite.

ENDEMIA - Variação na incidência

de uma doença, em limites considerados

normais para uma comunidade,

quer dizer, na faixa limitada

por dois desvios-padrão, acima e

abaixo da incidência média da doença,

tendo como base certo número

de anos anteriores. Exemplo: a

malária, o mal de Chagas, a esquistossomose,

etc.

ENDÊMICO - Que existe permanentemente

em determinado lugar.

ENDO - Prefixo grego que significa

“dentro”, “interno”.

ENDOCÁRDIO - Membrana endotelial

que reveste internamente o

coração.

ENDOCARDITE - Inflamação do

endocárdio.

ENDOCOLPITE - Inflamação da

mucosa vaginal.

ENDOCRÍNICO - Endócrino, de secreção

interna.

ENDÓCRINO - Relativo a secreção

interna, que é lançada diretamente

no sangue.

ENDOCRINOLOGIA - Estudo das

glândulas de secreção interna e dos

hormônios.

ENDÓGENO - Formado no próprio

organismo.

ENDOLINFA - Líquido que existe no

labirinto, no ouvido interno.

ENDOMÉTRIO - Mucosa que reveste

internamente o útero.

ENDOMETRIOMA - Tumor de tecidos

semelhantes ao do endométrio.

ENDOMETRIOSE - Localização da

mucosa uterina fora do útero, causando

dor.

ENDOMETRITE - Inflamação da

membrana que reveste internamente

o útero e é uma causa da menstruação

dolorosa. Nessa condição,

o fluxo menstrual tende a correr

para trás, de modo que fragmentos

do revestimento do útero cheguem

às trompas de Falópio e aos ovários,

em vez de se esvaziarem por

completo na vagina. Pode-se formar

um tipo de cisto no ovário (cisto de

chocolate). A dor abdominal e uma

possível infertilidade resultantes requerem

atenção médica. O tratamento

é por meio de hormônios e

remoção dos cistos. (V. Dismenorréria

e Cisto no ovário.)

ENDOPARASITO - Parasito interno.

ENDOSCOPIA - Estudo que visualiza,

por meio de fibras ópticas, os

órgãos do trato aerodigestivo alto.

ENDOSCÓPIO - Instrumento para

examinar algumas cavidades do

corpo.

ENDOTOXINA - Produto tóxico retirado

do corpo microbiano, que é

incapaz de se difundir nos meios de

cultura ou no organismo do hospedeiro.

ENEMA - Clister. Introdução de líquidos

pelo reto, para limpar o intestino

ou introduzir no organismo

substâncias nutritivas, medicamentos

ou contrastes no corpo.

ENFAIXE - Bandagem, curativo com

ataduras.

ENFARTE - Área de necrose ou de

hemorragia, em forma de cunha,

produzida pela obstrução de uma

artéria terminal. Também se diz

“Infarto”.

ENFERMIDADE - Desarranjo na disposição

material do corpo.

ENFERMO - O mesmo que Doente.

ENFISEMA PULMONAR - Dilatação

e rompimento das delicadas

passagens de ar terminais nos pulmões,

com distensão excessiva de

suas paredes. Está freqüentemente

associado ao estreitamento dos tubos de ar largos (brônquios), como

na bronquite crônica. A passagem

do oxigênio dentro do sangue fica

menos eficaz do que deveria ser,

resultando numa deficiência respiratória.

Existem vários tipos de

enfisema conforme as diferentes

causas que os provocam. Sintomas:

redução dos movimentos respiratórios

e tosse, geralmente por

causa da inflamação crônica dos

brônquios.

ENGASGO - O engasgo com alimentos

é comum e pode pôr em risco a

vida. Fique atrás da vítima, coloque

a mão cerrada bem no meio, entre

o umbigo e as costelas. Segure essa

mão cerrada com sua outra mão e

dê um golpe firme e rápido para

cima. Esse golpe deve expulsar o

alimento. Se não der certo, repita

várias vezes. Se estiver sozinho, dê

esse golpe você mesmo, ou tente

uma flexão repentina sobre as costas

de uma cadeira. Se houver aflição

ou dificuldade em respirar, procure

auxílio médico, para evitar

complicações no peito. As crianças

devem evitar balas redondas, castanhas,

etc. Partículas do alimento,

como pedacinhos do amendoim,

podem ocasionalmente ser inalados,

provocando dificuldades respiratórias.

As crianças correm maior risco;

por isso, procure rapidamente

assistência médica em caso de alarme.

Isso pode evitar posteriores

complicações no peito.

ENJÔO - (V. Náusea em viagens e

Vômito.)

ENOFTALMIA - Retração anormal

do olho dentro da órbita.

ENOSTOSE - Tumor em um osso.

ENSIFORME - Em forma de espada.

ENTERAL - O mesmo que Intestinal.

ENTERALGIA - Dor Intestinal.

ENTERECTOMIA - Excisão de parte

do intestino delgado.

ENTÉRICO - Relativo ao intestino.

ENTERITE - Inflamação aguda ou

crônica do intestino delgado. Dor e

diarréia estão entre os sintomas.

ENTEROANASTOMOSE - Ligação

cirúrgica de duas porções de intestino.

ENTEROCOLITE - Inflamação do intestino

delgado e do cólon.

ENTERÓLITO - Cálculo no intestino.

ENTEROLOGIA - Estudo dos intestinos.

ENTEROLOGISTA - Especialista em

Enterologia.

ENTERÓCLISE - Enteroclisma, lavagem

intestinal. Introdução no intestino,

pelo reto, de grande quantidade

de água pura ou com medicamento.

ENTEROCLISMA - Enteróclise, lavagem

intestinal.

ENTEROPATIA - Denominação genérica

de toda afecção do intestino.

ENTEROPEXIA - Fixação do intestino.

ENTEROPLASTIA - Cirurgia plástica

do intestino.

ENTEROPTOSE - Prolapso do intestino.

ENTERORRAFIA - Sutura do intestino.

ENTERORRAGIA - Hemorragia intestinal.

ENTEROSTOMIA - Formação de

uma abertura comunicando o intestino

com o exterior.

ENTEROTOMIA - Incisão do intestino.

ENTORSE - Distensão traumática ao

nível de ligamentos e/ou cápsula articular.

ENTRANHAS - Vísceras abdominais.

ENTUBAÇÃO - Introdução de um

tubo no organismo.

ENTUBAÇÃO DUODENAL - Introdução

de sonda no intestino pela

boca, para colher bílis para exame.

ENUCLEAÇÃO - Descapsulização

de um tumor ou órgão para conseqüente

extração.

ENURESE - Denominação científica

para incontinência urinária. Comum

nas crianças, a idade em que a criança

ganha controle sobre a bexiga

varia consideravelmente; mas por

volta dos quatro anos o controle

noturno geralmente é adquirido. A

criança só ganha um controle voluntário

de sua bexiga por volta dos

dezoito meses, e capacidade de ir

ao banheiro sozinha, de dois anos a

dois anos e meio. O fato de colocar

a criança no penico regularmente,

antes dessa idade, pode economizar

as fraldas molhadas, mas isso

não serve como treinamento, pois

não envolve nenhum controle real

da bexiga. A principal ajuda que a

mãe pode dar a uma criança de dezoito

meses é oferecer-lhe o penico

depois das refeições, ao chegar em

casa depois de caminhadas, etc.,

mas desistir da tentativa, caso não

dê resultado dentro de uns dois minutos.

Ela deve ficar preparada para

pegar o penico e colocar a criança

sobre ele, se esta der sinal de sua

necessidade; mas a mãe deve também

estar preparada filosoficamente

para um monte de recusas, alarmes

falsos e uma certa sujeira geral.

Quando o controle durante o dia

é adquirido, o fato de colocar a criança

no penico antes de ir para a

cama pode evitar que ela se molhe

durante a noite. Por volta dos dois

anos e meio, a criança pode colaborar,

usando um penico ao lado da

cama, podendo então abandonar as

fraldas durante a noite. Elas não

devem ser descartadas muito rápido,

pois os acidentes desencorajam

a criança e pioram a questão. A criança

sempre adquirirá controle da

bexiga de dia e à noite na hora certa,

contanto que tenha chance para

isso e que não tenha abalos emocionais

excessivos.

Se a criança de quatro anos molha

a cama constantemente, o médico

deve examinar sua urina, pois a causa

pode ser alguma infecção. Geralmente,

não há nenhuma anormalidade,

e a criança adquire controle

um pouco mais tarde. A persistência

de pingos, se oposta a uma série

de pequenas enxurradas, requer

sempre uma investigação médica.

Algumas famílias parecem ter bexigas

imaturas, pois vários de seus

membros só adquirem um controle

noturno sobre elas bem tarde. A

maioria dos médicos vai oferecer

um tratamento na idade de quatro

anos e meio a cinco. Uma restrição

excessiva aos líquidos não é adequada,

e pode ser cruel. As crianças

podem, temporariamente, voltar a

molhar a cama por motivo de uma

revolução na família ou um internamento

no hospital. O que se requer

é confiança e não repressão. (V. Incontinência.)

ENURESE NOTURNA - (V. Enurese,

Incontinência urinária.)

ENVENENAMENTO - Muitas substâncias

usadas no dia-a-dia são prejudiciais,

e podem ser tomadas acidentalmente,

ou às vezes deliberadamente,

num suicídio intencional.

Os sintomas mais comuns são:

dor na boca, garganta e estômago,

vômito, colapso e sonolência excessiva.

Mais tarde há, geralmente, diarréia.

Uma enfermidade repentina

numa pessoa previamente bem deve

levantar suspeita e, se a vítima for

questionada, pode-se descobrir que

esta tomou alguma coisa fora do

usual. O remédio para o veneno

depende da natureza deste, mas o

tratamento geral é normalmente o

mesmo. Chame o médico e conte a

ele que se suspeita de uma overdose

de remédio ou de envenenamento.

O tratamento é muito complicado e

geralmente requer cuidados médicos

especializados num hospital. Muitos

procedimentos de primeiros socorros

podem ser perigosos. As tentativas

para que um paciente sonolento

ou semiconsciente vomite não

devem ser feitas antes da chegada de

um médico, pois pode ocorrer facilmente

a inalação do vômito

para dentro dos pulmões. Nunca

dê uma solução de sal. Se alguém

tomar uma overdose de comprimidos,

guarde o frasco para permitir

que o médico identifique qual é a

droga e qual a quantidade que foi

tomada. O material vomitado também

deve ser mantido para exame.

Não dê outros remédios ou álcool,

exceto para os pacientes totalmente

conscientes e que colaboram. A

sonolência e o coma devem ser tratados

colocando-se o paciente deitado

de lado, certificando-se de que

a língua está puxada para frente,

para manter livre a passagem de ar.

Dentaduras devem ser removidas.

Esteja preparado para fazer respiração

artificial se necessário. (V.

Respiração artificial.)

a) Ácidos - Incluem ácido sulfúrico

(óleo de vitríolo), ácido clorídrico

(espírito de sal), ácido de bateria,

ácido nítrico, fluido de solda, ácido

fórmico e fenol (ácido carbólico).

Para o paciente completamente

consciente, dê um copo de leite misturado

com duas colheres (de chá)

de bicarbonato de sódio, ou remédio

específico para o estômago. Não

induza o vômito.

b) Álcalis - Os mais comuns são os

cáusticos, como a potassa cáustica,

a soda cáustica e o amoníaco. Podese

dar ao paciente consciente um

copo de leite misturado - se possível

- com clara de ovo batida. Não

induza o vômito.

c) Arsênio - Está presente na loção

desinfetante para carneiros e, menos

comumente hoje em dia, nos venenos

para ervas daninhas. Pode-se

induzir o vômito no paciente consciente,

dando-lhe duas colheres (de

chá) de mostarda num copo d’água.

Isso deve ser seguido por um copo

de leite misturado com duas colheres

(de chá) de óleo vegetal.

d) Tetracloreto de carbono - (fluido

de lavagem a seco) - Não dê nada

pela boca.

e) Paraquat - Este é o mais perigoso

dos venenos para ervas daninhas.

É vital um cuidado especializado

urgente, e o paciente deve ser levado

às pressas para o hospital mais

próximo, por uma ambulância ou

um transporte particular, se for mais

rápido. Deve-se induzir o vômito,

como para os casos de arsênio.

f) Overdose de comprimidos para

dormir, tranqüilizantes ou drogas

antidepressivas - Se o paciente estiver

totalmente consciente, como

pode ocorrer dentro de alguns minutos

após tomar a overdose, podese

tentar induzir o vômito com duas

colheres (de chá) de mostarda com

água. Mantenha o paciente aquecido

enquanto aguarda ajuda médica,

e esteja preparado para fazer respiração

artificial se necessário. (V.

Respiração artificial.)

Para evitar um envenenamento

acidental, todos os remédios e outras

substâncias venenosas devem

ser mantidos fora do alcance de

crianças, pois estas podem achar

que são doces. Elas podem também

beber qualquer líquido, em

especial aqueles insensatamente

transferidos para uma garrafa de

refrigerante. Essa é a causa comum

de beber acidentalmente

detergentes domésticos, ácido

carbólico e paraquat. Um pouco de

bom senso pode evitar essas tragédias.

Advirta as crianças para que

não comam qualquer semente, pois

é impossível que elas saibam distinguir

as que são venenosas das que

não são.

ENVENENAMENTO COM ALIMENTOS

- Existem dois tipos. No

primeiro, o alimento pode estar envenenado,

por exemplo, quando se

come - por engano - um fungo venenoso.

No segundo, o alimento

é inocente, mas é invadido por micróbios

e torna-se nocivo; o veneno

produzido pelos micróbios é que

é o responsável pelos sintomas. Os alimentos enlatados, se não forem

usados logo depois de abertos, estão

particularmente sujeitos a estragar.

O organismo geralmente faz

qualquer esforço para se livrar do

veneno, e uma dor forte no abdome

é seguida de vômito. Num estágio

seguinte, há geralmente diarréia. Os

alimentos não identificados nunca

devem ser comidos; deve-se ficar

atento aos cogumelos colhidos por

pessoas que não sejam especialistas.

Com relação aos alimentos caseiros,

se houver suspeita quanto à

sua salubridade, é preferível jogálos

fora. Melhor um desperdício que

uma doença séria (às vezes, fatal).

Deve-se suspeitar dos alimentos enlatados

dos quais só se tenham usado

uma parte, e dos alimentos cozidos

e guardados há algum tempo,

principalmente em climas quentes.

As aves congeladas devem ser completamente

degeladas antes de cozidas,

e os alimentos cozidos devem

ser guardados na geladeira ou congelador

assim que esfriem até a temperatura

ambiente - não devem ser

deixados expostos em qualquer lugar

enquanto quentes (são uma incubadora

ideal para os micróbios).

Esteja atento e cuidadoso com qualquer

lata adenteada ou protuberante.

Se houver suspeita de intoxicação

com comida, os restos desta devem

ser guardados, e deve-se buscar ajuda

médica. É melhor que o paciente

fique na cama, aquecido.

ENVENENAMENTO COM GÁS -

Causado pelo monóxido de carbono

contido no gás de carvão. Muitos

países estão usando o gás natural

(base de metano), que não é venenoso.

O envenenamento com gás

pode ocorrer em lugares onde ainda

é usado o gás de carvão. (V. Respiração

artificial, Asfixia.)

ENXAQUECA - Condição em que o

paciente sofre de dores de cabeça

fortes e periódicas. Isso geralmente

é hereditário. Os ataques variam

de três ou quatro ataques por ano,

ou até um ataque por semana. Na

enxaqueca, os vasos sangüíneos que

vão para o cérebro se contraem e

depois se dilatam. Durante a enxaqueca,

no começo de um ataque, o

paciente vê clarões, ou vultos coloridos,

e depois disso vem uma forte

dor de cabeça, geralmente restrita

à metade da cabeça e da face. O período

da dor corresponde ao período

de dilatação dos vasos sangüíneos.

Não é raro ocorrer vômito no auge

do ataque - que geralmente dura de

24 a 48 horas. Se a enxaqueca persistir,

é melhor que o paciente fique

de repouso. Às vezes, a eliminação

de alguns produtos (como

queijo, chocolate, laranja e vinho

tinto) da alimentação leva à cura,

mas geralmente é difícil apontar

com precisão o item prejudicial.

Tratamentos mais fortes podem ser

receitados pelo médico. Existem

comprimidos que podem reduzir a

incidência de ataques, mas esses

precisam ser tomados regularmente. Os sofredores freqüentes precisam

de conselhos de um médico.

ENXERTIA DE PELE - Retirar uma

lâmina fina de pele da área doadora

para transplantar numa ferida.

ENXERTO - Lâmina fina de pele utilizada

na reconstrução de defeitos

de pele ou mucosa.

ENXERTO ARTERIAL - Substituição

de uma artéria por outro vaso (do

próprio organismo ou sintético).

ENXERTO AUTÓGENO - Enxerto

originado do próprio receptor.

ENXERTO DE PELE DE ESPESSURA

PARCIAL - O enxerto tem só

as camadas superficiais da pele

(menos de 1 milímetro).

ENXERTO DE PELE DE ESPESSURA

TOTAL - O enxerto tem todas

as camadas da pele (1 a 2 milímetros).

ENXERTO HETERÓGENO - Enxerto

que se origina de animal de outra

espécie.

ENXERTO HOMÓGENO - Enxerto

que se origina de outra pessoa.

ENZIMA - Proteína que age como canalizador.

EOSINA - Corante ácido muito usado

para cortes histológicos.

EOSINÓFILO - Que se cora facilmente

pela eosina.

EPICANTO - Prega cutânea que vai

do nariz ao supercílio na pálpebra,

na raça amarela.

EPICRÂNIO - Couro cabeludo.

EPICRISE - Uma segunda crise.

EPIDEMIA - Aumento importante do

nível de prevalência de uma determinada

doença na população. Doença

transmissível que acomete ao

mesmo tempo e no mesmo lugar um

grande número de pessoas.

EPIDEMIOLOGIA - Estudo das epidemias.

EPIDERME - Camada externa da

pele.

EPIDERMIZAÇÃO - Enxerto cutâneo,

ato de cobrir uma região com

retalhos de pele.

EPIDERMÓIDE - Semelhante à

epiderme.

EPIDERMÓFITO - Dermófito, dermatófito,

fungo parasito da pele.

EPIDERMÓLISE - Destruição da

epiderme.

EPIDIDIMITE - Inflamação do epidídimo.

EPIDÍDIMO - Corpo alongado em

forma de canal, localizado acima do

testículo e do qual é continuação.

EPÍFISE - A extremidade de um osso;

é geralmente compreendida entre a

cartilagem de conjugação e a cartilagem

articular.

EPIFISITE - Inflamação de uma

epífise.

EPÍFORA - Lacrimejamento contínuo.

EPIGASTRALGIA - Dor no epigastro.

EPIGASTRO - Porção média e superior

do abdome.

EPIGLOTE - Lâmina fibrocartilaginosa

que cobre a entrada da laringe.

Ao fechar-se a glote, a epiglote

colabora com o fechamento da traquéia

e impede que, na deglutição,

penetrem na laringe os alimentos.

EPILAÇÃO - Depilação, remoção

dos pêlos.

EPILATÓRIO - O mesmo que Depilatório.

EPILEPSIA - Conceituada como uma

síndrome, isto é, um conjunto de

sintomas e/ou sinais decorrentes e

causas diversas. As manifestações

epiléticas se caracterizam por sintomas

e/ou sinais motores, sensitivos,

sensoriais, psíquicos ou neurovegetativos

que surgem de modo

paroxístico e recorrente, originando-

se de uma descarga neuronal patológica

que pode ser registrada no

eletrencefalograma (EEG) como

uma modificação paroxística dos

rítmos cerebrais. A sua etiopatogenia

pode relacionar-se a um

processo cerebral já cicatrizado ou

a um processo cerebral ativo. No

primeiro caso trata-se de seqüela de

uma doença passada; no segundo é

sintoma de doença atual do encéfalo

(meningite ou tumor) que deve ser

diagnosticada e tratada. O paciente

sofre acessos periódicos. Geralmente,

não há uma razão óbvia, e esse

tipo de epilepsia começa bem cedo.

Existem vários tipos de epilepsia.

Na infância, a mais comum é a ausência

(antigamente chamada “petit

mal”), na qual ocorrem lapsos de

consciência que duram somente alguns

segundos; eles podem ser muito

freqüentes e difíceis de notar para

o espectador; são importantes enquanto

causas para o pouco progresso

e a aparente desatenção na escola.

O eletroencefalograma ajuda a

confirmar o diagnóstico.

As crianças podem também ter

acessos tônico-clônicos (ataques

fortes ou “grand mal”), que são as

formas mais comuns nos adultos.

Geralmente, o paciente recebe alguns

avisos antes que esse tipo de

acesso ocorra: ele vê clarões ou experimenta

sensações peculiares,

conhecidas como aura. Depois disso,

geralmente, há um grito e o paciente

cai inconsciente. O corpo fica

rijo e entrevado, mas logo depois

ocorrem movimentos rápidos e

bruscos, que diminuem gradualmente.

O paciente fica azulado no

rosto e pode morder a língua ou urinar.

Durante o acesso é melhor agir

o menos possível. O paciente pode

ser segurado ao cair, para evitar ferimentos.

Deve-se deixar que ele deite

de costas até que o acesso termine;

deve-se examinar o pescoço,

para ver se a roupa não o está apertando.

Depois do acesso, o paciente

deve ser colocado na cama; provavelmente

ele dormirá. Esse tipo

de ataque é semelhante à convulsão

febril na infância. (V. Convulsão.)

O médico deve ser chamado

no início de toda convulsão em crianças,

para que ele possa - se necessário

- dar uma injeção para

controlá-la; os acessos prolongados

podem ser perigosos. A maioria dos

adultos sai espontaneamente de um

acesso, mas deve-se procurar ajuda

médica se este persistir por mais de

dez minutos. Os remédios anticonvulsivos

podem provocar uma grande

redução na freqüência de acessos,

ou até mesmo acabar com eles.

Em geral, os epiléticos devem viver

a vida da forma mais completa

possível, mas evitar ocupações nas

quais um acesso seria muito perigoso,

como dirigir, limpar janelas

ou trabalhar próximo a máquinas

em movimento. A discriminação

mal instruída dos empregadores

contra os epiléticos deve ser condenada.

Muitos médicos têm controlado

a própria epilepsia sozinhos.

EPILEPSIA JACKSONIANA - Epilepsia

com espasmos localizados,

sem perda da consciência e com lesão

orgânica.

EPILEPTIFORME - Semelhante à

epilepsia.

EPILEPTOGÊNICO - Que produz

epilepsia.

EPINEFRINA - (V. Adrenalina.)

EPINEFRITE - Inflamação da suprarenal.

EPILO - Prega de tecido gorduroso

que vai do estômago aos órgãos

subjacentes.

EPIPLOPEXIA - Fixação do epiplo à

parede abdominal.

EPIPLÓICO - Relativo ao epiplo.

EPISCLERAL - Situado sobre a

esclerótica ocular.

EPISCLERITE - Inflamação da esclerótica.

EPISIORRAFIA - Sutura do períneo

ou dos grandes lábios.

EPISIORRAGIA - Hemorragia perineal.

EPISIOTOMIA - Pequeno corte feito,

às vezes, na parte externa da

vagina, sob anestesia local, para

ajudar a saída da cabeça do bebê

durante o parto. Ele evita um estiramento

excessivo dos músculos

e um rasgo maior; é costurado sem

dor, também sob anestesia local.

EPISPÁDIAS - Abertura da uretra no

dorso do pênis.

EPISTAXE - Hemorragia nasal.

EPISTÓTONO - Contrações musculares

generalizadas com encurvamento

do corpo para frente.

EPITÉLIO - Tecido de revestimento

da pele e das mucosas.

EPITELIOMA - Tumor maligno de

natureza fibrosa com base de células

epiteliais.

EPÚLIDE - Tumor da gengiva, periósteo

ou maxilar.

EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO - (V.

Ácido-básico.)

EQUIMOSE - Pequeno derrame

sangüíneo debaixo da pele, mancha

escura.

EQÜINO - Deformidade do pé que

impede o apoio sobre o calcâneo.

EREÇÃO - Turgidez e endurecimento

por congestão, afluxo de sangue.

EREPSINA - Fermento intestinal que

ajuda a digerir as proteínas.

ERETISMO - Irritabilidade, sensibilidade

exagerada.

ERGOTINA - Extrato hidroalcoólico

de esporão de centeio.

ERGOTINA DE BONJEAN - Extrato

mole de esporão de centeio.

ERGOTINA DE YVON - Extrato

aquoso de esporão de centeio.

ERGOTISMO - Intoxicação pela

ergotina. Doença causada pelo uso

excessivo de medicamentos ou alimentos

que contenham esporão de

centeio. Este mal se caracteriza pela

gangrena das pontas das mãos, dos

dedos e dos pés

ERISIPELA - Infecção da pele produzida

por estreptococos, que se espalha

semelhante à celulite. Na erisipela,

contudo, a infecção se espalha dentro

da pele, e não embaixo dela. Sintomas:

Dor de cabeça, vômitos, calafrios

e febre, dor nas articulações e

prostração. Aparece com mais freqüência

no tempo de frio, começando

por uma mancha irregular, redonda

ou ovalada. (V. Celulite.)

ERITEMA - Vermelhidão na pele;

uma característica de várias erupções

e doenças de crianças. O

eritema nodoso caracteriza-se pelo

surgimento de lesões nodulares, redondas

ou ovaladas, nas pernas

abaixo dos joelhos e no antebraço.

Um tipo de eritema mais grave, que

afeta os órgãos internos, é o lúpus

eritematoso, em sua forma aguda.

ERITRASMA - Micose da pele, com

placas róseas.

ERITRÓCITO - Hemácia, glóbulo

vermelho do sangue quando jovem.

ERITRODERMIA - Pele avermelhada.

ERITROPOESE - Produção de eritrócitos

que depois se transformam

em hemácias.

EROGÊNICO - Que provoca desejo

sexual.

ERÓGENO - O mesmo que Erogênico.

EROSÃO - Perda superficial de

tecido.

EROSÃO SUBCONDRAL - Pequena

falha no osso logo abaixo da cartilagem

que o protege.

ERÓTICO - Relativo ao desejo

sexual.

EROTISMO - Desejo sexual.

ERRO MÉDICO - Ação ou omissão,

em que se verificou negligência, imprudência

ou imperícia do médico.

ERUCTAÇÃO - Expulsão ruidosa de

ar, gases, ou ácido do estômago.

Quando se come demasiada ou

apressadamente, ou se fala muito

durante a refeição há a tendência

para engolir ar juntamente com os

alimentos. Este ar é liberado pela

eructação. Popularmente conhecido

como arroto.

ERUPÇÃO - Lesão visível que aparece

na pele.

ERUPTIVO - Caracterizado por uma

erupção.

ESBACH, ALBUMINÍMETRO DE -

Tubo graduado que permite ler a

quantidade de albumina na urina.

ESCABIOSE - Doença de pele conhecida

como “sarna”, causada por um

ácaro. Este faz pequenas covas na

pele, onde põe seus ovos; como ele

fica ativo quando a pele está quente,

a coceira piora na cama, à noite, ou

quando o paciente se senta perto do

fogo. As mãos (particularmente a

palmura dos dedos) e os pulsos são

as partes atingidas com mais freqüência.

É contagiosa, sendo passada

de um para outro, e, assim como

a infestação de piolhos, é favorecida

por aglomerações de gente e falta de

asseio.

O tratamento consiste em tomar banho

quente e esfregar as partes atingidas

com uma escova dura para

abrir as covas, mudando e aferventando

toda a roupa de cama e a de

vestir, e aplicando preparados químicos

para matar os ácaros. Um dos

medicamentos mais eficazes é a loção

de Benzoato de Benzilo, que

deve ser aplicada em todo o corpo -

do pescoço para baixo -, deixando

que fique por 24 horas antes de lavar.

Duas aplicações com um intervalo

de cinco dias quase sempre

cura, mas, a não ser que se lide adequadamente

com as roupas, e que

todos os membros da família sarem,

é provável que haja uma reinfecção.

ESCAFÓIDE - Em forma de barco.

Um dos ossos da mão.

ESCALDADURAS - (V. Queimaduras.)

ESCALENO - De três lados desiguais.

Nome de um músculo inserido nas

vértebras cervicais.

ESCALPELO - O mesmo que Bisturi.

ESCAMOSO - Com escamas.

ESCÁPULA - Omoplata, osso da espádua,

também chamado apá, pá,

paleta.

ESCAPULALGIA - Dor na espádua.

ESCAPULOCLAVICULAR - Referente

à espádua e à clavícula.

ESCARAS - Lesões de necrose da

pele, estremamente dolorosas.

Crosta amarela ou enegrecida que

se forma nas queimaduras ou feridas

infectadas. Pele morta aderida

ao corpo do doente queimado.

ESCARAS DE DECÚBITO - Úlcera

perfurante na região lombar das

pessoas imobilizadas pela paralisia

ou por estado de coma.

ESCARIFICAÇÃO - Ato de praticar

pequenas incisões próximas.

ESCARIFICADOR - Lanceta. Instrumento

para fazer escarificações.

ESCARLATINA - Antigamente, uma

doença infecciosa aguda e mortal. A

escarlatina é menos grave agora, porque

o micróbio que a causa - o

estreptococo - se tornou menos

agressivo. É infecciosa, com um pequeno

período de incubação (3 a 5

dias), começando com garganta inflamada,

amidalite e febre. Uma

erupção aparece na pele depois de

um ou dois dias, com uma vermelhidão

geral (eritema), exceto ao

redor da região da boca, que fica

pálida. Ela reage rapidamente a

antibióticos, e as complicações a longo

prazo - como a nefrite e a febre

reumática - são raras hoje em dia.

ESCARLATINIFORME - Semelhante

à escarlatina.

ESCARRO - Substância que é expelida

tossindo. Normalmente, ele

não deve existir porque, apesar de

haver uma leve secreção dentro

dos brônquios, esta não acumula

o suficiente para subir com a tosse.

A produção de escarro é um indício

de que os brônquios estão irritados.

Ocorre com freqüência

nas pessoas que fumam muito e

que tragam; o escarro é de cor escura

nesses casos. Ele também é

produzido em várias doenças. A

bronquite, a pneumonia e a tuberculose

são alguns exemplos. Toda

tosse persistente (três semanas ou

mais), com a qual é produzido escarro,

deve ser tomada como um

aviso de que se deve fazer um exame

médico.

ESCATOL - Composto hidrogenado

encontrado nas fezes.

ESCLERITE - Inflamação da esclerótica.

ESCLERODERMIA - Doença da pele

com espessamento e endurecimento.

ESCLEROMA - Placa de endurecimento.

ESCLEROSADO - Com esclerose.

ESCLEROSANTE - Que produz

esclerose.

ESCLEROSE - Endurecimento de pequena

ou larga extensão do corpo,

provocado pelo crescimento excessivo

de tecido conjuntivo. Aplicase

o termo especialmente ao endurecimento

do tecido nervoso

causado por atrofia ou degeneração

dos elementos nervosos e pelo

espessamento das artérias por causa

do crescimento do tecido fibroso

e dos depósitos de substância

gordurosa e de sais de cálcio.

ESCLEROSE DISSEMINADA - V.

Esclerose Múltilpla

ESCLEROSE LATERAL - Enfermidade

rara do cérebro em medula espinhal,

que aparece em homens de 40

a 50 anos. A degeneração e a cicatrização

atuais levam à perda do

controle dos músculos das mãos,

braços, pernas e garganta.

ESCLEROSE MÚLTIPLA - Doença

das mais comuns, do sistema nervoso,

na qual fragmentos do revestimento protetor das fibras nervosas

são consumidos pouco a pouco.

A causa não é seguramente conhecida.

Ela atinge adultos de ambos

os sexos, e o seu curso é variável.

Pode começar com um defeito

temporário da visão ou sensações

de formigamento num membro

do corpo. A princípio, os sintomas

tendem a aumentar consideravelmente;

eles podem ser poucos

e raros. Alguns sofredores têm uma

deficiência muito pequena ou uma

pequena inabilidade e fraqueza

depois de muitos anos. Outros seguem

um curso progressivo mais

rápido, e se tornam gradualmente

paraplégicos, tendo que contar com

cadeiras de rodas. Ainda assim,

pode haver períodos de melhora.

Os movimentos do braço tendem

a ser retesados. Ainda não existe

cura, mas vários tratamentos sintomáticos

são usados. A fisioterapia

faz com que o paciente aproveite

o máximo os músculos bons,

que devem ser mantidos o mais

ativos possível.

Os pacientes diagnosticados no início

devem tomar consciência de que

podem estar com um tipo da doença

no qual não devem ocorrer deficiências

sérias durante trinta anos

ou mais. As pesquisas em relação

às causas e aos tratamentos continuam.

ESCLERÓTICA - Membrana fibrosa

do globo ocular, que o povo chama

de “branco dos olhos”.

ESCLEROTICOTOMIA - Incisão da

esclerótica para aliviar o glaucoma.

ESCLEROTOMIA - O mesmo que

Escleroticotomia.

ESCOLIOSE - Deformidade no plano

latero-lateral da coluna, de caráter

permanente, acompanhada

pela rotação dos corpos vertebrais.

ESCOLIÓTICO - Referente à escoliose.

ESCOLIÓTOMO - Instrumento para

cortar ossos ou tecidos duros.

ESCORBUTO - Doença de carência

que ocorre por causa da falta de vitamina

C, que é necessária para

manter saudável os vasos sangüíneos

e, na sua ausência, os vasos

capilares ficam fracos e permitem

um sangramento na pele e gengivas.

A vitamina C é encontrada

nas frutas, verduras e legumes frescos.

Pode ocorrer a doença em pessoas

pobres, na velhice, ou em “excêntricos”,

que adotam uma dieta

que não inclui verduras e legumes.

ESCORIAÇÃO - Abrasão, erosão,

perda superficial dos tecidos. Ferida

superficial.

ESCÓTOMO - Ponto cego no campo

visual.

ESCÓTOMO CINTILANTE - Pontos

luminosos no campo visual, que

ocorre na hipertensão arterial.

ESCRÓFULA - Palavra antiga, hoje

fora de uso, que significa tendência

à tuberculose ganglionar ou outra

forma de tuberculose já declarada.

ESCROFULODERMIA - Tuberculose

da pele.

ESCROFULOSE - Tuberculose ganglionar.

ESCROTAL - Relativo ao escroto.

ESCROTITE - Inflamação do escroto.

ESCROTO - Saco de pele suspenso

na região do períneo e que aloja os

testículos e os epidídimos.

ESCROTOCELE - Hérnia do escroto.

ESCULÁPIO - Ou Asclépios, o deus

da Medicina na mitologia grega.

ESFACELO - Necrose, gangrena.

ESFACELODERMIA - Gangrena da

pele.

ESFENOIDAL - Referente ao esfenóide.

ESFENÓIDE - Osso situado no centro

do assoalho do crânio.

ESFÍGMICO - Relativo ao pulso.

ESFIGMOCARDIÓGRAFO - Aparelho

que registra graficamente os

movimentos do pulso e do coração.

ESFIMÓGRAFO - Aparelho que registra

graficamente os movimentos

do pulso.

ESFIGMOGRAMA - Traçado do

pulso.

ESFIGMOMANÔMETRO - Aparelho

para medir a pressão arterial.

Existem o aneróide (sem líquido) e

o de mercúrio.

ESFÍNCTER - Músculo circular que

contrai o orifício de um órgão.

ESFINCTERALGIA - Dor no esfíncter.

ESFINCTEROPLASTIA - Reparação

cirúrgica de um esfíncter.

ESFINCTEROTOMIA - Divisão dos

músculos de um esfíncter.

ESFREGAÇO - Material espalhado

numa lâmina de vidro para exame.

ESFREGAÇO CERVICAL - Esfregaço

das secreções mucosas do colo

do útero.

ESGOTAMENTO - Perda de energia

vital por fadiga ou doença. Quando

o esgotamento é extremo recebe a

denominação de prostração nervosa

ou psicastenia, chamada também

astenia ou debilidade neurocirculatória.

Sintomas: insônia, perda

de memória e apetite, falta de atenção

e palpitação.

ESMALTE - A camada externa dos

dentes.

ESMEGMA - Secreção caseosa em

redor do prepúcio ou dos pequenos

lábios.

ESOFAGECTOMIA - Operação que

retira parcial ou totalmente o

esôfago.

ESÔFAGO - Tubo muscular longo situado

atrás da traquéia e pelo qual

caminham os alimentos da faringe

para chegar ao estômago.

ESOFAGOCOLOPLASTIA - Operação

que transpõe o cólon, que substitui

o esôfago para levar os alimentos

ao estômago.

ESOFAGISMO - Espasmo do esôfago.

ESOFAGOCELE - Hérnia do esôfago.

ESOFAGOMALACIA - Amolecimento

do esôfago.

ESOFAGOPTOSE - Prolapso do

esôfago.

ESOFAGOSCÓPIO - Instrumento

para exame visual do esôfago.

ESOFAGOSTENOSE - Estreitamento

do esôfago.

ESOFAGOSTOMIA - Abertura de

comunicação entre o esôfago e o

exterior. Formação de uma fístula

esofagiana.

ESOFAGOTOMIA - Incisão do

esôfago.

ESPAÇO LINFÁTICO - Espaço microscópico

entre as células.

ESPARADRAPO - Emplastro adesivo.

ESPASMO - Contração involuntária

e brusca dos músculos lisos. Exemplo:

a cólica hepática, a cólica

nefrética, a dismenorréia, etc. Um

espasmo geral do corpo recebe o

nome de “convulsão”.

ESPASMÓDICO - Rígido, com espasmo.

ESPASMOFILIA - Tendência aos espasmos

e às convulsões.

ESPASMOLÍTICO - Medicamento

que combate o espasmo.

ESPASTICIDADE - Capacidade de

entrar em espasmo.

ESPÁSTICO - Em estado espasmódico.

ESPÁTULA - Faca achatada e sem lâmina

cortante, usada para deprimir

a língua ou para lidar com pomadas

e pastas.

ESPECIALISTA - Médico especializado

em determinada área de Medicina.

O médico da família deve ter

muitos colegas especialistas e também

acesso a uma variedade de departamentos

especializados. Provavelmente,

ele vai sugerir que você

procure um especialista, se o achar

necessário. Se não fizer isso é porque

está confiante quanto à natureza

de sua condição, achando que

você não obterá nenhuma vantagem

de outras investigações ou cirurgias.

Às vezes, pode ser porque você

minimizou os sintomas ou ansiedades,

o que indica que você está melhor

do que parece.

Se você está aflito com alguns sintomas,

conte ao seu médico essa

preocupação e o motivo dela (um

caso de doença na família, por

exemplo). É melhor conversar com

seu médico do que ouvir a opinião

de qualquer pessoa. Uma vez que

entende a razão da ansiedade, a

maioria dos médicos pode indicar

um especialista.

ESPÉCIE - Grupo de animais ou de vegetais

que têm as mesmas características

e pertencem ao mesmo gênero.

Exemplo: a espécie humana.

ESPECÍFICO - Remédio que age de

maneira especial curando determinada

doença.

ESPECTRO - Faixa de cores que se

zo esperma.

ESPERMATORRÉIA - Incontinência

de esperma.

ESPERMATOZOÁRIO - Espermatozóide.

A célula geradora masculina,

que caminha por meio de um

flagelo. São 250 mil por centímetro

cúbico.

ESPERMATOZÓIDE - O mesmo que

Espermatozoário.

ESPERMATÚRIA - Presença de esperma

na urina.

ESPERMICIDA - Que destrói o

espermatozóide.

ESPICA - Bandagem em forma de 8.

ESPÍCULA ÓSSEA - Pequeno aumento

ósseo decorrente da degeneração

da cartilagem que protege o osso.

ESPINHA - Projeção aguda num

osso; nome popular da coluna vertebral.

ESPINHA BÍFIDA - Fase fundamental

no desenvolvimento do embrião,

é o crescimento conjunto de ambos

os lados da coluna vertebral para

formar o espaço onde irá se alojar a

medula espinhal. Quando não se dá

este desenvolvimento conjunto, resultará

uma estrutura conhecida por

espinha bífida, quer dizer, espinha

fendida.

ESPINHA DORSAL - V. Coluna vertebral.

ESPIRAL - Bandagem em forma de

caracol.

ESPIRAL REVERSA - Enfaixe de um

membro.

ESPÍRITO DE VINHO - Álcool comum.

ESPIROMETRIA - Obtenção de

volumes, capacidades e fluxos

pulmonares por intermédio de um

espirômetro.

ESPIRÔMETRO - Aparelho que

mede a capacidade respiratória dos

pulmões.

ESPLÂNCNICO - Relativo às vísceras.

ESPLANCNOCELE - Hérnia de uma

víscera ou de parte dela.

ESPLANCNOPTOSE - Queda de

uma ou mais vísceras.

ESPLENECTOMIA - Retirada parcial

ou total do baço.

ESPLENECTOPIA - Queda do baço.

ESPLENELCOSE - Ulceração do

baço.

ESPLÊNICO - Relativo ao baço.

ESPLENITE - Inflamação do baço.

ESPLENIZAÇÃO - Ato de adquirir

consistência semelhante à do baço.

Ocorre em certas pneumonias.

ESPLENOCELE - Hérnia do baço.

ESPLENODINIA - Dor no baço.

ESPLENOMALACIA - Amolecimento

do baço.

ESPLENOMEGALIA - Aumento do

volume do baço.

ESPLENOPATIA - Denominação genérica

de toda afecção do baço.

ESPLENOPEXIA - Fixação cirúrgica

do baço.

ESPLENOPNEUMONIA - Pneumonia

com esplenização do pulmão ou

parte dele.

ESPLENOTOMIA - Incisão no baço.

ESPONDILALGIA - Dor nas vértebras.

ESPONDILARTRITE - Inflamação da

vértebra e dos tecidos ao seu redor.

ESPONDILITE - Inflamação de uma

ou mais vértebras.

ESPONDILÓLISE - Fratura da vértebra.

ESPONDILOLISTESE - Escorregamento

da vértebra, alterando o alinhamento

com as vértebras vizinhas, dando

lugar a uma curvatura lombar exagerada.

Na falta de suporte adequado

produz-se dor nas costas, que desaparecem

se a pessoa descansa e reaparece

com o reinício das atividades,

estendendo-se até a coxa à perna.

ESPONDILOSE - Degeneração dos

discos invertebrais com ossificação

periférica.

ESPONDILOSE CERVICAL - Osteoartrite

que ocorre nas juntas do pescoço.

Os sintomas podem incluir dor

localizada e rigidez no pescoço, e

também dor, fraqueza e formigamento

nos braços, quando os nervos

que saem dos canais da vértebra no

pescoço ficam irritados pela pressão

das juntas inchadas. Um colete de

espuma ou plástico usado de um a

três meses pode aliviar a dor, assim

como exercício, fricção e calor radiante.

(V. Artrite e Osteoartrite.)

ESPONJOSO - Cheio de pequenos

orifícios ou cavidades.

ESPORÁDICO - O mesmo que isolado;

não freqüente.

ESPORÃO DO CENTEIO - Ou centeio

espigado, cravagem do centeio.

Fungo parasita do centeio e outros

cereais. Excrescência que se forma

no centeio quando atacado por um

fungo, o Claviceps purpurea. Do

esporão se extraem as ergotinas e

derivados.

ESPOROS - Células reprodutoras especiais

de certos micróbios, as quais

resistem anos ao dessecamento e

podem reviver causando a doença,

como, por exemplo, o tétano, o

carbúnculo, etc.

ESPOROTRICOSE - Infecção da

pele provocada pelo Sporotrichum

Schenckii, um fungo que se desenvolve

nas plantas de folhagem

abundante. De 20 dias a 3 meses

após o contato com o fungo, surge

na zona danificada um abcesso duro

e elástico, que se inflama e acaba

rompendo a pele e descarregando

pequena quantidade de pus claro; a

pele adjacente se torna negra. A infecção

pode atingir outras zonas da

pele, mas raramente os órgãos internos.

ESPORULAÇÃO - Reprodução pela

formação de esporos.

ESPRU - Doença crônica de carência do tubo digestivo, com anemia

macrocítica e outras manifestações.

O nome deriva de uma palavra holandesa

que significa “inflamação

da boca”.

ESPUMA DE FIBRINA - Substância

seca extraída da fibrina humana e

que facilita a coagulação do sangue;

daí seu emprego em cirurgia.

ESPUTO - Escarro, material expectorado.

Pode ser mucótico, mucopurulento,

purulento, hemorrágico,

espumoso.

ESQUELETO - O arcabouço ósseo do

corpo, que sustenta os tecidos moles

e protege os órgãos internos.

ESQUINÊNCIA - Um abscesso na

amídala. (V. Abscessos.) A amídala

está sujeita à infecção e, às vezes,

esta se espalha debaixo da amídala,

onde se forma um pequeno abscesso.

A temperatura fica razoavelmente

alta, há uma inchação considerável

da garganta e dor. Geralmente é

receitado um antibiótico mas, às

vezes, a esquinência se rompe soltando

o pus. Ocasionalmente é necessário

que ela seja lancetada pelo

médico para que sare.

ESQUISTOSSOMA - Ou chistosoma.

Gênero de trematódios parasitos

entre os quais o Schistosoma

mansoni, causador da esquistossomose.

ESQUISTOSSOMOSE - Doença infecciosa

e parasitária causada por

vermes platelmintos chamados de

“esquistossomos”, conhecida no

Brasil como “barriga-d’água”. O

mais conhecido no país é o Schistosoma

mansoni. No Oriente Médio

e na Índia encontra-se o S. haematobium,

também comum na África; S.

japonicum é encontrado no Oriente,

todos causadores da mesma doença.

O ciclo dos esquistossomos

começa quando eles penetram no

Biomphalaria ou no Planorbis, espécies

de caramujos de água doce,

na forma de pequenas larvas chamadas

“miracídios”. O caramujo é

um hospedeiro intermediário que as

larvas, já desenvolvidas, abandonam

e voltam para a água sob a forma

de cercárias. O organismo humano

é o hospedeiro definitivo e

nele penetrando, através da pele, as

larvas alcançam a corrente sangüínea

e alojam-se nas veias do fígado,

onde amadurecem e se reproduzem.

Migram depois para o intestino,

onde seus ovos são eliminados

com as fezes por um ou dois

anos, mas podem chegar a 25 anos

ou mais. Caindo na água novamente,

os ovos transformam-se em

miracídios e todo o ciclo recomeça.

Depois de 4 a 6 semanas após a

infecção surgem os sintomas: febre,

dor de cabeça, perda de apetite, suor

intenso, tosse e diarréia. Nos casos

graves ocorre hipertensão pulmonar,

insuficiência hepática, complicações

intestinais, crises hemorrágicas

e tumores.

ESQUISTOSSOMOSE HEPATESPLÊNICA - Doença hepática crônica, endêmica no Brasil, causada

pela obturação de ramos venosos do

sistema porta intra-hepático por

ovos do Schistosoma mansoni, que

condicionam a formação de fibrose

peri-portal e hipertensão portal.

ESQUIZOFRENIA - O termo esquizofrenia

vem do latim esquizo = cisão,

frenia = mente; foi introduzido

em 1911 pelo psiquiatra suíço

Eugen Bleuler para definir uma doença

psíquica caracterizada, basicamente,

pela cisão do pensamento,

do afeto, da vontade e do sentimento

subjetivo da personalidade. Descreve

uma mente seriamente perturbada,

em que as idéias e o comportamento

perdem o contato com a realidade,

isto é, no estágio agudo, o

sofredor fica psicótico. Existem

vários tipos, incluindo a forma paranóica,

em que os sofredores podem

ficar suspeitosos, talvez de algumas

pessoas apenas. Na forma

clássica, o pensamento se torna incoerente,

e as emoções e reações

inadequadas. O paciente pode ouvir

vozes dando instruções e, por

causa disso, pode, às vezes, agir de

forma perigosa. O bom senso e o

controle de emoções são afetados;

os delírios são comuns, e a pessoa

pode ficar relutante ou incapaz de

colaborar com os amigos e médicos.

Pode acabar num colapso. O

doente fica desequilibrado, e a família

não sabe o que fazer.

A interação da mente sobre o corpo

é muito pouco compreendida; todavia,

os conselhos, a psicoterapia e a

consideração de uma mudança no

estilo de vida são de alguma ajuda,

mas somente depois que o estágio

agudo da doença esteja controlado.

Nos primeiros dias, o sofredor precisa

de auxílio médico urgente, que

pode incluir uma medicação a longo

prazo e, ocasionalmente, uma

terapia eletroconvulsiva.

Os sintomas da esquizofrenia são

classificados em sintomas produtivos

e sintomas negativos. Os sintomas

produtivos mais característicos

são o delírio e as alucinações. Entende-

se por delírio um juízo falso

e irredutível da realidade, como por

exemplo um delírio de perseguição

(delírio paranóide), no qual o paciente

sente-se perseguido e ameaçado

por outras pessoas, interpretando

fatos da vida quotidiana como

provas cabais de sua perseguição.

Alucinações são percepções sem estímulo

externo, como por exemplo

ver ou ouvir coisas não presentes.

Na esquizofrenia as alucinações

auditivas são as mais freqüentes: o

paciente escuta vozes de pessoas

ausentes, comentando sobre seu

comportamento ou dando-lhe ordens

imperativas, às quais ele não

consegue resistir. O paciente passa

a sentir-se influenciado por outros,

perde o controle de sua própria vontade,

sente-se controlado por telepatia,

por hipnose, “como um

robô”. Pode também interpretar delirantemente

estímulos reais, como

por exemplo achar que uma determinada notícia na televisão ou no

rádio refere-se à sua pessoa. Os sintomas

negativos caracterizam-se,

principalmente, por uma diminuição

da ressonância afetiva e por um

empobrecimento do conteúdo do

pensamento.

Na população geral, o risco de um

indivíduo adoecer de uma esquizofrenia

durante a vida é de 1%, a

prevalência da doença (freqüência

em determinado ponto no tempo) é

de 0,5% e a incidência é de 30 novos

adoecimentos em cada 100.000

habitantes por ano. A idade média

de início da esquizofrenia é de 20 a

25 anos nos homens e de 25 a 30

anos nas mulheres. Os sintomas iniciais

são uma irritabilidade generalizada,

um estreitamento dos interesses,

morosidade, indecisão, isolamento

social e descuido do aspecto

pessoal.

De uma maneira geral, sabe-se que

após o primeiro surto esquizofrênico

1/3 dos pacientes nunca

mais adoece, 1/3 volta a ter outros

surtos com intervalos sadios, e apenas

1/3 tem um curso desfavorável,

desenvolvendo uma sintomatologia

residual (comportamento excêntrico,

diminuição do afeto e da vontade,

autismo com perda de contato

com o mundo circundante). Diversos

estudos mostram que 50% dos

esquizofrênicos são hospitalizados

apenas uma vez, e que em 60% dos

casos, com um tratamento adequado,

consegue-se uma reintegração

social e profissional satisfatória.

Mesmo nos casos de curso desfavorável,

a gravidade dos sintomas

evolui dentro dos primeiros 5 anos

da doença, não havendo piora após

este intervalo. Com isto, sabe-se

hoje que o prognóstico da esquizofrenia

não é tão catastrófico como

se acreditava há algumas décadas.

As causas da esquizofrenia ainda

não foram totalmente elucidadas.

Supomos tratar-se não de uma doença

única, mas de uma síndrome

com diferentes etiologias. Sabe-se

que um fator genético tem um papel

importante, visto que em gêmeos

monozigóticos, quando um sofre

da esquizofrenia, o outro terá um

risco de 50% de adoecer, comparado

com 1% na população geral. Entretanto,

o fato de que o risco de

concordância para a doença nesses

indivíduos geneticamente idênticos

ser bem abaixo dos 100% prova que

outros fatores, não genéticos, também

tem de estar operantes.

Um número grande de estudos mostra

que a esquizofrenia está associada

com uma disfunção cerebral,

principalmente do lobo frontal.

Como essa disfunção já está presente

em pacientes jovens, no primeiro

surto da doença, supomos que ela

não seja conseqüência da psicose

em si ou de seu tratamento, mas sim

que resulte de um distúrbio na

maturação do cérebro durante a infância

e a adolescência. Assim, fatores

metabólicos ou ambientais

que influenciem este processo de

maturação poderiam contribuir facilitando ou protegendo o desencadeamento

da doença.

Concluindo, sabemos que a esquizofrenia

é uma doença universal,

ocorrendo em todos os povos e culturas

com incidência semelhante.

Aqui, as mulheres parecem ter uma

vantagem sobre os homens, visto

que elas apresentam um adoecimento

mais tardio e um curso

mais favorável. Diversos experimentos

sugerem que os hormônios

sexuais femininos (estrógenos) poderiam

contribuir para essa vantagem.

O desenvolvimento recente

de novos medicamentos antipsicóticos

mais eficazes e com menos

efeitos colaterais, adicionados

à introdução de novas estratégias

de reabilitação, causaram um grande

impacto no tratamento e no

prognóstico da esquizofrenia, permitindo

um tempo de hospitalização

mais curto e beneficiando

uma maior reintegração social e

profissional de nossos pacientes.

(V. Estado de ansiedade, Depressão,

Terapia Eletroconvulsiva,

Doença Mental, Paranóia.)

ESQUIZÓIDE - Próximo da esquizofrenia.

ESTADIAMENTO - Estudo clínico

para saber o tamanho e a agressividade

do tumor.

ESTADO - Período, fase.

ESTADO AGUDO - Repentino, de

vida curta, como, por exemplo, a

apendicite aguda, que requer tratamento

imediato. O oposto de

crônico, que significa longo, demorado.

ESTADO BILIOSO - Termo leigo que

descreve um mal-estar digestivo

temporário, particularmente a náusea

e o vômito. (V. Acidose e

Dispepsia.)

ESTADO DE ANSIEDADE - Sentimentos

de ansiedade persistentes,

como mãos trêmulas, transpiração,

palpitações, irritação e sono agitado.

Pode não haver nenhuma causa

óbvia imediata, ou o sofredor pode

ter problemas antigos na família ou

no trabalho, os quais ele não agüenta

mais. As condições fazem com

que seja cada vez mais difícil para a

pessoa solucionar seus problemas e,

então, deve-se procurar ajuda médica,

caso não esteja resolvendo o fato

de conversar sobre esses assuntos

com o companheiro ou com amigos

íntimos. É normal ter sintomas de ansiedade,

como tremedeira, durante

algumas horas, ou alguns dias, após

um choque grave - como escapar por

pouco de um acidente de trânsito. Os

problemas de tiróide podem provocar

essas sensações. (V. Bócio e

Doença mental.)

ESTADO DE MAL - Crises contínuas,

uma se emendando na outra.

ESTADO DE MAL ASMÁTICO -

Ataque severo de asma que dura

mais de 24 horas e quase impede a

respiração.

ESTADO EPILÉPTICO - Sucessão de

ataques epilépticos graves.

ESTADO NASCENTE - A substância

no momento em que se liberta de

uma reação química.

ESTADO NUTRICIONAL - Condição

do corpo resultante da utilização

dos nutrientes disponíveis.

ESTAFILEDEMA - Edema da úvula.

ESTAFILITE - Inflamação da úvula.

ESTAFILOCOCEMIA - Presença de

estafilococos no sangue.

ESTAFILOCOCOS - Bactérias do

gênero Staphylococcus que se apresenta

em forma de cacho de uvas,

causadoras de muitas doenças.

ESTAFILOMA - Protusão da córnea

ou da esclerótica em caso de inflamação.

ESTAFILOPLASTIA - Cirurgia plástica

da úvula.

ESTAFILORRAFIA - Sutura da úvula.

ESTAPEDECTOMIA - Ablação do

osso estribo, do ouvido.

ESTAPÉDICO - Relativo ao estribo

(ossinho do ouvido).

ESTARVAÇÃO - Privação de alimentos.

ESTASE - Deficiência de drenagem

do sangue de um determinado segmento

do corpo.

ESTASE INTESTINAL - Demora excessiva

das fezes no intestino.

ESTATURA NORMAL - Quando o

percentil da estatura localiza-se entre

2,5 e 97,5.

ESTEAPSINA - Fermento contido no

suco pancreático e que digere as

gorduras.

ESTEATOMA - Lipoma, tumor de tecido

gorduroso.

ESTEATORRÉIA - Evacuação de fezes

descoradas contendo muita

gordura.

ESTEATOSE - Degeneração gordurosa.

ESTÊNICO - Forte, vigoroso.

ESTENOSADO - O mesmo que Estreitado.

ESTENOSE - Estreitamento congênito

ou adquirido de uma estrutura

oca. Exemplo: estenose de esôfago,

estenose de traquéia, etc.

ESTENOSE DO PILORO - Estreitamento

do piloro.

ESTERCÓLITO - Fecólito. Massa

dura e compacta de fezes. Cíbalo.

ESTERCORAL - O mesmo que Fecal.

ESTEREOAGNÓSIA - Impossibilidade

de reconhecer os objetos pelo tato.

ESTEREOGNOSE - Reconhecimento

de um corpo pelo tato.

ESTÉRIL - Incapaz de conceber ou de

fecundar. Em cirurgia: asséptico,

livre de qualquer micróbio.

ESTERILIDADE - Incapacidade de ter

filhos. A condição de ser estéril.

Existem diversos tratamentos para

superar a esterilidade.

ESTERILIZAÇÃO - Operação pela

qual uma substância ou um objeto

passa a não conter nenhum micróbio. Em termos médicos diz-se de

procedimentos cirúrgicos, ou uso

de dispositivos (como o Diu), que

causam a esterilidade permanente

ou temporária. Há programas em

curso no Brasil pelo qual alguns

médicos induzem as gestantes (especialmente

no Nordeste) a passarem

por cirurgia que as esteriliza o

que, ainda hoje, é um assunto altamente

polêmico. A esterilização

definitiva impede a fecundação,

mediante o seccionamento ou ligadura

das vias de excreção das células

sexuais, conservando a função

endócrina das glândulas respectivas.

ESTERNAL - Relativo ao osso esterno.

ESTERNALGIA - Dor no esterno.

ESTERNO - O osso chato do peito.

ESTERNOCLIDOMASTÓIDEO -

Forte músculo do pescoço que liga

o esterno à clavícula e à apófise

mastóide. Responsável pelo movimento

da cabeça para o lado.

ESTERNUTAÇÃO - O mesmo que

Espirro.

ESTERNUTATÓRIO - Que provoca

espirro.

ESTEROL - Esteróide com um grupo

alcoólico, como a cortisona.

ESTERTOR - Ruído respiratório que

não se ouve à auscultação no estado

de saúde. Sua existência indica

um estado mórbido.

ESTETOSCÓPIO - Aparelho com

que se ausculta o peito e as costas,

ampliando os sons dos órgãos respiratórios

ou circulatórios.

ESTIGMA - Sinal característico de

uma doença.

ESTILÓIDE - Semelhante a uma pena

ou estilete.

ESTIMULANTE - Que acelera uma

função.

ESTIMULANTE DIFUSIVO - Estimulante

que tem efeito rápido e

passageiro.

ESTIOMENO - Úlcera crônica com

elefantíase da vulva.

ESTIRÃO - Predomínio relativo da

estatura sobre o peso; aspecto de

criança espigada.

ESTOMACAL - Estimulante do estômago.

ESTÔMAGO - Parte do trato digestivo

que vai da extremidade inferior

do esôfago até o começo do

duodeno, ou primeira porção do intestino

delgado. A digestão gástrica

se faz no estômago, onde as moléculas

de proteína começam a ser

desdobradas em muitas moléculas

menores, graças à ação das enzimas

presentes no suco gástrico.

ESTOMATITE - Infecção bucal que

afeta principalmente os lactentes e,

às vezes, os adultos, popularmente

conhecida como “sapinho”, é provocada

pelo fungo Candida albicans.

Forma placas brancas que se

transformam em úlceras pouco

profundas e acarreta febre e distúrbios

gastrintestinais. O “sapinho vaginal” é caracterizado pelo surgimento

de corrimento e prurido

vulvar, sendo comum em gestantes

no último trimestre da gravidez.

ESTOMATOLOGIA - Estudo das

doenças da boca.

ESTOMATORRAGIA - Hemorragia

da boca.

ESTRABISMO - Normalmente, os

olhos estão coordenados e apontam

para a mesma direção. Isso permite

que o cérebro forme uma figura

com as imagens recebidas separadamente

dos olhos. Quando há o estrabismo

(vesguice), os músculos

do olho estão fora de equilíbrio, de

modo que um olho aponta para dentro

ou para fora. Isso faz com que

fique difícil para o cérebro fundir

as duas imagens, de forma que, depois

de um certo tempo, o olho afetado

se torna preguiçoso e participa

pouco da visão. É importante que

o estrabismo seja tratado cedo, antes

que o olho afetado tenha ficado

preguiçoso. A ação de envesgar os

olhos só é normal nas primeiras semanas

de vida e, se descuidado, o

olho pode eventualmente ficar cego.

Se isso persistir depois de três meses,

procure o médico. O tratamento

pode ser feito por meio de uma

combinação de exercícios - cobrindo

o olho perfeito durante algum

tempo, a fim de fazer com que o

olho que envesga trabalhe mais - e

por meio de óculos receitados. Às

vezes, uma cirurgia melhora o efeito

visual.

ESTRANGÚRIA - Micção dolorosa.

ESTRATIFICADO - Em camadas.

ESTRATO - O mesmo que Camada.

ESTREPTOCOCO - Gênero de bactérias

Gram-positivas que se apresenta

em forma de cadeia ou rosário.

ESTRIAS - Cicatrizes na pele do abdome

ou da coxa pela dilatação das

fibras na gestação ou no parto; são

causadas por distensão excessiva da

pele. Faixas de pele fina e retraída

aparecem com coloração avermelhada

porém com o tempo se tornam

esbranquiçadas. Locais mais afetados:

abdome, nádegas e as coxas.

Quando há uma distensão rápida da

pele que excede o limite de suas fibras

elásticas, estas se rompem e dão

origem à estria. As situações mais

freqüentes para esta ocorrência são

a gravidez e o ganho rápido de peso.

ESTRICNISMO - Intoxicação crônica

pela estricnina.

ESTRÍDULO - Que causa ruído agudo

como um assobio.

ESTRITURA - Estreitamento de um

canal.

ESTRITUROTOMIA - Incisão de

uma estenose.

ESTRO - Período de atividade sexual

no animal.

ESTROGÊNIO - Ou estrógeno, um

dos hormônios do ovário.

ESTRÓGENO - Que produz o estro.

(V. Estrogênio.)

ESTROMA - Tecido de sustentação.

ESTRUMA - O mesmo que Bócio.

ESTRUMECTOMIA - Ablação cirúrgica

de um bócio.

ESTRUMIPRIVO - Produzido pela

extirpação da tireóide.

ESTRUMITE - Inflamação da glândula

tireóide.

ESTUPEFACIENTE - Entorpecente,

narcótico.

ESTUPOR - Incontinência parcial.

ESVAZIAMENTO CERVICAL - Retirada

dos linfonodos cervicais e

outras estruturas que podem ficar ou

estão acometidos por câncer.

ÉTER - Líquido muito fluido, incolor,

volátil e altamente inflamável.

Antes usado como anestésico nas

operações e também como solvente.

ETERIZAÇÃO - Anestesia pelo éter.

ETEROMANIA - Embriaguez habitual

pela inalação de éter.

ÉTICA MÉDICA - Aplicação de conceitos,

questionamentos e codificação

éticos ao exercício profissional

do médico.

ETILISMO - O mesmo que Alcoolismo.

ETILISTA - O mesmo que Alcoólatra.

ETIOLOGIA - Estudo das causas da

doença.

ETMÓIDE - Osso sito no assoalho

do crânio ao lado do esfenóide.

EUFORIA - Sensação de bem-estar.

EUGENIA - Estudo da melhoria física

e mental da raça.

EUNUCO - Macho humano castrado.

EUPÉPTICO - Que auxilia a digestão.

EUPNÉIA - Respiração normal.

EUTANÁSIA - A morte fácil e feliz.

Prática pela qual se busca abreviar,

sem dor ou sofrimento a vida

de um doente reconhecidamente

incurável. Existem pessoas bemintencionadas

que acham que o indivíduo,

com uma doença incurável,

deve ter o direito de pedir para

se livrar da vida num estágio que

ele julgue apropriado. Os meios

considerados são uma injeção sem

dor com uma dose letal de narcótico

ou semelhante. A eutanásia é

ilegal.

Curiosamente, a idéia é mais popular

entre as pessoas saudáveis e mais

jovens, que testemunharam o que

elas vêem como a desintegração e

degradação de uma pessoa a quem

amavam. O paciente mesmo, apesar

de talvez acreditar na eutanásia,

raramente parece sentir que o momento

certo chegou. Alguns asilos

têm trazido a esperança de uma vida

sem dor e completa para as doenças

incuráveis. Esses pacientes vivem

todos os dias na sua totalidade,

e aceitam a morte nas suas próprias

condições.

A discussão sobre a validade da eutanásia

e sua aprovação continua,

mas persiste a proibição de praticála

na maioria dos países. Nos Estados

Unidos um médico notabilizou-se pela prática da eutanásia, sendo

apelidado de Dr. Morte e acabou

condenado pela Justiça.

EUTÓCIA - Parto natural.

EUTROFIA - Boa nutrição. Estado

nutricional adequado.

EVACUAÇÃO - Ato de eliminar as

fezes.

EVACUANTE - Medicamento que

produz evacuação de um órgão, seja

purgativo, vomitivo, diurético ou

outro.

EVANESCENTE - Passageiro, efêmero.

EVENTRAÇÃO - Hérnia do intestino

na parede abdominal.

EVERSÃO - Versão para fora.

EVISCERAÇÃO - Remoção de vísceras.

EXACERBAÇÃO - Agravação dos

sintomas.

EXAME CITOLÓGICO - Exame diagnóstico

através de esfregaços,

imprints ou de grupos de células cell

block, este último obtido após

centrifugação de líquidos e exsudatos.

EXAME DE CONGELAÇÃO (OU

INTRA-OPERATÓRIO) - Trata-se

de procedimento diagnóstico anátomo-

patológico rápido, realizado

durante o ato cirúrgico e em que é

utilizado o micrótomo de congelação.

Permite, além do diagnóstico

durante a cirurgia da patologia do

paciente, avaliar o grau de invasão

do tumor pelo exame das margens

cirúrgicas, linfonodos, etc., orientando

o cirurgião no sentido da

maior ou menor extensão do ato cirúrgico.

EXAME GENITAL - Exame dos órgãos

genitais para fins de instrução

de processo legal.

EXAME MACROSCÓPICO - Exame

a olho nu de peça cirúrgica,

biópsia ou de órgãos obtidos durante

a necropsia. Inclui a medida, o

peso e a descrição detalhada dos

órgãos, biópsia e peça cirúrgica. É

a partir deste exame que o patologista

escolhe as áreas a serem examinadas

à microscopia. Dado o seu

tamanho pequeno as biópsias são

geralmente incluídas para exame in

totum.

EXAMES DE SANGUE - Muitas

condições podem ser checadas por

meio de exames de sangue. A anemia

e outras doenças no sangue

podem ser detectadas, assim como

as doenças no rim e fígado. Pode

ser descoberto o excesso de colesterol

(uma substância adiposa

ligada aos problemas do coração e

das artérias); várias doenças crônicas,

glandulares e formas de artrite

também podem ser confirmadas

pelos exames de sangue. Podem

ser medidos os níveis de álcool,

drogas e venenos no sangue

(é, às vezes, útil para saber se o paciente

está tomando os remédios).

Uma das utilidades dos exames é

que, se derem negativo, eles tranqüilizam

o paciente, que pode estar

temendo o pior. (V. Grupos

sangüíneos.)

EXANGUE - Exsangue, sem sangue.

EXANTEMA - Erupção da pele.

EXAUSTÃO - Esgotamento da energia.

EXCIPIENTE - Veículo inerte para

uma fórmula farmacêutica. Exemplo:

lactose para cápsulas, lanolina

para pomadas, etc.

EXCISÃO - Corte ou retirada de um

órgão ou parte; ressecção (anglicismo).

EXCITABILIDADE - Capacidade de

reagir a um estímulo.

EXCITANTE - Estimulante, que excita.

EXCREÇÃO - Eliminação dos produtos

de excreção do corpo como

fezes, suor e urina.

EXCREMENTÍCIO - Fecal.

EXCRESCÊNCIA - Qualquer crescimento

anormal.

EXCRETA - Os resíduos eliminados

do corpo.

EXERCÍCIO - Atividade dos músculos.

Exercício físico é exigência

fundamental para desenvolvimento

adequado do corpo. São muito úteis

em determinadas doenças, como o

diabetes.

EXFOLIAÇÃO - Desprendimento de

tecido necrosado sob a forma de lâminas.

EXIBICIONISMO - Comportamento

extravagante para atrair a atenção.

Ou perversão sexual com exibição

dos órgãos genitais.

EXODONTIA - Extração de dentes.

EXOFTALMIA - Projeção dos olhos

para fora, freqüente sobretudo nos

casos de bócio exoftálmico.

EXÓGENO - De causa externa.

EXOSTOSE - Projeção óssea para

fora da superfície do corpo.

EXOTOXINAS - Metabólicos tóxicos

excretados por certos microorganismos,

em condições artificiais

ou no organismo de um hospedeiro.

Possuem ação patogênica

característica. Exemplo: toxinas

diftérica, tetânica, botulínica,

escarlanítica, estafilocócica, disentérica.

EXPECTAÇÃO - Ato de deixar a doença

evoluir limitando-se o médico

a atenuar os sintomas.

EXPECTORAÇÃO - Expulsão de catarro

das vias respiratórias.

EXPECTORAÇÃO SANGÜÍNEA -

(V. Hemoptise.)

EXPECTORANTE - Medicamento

que promove a expulsão de catarro

e mucosidades da traquéia e

brônquios.

EXPRESSÃO - Ato de exprimir.

EXSANGÜÍNEO (TRANSFUSÃO) -

Método terapêutico para icterícias

e anemias graves consistindo na troca

lenta e sucessiva de pequenas frações do sangue do recém-nascido

por sangue compatível até totalizar

cerca de duas vezes o volume de

sangue da criança.

EXSANGUE - Sem sangue.

EXSUDATO - Substância líquida eliminada

patologicamente.

EXTENSÃO - Estender um osso

afastando-o de outro. Exemplo:

abrir o braço, estender a perna, etc.

EXTIRPAÇÃO - Retirada completa.

EXTRA-ARTICULAR - Do lado de

fora da articulação.

EXTRADURAL - Fora da dura-máter.

EXTRATO PLACENTÁRIO - Extrato de placentas humanas obtendose

soluções de globulinas capazes

de neutralizar vários vírus. Estudase

hoje a utilização de elementos retirados

da placenta para cura de doenças.

EXTROFIA - Reviramento de um órgão

para fora.

EXTRÍNSECO - Que provém de fora.

EXTROVERSÃO - Reviramento para

fora.

EXTROVERTIDO - Pessoa cujos interesses

se voltam para o exterior.

EXUMAÇÃO - Ato de desenterrar

um cadáver.

FACE - Parte dianteira da cabeça,

composta de numerosos ossos, sendo

os principais: etmóide, nasal,

lacrimal, vômer, maxilar superior

ou maxila, zigomático, palatino,

maxilar inferior ou mandíbula, o

osso hióide, e o pescoço, abaixo da

mandíbula e na frente da laringe, é

incluído porque serve de inserção

para importantes músculos do soalho

da boca, que atuam na mastigação

e na deglutição.

FACIAL - Referente à face.

FACIES - Expressão fisionômica.

FACOSCLEROSE - Esclerose do

cristalino.

FACULTATIVO - Nome que se dava

antigamente aos médicos.

FADIGA - Cansaço, esgotamento.

FAGEDÊNICO - Que destrói os tecidos

vizinhos.

FAGÓCITOS - Leucócitos polinucleares

capazes de digerir as bactérias

que atacam o organismo.

FAGOCITOSE - Ação de atacar e

destruir as substâncias estranhas

pelos leucócitos.

FAIXA MUSCULAR LARGA - Dizse

do envoltório de tecido conjuntivo

forte que envolve todos os músculos

da coxa.

FALA - A faculdade de falar.

FALANGES - Ossos do dedo: falange,

falanginha e falangeta.

FALO - O mesmo que Pênis.

FALÓPIO (TROMPAS DE) - Órgão

que liga o ovário ao útero. São chamadas

também de “oviduto”. Em

seu interior é que ocorre a fecundação;

o óvulo, incapaz de se movimentar

por si mesmo, é empurrado

por contrações da trompa e

pelos batimentos de minúsculos

cílios que existem na parede desta.

O óvulo não sobrevive mais do

que 24 horas depois de liberado

pelo ovário; sendo seu deslocamento

em direção ao útero muito

lento, ele só pode ser fecundado no

terço superior da trompa de Falópio;

ocorrendo a fecundação, o

zigoto resultante irá passando por

divisões celulares à proporção que

caminha; assim, chegando ao útero,

ele já será um pequeno embrião,

com várias células.

FALSA MEMBRANA - Película

patológica que se parece com

uma membrana, mas que é constituída

de fibrina, leucócitos e

germes.

FAMILIAR - Que afeta vários membros

de uma mesma família.

FAN (FATOR ANTINUCLEAR) -

Auto-anticorpo dirigido contra

constituintes do núcleo das células.

FANTASIA - O mundo da imaginação.

FARINGE - Órgão situado entre a

boca e o esôfago. Funciona como

um órgão de ressonância da fala;

possui um grupo de músculos

semicirculares que ajudam na

deglutição dos alimentos. divide-se

em nasofaringe, que se estende até

o nariz, e orofaringe que conduz à

faringe e à traquéia. A mucosa que

reveste a faringe pode ser afetada

por inflamações crônicas ou agudas

como efeito secundário de resfriado

grave, inflamação de garganta ou

amidalite aguda.

FARINGECTOMIA - Ablação cirúrgica

da faringe.

FARINGITE - Inflamação da garganta,

que quase sempre acompanha a

amidalite, mas, se as amídalas já foram

retiradas, ocorre sozinha. Pode

ser causada pelo estreptococo (o

micróbio da amidalite) ou por vários

vírus. Apenas as gargantas atacadas

pelo estreptococo reagem a

antibióticos.

FARINGODINIA - Dor na faringe.

FARINGOPLEGIA - Paralisia dos

músculos da faringe.

FARINGOSCÓPIO - Instrumento

para exame da faringe.

FARINGOTOMIA - Incisão da

faringe.

FARMACOLOGIA - Estudo dos

medicamentos.

FARMACOPÉIA - Livro que serve

de padrão para o preparo e análise

dos medicamentos.

FARMACOTERAPIA - Tratamento

por medicamentos.

FASCIA - Aponeurose. Faixa de tecido

conjuntivo que envolve o músculo.

FASTÍGIO - O ponto mais elevado.

FATAL - Mortal, letal.

FATOR INTRÍNSECO - Fator de

Castle, contra a anemia perniciosa.

Encontra-se no suco gástrico e no

fígado. Facilita a absorção da vitamina

B12.

FATOR RH - Assim como é classificado

em grupos A, B, O e AB, o

sangue pode ser dividido nos tipos

Rh positivo e Rh negativo, dependendo

da presença ou ausência de

fatores Rh nas hemácias. Costumavam

surgir problemas quando uma

mãe de Rh negativo, casada com

um pai de Rh positivo, dava à luz

um bebê de Rh positivo. A mãe produzia

anticorpos para as hemácias

do bebê que passavam pela circulação

dele através da placenta (V.

Parto.) Esses anticorpos poderiam,

dessa forma, voltar para o sangue

do bebê através do cordão umbilical,

e destruir as suas hemácias, provocando

icterícia e anemia.

O período de risco da passagem das

hemácias do bebê para o sangue

materno é na hora do parto ou aborto, quando a placenta se desprende

do revestimento do útero. Isso explica

o fato de que um primeiro filho

geralmente não era atingido (a

menos que tivesse havido anteriormente

um aborto).

Um grande avanço nos últimos anos

foi a introdução da imunoglobulina

anti-RH, que é dada às mães de Rh

negativo, na época de cada parto ou

aborto. Ela limpa todas as hemácias

do bebê que tenham entrado na

circulação da mãe, antes que tenham

tido tempo para produzir os

anticorpos. Assim, houve uma grande

redução do número de bebês gravemente

atingidos, precisando de

transfusão de sangue ou sendo prejudicados

pela icterícia.

As mães podem ser classificadas

quanto ao grupo sangüíneo e examinadas

para ver os anticorpos em

vários estágios da gravidade, de

modo que os bebês que correm perigo

podem ser detectados antes do

nascimento.

FATORES DESENCADEANTES -

Não são a causa da obesidade, porém

podem favorecer a instalação

do quadro ou agravar uma obesidade

preexistente. Eventos relacionados

com o aparecimento ou agravamento

da obesidade: gravidez,

puberdade, casamento, menopausa

e uso de certos medicamentos.

FEBRE - A temperatura do corpo humano

é cuidadosamente regulada,

e varia pouco, nas circunstâncias

normais. Ela é normalmente de 37 º

centígrados, mais ou menos, ou 98 º

Fahrenheit, e não deve exceder os

37 ºC, 15 ºC (98 ºF, 4 ºF). Quando

o corpo é atacado por micróbios, um

sistema de defesa complicado entra

em jogo, e uma das reações do

organismo é subir a temperatura.

Isso tem dois propósitos: primeiro,

a temperatura elevada é geralmente

inadequada para os micróbios, de

forma que eles podem ser destruídos

com mais facilidade; segundo,

quando a temperatura está elevada,

o funcionamento interno do

organismo é acelerado, de modo

que ele pode trabalhar com mais

rapidez e eficiência. No entanto, a

temperatura é apenas um dos muitos

fatores a serem levados em conta;

a aparência do paciente e outros

sintomas devem ser considerados.

As crianças ficam febris com mais

facilidade que os adultos, e a mãe

pode ficar surpresa ao descobrir que

seu filho, mesmo estando frio na

cabeça, e não aparentando particularmente

estar doente, está com uma

temperatura de 38 ºC (100 ºF), mais

ou menos. Isso pode ser tratado

prontamente em casa, a não ser que

ocorram complicações como dor de

ouvido ou sintomas no peito.

Por outro lado, uma temperatura de

36,5 ºC a 38,0 ºC (99 ºF a 100 ºF)

apenas pode ser muito significativa

num paciente que estiver se sentindo

muito mal, principalmente se

houver dor no abdome ou vômito.

Como regra geral, você deve procurar

conselho de um médico quando a temperatura, numa criança, for

de 39 ºC (102 ºF) e, num adulto,

acima de 38 ºC (100 ºF); mas, novamente,

o importante é a seriedade

dos sintomas. Se o seu filho parece

doente, com febre, não está

comendo e está se queixando de dor

ou vomitando, você precisa procurar

um médico, independentemente

da leitura do termômetro. (V.

Hipotermia e temperatura.)

FEBRE AMARELA - Doença infecciosa

grave, causada por um vírus

que se transmite pela picada do

mosquito Aedes aegypti, em cujo

corpo vive e se reproduz. A enfermidade

se inicia entre 3 a 6 dias

depois da picada; a temperatura desce

abaixo do normal, o pulso fica

lento e a pele fria com um tom amarelado,

o que explica o nome da

doença. Algum tempo depois ocorre

um vômito negro característico,

que indica hemorragia interna.

FEBRE CEREBRAL - O mesmo que

Meningite.

FEBRE DO FENO - Doença alérgica

(V. Alergia.), na qual há uma sensibilidade

anormal a polens. Durante

o verão, as árvores, flores e gramas

produzem milhares de partículas de

pólen, que são levadas de planta para

planta, pelo ar. Esse pólen não é nocivo,

mas pode produzir uma irritação

no nariz e nos olhos daqueles

que são sensíveis a isso. A época

varia de acordo com o tipo de pólen

que é responsável pelos sintomas.

Muita coisa pode ser feita para ajudar.

Os recentes comprimidos de

anti-histamina atenuam os sintomas,

sem causar sonolência. Outros tratamentos

estão disponíveis sob prescrição

médica. Os remédios descongestionantes

de nariz não devem

ser usados por mais de uma semana.

As injeções dessensibilizantes são

raramente usadas hoje em dia.

FEBRE ENTÉRICA - (V. Febre Tifóide.)

FEBRE ERUPTIVA - Qualquer doença

febril que se acompanha de erupção

na pele.

FEBRE GLANDULAR - Doença infecciosa

causada por um vírus. Ela

comumente ataca crianças, adolescentes

e alguns poucos adultos. Os

principais sintomas são garganta inflamada

e dilatação das glândulas

linfáticas - geralmente por todo o

corpo. (V. Glândulas.) A doença é

acompanhada de febre e, ocasionalmente,

de uma leve erupção. A condição

dura várias semanas mas, apesar

de muito desagradável nos primeiros

dias, ela geralmente não é

perigosa, e são raras as complicações.

É recomendável o repouso durante

o estágio febril, período em

que o baço pode se dilatar e ficar

fraco. A fadiga pode persistir até três

meses. Os antibióticos não resolvem

o tratamento é o repouso. Podem-

se tomar remédios apropriados

para diminuir a febre e a inflamação

na garganta.

FEBRE INTERMITENTE - Alternativas

de febre e temperatura normal.A malária, por exemplo, produz febre

intermitente, com intervalos

certos.

FEBRE RECORRENTE - Alguns dias

de febre seguidos de outros sem febre,

e novamente outros com febre.

FEBRE REMITENTE - Febre que

apresenta melhoras ou diminuição

mas sem chegar a desaparecer.

FEBRE REUMÁTICA - Hoje em dia

uma doença rara, porém mais comum

em crianças; ela geralmente

segue uma infecção de garganta com

um determinado micróbio estreptococo.

Depois de um intervalo de

mais ou menos seis semanas, as forças

combatentes do organismo, incluindo

os anticorpos, contra-reagem

e atacam seus próprios tecidos

(particularmente as juntas), provocando

a inflamação. Essas reações

também podem envolver o músculo

e as válvulas do coração. Febre, garganta

inflamada e juntas inchadas e

doloridas são típicas.

Ocasionalmente, o cérebro pode

estar envolvido, provocando movimentos

espasmódicos e descontrolados,

conhecidos como dançade-

são-vito. (V. Coréia.) Hoje em

dia, os antibióticos são eficazes para

curar a infecção estreptocócica original

e ajudar a evitar a febre reumática.

Mas, se a doença realmente

se desenvolver, o tratamento é

ficar de cama para descansar as juntas

e o coração, e uma série prolongada

de remédios específicos.

Às vezes, após a recuperação - que

pode demorar várias semanas -, o

paciente fica com uma válvula do

coração danificada. As técnicas cirúrgicas

modernas são freqüentemente

eficazes para reparar ou substituir

essas válvulas.

FEBRE TIFÓIDE (Febre Entérica) -

Infecção dos intestinos com o grupo

de micróbios tifóides. Os sintomas

são semelhantes aos da

disenteria (V. Disenteria.), apesar

de que a constipação pode ser um

sintoma inicial, juntamente com a

febre, antes de aparecerem erupção,

dor abdominal e diarréia. A

doença é mais grave que a disenteria,

mas reage bem a antibióticos.

A imunização protege contra o tifo,

até um certo ponto, e deve ser dada

às pessoas que foram para lugares

onde é comum a doença. A doença

é contraída pela água e pelos alimentos

contaminados, e pode ser

eliminada por meio de medidas da

saúde pública.

FEBRÍCULA - Febre pouco elevada

e passageira.

FEBRÍFUGO - Que afasta a febre.

FECAL - Que se refere a fezes.

FECALÓIDE - Semelhante às fezes.

FÉCULA - Amido, amilo.

FECUNDAÇÃO - Impregnação do

óvulo pelo espermatozóide.

FEITICISMO - Fetichismo. Perversão

sexual e mental; o indivíduo

transfere para um objeto (sapato,

vestido) o desejo sexual pelo sexo

oposto.

FEL - O mesmo que Bílis.

FÊMUR - Osso tubular maior e o

mais forte de todo o esqueleto. A

cabeça do fêmur é sua extremidade

superior esférica, dirigida para a

bacia. Apresenta revestimento

cartilaginoso e corresponde à cavidade

cortilóide da cintura pélvica.

Portanto, é parte da articulação

coxo-femural (coxa).

FENDA PALATINA - Durante o desenvolvimento

de um bebê no útero,

o céu da boca fica dividido, e o

lábio superior tem duas fendas, que

normalmente se juntam antes do

nascimento. Fenda palatina é a condição

em que o céu da boca não se

junta, e lábio leporino é quando isso

ocorre com o lábio. Isso pode interferir

na alimentação, mas uma cirurgia

deve resolver. Ocasionalmente

é necessária uma outra cirurgia,

e pode haver um pequeno problema

na fala.

FENESTRADO - Com aberturas ou

janelas.

FENOL - Ácido fênico.

FENOLIZAÇÃO - Tratamento pelo

fenol, como anti-sepsia. Hoje fora

de uso.

FEOCROMOCITOMA - Tumor das

glândulas supra-renais, que produz

elevação da pressão arterial.

FERIDA - (V. Abcesso.)

FERIDA CIRÚRGICA - A incisão cirúrgica,

asséptica.

FERIDA INCISA - O mesmo que corte.

FERIDA INFECTADA - Aquela em

que há micróbios.

FERIDA LACERADA - Quando há

arrancamento ou laceração dos tecidos.

FERIDA PERFURADA - Ferida produzida

pela penetração de objeto

perfurante.

FERIDA SÉPTICA - Ferida infectada.

FERIDA SUPURADA - A que apresenta

presença de pus.

FERIMENTO - Lesão corporal causada

por trauma com solução de

continuidade.

FERMENTAÇÃO ACÉTICA - Transformação

de uma solução alcoólica

em vinagre.

FERMENTAÇÃO ALCOÓLICA - Fermentação

com produção de álcool.

FERMENTAÇÃO AMONIACAL -

Decomposição da uréia com formação

de amônia.

FERMENTAÇÃO BUTÍRICA - Transformação

do leite em ácido butírico.

FERMENTAÇÃO LÁCTEA - Azedamento

do leite pelo ácido láctico.

FERMENTO - O mesmo que Enzima.

FERMENTO DE CERVEJA - Levedura

de cerveja, segregado pelo

Saccharomyces cerevisiae.

FERRUGEM - Óxido de ferro. Ferro

oxidado.

FERRUGINOSO - Que contém ferro.

FERTILIZAÇÃO - O mesmo que Fecundação.

FETICHISMO - V. Feiticismo.

FETICÍDIO - Ato de matar o feto.

FETO - O produto da concepção a

partir do 4o mês de vida intrauterina.

FETO A TERMO - Feto em condições

de nascer, com aproximadamente

280 dias de gestação.

FETO MACHO - Planta criptogâmica,

Aspidium filismas, da qual

se extrai uma essência outrora usada

contra a tênia.

FETO PAPIRÁCEO - Feto morto, comprimido

pela ação de um feto vivo.

FEZES - Conjunto de materiais não

digeridos, gorduras, pigmentos

biliares, células descamadas, bactérias,

toxinas e água.

FIBRAS - Nome genérico que se dá

às partes não digeríveis dos alimentos.

Produzem-se as preparações de

fibras a partir da parede celular dos

vegetais. Usadas em doses terapêuticas

podem aumentar a saciedade

e diminuir a absorção de calorias,

com eliminação de calorias pelas fezes

que podem chegar a 200 kcal

por dia.

FIBRILA - Pequena fibra.

FIBRILAÇÃO - Tremor muscular. A

fibrilação cardíaca é mortal.

FIBRILAÇÃO AURICULAR - Fibrilação

cardíaca.

FIBRINA - A porção essencial do

coágulo sangüíneo.

FIBRINOGÊNIO - Proteína solúvel

do plasma que se transforma em

fibrina pela ação da trombina.

FIBRINOSO - Relativo à fibrina.

FIBRINÚRIA - Presença de fibrina na

urina.

FIBROADENOMA - Adenoma com

tecido fibroso.

FIBROCARTILAGEM - Cartilagem

com tecido fibroso.

FIBROMA - Pequenos caroços que

se desenvolvem na parede do útero.

Eles se tornam cada vez mais

comuns na meia-idade. Geralmente,

o principal sintoma é o aumento

da perda de sangue (do fluxo)

na menstruação. Se não houver sintomas,

eles não devem ser mexidos,

mas, se o fluxo estiver muito

forte, a histerectomia pode ser o

melhor tratamento. (V. Histerectomia.)

Surpreendentemente, a

remoção dos fibromas é uma

operação mais difícil que a histerectomia,

e é feita somente nas

mulheres que desejam ter mais filhos,

especialmente se os fibromas

puderem provocar infertilidade. Os

fibromas em si não são perigosos,

e não são malígnos.

FIBROSE - Formação de tecidos fibrosos.

FIBROSE CÍSTICA OU MUCOVISCIDOSE

- Doença de origem genética

caracterizada por bronquiectasias

e insuficiência pancreática

exócrina.

FIBROSITE - V. Reumatismo muscular.

FIBROSO - Composto de fibras.

FÍBULA - Novo significado para

“perônio”, fíbula significa “união”.

Esse osso da perna une a parte superior

e inferior da tíbia.

FÍGADO - É a maior das glândulas e

uma das maiores vísceras do corpo

humano, situado no lado superior

direito do abdome, abaixo do diafragma

e unido a ele por ligamentos.

Ele exerce importantes funções.

O sangue vindo do aparelho digestivo

passa pelo fígado antes de

retornar à circulação geral. Grande

parte dos alimentos é alterada pelo

fígado, para torná-la adequada ao

uso do organismo. Alguns alimentos

- particularmente o açúcar - são

armazenados no fígado, de modo

que possa ser usado depois, se o

organismo necessitar. O fígado também

remove da circulação os corpúsculos

usados do sangue, e usa o

pigmento vermelho (hemoglobina)

das hemácias na produção da bílis.

Essa bílis é armazenada na vesícula

biliar e, em seguida, despejada dentro

do intestino, onde ajuda na digestão

de gorduras. A inflamação

do fígado é conhecida como hepatite

(V. Hepatite e Icterícia.) e, às

vezes, as células se degeneram de

forma que o fígado fica escoriado e

não consegue mais realizar suas

funções adequadamente - condição

conhecida como “cirrose do fígado”.

Apesar de haver outras, o excesso

de álcool é uma importante

causa da cirrose. Você não precisa

ser um alcoólatra para contrair cirrose;

o fato de beber social e regularmente

mais de três canecas de

cerveja diariamente pode causar

grande dano. (V. Alcoolismo.) Em

1968, o Dr. Marcel Cerqueira Cézar

Machado realizou o primeiro transplante

de fígado no Brasil.

FILAMENTO - O mesmo que Fibrila.

FILÁRIA - Gênero de parasitos

nematóides.

FILARÍASE - Infecção pelas filárias.

FILARICIDA - Que mata as filárias.

FILÁTICO - Que protege.

FILAXIA - Proteção, defesa.

FILIFORME - Em forma de fio.

FILODÉRMICO - Que conserva a

maciez da pele.

FILOPRESSÃO - Compressão de um

vaso sangüíneo por um fio.

FILTRAÇÃO - Passagem através de

um filtro para clarificação ou esterilização.

FILTRADO - Líquido que passou

através de um filtro.

FIMATOSE - O mesmo que Tuberculose.

FIMOSE - Constrição do prepúcio

masculino. Normalmente, depois

dos três anos, ele pode ser empurrado

para trás para expor a ponta

do pênis, com propósitos de higiene,

mas, às vezes, a abertura do

prepúcio é estreita demais. As mães

não devem tentar retrair o prepúcio da criança antes dos quatro anos,

pois pode ocorrer uma escoriação

nos tecidos delicados. Uma leve

aderência do prepúcio num garoto

novo pode geralmente ser tratada

por um médico, com um leve

estiramento. Quando há a fimose

propriamente dita, a melhor forma

de tratá-la é por meio de uma

circuncisão, pois é provável que

acumule sujeira debaixo do prepúcio,

resultando numa inflamação

(balanite). Às vezes, um prepúcio

apertado fica constrito ao redor da

cabeça do pênis, depois de ser empurrado

para trás - condição conhecida

como “parafimose”. Nesse

caso, também o melhor tratamento

é a circuncisão. (V. Balanite e Circuncisão.)

FINSEN (LUZ DE) - Raios ultravioletas.

FISIATRIA - Fisioterapia, tratamento

por meios físicos.

FÍSICA - Ciência que estuda as forças

e as formas da Natureza.

FÍSICO - Cientista versado na ciência

da Física.

FISIOLOGIA - Ciência que estuda as

funções do corpo humano.

FISIOTERAPIA - Fisiatria, tratamento

por meios físicos.

FISSURA - O mesmo que Fenda.

FISSURA ANAL - A abertura da via

posterior é protegida por um músculo

circular - o ânus. Uma pequena

rachadura pode ocorrer na pele

que o reveste, da mesma forma que

pode haver uma rachadura no canto

da boca. Ela é conhecida como

fissura anal. Há uma dor aguda toda

vez que se evacua e pode haver

sangramento. A infecção por micróbios

e o fato que o ânus fica esticado

quando se evacua tornam difícil

a cicatrização. Ela pode reagir se for

mantida uma evacuação mais amena,

com o uso de um laxante e com

uma pomada anestésica receitada

por seu médico. Geralmente, podese

prevenir essa condição evitandose

a constipação. (V. Constipação.)

FISSURECTOMIA - Operação para

tratamento da fissura anal.

FÍSTULA - Abertura anormal entre os

órgãos internos ou entre um órgão

e a superfície do corpo; trajeto comunicando

normalmente duas cavidades

ou uma cavidade com o

meio externo. Um tipo comum é a

fístula anal, que ocorre por causa

de uma infecção profunda numa

fissura anal. (V. Fissura anal.) O tratamento

é uma pequena cirurgia. Há

um acúmulo de pus, que forma um

abscesso (V. Abscesso.), e este se

rompe na superfície da pele, perto -

mas não através - da fissura original.

FÍSTULA CEGA - Fístula em que uma

das extremidades é fechada.

FISTULECTOMIA - Operação para

tratamento de fístula anal.

FISTULÓTOMO - Instrumento para

incisão de fístulas.

FITOTERAPIA - Tratamento com

produtos derivados da flora medicinal.

Fitoterápicos têm um ou mais

princípios ativos e componentes de

diversas naturezas. Da medicina

oriental vem grande parte do conhecimento

em fitoterapia.

FIXAÇÃO - Procedimento pelo qual

o tecido é colocado em contato com

substâncias químicas que preservam

sua estrutura, evitando sua

autólise. Existem muitos fixadores,

mas o mais comum é formol a 10%.

Os fixadores alcoólicos são também

de uso corrente. O fixador líquido

deve ser empregado em volume 10

vezes superior ao do material a ser

fixado.

FLAGELAÇÃO - Forma de massagem

em que se dão pancadas leves

com os dedos.

FLAGELADOS - Protozoários que

apresentam um ou mais flagelos nas

extremidades.

FLAGELO - Cílio semelhante a pêlo,

que algumas bactérias apresentam

(e também os espermatozóides e

alguns parasitos como a tricomona).

FLAMBAGEM - Ato de imergir o

objeto em álcool e deitar fogo.

FLATO - Ar ou gases no intestino.

FLATULÊNCIA - A liberação dos

gases do aparelho digestivo. O termo

geralmente se aplica às eructações

do estômago (arrotos), mas

também é usado para descrever os

gases dos intestinos. A flatulência

excessiva pode ser sintoma de uma

digestão desarranjada (V. Dispepsia.),

e algumas vezes está associada

a uma doença da vesícula

biliar ou a uma úlcera péptica.

FLEBECTOMIA - Extirpação de uma

veia.

FLEBITE - Inflamação de uma veia.

As veias podem ficar inflamadas

como resultado de uma doença ou

injúria, e a situação mais comum é

na perna - onde a causa geralmente

é uma varicosidade das veias. (V.

Varizes.) A veia atingida fica

rígida, e pode ser sentida como um

cordão embaixo da pele. Ela fica

geralmente sensível, e a pele de

cima pode ficar inflamada. Consulte

um médico, porque a flebite

numa veia superficial pode se espalhar,

se não for tratada adequadamente.

É provável que ele receite

uma atadura, comprimidos para

reduzir a inflamação e muita caminhada

para manter a circulação

fluindo através das veias mais profundas

da perna. Em geral, a perspectiva

é excelente.

FLEBÓCLISE - Injeção intravenosa

de grande quantidade de líquido.

Exemplo: ampolas de soro de 250

ou 500 cm3.

FLEBOGRAFIA - Radiografia das veias

pela injeção por meio de contraste.

FLEBOGRAMA - Registro do pulso

venoso.

FLEBORREXE - Ruptura de uma veia.

FLEBOSCLEROSE - Esclerose das

veias.

FLEBOTOMIA - Incisão de uma

veia. Venosecção. Dissecção venosa

para colocação de cateter e administração

de soro, sangue, nutrição

parenteral.

FLEBÓTOMO - Lanceta para sangria.

Fora de uso hoje. Também chamado

“fleme”.

FLEGMASIA - O mesmo que Inflamação.

FLEIMÃO - Supuração do tecido

conjuntivo.

FLEME - Lanceta para sangria. O

mesmo que Flebótomo.

FLEXÃO - Dobrar um osso sobre

outro. Exemplo: dobrar o braço,

dobrar a perna.

FLICTEMA - Vesícula. Pequena bolha

cheia de líquido.

FLICTENULAR - Com filictenas.

FLOGÍSTICO - Que é próprio para

desenvolver calor interno.

FLOGOGÊNICO - Que provoca inflamação.

FLOGOSE - O mesmo que Inflamação.

FLORA - O conjunto de vegetais.

FLORA INTESTINAL - O conjunto

de micróbios de natureza vegetal

(bactérias) que existem normalmente

no intestino.

FLORAIS DE BACH - Método de tratamento

criado pelo médico inglês

Dr. Edward Bach. Baseia-se no

princípio de que os medicamentos

devem atuar sobre as causas da doença,

promovendo o reequilíbrio

das desarmonias emocionais internas,

que têm origem nas características

individuais da personalidade.

Ele propõe medicamentos para o

medo, para o desalento, para o desinteresse,

etc.

FLORENCE NIGHTINGALE - O

símbolo da enfermeira inglesa, viveu

de 1820 a 1908. Foi quem criou

praticamente a enfermagem atual.

FLUIDIFICANTE - Que torna fluido,

que amolece.

FLUIDO - O mesmo que líquido.

FLÚOR - Metalóide que impede a

cárie dentária, usado na água ou em

pincelagens periódicas nos dentes,

sob a forma de fluoreto de cálcio.

FLUOROSCÓPIO - Tela fluorescente

que mostra as imagens pelos raios

X. O mesmo que Radioscópio.

FLUXÃO - Congestão ativa.

FLUXO - Descarga excessiva.

FOBIA - Temor mórbido, sem motivo,

persistente e irracional de um

objeto específico, atividade, ou situação

considerados sem perigo,

que resulta em necessidade incontrolável

de evitar esse estímulo. Se

isto não é possível, o confronto é

precedido por ansiedade antecipatória

e realizado com grande

sofrimento e comprometimento do

desempenho.

As fobias podem ser classificadas

em: Agorafobia que designa medo e

esquiva de diversas situações: sair ou ficar desacompanhado, entrar em

lojas, mercados, ou lugares públicos

abertos ou fechados, transporte coletivo,

elevador, carros, andar em

vias expressas e congestionamentos.

Nos casos mais graves, o paciente

não consegue sair de casa, ou só pode

fazê-lo acompanhado, até certa distância,

com grande comprometimento

de sua vida pessoal e familiar.

Uma avaliação mais fina mostra que

ele não teme as situações, mas tem

medo de nelas sentir sensações corporais

de ansiedade ou crises de

pânico. Este “medo do medo” é a

característica fundamental da agorafobia.

Denomina-se “Síndrome

do Pânico” ao conjunto de manifestações

englobadas pelos conceitos

de transtorno de pânico e

agorafobia.

Fobia social é o medo excessivo, e

o evitar situações em que a pessoa

possa ser observada ou avaliada

pelos outros, pelo temor de se comportar

de modo embaraçoso ou humilhante.

Se é impossível evitar a

situação, ele apresenta ansiedade

patológica, podendo chegar a um

ataque de pânico. As situações mais

comumente descritas são: participar

de festas ou reuniões, ser apresentado

a alguém, iniciar ou manter

conversas, falar com pessoas em

posição de autoridade, receber visitas

em casa, ser observado durante

alguma atividade (comer, beber,

falar, escrever, votar, usar o telefone),

ser objeto de brincadeiras ou

gozação e usar banheiro público.

Outros temores são o de poder vir a

vomitar, tremer, suar ou enrubescer

na frente de outros.

As queixas somáticas são as mesmas,

mas predominam o enrubescer,

o suor e o tremor.

Algumas pessoas que evitam contato

social apresentam na verdade

dismorfofobia. Nesta síndrome há

queixa persistente de um defeito

corporal específico, que não é notado

por outros. Os portadores escondem-

se atrás de roupas, óculos

escuros e outros artifícios. As queixas

mais comuns são problemas na

face (cicatrizes, pintas, pêlos), deformidades,

defeitos no pênis ou

seios, odores nas axilas, nos genitais

ou no ânus e mau hálito. Ela adquire

às vezes a dimensão de um delírio

ou pode fazer parte da constelação

de sintomas da esquizofrenia ou

outras psicoses. Com muita freqüência

procuram cirurgiões plásticos

e dermatologistas.

Fobias específicas caracterizam-se

por comportamentos de esquiva em

relação a estímulos e situações determinados,

como certos animais,

altura, trovão, escuridão, avião,

espaços fechados, alimentos, tratamento

dentário, visão de sangue

ou ferimentos, etc. As fobias a seguir

são as mais importantes para o

clínico:

Fobias de animais: Envolvem geralmente

aves, insetos (besouros,

abelhas, aranhas), cobras, gatos ou

cachorros.

Fobias de sangue e ferimentos: Algum desconforto à visão de sangue,

ferimentos ou grandes deformidades

físicas é normal. Quando chega

a níveis fóbicos, o paciente apresenta

prejuízos pessoais e sofrimento

importantes. Recusam procedimentos

médicos e odontológicos,

não conseguem fazer exames subsidiários.

Abandonam carreiras,

como medicina ou enfermagem, ou

evitam a gravidez com medo dos

procedimentos associados ao parto.

Essa fobia apresenta características

próprias: tendência a perder a consciência

diante do estímulo fóbico,

caráter familiar; e a não predominância

em mulheres. Em relação à

perda de consciência, esses pacientes

apresentam uma resposta bifásica

de freqüência cardíaca e pressão

arterial (PA), caracterizada por

uma fase inicial com aumento de

freqüência cardíaca e pressão arterial,

seguida por queda importante

de pulso e pressão, acompanhada de

sudorese, palidez, náuseas e, freqüentemente,

síncope. Mais raramente

pode haver até períodos de

assistolia e convulsões.

Fobias de doenças: A hipocondria,

caracterizada por uma percepção

ameaçadora de doença física, é um

quadro relativamente comum e heterogêneo.

Quando o temor de doenças

refere-se a múltiplos sistemas

orgânicos, falamos em hipocondria

e, se é mais específico, em fobia de

doença. Muitos pacientes com essa

fobia apresentam comportamentos

de esquiva em relação a reportagens,

conversas, hospitais ou qualquer

outra situação que o confronte

com a doença temida. As doenças

mais classicamente temidas são as

estigmatizadas pela sociedade,

como a sífilis, câncer ou a Aids.

O tratamento das fobias é feito através

de técnicas de exposição. Através

delas ocorre diminuição dos sintomas

ansiosos e habituação a situação

fóbica. Os três segredos dos

exercícios de Exposição: estabelecer

um objetivo prático e importante;

permanecer na situação até o medo

passar ou diminuir muito de intensidade;

repetir o exercício sistematicamente.

FOCO - Sede principal de uma

doença.

FOGO SELVAGEM - Pênfigo foliáceo.

FOLICULINA - Nome antigo do

estrógeno.

FOLICULITE - Inflamação de folículos.

FOLÍCULO - Órgão microscópico

existente no ovário e que ao amadurecer

forma o óvulo. Também,

pequeno saco ou cavidade.

FOLÍCULO PILOSO - Depressão

que contém a raiz do pêlo.

FOLÍCULOS DE MONTGOMERY

- Pequeninas proeminências rodeando

o mamilo dos seios na mulher

grávida ou que já esteve grávida.

São de coloração escura.

FOME - Ao contrário de apetite, é a

necessidade física de alimento. É regulada

através de um centro hipotalâmico

diferente do que regula o

apetite; expressa-se por meio de diversas

sensações que levam alguém

a procurar alimento.

FOMENTAÇÃO - Aplicação quente

e úmida.

FONAÇÃO - Emissão de sons vocais.

FONENDOSCÓPIO - Estetoscópio

que amplia os sons.

FONÉTICO - Referente à voz.

FONIATRA - Médico que cuida de

distúrbios da voz.

FONIATRIA - Parte da Medicina que

estuda os distúrbios e afecções da voz.

FÔNICO - O mesmo que Fonético.

FONOAUDIOLOGIA - Ciência que

abrange aspectos da saúde e educação

ao realizar ações na área da voz,

fala, audição, linguagem oral, linguagem

escrita e motricidade orofacial

(sucção, mastigação, deglutição, respiração

e estética facial).

FONOAUDIÓLOGO - Profissional

de nível universitário que pratica a

Fonoaudiologia.

FONOCARDIOGRAMA - Registro

dos sons do coração.

FONTANELA - Ou moleira, parte não

ossificada dos ossos do crânio em

crianças até 10 a 12 meses.

FORAME - Orifício, abertura.

FÓRCEPS - O mesmo que Pinça.

FÓRCEPS OBSTÉTRICO - Fórceps

para apreender o feto e apressar ou

facilitar o parto.

FORCIPRESSÃO - Compressão por

pinças.

FORMALDEÍDO - O mesmo que

Formol.

FORMALINA - O mesmo que Formol.

FORMIGAMENTO - Sensação

como ardor e agulhadas - geralmente

nos membros. Pode ocorrer por

causa da pressão no nervo (seu braço

pode “adormecer” se você deitar

sobre ele), ou por uma inflamação,

como a neurite. (V. Neurite.)

Geralmente, as agulhadas desaparecem

se a pessoa muda a posição

de dormir, deixando um braço atrás

das costas, por exemplo. Se essas

sensações persistirem, procure o

médico. (V. Parestesia.)

FORMINA - Urotropina. Hexametilenotetramina.

FORMOL - Solução de aldeído

fórmico em água, usada como antiséptico

e bactericida.

FÓRMULA - Prescrição, receita. Preparação

que tem mais de um medicamento

em sua composição, aviada

segundo receita médica em farmácias

de manipulação.

FÓRMULA MAGISTRAL - Fórmula

que o médico receita para cada

caso.

FÓRMULA NATURAL - Aquela que

só tem em sua composição produtos

fitoterápicos, por isso se presume

isenta de riscos. Pesquisas revelaram,

porém, que muitas delas

são falsas e perigosas. É preciso ter

cuidado, pois algumas continham

inibidores do apetite e tranqüilizantes

de alto poder.

FÓRMULA OFICIAL - Fórmula já

conhecida e que existe nas Farmacopéias.

FORMULÁRIO - Coleção de fórmulas.

Livro auxiliar da Farmacopéia.

FORNO DE PASTEUR - Forno fechado

em que se eleva a temperatura

para esterilizar os objetos ali

colocados.

FOSFÁTIDE - Lipóide que contém

fósforo.

FOSFATO - Sal do ácido fosfórico.

FOSFATÚRIA - Presença de fosfatos

na urina.

FOSFOLÍPIDE - O mesmo que

Fosfátide.

FOSFONECROSE - Necrose da

mandíbula, doença rara, nos operários

que manipulam fósforos.

FOSSA - Depressão rasa num osso.

FOTOBIOLOGIA - Estudo dos efeitos

da luz sobre a vida.

FOTOFOBIA - Termo usado quando

os olhos estão excessivamente

sensíveis à luz. É comum ocorrer

quando os olhos estão inflamados,

e pode ser um aspecto de infecções

generalizadas, nas quais os olhos

estão envolvidos - no sarampo, por

exemplo. Geralmente, acompanha

toda dor de cabeça forte, e ocorre

com freqüência durante um ataque

de enxaqueca. Uma causa mais séria

- porém menos comum - é a

meningite, quando acompanha uma

dor de cabeça e rigidez do pescoço.

O tratamento depende da causa,

mas, qualquer que seja ela, é sempre

melhor evitar pegar luz forte e

forçar os olhos, quando eles estão

sensíveis.

FOTÔMETRO - Instrumento para

medir a intolerância à luz.

FOTOQUÍMICA - Estudo dos efeitos

da luz sobre as reações químicas.

FOTOSSENSIBILIDADE - Tendência

dos tecidos a reagirem anormalmente

à luz.

FOTOTERAPIA - Exposição do recém-

nascido despido à luz fluorescente

branca ou azul, visando redução

da taxa de bilirrubina no sangue.

FÓVEA - Fosseta, depressão.

FRATURA - Osso quebrado. Perda da

continuidade óssea por trauma.

Numa fratura exposta, o ponto de

ruptura está em contato com a superfície

externa do corpo, quando

se trata de fraturas simples, a ruptura

está coberta com pele. Nunca

se deve mover o paciente até que o

médico assim o determine, a não ser

em caso de absoluta necessidade.

Mover a parte machucada provavelmente

causará danos maiores. A

vítima deve ficar acomodada,

aquecida e tratada como num choque.

(V. Choque.) Deve-se colocar

um apoio na parte machucada (com

o menor movimento possível) até

que chegue o auxílio médico.

FRATURA COMINUTIVA - Fratura

em que o osso se divide em mais de

dois fragmentos.

FRATURA DE COLLES - Fratura

transversa do rádio junto ao punho.

FRATURA ESPONTÂNEA - Fratura

óssea por rarefação (osteoporose)

ou por outra doença óssea.

FRATURA EM VARA VERDE - Fratura

em que um lado é fraturado e o

outro fica indene.

FRATURA EXPOSTA - Fratura grave

com ruptura da pele e tecidos

com exposição do osso.

FRÊMITO - Vibração perceptível

pela palpação.

FRENALGIA - Dor no diafragma.

FRENITE - Inflamação no diafragma.

FRENOLOGIA - Estudo do caráter

pela conformação do crânio.

FRENOPATIA - Doença do diafragma.

FREQÜÊNCIA DE URINA - Muito

comum. Muitas causas estão ligadas

a várias doenças, mas a freqüência

é, às vezes, apenas um sintoma

de preocupação, frio, bebida em

excesso e, ocasionalmente, segue

uma relação sexual prolongada.

Nesses casos a cura é acabar com a

causa. Normalmente, não adianta

reduzir os líquidos - exceto abandonar

o chá ou o café, mais especificamente,

noturnos. As pessoas

variam muito na sua freqüência. (V.

Cistite, Insônia, Doenças do rim,

Gravidez, Próstata, Pielonefrite,

Retenção de urina.)

FREUD - Sigmund Freud, o criador

da Psicanálise.

FRIÁVEL - Que se quebra facilmente.

FRIEIRA - Forma clínica de pé-deatleta,

ou de dermatofitose. As lesões

de frieira localizam-se entre os

artelhos; são pruriginosas que podem

ser causadas por dermatófitos

do gênero Trichophyton ou pela

Candida albicans. Ocorre nas extremidades,

após a exposição ao

frio, mais freqüentemente nos pés,

mãos e nariz. Está geralmente associada

a uma má circulação. As

pessoas suscetíveis devem tomar

cuidado nas épocas de frio, usando

meias e luvas quentes. As extremidades

não devem ser aquecidas de

uma vez, perto do fogo ou em água

quente, depois de terem sido expostas

ao frio, pois isso pode piorar a

condição.

FRIGIDEZ - Frieza sexual na mulher.

Ela varia de uma leve indiferença a

uma recusa ou inabilidade em manter

relações sexuais. A inabilidade,

na qual é impossível a penetração,

pode ocorrer na primeira vez que

uma mulher mantiver uma relação

sexual. Pode haver condições em

que a causa seja algum problema

físico na mulher ou no parceiro; um

hímen espesso, por exemplo, pode

precisar de uma pequena cirurgia.

Esses exemplos raros requerem

conselho imediato do médico da família.

Eles devem ser curáveis.

Quase toda frigidez está ligada a

medo, sentimentos de culpa ou ignorância e, felizmente, pode ser

vencida em geral com compreensão

e amor - o grande afrodisíaco que

provoca milagres.

FRIGOTERAPIA - Tratamento pelo

frio.

FRONTAL - Osso da frente, no crânio.

FRUSTRAÇÃO - Decepção, desapontamento

de alguém que não conseguiu

o objetivo desejado.

FRUTOSE - Açúcar de frutas.

FRUTOSÚRIA - Presença de frutose

na urina.

FTIRÍASE - Dermatose causada por

artrópodes do gênero Phtirius, que

tem patas em forma de garras e

aderem fortemente aos pêlos da região

pubiana, assim como das axilas,

das sobrancelhas e das pestanas.

Alimentam-se da pele próxima

do pêlo ao qual aderem, provocando

um prurido irritante. É também

chamado “piolho-das-virilhas” ou

“chato”.

FUGA - Afastamento da realidade,

em certas doenças nervosas e

mentais.

FULGURAÇÃO - Perturbação produzida

no organismo vivo por descarga

elétrica, principalmente o

raio. A destruição dos tecidos animais

por faíscas elétricas de alta freqüência

e alta-tensão, controladas

por um elétrodo móvel.

FULGURAÇÃO INTRACARDÍACA

- Procedimento realizado com a utilização

de cateteres intracardíacos

que emitem impulsos elétricos potentes

capazes de eliminar áreas de

tecido cardíaco considerados prejudiciais

ao desempenho do ritmo cardíaco

e que geralmente ocasionam

arritmias cardíacas.

FULGURANTE - Que vai e vem

como um relâmpago. Exemplo: dores

fulgurantes da tabes.

FULMINANTE - De marcha rápida

e fatal.

FUMIGAÇÃO - Desinfecção por

meio de gases.

FUNDA - 1) Aparelho para manter a

hérnia no lugar. 2) Tipo de bandagem

para o queixo e para o nariz.

FUNDO DE SACO - Cavidade fechada

numa extremidade.

FUNGICIDA - Que mata os fungos.

FUNGÓIDE - Semelhante aos fungos.

FUNGOS - Microorganismos causadores

das micoses superficiais e

profundas.

FUNGOSIDADE - O mesmo que

Excrescência.

FUNICULAR - Relativo a um cordão.

FUNICULITE - Inflamação do cordão

espermático.

FURFURÁCEO - Com aspecto de

farelo.

FURÚNCULO - Abscesso que se

desenvolve na pele por causa de

uma infecção provocada em geral por

certos tipos de bactérias (estafilococos),

na qual penetram por meio de

pequenas aberturas das glândulas

sudoríparas. Não esprema. O cuidado

com a limpeza, principalmente

das mãos, somado a uma dieta equilibrada,

deve minimizar o furúnculo.

O enfermo deve ter suas próprias

toalhas, que devem ser fervidas

após o uso. Panos e toalhas descartáveis

são ainda mais seguros. (V.

Abscesso.)

FURUNCULOSE - Aparecimento de

vários furúnculos.

FUSÃO - Ato de derreter, de fundir.

FUSIFORME - Em forma de fuso.

GABA - Sigla que designa o ácido

gama-aminobutírico que, com o

ácido glutâmico e a glutamina, participa

de diversos processos cerebrais,

sendo utilizados para estimular

o desempenho intelectual e para

certos casos de ansiedade.

GAGUEIRA - Defeito de fala, no

qual há uma hesitação periódica ao

fluir das palavras. Existem diferentes

tipos de gagueira, sendo que um

dos mais comuns é a repetição do

começo de uma palavra, especialmente

se esta começar com uma

consoante (c-c-c-c-consoante, por

exemplo). A condição piora pelo

nervosismo, e isso sempre estabelece

um círculo vicioso - o paciente

fica com medo de gaguejar e,

então, gagueja mais ainda. Procure

um tratamento especializado

para uma criança novinha que gagueja.

Foram desenvolvidos métodos

especiais para o tratamento

logopédico, e é mais fácil curar a

anormalidade antes que ela se estabeleça

de vez. Procure uma clínica

especializada (fonoaudiologia)

se você estiver preocupado,

de alguma forma, com a fala de seu

filho de quatro anos. Pode ser preciso

checar a audição e, caso se

mostre necessário o tratamento

logopédico, vai demorar algum

tempo para que a criança entre na

escola. Embora muitos defeitos pequenos

possam ocorrer nessa época

simplesmente pela imaturidade,

é melhor se certificar da acuidade

da audição e da fala.

GALACTAGOGO - Que estimula a

secreção de leite.

GALACTOCELE - Dilatação da glândula

mamária em forma de cisto

cheio de leite.

GALACTOFORITE - Inflamação dos

canalículos galactóforos.

GALACTOPOÉTICO - Lactagogo.

Que aumenta a secreção de leite.

GALACTORRÉIA - Secreção excessiva

de leite que se derrama.

GALANINA - Proteína do cérebro

que se relaciona ao apetite para gorduras

e doces. Variam os seus níveis,

aumentando de manhã, diminuindo

à noite. Age mais fortemente nas

mulheres, desde a puberdade, fazendo

com que ganhem mais peso.

GALÊNICO - Oficial, medicamento

já conhecido e transformado, apto

a ser ministrado, como as tinturas,

os extratos, etc.

GALENO - Médico famoso na Roma

antiga, daí tornar-se sinônimo de

médico. Exemplo: “o galeno”, “um

galeno”.

GALVANISMO - Utilização em terapêutica

da corrente elétrica direta.

GAMAGLOBULINA - Fração das

globulinas do plasma sangüíneo. O

organismo pode criar anticorpos

para combater várias doenças e estes

anticorpos estão exatamente ligados

à fração gama das proteínas

do sangue.

GAMETO - Célula sexual reprodutora.

GÂNGLIO - Tipo de cisto no revestimento

de um tendão, que ocorre

geralmente perto do pulso. Ele pode

causar incômodo, mas é inofensivo

e quase sempre desaparece espontaneamente

no período de 6 a 12

meses. Se persistir, pode ser curado

com uma pequena cirurgia.

GÂNGLIO DE GASSER - Gânglio da

raiz sensitiva do 5º par craniano, o

trigêmeo, situado no crânio e que,

às vezes, precisa ser operado em

caso de nevralgia intratável do

trigêmeo.

GÂNGLIO ESTRELADO - Gânglio

do sistema nervoso simpático, situado

no pescoço.

GÂNGLIO LINFÁTICO - É um nódulo

ou um aglomerado de tecido

linfóide, dividido em compartimentos

por tecido fibroso.

GÂNGLIO NERVOSO - Coleção independente

de células nervosas formando

um centro nervoso, como,

por exemplo, os gânglios do sistema

simpático.

GANGLIONITE - Inflamação do

gânglio.

GANGRENA - Degeneração por

necrose da extremidade de um

membro. Condição em que morre

uma parte do corpo. Ocorre geralmente

por causa de uma interferência

na circulação, e pode resultar de

um coágulo de sangue na veia que

abastece tal parte (V. Embolia.); ou

pode ocorrer por um estreitamento

progressivo dos vasos sangüíneos

que mantêm essa parte viva. Esse

tipo de gangrena não é raro nos velhos,

e geralmente ataca o dedo do

pé, que fica escuro e enrugado. As

pessoas mais idosas e os diabéticos

devem visitar regularmente um

quiropodista, pois pequenos cortes

no pé podem trazer problemas

sérios.

GANGRENA DE RAYNAUD - Gangrena

simétrica das extremidades.

GARGANTA - Espaço compreendido

entre o palatino e a entrada do

esôfago. Em sentido amplo, compreende

a laringe, a faringe, o grupo

de músculos que intervém na

deglutição, os arcos palatinos e a

base da língua. Na parte exterior

também se considera garganta a

porção anterior do pescoço

GARGAREJO - Solução líquida empregada

para combater irritação ou

infecção que atingem a garganta, a

faringe ou a nasofaringe.

GARGARISMO - O mesmo que

Gargarejo.

GARROTE - Curativo compressivo

para deter hemorragia. Faz-se com

um torniquete. É preciso afrouxar a

cada meia hora para evitar isquemia

e gangrena.

GASTRALGIA - Dor no estômago.

GASTRECTOMIA - Excisão de parte

ou total do estômago em casos

de úlcera, câncer, etc.

GASTRENTERITE - Nome que se dá a

várias perturbações gastrintestinais,

com náuseas, vômitos e diarréias, seguidos

geralmente de cólicas. Exemplo

de gastrenterite é a intoxicação alimentar

por estafilococos.

GÁSTRICO - Relativo ao estômago.

GASTRITE - Inflamação das paredes

do estômago; pode aparecer depois

de um excesso de álcool ou envenenamento

com comida. O termo é

geralmente usado para a indigestão.

Sintomas: perda de apetite, sensação

de pressão e plenitude na boca

do estômago, acompanhada por arrotos,

náuseas, dor de cabeça e ligeira

elevação da temperatura, seguindo-

se depois os vômitos. (V.

Acidose e Dispepsia.)

GASTROANASTOMOSE - Anastomose

entre duas porções do estômago.

GASTROCELE - Hérnia do estômago.

GASTROCOLOSTOMIA - Formação

de uma anastomose entre o estômago

e o cólon.

GASTROCOLOTOMIA - Incisão do

estômago e do duodeno.

GASTRODINIA - Dor no estômago.

GASTRODUODENITE - Inflamação

do estômago e do duodeno.

GASTROENTERITE - Inflamação simultânea

do estômago e do intestino.

GASTROENTEROSTOMIA - Formação

de anastomose entre o estômago

e o intestino.

GASTRO-HEPÁTICO - Relativo ao

estômago e ao fígado.

GASTRÓLITO - Presença de cálculo

no estômago.

GASTROMALACIA - Amolecimento

do estômago.

GASTROPATIA - Toda afecção do

estômago.

GASTROPEXIA - Operação para fixação

do estômago caído.

GASTROPLASTIA - Operação plástica

do estômago.

GASTROPLEGIA - Paralisia do estômago.

GASTROPTOSE - Prolapso do estômago.

GASTRORRAFIA - Sutura do estômago.

GASTRORRAGIA - Hemorragia

pelo estômago.

GASTRORRÉIA - Secreção excessiva

pelo estômago.

GASTROSCOPIA - Exame do interior

do estômago.

GASTROSCÓPIO - Instrumento

para examinar o interior do estômago

mediante a introdução pelo

esôfago de um foco luminoso e um

espelho.

GASTROSTOMIA - Abertura de

uma fístula na região da barriga por

onde se passa um tubo flexível (sonda)

que alcança o estômago para

alimentar uma pessoa que não pode

ou não consegue se alimentar pela

boca.

GASTROSUCORRÉIA - Excessiva

secreção de suco gástrico pelo estômago.

GASTROTAXIS - Hemorragia no estômago.

GASTROTOMIA - Incisão do estômago.

GASTRÓTOMO - Instrumento para

gastrotomia.

GAZE - Tecido frouxo usado em curativos

e compressas.

GEL - Colóide de consistência firme.

GELADURA - Lesão produzida pelo

frio.

GELÉIA DE PETRÓLEO - O mesmo

que Vaselina.

GELO, BOLSA DE - Usada em aplicações

de frio seco para aliviar a

dor, diminuir a irrigação sangüínea

de determinada zona ou baixar a

temperatura para promover a cura.

GELOSE - Ágar-ágar, substância

mucilaginosa extraída de algas marinhas.

GÊMEOS - Dois fetos da mesma gestação.

Ou: os dois músculos da perna

que formam a panturrilha ou

“barriga da perna”.

GEMINADO - Aos pares.

GENAL - Relativo à bochecha.

GENE - A unidade material da hereditariedade.

É formado de ácido desoxirribonucléico.

O gene é parte de um

cromossomo e responsável por uma

função. São os genes que fornecem a

informação genética de célula a célula,

garantindo o aparecimento das características

hereditárias.

GENE A1 - Responsável pela síntese

de receptores dopaminérgicos; tem

relação com certas formas de obesidade.

GENE ob - Responsável pela síntese

da leptina, relacionada a algumas

formas de obesidade.

GENÉRICO - Classe de remédios, com

fórmula idêntica aos do mercado, porém

vendidos mais barato, dentro de

um programa instituído pelo Ministério

da Saúde no Brasil. Começa a

ser usado no Brasil, de início por São

Paulo, o Tamoxifeno, o primeiro genérico

- e mais barato - para o tratamento

do câncer de mama, o mais freqüente

nas mulheres. Ele é usado há

dez anos na Alemanha, onde é fabricado

pelo laboratório Hexal, e será

importado pelo Brasil.

GENE POUPADOR - Considerado

responsável pela tendência de engordar.

GENÉTICA - Estudo da hereditariedade.

Ramo da medicina e da biologia

que estuda os mecanismos de

transmissão hereditária de diferentes

características biológicas. As pesquisas

genéticas assumem importância

cada vez maior, com o desenvolvimento

do Projeto Genoma Humano

(V. Projeto Genoma Humano.)

GENÉTICO - Relativo à geração.

GENGIVAL - Relativo à gengiva.

GENGIVAS - Tecido fibroso muscular

revestido de mucosa que recobre

os bordos dos maxilares e rodeia

as raízes dos dentes. A inflamação

das gengivas chama-se

gengivite. A mais comum e grave

das infecções purulentas da gengiva

é a piorréia. São sujeitas também

a tumores e abcessos alveolares. A

supuração das gengivas ou ulceração

com pus recebeu o nome de

fleimão.

GENGIVITE - Inflamação da gengiva.

GENIANO - Relativo ao queixo.

Mentoniano.

GENICULADO - Semelhante ao

joelho.

GENIOPLASTIA - Cirurgia plástica

do queixo.

GENITAL - Relativo a um órgão sexual

da reprodução.

GENITÁLIA - Os órgão genitais.

GÊNITO-URINÁRIO - Relativo aos

órgãos genital e urinário.

GENOMA - V. Projeto Genoma Humano.

GENOVALGO OU GENUVALGO -

Condição em que os tornozelos ficam

separados numa certa distância,

quando os joelhos são colocados

juntos. Isso é comum em crianças

novas e saudáveis, e se corrige

espontaneamente em 99% dos casos.

Desde que a distância entre os

tornozelos não seja maior que 10

cm numa criança de quatro anos, os

pais podem ficar seguros de que a

condição deve se corrigir sem tratamento.

Nos poucos casos persistentes,

um aparelho ortopédico ou

uma cirurgia perto da maturidade -

quando os ossos já estão crescidos

- dão bons resultados.

Genuvalgo (quando as pernas se

cruzam para fora, abaixo dos joelhos,

e depois retornam novamente)

ocorre algumas vezes por causa

de uma deficiência na alimentação,

e também é normal em muitas crianças

que estão começando a andar,

desaparecendo por volta dos

quatro anos. O raquitismo devido à

insuficiência de vitamina D pode

ser uma causa disso nas crianças

asiáticas e outras. O tratamento aqui

é por meio de vitamina D (óleo de

fígado de bacalhau), cálcio e movimentos

ortopédicos extras. Nas épocas

seguintes da vida, uma doença

no osso, como a Paget, pode provocar

a curvatura das pernas.

GENOPLASTIA - Cirurgia plástica

da bochecha.

GENÓTIPO - O tipo genético do indivíduo.

GENUPEITORAL - Relativo ao joelho

e ao peito.

GEOFAGIA - Vício de comer terra.

GEOFAGISMO - O mesmo que

Geofagia.

GERIATRA - Médico especializado

no tratamento de idosos.

GERIATRIA - Estudo das doenças dos

velhos. (V. Gerontologia.)

GERIÁTRICO - Referente às doenças

da velhice.

GERME - O mesmo que Micróbio.

GERMICIDA - Que mata os germes.

GEROMORFISMO - Velhice prematura.

GERÔNTICO - Senil. Referente à

velhice

GERONTOLOGIA - O mesmo que

Geriatria.

GERONTÓLOGO - O mesmo que

Geriatra.

GEROTOXO - Arco senil da córnea.

GESTAÇÃO - Gravidez. Formação

e desenvolvimento do feto.

GESTAÇÃO DE ALTO RISCO - É

toda gravidez que traz alguma forma

de risco para a gestante e/ou para

o feto.

GESTÁGENO - Que favorece a gestação.

Progesterona, um dos hormônios

do ovário.

GIBA - Proeminência dorsal da coluna.

GIBOSIDADE - O mesmo que Protuberância.

GIGANTISMO - Doença causada

pelo excesso de função da hipófise.

GINÁSTICA AÉROBICA - Aquela

em que predominam os exercícios

gerais, repetidos por longos períodos.

GINÁSTICA LOCALIZADA - Exercício

misto, aeróbico e anaeróbico.

Trabalha grupos de músculos menores

em relação a massa corporal.

GINECOLOGIA - Ramo da medicina

que trata das doenças da mulher

e, em particular, dos órgãos relacionados

com a gestação.

GINECOLOGISTA - Médico especialista

em doenças da mulher e

procedimentos relacionados à gravidez

e à gestação. Também se usa

Ginecólogo.

GINECOMASTIA - Estado caracterizado

pelo crescimento das glândulas

mamárias nos homens. Há tratamento

cirúrgico.

GLÂNDULA - Existem duas estruturas

diferentes no organismo que

são chamadas de glândulas. O termo

glândula - inadequado - geralmente

se refere às glândulas linfáticas,

que têm mais ou menos o tamanho

de uma ervilha, e que estão

distribuídas pelo corpo. Uma de

suas funções é filtrar os venenos que

são liberados quando os micróbios

invadem o corpo; quando isso acontece,

geralmente as glândulas do

pescoço incham; com um dedo séptico,

por exemplo, pode-se sentir a

glândula inchada, próxima à dobra.

Os outros tipos de glândulas produzem

substâncias que regulam as

funções do organismo. Se a glândula

tiver um canal ou um duto, por

onde passam essas substâncias, ela

é conhecida como “glândula exócrina”;

exemplos dela são as glândulas

sudoríparas na pele, e as

glândulas produtoras da saliva, que

chega à boca através dos dutos salivares.

Se a glândula não tem um duto, mas

despeja suas secreções diretamente

na corrente sangüínea, ela é conhecida

como “glândula de secreção

interna” ou “glândula endócrina”,

e a secreção é conhecida como

hormônio. Por exemplo, a tireóide,

o ovário e o testículo.

GLÂNDULA ANFÍCRINA OU MISTA

- Aquela que possui, ao mesmo

tempo, atividade exócrina e endócrina,

isto é, lança produtos no canal

de secreção e na corrente

sangüínea. Exemplo: o pâncreas,

que secreta suco pancreático no

duodeno e insulina (produto de secreção

interna) na corrente sangüínea.

GLÂNDULA CERUMINOSA - Série

de glândulas que existem no

ouvido externo e que segregam o

cerúmen, de ação protetora.

GLÂNDULA JEROCAL - Fígado.

GLÂNDULA LACRIMAL - Glândula

situada no ângulo externo da órbita

e que segrega as lágrimas.

GLÂNDULA PINEAL - Órgão do tamanho

de uma ervilha que se situa

no crânio próximo da base do

encéfalo.

GLÂNDULAS DE BARTHOLIN -

Minúsculas glândulas de cada lado

do orifício da vagina, que podem

ficar infeccionadas ou obstruídas, e

formar um cisto. O tratamento é

feito por uma pequena cirurgia.

GLÂNDULAS ENDÓCRINAS - Órgãos

que produzem hormônios, as

mais importantes são: hipófise, que

controla o funcionamento das outras;

tireóide, supra-renais, testículos,

ovários, pâncreas.

GLÂNDULAS DE NABOTH - Pequenas

glândulas localizadas no

colo do útero.

GLÂNDULAS DE SKENE - Pequenas

glândulas na parte posterior da

uretra feminina.

GLÂNDULAS SALIVARES - São três

pares: parótidas, submaxilares e

sublinguais. São os órgãos encarregados

de produzir a saliva, suco

digestivo que contém a ptialina ou

amilase salivar.

GLÂNDULAS SUPRA-RENAIS -

Duas pequenas glândulas localizadas

acima dos rins. Elas produzem

várias substâncias (hormônios) que

circulam no sangue e ajudam a regular

as atividades do organismo.

Uma dessas substâncias, a adrenalina, aumenta o ritmo do coração

e torna o organismo capaz de agir

rapidamente numa emergência. As

outras controlam muitas funções

complexas do corpo e são importantes

por enfrentarem pressões

como uma infecção.

GLAUCOMA - Aumento da pressão

dentro do globo ocular que, se não

for cuidado, pode levar à cegueira.

Pode ser anunciado por uma visão

embaçada passageira e auréolas ao

redor das luzes. Qualquer distúrbio

da visão deve ser motivo para uma

investigação médica imediata, pois

o glaucoma no início geralmente

pode ser contido com a prescrição

de colírios apropriados, antes que

se chegue a um dano permanente.

Muitas vezes, ele é remediado com

uma pequena cirurgia, que ajuda a

drenagem do fluido do olho.

GLENÓIDE (CAVIDADE) - Cavidade

na omoplata que recebe a cabeça

do úmero.

GLIA - Tecido de sustentação do sistema

nervoso.

GLICEMIA - Presença de açúcar no

sangue. Existe uma glicemia normal

entre 90 e 110 mg por 100 ml

de sangue. Acima e abaixo dela surgem

acidentes.

GLICÍDIOS - Moléculas orgânicas

fundamentalmente formadas por

átomos de carbono, hidrogênio e

oxigênio. São também conhecidos

como açúcares, sacarídeos, carboidratos

ou hidratos de carbono.

Classificam-se em monossacarídeos

a glicose, a frutose, a galactose e a

desoxirribose; dissacarídeos, moléculas

formadas pela união de dois

monossacarídeos, exemplos: sacarose

(uma molécula de glicose e

uma de frutose); lactose (o açúcar

do leite); polissacarídeos: moléculas

grandes formadas pela união de

centenas ou milhares de monossacarídeos.

Exemplos: amido,

glicogênio, celulose, quitina, entre

outros.

GLICINA - Um dos aminoácidos.

GLICOCORTICÓIDES - Hormônios

produzidos pela córtex das glândulas

supra-renais e que controlam

parte do metabolismo.

GLICOGÊNESE - Formação do

glicogênio a partir da glicose.

GLICOGÊNIO - Hidrocarboneto que

se encontra no fígado e outros

órgãos. Converte-se em glicose na

medida em que o organismo necessita.

GLICOGENÓLISE - Desdobramento

do glicogênio.

GLICOSE - Denominação química

que se dá a um tipo de açúcar também

conhecido como “dextrose”,

que é o açúcar contido no sangue.

GLICOSÚRIA - Termo que indica

açúcar na urina. A causa comum é

o diabetes. Pode ocorrer também na

gravidez.

GLIOMA - Neoplasia constituída de

neuroglia ou glia.

GLOBO HISTÉRICO - Ou bolo histérico.

Sensação que os histéricos

têm de uma bola que sobe do estômago

à garganta.

GLOBULICIDA - Que destrói os

glóbulos sangüíneos.

GLOBULINA - Grupo de proteínas

muito disseminadas no organismo

e que desempenham funções variadas.

Muito importantes são as

gamaglobulinas, que funcionam

como anticorpos.

GLÓBULO BRANCO - O mesmo

que Leucócito.

GLÓBULO SANGÜÍNEO - Hemácia,

glóbulo vermelho.

GLÓBULO VERMELHO - O mesmo

que Hemácia.

GLOMERULITE - Inflamação dos

glomérulos do rim.

GLOMÉRULO - Novelo, pequeno

tubo.

GLOMERULOESCLEROSE FOCAL

E SEGMENTAR - Glomerulopatia

primária, de causa desconhecida,

caracterizada por esclerose ou

hialinose de parte ou segmentos de

alguns glomérulos (focal) localizados

profundamente no córtex dos

rins.

GLOMERULOESCLEROSE INTERCAPILAR

DE KIMMELSTIELWILSON

- Glomerulopatia grave,

secundária, a Diabetes mellitus, que

ocorre em 50% dos diabetes dependentes

de insulina e em 10% dos

não dependentes de insulina.

GLOMERULONEFRITE DIFUSA

AGUDA PÓS-ESTREPTOCÓCICA

- Glomerulopatia aguda, caracterizada

clinicamente por hematúria,

hipertensão arterial e edema,

que se inicia em cerca de 15 dias

após uma infecção causada por algumas

bactérias denominadas

estreptococos.

GLOMERULONEFRITE ENDOCAPILAR

- Glomerulopatia caracterizada

por proliferação de células no

interior das alças dos capilares

arteriolares que formam o glomérulo

renal.

GLOMERULONEFRITE EXTRACAPILAR

- Glomerulopatia caracterizada

por proliferação de células

epiteliais parietais que ficam por

fora dos capilares arteriolares que

formam o tufo glomerular renal.

Esta glomerulopatia também é conhecida

por outros nomes como

glomerulonefrite rapidamente progressiva.

GLOMERULONEFRITE MEMBRANOSA

- Glomerulopatia caracterizada

por espessamento e desdobramento

da membrana basal que envolve

as alças dos capilares arteriolares

que formam o glomérulo. Nessa

glomerulopatia não há proliferação

celular.

GLOMERULONEFRITE MEMBRANOPROLIFERATIVA

- Também

conhecida de mesângiocapilar ou

mista, pois se caracteriza por proliferação

celular e espessamento e desdobramento da membrana basal

que envolve as alças dos capilares

arteriolares que formam o tufo

glomerular renal.

GLOMERULONEFRITE RAPIDAMENTE

PROGRESSIVA - Também

conhecida por extracapilar, subaguda,

etc. Caracteriza-se por ter em

70% ou mais dos glomérulos renais

uma proliferação das células epiteliais

parietais que envolvem o tufo

glomerular, comprimindo-o e dificultando

a filtração glomerular e

respectiva formação de urina.

GLOSSALGIA - Dor na língua.

GLOSSECTOMIA - Remoção cirúrgica

da língua.

GLOSSITE - Inflamação da língua.

GLOSSODINIA - Dor na língua.

GLOSSOFARÍNGEO - Referente à

língua e à faringe.

GLOSSOPLEGIA - Paralisia da

língua.

GLOSSOTOMIA - Incisão da língua.

GLOTE - A abertura entre as cordas

vocais e a laringe.

GLUCÍDIO - O mesmo que Glicídio.

GLUCOSE - Glicose.

GLÚTEN - A proteína do trigo e outros

cereais. A alergia a ela produz

uma doença no celíaco, na qual o

revestimento do intestino fica danificado,

de forma que o alimento não

pode ser absorvido, resultando

numa desnutrição. O tratamento é

uma dieta sem glúten. (V. Psilose.)

GLÚTEO - Referente às nádegas.

GLÚTEOS - Três músculos (o grande,

o médio e o pequeno glúteos)

que constituem a região glútea ou

nádegas. É um local para aplicação

de injeções intramusculares.

GLUTINOSO - O mesmo que Viscoso.

GNATALGIA - Dor no queixo.

GNÁTICO - Referente ao queixo.

GOMA - V. Sífilis.

GÔNADA - Glândula sexual. Na

mulher, é o ovário; no homem, o

testículo.

GONADECTOMIA - Extirpação de

uma gônada (ovário ou testículo).

GONADOTRÓFICO - Que nutre as

gônadas.

GONADOTROFINA - Ou gonadotropina.

Hormônio da hipófise que

estimula as gônadas.

GONADOTROFINA CORIÔNICA

- Hormônio produzido pela placenta

durante a gestação.

GONARTRITE - Inflamação da articulação

do joelho.

GONECISTITE - Inflamação da

vesícula seminal. (V. Vesiculite.)

GONOCOCO - Bactéria que causa

a gonorréia.

GONOCOCOCEMIA - Presença de

gonococos no sangue.

GONORRÉIA - Uma das doenças

venéreas que se propaga por meio

de uma relação sexual. Ela ocorre por causa de um micróbio, Neisseria

gonorrheae, mais conhecido

como gonococo, que invade os órgãos

sexuais e produz uma inflamação.

No homem, os sintomas

geralmente começam por volta de

quatro a sete dias após a relação

sexual, e há, às vezes, alguma dor

ao urinar, e talvez uma secreção

amarelada do pênis. Na mulher, os

sintomas podem atrasar e ser bem

indefinidos, mas a dor e uma secreção

da vagina estão geralmente

presentes. A dor ao urinar pode parecer

pior, e as mulheres podem

classificá-la como “cistite”. Se a

mulher tiver receio que sua “cistite”

possa ter sido provocada por

um contato sexual, ela deve mencionar

isso ao médico, para que

possam ser feitos exames especiais;

os exames normais para “cistite”

podem deixar escapar a

gonorréia. A gonorréia pode ser

curada rapidamente com antibióticos,

mas o tratamento deve ser

feito no início, para assegurar os

melhores resultados.

A gonorréia não tratada pode ter

sérias conseqüências. Na mulher,

ela pode se espalhar e resultar na

esterilidade ou em graves distúrbios

internos e, no homem, ela pode

se espalhar e atingir os testículos.

(V. Orquite.) Outras conseqüências

desagradáveis da gonorréia não tratada

são: uma artrite aguda (V. Artrite.)

e o fato de que o bebê de uma

mãe não tratada pode desenvolver

uma infecção nos olhos, que pode

levar à cegueira.

Não é demais enfatizar bastante

que, se houver qualquer sintoma

que sugira gonorréia, deve-se consultar

um médico. Se houver a doença,

deve-se continuar o tratamento

até que os exames mostrem que

a cura está completa. Os médicos

das clínicas especiais planejam para

que os contatos sexuais sejam investigados

e tratados. Como nas

mulheres não aparecem logo os sintomas,

um homem tratado pode ajudar

sua parceira sexual (e talvez

muitas outras), informando-a do risco

imediatamente. Antes um choque

desagradável agora que posteriores

abscessos abdominais e esterilidade.

Como sempre, é melhor

prevenir do que remediar. O uso da

camisinha pode evitar a infecção,

mas não é totalmente seguro. Desprezar

os sintomas ou tentar se tratar

sozinho, com remédios charlatanescos,

é reservar problemas para

o futuro - não apenas para si, mas

para os outros que possam se contaminar.

Não há necessidade de vergonha:

os médicos não são moralistas,

e o tratamento é confidencial.

(V. Uretrite não-específica.)

GORDURA (OU LIPÍDIO) - Nutriente

responsável pelo fornecimento

de energia e de vitaminas ao organismo.

Óleos, margarinas e banha

são fontes de lipídio. O nome

designa também depósitos lipídicos

corporais como a gordura dos alimentos. É o nutriente que mais engorda.

GORDURA LOCALIZADA - Excesso

de tecido adiposo em certos pontos

do corpo; ocorre principalmente

em mulheres, mais nos glúteos e

coxas, lugares onde a gordura é

mais difícil de ser queimada, por

causa dos receptores do tipo alfa 2,

que inibem a sua queima.

GORDURA VISCERAL - A que se

acumula em torno das vísceras no

interior do abdome. Traz maior risco

para a saúde do que aquela que

se acumula sob a pele.

GOTA - Forma dolorida de artrite

causada por cristais de ácido úrico

que se depositam nas juntas. A junta

atingida com mais freqüência é

a base do dedão do pé, e a doença

se manifesta por ataques periódicos

de dor. Outras juntas também

podem ser envolvidas, como o tornozelo,

o calcanhar, e mesmo no

dorso do pé. A articulação afetada

torna-se tão sensível que qualquer

pressão, até a de um lençol, pode

tornar-se insuportável. O tratamento

se resume na moderação de bebidas,

redução de excessos na alimentação

e repouso das juntas durante

os ataques agudos. A dieta

proíbe alimentos que contenham as

substâncias chamadas purinas,

como a maioria das carnes (boi,

carneiro e porco) e das vísceras,

como o fígado, moela, rins e miolos.

Os médicos recomendam usar

remédios para diminuir a inflamação

da junta durante alguns ataques

e tomar allopurinol regularmente

para evitar mais recaídas, pois ele

reduz o nível de ácido úrico no organismo.

Outro medicamento indicado

é a colchicina, que é utilizada

no tratamento da gota desde

o século V. A inflamação surge

quando o ácido úrico não é devidamente

eliminado pelo organismo

e acumula-se no sangue, onde se

combina com o sódio, formando

urato sódico, sal que se deposita

nas cartilagens e em outros tecidos.

GRAM (COLORAÇÃO DE) - Após

a coloração com violeta de metila e

solução de Gram, os germes que

descoram pelo álcool são chamados

“Gram negativos” e os que resistem

são os “Gram positivos”.

GRANDE MAL - A forma intensa da

epilepsia, com crise convulsiva e

perda dos sentidos.

GRANDE OBLÍQUO - Músculo do

abdome que ajuda a conter as

vísceras.

GRANDE PEITORAL - Um dos músculos

do tórax.

GRANDE RETO - Músculo do abdome;

é uma fita que se estende do

esterno ao púbis.

GRANULIA - Tuberculose miliar generalizada.

GRÂNULO - Pequeno grão.

GRAVATA - Tipo de bandagem em

que se fazem dobras transversais no

triângulo.

GRAVES (DOENÇA DE) - O mesmo

que Doença de Basedow. Hipertireoidismo.

GRAVIDEZ - A gravidez ocorre quando

o óvulo feminino é fecundado

pelo espermatozóide e se implanta

satisfatoriamente no revestimento

do útero. O primeiro indício geralmente

é a interrupção da menstruação,

embora isso possa ter outras

causas. (V. Menorréia.) Qualquer

perda de sangue depois de confirmada

a gravidez requer cuidados

médicos. Durante os primeiros meses,

às vezes, há náusea ou vômito

pela manhã. Os seios aumentam um

pouco e, durante uma primeira gravidez,

os mamilos e a pele circundante

se tornam mais escuros. Depois

do terceiro mês, mais ou menos,

a barriga se torna notável e progressivamente

maior. A duração

normal da gravidez é de 9 meses ou,

mais precisamente, 40 semanas. A

data esperada do parto pode, então,

ser calculada. Pegue o primeiro dia

da última menstruação, conte 3

meses para trás e some 7 dias. Portanto,

se a última menstruação começou

no dia 14 de agosto, o nascimento

deve ser esperado para o

dia 21 de maio. Toda mulher deve

ficar sob o cuidado de um médico

durante a gravidez. É importante

fazer um controle regular para ver

se tudo está indo bem. A mulher

deve pedir também conselhos sobre

dietas e exercícios para que ela possa

permanecer com boa saúde durante

a gravidez. A pressão arterial

deve ser medida regularmente para

excluir as elevações, que podem ser

prejudiciais. Se a pressão arterial realmente

subir e se aparecer albumina

na urina, a mãe precisa de repouso

absoluto - às vezes, no hospital.

De vez em quando, o parto

precisa ser induzido antes da hora,

se o repouso não for suficiente.

Deve-se parar de fumar, pois isso

prejudica o bebê em gestação, e é

uma das causas dos bebês deficientes

em peso, além de outras deficiências.

Não se deve tomar nenhum

remédio, principalmente nos três

primeiros meses, pois eles podem

provocar deformidades no bebê.

Ferro e vitaminas extras são aconselháveis

durante a gravidez, e podem

ser receitados pelo médico. Se

tudo estiver indo bem, não há motivo

para que você não continue seu

trabalho, pelo menos até o sétimo

mês. (V. Parto, Mama e Alimentação

infantil.)

GRAVIDEZ ECTÓPICA (GRAVIDEZ

TUBÁRIA) - Gravidez que ocorre

fora do útero. O útero está ligado

aos ovários por meio de dois canais.

A célula sexual feminina, ou óvulo,

desce desses canais (as trompas

de Falópio) e entra no útero, e,

quando a fecundação ocorre, o óvulo

normalmente se aloja aí. Mas,

ocasionalmente, acontece de o óvulo

fecundado se alojar numa das

trompas. Quando isso ocorre, não

há espaço para o óvulo se desenvolver, de forma que logo aparecem

problemas. Freqüentemente há dor

na parte inferior do abdome, num

dos lados, além de uma secreção de

cor marrom, ou um pequeno sangramento

através da vagina. Se a

condição continuar, a trompa de

Falópio pode se romper. Os sintomas

geralmente ocorrem logo depois

de uma menstruação que falhou,

antes que esteja confirmada a

gravidez; então, em caso de dor e

secreção marrom, consulte o médico

sem demora, até mesmo se você

não tiver certeza se está grávida. O

tratamento de uma gravidez tubária

é feito com uma cirurgia para remover

a trompa que está se rompendo.

Os dois ovários e a trompa

saudável são deixados; assim, a fertilidade

não é muito afetada.

GRAVIDEZ PRECOCE - Trata-se de

um problema de saúde mundial;

mais de 14 milhões de adolescentes

dão à luz no mundo por ano. No

Brasil, segundo o Ministério da

Saúde, cerca de 1 milhão de adolescentes

ficam grávidas todo ano.

Cerca de um terço dos partos é de

meninas de 10 a 19 anos, e cresce

também o número de adolescentes

que procuram os serviços do SUS

para resolver problemas de saúde

provocados por aborto malfeito.

Segundo a Sociedade Civil do Bem-

Estar Familiar no Brasil, a proporção

entre as adolescentes de mães

sem escolarização é quase 14 vezes

maior que entre aquelas com o tempo

de estudo de 9 a 11 anos. E mais:

apenas 14% das jovens de 15 a 19

anos usam algum tipo de método

contraceptivo.

GRIPE - Infecção generalizada que

ocorre em epidemias. Vários tipos

diferentes de vírus causam gripe

levemente diferentes. A doença

geralmente começa com febre, malestar

e dor nos ombros, costas e

cabeça. O paciente fica indisposto

e sente calor e calafrios, alternadamente.

Pode haver uma secreção

nos olhos e nariz, seguida de

uma inflamação na garganta e uma

tosse irritante. Mais tarde pode aparecer

náusea, e, nesse caso, a doença

é chamada de “gripe gástrica”.

Ela geralmente não é grave, embora

possa haver fortes epidemias. A

temperatura se estabelece geralmente

numa semana, e o paciente

aos poucos recupera a saúde. A gripe

é perigosa porque diminui as

defesas do organismo, e pode vir

seguida de complicações, como a

pneumonia. Não é uma condição de

que se possa descuidar, e o paciente

deve ficar de cama por 24 horas,

até que a temperatura esteja normal.

É comum uma depressão acompanhar

a gripe, e a convalescença não

deve ser precipitada.

Ainda não existe um tratamento específico

para a gripe. Os antibióticos

não curam; eles são usados apenas

para complicações, como a

bronquite. Já foram desenvolvidas

muitas variedades de vacinas, mas o vírus da gripe muda freqüentemente,

e se torna resistente às vacinas.

A proteção contra uma epidemia

não irá necessariamente proteger

contra a seguinte.

GRUMOSO - Espesso e viscoso.

GRUPOS SANGÜÍNEOS - O sangue

pode ser dividido em quatro

grupos principais - A, B, O e AB.

Isso depende da presença ou ausência

de anticorpos que atacam e destroem

as células vermelhas de um

grupo diferente; por exemplo, se o

sangue do grupo A é dado para um

paciente do grupo O, os anticorpos

do paciente destroem as células vermelhas

transfundidas, causando

uma grave enfermidade, com tremor

e febre.

Os grupos A, B e O podem ainda

ser subdivididos em positivo e negativo.

(V. Fator Rh.) Todos os pacientes

devem receber sangue dos

grupos A, B, O e Rh corretos, para

uma transfusão bem-sucedida.

GUTURAL - Relativo à garganta.

243

HH HÁBITAT - O ambiente natural de um

animal ou planta.

HÁBITO INTESTINAL - Maneira de

funcionamento do intestino, freqüência

de evacuações, consistência

das fezes.

HDL - Sigla que designa a fração do

colesterol presente em lipoproteínas

de alta densidade (do inglês Hight

Density Lipoproteins). É a fração

chamada de “colesterol bom”.

HÁLITO - O cheiro da boca e da respiração.

O ar que se expira, pelo

qual podem ser notadas alterações

na saúde bucal ou do organismo.

HÁLITO DIABÉTICO - Hálito adocicado,

cheiro de maçã estragada.

HÁLITO FÉTIDO - Ocorre no abscesso

do pulmão, nas nasolaringites,

nas amidalites.

HÁLITO URÊMICO - Hálito urinoso,

amoniacal. Na uremia.

HALITOSE - Mau Hálito. Pode ocorrer

com distúrbios locais nas gengivas,

dentes, garganta ou cavidades.

Pode ocorrer também em doenças

distantes, como apendicite,

doenças do fígado e coma diabético,

pois o ar exalado contém substâncias

odorosas derivadas da corrente

sangüínea. Se a causa for removida,

o problema deve acabar.

Geralmente, uma pessoa fica excessivamente

preocupada por imaginar

a repugnância que pode causar seu

hálito. Requer-se aí mais um tratamento

para ansiedade do que para

halitose.

HALÓGENO - Não-metálico, como

a série de flúor, cloro, bromo e iodo.

HÁLUX - O dedo grande do pé.

HAMARTOMA - Nervos e tumores

pigmentares benígnos.

HANSEN (BACILO DE) - Bacilo da

lepra, Mycobacterium leprae.

HANSENIANO - Pessoa que sofre de

hanseníase. A palavra “leproso”,

por sua forte conotação preconceituosa,

está sendo banida do

linguajar médico.

HANSENÍASE - Doença ainda freqüente

no Brasil, causada pela bactéria

Micobacterium leprae (bacilo

de Hansen), popularmente conhecida

como lepra. Causa lesões na

pele, especialmente nos braços e

pernas, atingindo também o sistema

nervoso. No Brasil, o tratamento

é feito pelo sistema gratuito de

saúde pública, em ambulatórios

especializados. Dados do Ministério

da Saúde (1999) informam que

há 5,07 casos de hanseníase por grupo

de 10 mil habitantes no país, nú244

mero apenas inferior ao da Índia.

Áreas com maior incidência: Centro-

Oeste, 13,88 e Norte, 12,45 por

10 mil habitantes.

HEBEFRENIA - O mesmo que Esquizofrenia.

HEBERDEN (NÓDULOS DE) -

Osteófitos encontrados nas falanges

terminais, nos casos de osteoartrite.

HÉCTICA - Tísica, tuberculose.

HÉCTICO - Relativo à tuberculose.

HEDONISMO - Atração excessiva

pelos prazeres.

HEGAR (DILATADORES DE) - Uma

série de dilatadores numerados para

o colo do útero.

HELCOLOGIA - Estudo das úlceras.

HELCOSE - Formação de úlceras.

HÉLIO - Gás inerte, utilizado para

certos exames em medicina.

HELIOTERAPIA - Terapia pela luz

solar.

HELIOTROPISMO - Atração para

luz solar.

HELMINTÍASE - O mesmo que

Verminose.

HELMINTICIDA - Que mata os vermes.

HELMÍNTICO - Relativo aos vermes.

HELMINTO - Verme intestinal.

HELMINTOLOGIA - Tratado sobre

os vermes intestinais.

HELMINTOLÓGICO - Relativo à

Helmintologia.

HEMÁCIA - Glóbulo vermelho; são

5 milhões por centímetro cúbico de

sangue.

HEMÁCIAS DISMÓRFICAS - No

exame do sedimento urinário, depósito

obtido da urina por centrifugação,

as hemácias podem se

apresentar como ausentes, normais

ou deformadas (dismórficas). Acredita-

se que as hemácias dismórficas

são aquelas que tiveram de atravessar

uma membrana, por diapedese,

para atingirem a urina.

HEMANGIOMA - Tumor com origem

em vasos sangüíneos.

HEMARTROSE - Derrame de sangue

no interior de uma articulação.

HEMATÊMESE - Vômito de sangue.

A causa mais comum é o desgaste

de um vaso sangüíneo no estômago,

provocado por uma úlcera ou

pelo uso excessivo de aspirina (V.

Úlcera gástrica e duodenal). Geralmente

o sangue vomitado mantém

a sua cor vermelha, mas, algumas

vezes, ele é alterado pelo

suco gástrico e adquire uma cor

marrom escuro. Qualquer pessoa

com hematêmese deve ser colocada

na cama, e o médico deve ser

chamado com urgência. Não dê absolutamente

nada pela boca, mas

se o paciente queixar-se de sede dê

um pouco de água gelada. O paciente

deve ser tratado no hospital,

onde se pode usar a transfusão e

outros tratamentos, caso o sangramento

continue. Algumas vezes é recomendável uma cirurgia, mas

na maioria dos casos ela não é necessária.

HEMÁTICO - Relativo ao sangue.

HEMATÍMETRO - Aparelho destinado

a contar os glóbulos do

sangue.

HEMATOCÉFALO - Tumor sangüíneo

no cérebro.

HEMATOCELE - Diz-se de hemorragia

numa cavidade, especialmente

nas túnicas da vagina ou nos testículos.

Cisto contendo sangue.

HEMATOCOLPO - Acúmulo de

sangue no interior da vagina (geralmente,

sangue menstrual, nos casos

de imperfuração do hímen ou de

atresia da vagina).

HEMATÓCRITO - Instrumento com

que se determinam, em dada quantidade

de sangue, os volumes relativos

de plasma e glóbulos.

HEMATÓFAGO - Que se alimenta

de sangue.

HEMATÓGENO - Que produz

sangue.

HEMATOLOGIA - Ramo da Histologia

que estuda as células do sangue

e dos órgãos hematopoéticos.

HEMATOLOGISTA - Especialista

em hematologia. O mesmo que

hematólogo.

HEMATOMA - Ferimento que se

forma, em razão de queda ou pancadas,

com sangue extravasado e

coágulos em alguma cavidade.

HEMATOMIELIA - Hemorragia na

medula.

HEMATOPOESE - Formação de

glóbulos no sangue.

HEMATOPOÉTICO - Que produz

sangue.

HEMATOSE - Transformação do sangue

venoso em arterial nos pulmões;

oxigenação do sangue nos pulmões.

HEMATOXILINA - Corante básico.

HEMATOZOÁRIO - Protozoário

que vive no sangue.

HEMATÚRIA - Presença de sangue

na urina. Este termo significa urina

contendo sangue. Ocorre em grande

número de doenças dos rins e das

vias urinárias, como infecções, cálculos

e tumores. O tratamento depende

de um diagnóstico preciso da

causa de hematúria.

HEMERALOPIA - Cegueira noturna

ou inaptidão para ver a luz escassa

à noite ou à hora crepuscular. O

contrário de nictalopia.

HEMIANALGESIA - Analgesia de

um lado ou de uma metade do

corpo.

HEMIANOPSIA - Cegueira para

metade do campo visual.

HEMICOLECTOMIA - Remoção cirúrgica

de metade do cólon.

HEMICRANIA - Nevralgia em metade

da cabeça.

HEMIDROSE - Suor sanguinolento.

HEMI-HIDROSE - Sudação só em

metade do corpo.

HEMIPARESIA - Paresia só em metade

do corpo, hemiplegia.

HEMIPLEGIA - Condição na qual

metade do corpo fica paralisado.

Ocorre devido a algum distúrbio do

cérebro e, mais comumente, acompanha

uma apoplexia. (V. Apoplexia.)

HEMISFÉRIOS CEREBRAIS - As

duas metades do cérebro.

HEMOCROMATOSE - Doença congênita

em que o ferro se deposita

nos tecidos e interfere no metabolismo.

Diabetes brônzeo.

HEMOCULTURA - Técnica destinada

a evidenciar micróbios existentes

no sangue; consiste em colocar

certa quantidade de sangue em um

meio apropriado à proliferação desses

micróbios.

HEMODIÁLISE - Procedimento utilizado

em medicina nos casos de insuficiência

renal aguda, através de

aparelho (dialisador) que promove

a eliminação do sangue com impurezas

e reposição de sangue novo.

Exemplo: o rim artificial.

HEMOFILIA - Doença rara em que

o sangue não coagula. Normalmente,

se um vaso sangüíneo se abre,

inicia-se uma ação química complicada

que resulta no fato de parte do

sangue se tornar gradualmente sólido,

formando um coágulo. Se isso

não acontecesse, nós estaríamos

sujeitos a sangrar até morrer, com

um pequeno corte. Na hemofilia,

falta um fator necessário para o processo

de coagulação. A doença é

congênita, isto é, a pessoa nasce

com ela. Ela só atinge os homens,

mas a condição é “carregada” pelas

mulheres, que a transmitem para

os filhos homens. A hemofilia pode

ser tratada com injeções regulares

do fator de coagulação ausente.

HEMOFTALMIA - Hemorragia no

olho.

HEMOGLOBINA - Matéria corante

dos glóbulos vermelhos.

HEMOGLOBINÚRIA - Presença de

hemoglobina na urina.

HEMOGRAMA - Quadro que resulta

da contagem e classificação dos elementos

do sangue.

HEMÓLISE - Destruição dos glóbulos

vermelhos com liberação de

hemoglobina.

HEMOLÍTICO - Que destrói as

hemácias.

HEMOPERITÔNIO - Derrame sangüíneo

na cavidade peritonial.

HEMOPHILUS INFLUENZAE -

Bactéria que causa infecções secundárias

na gripe.

HEMOPHILUS PERTUSSIS -

Bacilo da coqueluche.

HEMOPOESE - O mesmo que Hematopoese.

HEMOPTISE - Termo médico para

expectoração de sangue. O sangue

pode estar presente no escarro em

alguns traços; é, geralmente, vermelho

claro e, em alguns casos, pode

ser espumoso. Existem várias causas,

entre elas infecções no peito e

na garganta, e também doenças cardíacas,

câncer de pulmão e coágulo

de sangue no pulmão. A tuberculose

é uma causa de hemoptise, que

pode ser tratada prontamente com

remédios modernos. Nem mesmo

uma hemoptise minúscula deve ser

ignorada. Os raios X do peito e outros

exames facilitam o tratamento

imediato.

HEMORRAGIA - Termo geral para

sangramento. Hemorragia interna é

quando o sangramento ocorre dentro

do organismo, e hemorragia externa

é quando o sangue escapa para

o lado de fora. A maioria dos

sangramentos se deve a pequenos

acidentes, e muitas pessoas ficam

excessivamente alarmadas ao avistar

sangue. Lembre-se da experiência

de milhares de doadores de sangue,

que doam 0,5 litro de uma só

vez, para ver que se pode perder

uma quantidade de sangue sem que

haja efeitos prejudiciais.

Para os sangramentos, como cortes,

o melhor tratamento é fazer uma

pressão sobre a parte atingida; isso

é feito aplicando-se um lenço, gaze

ou algodão e enfaixando-se firmemente.

A parte sangrando deve

ser levantada - por exemplo, se a

mão estiver sangrando, o paciente

deve deitar-se na cama, com a mão

descansando sobre a cabeceira. O

curativo não deve ser mexido, pois

isso pode interromper a coagulação;

mas, se o sangramento continuar,

deve-se aplicar mais uma bandagem

firme, em cima da primeira. O uso

de um torniquete raramente é

necessário. Na verdade, às vezes, é

perigoso, porque um torniquete mal

aplicado pode aumentar o sangramento.

HEMORRAGIA NASAL (EPISTAXE)

- O melhor tratamento é sentar-se à

frente de uma pia com a cabeça levemente

para frente, a boca aberta,

e uma rolha entre os dentes. O paciente

deve respirar pela boca e não

engolir, mas deixar que o sangue

escorra pela boca. O nariz deve ser

apertado firmemente com os dedos,

e um envoltório frio deve ser colocado

no cavalete do nariz. A razão

pela qual o sangramento do nariz

não pára é que os pacientes quase

sempre engolem o sangue que escorre

do fundo do nariz. Cada gole

move os músculos da boca e provoca

um esforço no vaso sangüíneo,

que expulsa o coágulo. Pelas medidas

descritas, os vasos não são perturbados,

de modo que se forma um

coágulo e o sangramento pára. Durante

as vinte e quatro horas seguintes,

os alimentos e as bebidas devem

ser frios.

HEMORRAGÍPARO - Que provoca

hemorragia.

HEMORRÓIDAS - Pequenos vasos

sangüíneos dilatados que ocorrem

na região do ânus - a saída do intestino.

Elas são semelhantes às varizes.

Podem causar irritação e alguma

dor, ou sangramento do intestino - principalmente depois da evacuação.

Às vezes, também uma

hemorróida “desce” e se projeta

para fora do ânus. As hemorróidas

podem reagir a um tratamento com

supositórios e pomada, duas vezes

por dia, durante três semanas ou

menos. A ação do intestino deve

continuar normal. As hemorróidas

também podem ser tratadas com

uma injeção de uma substância química,

que faz com que elas se contraiam.

Às vezes é necessário

removê-las com uma cirurgia, ou

tratá-las pela dilatação do ânus, com

uso de anestesia. A cirurgia, apesar

de incômoda nos primeiros dias,

geralmente é bem-sucedida. As

hemorróidas às vezes ocorrem na

gravidez, devido ao aumento da

pressão provocado pela criança em

desenvolvimento; essas geralmente

reagem ao tratamento conservador

e desaparecem logo após o

parto - quando a pressão abdominal

volta ao normal. No caso de

hemorróidas ou desconforto anal,

que não reajam a um tratamento

caseiro de 10 dias, deve-se procurar

um médico.

HEMORROIDECTOMIA - Operação

para retirada de hemorróidas.

HEMÓSTASE - Hemostasia. Parada

de uma hemorragia.

HEMOSTASIA - Hemóstase. Mecanismo

responsável pela manutenção

do equilíbrio entre os fenômenos de

deformação e lesão do coágulo

sangüíneo.

HEMOSTÁTICO - Que detém hemorragia.

HEMOTÓRAX - Presença de sangue

na cavidade pleural.

HEPARINA - Um anticoagulante

muito usado. É um polissacarídeo

contendo enxofre.

HEPATALGIA - Dor no fígado.

HEPATECTOMIA - Operação que

retira parte do fígado.

HEPÁTICO - Relativo ao fígado.

HEPATICOSTOMIA - Operação

para abrir uma fístula do canal hepático

para o exterior.

HEPATITE - Inflamação do fígado. O

fígado pode ser atacado por vírus

da corrente sangüínea ou do aparelho

digestivo. Quando isso ocorre,

a bílis não consegue escapar do fígado,

e dessa forma vai para trás,

dentro da corrente sangüínea, provocando

a icterícia. (V. Icterícia, Alcoolismo,

Vesícula biliar e Fígado.)

HEPATIZAÇÃO - Transformação em

tecido semelhante ao fígado (como

ocorre em certas pneumonias).

HEPATÓCITO - Célula hepática,

unidade morfofuncional do fígado

que desempenha inúmeras funções

no metabolismo de carboidratos,

gorduras e proteínas.

HEPATOMA - Neoplasia de células

hepáticas. Sensu lato: todo tumor

primitivo do fígado. Sensu strictu:

hepatocarcinoma, carcinoma, de células

hepáticas, tumor primário

maligno mais comum.

HEPATOMEGALIA - Aumento de tamanho do fígado.

HEPATOPATIA - Toda afecção do fígado.

HEPATOPEXIA - Fixação do fígado.

HEPATOPTOSE - Queda do fígado.

HEPATORRAFIA - Sutura do fígado.

HEPATOTOMIA - Incisão do fígado.

HERMAFRODITA - Com duplo sexo.

HERMÉTICO - Impenetrável ao ar.

HÉRNIA (QUEBRADURA) - O espaço

do abdome é ocupado por vários

órgãos, inclusive os intestinos,

que formam um longo tubo enrolado.

As paredes do abdome na frente

são formadas de camadas de

músculo. Se ocorrer um enfraquecimento,

uma parte do intestino

pode se introduzir entre as camadas

de músculo e vir a se situar

embaixo da pele. Isso é conhecido

como hérnia. O lugar comum é a

virilha (parte mais fraca do abdome),

particularmente nos homens,

onde há uma abertura pela qual a

estrutura passa para o testículo. Se

ela for esticada, pode haver uma

quebradura. As quebraduras ocorrem

em outras posições - ao redor

do umbigo, ou no lugar de cicatrizes

de antigas operações. O melhor

tratamento é sempre uma cirurgia.

Se o espaço pelo qual o intestino se

projetou puder ser suturado firmemente,

a quebradura estará curada.

A ação de levantar muito peso, a

tosse crônica, etc. podem ser causas

da hérnia. Os fumantes têm que

parar de fumar antes e depois da

cirurgia.

A maioria das hérnias mostra-se

como uma dilatação na virilha, que

se torna maior com a tosse, o esforço,

etc. A dor não se manifesta a

não ser que o conteúdo da hérnia

seja torcido ou apertado. A hérnia

pode, então, ficar dolorida e não se

retrair para dentro do abdome, mesmo

que você fique deitado. Geralmente,

requer tratamento cirúrgico

urgente. (V. Hérnia do hiato.)

HÉRNIA DIAFRAGMÁTICA - Passagem

de uma víscera abdominal ou

de parte dela através do diafragma

para o tórax.

HÉRNIA DO HIATO - Hérnia interna

em que a parte superior do estômago

fica saliente através da abertura,

no diafragma, que serve para

a passagem do esôfago. O conteúdo

ácido do estômago, portanto,

pode passar pelo esôfago sensível,

provocando dor e inflamação. A

condição é agravada por excesso de

peso e roupas muito apertadas.

Abaixar para fazer serviços domésticos

e deitar de costas fazem com

que o ácido flua dentro do esôfago.

Para abaixar, deve-se flexionar apenas

a junta do joelho, e a cabeceira

da cama deve ser levantada sobre

livros ou tijolos. Antiácidos e remédios

são úteis. A cirurgia para a cura

é grande e é reservada para os casos

graves.

HÉRNIA ESTRANGULADA - Hérnia

que sofreu torção ou compressão,

causando necrose na parte

herniada.

HÉRNIA IRREDUTÍVEL - Hérnia que

não se consegue reduzir. O órgão

ou parte dele que deixou seu alojamento

natural não volta ali; é preciso

intervenção cirúrgica.

HERNIOTOMIA - Quelotomia ou

celotomia; operação para cura radical

de uma hérnia.

HERÓICO (MEDICAMENTO) -

Medicamento muito enérgico, de

alta eficácia, embora possa apresentar

inconvenientes.

HEROÍNA - Droga opiácea que produz

dependência física e psíquica.

Seu uso é acompanhado de tolerância

farmacológica e os principais

métodos de auto-administração é

por via endovenosa. Os sintomas

que ela produz são: sonolência ou

estupor, porém em geral extrema

euforia e “sensação de orgasmo”.

No caso de intoxicação ocorre depressão,

principalmente respiratória,

hipotensão, sonolência e coma;

e é elemento importante para o diagnóstico

a miose pupilar. Quando

da abstinência ocorrem bocejos,

lacrimejamento, secreção nasal,

pele arrepiada, midríase, dores principalmente

musculares e o paciente

fica inquieto, irritável, nervoso.

Quando em coma ou intoxicações

graves recomenda-se o uso da

nalorfina na dose de 2 a 10 mg

intramuscular. O efeito surge em

minutos, mas pode, em um dependente

de opiácio, desencadear-se

uma síndrome de abstinência grave,

quando então se deve administrar

morfina ou droga semelhante e

encaminhar o paciente para tratamento

de desintoxicação lenta.

HERPES - Um vírus que produz um

grupo de bolhas numa região de

pele inflamada. As bolhas (vesículas)

têm cabeças brancas contendo

um fluido. Existem dois tipos:

herpes-zoster é o nome para cobreiro

(V. Herpes-Zoster.), e uma

outra variedade, a herpes simples -

que se desenvolve em regiões como

os lábios, geralmente durante outras

doenças, como o resfriado, por

exemplo. Mantenha as bolhas secas.

Pode-se aplicar essência cirúrgica

de vez em quando, e um pó especial.

Elas geralmente desaparecem

em alguns dias, sem deixar marcas.

Uma variação da herpes simples

afeta a região genital. (V. Doenças

sexualmente transmissíveis.)

HERPES SIMPLES - Dermatovirose

de quadro clínico variável, desde

benígno até grave, causada por

herpesvirus hominus tipo I e II.

HERPES GENITAL - Moléstia causada

por vírus (o herpesvirus hominis),

que promove infecções de gravidade

variável, as quais são de interesse

dermatológico, entre elas, a

vulvovaginite. O herpes genital é

provocado pelo vírus do herpes

simples e está atualmente em grande expansão. O período de incubação é

curto (2 a 6 dias); começa por coceira

na glande ou no prepúcio, ou em

ambos, e pontadas no local. Surgem

depois pequenas elevações (pápulas)

que se tornam vesículas (espinhas ou

pequenas bolhas), abrem-se em pequenas

feridas que, em 8 ou 10 dias,

começam a regredir, mas podem voltar.

É contagioso e afeta o parceiro

sexual.

HERPES-ZOSTER - Uma infecção

virulenta, quase como a catapora,

na qual o dano está confinado a uma

região preenchida por um nervo. O

local comum é o tronco, mas pode

também ocorrer na face ou nos

membros. Geralmente há um ardor

antes de outros sintomas, seguido

de uma erupção. Pequenas manchas

na pele ficam inflamadas, e sobre

elas ficam pequenos pontos com

extremidades brancas numa faixa

da pele preenchida por um nervo.

No tronco, elas seguem um círculo

de trás para frente; geralmente duram

algumas semanas e, então, cedem.

Na maioria das vezes, a recuperação

é total em três semanas

mais ou menos, mas às vezes - principalmente

na velhice - há uma dor

persistente depois que desaparece

a erupção. As loções sedativas,

como a calamina, podem ser úteis,

e os agentes antivírus disponíveis

sob prescrição médica podem reduzir

a severidade da dor e inflamação,

se forem tomados logo. As pessoas

mais idosas, às vezes, recebem

a ajuda de comprimidos analgésicos

especiais para a dor pós herpeszoster.

Pessoas suscetíveis podem

pegar catapora de pessoas com herpes-

zoster.

HERPÉTICO - Relativo ao herpes.

HERPETIFORME - Semelhante ao

herpes.

HERXHEIMER (REAÇÃO DE) -

Exacerbação temporária das manifestações

sifilíticas sob influência

do tratamento.

HETEROGÊNEO - De natureza e de

espécie diferentes.

HETEROINFECÇÃO - Infecção por

germes vindos do exterior.

HETERÓLOGO - Derivado de espécie

diferente.

HETEROPLASTIA - Enxerto de tecidos

de outra pessoa.

HIALINO - Cristalino, vítreo.

HIALÓIDE - Transparente.

HIATO - Abertura, espaço.

HIBERNAÇÃO - Sono artificial prolongado.

Sonoterapia.

HÍBRIDO - Produto de pais de espécies

diferentes.

HIDÁTICO (CISTO) - Cisto formado

pela larva da tênia.

HIDRADENITE - Inflamação de uma

glândula sudorípara.

HIDRAGÍRIO - O mesmo que Mercúrio.

HIDRAGIRISMO - Intoxicação crônica

pelo mercúrio.

HIDRÂNIO - Excesso de líquido

aniótico.

HIDRARTROSE - Presença de líquido

numa articulação.

HIDRATAÇÃO - Introdução de água

no organismo. Método utilizado em

certas doenças que retiram muito

líquido do corpo como a diarréia

persistente, quando se recomenda o

uso de soro.

HIDRATADO - Tratado com água ou

que se recuperou pela hidratação.

HIDRATO - Composto que contém

uma ou mais moléculas de água.

HIDREMIA - Excesso do plasma no

sangue.

HÍDRICO - Relativo à água.

HIDROCARBONADO - Glicídio,

hidrato do carbono, carboidrato.

Composto com hidrogênio e carbono.

HIDROCEFALIA - Aumento anormal

da quantidade de líquido na cavidade

craniana.

HIDROCELE - Acumulação de fluido

no escroto. Pode estar presente

já no parto, ou se desenvolver mais

tarde. Não é grave, mas pode ser

incômodo. Retirar o fluido através

de uma agulha dá um alívio temporário,

mas o melhor tratamento é

uma pequena cirurgia.

HIDROCORTISONA - Hormônio

esteróide do córtex supra-renal.

HIDRÓFILO - Que absorve umidade.

HIDROFOBIA - O mesmo que Raiva.

HIDROGINÁSTICA - Ginástica realizada

em piscinas, predominando

o trabalho aeróbico e o alto consumo

calórico. Indicada para obesos.

HIDROLATO - Água destilada.

HIDRÓLISE - Decomposição de uma

substância pela ação da água.

HIDROMA - Cisto contendo líquido.

HIDRONEFROSE - Dilatação dos

cálices renais pela contração dos

ureteres.

HIDROPERICÁRDIO - Derrame

seroso no pericárdio.

HIDRÓPICO - Relativo à hidropisia

ou ascite.

HIDROPISIA - Acumulação de serosidades

no tecido celular ou em uma

cavidade do corpo. (V. Edema.)

HIDROPNEUMOTÓRAX - Presença

de líquido e ar na pleura.

HIDRORRAQUE - Acumulação

anormal de líquido cérebro-espinhal

na cauda eqüina.

HIDRORRÉIA - Descarga abundante

de líquido. O mesmo que hidrorragia.

HIDROSADENITES - Abcesso por

infecção das glândulas sudoríparas

comum nas axilas.

HIDROSE - Sudação excessiva. O

mesmo que Hiperidrose.

HIDROSSALPINGE - Acumulação

de líquido distendendo uma trompa

de Falópio.

HIDROTERAPIA - Tratamento pela

água.

HIDROTÓRAX - Derrame na cavidade

pleural.

HIDRÓXIDO - O mesmo que Hidrato.

HIDRÚRIA - Urina excessiva e com

baixa densidade, quase aquosa.

HIGÉIA - A deusa da saúde na mitologia

grega. Daí provém a palavra

“Higiene”.

HÍGIDO - O mesmo que sadio.

HIGROMA - Tumor com origem em

tecido linfático, presente desde o

nascimento, também conhecido

como “linfagioma”.

HIGRÔMETRO - Aparelho para determinar

o grau de umidade do ar.

HIGROSCÓPICO - Hidrófilo. Que

absorve umidade do ar.

HILO - Depressão em um órgão, por

onde passam vasos e nervos.

HÍMEN - Prega membranosa que fecha

parcialmente o orifício externo

da vagina.

HIMENORRAFIA - Sutura do hímen.

HIMENECTOMIA - Incisão do

hímen.

HIÓIDE - O único osso do corpo que

não se articula com nenhum outro.

Situado na porção posterior da

faringe. É também chamado “o osso

da língua”.

HIPER - Prefixo grego que significa

“acima” e indicando um excesso,

um aumento ou uma posição superior

Exemplo: Dieta hipercalórica

(com maior quantidade de calorias).

HIPERACIDEZ - Excesso de acidez.

HIPERACUSIA - Extrema acuidade

do sistema de audição.

HEPERALGESIA - Excesso de sensibilidade

à dor.

HIPERBÁRICO - Pressão maior do

que a pressão atmosférica.

HIPERCALCEMIA - Excesso de cálcio

no sangue.

HIPERCALIEMIA - Excesso de potássio

no sangue.

HIPERCAPNIA - Excesso de dióxido

de carbono no sangue.

HIPERCELULARIDADE - Estado

que decorre do processo de hiperplasia

correspondente a aumento

no número de células. Quando

aumenta de tamanho chama-se

“hipertrofia”.

HIPERCERATOSE - Lesões da pele

com excessiva produção de ceratina

ou queratina.

HIPERCINESIA - Motilidade ou contrações

musculares excessivas.

HIPERCLORIDRIA - Excesso de ácido

clorídrico no suco gástrico.

HIPERCOLESTEROLEMIA - Excesso

de colesterol no sangue.

HIPERCROMIA - Excesso de pigmentação.

HIPERÊMESE - Vômitos excessivos.

HIPEREMIA - Aumento da quantidade de sangue.

HIPEREMIA PASSIVA DE BIER - Hiperemia que se consegue mediante compressão das veias por

meio de garrote ou atadura.

HIPERESPLENISMO - Aumento de

volume do baço com inibição da

maturação das células da medula

óssea.

HIPERESTESIA - Aumento da sensibilidade.

HIPEREXCITABILIDADE - Facilidade

de excitação de um nervo ou fibra

motora.

HIPERFAGIA - Bulimia, fome em excesso,

fome canina. Ingestão excessiva

de alimentos. Pode apresentarse,

além da forma normal, sob a

forma de compulsão alimentar, com

grande ingestão de alimentos em

curto período de tempo.

HIPERFORIA - Elevação de um eixo

visual em relação a outro.

HIPERGLICEMIA - Excesso de

glicose no sangue.

HIPERGLOBULIA - Aumento do

número de glóbulos vermelhos no

sangue.

HIPERGONADISMO - Secreção excessiva

de hormônios sexuais produzindo

puberdade precoce.

HIPERIDROSE - Sudação excessiva.

HIPERINSULINEMIA - Excesso de

insulina na corrente sangüínea; é

freqüente nos casos de obesidade do

tipo andróide, junto com resistência

orgânica à ação da insulina, que

muitas vezes produz o quadro de

diabetes.

HIPERINSULINISMO - Secreção excessiva

de insulina pelas ilhotas de

Langherans do pâncreas.

HIPERLEUCOCITOSE - Leucocitose,

excesso do número de leucócitos.

HIPERLIPIDEMIA - Excesso de

gorduras no sangue, de colesterol,

de triglicerídeos, ou de ambos.

Freqüente na obesidade do tipo

andróide.

HIPERMETROPIA - Refração anormal

no olho; os raios luminosos vão

reunir-se atrás da retina.

HIPERMIOTONIA - Aumento da

tonicidade muscular.

HIPERMOTILIDADE - Aumento

exagerado da atividade motora.

HIPERNATREMIA - Excesso de

sódio no sangue.

HIPERONIQUIA - Espessamento

das unhas.

HIPEROPIA - O mesmo que Hipermetropia.

HIPEROSTEOSE - Hipertrofia do tecido

ósseo.

HIPERPARATIREOIDISMO - Excessiva

secreção do paratormônio.

HIPERPIESE - Pressão arterial elevada.

HIPERPIREXIA - Febre muito alta,

acima de 40 ºC.

HIPERPITUITARISMO - Secreção

excessiva dos hormônios da hipófise

anterior, especialmente a

somatotropina ou hormônio de crescimento.

HIPERPLASIA - Crescimento excessivo

do número de células, freqüente

em crianças na época da puberdade,

que engordam, por que as alterações

hormonais costumam favorecer

a multiplicação nas células de

gordura. Desenvolvimento deficiente

de um órgão.

HIPERPLASIA BENIGNA DA PROSTATA

- É o aumento da glândula

prostática, de natureza benigna, que

ocorre nos homens após os 40 anos

de idade. Pode causar obstrução e infecção

do trato urinário. Deve ser diferenciado

do adenocarinoma de

próstata, tumor maligno, porém possível

de cura quando diagnosticado

precocemente.

HIPERPNÉIA - Respiração acelerada.

HIPERSECREÇÃO - Aumento da

secreção.

HIPERTENSÃO - (V. Pressão arterial.)

HIPERTENSÃO ARTERIAL ACELERADA

OU MALIGNA - Caracterizada

por pressão arterial diastólica

ou mínima em geral superior a 120

mmHg, presença de exudatos, hemorragias

e/ou edema de papila,

freqüentemente, no exame de fundo

de olho e uma insuficiência renal

aceleradamente progressiva,

que conduz o paciente à morte em

até 2 anos após o início do quadro,

a menos que o paciente faleça antes,

de um acidente vascular cardíaco

ou cerebral, ou seja, tratado precoce

e convenientemente. Inicialmente

o termo “acelerada” foi usado

como sinônimo, em substituição

ao termo maligna, para evitar confusão

com processos tumorais malignos.

Nos últimos anos alguns autores

chamam hipertensão arterial

acelerada aquela que se acompanha

de exsudatos e hemorragias ao exame

de fundo de olho, reservando o

nome hipertensão arterial maligna

para os casos em que, além de

exsudatos e hemorragias, se encontra

edema de papila ao exame da

retina através de um oftalmoscópio.

HIPERTENSÃO ARTERIAL MALIGNA

- (V. Hipertensão arterial acelerada

ou malígna.)

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊ-

MICA - Atualmente não pode mais

ser vista apenas como uma condição

clínica em que as cifras tensionais

estão acima de um determinado valor.

Na verdade a hipertensão arterial

existe num contexto sindrômico,

com alterações hemodinâmicas,

tróficas e metabólicas,

entre as quais a própria elevação dos

níveis tensionais, as dislipidemias,

a resistência insulínica, a obesidade

centrípeta, a microalbuminúria,

a atividade aumentada dos fatores

de coagulação, a redução da complacência

arterial e a hipertrofia

com alteração da função diastólica.

Os componentes da síndrome

hipertensiva são muitas vezes fatores

de risco cardiovascular independentes.

Os esquemas terapêuticos

antigos, propostos com a intenção

única de baixar os níveis tensionais,

não obtiveram uma redução da

morbidade e mortalidade como esperado,

a despeito de uma redução

eficaz dos níveis pressóricos.

Ao tratar a hipertensão devemos ter

em mente os fatores de risco associados

e o impacto do tratamento

nestes fatores. Uma droga por vezes

benéfica para a redução da PA é

maléfica em relação a outro componente

da síndrome, como por

exemplo uma droga pode induzir

hiperglicemia ou dislipidemia. Assim,

apesar de um controle satisfatório

da PA outros fatores de risco

potencialmente maiores podem

se sobrepor, não melhorando a situação

clínica do paciente.

Assim o tratamento atual da hipertensão

arterial sistêmica não deve

se resumir simplesmente à redução

dos níveis pressóricos.

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÓ-

LICA DOMINANTE - É a condição

onde as duas pressões, sistólica

e diastólica, estão aumentadas com

aumento predominante da pressão

sistólica. Ocorre em várias condições,

especialmente com a idade

avançada.

HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÓ-

LICA PURA OU ISOLADA - Nesta

forma de hipertensão apenas a

pressão arterial sistólica ou máxima

encontra-se aumentada, permanecendo

a pressão diastólica ou

mínima normal ou até diminuída.

A incidência de hipertensão arterial

sistólica aumenta com a idade, mas

esta não é a única causa conhecida

de hipertensão sistólica, embora

seja a mais comum.

HIPERTENSÃO PORTA - Síndrome

caracterizada por aumento dos níveis

pressóricos do sistema porta

hepático, com conseqüente desvio

do sangue portal para fora do

fígado, geralmente causada por

cirrose. A principal tradução anatômica

desse desvio é representada

pelo aparecimento das varizes

esofágicas.

HIPERTENSÃO PULMONAR -

Pressão aumentada na circulação

pulmonar ocasionada por diversa

doenças.

HIPERTENSÃO RENOVASCULAR -

A hipertensão arterial tem como

uma das possíveis causas a estenose

das artérias renais ou de seus ramos,

situação esta denominada “hipertensão

renovascular”. O tratamento

cirúrgico pode permitir a cura,

evitando-se as complicações da hipertensão

arterial e o uso de medicamentos

por toda a vida.

HIPERTENSO - Com tensão arterial

elevada, a máxima de 15 para cima.

A mínima é de 10 ou mais, nesse

caso.

HIPERTERMIA - Elevação da temperatura

do corpo sem os outros sinais

de febre.

HIPERTIMIA - Estado mental com

impulso a ações repentinas.

HIPERTIREOIDISMO - Doença de Basedow, Doença de Graves, bócio

exoftálmico. Excesso de hormônio

da tireóide na corrente sangüínea,

ou por doença da glândula tireóide,

que aumenta o seu funcionamento,

ou pelo uso demasiado de hormônios

tireoideanos, prática não recomendável

por ser perigosa, porém

comum em tratamentos para emagrecer.

Quando a glândula tireóide

funciona mais que o normal.

HIPERTRICOSE - Crescimento excessivo

dos cabelos ou pêlos.

HIPERTROFIA - Aumento no tamanho

das células. Quando a pessoa

engorda, as células aumentam de

tamanho até certo limite, e daí passam

a multiplicar-se. O mesmo que

Hiperplasia.

HIPERTROFIA PROSTÁTICA BENIGNA

- Esta é a forma mais comum

do problema de próstata - uma

simples dilatação da glândula com

o aumento da idade.

Se as suas funções urinárias não

estiverem funcionando normalmente,

ou se você sente dor ao urinar,

ou um desconforto na bexiga

ou nos órgãos sexuais, isso pode ser

alguma coisa passageira, mas pode

ser um indício de uma próstata

dilatada.

Se isso acontecer, aja rapidamente,

não fique acanhado; isso é uma doença

comum, principalmente nos

homens mais idosos. Uma leve dificuldade

para urinar pode progredir

para uma total inabilidade em

fazê-lo, o que requer a inserção de

um cateter (sonda). Consulte um

médico imediatamente, porque

uma demora pode provocar um

dano sério e/ou obrigar a uma cirurgia

maior.

O tratamento requer uma prostatectomia

- cirurgia fácil hoje em

dia. Freqüentemente, ela é realizada

através de um tubo minúsculo

inserido na uretra.

A cirurgia consiste na remoção de

parte da glândula atingida. Ela normalmente

não afeta a vida amorosa

ou o prazer sexual. Por motivos

anatômicos, a ejaculação do fluido

seminal geralmente passa toda, ou

na sua maioria, dentro da bexiga,

em vez do que ocorria anteriormente.

Consulte o cirurgião para ver se

pode ser feito algum tratamento especial

para preservar a fertilidade,

e se os prazeres sexuais serão afetados

e, então, aceite as garantias

deles, pois é importante manter a

confiança. (V. Impotência, Freqüência

de Urina, Retenção de Urina.)

HIPNAGOGO - O mesmo que Hipnótico.

HIPNÓGENO - O mesmo que Hipnótico.

HIPNOSE - A hipnose é definida

como um estado parecido com o

sono, no qual podem ser induzidos

fenômenos de alucinação, distúrbio

de memória e comportamento alterado.

No entanto, isso se refere a

um estado profundo, que é menos

comum; para propósitos práticos, a

hipnose na maioria dos casos pode

ser considerada como um estado de

relaxamento físico e mental.

O conceito leigo de hipnose está geralmente

relacionado com o show

biz, com sua apresentação dramática.

Mas o que é a hipnose e como

ela funciona continuam sendo um

mistério. Portanto, os métodos de

iniciação e usos clínicos ainda estão

evoluindo. Tradicionalmente,

ela é usada em várias condições, até

mesmo na asma, enxaqueca e colite,

nas neuroses, no parto e na ginecologia,

nas doenças de pele e odontologia.

Mas as suas aplicações mais úteis

são na clínica geral, e estão relacionadas

a muitas reações de estresse

que as pessoas têm por problemas

de trabalho, dinheiro, casa e casamento,

por experiências desagradáveis,

como um roubo, tempestades

e exames, e para ajudar as pessoas

a parar de fumar e a emagrecer. Na

maioria dos casos é necessária somente

uma investigação simples do

psique e do passado do paciente.

Uma simples eliminação do sintoma,

ou melhor, uma tolerância do

sintoma pode bem ser o método

mais útil no futuro. Com uma crescente

tolerância e aceitação, a cobertura

ou a dificuldade psicológica

com que as pessoas enfrentam

os problemas diminui, e isso pode

vir seguido de uma redução na reação

de estresse do paciente para

com o seu estilo de vida. Às vezes,

a hipnose não ajuda; outras vezes,

ajuda até certo ponto, pois, como

muitos tratamentos, ela não é mágica.

Mas é melhor tentar, principalmente

se os remédios tradicionais

falharam, porque, na pior das

hipóteses, não acontece nada, e na

melhor, a qualidade de vida é

enriquecida. Não são raros os bons

resultados, mas nunca se pode dar

garantias.

HIPNÓTICO - Que faz dormir, narcótico;

relacionado com hipnotismo.

HIPNOTISMO - Estado em que o

controle do comportamento é reduzido;

o paciente é adormecido e induzido

a proceder mediante sugestão.

HIPO - Prefixo grego que significa

“abaixo” e indicando insuficiência,

diminuição ou posição inferior.

Exemplo: Dieta hipoprotéica (com

menor quantidade de proteína).

HIPOACUSIA - Diminuição de audição.

HIPOCLORIDRIA - Deficiência de

ácido clorídrico no suco gástrico.

HIPOCONDRIA - Estado mental caracterizado

por depressão e doentia

preocupação com o funcionamento

dos órgãos; preocupação excessiva

e infundada com a pópria

saúde; depressão com ansiedade.

HIPOCÔNDRIO - Região do abdome

de cada lado do epigastro.

HIPÓCRATES - O fundador da

medicina como ciência; viveu 400

anos a.C.

HIPOCROMIA - Falta de pigmentação.

HIPODÉRMICA - Subcutânea, debaixo

da pele.

HIPODERMÓCLISE - Injeção de

quantidade elevada de soro por via

subcutânea.

HIPOEMIA - Falta de sangue em

certa região.

HIPOGLICEMIA - Diminuição, abaixo

do teor normal (90 a 110) da taxa

de glicose no sangue.

HIPOGLOBIA - Diminuição do teor

de ferro nos glóbulos vermelhos ou

hemácias.

HIPOGONADISMO - Insuficiência

de secreção nas glândulas sexuais.

HIPOIDROSE - Diminuição da

transpiração.

HIPO-OSMIA - Diminuição do olfato.

HIPOPIESE - Hipotensão. Baixa da

pressão arterial.

HIPÓPION - Acúmulo do pus na câmara

anterior do olho.

HIPOPLASIA - Tendência a crescer

menos que o normal.

HIPOPROTEINEMIA - Diminuição

das proteínas no sangue.

HIPOPROTROMBINEMIA - Diminuição

da protrombina no sangue.

HIPOSPADIA - É um defeito congênito

no pênis, onde o meato (abertura)

uretal pode estar localizado em

qualquer ponto ao longo da haste

peniana ou no períneo. A correção

é sempre cirúrgica podendo ser necessária

mais de uma intervenção

para obtenção de bom resultado.

Pode ocorrer também na mulher,

provocando a abertura da uretra na

vagina.

HIPÓSTASE - Congestão passiva.

HIPOTÁLAMO - Estrutura no cérebro

que controla o funcionamento

das principais glândulas endócrinas.

É ainda o principal centro de controle

da ingestão de alimentos. Na

porção lateral do hipotálamo está o

centro da fome e na porção mediana

o centro da saciedade. Medicamentos

que inibem o apetite produzem

efeito ao agirem nestes centros.

HIPOTENSÃO - Diminuição anormal

da tensão arterial.

HIPOTERMIA - Temperatura do corpo

anormalmente baixa. (V. Temperatura.)

As pessoas mais idosas e os

bebês são menos capazes de manter

a temperatura normal e, nas épocas

de frio, requerem mais calor do que

a média. Para essas pessoas, um local

com uma temperatura de 21 oC

(ou 70 oF) deve ser ideal, mas as pessoas

diferem muito nas suas necessidades.

A hipotermia ocorre geralmente

quando o paciente idoso adquire

uma doença - como um resfriado

ou gripe - e não consegue se movimentar

normalmente.

HIPÓTESE - Sugestão para explicação

de um fenômeno.

HIPOTIREOIDISMO - Condição clínica

que decorre da deficiência da

produção de hormônios pela tireóide.

Causa mais comum é a tireoidite

de Hashimoto, doença causada

por anomalia do sistema imunológico.

Ela provoca a produção de

anticorpos que destroem a glândula

tireóide progressivamente, prejudicando

o seu funcionamento. Paciente

com hipotireoidismo não

compensado por doses do hormônio

tem tendência a engordar, visto que

o seu metabolismo fica mais lento.

Seu excesso produz a doença chamada

“cretinismo”, quando a glândula

tireóide funciona menos do que

o normal.

HIPOTONIA - Tonicidade abaixo do

normal.

HIPOVITAMINOSE - Deficiência de

vitaminas.

HIPOXIA - Falta de oxigênio.

HIRSCHPRUNG (DOENÇA DE) -

(V. Megacólon.)

HIRSUTISMO - Desenvolvimento

anormal dos pêlos na mulher.

HISTAMINA - Base orgânica eliminada

pelos tecidos e que produz

reações alérgicas.

HISTERALGIA - Dor no útero.

HISTERECTOMIA - Cirurgia para remover

o útero. O útero é um receptáculo

maravilhoso para o bebê em

desenvolvimento, mas não tem efeito

nenhum sobre a feminilidade em

geral. Como um ovário, ou os dois,

são geralmente retidos depois dessa

cirurgia, a mulher não precisa ter

medo de perder a feminilidade nem

dos sintomas de uma “menopausa”

repentina. Se os ovários tiverem que

ser removidos por causa de cistos

ou outra doença, a mulher poderá

receber comprimidos de reposição

de hormônios.

A histerectomia geralmente é realizada

por causa de menstruações intensas

e dolorosas, que ocorrem por

causa de fibromas. O alívio de descartar

a fonte das perdas de sangue

geralmente é bem mais importante

que as desvantagens da cirurgia. Depois

de seis a doze semanas, a mulher

deve se sentir totalmente recuperada,

e a atividade sexual geralmente

pode ser retomada depois do

primeiro retorno ao médico.

A histerectomia não tem efeitos sobre

mal-estar indefinido, depressão

e sintomas de menopausa - como o

excesso de sangue. As mulheres não

devem achar que a histerectomia é

uma cura para todos os males da

meia-idade.

HISTERECTOMIA SUBTOTAL -

Remoção do útero menos o colo.

HISTERIA - Distúrbio nervoso, no

qual o sofredor desenvolve sintomas

impressionantes, como paralisia total,

perda total da voz e perda total

dos sentidos, sem que haja qualquer

doença física. A personalidade anterior

do paciente devia mostrar

sempre uma tendência a movimentos

exagerados. A doença traz um

certo lucro, como a atenção ou um

modo de escapar de uma situação

desagradável, mas o processo mental

não é deliberado como no fingimento.

A histeria também tem um

sentido popular, quando aplicada a

uma pessoa que perde o controle.

Depois de algum choque, o paciente

pode pular e se contorcer, e entrar

em risadas ou lágrimas incontroláveis;

uma mão firme e palavras

ásperas trazem bons resultados -

mais do que a compaixão.

HISTERÓGENO - Que causa histeria.

HISTERÓIDE - Semelhante à histeria.

HISTEROMALACIA - Amolecimento

do útero.

HISTERÔMETRO - Instrumento

para medir o útero.

HISTEROMIOMA - Mioma uterino.

HISTEROMIOMECTOMIA - Excisão

de um mioma uterino.

HISTEROPATIA - Toda afecção do

útero.

HISTEROPEXIA - Operação para fixar

o útero.

HISTEROPTOSE - Queda do útero.

HÍSTERO-SALPINGOGRAFIA -

Exame radiológico do útero e das

trompas.

HISTEROTOMIA - Incisão no útero.

HISTEROTRAQUELORRAFIA -

Sutura do colo do útero.

HISTEROTRAQUELOTOMIA - Incisão

no colo do útero.

HISTEROTRAUMATISMO - Histeria

simulando traumatismo.

HISTIDINA - Um dos aminoácidos.

HISTOGÊNESE - A diferenciação dos

tecidos.

HISTOLOGIA - Estudo microscópico

dos tecidos e órgãos.

HISTORREXE - Ruptura do útero.

HODGKIN (DOENÇA DE) - Tumor

maligno do tecido linfóide.

HOMEOPATIA - Considerado atualmente

como um ramo da medicina.

Este sistema terapêutico foi desenvolvido

no século XIX por

Hahnemann, com base no princípio

chamado “Lei dos Semelhantes”.

Os doentes são tratados com remédios

que produzem nos sãos os mesmos

sintomas da doença; é a teoria

do Similia similibus curantur.

HOMEOPLASTIA - Enxerto com

tecido do próprio paciente em si

próprio.

HOMEORRESE - Capacidade de

manter o canal de crescimento.

HOMEOTÉRMICO - Que mantém

a temperatura sempre igual.

HOMOLATERAL - Do mesmo lado.

HOMÓLOGO - De situação semelhante.

HOMÔNIMO - Que tem o mesmo

nome.

HOMOSSEXUALIDADE - Atração

sexual entre pessoas do mesmo sexo

(termo usado geralmente para os

homens). Quase todo mundo é, até

certo ponto, bissexual. Se um homossexual

está bem adaptado, não há sugestão para tratamento. Existem

reivindicações de que, às vezes,

um tratamento psiquiátrico

pode reverter a situação.

É normal que alguns jovens tenham

algumas tendências homossexuais

na adolescência, e talvez até depois

dos 20 anos; essa é uma fase bem

comum de estímulos sexuais, e esses

jovens não devem cometer o erro

de achar que devem ser homossexuais

para o resto da vida, ou permitir

que sejam conduzidos desnecessariamente

nessa direção. Grande parte

dos homossexuais ativos entregam-

se a isso mais por experiência

e excitação do que por necessidade.

Algumas autoridades acreditam que

a população homossexual masculina

é um reservatório de infecção de

doenças venéreas. É mais difícil

encontrar parceiros estáveis, então,

o sexo ocasional é mais comum

(apesar de que a Aids trouxe um

comportamento mais cuidadoso por

parte da maioria dos homossexuais).

(V. Lesbianismo.)

HONORÁRIOS - Pagamento dos

serviços.

HORDÉOLO - Terçol, inflamação de

uma glândula sebácea da pálpebra.

HORMONAL - Relativo aos hormônios.

HORMÔNIO ANTIDIURÉTICO -

Hormônio produzido na hipófise

cuja falta produz o diabetes renal.

HORMÔNIO DO CRESCIMENTO

- Conhecido pela sigla GH, do inglês

growth hormone, é produzido

na hipófise. Muito importante na

vida adulta, a sua deficiência causa

a redução da massa muscular e o

acúmulo de tecido adiposo, especialmente

no abdome.

HORMÔNIOS - Substâncias químicas

segregadas diretamente no sangue

pelas glândulas endócrinas, que

afetam várias funções do organismo.

Existem vários tipos, entre eles

os hormônios sexuais. Quando as

glândulas estão perturbadas, a reposição

do hormônio apropriado

geralmente pode ser efetuada artificialmente.

Esse é o fundamento

lógico para a terapia de reposição

de hormônios na menopausa (V.

Menopausa.) quando o ovário pára

de produzir estrogênio. Alguns

hormônios estão, direta ou indiretamente,

ligados à deposição de

gordura corporal, sendo os principais:

os tireoideanos, o cortisol, a

testosterona, o estradiol, a progesterona,

a insulina e o hormônio do

crescimento.

HORMÔNIOS TIREOIDEANOS -

Contam-se entre os principais, a

triiodotironina e a tiroxina. (V.

Tiroxina.)

HORRIPILAÇÃO - Ereção dos pêlos.

HOSPEDEIRO - Organismo onde

vive um parasito.

HOSPITAL DE LYON - Na França,

o mais antigo do mundo, fundado

no ano de 580, e ainda funcionando.

HUMANIZADO (LEITE) - Leite de vaca com redução de gordura e aumento

do açúcar (lactose).

HUMOR - Qualquer líquido do organismo.

HUMOR AQUOSO - Líquido que

existe no globo ocular entre a íris, a

córnea e o cristalino.

HUMOR VÍTREO - Meio transparente

entre o cristalino e a retina.

HUMORAL - Relativo aos humores.

I.A.M. - Infarto agudo do miocárdio.

IATROGÊNICO - Causado pelo médico

ou pelo tratamento.

I.C.A. - Isquemia coronária aguda.

ICOR - Secreção purulenta que escorre

das úlceras.

ICOROSO - Pus ralo.

ICTERÍCIA - Coloração amarelada

que adquirem a pele e as mucosas

por causa do aumento nas taxas

sangüíneas das bilirrubinas. Uma

das funções do fígado (V. Fígado.)

é produzir a bílis - um líquido verde-

escuro armazenado abaixo do fígado,

numa bolsa conhecida como

“vesícula biliar”. Ela flui para dentro

do intestino, onde ajuda na digestão

de gorduras. Se a bílis não

consegue escapar para dentro do intestino,

ela é recuada para o fígado

e entra na corrente sangüínea. A

pele e o branco dos olhos se tornam,

por isso, amarelados (a primeira não

é visível nas raças amarela ou negra).

Isso é a icterícia. Qualquer que

seja a causa, o paciente se sente extremamente

mal, com vômitos, dores

no abdome e sem apetite. Existem

várias causas.

1) A icterícia pode ocorrer nos bebês

recém-nascidos, por imaturidade do

fígado, que não consegue agüentar

bem suas várias funções. Esse tipo

geralmente melhora em alguns dias,

mas pode ser tratado com terapia de

raios ultravioletas, se necessário.

Quando há incompatibilidade entre

os grupos sangüíneos dos pais - especialmente

do fator Rh (V. Fator

Rh.) -, a icterícia pode ser mais grave.

Se o tratamento com raios

ultravioletas não for eficaz, podem

ser necessárias transfusões para troca

do sangue.

2) Hepatite infecciosa (V. Hepatite.)

- o fígado pode ser atacado por

um vírus que causa inflamação, danificando

as células do fígado e

obstruindo os ductos que carregam

a bílis. Outros micróbios e vírus

podem também atacar o fígado. Às

vezes, a febre glandular é complicada

pela icterícia.

3) O bloqueio mecânico dos ductos

da bílis leva à icterícia. Às vezes,

desenvolvem-se cálculos na vesícula

biliar, e um deles pode obstruir

o ducto que leva a bílis para o intestino.

Esse ducto também pode

ser bloqueado por gânglios linfáticos

dilatados ou por um tumor.

4) Uma destruição excessiva das

hemácias, que ocorre em alguns

tipos de anemia, pode levar à icterícia.

5) Um dano às células do fígado,

causado por venenos, pode provo266

car a icterícia. Esses venenos incluem

o tetracloreto de carbono -

usado em lavagens a seco -, alguns

dos cogumelos venenosos e o consumo

excessivo de álcool. (V. Alcoolismo.)

Todos os tipos de icterícia necessitam

de atenção médica urgente.

Nos jovens, a forma mais comum é

a hepatite infecciosa. Ela se propaga

por meio de alimentos e bebidas

infectados e, às vezes, pelo contato

direto de pessoa para pessoa. Uma

forma de hepatite semelhante, mas

muito grave - a hepatite do soro -, é

adquirida diretamente do sangue

infectado e pode ser transmitida por

seringas sujas e, ocasionalmente, por

transfusões de sangue. Este é o motivo

pelo qual uma pessoa com uma

história anterior de icterícia nunca

pode ser um doador de sangue. É

possível ser um portador da doença

durante muitos anos, mesmo que a

pessoa esteja se sentindo perfeitamente

bem. Os toxicômanos dependentes

de drogas injetáveis correm

o risco de contrair a hepatite do soro

com seringas sujas, e a doença pode

ser transmitida por relações sexuais,

com pessoas que podem ser portadoras;

é comumente encontrada entre

os homossexuais.

O tratamento da hepatite infecciosa

consiste de repouso, dieta com

pouca gordura e abstinência total de

álcool. Não se deve tomar álcool

pelo menos durante seis meses,

mesmo que os sintomas tenham desaparecido

nas primeiras semanas.

Pode ocorrer uma recaída de icterícia,

se essa regra não for obedecida.

Em casos de hepatite do soro,

pode ser necessária a internação em

unidades especializadas do hospital,

para um tratamento intensivo.

ICTERÍCIA NEONATORUM - Icterícia

fisiológica, normal nos recémnascidos.

ICTÉRICO - Com icterícia. Relativo

à icterícia.

ICTERÓIDE - Semelhante à icterícia.

ICTIOSE - Condição de pele seca e

escamosa que às vezes é de família.

Pode ser aliviada mantendo-se

a pele constantemente lubrificada

com ungüentos especiais ou óleos

infantis.

ÍCTUS - Ataque súbito.

ÍCTUS APOPLÉTICO - Apoplexia,

congestão brusca e intensa.

IDADE ÓSSEA - Índice de desenvolvimento

do esqueleto; informa

sobre o tempo disponível para

crescer.

IDENTIFICAÇÃO MÉDICO-LEGAL - Identificação de pessoas ou de

seus restos pela utilização de técnicas

médico-legais.

IDIOPATIA - Origem não conhecida.

IDIOPÁTICO - Sem causa conhecida.

IDIOSINCRASIA - Sensibilidade

anormal e especial de certas pessoas

para determinadas substâncias.

IDIOTA - Pessoas com Q.I. abaixo

de 20.

ÍLEO - A segunda metade do intestino

delgado e sua terceira porção

(duodeno, jejuno e íleo). Parada na

movimentação intestinal.

ILEOCECAL - Referente ao íleo e ao

ceco.

ILEOPROCTOSTOMIA - Ligação

cirúrgica entre o íleo e o reto.

ILEORRETAL - Relativo ao íleo e ao

reto.

ILEOSTOMIA - Abertura artificial do

intestino delgado (íleo) para a

parede abdominal anterior. Essa cirurgia

geralmente é realizada quando

a maior parte do intestino delgado

(cólon) está doente - como na

colite ulcerativa - e precisa ser removida.

Ao contrário do câncer,

essa condição geralmente ocorre em

pessoas jovens. Há muitos jovens

saudáveis por aí convivendo bem

com esse problema. Apesar de o

conteúdo do intestino delgado ser

líquido, ele não tem cheiro, então,

esse constrangimento específico é

evitado. Sacos plásticos adesivos

fazem com que essa condição seja

bem fácil de se lidar, e preferível

aos infortúnios da colite grave.

Existem associações que dão conselhos

e suporte aos pacientes da

ileostomia. (V. Colostomia.)

ILHOTAS DE LANGERHANS - Grupos

celulares do pâncreas que segregam

a insulina.

ÍLIO - Osso da bacia, também chamado

“osso inominado”.

ILUSÃO - Visão de um objeto em

forma anormal.

IMAGEM - Quadro mental de um

objeto externo.

IMBECIL - Pessoa com Q.I. abaixo

de 50.

IMBIBIÇÃO - Absorção de um líquido.

IMBRICADO - Colocado um sobre

o outro, como as escamas de um

peixe.

IMC (ÍNDICE DE MASSA CORPORAL) - É a relação do peso (em

quilogramas) sobre a altura (em

metros) ao quadrado que classifica

o estado nutricional.

IMERSÃO - Mergulhar num líquido.

IMPALPÁVEL - Que não pode ser

sentido pelo tato.

IMPERFURADO - Completamente

fechado.

IMPETIGO - Doença infecciosa da

pele causada por um micróbio - o

estafilococo. Geralmente ataca o

rosto e o couro cabeludo, e é comum

nas crianças. Uma pequena

área da pele fica pruriente e inflamada

- perto do canto da boca - e,

começa a exsudar e formar cascas

amareladas. Se não for tratada, tende

a se espalhar rapidamente. Por

isso, deve-se procurar o médico o

quanto antes nas suspeitas de

impetigo. A região afetada deve ser

mantida seca, e deve-se fazer esforços

para evitar que o paciente a

coce, pois esse é um dos principais

motivos de a infecção se espalhar.

As roupas de cama, travesseiros,

lençóis e materiais de banho devem

ser rigorosamente separados e bem

fervidos antes de retornarem ao uso

geral. É uma doença que reage a

antibióticos. Diz-se também “impetigem”

e “salsugem”.

IMPLANTAÇÃO - Implante, enxerto.

IMPLANTE DE MARCAPASSO -

Colocação sob a pele de um aparelho

eletrônico, denominado “marcapasso”,

composto de um circuito

eletrônico gerador de impulsos

elétricos que são levados até o

coração por elétrodos fixados no

miocárdio que provocam contrações

regulares do coração quando

ele está acometido de bloqueio

atrioventricular ou com alterações

de seu ritmo de batimentos.

IMPONDERÁVEL - Que não tem

peso.

IMPOTÊNCIA - Incapacidade do homem

de manter relações sexuais. A

causa é física ou mental. Entre as

razões físicas, geralmente curáveis,

estão um cálculo pressionando a

uretra, interferência do sistema

nervoso por causa de um acidente

ou uma doença. O excesso de álcool

ou um coração partido podem

suspender a virilidade até que a

causa seja removida. As relações

sexuais prolongadas podem esgotar

temporariamente o sistema. O

desequilíbrio hormonal pode, às

vezes, ser a causa.

No entanto, admitindo-se que as

causas físicas possam co-existir

com as psicológicas, as causas da

mente podem ser responsáveis por

mais de 95% dos casos de impotência,

no sentido de que, quando as

preocupações desaparecem, vem a

cura. Geralmente, a causa física

chega depois da psicológica, porque

o corpo e a mente se afetam um ao

outro. A prova é a de que tão logo a

confiança do homem impotente é

recobrada, também o é a sua virilidade.

Os medos sexuais e os tabus datam

de milhares de anos atrás, e alguns

ainda se escondem no remanso de

nossa mente. Nas épocas vitorianas,

isso talvez fosse compreensível;

mas, desde então, foram publicados

muitos livros precursores sobre

sexo. Hoje é mais provável que o

questionador fique perplexo com a

enorme variedade de informações

disponíveis em forma de livros baratos.

Esses livros refletem as visões

e os preconceitos de seus autores.

Aqui, no entanto, estão algumas

verdades:

A masturbação normalmente não

é prejudicial. Quase todo ser humano

a pratica, e ela é uma saída

necessária para os que não têm

parceiro.

A falha em obter ereção é causada

principalmente pelo medo de

falhar, depressão e outras ansiedades. Com falhas repetidas, esse

medo pode se nutrir dele mesmo. A

cura é o sucesso e a fé!

A ereção bem-sucedida acontece

quando o pênis se enche de sangue,

através da fricção, estímulo mental

ou, de preferência, ambos. A excitação

vem depois de beijos, jogos

de amor, fantasias, ou talvez depois

da leitura de um romance apaixonado,

etc.

A ejaculação precoce é um problema

comum. Ela pode acontecer até

mesmo antes de começar o ato sexual.

É geralmente provocada por

um impulso (bem natural) de se

apressar para “penetrar” antes da

ejaculação. Vá mais devagar, e não

mostre entusiasmo! Se você sentir

que seu orgasmo está vindo durante

as carícias que antecedem, pare e

descanse. Contenha-se e respire

fundo, que isso dá forças para o

controle. Finalmente, penetre a vagina

num passo de lesma, parando

por algum tempo, se sentir o orgasmo

vindo muito cedo. Uma

segunda tentativa deve ser mais

bem-sucedida; a questão é que você

não pode se prejudicar, pois a Natureza

não admite isso. Se você

tentar com muita freqüência, o pênis

vai se recusar a subir até que

esteja descansado.

Esteja certo de que, desde que não

haja uma causa física extraordinária,

ninguém começa a semana viril

e termina impotente. Os problemas

no sexo não são sinais de covardia.

Não se sinta culpado. A impotência

não é uma doença, e sim

um sintoma, e é quase sempre

curável.

Os jogos de amor podem ser uma

eventual alternativa para as relações

sexuais e, às vezes, podem ser, temporariamente,

a única satisfação

depois de algum acidente, ou para

os paralíticos, que também têm necessidades

sexuais. (V. Frigidez,

Homossexualidade e Glândula

prostática.)

IMPULSO NERVOSO - Estímulo

que se propaga, sempre no mesmo

sentido, em um neurônio e é de origem

elétrica, resultando de alterações

nas cargas elétricas das superfícies

externa e interna da membrana

celular.

IMUNE - Protegido contra determinada

doença.

IMUNIDADE - Resistência à doença.

IMUNIDADE ADQUIRIDA - Aquela

que se adquire durante a vida, por

vacinação ou por contágio.

IMUNIDADE NATURAL - Aquela

com que o indivíduo já nasce.

IMUNIZAÇÃO - Vacinação. Proteção

contra doenças, por meio da introdução

- em pessoas suscetíveis

- de micróbio morto ou enfraquecido,

em pequenas quantidades, a

fim de induzir a produção de

anticorpos. Em vez disso, podem

ser usadas quantias pequenas e modificadas

de veneno normalmente

produzido pelo micróbio. Os anticorpos

produzidos são eficazes contra o micróbio real, apesar de

terem sido produzidos por substâncias

mais fracas. Pode ser necessário

dar doses de vacina mais de

uma vez, a fim de adquirir imunidade

total. Depois de alguns anos,

geralmente são necessários os reforços.

(V. Coqueluche, Difteria,

Poliomielite, Tétano, Sarampo e

Caxumba.)

IMUNIZAÇÃO ATIVA - Procedimento

que visa proteger o indivíduo

contra uma determinada

doença por meio da administração

de vacinas.

IMUNIZAÇÃO PASSIVA - Procedimento

que visa proteger o indivíduo

contra uma determinada doença

por meio da administração de

anticorpos (imunoglobulinas).

IMUNOCITOQUÍMICA - Método

que permite a reação de antígeno

existente no tecido examinado, com

anticorpos que são colocados em

contato com os mesmos e que, por

meio de sua especificidade, são capazes

de sua revelação e de sua localização.

Os anticorpos podem ser

mono ou policlonais, isto é, ter origem

de uma única linhagem de produtores

de anticorpos ou de múltiplas

linhagens. Para a visualização

da reação antígeno-anticorpo podese

usar fluoresceínas, complexo

avidina-biotina (ABC), peroxidaseanti-

peroxidase, etc. Esses “reveladores”

podem estar associados ou

não ao anticorpo e podem precisar

ou não de um novo procedimento

com algum corante específico para

serem vistos.

IMUNOGÊNICO - Que produz imunidade.

IMUNOGLOBULINA - Grupo de

globulinas que agem como anticorpos.

IMUNOSSUPRESSÃO - Supressão

deliberada da imunidade para permitir

o combate à rejeição em caso

de enxerto.

IMUNOTRANSFUSÃO - Transfusão

de sangue de um doador que foi

imunizado contra a infecção que o

receptor sofre.

INALAÇÃO - Ato de inspirar, de

receber pela via respiratória. Introdução

de elementos gasosos

pelas narinas. Absorção, pelas vias

respiratórias, de substâncias medicamentosas.

INALANTE - Que se inala.

INANIÇÃO - Enfraquecimento extremo

por falta de alimentação.

INANIMADO - Desfalecido, sem

ânimo, morto.

INARTICULADO - Sem articulação,

sem junta.

INATO - O mesmo que Congênito.

INCESTO - Relações sexuais entre

parentes próximos, como pai e filha,

mãe e filho, irmão e irmã.

INCIDÊNCIA - O mesmo que ocorrência.

INCIPIENTE - Em começo, em fase

de desenvolvimento, ainda no início.

INCISÃO - Abertura de tecidos com

instrumento cortante (bisturi, escalpelo).

O mesmo que Diérese.

INCOERENTE - Desconexo, sem

nexo, sem coerência.

INCOMPETÊNCIA - Em termos médicos

é a incapacidade de exercer a

função natural. Exemplo: incompetência

da aorta.

INCONTINÊNCIA - Indica a perda

de controle sobre a bexiga ou o intestino.

Por volta dos três anos de

idade, o controle da bexiga deve

estar estabelecido. (V. Enurese.) A

saída da bexiga é protegida por um

músculo; normalmente, quando nós

deixamos esse músculo relaxado é

que a urina passa. A incontinência

resulta de várias causas. Em ambos

os sexos, ela ocorre quando o controle

nervoso da bexiga está perturbado.

Portanto, um paciente pode

ficar incontinente depois de uma

apoplexia, quando parte do cérebro

fica danificada, ou de um ferimento

na espinha - em um acidente de trânsito.

Doenças na bexiga ou em partes

vizinhas podem também causar

incontinência. Assim, ela pode

ocorrer temporariamente na cistite,

ou no prolapso. (V. Prolapso.) A

perda de controle do intestino também

ocorre geralmente por causa de

um dano na espinha ou a uma

apoplexia. Ocasionalmente, na velhice,

ela está associada a uma constipação

extrema, quando resulta

numa diarréia “espúria”. Qualquer

que seja a causa, é preciso um tratamento

especializado; e qualquer

pessoa que achar difícil controlar

essas funções deve consultar um

médico. (V. Paralisia e Próstata.)

INCUBAÇÃO - Espaço de tempo

que decorre entre o contágio e a

manifestação da doença.

INCUBADORA - Aparelho para receber

as crianças prematuras. Ou

para culturas microbianas.

ÍNDEX - Razão de medida de quantidade

em comparação com um

padrão.

INDICAÇÃO - Circunstâncias que

aconselham determinado tratamento.

INDICADOR - Substância que muda

de cor para indicar determinada

reação.

ÍNDICE CEFÁLICO - Medida da largura

do crânio multiplicada por 100

e dividida pelo comprimento.

ÍNDICE TORÁCICO - Relação entre

o diâmetro ântero-posterior e o

diâmetro transverso do tórax.

INDIGESTÃO - Termo que abrange

grande número de sintomas e é

usado quando há qualquer transtorno

na digestão normal. Ele pode se

referir a um mal-estar ou dor após

as refeições, azia ou flatulência.

Num sentido médico, o termo não

tem um significado preciso, e não

se refere a nenhuma doença definida.

(V. Acidose, Úlcera Dodenal,

Dispepsia, Flatulênia e Úlcera

Gástrica.)

INDOLENTE - Insensível à dor;

apático.

INDOLOR - Sem dor.

INÉRCIA - Resistência ao movimento.

INERENTE - Que já existe na pessoa.

IN EXTREMIS - Expressão latina que

significa “na hora da morte”, “últimos

momentos”.

INFANTE - Criança na primeira infância.

INFANTICÍDIO - Assassinato de

uma criança.

INFANTILISMO - Persistência de características

infantis na idade adulta.

INFARTO DO MIOCÁRDIO - Lesão

do músculo cardíaco decorrente

da falta de aporte de oxigênio por

obstrução da artéria que o irriga por

placa de aterosclerose.

INFECÇÃO - Ocorre quando o organismo

é invadido por micróbios.

Pode ser local - como num furúnculo

- ou generalizada - como no

sarampo. Uma doença é infecciosa

quando os micróbios podem se espalhar

indiretamente de pessoa para

pessoa. Assim, os resfriados são infecciosos,

sendo transmitidos pela

tosse e espirro. Algumas doenças

são transmitidas pelo contato direto;

essas são chamadas de “contagiosas”;

um exemplo é a doença venérea,

na qual os micróbios normalmente

são transmitidos somente

pelo contato sexual com uma pessoa

doente.

INFECÇÃO CRUZADA - O fato de

um doente de hospital transmitir sua

doença a outro, ou contrair a doença

de outro.

INFECÇÃO DO TRATO URINÁ-

RIO - Conceituada arbitrariamente

como sinônimo de cultura de urina

quantitativa positiva, ou seja, na

qual há crescimento de 100.000 ou

mais colônias de bactérias por ml

de urina.

INFECÇÃO FOCAL - Infecção em

que os germes estão localizados em

focos ou zonas, de onde suas toxinas

são lançadas na circulação.

INFECÇÃO NOS OSSOS - O mesmo

que Osteomielite.

INFERIOR - Situado abaixo.

INFERTILIDADE - Propriamente entendida

como subfertilidade, pois

poucas pessoas são totalmente

inférteis. A gravidez ocorre quando

um óvulo (liberado mensalmente

pelos ovários da mulher) passa

pela trompa de Falópio e é fecundado

por um espermatozóide. Esse

óvulo fecundado segue ao longo da

trompa até o útero, onde se implanta

no revestimento mole. Esse processo

exige que tudo esteja bem

com os ovários, trompas, revestimento

do útero, colo do útero e vagina.

O ovário é influenciado pela

glândula pituitária, na face inferior

do cérebro, e está sujeito a fatores

nervosos.

No homem, o mecanismo de ereção

e ejaculação deve funcionar, a produção de espermatozóides pelo

testículo deve ser satisfatória em

qualidade e quantidade, e deve haver

uma passagem livre ao longo do

duto masculino (canal deferente) até

a bolsa de armazenamento (vesícula

seminal) e, então, até a passagem

através do pênis. Fluido da glândula

prostática é também adicionado

ao sêmen na ejaculação. Muitos

casais ficam provavelmente inférteis

por algum tempo, depois de um

ataque de gripe ou um período de

esgotamento.

O óvulo geralmente é liberado por

volta do 14o dia do ciclo menstrual

normal de 22 dias (contando o 1o

dia de uma menstruação como o 1o

dia). Tanto o óvulo como o espermatozóide

têm vida limitada - não

mais que um ou dois dias -; então,

uma relação sexual do 13o ao 16o

dia, aproximadamente, está sujeita

a resultar numa gravidez (não se

pode contar com isso para a prevenção

da gravidez). (V. Prevenção de

gravidez.)

Se, depois do período de seis meses

a um ano, com uma saúde boa e

tendo mantido relações sexuais pelo

menos três vezes por semana, principalmente

no meio-ciclo, ainda não

houver sinal de um bebê, é melhor

procurar um médico, para ver se não

há alguma causa que pode ser remediável.

Presume-se que esse casal

jovem e saudável esteja fazendo

uma alimentação balanceada, cheia

de proteínas, fibras e vitaminas, e

também fazendo exercícios e tendo

prazeres em companhia um do

outro.

Às vezes, a sensação de que “alguma

coisa está sendo feita” proporciona

o relaxamento necessário, e é

comum descobrir que a mulher está

grávida quando está chegando perto

da consulta com o especialista!

Enquanto espera por uma consulta

com um ginecologista, a mulher

pode conseguir saber se está ou não

ovulando (liberando óvulos) regularmente,

anotando a temperatura

da boca toda manhã, antes de se levantar

e tomar qualquer coisa. Isso

deve ser comparado com a época e

o dia do seu ciclo menstrual. Uma

minúscula queda, imediatamente

seguida de uma elevação 1/4 oC, que

continua até o final do ciclo, indica

a ovulação. Se isso estiver ocorrendo

normalmente, não há problema

algum com a ovulação.

Às vezes encontram-se pequenas

anormalidades, como pequenos

fibromas, erosão (úlcera do colo do

útero) ou uma inclinação do útero

para trás, mas isso pode ser corrigido

cirurgicamente, com bons resultados.

Trompas obstruídas, devido

a uma apendicite avançada, tuberculose

ou doença venérea, são problemas

mais difíceis. Uma garota

de 19 anos, promíscua, raramente

dispensa um momento para refletir

sobre seu lamentável futuro depois

dos 30 anos, com trompas obstruídas

e listas de espera para adoções

já encerradas. As cirurgias para

desobstruí-las não são tão bem-sucedidas, apesar de que se têm tentado

transplantes de trompas de

Falópio. Às vezes, quando as trompas

estão obstruídas por coalescências

filiformes, elas podem ser

desobstruídas por uma insuflação

com dióxido de carbono.

INFESTAÇÃO - Invasão do organismo

por parasitos animais.

INFILTRAÇÃO - Acúmulo de substâncias

anormais num órgão ou

tecido.

INFLAÇÃO - Ato de encher de ar,

de inchar.

INFLAMAÇÃO - É o conjunto de

alterações que ocorrem em seqüência

cronológica com a finalidade

de restringir e posteriormente

eliminar agente agressor nocivo

ao organismo. De acordo com o

tempo e as características do

exsudato são divididos em agudos

e crônicos.

A reação de um tecido do corpo a

uma injúria - desde que esta não

seja suficiente para destruir a parte.

Não importa muito o tipo de injúria:

traumas, calor, frio ou infecção.

A parte fica inchada e vermelha,

porque os pequenos vasos

sangüíneos ficam bem abertos;

pelo mesmo motivo, ela fica geralmente

dolorida, pois as extremidades

nervosas ficam irritadas. Um

exemplo é o furúnculo, que mostra

os sinais característicos da inflamação:

inchado, vermelho,

quente e dolorido.

INFRACLAVICULAR - Abaixo da

clavícula.

INFRA-ESPINHOSA - Abaixo da espinha

e do omoplata.

INFRAPATELAR - Abaixo da rótula.

INFRAVERMELHO - Ondas eletromagnéticas

de maior comprimento

do que as ondas de luz visível.

INFUNDIBULIFORME - Em forma

de funil.

INFUSÃO - Colocação de uma substância

em água quente para ser retirado

o seu princípio ativo.

INFUSO - O produto que resulta da

infusão.

INGESTA - O conjunto de alimentos

introduzidos no organismo.

INGESTÃO - Ato de engolir alimentos

ou outras substâncias.

INGESTÃO HÍDRICA - Quantidade

de líquidos ingeridos num determinado

período de tempo.

INGUINAL - Relativo à virilha.

INIBIÇÃO - Restrição, impedimento

de uma atividade.

INJEÇÃO - Introdução de material

sob pressão nos tecidos.

INJEÇÃO DE DEPÓSITO (OU RETARDAMENTO)

- Injeção de uma

substância que só é absorvida lentamente,

em dias ou semanas.

INJETADO - Congestionado, ou aplicado

por injeção.

INOCENTE - Benigno, não maligno.

INOCULAÇÃO - Introdução de substâncias estranhas nos tecidos

vivos.

INÓCUO - O mesmo que inofensivo.

INORGÂNICO - Que não contém

carbono.

INQUÉRITO SANITÁRIO - Investigação

para descobrir a origem de

uma doença transmissível.

INSALUBRE - Nocivo à saúde.

INSANIDADE - (V. Doença mental.)

INSANO - Demente, que sofre de insanidade.

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL - Processo

de fecundação que consiste na

introdução, por recursos e métodos

científicos, aperfeiçoados em clínicas

especializadas, de sêmen no útero

para fecundação do óvulo, através

de finíssimas agulhas.

INSERÇÃO - Ligação de um músculo

à parte que ele movimenta.

INSETICIDA - Que mata os insetos,

necessário no combate ao mosquito

da dengue.

INSIDIOSO - Oculto; que não se

pode ver a olho nu; que se desenvolve

sem dar sinal de si.

INSÍPIDO - Sem sabor.

INSOLAÇÃO - Provocada por uma

exposição excessiva ao sol, especialmente

da cabeça e pescoço, e

causada pelo superaquecimento. A

luz do sol é rica em raios infravermelhos,

que provocam o aquecimento

dos tecidos do corpo. Uma

exposição prolongada ao sol, sem

nenhuma proteção na cabeça ou

pescoço, pode vir seguida de uma

forte dor de cabeça e uma prostração

geral. A prevenção é simples.

Ninguém deve permanecer muito

tempo sob o sol forte sem proteção

adequada - de preferência de cor

clara - que deve também cobrir a

nuca. A dor de cabeça que resulta

da imprudência geralmente pode ser

aliviada por medicamentos específicos;

para os casos graves, um dia

de cama depois da exposição ao sol

geralmente cura. Nos climas quentes,

recomenda-se sal extra na comida,

para repor o que é perdido

pela transpiração excessiva.

INSÔNIA - A dificuldade de dormir

é uma condição fatigante. Ela se

torna comum com a idade. Os que

têm esse problema devem ler o verbete

Sono; se não resolver, procure

um médico. Geralmente podem

ser úteis algumas providências

simples, como cobrir os olhos para

impedir que entre claridade, ou, se

o barulho estiver atrapalhando,

existem vários tipos de peças para

colocar no ouvido e protegê-lo.

Uma bolsa de água quente para os

pés frios pode resolver o problema.

Pensamentos alegres, carinho

sem sexo do companheiro, ou relações

sexuais podem funcionar,

mas, possivelmente, umas férias

longe das preocupações é o melhor

a fazer. Algumas pessoas acham

que sentar com o apoio de travesseiros ou usar um travesseiro extra

ajuda, a menos que aconteça de

dar algum problema no pescoço.

Uma cama bem arrumada é importante;

se o lençol não estiver dobrado

para cobrir o cobertor, este

pode fazer cócegas no rosto e atrapalhar

o sono. Modernamente, a insônia

vem merecendo estudos mais

específicos, incluindo o diagnóstico,

entrevistas ambulatoriais prolongadas,

avaliação psicológica,

psiquiátrica, neurológica, cardiológica,

respiratória, e outras, conforme

o caso. Como regra geral,

tratam-se as condições clínicas que

forem identificadas e documentadas

de maneira sistemática. Estudos

de laboratório podem incluir a

polissonografia obtida durante a

noite toda; eles são úteis para diagnosticar

desordens de respiração,

mioclonias das pernas e parassônias.

INSPEÇÃO - Ato de verificar condições

de diferentes tipos.

INSPIRAÇÃO - Ato de aspirar o ar.

INSTILAÇÃO - Aplicação de um líquido

gota a gota.

INSTRUMENTO DE LUZ - Todo instrumento

com lâmpada para exame

interno de uma cavidade.

INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA -

Síndrome clínica de etiologia variada

que se caracteriza por deterioração

aguda da função renal, acompanhada,

quase sempre, de oligúria (volume

urinário inferior a 400 ml em

24 horas) ou anúria (volume urinário

inferior a 100 ml em 24 horas).

INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA

- É a fase de função renal em que o

rim se mostra incapaz de manter íntegra

a homeostasia do organismo.

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA -

Incapacidade do sistema respiratório

em manter a oxigenação e/ou a

ventilação.

INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA

CRÔNICA AGUDIZADA - Ocorre

em pacientes portadores de insuficiência

respiratória crônica

com quadro agudo de descompensação.

INSUFLAÇÃO - Ato de soprar um

pó ou um vapor numa cavidade.

INSULINA - Hormônio produzido

pelo pâncreas, que controla o ritmo

com que o organismo consome o

açúcar e os alimentos com amido.

A insulina é uma proteína formada

por duas cadeias polipeptídicas,

unidas por pontes de enxofre. (V.

Diabetes, Glândulas, Hormônios.)

INTELECTO - Inteligência; capacidade

racional de pensar com lógica.

INTELIGÊNCIA - Faculdade de

aprender, apreender e compreender.

Conjunto de funções mentais.

INTERCINESE - Curto período de intervalo

entre a primeira e a segunda

divisões da meiose (V. Meiose.)

INTÉRFASE - Período de vida da célula

em que ela não está em processo

de divisão.

INTERMAÇÃO - Efeito do calor em

recinto fechado sobre os centros

nervosos.

INTERMITENTE - Que ocorre a certos

intervalos.

INTERÓSSEO - Entre dois ossos.

INTERSTICIAL - Entre partes. Exemplo:

o tecido intersticial que preenche

partes de um órgão.

INTERTRIGO - Vermelhidão na pele

provocado pelo atrito de duas superfícies

próximas.

INTERVERTEBRAL - Entre as vértebras.

INTESTINO DELGADO - Componente

do sistema digestivo, o intestino

delgado é um tubo de 4 a 8

metros de comprimento, quando

distendido, mas quando vivo, por

causa dos músculos parcialmente

contraídos, tem aproximadamente

4,5 metros; quando não está havendo

digestão, pode encurtar-se para

até 2,5 metros. Suas partes são

duodeno, jejuno e íleo. O duodeno é

a parte que se liga ao estômago e a

sede freqüente de úlceras. Na mucosa

intestinal encontram-se as

vilosidades intestinais, que aumentam

a superfície de absorção de alimentos.

É nele que a maioria das

substâncias passa para o sangue, tanto

as que não precisam ser digeridas,

como os produtos finais da digestão.

O médico brasileiro Dr. Massayukai

Okumura realizou em 1968 o primeiro

transplante de intestino no país e

o terceiro no mundo.

INTESTINO GROSSO - Parte do sistema

digestivo, o intestino grosso é

um tubo que mede 1,5 metro de

comprimento e compreende o ceco,

o cólon e o reto. Estende-se da porção

terminal do íleo até o ânus. Suas

paredes internas não produzem suco

porque nesta parte do sistema digestivo

não há digestão, apenas a passagem

de água do intestino para o

sangue. Com isso, os materiais que

percorrem o instestino grosso vão

ficando cada vez mais sólidos; são

as fezes que se acumulam no reto e

são eliminadas pelo ânus.

INTRA - Na parte de dentro.

INTRADÉRMICO - No interior da

derme. Não confundir com hipodérmico

ou subcutâneo.

INTRADURAL - Dentro da duramáter.

INTRAGÁSTRICO - No estômago.

INTRA-HEPÁTICO - No fígado.

INTRAMUSCULAR - Dentro de um

músculo.

INTRA-ÓSSEO - Dentro de um osso.

INTRANASAL - Na cavidade nasal.

INTRA-RAQUEANA - Na cavidade

vertebral. Intratecal.

INTRATECAL - Intra-raqueana.

INTRATRAQUEAL - Dentro da traquéia.

INTRA-UTERINO - Dentro do útero.

INTRAVENOSO - No canal da veia.

INTRÍNSECO - Inerente, peculiar a

uma parte.

INTRÓITO - Entrada de uma cavidade

ou de um espaço no organismo.

INTROMISSÃO - Introdução de uma

parte em outra.

INTROSPECÇÃO - Autocrítica,

auto-análise.

INTROVERTIDO - Com todos os

centros de atenção voltados para si

mesmo. É o contrário do extrovertido.

INTUMESCÊNCIA - Ato de inchar.

INTUSCEPÇÃO - Quando uma parte

do intestino se encaixa dentro da

outra. Os pacientes são geralmente

bebês do sexo masculino, entre seis

e doze meses de idade, que sofrem

cólicas fortes - quando gritam e levantam

os joelhos. Geralmente há

náusea, e alguns evacuam um pouco

de sangue de cor vermelho-escuro.

A condição requer tratamento

urgente. Geralmente é necessária

uma cirurgia.

INVAGINAÇÃO - Ato de introduzir

uma parte de um órgão dentro de

outra parte do mesmo órgão. Exemplo:

a invaginação intestinal.

INVERSÃO - Reviramento de um

órgão para dentro.

INVERTINA - Fermento intestinal

que digere a lactose.

INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE

- Pesquisa do vínculo genético paifilho,

que se realiza prevalentemente

através de provas sangüíneas e, atualmente,

pelo exame do DNA.

INVIÁVEL - Incapaz de sobreviver,

feto com menos de 28 semanas.

IN VITRO - Em tubo de ensaio, em

proveta.

IN VIVO - Em animal vivo.

INVOLUÇÃO - Volta, regressão.

INVOLUNTÁRIO - Que não depende

da vontade.

IODISMO - Envenenamento pelo iodo.

IODO - Mineral ricamente distribuído

nos oceanos, o iodo é um produto

essencial para produção do

hormônio tireoidiano. Torna-se

mais conhecido pela sua deficiência,

quando provoca alterações

bociogênicas no nível da glândula

tireióide. Associa-se o iodo à proteção

contra os efeitos tóxicos de

materiais radiativos. Ele diminui as

dores e tensão nas mulheres com

doença fibrocística da mama e, principalmente,

na fase pré-menstrual.

IONIZAÇÃO - Processo pelo qual as

moléculas são dissociadas em seus

iontes.

IONTE - Partícula atômica carregada

de eletricidade.

IONTOFORESE - Introdução de iontes

no organismo com fim curativo.

IRIDECTOMIA - Extirpação de parte

da íris.

IRIDÊNCLISE - Formação de pupila

artificial.

IRIDOCELE - Hérnia de uma parte da

íris através de ferimento na córnea.

IRIDOCICLITE - Inflamação da íris

e do corpo ciliar.

IRIDOTOMIA - Incisão da íris.

ÍRIS - Membrana circular do olho que

apresenta no centro o orifício da pupila.

IRITE - Uma causa séria, mas facilmente

tratável, do olho vermelho e

dolorido. Ocorre por causa de uma

inflamação da íris (parte colorida do

olho, que age como um diafragma

para a luz). Nessa condição a pupila

geralmente fica pequena, e a íris

parece embaçada. Requer tratamento

urgente. (V. Olhos.)

IRRADIAÇÃO - Exposição a substâncias

que emanam ondas eletromagnéticas.

IRRIGAÇÃO - O mesmo que lavagem.

IRRIGAÇÃO VAGINAL - Lavagem

vaginal.

IRRIGADOR - Instrumento para lavagem

vaginal ou intestinal.

ISO - Prefixo grego que significa

“igual”.

ISOCORIA - Igual tamanho das pupilas.

ISODINÂMICO - Com a mesma força.

ISOGAMIA - Dá-se esse nome quando

os dois gametas que se fundem

para formar o zigoto têm mesma

forma e tamanho, sendo morfologicamente

indistingüíveis.

ISOLAMENTO - Separação completa

de paciente de doença transmissível.

ISÔMERO - Que têm o mesmo número

dos mesmos átomos, mas com

diferente disposição molecular.

ISOMÉTRICO - Do mesmo comprimento.

ISOMORFO - Da mesma forma.

ISOTÉRMICO - Da mesma temperatura.

ISOTONIA - Igual tensão de duas

substâncias ou soluções.

ISÓTOPOS - Elementos químicos

que têm o mesmo número de átomos,

a mesma carga elétrica, o mesmo

arranjo dos elétrons, as mesmas

propriedades químicas, mas diferem

no peso atômico.

ISQUEMIA - Deficiência de chegada

de sangue a um determinado segmento

do corpo.

ISQUIALGIA - Dor no quadril.

ISQUIÁTICO - Relativo ao osso

ísquio.

ISTMO - A parte mais estreita, o gargalo

de um órgão.

ITE - Sufixo que significa “inflamação”.

JECORAL - Relativo ao fígado.

JEJUM - Estado de uma pessoa que,

por prescrição médica, não pode

consumir alimento ou água ou qualquer

bebida, por um determinado

tempo.

JEJUNO - A segunda porção do intestino

delgado.

JEJUNOSTOMIA - Orifício (abertura)

na região da barriga por onde se

passa um tubo flexível (sonda) que

alcança uma parte do intestino para

alimentar uma pessoa que não pode

ou não consegue se alimentar pela

boca. Ligação cirúrgica do jejuno

ao abdome, formando uma abertura

artificial.

JENNER (VACINA DE) - Vacina

antivariólica.

JENNERIANO - Relativo a Jenner, o

descobridor da vacina contra a varíola.

JOANETE - V. Bolsa.

JOELHO - Articulação entre o fêmur

e a tíbia. Parte anterior da articulação

da perna com a coxa.

JUGULAR - Relativo ou pertencente

à garganta ou ao pescoço.

JULEPO GOMOSO - Poção gomosa

que mantém substâncias em suspensão.

JUNG - Famoso psicanalista, discípulo

e depois adversário de Freud.

JUNTA - Articulação, ponto de contato

de dois ou mais ossos.

JUSTAPOSIÇÃO - Posição ao lado,

aposição.

KAHN, REAÇÃO - Reação sorológica

para diagnóstico da sífilis.

KALIUM - Palavra latina, potássio.

KEFIR - Leite que sofreu fermentação

alcoólica pela ação de uma

enzima especial.

KERNING, SINAL DE - Sinal de

meningite, impossibilidade de

flexionar o pescoço para frente.

KLEBS-LOEFFLER, BACILO DE -

Bacilo da difteria.

KLINEFELTER, SÍNDROME DE - Aberração

cromossômica numérica da espécie

humana, em que o indivíduo tem

47 cromossomos (44 autossomos, 2

cromossomos X e um cromossomo

Y), sendo sempre do sexo masculino.

KOCH, BACILO DE - Mycobacterium

tuberculosis, bacilo da tuberculose.

LABFERMENTO - Fermento que

produz a coagulação do leite.

LÁBIL - Instável, não-fixo, que se

altera.

LÁBIO - Parte exterior e vermelha

do contorno da boca.

LÁBIO LEPORINO - Rachadura profunda

no lábio superior, presente no

parto, por causa de um defeito do desenvolvimento.

É curável por cirurgias

plásticas e os resultados são excelentes.

Fissura congênita do lábio

superior; lagoquilia, lagostomia. A

medicina dispõe atualmente de técnicas

mais avançadas para correção

desse defeito. (V. Fenda palatina.)

LÁBIOS, GRANDES - Derivado do

latim labiu. Nome para as pregas

duplas de pele que formam parte

dos órgãos externos femininos.

Existem dois lábios, um interno e

outro externo, de cada lado do orifício

da vagina. Perto do par interno

há várias glândulas pequenas (V.

Glândulas de Bartholin.), cuja função

é lubrificar o órgão durante as

relações sexuais.

LÁBIOS, PEQUENOS - As dobras

membranosas situadas na parte posterior

da vulva.

LABIRINTITE - Inflamação do labirinto.

LABIRINTO - Conjunto das cavidades

flexuosas existentes entre o tímpano

e o canal auditivo interno.

LABIRINTOPATIA - Doença do labirinto.

LABORATÓRIO - Local onde se fazem

experiências científicas e investigações,

ou onde se fabricam medicamentos

e produtos químicos ou

biológicos.

LACERADO - O mesmo que Dilacerado.

LACERAR - O mesmo que Rasgar,

Dilacerar.

LACRIMAIS - Dois pequenos ossos

dentro da cavidade orbitária.

LACTAGOGO - Galactagogo. Que

aumenta a secreção de leite.

LACTATO - Sal do ácido láctico.

LACTESCÊNCIA - Estado leitoso.

LACTÍFUGO - Gênero de bactérias

que produzem ácido no leite.

LACTOBACILO - Bactéria presente

no leite que executa a fermentação

láctica em que o produto final é o

ácido láctico. Os lactobacilos usam

como ponto de partida a lactose, que

é o açúcar do leite. O sabor azedo

do leite fermentado é provocado

pelo ácido láctico formado e eliminado

pelos lactobacilos. O abaixa286

mento do pH provocado por esse

ácido causa a coagulação das proteínas

do leite e a formação do coalho,

utilizado na fabricação de iogurtes

e queijos.

LACTOBUTIRÔMETRO - Instrumento

para dosar o teor de gordura

no leite.

LACTOSADO - Que contém lactose.

LACTOSE - Açúcar, dissacarídeo,

composto de glicose e galactose que

existe no leite.

LACTOSÚRIA - Presença de lactose

na urina.

LACTUCÁRIA - Suco de certas espécies

de alface. Outrora usado

como sedativo.

LACUNA - Pequena cavidade ou espaço.

LAGOFTALMIA- Fechamento incompleto

das pálpebras; o olho fica

em parte descoberto.

LAGOFTALMO - O mesmo que

Lagoftalmia.

LÁGRIMA - Líquido contendo água,

albumina e cloreto de sódio, além

de outras substâncias (como a

lisozima), que escorre pelos canalículos

lacrimais.

L.A.M.D. - Lesão aguda da mucosa

duodenal.

LAMELAR - Disposto em lâminas.

LÂMINA - Chapa de vidro plano

onde são colocados os cortes histológicos

obtidos depois do corte em

micrótomo. Os fragmentos são coroados

através da impregnação com

reagentes especiais e recobertos

para proteção com pequeno fragmento

fino de vidro (lamínula).

LÂMINA BASAL - Tapete de moléculas

de proteínas que fica sob um

tecido epitelial e ao qual as células

se ligam. As bases das células

epiteliais aderem à lâmina basal por

meio de estruturas celulares chamadas

“hemidesmossomos”, que

conectam as bases das células

epiteliais à lâmina basal.

LÂMINA NUCLEAR - Rede de proteínas

na face interna da carioteca e

que lhe dá sustentação. Participa da

fragmentação e da recontituição da

carioteca, fenômenos que ocorrem

durante a divisão celular.

LAMINÁRIA - Alga em forma de lâmina

que absorve água e que se

emprega na diluição do colo uterino

ou de trajetos fistulosos.

LAMINECTOMIA - Ablação de uma

lâmina vertebral (o arco posterior

da vértebra).

LANCETA - Escarificador, fleme.

LANCINANTE - O mesmo que Dilacerante.

LANOLINA - Gordura de lã de carneiro.

LANUGEM - Pêlo fino.

LAPAROSCOPIA - Exame sob

anestesia que consiste em introduzir

aparelho óptico através de orifício

na parede abdominal, para inspecionar

a pelve.

LAPAROSCÓPIO - Endoscópio para

exame da cavidade abdominal.

LAPAROTOMIA - Incisão do abdome.

LÁPIS INFERNAL - Nitrato de prata.

LAQUEADURA TUBÁRIA - Operação

para ligar as trompas e impedir

nova gravidez.

LARDÁCEO - Semelhante à gordura.

LARINGE - Aparelho responsável

pela produção da voz, localizado na

região do pomo-de-adão. Conduto

cartilaginoso formado pelas cartilagens

cricóide, aritenóide, pela

tireóide e pela epiglote.

LARINGECTOMIA - Extirpação da

laringe, por cirurgia, quando acometida

de câncer.

LARINGISMO - Espasmo da laringe.

LARINGITE - A laringe se localiza

no pescoço, no topo da traquéia,

abaixo da garganta. Pode ficar inflamada

em alguma infecção dos

órgãos respiratórios. A laringite

pode acontecer junto ou depois de

condições como um resfriado ou

uma bronquite. Geralmente começa

com cócegas no fundo da garganta,

seguidas por uma tosse, que

se torna dolorida. Se o ataque for

sério, a laringe não consegue trabalhar

direito, de modo que a voz

fica rouca, às vezes saindo só um

sussurro. A condição geralmente

melhora em mais ou menos uma

semana, ou pode ser atenuada, inalando-

se vapor, ao qual se adicionam

medicamentos sedativos.

Preparados de mel e limão são sedativos.

LARINGITE DIFTÉRICA - O mesmo

que Crupe.

LARINGOCENTESE - Punção da laringe.

LARINGOESPASMO - Contração

espasmódica dos músculos da laringe,

fechando-a.

LARINGOLOGIA - Estudo das doenças

da laringe.

LARINGOPATIA - Toda afecção da

laringe.

LARINGOPLASTIA - Cirurgia plástica

da laringe.

LARINGOSCOPIA - Exame onde se

vê a laringe por meio de um espelho

ou por fibras ópticas.

LARINGOSCÓPIO - Instrumento

para examinar o interior da laringe.

LARINGOSTENOSE - Estenose da

laringe.

LARINGOTOMIA - Incisão para extração

de corpo estranho da laringe.

O mesmo que laringofissura.

LARINGOTRAQUEÍTE - Inflamação

da laringe e da traquéia.

LARINGOTRAQUEOTOMIA - Incisão

da laringe e da traquéia.

LARVICIDA - Que destrói larvas de

insetos.

LATENTE - O mesmo que Oculto;

que ainda não se manisfestou.

LATERAL - Situado ao lado.

LATEROFLEXÃO - Flexão para um

lado.

LAVANDA - O mesmo que Alfazema.

LAVÂNDULA - O mesmo que Alfazema.

LAXANTE - Purgativo brando para

regularizar o ritmo intestinal.

LAXATIVO - O mesmo que Laxante.

LDL - Sigla para a lipoproteína de

baixa densidade (em inglês Low

Density Lipoprotein), que é a fração

perigosa do colesterol. Estando elevada

sua concentração sangüínea,

pode provocar problemas de saúde

como a hipertensão, o infarto e o

derrame.

LECITINA - Um fosfolipídio fundamental

na composição das membranas

das células vivas.

LEI (NATURAL) - Repetição constante

de um fato.

LEISHMANIOSE - Doença que se

manisfesta de forma visceral (no

intestino) ou tegumentar (pele),

causada por um protozoário Leishmania

brasiliensis. A visceral

incide principalmente no Nordeste

(Piauí, Maranhão, Bahia) com

mortalidade de 10% em alguns locais;

a tegumentar é a mais comum

(88% dos casos em 1999),

presente em todo o país e mais

fácil de tratar. Produz lesões na

mucosa oral, caracterizadas por

úlceras que acometem o palato,

acompanhadas de perfuração do

septo nasal.

LEITELHO - Leite desgordurado e

acidificado.

LENÇO DE MAYOR - Bandagem

triangular.

LÊNDEA - V. Piolhos.

LENTE - Peça de vidro ou de outro

material destinada a convergir ou a

espalhar os raios luminosos.

LENTICULAR - Relativo a uma lente.

LEPRA - Hanseníase; moléstia infecciosa

crônica causada pelo Mycobacterium

leprae descoberto por

Hansen. Caracteriza-se por lesões

cutâneas hipoestésicas ou anestésicas.

Diz-se, de preferência,

“hanseaníase”.

LEPROMA - Edema espesso da pele

em certos casos de hanseníase.

LEPROSO - Aquele que sofre do mal

de Hansen ou hanseníase. Esta denominação

é evitada, por causa do

seu alto grau de preconceito para

com os doentes.

LEPTINA - Proteína reguladora que

informa ao cérebro o possível excesso

de gordura no corpo, a fim de

que sejam liberadas substâncias que

facilitem o emagrecimento. O gene

“ob” é que controla sua produção.

Testes feitos com ratos provaram

sua ação na redução da obesidade;

mas não se liberou ainda seu uso

em pessoas obesas.

LEPTOMENINGITE - Inflamação

das meninges mais internas.

LEPTÓTENO - Uma das cinco

subfases da profase I da meiose,

assim chamada por estarem os

cromossomos na forma de fios muito

finos; nela começa a condensação

cromossômica.

LER - Lesão por Esforços Repetitivos,

hoje mais conhecida por DORT:

Distúrbios Osteomusculares Relacionados

ao Trabalho. Doença descoberta

pelo Dr. Yoshiaki Omura,

especialista em Ciências Médicas e

Físicas da Universidade de Colúmbia/

EUA ao fazer testes com trabalhadores,

especialmente na área de

informática. As partes mais atingidas

são mãos, braços, rosto e parte

do peitoral por estarem em contato

diário com o computador. Sintomas:

dor, inchaço, irritabilidade e perda

de movimento nas articulações. Segundo

o médico, os campos magnéticos

alteram a membrana celular,

facilitando a penetração de bactérias

e vírus que causam infecções.

Estas se tornam crônicas, com efeitos

persistentes e impedem a ação

dos medicamentos usuais, dificultando

o tratamento. Ele recomenda

o afastamento do disco rígido e uma

proteção (placa no peitoral e luvas

próprias) para minimizar a ação do

magnetismo. Também são recomendados

exercícios físicos e não

exceder de um certo tempo o trabalho

com computador. A doença tem

provocado o afastamento de trabalhadores

de suas funções.

LESÃO - Alteração mórbida na estrutura

de um órgão.

LESBIANISMO - Atração sexual entre

duas mulheres (V. Homossexualidade.)

LETAL - Que causa a morte. Fatal.

LETARGIA - Sonolência de origem

mental.

LEUCEMIA - Nome dado à doença

na qual as células ou glóbulos brancos

se multiplicam no sangue. A

função dos glóbulos brancos é, principalmente,

lidar com os micróbios

invasores, e o seu número normal é

relativamente baixo, comparado ao

dos glóbulos vermelhos. A condição

de leucemia pode ser considerada

como uma forma de câncer, na qual

os glóbulos brancos continuam a se

multiplicar indiscriminadamente.

Existem vários tipos de leucemia.

Os glóbulos brancos podem, de um

modo geral, ser divididos em duas

categorias, conhecidas como linfócitos

e mielócitos.

A leucemia aguda dos linfócitos

ocorre nas crianças novinhas e é,

portanto, uma das mais lastimosas

formas de câncer. Contudo, os métodos

modernos de tratamento estão

dando resultados promissores.

O tratamento com drogas especiais

e radiação podem conter a doença

em mais da metade dos pacientes

tratados, e alguns casos são curados.

O tratamento é complicado e deve

ser feito em centros especializados.

Os sintomas no início são vagos,

mas incluem cansaço e desânimo

persistentes. Geralmente há explicações

simples, como infecções

comuns da infância, ou uma anemia

moderada, mas, se os pais estiverem

preocupados, um simples

exame de sangue vai confirmar os

fatos.

Infelizmente, os tipos de leucemia

aguda que ocorrem em pessoas jovens

têm se revelado difíceis de

curar até agora. Nas pessoas mais

idosas, as leucemias crônicas podem

ser tratadas, em muitos casos,

com bons resultados. Esses pacientes

geralmente podem levar uma

vida normal durante anos, após o

diagnóstico inicial.

LEUCÊMICO - Relativo à leucemia.

LEUCEMÓIDE - Semelhante à

leucemia, mas sem as alterações

desta.

LEUCINA - Aminoácido de grande

importância no metabolismo muscular,

na resposta ao estresse e no

metabolismo energético, que vem

sendo utilizado, com a isoleucina e

a valina, no estímulo à síntese da

proteína muscular.

LEUCOCITEMIA - O mesmo que

Leucemia.

LEUCÓCITO - Glóbulo branco; são

células sangüíneas que protegem o

organismo contra a invasão de bactérias.

Detectam rapidamente uma

infecção bacteriana e se dirigem

para o local da invasão para isso

espremendo-se através dos espaços

entre as células das paredes dos capilares;

esse processo de atravessar

a parede dos capilares é chamado

“diapedese”. Ao chegar ao local da

invasão os leocócitos passam a

fagocitar as bactérias e, por isso, são

mortos. No local da infecção eles

acumulam-se aos milhares mortos

e constituem o pus dos ferimentos

infeccionados. São 6 a 8 mil por

centímetro cúbico.

LEUCOCITOGÊNESE - Formação

dos leucócitos.

LEUCOCITOPENIA - Leucopenia,

diminuição do número de leucócitos.

LEUCOCITOSE - Aumento do número

de leucócitos.

LEUCOCITÚRIA - Presença de

leucócitos na urina.

LEUCOMA - Opacificação da córnea.

LEUCONIQUIA - Manchas brancas

nas unhas.

LEUCOPENIA - Diminuição do número

de leucócitos.

LEUCOPLASIA - Placas brancas na

pele ou nas mucosas.

LEUCOPOESE - Formação de glóbulos

brancos.

LEUCORRÉIA - Nome dado a um

leve excesso de corrimento branco

e cremoso normal da vagina. Normalmente

há mais corrimento na

puberdade - quando as funções sexuais

estão sendo estabelecidas - e

também em alguns dias antes de

cada menstruação, e geralmente

durante a gravidez. Esse tipo de

corrimento nunca é irritante ou

ofensivo. Qualquer corrimento que

pareça ser mais que uma leucorréia

normal, que seja ofensivo ou que

provoque ulceração, coceira ou

irritação, deve ser examinado. (V.

Gonorréia, Uretrite não-específica,

Vaginite.)

LEUCOSSARCOMA - Sarcoma nãopigmentado.

LEUCOTOMIA - Ou lobotomia.

Seccionamento transversal das fibras

nervosas de um lobo a outro

do cérebro. Tentado como tratamento

de certas doenças mentais.

Os lobos pré-frontais ficam assim

isolados do resto do cérebro.

LEVEDO - Designação genérica de

certos fungos unicelulares, agentes

de fermentação, empregados na

preparação de bebidas alcoólicas

não destiladas e na panificação.

Alguns são patogênicos para o homem.

A pronúncia usual é levedo.

LEVEDURA - O mesmo que Fermento.

LEVOGIRO - Que desvia para a esquerda

o plano de polarização da

luz.

LEVULOSE - Frutose, açúcar de

frutas.

LIBIDINOSO - Com desejo sexual

intenso.

LIBIDO - Desejo sexual.

LICOR - Nome comum a vários produtos

líquidos, químicos ou farmacêuticos,

especialmente aqueles em

cuja composição entra o álcool.

LIENAL - Relativo ao baço, esplênico.

LIENITE - Inflamação do baço.

LIENTERIA - Diarréia de fezes líquidas

contando com matéria não

digerida.

LIENTÉRICO - O mesmo que Diarréico.

LIGADURA - Fio, arame ou outro

meio para ligar um vaso, fixar ou

estrangular uma parte. Ato ou operação

de ligar. Plural: Fios de variada

natureza para ligar artérias ou

suturar tecidos.

LIGAMENTO - Faixa fibrosa que

sustenta vísceras ou prende músculos.

Tecido especializado em estabilizar

uma articulação.

LIGAMENTO REDONDO - Ligamento

do ovário ao útero.

LIMIAR RENAL - O limite de concentração

de uma substância no sangue,

após o qual essa substância

aparece na urina.

LIMINAR - No limiar da percepção.

LINFA - Líquido transparente que

enche os vasos linfáticos. Tem reação

alcalina e compõe-se de parte

líquida e glóbulos.

LINFADENOMA - (V. Mal de Hodgkins.)

LINFANGIOMA - Tumor com origem

em tecido linfático, presente

desde o nascimento, também conhecido

como “higroma”.

LINFANGITE - Inflamação de um

vaso linfático.

LINFÓCITO - Variedade de leucócito

de núcleo único.

LINFOCITOSE - Aumento do número

de linfócitos no sangue.

LINFOGRANULOMA VENÉREO -

Doença transmissível pelo ato

sexual. É causada por um microorganismo,

o Chlamidea trachomatis,

para a qual se dão, também,

os nomes de Linfogranulomatose

inguinal, Moléstia de Nicolas-

Favre e Quarta moléstia ou Bulbão.

Período de incubação: 7 a 15 dias,

ou mais ou menos, dependendo de

certos fatores. Lesão inicial de curta

duração que cicatriza logo sem

remédio. 2 a 3 semanas depois surge

o quadro típico da doença: íngua

dolorosa na virilha de um lado,

raramente em ambos; infecção

sistêmica, febre, cefaléia, anorexia,

dores articulares e ósseas. Complicações:

retite estenosante (inflamação

do reto); elefantíase; na mulher,

elefantíase vulvar, ulcerações e

fístulas.

LINFOGRANULOMATOSE INGUINAL

- Doença de Nicolas-Favre. É

uma doença venérea que produz

estenose do reto e elefantíase do

pênis e escroto.

LINFÓIDE - Semelhante ao tecido

linfático.

LINFOMA - Tumor de tecido linfóide;

câncer dos gânglios.

LINFONODO - Gânglio ou íngua.

LINFORRAFIA - Saída da linfa para

fora dos vasos linfáticos.

LINFOSSARCOMA - Sarcoma de tecido

linfático.

LÍNGUA - Órgão muscular carnudo,

alongado, móvel, situado na cavidade

bucal presa pela base na parede

inferior; como parte do sistema digestivo

a língua serve para degustação

e para deglutição. A inspeção da

língua não é mais o ritual que era

antes, pois provavelmente existem

outras áreas importantes a serem

examinadas. Geralmente nos nãofumantes

saudáveis ela é clara e

úmida, e coberta com pequenas áreas

em relevo - as papilas. As papilas

gustativas invisíveis são espalhadas

sobre a língua e o palato mole. Se

você estiver se sentindo bem, não

olhe para a língua procurando sinais

ou defeitos. Uma pequena camada

(marrom nos fumantes) pode aparecer

de vez em quando, mesmo nas

pessoas mais sadias. A língua tende

a ficar saburrosa em toda a condição

febril. Os antibióticos podem

deixar a língua escura, por causa de

uma infecção de fungos, a qual pode

sarar com pastilhas antifungos. A

saburra persistente pode, às vezes,

ser removida com suco de abacaxi

fresco. Esfregar com uma escova de

dentes macia ajuda. Uma língua lisa

irritada pode ser sinal de anemia, e a

língua pode ser local de infecção,

úlcera ou tumor.

LÍNGUA GEOGRÁFICA - Língua

com placas descamadas de bordos

elevados lembrando um mapa geográfico.

LINIMENTO - Medicamento que se

emprega por meio de fricções.

LINITE - Inflamação do tecido conjuntivo

do estômago.

LINITE PLÁSTICA - Linite maligna

do estômago.

LIPASE - Enzima que desdobra os

ésteres dos ácidos graxos.

LIPEMIA - Excesso de gordura no

sangue.

LIPÍDIOS - Grupo de substâncias

abrangendo as gorduras, as fosfatides,

os esteróis, as ceras, etc. Os

mais conhecidos são os glicerídeos

(óleos e gorduras), as ceras

(que possuem ácidos graxos

em sua constituição), os carotenóides

(pigmentos de cor vermelha

ou amarela, insolúveis em

água, de consistência oleosa, presentes

nas células de todas as

plantas); e os esteróides, com estrutura

composta por quatro anéis

de átomos de carbono interligados

e dos quais o colesterol é um dos

mais conhecidos.

LIPOASPIRAÇÃO - Método pelo

qual se aspira, através de uma cânula,

o tecido adiposo de uma parte

do corpo onde ele esteja em quantidade

excessiva. Uma variante, pouco

utilizada, feita no consultório

médico, é a aspiração através de

agulhas introduzidas na pele, na

qual primeiro se infiltra uma solução

com anestésico diluído, que torna

entumescida a região e facilita o

desprendimento da gordura. Desvantagens

deste método: são necessárias

várias sessões e a quantidade

aspirada é bem menor.

LIPOCAICO - Substância extraída

do pâncreas e que regula a utilização

das gorduras no organismo.

LIPÓIDE - Substância semelhante às

gorduras quanto à aparência e solubilidade,

mas que contém outros

grupos moleculares.

LIPOMA - Nome dado a um tumor

adiposo. O corpo normalmente é

protegido por uma camada de gordura

embaixo da pele e, às vezes, em

vez de ser distribuída uniformemente,

a gordura forma um caroço mole

e indolor, mais ou menos do tamanho

de um ovo, num certo lugar embaixo

da pele. Os tumores são inofensivos,

mas, às vezes, de má aparência.

Eles podem ser removidos facilmente

por uma cirurgia.

LIPOMATOSE - Formação de lipomas

múltiplos.

LIPOTIMIA - Desmaio ligeiro com

perda dos sentidos.

LIPÚRIA - Presença de gordura na

urina.

LÍQUEN - Designação comum a várias

dermatoses.

LÍQUIDO AMNIÓTICO - Líquido

produzido pelo feto e anexos, de renovação

contínua.

LÍQUIDO CEFALORRAQUEANO -

Líquido que preenche as cavidades

internas e os espaços ao redor do

sistema nervoso central; liquor.

LÍQUIDO CÉREBRO ESPINHAL - Ou abreviadamente “liquor”. É o

líquido semi-aquoso que enche os

espaços subaracnóides e os ventrículos.

LIQUOR - Líquido cérebro-espinhal.

LISE - Desaparecimento gradual dos

sintomas de uma doença.

LISINA - Aminoácido presente em

grande quantidade no tecido muscular

que, com a prolina e a hidroxiprolina,

participa da síntese do

colágeno, proteína importante para

a sustentação dos tecidos. Usada no

tratamento de flacidez.

LISTERISMO - A anti-sepsia na

cirurgia antiga, preconizada pelo

inglês Lister, pelo uso em larga

escala de fenol e outros antisépticos.

LITAGOGO - Que expele ou dissolve

os cálculos.

LITÍASE - Formação de cálculos.

LITÍASE BILIAR - Formação de cálculos

na vesícula biliar.

LITÍASE URINÁRIA - Este termo se

refere à presença de cálculos nos

rins e vias urinárias. O sintoma

mais comum é a cólica renal,

podendo no entanto ocorrer hematúria,

infecção urinária ou obstrução

severa das vias urinárias. O

tratamento pode ser clínico ou cirúrgico,

baseado na composição

química de cálculo (oxalato de cálcio,

ácido úrico, fosfato amoníacomagnesiano),

no seu tamanho, localização

na via urinária e complicações

eventuais, decorrentes do

mesmo.

LÍTICO - Relativo à pedra ou cálculo.

LITOPÉDIO - Feto morto, calcificado

ou petrificado.

LITOTOMIA - Abertura da bexiga

para retirada de cálculos.

LITOTRÍCIA - Esmagamento de cálculos

no interior da bexiga.

LITOTRIPSIA - O mesmo que Litotrícia.

LITÓTRITO - Instrumento para esmagar

cálculos na bexiga.

LITTLE (DOENÇA DE) - Paralisia espasmódica

das crianças, causada

por defeito congênito no cérebro.

LITÚRIA - Eliminação de cristais de

ácido úrico pela urina.

LIVIDEZ - Cor cadavérica, meio

azulada.

LÍVIDO - Mancha azulada na pele

por causa da estase sangüínea.

LIVOR - O mesmo que Lividez.

LOBADO - Relativo ao lobo.

LOBAR - Relativo ao lobo.

LOBINHO - (V. Cisto.)

LOBO - Parte de um órgão, delimitada

por divisões.

LOBOCTOMIA - Excisão de um

lobo.

LOBOTOMIA - O mesmo que

Leucotomia.

LOBULADO - Composto de lóbulos.

LÓBULO - Pequeno lobo.

LOÇÃO - Preparação líquida destinada

a lavar ou a friccionar ligeiramente

a superfície do corpo.

LOGOPEDIA - Estudo da fonação,

na fala.

LOGORRÉIA - Abundante fluxo de

palavras.

LOMBALGIA - Dor na região lombar

(parte baixa das costas).

LOMBAR - Região dos rins.

LONGEVIDADE - Qualidade de viver

longamente.

LOQUIOMETRIA - Retenção de

lóquios no interior do útero.

LOQUIORRAGIA - Escoamento de

lóquios em grande quantidade.

LOQUIORRÉIA - O mesmo que

Loquiorragia.

LÓQUIOS - Escoamento vaginal nos

primeiros dias que se seguem ao

parto (puerpério).

LORDOSE - Curvatura da coluna de

convexidade anterior.

L.S.D. - Dietilamida do ácido lisérgico,

de ação alucinatória. Seu uso

foi disseminado a partir dos anos

1960 e 1970 por intermédio dos

hippies. O LSD, segundo estudos

médicos, não produz dependência

física mas sim a dependência psíquica;

seu uso, por via oral ou

parenteral, se acompanha de tolerância

farmacológica. Sintomas:

excitação, euforia, diminuição do

cansaço, referência de melhor

concentração, lucidez. Ocorrem, às

vezes, irritabilidade e insônia, perda

do apetite, sinais de exacerbação

simpatomimética, como hipertensão

arterial, taquicardia, midríase,

sudorese. Seguem-se à excitação,

por vezes, manifestações

depressivas ansiosas. Na intoxicação

ocorre exagero das manifestações

usuais, por vezes quadros psicóticos

assemelhados a surtos

esquizofrênicos. Em alguns casos,

as intoxicações levam a convulsões,

comas e complicações cardio-

respiratórias.

LUES - O mesmo que Sífilis.

LUÉTICO - Sifilítico.

LUMBAGO - O mesmo que Lombalgia.

(V. Dor lombar.)

LÚMEN - Luz, a cavidade dentro de

um vaso.

LUNÁTICO - Louco, demente.

LUPA - Lente simples ou composta

empregada como instrumento óptico

de ampliação.

LÚPUS - Tuberculose da pele.

LÚPUS ERITEMATOSO - Lúpus não

tuberculoso.

LÚPUS VULGAR - Uma forma rara

de tuberculose de pele, encontrada

ocasionalmente em regiões tropicais,

facilmente tratável com drogas

modernas antituberculose.

LÚTEO - Amarelo.

LUXAÇÃO - Separação das superfícies

ósseas de uma articulação.Perda do apontamento articular e perda

completa da superfície de contato

entre os ossos de uma articulação.

LUZ, DE UM VASO - Espaço no

interior de um vaso, onde corre o

sangue.

297

MM MACA - Leito portátil para transporte

de doentes.

MACBURNEY, PONTO DE - Ponto

que corresponde à base do apêndice,

é o meio da linha que une a crista

ilíaca ao umbigo. Na apendicite,

a pressão ali causa forte dor e a região

se mostra endurecida.

MACICEZ - Som cheio e obscuro que

se obtém à percussão de partes mais

condensadas.

MACRÓBIO - De vida longa, ancião.

MACRODACTILIA - Aumento exagerado

do tamanho dos dedos.

MACROGLOSSIA - Hipertrofia da

língua.

MACRONUTRIENTES - São nutrientes

necessários ao organismo

em maiores quantidades. Exemplos

de macronutrientes são os carboidratos,

proteínas e lipídios. A unidade

de medida é o grama (g).

MACROQUEILIA - Lábios excessivamente

grossos.

MACROSCÓPICO - Visível a olho

nu.

MÁCULA - Mancha rósea na pele,

sem elevação. Com elevação é

“pápula”.

MADAROSE - Ausência completa de

cílios.

MADRE - O mesmo que Útero.

MÁ-FORMAÇÃO - Deformidade

congênita. Usa-se também “malformação”.

MAGISTRAL - Medicamento que se

prepara na ocasião em que vai ser

usado.

MAGMA - Resíduo espesso.

MAGNÉSIO - O organismo adulto

contém 25 g de magnésio e cerca

de metade delas está localizada em

1% dos fluidos corporais e o restante

nos músculos, tecidos moles

e ossos. De 60% a 70% do magnésio

são excretados pelas fezes, o

que faz com que ele seja pobremente

absorvido no trato gastrointestinal.

Em dietas baixas em

magnésio, porém, o organismo absorve

até 75% do que é administrado.

Importante co-fator ou coenzima

de mais de 300 reações

enzimáticas, o magnésio participa

na produção de energia, no metabolismo

da glicose, na oxidação dos

ácido graxos e na ativação dos

aminoácidos; e ainda na síntese e

na transmissão do código genético

do DNA e RNA, assim como na formação

do AMP cíclico. Tem também

uma grande importância na

ação vasodilatadora, anti-arritmogênica,

relaxante muscular e ação

298

sedativa. A deficiência de vitamina

E pode causar uma deficiência de

magnésio tecidual; o consumo elevado

de açúcares aumenta a necessidade

de magnésio no organismo.

MAL ASMÁTICO - Crise de asma refratária

à administração de medicação

habitual e de reversão mais lenta.

MAL DAS MONTANHAS - Fenômenos

produzidos pela rarefação de ar.

MAL DE HODGKIN - Uma forma de

câncer dos gânglios linfáticos. (V.

Glândulas.) Os avanços nos últimos

anos indicam que esse tipo de câncer

hoje em dia é facilmente curável.

Os sintomas incluem gânglios flexíveis

muito dilatados no pescoço,

axilas e virilhas. Procure conselho

médico logo no começo.

MAL DE PARKINSON - Paralisia agitante,

Doença de Parkinson. Condição

em que os músculos ficam rijos

e espasmódicos. Deve-se a um distúrbio

da parte do cérebro que controla

o trabalho suave dos músculos,

provocado - em alguns casos - pelo

endurecimento das artérias cerebrais.

Os pacientes ficam bem incapacitados

pela rigidez e tremor, mas, geralmente,

são ajudados por remédios

que podem diminuir esses sintomas.

Uma ruptura no tratamento foi

o desenvolvimento da droga “Levodopa”,

que tem sido de grande valor

para muitos. A condição raramente

é encontrada em pessoas com menos

de 50 anos.

MAL DE RAYNAUD - As pessoas

ficam com os dedos brancos e dormentes,

se sujeitas a um frio intenso.

Se isso ocorrer com mais facilidade

e freqüência do que o normal,

o fato é conhecido como fenômeno

de Raynaud, que significa que as

minúsculas artérias que levam o

sangue para os dedos se comprimiram,

evitando que o sangue entrasse

nas extremidades. Às vezes, é

sintoma de um distúrbio mais geral,

ou pode ser um aspecto isolado.

A condição pode ser ajudada por

comprimidos que abrem os vasos

sangüíneos. (V. Frieira, Ulceração

produzida pelo frio.)

MAL DOS AVIADORES - (V. Dor

de ouvido, Náusea em aviões e Vômito.)

MAL DOS LEGIONÁRIOS - Infecção

bacteriana que tende a ocorrer

em guerras, pelo fato de a bactéria

estar presente em sistemas falhos de

condicionamento de ar ou torres de

resfriamento. Não há indícios de que

se transmite de pessoa para pessoa.

Pode ser uma doença amena ou grave,

que afeta os pulmões, abdome

ou sistema nervoso. Para todos os

casos - exceto os mais amenos - é

necessária a internação em hospital.

MALACIA - Amolecimento patológico.

MALARES - Dois ossos da face, muito

importantes para o conjunto da

fisionomia.

MALÁRIA - Doença infecciosa causada

por hematozoário do gênero Plasmodium, uma das doenças mais

comuns do mundo; é transmitida

pela picada do mosquito do gênero

Anofeles. Uma vez instalado no sangue

humano, provoca febre alta,

anemia e abatimento, que tende a

repetir-se. Pode evoluir de forma

grave e até fatal. Pessoas que viajam

para regiões subtropicais ou tropicais

tomam comprimidos preventivos

semanalmente, começando

antes da viagem e continuando até

seis semanas depois de retornarem.

É doença endêmica, que atinge

vastas regiões territoriais, nas áreas

tropicais. Há quatro tipos de plasmódios

parasitas do homem: P.

vivax, P. falsiparum, P. malariai e

P. ovale. No Brasil, predominam

infecções pelos P. vivax e P. falsiparu.

Os Estados com maior número

de casos são Pará, Amazonas e

Rondônia. O Plano Nacional de Intensificação

das Ações Contra a

Malária vem dando excelentes resultados.

Pesquisadores americanos

conseguiram fazer com que camundongos

geneticamente modificados

produzissem, em seu leite, uma vacina

contra a malária, a qual está em

fase de testes, prevendo-se o mesmo

experimento com cabras, que

produzem mais leite.

MALAXAÇÃO - Massagem para

amaciar os tecidos.

MALÉOLO - Projeção do osso

cubital no cotovelo.

MALIGNO - Fatal, letal, que causa

a morte.

MALTASE - Fermento do suco entérico

que converte maltose em

glicose.

MALTE - Grão de cevada molhado e

posto a fermentar.

MALTOSE - Dissacarídeo que contém

uma molécula de glicose.

MAMA - Glândula normalmente

inativa que, depois de um parto,

começa a funcionar e a produzir

leite (lactação). Às vezes é necessário

perseverança para começar a

amamentação, e a mãe deve tentar,

porque o leite materno é o melhor

para o bebê: contém substâncias

valiosas para evitar infecções,

e essas substâncias não podem ser

repostas artificialmente. Nas famílias

em que existe uma história

de alergia (asma e eczema), a

amamentação pode proteger o

bebê contra uma posterior doença

alérgica. Ela deve continuar durante

o maior tempo possível, talvez

até nove meses, embora - é claro

- outros alimentos sólidos devam

começar a ser dados do quarto

até o sexto mês. Às vezes, durante

a lactação, podem penetrar

micróbios na mama deixando-a dolorida

e inflamada, podendo até desenvolver

um abscesso de mama.

Isso é geralmente precedido de um

mamilo irritado e rachado; devese

enxugar com cuidado, depois de

lavar com água natural, e pode-se

usar uns sprays modernos para evitar

essa condição, mas, se ela realmente

ocorrer, procure o conselho de um médico logo no início, para

evitar a formação de um abscesso.

Nesse estágio, os antibióticos podem

resolver, e a amamentação

continua. Se realmente se desenvolver

um abscesso, pode-se, numa

emergência, aplicar cataplasma

quente, mas deve-se procurar o

médico com urgência.

No caso de qualquer caroço no seio,

ou outro problema, em qualquer

idade, procure o conselho de um

médico.

Auto-exame das mamas - Examine

suas mamas regularmente, todo

mês na mesma época, como, por

exemplo, um dia depois de cessar

sua menstruação. Se você já passou

pela menopausa, tenha como base

o primeiro dia do mês.

Examine a parte de cima da mama,

inclusive a axila, e depois a parte

de baixo e a do meio.

Com a mão direita, examine toda a

mama esquerda, começando pela

axila. Examine, então, a mama direita

com a mão esquerda.

É importante usar a palma da mão,

mantendo as pontas dos dedos ligeiramente

unidas, e certificandose

de que as pontas dos dedos - as

partes mais sensíveis da mão - seguem

a mesma trajetória da palma

da mão.

Se encontrar na mama um caroço,

ou algum sinal que não estava presente

no mês anterior, vá ao médico.

Conte a ele exatamente que diferença

você notou, e peça um conselho.

Pela falta de informação, algumas

mulheres só contam ao médico

quando o caroço ou a protuberância

no seio já existe há muito tempo.

Os pontos que se seguem podem ser

sinais de que alguma coisa pode

estar errada.

A maioria dos sintomas anteriores

requer um exame especializado. Os

testes incluem raios X e retirada de

fluido, se for um tumor cístico. Se

houver dúvida, o especialista vai

remover o caroço. Geralmente o

caroço é removido e o teste traz um

resultado satisfatório. Muitos cirurgiões

hoje em dia acreditam que a

eliminação total de um tumor maligno

é tão eficaz quanto a mastectomia

(remoção do seio). Discuta

com o médico ou cirurgião sobre

um possível tratamento antes de fazer

a cirurgia.

A operação de mastectomia não é

muito séria, embora o golpe psicológico

seja imenso. Em certos lugares,

como Croydon - Londres -,

existem associações de Mastectomia,

formadas por mulheres que

fizeram a operação, para dar conselhos

e apoio geral às pacientes.

A paciente pode receber um seio artificial

e um sutiã especial assim que

possível, e essas associações podem

novamente ajudar em algum tipo de

problema.

Depois da cirurgia, podem ser usados

a radioterapia e os remédios, se

o especialista achar necessário. É

preciso um acompanhamento cuidadoso,

e a paciente nunca deve

perder o contato com o especialista,

a menos que seja dispensada por

ele. As perspectivas podem ser

boas, se o caroço for detectado no

começo.

MAMILO - Pequena papila. O bico

do seio.

MAMITE - Mastite, inflamação do

seio.

MAMOGRAFIA - Radiografia simples

das mamas.

MANDÍBULA - Novo nome para

osso maxilar inferior do queixo, no

qual os dentes inferiores estão fixados.

Em latim, mandíbula significa

“que morde”. Maxilar é derivado de

queixo, por isso os anatomistas preferiram

mandíbula, pois indica a

função.

MANEIRISMO - Expressões ou atos

que são característicos do indivíduo.

MANGANÊS - Elemento metálico,

mole, cinzento, denso, usado em

diversas ligas. Importante na metabolização

adequada de gorduras

ingeridas. Participa no metabolismo

ósseo e dos tecidos conectivos para

a produção de energia, assim como

no processo de multiplicação celular

permitindo melhor disposição do

colesterol dos ácidos nucléicos. Pacientes

com deficiência em ferro absorverão

maior quantidade de

manganês, o que pode causar problemas

tóxicos, do tipo Síndrome de

Parkinsonlike; quando existe muito

ferro, porém, reduz-se a absorção

de manganês, concluindo-se

disso que o manganês tem efeito

anti-oxidante por regular as concentrações

plasmáticas livres de ferro.

Esse elemento participa da atividade

da enzima superóxido dismutase

mitocondrial, que é a principal fonte

de produção de ATP e dos Radicais

Livres provenientes do oxigênio do

metabolismo aeróbico.

MANIA e HIPOMANIA - Termos

que abrangem os estados anormais

de perturbação que afetam as pessoas

de modos agitados, e pode ser

difícil decidir se existe a doença,

ou meramente uma grande energia.

Nos casos amenos (hipomania), as

pessoas parecem agitadas, falantes,

superexcitadas ou eufóricas. Como

todas as doenças mentais, a mania

pode surgir de um estresse prolongado.

Os maníacos podem se afundar

em depressões (V. Depressão.),

mas a perspectiva geralmente é

muito boa, com tratamento imediato.

Pode ser difícil persuadir o paciente,

no início da hipomania, a aceitar

ajuda, pois a euforia o leva a crer

que está saudável. Quando houver

uma história anterior, deve-se observar

os sinais de risco, pois o paciente

raramente se queixa. Os sintomas

avançados incluem idéias

eufóricas, e os sofredores se tornam

cada vez mais ativos, conduzindose

para um esgotamento. A providência

imediata é controlar a atividade

exaustiva e inútil, que pode se

tornar assustadora. Um médico vai

decidir se o caso requer tratamento

em hospital, mas se houver medo

de o paciente se ferir ou ferir os

outros no ínterim, pode-se também

chamar ajuda policial.

Depois do estágio agudo, o paciente

deve reagir ao tratamento médico

e às explicações psicológicas -

inclusive uma discussão sensata dos

fatores que o transtornaram. (V.

Doença mental.)

MANIPULAÇÃO - Trabalho executado

com as mãos.

MANOBRA - Movimento especial

com as mãos ou com instrumentos.

MANÔMETRO - Medidor em forma

de relógio, que marca a pressão.

MANOPLA - Enfaixe da mão mantendo

os dedos afastados.

MANTOUX, TESTE DE - Prova

para diagnóstico da tuberculose.

Faz-se com tuberculina em variadas

diluições injetadas por via

intradérmica.

MANUAL - Feito à mão.

MANÚBRIO - A porção larga do

osso esterno.

MARASMO - Enfraquecimento e

emagrecimento progressivos.

MARCA DE NASCENÇA - O mesmo

que nevo. Existem vários tipos

de marcas que podem ficar aparentes

na pele, no nascimento. A “mancha

vinhosa” varia de cor-de-rosa

até o vermelho-escuro azulado e,

infelizmente, ocorre com freqüência

no rosto. O tratamento cirúrgico

é desapontador. Há, no entanto,

alguns cremes excelentes que podem

ser comprados sob prescrição

médica, em vários casos.

A “mancha muriforme” é um nevo

bem comum. Ela pode ser insignificante

no nascimento e, para angústia

dos pais do bebê, aumentar

alarmantemente no tamanho e na

espessura durante os primeiros meses,

ficando de cor púrpura. Apesar

disso, a perspectiva é excelente, já

que, depois de aumentar durante

dois ou três anos, ela desaparece na

idade de quatro a sete anos. Geralmente

não requer nenhum tratamento.

Os pais podem ser reassegurados

de que uma marca muriforme ou

“hemangioma” vai sempre diminuir

com o tempo. Eles não devem achar

que estão sendo iludidos por um

médico muito ocupado, quando este

os tranqüiliza. A única sugestão para

uma cirurgia é no caso de haver um

sangramento repetitivo causado

pelo atrito de roupas, etc.

As pequenas marcas cor-de-rosa

claro sobre as pálpebras e a parte

de trás do pescoço, em 50% dos

bebês, mais ou menos, desaparecem

naturalmente e não têm nada com o

que se deva preocupar.

MARCAPASSO - Um aparelho artificial

preparado para regular as batidas

do coração, quando se perde

o ritmo normal. (V. Coração e Doenças

cardíacas.)

MARCHA ANSERINA - Marcha que

lembra o andar do pato.

MARCIAL - Relativo ao ferro.

MARTELO - Um dos ossinhos do

ouvido.

MASOQUISMO - Perversão em que

o doente só sente prazer ao ser torturado.

MASSAGEM - Manipulação científica

dos vários tecidos do corpo

mediante uma combinação de movimentos.

MASSÉTER - Um dos músculos

mastigadores.

MASTALGIA - Dor no seio.

MASTITE - Inflamação da mama,

que pode produzir abscessos. (V.

Mama.) Atualmente, o termo é bastante

usado para indicar o incômodo

que algumas mulheres sentem na

mama, todo mês antes da menstruação.

Isso ocorre por causa da

retenção de fluido na mama e ao

aumento do tecido glandular, que

podem ser sentidos como uma

“protuberância” geral (não um único

caroço que requer investigação

urgente). A variação mensal nos

hormônios femininos é responsável

por essas mudanças, e algumas

mulheres parecem mais propensas

a isso do que outras. Se você tiver

dúvidas quanto a nódulos no seio,

não deixe de checar isso com seu

médico. Eles podem ocorrer por

essa condição inofensiva, mas é necessária

uma avaliação médica. (V.

Tensão pré-menstrual.)

MASTODINIA - Dor no seio.

MASTOIDITE - Inflamação da

apófise mastóide.

MASTORRAGIA - Hemorragia no

seio ou pelo seio.

MASTURBAÇÃO - Auto-satisfação

dos estímulos sexuais. É comum

entre os jovens de ambos os sexos;

normalmente é inofensiva, e é preferível

à promiscuidade - pelos riscos

de gravidez ilegítima, corações

partidos ou doenças venéreas.

Espermas anormais são comuns

depois de uma abstinência, então, a

sua liberação regular parece ter um

efeito benéfico sobre a fertilidade.

(V. Frigidez e Impotência.)

MATÉRIA - Toda e qualquer substância.

MATÉRIA MÉDICA - Ciência que

estuda a natureza e o uso das drogas,

o que corresponde à Farmacologia

e à Terapêutica.

MATRIZ - Madre. Útero.

MATURAÇÃO - Processo de atingir

o plano de desenvolvimento.

MAU HÁLITO - (V. Halitose.)

MAXILA - O mesmo que Maxilar.

MAXILARES - Dois ossos que se juntam

para formar a arcada superior.

MEANOCARCINOMA - Nevocarcinoma.

Carcinoma escuro.

MEATO - O mesmo que abertura.

MEATOTOMIA - Incisão cirúrgica

de um meato.

MECÔNIO - Substância viscosa de

cor verde-acastanhada que enche os

intestinos do feto e é eliminada nos

primeiros dias de vida. É a primeira

evacuação do recém-nascido.

MEDIASTINO - Espaço no tórax

entre os dois pulmões.

MEDICAÇÃO - O conjunto de remédios

receitados para o doente.

MEDICAMENTO - Substância aplicada

ou ministrada para curar ou

avaliar o doente.

MEDICINA - Ciência e arte de curar.

MEDICINA DO TRABALHO - Área

de atuação médica, integrada com

outras ciências da saúde, que visa

preservação da saúde do trabalhador,

com aspectos preventivos,

curativos e de reabilitação e readaptação

profissional.

MEDICINA LEGAL - Ramo da Medicina

que oferece subsídios para a

elaboração ou aplicação de leis. O

conhecimento médico-biológico é

necessário para a elaboração de normas,

códigos e regulamentos, como

é o caso do conceito de aborto, de

loucura ou de morte. Ele também é

utilizado para a instrução de processos

judiciais e de inquéritos policiais,

sendo externado por meio dos

laudos médico-periciais.

MEDICINAL - Referente à Medicina

ou a um medicamento.

MEDICINA NUCLEAR - Uso de

isótopos radiotativos para diagnóstico

por imagem (cintilografia ou

mapeamento) ou técnicas de laboratório

radioimunensaio.

MEDICINA ORTOMOLECULAR -

Estuda os desequilíbrios metabólicos

em nível molecular, buscando

corrigi-los por meio de vitaminas,

aminoácidos, enzimas, minerais

e outras substâncias naturais

com funções metabólicas diversas.

Um dos seus ramos é a oxidologia.

Abusos nas prescrições deste tipo

de tratamento vêm prejudicando

seu desenvolvimento no plano científico.

MEDICINA SOCIAL - Ramo da

Medicina que visa solução de problemas

sociais.

MEDULA - Haste semicilíndrica de

45 cm de comprimento, que ocupa

o canal vertebral e de onde nascem

31 pares de raízes (sensitivas e

motoras).

MEDULA ALONGADA - Bulbo. A

parte inferior do encéfalo, onde começa

a medula vertebral.

MEDULA ESPINHAL - O mesmo

que medula. A porção do sistema

nervoso central que está contida no

canal vertebral.

MEDULA ÓSSEA - Substância mole,

avermelhada ou amarelada, que enche

as cavidades (canais medulares)

dos ossos e onde ocorre a hematopoese

(formação dos glóbulos vermelhos).

MEFÍTICO - Com mau cheiro.

MEGACÓLON - Doença de Hirschprung,

grande dilatação da ampola

retal com retenção de fezes; a evacuação só ocorre a cada 15 dias ou

menos. Dilatação do cólon, causada

por obstáculos do trânsito intestinal.

Na criança a causa congênita

é a alteração nervosa intestinal.

MEGALOMANIA - Mania de grandeza,

de poder.

MEIA VIDA - Tempo que levam as

radiações de uma substância para

decaírem até a metade da sua atividade.

MEIOS DE CULTURA - Líquidos ou

sólidos em que se semeiam os micróbios

a cultivar, como carne,

gelose, leite, açúcar, sangue, gelatina,

etc.

MELANCOLIA - Psicose com depressão.

MELANIDROSE - Suor escuro.

MELANODERMIA - Carcinoma escuro

da pele.

MELANOMA - Tumor de pele de

mucosa, que pode ser marrom ou

negro, por causa do pigmento

melanina. Pode ocorrer mudança

perniciosa nas células do pigmento,

e esse tipo de câncer é mais comum

nas pessoas de pele clara muito

expostas à luz do sol. Se uma

mancha ou sarda se torna maior,

sangra, coça ou vira ferida, consulte

o médico, pois esse tipo de tumor

de pele geralmente é curável

com uma cirurgia simples, mas somente

quando é detectado no

começo.

MELENA - Ao passar para a parte superior

do sistema digestivo o sangue

é alterado pelos sucos digestivos, e

muda de vermelho para uma massa

preta, semi-sólida, semelhante ao

alcatrão. A evacuação desse sangue

alterado é conhecida como “melena”.

Existem várias causas. O sangramento

de uma úlcera gástrica ou

duodenal pode fazer com que o sangue

passe para os intestinos, em vez

de ser levado para cima. (V. Hematêmese.)

Outras doenças do estômago

e do intestino delgado também

podem resultar num sangramento e

na melena. A melena é um indício

de uma doença séria, e precisa do

parecer imediato de um médico.

MELITO - Medicamento cujo veículo

é o mel.

MEMBRANA BASAL DO GLOMÉ-

RULO - A membrana basal do

glomérulo é dividida em duas partes,

visceral e parietal, cada uma

continuando-se na outra. O folheto

parietal faz parte da cápsula que envolve

o glomérulo e o folheto

visceral envolve a periferia de cada

capilar arteriolar glomerular, exceto

na sua face mesangial.

MEMBRANA BASAL DOS TÚBULOS

- É a continuação do folheto

parietal da membrana basal glomerular

renal e envolve totalmente

os túbulos renais.

MEMBRANAS HIALINAS, DOENÇA

DE - O mesmo que Síndrome

de Angústia Respiratória Idiopática

(SARI); doença das primeiras horas de vida de pequenos prematuros

traduzida por intensa dificuldade respiratória

com retrações da caixa

torácica, e na qual alvéolos pulmonares

e bronquíolos terminais se

apresentam revestidos por membranas

hialinas.

MEMBRO INFERIOR - Coxa, perna

e pé.

MEMBRO SUPERIOR - Braço, antebraço

e mão.

MENINGES - Membranas que envolvem

o cérebro e a medula. São três:

aracnóide, pia-máter e dura-máter.

MENINGISMO - Perturbação da circulação

nas meninges, sem inflamação.

MENINGITE - Infecção bacteriana

aguda, causada por um meningococo

(Neisseria miningitidis), que se

caracteriza por início súbito, com

febre, rigidez do pescoço, cefalalgia

intensa, náuseas, vômitos. As meninges

são camadas de membrana

que oferecem proteção ao tecido nervoso

no cérebro e na espinha. Pode

ser causada por micróbios que atacam

o sistema nervoso, e um em

particular - o meningococo - pode

ser responsável por epidemias. O

ataque desse tipo é repentino, e o sintoma

mais proeminente é uma dor

de cabeça muito séria, com rigidez

no pescoço. A transmissão ocorre por

contato direto com pessoas doentes

ou através de gotículas de muco e

saliva. Como profilaxia devem ser

adotadas práticas de higiene pessoal

para evitar o contágio direto; evitar

a superlotação nas casas, nos transportes

públicos, nos locais de trabalho

e, sobretudo, nos acampamentos

e navios; imunização com vacina

contra a meningite. Essa forma

de meningite reage a antibióticos, se

for diagnosticada e tratada no início.

Uma outra forma de meningite, atualmente

rara em alguns países, é

causada por uma infecção com o

bacilo de Koch. Uma forma mais

comum de meningite é a meningite

virulenta ou asséptica. Os sintomas

são semelhantes ao da meningite

meningocócica, mas a doença tem

um trajeto mais ameno. A punção

lombar e o exame do líquido da espinha

confirmam o diagnóstico. O

tratamento geralmente é por meio

de repouso e analgésicos. O Brasil

promove programação anual de vacinação

contra doenças como tuberculose,

sarampo, difteria, coqueluche,

tétano e poliomielite. Também

vem aplicando, de forma obrigatória,

desde 1999, vacina contra a bactéria

Haemophilus influenzae tipo

B (HiB) uma das principais causadoras

da meningite infantil.

MENINGOCELE - Protusão das

meninges por uma fenda óssea,

como na “spina bifida”.

MENINGOCOCO - Microorganismo

causador da meningite meningocócica

(há outras formas de meningite).

MENINGOENCEFALITE - Inflamação

das meninges e do encéfalo.

MENISCECTOMIA - Operação de

extirpação de um menisco (especialmente

o da articulação do joelho).

MENISCO - Fibrocartilagem situada

no interior do joelho.

MENOPAUSA - Entre os 45 e 53

anos, a mulher normalmente se torna

incapaz de gerar filhos. Às vezes,

a menstruação pára de repente

mas, em algumas mulheres, ela fica

reduzida e irregular, antes de cessar

finalmente. Muitas funções importantes

do organismo são controladas

por várias glândulas (inclusive

os ovários), que despejam

hormônios na corrente sangüínea.

Essas glândulas ficam sob o controle

de uma glândula mestra - a

pituitária -, ligada ao cérebro. Na

menopausa, os ovários gradualmente

param de funcionar, e isso geralmente

perturba o equilíbrio entre a

pituitária e as outras glândulas, de

modo que demora um tempo para o

organismo voltar ao normal. Isso

pode resultar em vários sintomas

desagradáveis. Os fluxos quentes,

por causa do excesso de um determinado

hormônio, são geralmente

perturbadores. Pode haver um aumento

de peso, embora isso ocorra

mais por causa de redução na atividade

física e o gosto por alimentos

doces do que pelos verdadeiros efeitos

glandulares. Podem ocorrer também

pequenas perturbações mentais.

A depressão é comum na menopausa,

e se ela não melhorar com

muita companhia e atividades, procure

o médico. Nessa época podem

também aparecer enxaquecas (V.

Enxaqueca.), mas, felizmente, há

várias soluções.

Na época da menopausa, os filhos

da mulher já se tornaram adultos e

saíram de casa, e ela pode achar que

está levando uma vida muito vazia.

Num nível físico mais sério, há perda

de cálcio dos ossos na menopausa.

Veja como é comum a fratura

no punho nas mulheres mais idosas.

(V. Osteoporose.)

Algumas mulheres - não todas - perdem

o interesse pelo sexo na menopausa;

mas, o fato de querer que

sua vida sexual continue por mais

tempo, já é uma grande ajuda para

que isso aconteça. Os problemas

podem ocorrer em parte pela secura

da vagina (facilmente resolvida

pela vaselina). O revestimento vaginal

também se torna mais delicado

e facilmente inflamado depois da

menopausa. Algumas mulheres podem

se beneficiar com o uso eventual

de pomada de estrogênio para

enfrentar isso.

A substituição pelo estrogênio oral

pode ajudar em alguns - se não todos

- sintomas mencionados. Os

estrogênios devem ser dados em

ciclos, como num ciclo normal de

menstruação, e devem ser combinados

com progestogênio, que concede

uma menstruação mensal regular,

para expulsar qualquer tecido

que esteja se formando no útero.

Algumas mulheres ficam relutantes

para retornar à menstruação mensal; outras, com um caso forte

de doença no coração ou na artéria,

na família, ou que tenham tido - elas

mesmas - uma grave trombose, ou

que tenham varizes marcadas, não

deveriam tomar estrogênios.

No entanto, para aquelas com terríveis

fluxos menstruais quentes, a

reposição de estrogênio tem oferecido

uma melhora que vale a pena.

Ela também evita a perda de cálcio

dos ossos. Se você tiver sintomas

penosos com a menopausa, procure

o médico que pode lhe ajudar de

uma maneira ou de outra.

MENORRAGIA - O termo para a

menstruação intensa na mulher.

Uma menstruação normal não deve

exceder seis dias (geralmente de três

a cinco). Também não deve haver

coágulos. A menorragia é um indício

de que alguma coisa está errada

com o útero ou com o equilíbrio

hormonal do organismo. Isso pode

ocorrer devido aos fibromas que às

vezes crescem no músculo do útero

(V. Fibromas.), ou pode ser sintoma

de uma infecção ou pólipos no

útero. Isso também ocorre com alguns

distúrbios do sangue, como a

anemia, por exemplo, e no mixedema.

(V. Mixedema, Bocio.) Em

algumas meninas, as menstruações

são intensas no início da puberdade,

mas a condição geralmente fica

normal em alguns meses. Se continuar

por vários meses, a perda excessiva

de sangue pode levar à anemia,

portanto deve-se sempre procurar

orientação médica. A maioria

das mulheres sabe qual deve ser a

sua perda normal de sangue, e, se

esta aumentar, deve consultar um

médico, caso não resolva com um

mês de comprimido à base de ferro.

MENORRÉIA - O mesmo que Menorragia.

MENOSTASIA - V. Menopausa.

MENSTRUAÇÃO - Liberação mensal

de sangue do útero - também

conhecida como regras. O revestimento

do útero passa por um ciclo

contínuo de mudanças; ele se desenvolve

gradualmente, torna-se

espesso, pronto para receber um

óvulo fecundado, mas, se não ocorrer

a concepção, esse revestimento

se desintegra, provocando a perda

do fluido com sangue. Geralmente,

um ciclo demora 28 dias, de modo

que as menstruações devem ocorrer

nesse intervalo; em algumas mulheres,

não são dolorosas, mas geralmente

há uma pequena dor na

parte inferior do abdome e nas costas,

principalmente no primeiro dia.

Às vezes, há uma dor considerável

conhecida como dismenorréia (V.

Dismenorréia.), e isso requer orientação

médica. Usam-se absorventes

externos ou internos para embeber

o fluxo.

Algumas meninas começam a

menstruar aos dez ou onze anos,

outras não antes dos dezessete. Se

não tiver nem sinal de menstruação

por volta dos dezesseis anos, dê

uma palavrinha com o médico.Geralmente é só um caso de paciência

mas, às vezes, pode haver

algum distúrbio que pode ser corrigido

(um hímen imperfurado, por

exemplo).

Todas as atividades dentro e fora de

casa devem continuar normalmente

durante a menstruação, e isso não

é uma desculpa para descansar das

ginásticas e esportes.

Se ocorrer a concepção, a membrana

não se dissolve, parando portanto

a menstruação.

MENSTRUAL - Relativo à menstruação.

MÊNSTRUO - Fluxo sangüíneo

mensal pelo canal vaginal. Consiste

na mucosa uterina descamada e

sangue incoagulável da ruptura de

pequeninas veias e artérias.

MENTAL - Relativo à mente.

MENTE - O conjunto de faculdades

intelectuais e de raciocínio.

MENTONIANO - Relativo ao queixo.

MERCURIALISMO - Intoxicação

crônica pelo mercúrio.

MERICISMO - Regurgitação de alimento

do estômago à boca.

MESARAICO - Mesentérico.

MESENTÉRICO - Prega do peritônio

que fixa o intestino.

MESMERISMO - Doutrina preconizada

por Franz Anton Mesmer

(1733-1815), médico alemão, segundo

a qual todo ser vivo seria

dotado de fluido magnético capaz

de se transmitir a outras pessoas,

com isto estabelecendo-se influências

psicossomáticas recíprocas,

incluindo um efeito curativo; magnetismo

animal.

MESOAPÊNDICE - Mesentério do

apêndice.

MESOCÓLON - O mesentério do

cólon.

METABOLISMO - Conjunto de reações

químicas pelas quais se realiza

a função da nutrição. Divide-se

em anabolismo e catabolismo. O

anabolismo envolve processos consumidores

de energia que transformam

pequenas moléculas em moléculas

grandes. O catabolismo engloba

processos produtores de energia

pelos quais grandes moléculas

são quebradas em moléculas menores.

Na maior parte dos casos a

causa para o excesso de peso está

nas características do metabolismo

do indivíduo e não nas doenças

endócrinas.

METABOLISMO BASAL - Quantidade

mínima de energia que o corpo

gasta em repouso e estado de jejum

(para manter a temperatura

corpórea, respiração, transpiração,

circulação). Costuma responder

pela maior parcela das calorias gastas

por dia; é diretamente proporcional

à massa metabolicamente ativa,

isto é, a massa magra. Segundo

estudos atuais, pessoas que possuem

metabolismo basal mais baixo

têm uma tendência maior a engordar.

Demonstrou-se também que as

pessoas que emagrecem sem terem

praticado atividades físicas perdem

massa muscular e diminui o seu

metabolismo basal e isto contribui

para que elas recuperem o peso perdido.

Prova funcional da tireóide,

que se faz em aparelho especial, o

qual mede o tempo em que é consumido

1 litro de oxigênio.

METABOLISMO DOS ALIMENTOS

- Conjunto de modificações

químicas necessárias para a produção

de energia.

METABÓLITO - Todo produto do

metabolismo.

METACARPEANOS - Ossos da mão;

ligam o carpo (punho) aos dedos.

METAMORFOSE - Mudança de forma

ou de estrutura.

METAPLASIA - Transformação de

um tecido em outro.

METÁSTASE - Transporte da doença

para um ponto distante do organismo,

geralmente pela circulação

sangüínea. Caracteriza-se pela

presença de um tumor em local

diferente do local do tumor primário.

METÁSTASE HEPÁTICA - Tumor

maligno localizado no fígado, mas

primitivo de outro órgão.

METATARSEANOS - Ossos do

metatarso, que ligam o tarso aos

dedos do pé.

METATARSO - Parte do pé entre o

tarso e os dedos.

METEORISMO - Formação de gases

no intestino e estômago.

METIONINA - Aminoácido essencial,

que contém enxofre. Age principalmente

sobre o fígado evitando

nele o acúmulo de gordura e colaborando

para remoção de restos

metabólicos e substâncias tóxicas.

MÉTODO NÃO INVASIVO - Recurso

para diagnóstico ou tratamento

que não implica contato com

sangue.

METRALGIA - Dor no útero.

METRITE - Inflamação do útero.

METROCOLPOCELE - Protusão do

útero na vagina.

METRODINIA - Dor no útero.

METROPATIA - Toda afecção uterina.

METROPTOSE - Prolapso do útero.

METRORRAGIA - Hemorragia

uterina fora do período da menstruação.

METROTOMIA - Incisão do útero.

MIALGIA - Dor muscular.

MIASMA - Emanação nociva, segundo

crença antiga e errônea.

MIASTENIA - Nome de uma doença

rara, na qual as mensagens do

cérebro para os vários músculos

não são transmitidas adequadamente,

de forma que os músculos

afetados se tornam fracos. O rosto

está sempre envolvido, e então as

pálpebras baixam e o paciente não

consegue rir ou sorrir. A causa é

um defeito na junção do músculo

e do nervo, que fica bloqueada para

o “mensageiro químico”, que normalmente a estimula e faz com que

os músculos se movam. O tratamento

consiste em oferecer “mensageiro

químico em excesso” para

superar o bloqueio. Isso geralmente

resulta numa grande melhora;

em outros casos, pode-se obter a

cura por meio de uma cirurgia

numa glândula do peito chamada

“timo”, que não trabalha adequadamente

nessa doença.

MIATONIA - Falha ou diminuição

de tonicidade muscular.

MICÇÃO - Expulsão de urina da

bexiga pela uretra.

MICÉLIO - Entrelaçamento de fios.

MICOLOGIA - Estudo dos fungos

(cogumelos).

MICOSE - Doença causada por

fungos.

MICOSE DE UNHA - Pode surgir

tanto na mão quanto nos pés - e disseminar-

se com grande facilidade -

e é causada por uma família de

fungos conhecidos como “dermatófitos”.

Alguns deles, como o

tricophytum rubrum, são muito resistentes.

Mas a maioria raramente

resiste aos medicamentos. Os três

tipos mais conhecidos são a onicomicose,

calosidade no sulco ungueal

e a onicatrofia, unhas atrofiadas

com bordas soltas do sulco ungueal,

que ficam finas e quebradiças.

É possível contrair micose de unha

em banheiros públicos, saunas ou

no contato direto com pessoas

infectadas. Na ida à manicure, verifique

se a profissional usa estufas

de esterilização. No caso dos pés,

veja se as bacias estão forradas com

papel celofane. Não é a toa que as

unhas devem ser cortadas e lixadas

em formato quadrado, além de serem

curetadas. Quando ficam muito

arredondadas, elas facilitam a

entrada de fungos e outros microorganismos.

Como as cutículas são

uma proteção natural das unhas, só

o seu excesso deve ser retirado.

As micoses de unha devem ser tratadas

pelo profissional da seguinte

forma:

Onicomicose: Assepsia, corte, lixamento,

algodão com fenol, curetagem

da maceração, além do uso de

antimicótico. Não usar esmalte.

Onicofosis: Assepsia, corte, lixamento,

algodão com fenol, remoção

das calosidades com bisturi nuclear,

para dar livre passagem às unhas.

Onicotrofia: Assepsia, corte, lixamento,

algodão com fenol, remoção

das unhas atrofiadas, limpeza da

maceração com bisturi e uso do

antimicótico para continuação do

tratamento.

MICROANÁLISE - Análise ao microscópio.

MICROBEMIA - Presença de bactérias

no sangue. Bacteriemia.

MICROBIOLOGIA - Ciência que estuda

os micróbios.

MICRÓBIOS - Bactérias, vírus, etc.

Nome dado a pequenos organismos

vivos, capazes de invadir o

corpo e provocar uma doença. As bactérias são medidas em mícrons

(cada mícron corresponde à milésima

parte do milímetro). Existem

muitos tipos de bactérias, como,

por exemplo, o estafilococo - que

causa os furúnculos - e o estreptococo

- que causa a amidalite. Os

vírus são ainda menores e provocam

muitas doenças, inclusive o

resfriado comum e a gripe; eles

podem ser vistos apenas com microscópios

eletrônicos poderosos.

(V. Bactérias e Vírus.)

MICROBISMO - Presença permanente

de micróbios.

MICROCARDIA - Coração pequeno.

MICROCEFALIA - Excessiva pequenez

da cabeça.

MICROCIRURGIA - Intervenção cirúrgica

praticada com o auxílio do

microscópio sobre uma estrutura

viva muito pequena, por vezes

sobre uma célula. Exemplo: Microcirurgia

do ouvido ou da laringe. Sinônimo:

Microdissecção.

MICROCISTO - Pequeno cisto.

MICROCOCO - Coco bacteriano de

pequeno tamanho.

MICROCRISTALINO - Formado de

cristais microscópicos.

MICROFOTOGRAFIA - Fotografia

de objetos microscópicos.

MICROGLOSSIA - Língua anormalmente

pequena.

MICROGRAMA - A milionésima

parte de um grama.

MICROMASTIA - Seios anormalmente

pequenos.

MICROMELIA - Membros curtos.

Pode ser rizomélica, mesomélica e

acromélica.

MICRÔMETRO - Instrumento para

medidas microscópicas.

MÍCRON - A milésima parte de um

milímetro.

MICRONUTRIENTES - Nutrientes

necessários ao organismo em pequena

quantidade. Exemplos de

micronutrientes são vitaminas e

sais minerais. (V. Vitaminas.) A unidade

de medida é miligrama ou

micrograma.

MICROPODIA - Pés anormalmente

pequenos.

MICROSCOPIA - Exames com o

microscópio.

MICROSCÓPIO - Instrumento que

aumenta até duas mil vezes ou mais

a visibilidade dos objetos diminutos.

MICRÓTOMO - Instrumento destinado

a cortar tecidos em lâminas

finíssimas para exame ao microscópio.

MIDRIÁTICO - Dilatador da pupila.

MIELITE - Inflamação da medula espinhal.

MIELÓCITO - Célula da medula

óssea.

MIELOMA MÚLTIPLO - Câncer nos

ossos.

MIELOPATIA - Toda doença da medula.

MIGRADOR - Que se transfere de

um ponto para outro.

MIÍASE - Presença de larvas de moscas

no organismo.

MILIAR - Do tamanho de um grão

de alpiste (não confundir com grão

de milho).

MIMÉTICO - O mesmo que Imitativo.

MINERALOGRAMA - Exame da

dosagem de minerais com função

biológica e metais tóxicos, que não

podem ser dosados de modo apropriado

no sangue. Essa dosagem é

feita com um aparelho de alta precisão

que fornece o resultado em

partes por milhão. Dos metais, os

mais importantes neste tipo de dosagem

são cálcio, fósforo, cromo,

magnésio, selênio, cobre, manganês

e zinco; entre os metais tóxicos

faz-se a dosagem do alumínio,

chumbo, arsênio, cádmio e mercúrio.

A interpretação do mineralograma

vem sendo muito usada na

prática clínica.

MIOCÁRDIO - O músculo cardíaco.

O coração é o músculo oco chamado

“miocárdio”, com fibras

estriadas, revestido externamente

pelo pericárdio e dividido por um

septo vertical em duas metades,

cada uma delas formada de duas câmaras:

a aurícula superior e o

ventrículo inferior.

MIOCARDITE - Inflamação do músculo

do coração. Ela pode complicar

várias doenças virulentas; geralmente

acompanha os ataques de febre

reumática. (V. Doenças cardíacas

e Febre reumática.)

MIODINIA - Dor muscular.

MIOESTIMULAÇÃO - Técnica usada

em medicina estética para melhorar

a tonicidade muscular. Fazse

pela passagem de uma corrente

elétrica, através de placas metálicas

posicionadas sobre a pele da região

que se deseja estimular.

MIÓGENO - Originário dos músculos.

MIÓGRAFO - Aparelho para registrar

contrações musculares.

MIOGRAMA - Traçado da contração

muscular.

MIOLOGIA - Estudo dos músculos.

MIOMA - Tumor de tecido muscular.

MIOMALACIA - Amolecimento do

músculo.

MIOMECTOMIA - Extirpação de

um músculo ou de um mioma.

MIOMÉTRIO - O músculo uterino.

MIONEVRALGIA - Nevralgia muscular.

MIOPATIA - Toda afecção do sistema

muscular.

MÍOPE - Que sofre de miopia.

MIOPIA - Formação da imagem focal

antes da retina.

MIORREXE - Ruptura de um músculo.

MIOSE - Contração da pupila.

MIOSITE - Inflamação de um músculo.

MIOSSARCOMA - Sarcoma com

elementos musculares.

MIÓTICO - Medicamento que faz a

pupila contrair-se. Exemplo: a

eserina.

MIOTOMIA - Dissecção dos músculos.

MIRINGE - Membrana do tímpano.

MIRINGITE - Inflamação da membrana

do tímpano.

MIRINGOTOMIA - Paracentese da

membrana do tímpano.

MIRTIFORME - Em forma de folhas

de murta.

MISANTROPO - Que tem horror à

vida social.

MISCÍVEL - Que pode ser misturado.

MITRIDATISMO - Imunidade a um

veneno, obtida com o uso de doses

crescentes.

MIXEDEMA - Um distúrbio da glândula

tireóide, em que há secreção

insuficiente da tiroxina. O corpo

fica preguiçoso; há aumento de gordura.

O cabelo fica áspero, os processos

mentais lentos, e a pele seca

e escamosa. Pode ser curada com

comprimidos de tiroxina. (V. Bócio.)

Também podem ocorrer menstruações

intensas nas mulheres e

anemia.

MIXÓIDE - Semelhante ao muco.

MIXOMA - Tumor mucoso.

MOLA HIDATIFORME - Cisto formado

pela degeneração do córion.

Pode tornar-se maligno.

MOLÉCULA - A menor divisão da

matéria. Compõe-se de átomos, mas

estes não podem viver em liberdade,

formam logo outras moléculas.

MOLECULAR - Referente à molécula.

MOLEIRA - Fontalela. Parte não

ossificada dos ossos do crânio, até

os 10 ou 12 meses.

MOLIBDÊNIO - Mineral que participa

no metabolismo do ferro no

fígado, agindo como co-fator de

muitas enzimas; sua participação

mais importante, porém, é no controle

da gota (V. Gota.), por ajudar

o organismo a metabolizar e remover

o ácido úrico. Esse mineral pode

aumentar a excreção de cobre.

MONGOLISMO (SÍNDROME DE

DOWN) - Termo usado para descrever

um distúrbio que ocorre por

causa da presença de um cromossomo

extra no núcleo de todas as

células do organismo. (Cromossomos

são filamentos coleados, presentes

no centro de todas as células

do organismo, e que carregam os

genes que determinam nossas características

hereditárias.) O paciente

tem olhos oblíquos e outros sinais

físicos que fazem com que a condição

seja facilmente diagnosticada no

parto. Há um retardamento mental

associado a ela, mas os mongolóides

geralmente são crianças adoráveis,

que se adaptam bem ao seu meio

familiar. Depois de uma educação

especializada, eles geralmente podem

trabalhar em lugares protegidos.O cromossomo extra da Síndrome

de Down pode ocorrer de duas formas.

Nas mães mais velhas - por

volta dos quarenta anos -, acreditase

que a idade do óvulo seja o

responsável. Nas mães jovens, que

têm bebês mongolóides, geralmente

descobre-se, pelos exames, que

elas carregam o cromossomo extra

preso ao normal, em todas as células

do corpo; elas mesmas não sofrem

nenhum efeito ruim disso. As mães

jovens correm o risco de ter outros

filhos mongolóides, apesar de que

isso pode ser determinado de forma

mais precisa por exames genéticos

em centros especializados. O

médico da família poderá indicar

algum, se necessário.

MONÍLIA - Gênero de fungos patogênicos,

ao qual pertence a Monilia

albicans ou Candida albicans, causadora

do sapinho.

MONILIFORME - Em forma de

colar.

MONOANESTESIA - Anestesia parcial,

que pode ser local, regional ou

troncular.

MONOARTICULAR - Referente a

uma só articulação.

MONÓCULO - Enfaixe de um olho.

MONOMANIA - Mania de um único

assunto.

MONONUCLEADO - Com um só

núcleo.

MONONUCLEOSE - Grande aumento

de leucócitos mononucleares,

com febre e outros sintomas,

constituindo a mononucleose

infecciosa.

MONOPLAGIA - Paralisia de um

membro.

MONOSSINTOMÁTICO - Que

apresenta um só sintoma.

MONSTRO - Indivíduo anormal.

MONTE DE VÊNUS - Coxim gorduroso

acima do osso púbis da

mulher.

MORBIDADE - Índice de doença

numa região.

MÓRBIDO - Patológico, doentio.

MORBÍLIA - O mesmo que Sarampo.

MORBILIDADE - O mesmo que

Morbidade.

MORBILIFORME - Semelhante ao

sarampo.

MORBUS - Palavra latina que significa

doença.

MORDIDAS DE CACHORRO - (V.

Raiva.) Ser mordido por um cachorro

é perigoso por causa da transferência

de infecção; a doença mais

séria é conhecida como raiva (hidrofobia),

que provoca a loucura

nos cães. Aqueles que são mordidos

podem adquirir a doença, morrendo

de forma penosa. No Reino

Unido, a raiva foi erradicada, porque

os cachorros que entram lá são

isolados para observação durante

seis meses, para assegurar que não

estão infectados.O animal geralmente morde antes

de estar aparente a doença, por isso

nem sempre é fácil fazer um diagnóstico

rápido.

Se estiver em algum lugar onde a

raiva for endêmica, evite o contato

com animais, especialmente cães,

gatos ou ouriços. Se for arranhado

ou mordido, lave o ferimento com

detergente e passe álcool. Verifique

se o animal foi vacinado contra a

raiva. Peça ao proprietário para lhe

avisar, caso o animal fique doente.

Se não conseguir nenhuma informação,

ou o animal não tiver dono, vá

imediatamente ao médico, para que

possa ser iniciada uma série de vacinas.

Não espere pelos sintomas,

pois a doença é sempre fatal, uma

vez desenvolvidos os sintomas.

Fora essas considerações graves,

qualquer mordida de cachorro pode

ser séptica, por causa dos micróbios

comumente encontrados. Todas

as mordidas devem ser prontamente

tratadas com um anti-séptico. (V.

Abrasão.) Para as mordidas graves,

procure o médico. O tétano é uma

outra doença potencialmente fatal

que pode ser adquirida num corte

ou numa mordida de cachorro. Todas

as pessoas devem ser vacinadas

contra o tétano, de forma que

não surja este problema. Verifique

com seu médico se a sua imunidade

está atualizada.

Se for atacado por um cão, geralmente

é melhor encará-lo e conversar

com ele. Você pode ter que gritar

para ele, mas ainda é melhor que

tentar fugir, sair correndo. Se tiver

uma vara ou uma cadeira, aponte-a

para os olhos do cachorro.

MORFINA - Um dos vários alcalóides

do ópio.

MORFINISMO - Intoxicação crônica

pelo vício de usar injeções de

morfina.

MORFINOMANIA - Perturbação

mental acarretada pelo uso da morfina.

MORIBUNDO - Em estado agônico.

MORTALIDADE - Proporção da taxa

de mortes.

MORTE - Pessoas leigas às vezes se

confrontam com a morte. Uma

questão imediata é: está morto?, ou

então: existe possibilidade de ajuda?

Cheque imediatamente se a respiração

(ainda que leve) continua;

observe as batidas do coração, e verifique

se o corpo está duro ou frio.

Para testar a respiração, olhe cuidadosamente

para o peito, para ver

se ele se mexe; na dúvida, segure

um espelho ou um pedaço de vidro

perto da boca e das narinas do paciente

para ver se fica embaçado. Se

o coração estiver batendo, pode-se

escutá-lo colocando o ouvido sobre

o peito do paciente, na região do

mamilo esquerdo, ou pode-se sentir

o pulso na munheca, bem abaixo

da base do polegar. Se não houver

respiração nem batida do coração,

e, particularmente, se o corpo

estiver duro ou frio, a pessoa está

morta. Se houver um sinal de vida,

trate o paciente como em caso de

choque (V. Choque.), até chegar ajuda

médica. Se necessário, deve-se

tentar o “beijo da vida”, enquanto

se aguarda o auxílio, apenas quando

se tratar de pessoa conhecida;

embora se diga que a Aids não se

transmite pelo beijo, é preciso cuidado

com o sangue nos dentes e nas

gengivas do paciente. No Brasil,

ocorreu um caso de um aidético

morder a mão da mãe e esta contrair

aids. (V. Respiração Artificial e

Morte no berço.)

MORTE NO BERÇO - Termo usado

para indicar a morte repentina

em bebês com menos de um ano -

geralmente de três a cinco meses.

Não se descobriu uma causa única,

as crianças geralmente pareciam ter

tido um resfriado insignificante durante

alguns dias. Já sugeriam uma

alergia aguda, mas parece que em

alguns casos uma infecção aparentemente

insignificante revela-se fatal

de repente. Os pais é que necessitam

de bastante apoio, pois ficam

com um sentimento inútil de culpa.

Os bebês amamentados no peito

estão menos propensos a contrair

infecções e alergias do que aqueles

que usam mamadeiras e, esse parece

ser outro bom motivo para incentivar

a amamentação materna. É

melhor que os alimentos sólidos,

que podem causar alergia, sejam

evitados até que o bebê complete

quatro meses.

MÓRULA - Primeiro estágio da evolução

do óvulo fecundado. Assemelha-

se a um pequeno morango, daí

o nome.

MOSCAS VOLANTES - Filamentos

que flutuam no humor vítreo (globo

ocular) e que não são visíveis ao

paciente.

MOTILIDADE - Capacidade de contrair

ou mover.

MÓVEL - Que se movimenta por si.

MUCILAGEM - Líquido viscoso,

contendo goma ou resina de vegetais

dissolvida na água.

MUCILAGINOSO - O mesmo que

Viscoso.

MUCINA - Substância albuminóide

que constitui o principal componente

do muco.

MUCINÚRIA - Presença de mucina

na urina.

MUCO - Secreção viscosa das

mucosas.

MUCÓIDE - Semelhante ao muco.

MUCOLÍTICO - Que diminui a viscosidade

do muco.

MUCOPURULENTO - Constituído

de muco e pus.

MUCOPUS - Muco com pus.

MUCOSA - Membrana que reveste

as cavidades do organismo, como

estômago, pulmões, boca, esôfago,

traquéia, uretra, retro, canais que se

abrem para o exterior; e segregam

muco.

MUCOSA NASAL - Membrana

pituitária.

MULTIFETAÇÃO - Gravidez com

mais de dois fetos.

MULTIGRÁVIDA - Multípara, mulher

que já deu à luz várias vezes.

MULTÍPARA - Que já teve vários

partos.

MUMIFICAÇÃO - Dessecação de

um tecido até ficar parecido com

uma múmia.

MÚSCULO - Órgão carnudo constituído

pela reunião de muitas fibras,

cujas contrações determinam os movimentos

das várias partes do corpo

dos animais. Há três tipos: liso,

estriado e cardíaco. Faseofaríngeo:

músculo da faringe inserto na base do

hióide. Baseoglosso: o que vai do osso

hióide à base da língua. Bucinador: situado

na espessura da bochecha e atua

na mastigação e no ato de soprar e

assoviar. Gêmeo: cada um dos músculos

pares, paralelos um ao outro que

formam a panturrilha. Escalenos:

aqueles inseridos nas vértebras

cervicais. Pronador: cada um dos

músculos que executa a pronação.

Supinador: aquele que, no antebraço

e na mão, exerce ação oposta à dos

pronadores. Temporoauricular: um

dos músculos da orelha.

MUTAÇÃO - Mudança de características.

Pl. Alteração na anatomia

dos genes, que leva à modificação

de suas funções.

MUTILAÇÃO - Perda de um membro

ou de um órgão.

MUTISMO - Inibição da palavra.

MYCOBACTERIUM LEPRAE -

Bacilo de Hansen, da lepra.

MYCOBACTERIUM TUBERCULOSIS - Bacilo de Koch, da tuberculose.

NÁDEGAS - Parte ínfero-posterior

do tronco; o conjunto das duas nádegas

que são formadas pelos músculos

chamados glúteos máximos.

NANISMO - Deficiência de crescimento;

o paciente torna-se anão.

Geralmente isso ocorre por distúrbio

congênito da hipófise.

NARCISISMO - Prazer na contemplação

do próprio corpo.

NARCOANÁLISE - Psicanálise com

os pacientes seminarcotizados, o

que libertaria o subconsciente (segundo

os seguidores da teoria).

NARCOLEPSIA - Tendência irresistível

ao sono, com intervalos de vigília.

É um dos distúrbios do ciclo

sono-vigília.

NARCOSE - Sono artificial. Anestesia.

Estado de inconsciência causado

pelo uso de narcóticos.

NARCOSE BASAL - Sono profundo

por drogas.

NARCÓTICO - Hipnótico, entorpecente.

Narcóticos são utilizados em

Obstetrícia para controle da dor no

pós-operatório de cesárea; habitualmente,

emprega-se a morfina diluindo

5 mg dela em 10 ml de solução

salina, injetada através do cateter

após o término da operação.

NARCOTIZAR - Tornar inconsciente

por meio de um narcótico.

NARINAS - Os dois orifícios de entrada

do nariz.

NARIZ - Parte saliente do rosto entre

a testa e a boca, que constitui o órgão

do olfato, onde se localizam as

fossas nasais que se comunicam

com o meio exterior pelos orifícios

das narinas. O septo nasal divide o

interior das fossas nasais em duas

metades: a porção superior de cada

uma delas está em contato com a

base do crânio e tem função olfativa,

a porção inferior tem função respiratória,

sendo revestida por um

epitélio rico em glândulas mucosas,

cuja secreção umedece e filtra o ar

inspirado.

NASAIS - Dois ossos da face que se

juntam para formar o nariz.

NASAL - Relativo ao nariz.

NASCENTE - No momento do nascimento,

da formação, da reação.

NASOANGIOFIBROMA - Tumor benigno

da nasofaringe, mais freqüente

em jovens do sexo masculino.

NASOFARINGE - Espaço entre as

fossas nasais posteriores e o palato.

NASOLACRIMAL - Referente ao

nariz e ao aparelho lacrimal.

NATA - Creme, a parte gordurosa do

leite.

NATALIDADE - O cômputo dos nascimentos.

NÁUSEA - V. Náusea em viagens e

Vômito.

NÁUSEA EM AUTOMÓVEL - V.

Náusea em viagens.

NÁUSEA EM TREM - V. Náusea em

viagens.

NÁUSEA EM VIAGENS - O ouvido

é um órgão de equilíbrio, assim

como de audição. (V. Vertigem.)

Quando o mecanismo de balanceamento

é excessivamente estimulado,

ele pode apresentar um reflexo

(V. Dor.) dentro do cérebro, que

provoca o vômito. Essa é a base da

náusea em viagens, que ocorre devido

a um movimento constante, e

o mecanismo é o mesmo se for

náusea no mar, ar (V. Dor de ouvido.),

carro ou trem. Certas pessoas

são mais capazes de tolerar movimentos

do que outras; mas, em

todas, o mecanismo de balanceamento

pode se ajustar sozinho,

gradualmente, de modo que, depois

de alguns dias, a tendência para a

náusea diminui. O pior momento é

no começo de uma viagem, e é aí

que são necessárias maiores precauções.

É melhor não encher o estômago, e

aqueles que estão propensos à náusea

devem somente fazer uma refeição

leve antes de embarcar. Existem

alguns comprimidos que ajudam.

Olhar para baixo parece perturbar

o reflexo do vômito, então

não é aconselhável ler, principalmente

num carro. Interessar-se pelo

cenário ao redor e chupar uma bala

de maltose de vez em quando são

benéficos. (V. Vômito.)

NAVICULAR - Em forma de barco.

NÉBULA - Ligeira opacidade.

NEBULIZAÇÃO - Curativo por meio

da nebulização de um líquido.

NEBULIZAÇÃO - Vaporização,

transformação de um líquido em

vapor.

NEBULIZADOR - Aparelho para

nebulização.

NECROBIOSE - Morte da célula.

NECRÓFAGO - Que se alimenta de

carne morta ou em putrefação.

NECROLOGIA - Estudo estático dos

mortos.

NECROPSIA - Exame do cadáver. O

mesmo que autópsia.

NECROSCOPIA - Exame do cadáver.

NECROSE - Morte das células por

deficiência da circulação sangüínea.

Asséptica: dos ombros, dos joelhos

e, sobretudo, das coxo-femurais

podem ter causas diversas, chamando

a atenção para a ação dos

corticóides, usados localmente ou

de modo sistemático e quando usados

por muito tempo em grandes

doses. Na osteoporose há a necrose

da cabeça do fêmur.

NECROSE CORTICAL AGUDA -

Quadro clínico caracterizado por diminuição

rápida da diurese até parada

completa ou quase completa da

eliminação da urina. Quando a

necrose é difusa de todo o córtex

dos rins, conduz a uma uremia

irreversível e à morte.

NECROSE PAPILAR OU PAPILITE

NECROSANTE - Também chamada

erroneamente de papilite necrotizante,

é um quadro clínico agudo

e geralmente dramático caracterizado

por febre alta, cólica, oligúria,

uremia e necrose de uma ou mais

papilas renais.

NECROSE TUBULAR AGUDA -

Principal causa de insuficiência renal

aguda (V. Insuficiência renal

aguda.), caracterizada por necrose

das células tubulares renais, especialmente

do túbulo proximal.

NECROTÉRIO - Local onde se depositam

os cadáveres.

NECRÓTICO - Relativo à necrose.

NEFÉLIO - Opacidade córnea. O

mesmo que Belida.

NEFELÔMETRO - Aparelho para

calcular o número de germes contidos

numa suspensão, conforme o

grau de turvação do líquido.

NEFRALGIA - Dor no rim.

NEFRECTOMIA - Ablação cirúrgica

do rim.

NEFRITE - Termo médico para inflamação

dos rins. Pode ocorrer como

uma condição aguda (V. Estado

agudo.) - quando a recuperação geralmente

é total -, mas às vezes a

doença se torna crônica e prejudica

consideravelmente a saúde geral. O

leitor deve consultar o item sobre

Doenças do rim.

NEFRITE INTERSTICIAL - Síndrome

clínica caracterizada por inflamação

do interstício renal, por diferentes

causas, levando em geral à diminuição

ou perda das funções tubulares

renais. Pode ser aguda ou crônica.

NEFRO - Unidades funcionais do

rim. Ficam na camada cortical do

rim. Cada nefro é constituído de um

corpúsculo renal e de um tubo

urinífero seguido do tubo coletor de

urina. O corpúsculo renal, por sua

vez, é formado de uma cápsula de

Browman, que envolve uma rede de

capilares sangüíneos, o “glomérulo

de Malpighi”.

NEFROCELE - Hérnia do rim.

NEFRÓLISE - Destruição de substância

renal por agente tóxico. Operação

para separar o rim de aderências

paranéfricas.

NEFROLITÍASE - Formação de cálculos

no rim. Litíase renal.

NEFRÓLITO - Cálculo renal.

NEFROLITOTOMIA - Remoção de

um cálculo do interior do rim.

NEFROLOGIA - Estudo dos rins e

da função renal e seus distúrbios.

NEFROMA - Tumor do tecido renal.

NÉFRON - Pequenino corpúsculo

encarregado da secreção urinária, e

do qual cada rim contém um milhão.

Cada néfron compõe-se de um

glomérulo, um tubo entortilhado,

uma alça intermediária e um tubo

coletor.

NEFROPATIA - Denominação genérica

das doenças renais.

NEFROPEXIA - Operação de fixação

do rim.

NEFROPIOSE - Pionefrose, supuração

do rim.

NEFROPTOSE - Deslocamento do

rim de seu alojamento natural, queda

do rim.

NEFRORRAGIA - Hemorragia do

rim.

NEFROSE - Doença renal degenerativa,

não inflamável, com degeneração

dos tubos contornados (ou

tubos entortilhados) com aparecimento

de edemas e albuminúria.

NEFROSE LIPOÍDICA PURA -

Glomerulopatia caracterizada por

síndrome nefrótica e glomérulos

praticamente normais à microscopia

ótica. Esta glomerulopatia é

mais conhecida atualmente como

doença glomerular por alterações

mínimas.

NEFROSTOMIA - Abertura cirúrgica

de uma comunicação entre o rim

e o exterior para drenagem.

NEFROTOMIA - Incisão do rim.

NEGATIVISMO - Estado de espírito

em que as idéias e o comportamento

estão ao contrário da maioria.

NEISSERIA - Gênero de diplococo,

como o da gonorréia, o da meningite

e outros.

NEO - Abreviatura médica de neoplasia,

câncer.

NEOFORMAÇÃO - Neoplasma,

neoplasia, tumor, câncer. Também se

pode falar, entre médicos, “C.A.”.

NEONATAL - Relativo a recém-nascido.

Referente às quatro primeiras

semanas de vida.

NEOPLASIAS - São neoformações

teciduais de células, de crescimento

autônomo, aparentemente sem

utilidade para o organismo, à custa

do qual se nutre. O crescimento é

ilimitado nas neoplasias malignas

(ou cânceres), mas não o é em todos

os benignos. A causa ou causas das

neoplasias ainda é desconhecida.

NEROLI - Essência de flores de laranjeira.

NERVINO - Relativo aos nervos.

NERVO - Cordão esbranquiçado,

constituído de feixes de fibras nervosas,

contidos em uma bainha de

tecido conjuntivo, através do qual

estímulos nervosos se transmitem do

sistema nervoso central, ou do autônomo,

à periferia ou vice-versa. Pode

ter função motora, sensitiva ou vasomotora.

Exemplos de alguns nervos:

Craniano: o que nasce no encéfalo

ou no bulbo raquiano, em número

de doze pares. Espinhal: nervo motor,

que enerva músculos do pescoço

e também se anastomosa com o

pneumogástrico. Facial: nervo motor,

que enerva os músculos cuticulares

da cabeça e do pescoço, os

músculos da cadeia ossicular da caixa

do tímpano e alguns músculos do

véu palatino, tomando ainda parte da

secreção salivar por intermédio do

seu ramo chamado “corda do tímpano”.

Grande simpático: um dos

dois extensos cordões situados lateralmente

junto à coluna vertebral e

que constituem o arcabouço do sistema

nervoso autônomo. Safeno:

ramo terminal do nervo femural, o

qual fornece sensibilidade à pele da

perna e do pé.

NERVOSISMO - Excitabilidade

exagerada.

NEURAL - Relativo ao nervo.

NEURALGIA - V. Neurite.

NEURASTENIA - Estado neurótico

caracterizado por astenia, cefaléia

e irritabilidade. Esgotamento nervoso,

depressão, cansaço fácil.

NEURECTOMIA - Extirpação de um

nervo.

NEURIATRIA - Tratamento das doenças

nervosas.

NEURILEMA - Bainha que envolve

a fibra nervosa.

NEURITE - Inflamação de um nervo,

que não é comum. Pode ocorrer

quando um nervo passa através de

um tecido inflamado. Certos venenos

metálicos, como o chumbo (que

pode contaminar a água de beber),

também são capazes de provocar

uma neurite. Pode ainda ocorrer

devido a uma infecção virulenta, e

na esclerose múltipla (V. Esclerose

múltipla.) aparecem muitas áreas

espalhadas de neurite. Existem dois

tipos de nervos: aqueles que transmitem

as sensações (dor, etc.), na

parte de trás do cérebro, e aqueles

que transmitem as mensagens para

movimentar os músculos. Na neurite,

ambas as funções podem ficar

perturbadas, de modo que os músculos

da parte afetada ficam fracos

e as sensações perturbadas, resultando

em dor, insensibilidade ou

formigamento, às vezes. A condição

é sempre confundida com a

neuralgia, que é a ocorrência de dor

na área servida por um determinado

nervo. A condição geralmente

ocorre devido a uma “inundação”,

por assim dizer, de um pequeno

foco dolorido. Portanto, um dente

infeccionado pode provocar a neuralgia

do rosto todo. A dor da neuralgia

geralmente pode ser aliviada

com aspirina ou paracetamol, mas

é sempre melhor procurar o médico

quando houver uma dor no rosto

ou na têmpora, pois quase sempre

há alguma causa subjacente para ser

resolvida, para que o problema se

resolva por completo. A neurite é

confundida às vezes com a arterite.

NEUROBLASTO - Célula nervosa

embrionária.

NEUROBLASTOMA - Tumor maligno

de um ou mais gânglios do

sistema nervoso autônomo.

NEUROCARDÍACO - Que se refere

ao coração e aos nervos.

NEUROCIRURGIA - Cirurgia do sistema

nervoso central e dos nervos

periféricos.

NEUROCISTICERCOSE - Nome

usado para designar o comprometimento

do encéfalo, de seus nervos

e/ou de seus envoltórios pelo

Cysticercus cellulosae, forma

larvária da Taenia solium. É uma

grave parasitose do sistema nervoso,

por causa da alta incidência e

precariedade da terapêutica.

NEURODERMATITE - Erupção

cutânea de origem nervosa.

NEURODINIA - O mesmo que

Nevralgia.

NEUROFIBROMA - Tumor de tecido

conjuntivo cercando nervos periféricos.

NEUROFIBROMATOSE - Ou doença

de Reckinglausen, neurofibromas

generalizados.

NEUROGÊNICO - O mesmo que

Neurógeno.

NEURÓGENO - De origem nervosa.

NEURÓGLIA - Tecido que constitui

o estroma do sistema nervoso.

NEUROLÉPTICOS - Drogas utilizadas

no tratamento do episódio

esquizofrênico agudo.

NEUROLUES - O mesmo que Neurossífilis.

NEUROMA - Tumor de tecido nervoso.

NEUROMIELITE - Inflamação da

bainha de um nervo.

NEUROMUSCULAR - Referente ao

nervo e ao músculo.

NEUROPATIA - Toda afecção do sistema

nervoso.

NEUROPEPTÍDEO Y - Neurotransmissor

que tem efeito estimulatório

sobre a ingestão alimentar.

NEUROPLASTIA - Reparo cirúrgico

de um nervo.

NEURORRAFIA - Sutura de um

nervo.

NEUROSE - Distúrbio funcional do

sistema nervoso. Difere da psicose

porque nela a personalidade se mantém

e não é incapacitante. Definese

atualmente como uma afecção

psicógena, cujos sintomas são a

expressão simbólica de conflitos do

paciente e que constituem um

compromisso entre o desejo e sua

defesa.

A palavra neurose foi criada pelo

médico escocês William Cullen no

fim do século XVIII, para designar

distúrbios das sensações e movimentação

corporal, sem uma lesão

anatômica correspondente na rede

nervosa.

No início do século XX o termo popularizou-

se, graças à difusão das

idéias de Freud e da Psicanálise,

significando conjuntos de sintomas

resultantes principalmente de conflitos

psicológicos e recalques inconscientes.

Esse conceito prevaleceu na Psiquiatria até a década de 1960, em

que os transtornos mentais eram

distribuídos em dois grandes grupos:

psicoses e neuroses. Às psicoses,

consideradas doenças mentais

mais graves, atribuíam-se causas

orgânicas ou funcionais; as neuroses,

tidas como menos graves, teriam

origem nos conflitos emocionais

e traumas psicológicos.

As pesquisas das últimas décadas

mostraram que essa distinção não

se sustenta; nas neuroses, embora

os eventos vitais tenham capital

importância, mecanismos químicos

de neurotransmissão participam,

também, da produção e manutenção

dos sintomas, e os fatores genéticos

são igualmente significativos.

Considera-se que, nas neuroses,

a autodeterminação e capacidade

de discernimento não são afetadas

seriamente.

Em muitos casos, o tratamento apenas

psicológico não é suficiente,

sendo necessário o suporte medicamentoso,

até para possibilitar

maior aproveitamento da psicoterapia

e conforto do paciente ao longo

da resolução de seus conflitos.

Na atual classificação oficial de doenças

(C.I.D. - 10), são registrados

os seguintes transtornos neuróticos:

fóbico-ansiosos, transtornos de ansiedade,

obsessivo-compulsivos,

reações de estresse e transtornos de

ajustamento, transtornos dissociativos,

somatoformes e outros, onde

se incluem neurastenia e despersonalização.

Cada um desses quadros

apresenta subdivisões e formas com

sintomas diferentes, que só o psiquiatra

pode distinguir e tratar adequadamente.

NEUROSSÍFILIS - Sífilis acometendo

o sistema nervoso.

NEURÓTICO - Relativo às neuroses.

Doente com neurose.

NEUROTOMIA - Incisão dos nervos.

NEURÓTOMO - Instrumento para

incisão de nervos.

NEUROTRANSMISSOR - Substância

responsável pela transmissão de

informações entre as células do sistema

nervoso. Vários deles têm papéis

importantíssimos na regulação

do comportamento alimentar como:

a serotonina, a dopamina, a noradrenalina

e o neuropeptídeo.

NEUROTRIPSIA - Esmagamento de

um nervo.

NEUROTRÓFICO - Relativo à nutrição

nervosa.

NEUROTRÓPICO - Que tem neurotropismo.

NEUROTROPISMO - Influência

atrativa do sistema nervoso sobre

determinadas substâncias.

NEUTRALIZAÇÃO - Anulação das

propriedades de uma substância.

NEUTRO - Que não é nem ácido nem

básico.

NEUTRÓFILO - Leucócito que se cora

facilmente pelos corantes neutros.

NEUTROPENIA - Diminuição do número

de neutrófilos no sangue.

NEVO - V. Sinais de nascença.

NEVO VASCULAR - Mancha avermelhada

e saliente da pele, formada

de capilares dilatados.

NEVRALGIA - Dor no território onde

se distribui um nervo.

NICOTINA - Alcalóide tóxico das folhas

do tabaco. É popularmente chamada

de “fumo” (V. Tabagismo.)

NICOTINAMIDA - Vitamina do

complexo B sem designação numérica,

usada em doses que variam

entre 100 mg e 800 mg diários.

NICOTINISMO - Envenenamento

pelo excesso de nicotina nos viciados

em fumar. Atinge especialmente

as artérias coronárias.

NICTALOPIA - Doença ou estado de

nictalope, pessoa que não vê de dia,

que só enxerga os objetos quando

escurece ou anoitece. Cegueira noturna.

NICTOFOBIA - Temor mórbido do

escuro.

NICTÚRIA - Micção freqüente à

noite.

NIDAÇÃO - V. Implantação.

NINFAS - Pequenos lábios, órgão

sexual da mulher.

NINFOMANIA - Desejo sexual excessivo

na mulher.

NÍQUEL - Elemento metálico, branco-

prateado, denso, usado em ligas

e como catalisador. Em 1970 definiu-

se que o níquel, em quantidades

muito pequenas, é essencial

para o organismo, pois participa

como co-fator ou co-enzima nas milhares

de reações para obter a

homeostase. Quanto maiores as necessidades

de ferro no organismo,

maiores também as de níquel; nos

pacientes com psoríase têm sido

encontrados níveis baixos de níquel.

NISTAGMO - Nome de uma condição

na qual há um rápido movimento

de um lado para o outro do globo

ocular. Pode ocorrer em pessoas sadias

que tenham rodopiado até ficarem

tontas, o que geralmente cessa

em menos de um minuto. Às vezes,

devido a uma doença do cérebro, ou

em pessoas que tenham trabalhado

muito tempo sob pouca claridade -

como os mineradores -, o controle

do movimento dos olhos fica perturbado,

de forma que ocorre o nistagmo

o tempo todo. Atualmente, as

minas são bem iluminadas e isso não

mais ocorre. Algumas famílias têm

tendência para essa condição, por nenhuma

razão óbvia, mas a sua visão

não é prejudicada.

NITRO - Salitre. Nitrato de potássio.

NITROGÊNIO - Elemento existente

na atmosfera (72%), gasoso, incolor,

inodoro, pouco ativo mas que

participa de grande número de compostos.

NOCTÚRIA - Micção freqüente e

repetida à noite. O mesmo que

Nictúria.

NODO - O mesmo que Protuberância.

NÓDULO - Pequeno nodo.

NOMA - Estomatite gangrenosa.

NORADRENALINA - Neurotransmissor

cerebral através do qual medicamentos

usados em emagrecimento

exercem suas ações. Participa

do controle do apetite e da

regulação da queima de tecido gorduroso.

NOSOCÔMIO - O mesmo que

hospital.

NOSOLOGIA - Estudo das doenças.

NOTAL - O mesmo que Dorsal.

NOTALGIA - Dor na região dorsal.

NOVARTROSE - Pseudartrose, formação

de uma nova articulação.

NÓXIO - O mesmo que Nocivo.

NUBÉCULA - Ligeira turvação da

córnea.

NÚCLEO - A parte essencial de uma

célula.

NULÍPARA - Que nunca deu à luz.

NUTRIÇÃO - Ciência que estuda os

alimentos e suas relações com o organismo.

NUTRIÇÃO PARENTERAL - Administração

de solução nutriente (proteínas,

gorduras e glicose) por via

endovenosa para substituir a alimentação

natural.

NUTRICIONISTA - Técnico em Nutrição.

NUTRIENTES - Substâncias essenciais

presentes nos alimentos, fundamentais

para o bom funcionamento

do organismo. Exemplos de

nutrientes: carboidratos, lipídeos,

proteínas, vitaminas e sais minerais.

NUTROLOGISTA - Médico especializado

em Nutrição.

OBESIDADE - Acúmulo de gordura

no organismo que provoca o surgimento

de doenças crônico-degenerativas,

como as do sistema circulatório,

diabetes e certos tipos

de câncer. Além disso, a obesidade

dificulta a respiração e mesmo a locomoção.

Uma pessoa é obesa

quando o seu índice de massa corporal,

que se obtém pela divisão do

peso em quilos pelo quadrado da

altura em metros, é maior ou igual

a trinta. A obesidade instala-se

quando a energia não usada pelo

corpo é estocada nas células adiposas

sob a forma de gordura. As

células adiposas do abdome são as

mais perigosas, porque são responsáveis

pelo entupimento das artérias.

Sedentarismo e alimentação inadequada

são as causas mais comuns

da obesidade. Existem casos de obesos

anêmicos, porque sua dieta nem

sempre é nutritiva. O excesso de

peso é prejudicial à saúde, pois impõe

um esforço desnecessário ao

corpo. Em alguns casos, a condição

pode ocorrer devido a um distúrbio

glandular. O excesso de alimentos

que produzem gordura e a

falta de exercícios fazem com que

a gordura se acumule. Devido à diferença

de metabolismo, algumas

pessoas queimam os alimentos num

ritmo mais lento que as outras; então,

têm que adotar uma dieta alimentar

muito mais restrita para adquirir

um peso razoável. Apesar dos

tratamentos que podem ser recomendados,

o caminho mais seguro

para perder peso é restringir os alimentos

que produzem gordura, de

modo a não acumular mais gordura,

e queimar a que tenha sido acumulada.

Os principais “vilões” são

os alimentos gordos e doces, que

são transformados em gordura

quando não assimilados pelo organismo.

Açúcar, doces, geléias e

massas devem ser reduzidos a um

mínimo, por qualquer pessoa que

queira emagrecer. Peixe, verduras

e frutas podem ser consumidos à

vontade. A carne deve ser magra e

não deve exceder 180 g por dia;

manteiga, margarina e leite devem

ser restritos. Queijo e ovos podem

ser substituídos por carne e peixe.

Não siga a tentação de “beliscar”

entre as refeições. Quanto mais

exercícios diários (dentro de uma

lógica), melhor, pois eles ajudam a

queimar a gordura já acumulada. A

obesidade é um problema a longo

prazo, que requer uma solução a

longo prazo. Duas ou três semanas

de dieta são inúteis. É necessária

uma mudança completa e perma330

nente nos hábitos alimentares e nos

exercícios. Não peça a seu médico

remédios para emagrecer. Os únicos

que existem apenas diminuem

seu apetite - eles não “emagrecem”,

e os seus efeitos tendem a desaparecer.

Ao contrário do que as pessoas pensam,

o excesso de líquido não é uma

das causas do excesso de peso.

Exceto nas doenças sérias, até aqueles

que apresentam maior retenção

de líquido, carregam somente cerca

de 3 kg de excesso de líquido

mas, provavelmente, uns 20 kg de

excesso de gordura. A maior parte

do excesso de líquido desaparece

com a gordura, se for seguida a dieta

mencionada acima, desde que o

consumo de sal seja mantido num

mínimo (apenas um pouco para cozinhar).

Não é bom “passar fome”,

pois o intestino precisa de certo

volume para expelir as gorduras.

Coma muita fruta, verduras e legumes

para fornecer as fibras necessárias

para manter os intestinos em

ordem. (V. Alimentação saudável.)

Atualmente não se discute se a obesidade

é uma doença, pois os especialistas

concluíram tratar-se de várias

doenças com causas diversas e

tipos diferentes de tratamento. O

diagnóstico mais correto se faz através

da avaliação do percentual de

gordura corporal, porém as medidas

antropométricas também são

muito utilizadas na prática.

OBITUÁRIO - Relação dos óbitos.

OBSESSÃO - Idéia fixa.

OBSOLETO - Fora de uso.

OBSTETRA - Especialista em Obstetrícia.

OBSTETRÍCIA - Parte da Medicina

que estuda a gravidez e o parto.

OBSTIPAÇÃO - Constipação rebelde,

prisão de ventre. Dificuldade no

esvaziamento do intestino. Popularmente

conhecida como “prisão de

ventre” ou “intestino preso”. As matérias

fecais tornam-se duras e compactas,

o que ocasiona uma evacuação

dolorosa. Entre as causas da

prisão de ventre estão a alimentação

inadequada, irregularidade de

evacuação, falta de exercício físico

e abuso no uso de laxativos a longo

prazo. A obstipação raramente é

grave, a não ser que resulte de uma

doença orgânica.

OBSTIPANTE - Constipante, antidiarréico.

OBSTRUÇÃO - Termo comumente

usado em relação ao intestino, quando

um bloqueio provocado por um

tumor ou coalescência de uma cirurgia

anterior, por exemplo, provoca

uma dor intensa devido aos

grandes esforços que o músculo do

intestino faz para expelir a causa do

bloqueio. Geralmente há prisão de

ventre e mais tarde vômito, pois o

conteúdo intestinal se desenvolve

atrás da fonte da obstrução. O tratamento

geralmente se dá por meio

de uma cirurgia de emergência para

remover as obstruções. A combinação de uma forte dor abdominal,

prisão de ventre e vômito requer

ajuda médica urgente.

Nas pessoas idosas, a prisão de ventre

excessiva pode levar a essa condição,

e o tratamento é feito por meio

de uma lavagem do intestino. Isso é

raro em pessoas de outras idades.

OBSTRUÇÃO NASAL - Nariz entupido.

OBTURADOR - Que fecha um orifício

ou uma cavidade.

OCCIPITAL - Referente à parte posterior

da cabeça.

OCCIPÚCIO - A parte mais posterior

da cabeça.

OCITÓCICO - Que estimula a contração

uterina e favorece o parto.

OCLUSÃO - O mesmo que fechamento.

OCULISTA - Oftalmologista, médico

que trata das doenças dos olhos.

OCULOMOTOR - Que move o globo

ocular.

OCUPACIONAL - Relativo a uma

ocupação como tratamento físico ou

mental. Exemplo: a terapêutica

ocupacional.

ODINOFAGIA - Dor à deglutição.

ODONTALGIA - Dor de dentes.

ODONTOCLASIA - Fratura de dente.

ODONTODINIA - Dor de dentes.

ODONTÓIDE - Semelhante a um

dente.

ODONTÓLITO - Depósito calcário

nos dentes, tártaro.

ODONTOLOGIA - Ciência que estuda

os dentes e partes afins.

ODONTOMA - Tumor do tecido

dentário.

ODORANTE - O mesmo que Aromático.

OFICINAL - Medicamento que já se

encontra pronto nas farmácias e tem

fórmulas invariáveis, as quais figuram

nas Farmacopéias.

OFTALMIA - Doença nos olhos.

OFTALMIA CATARRAL - Conjuntivite

simples.

OFTALMIA SIMPÁTICA - Inflamação

de um olho, que aparece em

caso de lesão no outro olho.

OFTÁLMICO - Referente ao olho.

OFTALMOLOGIA - Ciência que

estuda o olho e a visão.

OFTALMOLOGISTA - O especialista

em Oftalmologia.

OFTALMOPLEGIA - Paralisia do

globo ocular.

OFTALMORRAGIA - Hemorragia

do globo ocular.

OFTALMORRÉIA - Oftalmia purulenta.

OFTALMORREXE - Ruptura do globo

ocular.

OFTALMOSCOPIA - Exame no interior

do olho.

OFTALMOSCÓPIO - Instrumento

para examinar o interior do olho,

pela iluminação.

OFTALMÓSTATO - Aparelho que

mede a pressão intra-ocular. Termômetro.

OLEAGINOSO - Que contém óleo.

OLECRÂNIO - A ponta do osso

cúbito no cotovelo.

ÓLEO - Éster de glicerina. Compõese

de glicerina e um ou mais ácidos

graxos.

ÓLEO ANIMAL - Óleo de ossos.

ÓLEO CINZENTO - Óleo mercurial.

ÓLEO DE CASTOR - Óleo de rícino.

ÓLEO DE OLIVA - Azeite doce.

ÓLEO DE PALMA CHRISTI - Óleo

de rícino.

ÓLEO DOCE - O mesmo que Glicerina.

ÓLEO ESSENCIAL - Essência, óleo

volátil.

ÓLEO MINERAL - Vaselina líquida.

Petrolato.

OLFATO - Pelo olfato, percebemos

o cheiro das substâncias. Os órgãos

responsáveis pela percepção do

odor são as fossas nasais, forradas

internamente pela membrana pituitária.

É nessa membrana que se expande

o nervo olfativo. Quando o

ar, carregado de partículas odoríferas,

penetra nas fossas nasais, a

membrana pituitária é imediatamente

impressionada porque o

muco por ela produzido capta e conserva

essas partículas. As delicadas

ramificações do nervo olfativo recolhem,

então, as impressões do

cheiro e as transmitem ao cérebro.

Quando ficamos resfriados, as secreções

enchem as fossas nasais,

impedindo que as células olfativas

sejam estimuladas pelo cheiro.

OLHOS - O cuidado com os olhos é

importante. A sua inflamação pode

ocorrer devido a várias causas. Os

olhos que ficam vermelhos e irritados,

principalmente no final do dia,

provavelmente estão sendo muito

forçados. Pode também haver uma

leve irregularidade no cristalino,

que torna difícil a focalização de luz

no fundo do olho. O cristalino pode

estar muito achatado, o que facilita

a focalização dos objetos distantes,

mas dificulta a visão de perto - a

condição do presbitismo ou hipermetropia.

Se o cristalino estiver

muito curvado, há a miopia ou visão

curta, ao passo que, se o cristalino

estiver irregular - muito curvado

numa direção e muito achatado

noutra -, a condição é descrita como

astigmatismo. Todas requerem óculos

ou lentes de contato.

Vários micróbios podem produzir

uma inflamação e secreção no revestimento

do olho - conhecidos

como “conjuntivite”. (V. Conjuntivite.)

Se a inflamação não melhorar

logo, deve-se consultar um

médico.

O sol forte também pode provocar

inflamação, por isso os olhos devem

ser protegidos com óculos escuros

(lentes polarizadas) durante o verão, especialmente no litoral, onde o clarão pode ser mais forte. A exposição

inadequada à luz ultravioleta

(luz do sol) pode causar inflamações

graves. Use sempre os óculos de

proteção e siga minuciosamente as

instruções de tempo de exposição.

1) Visão normal - A luz de um objeto

externo é trazida com precisão

para um foco na retina sensível do

fundo do globo ocular.

2) Hipermetropia (visão longa) -

O globo ocular é curto demais, ou

o cristalino é muito fraco, de forma

que a luz chega a um foco atrás da

retina. Os objetos distantes podem

ser vistos mais claramente que os

mais próximos. São necessários

óculos convexos para corrigir esse

problema.

3) Miopia (visão curta) - O globo

ocular é muito longo, ou o cristalino

é muito poderoso, de forma que

a luz chega a um foco na frente da

retina. Os objetos de perto podem

ser vistos mais claramente que os

distantes. Os óculos côncavos são

recomendados para corrigir esse

problema.

4) Astigmatismo - Ou o globo ocular

ou o cristalino é irregular, de

forma que a luz é trazida para um

foco em diferentes níveis e em diferentes

partes do olho. Óculos especiais

são recomendados para corrigir

o problema individual no

astigmatismo.

Uma outra causa de irritação é uma

pequena partícula que se aloja no

olho. O olho contendo um “corpo

estranho”, não deve, de forma alguma,

ser esfregado, pois isso pode

causar danos à membrana delicada.

Deve-se segurar as pálpebras abertas

e examinar cuidadosamente o

olho - debaixo da pálpebra superior,

com o paciente olhando para

baixo, e debaixo da pálpebra inferior,

enquanto ele olha para cima.

Se a partícula for encontrada, ela

deve ser removida cuidadosamente

com um pedacinho de algodão

ou com o canto de um lenço macio

e limpo. Às vezes, consegue-se remover

a partícula puxando suavemente

a pálpebra superior para

cima da inferior. Pode-se também

ficar livre da partícula segurando

a cabeça acima de uma bacia com

água limpa, e depois abrindo e fechando

os olhos debaixo d’água.

Se a partícula não puder ser vista

ou removida, o paciente deve ser

levado ao médico.

Às vezes, os dutos podem ficar

bloqueados, deixando os olhos

lacrimosos. Eles podem ser desobstruídos

em um ou dois minutos

pelo médico.

Duas causas importantes de olhos

vermelhos e doloridos são o glaucoma

(V. Glaucoma.) e a inflamação

da íris. (V. Irite.) Entre os sinais

do glaucoma estão episódios de

embaçamento da visão e auréolas

ao redor das luzes. Estes, ou qualquer

outro distúrbio repentino da

visão, indicam a necessidade de um

exame urgente.A maioria das pessoas geralmente precisa

de óculos por volta dos 50 anos

de idade. É imprudente demorar para

fazer um exame, se estiver com alguma

dificuldade; daí por diante, devese

fazer exames a cada 5 anos.

O médico deve ser consultado em

qualquer caso de dor, secreção viscosa,

distúrbio de visão e olhos persistentemente

vermelhos ou lacrimosos.

(V. Arterite, Catarata e

Conjuntivite aguda e contagiosa.)

OLIGO - Prefixo grego que significa

“pouco”.

OLIGOEMIA - O mesmo que Anemia.

OLIGO-HIDRÂNIO - Deficiência

do líquido amniótico.

OLIGOMENORRÉIA - Menstruação

insuficiente.

OLIGOPNÉIA - Respiração retardada.

OLIGOSPERMIA - Deficiência de

espermatozóides no esperma.

OLIGÚRIA - Diminuição da quantidade

de urina.

OLIVA - O mesmo que azeitona.

OLIVAR - Em forma de oliva.

OMALGIA - Dor no ombro.

OMARTRITE - Inflamação da articulação

do ombro.

OMENTO - Epiplo.

OMO-HIÓIDEO - Referente à omoplata

e ao osso hióide.

OMOPLATA - Osso largo, delgado

e triangular que forma a parte posterior

do ombro; escápula.

ONCOGENE - Genes normalmente

envolvidos no controle da proliferação

celular.

ONCOLOGIA - Estudo dos tumores

neoplásticos, do câncer em

geral.

ONFALECTOMIA - Ablação cirúrgica

do umbigo.

ONFÁLICO - Relativo ao coto umbilical

(umbigo).

ONFALITE - Inflamação do umbigo.

ONFALOCELE - Hérnia umbilical.

ONFALORRAGIA - Hemorragia no

umbigo.

ONICOFAGIA - Vício de roer as

unhas.

ONICÓIDE - Semelhante à unha.

ONICOMICOSE - Micose da unha.

ONIQUIA - Inflamação generalizada,

atingindo as bordas, matriz e

leito das unhas com presença de

pus. V. Micose de unha.

ONIQUITE - Inflamação generalizada,

atingindo as bordas, matriz

e leito das unhas. V. Micose de

unha.

ONIXE - O mesmo que Oniquite.

ONTOGÊNESE - Evolução de um indivíduo

desde o ovo até a idade

adulta.

OOFORECTOMIA - Extirpação do

ovário.

OOFORITE - Ovarite, inflamação do

ovário.

OOFORO - O mesmo que Ovário.

OPACIDADE - Falta de transparência.

OPACO - Não transparente.

OPIATO - Uma preparação farmacêutica

do ópio.

OPILAÇÃO - Ou amarelão; nomes

populares da Ancilostomíase.

ÓPIO - Substância que se extrai dos

frutos verdes de várias espécies de

papoula ou dormideira, do gênero

Papaver somniferum. É utilizada

como narcótico.

OPIOMANIA - Impulso irresistível

a fazer uso do ópio.

OPOTERAPIA - Tratamento pelos

extratos de órgãos de animais.

OPSONINA - Anticorpo que sensibiliza

os micróbios, tornando-os

mais suscetíveis à fagocitose.

ÓPTICA - Ciência que estuda a luz e

a visão.

OPTOMETRIA - Escolha de óculos

para normalizar a acuidade visual.

OPTOMETRISTA - O profissional

que pratica a Optometria.

ORAL - Bucal, pela boca.

ORBICULAR - Que rodeia um

orifício.

ORBICULARES DOS LÁBIOS -

Músculos que se contraem no assobio,

no beijo, na sucção.

ÓRBITA - Cavidade que contém os

globos oculares e que é formada

pelos ossos frontal, etmóide, esfenóide,

lacrimal, malar e palatino.

ORELHA - Passa a substituir o termo

“ouvido”, que induzia a supor que

sua função era apenas captar sons.

Sabe-se, hoje, que a orelha também

se encarrega do equilíbrio do corpo.

ÓRGÃO - Parte do organismo que

exerce uma função especial.

ÓRGÃOS SENSORIAIS - Têm função

de colher impressões na superfície

de nosso corpo. A pele, os

olhos, a língua e as fossas nasais

recolhem os estímulos fornecidos

pelo ambiente, e o cérebro os transforma

em sensações.

ORGANOLÉPTICO - Que impressiona

os órgãos dos sentidos.

ORGANOTERAPIA - Relativo à

boca e à língua.

OROFARINGE - O conjunto da boca

e da faringe.

ORQUIDECTOMIA - Ablação do

testículo.

ORQUIDOPEXIA - Fixação do testículo.

ORQUIEPIDIMITE - Inflamação do

testículo e do epidídimo.

ORQUIOCELE - Hérnia escrotal.

ORQUIODINIA - Dor no testículo.

ORQUIOPLASTIA - Reparo cirúrgico

no escroto.

ORQUIOTOMIA - Incisão no testículo.

ORQUITE - Inflamação dos testículos,

as glândulas sexuais masculinas.

Geralmente, resulta de um ataque

por micróbios e pode ocorrer

como uma complicação da caxumba.

Uma outra causa é a infecção

venérea, especialmente a gonorréia.

Os sintomas são dor e inchação nos

testículos, e se isso ocorrer não se

deve perder tempo para procurar um

médico. Num garoto novo, a inchação

e a dor podem ocorrer por causa

de uma torção do testículo (V.

Torção do testículo.), e isso requer

uma cirurgia urgente para salvar o

testículo. Os homens que sofrem de

orquite - uma doença bem alarmante

- não devem ficar assustados demais.

A enorme inchação do testículo

pode ser combatida por várias

drogas, e normalmente a glândula

retorna à sua função normal, sem

qualquer perda da virilidade ou da

fertilidade.

ORTODIAGRAMA - Silhueta de um

órgão traçada mediante escuta ou

exame.

ORTODONTIA - Correção das irregularidades

dos dentes.

ORTOLANI, SINAL DE - Manobra

feita para verificar existência de

luxação congênita do quadril.

ORTOPEDIA - Correção das deformidades

ósseas e articulares.

ORTOPÉDICO - Relativo à Ortopedia.

ORTOPEDISTA - Profissional que

pratica a Ortopedia.

ORTOPNÉIA - Dispnéia tão forte

que o paciente não consegue permanecer

deitado, tem de sentar-se

ou levantar-se.

ORTÓPTICA - Correção dos defeitos

visuais mediante exercícios.

ORTOSTÁTICO - Na posição ereta.

ORTÓTICO - Causado pela (ou relativo

a) posição do pé.

ORTÓTONO - Contratura muscular

total, deixando o corpo em extensão,

duro como uma haste.

ÓSMICO - Relativo aos cheiros.

OSMIDROSE - Sudação com cheiro

muito forte.

OSMOSE - Penetração dos líquidos

dos tecidos para o interior dos capilares.

OSMÓTICO - Relativo à osmose.

OSSÍCULO - Pequeno osso.

OSSIFICAÇÃO - Formação de tecido

ósseo.

OSSIFORME - Semelhante a osso.

OSSINHOS DO OUVIDO - São

três: martelo, bigorna e estribo.

Conduzem os sons para o nervo

auditivo (também chamado “acústico”).

OSSO - A parte predominante da matéria

que forma o esqueleto da maioria

dos animais vertebrados; é

constituído de tecido conjuntivo

cujo substrato é a osseína. Os ossos

constituem os órgãos passivos

do movimento, são formados por

uma parte orgânica, a osseína (proteína)

e por outra inorgânica constituída

de carbonato e fosfato de

cálcio. O esqueleto humano é formado

por pouco mais de 200 ossos

que são classificados em três tipos:

longos (fêmur), chatos (escápula) e

curtos (vértebra). Até o final da adolescência

o indivíduo sofre o processo

de ossificação, isto é, a

mineralização dos ossos, que ocorre

pela fixação dos sais de cálcio

assimilados dos alimentos; para

essa fixação é indispensável a vitamina

A. Numa criança, a carência

dessa vitamina provoca uma calcificação

incompleta que determina o

raquitismo, por deformação dos

ossos e atraso do crescimento.

OSTEÍTE - Inflamação do tecido

ósseo.

OSTEOALGIA - Dor óssea.

OSTEOARTRITE - O tipo de artrite por

desgaste, no qual a superfície da junta

fica enrugada, irregular e dolorida.

Pode ser agravado por um excesso de

peso ou um ferimento anterior, e é comum

nas juntas que suportam peso,

como o quadril e o joelho. Quanto ao

tratamento, veja Artrite.

OSTEOARTROPATIA - Doença do

osso e da articulação.

OSTEOCLASIA - Ato de fraturar cirurgicamente

o osso para obter redução

exata de fratura anterior.

OSTEOCLASTIA - V. Osteoclasia.

OSTEOCLASTO - Instrumento para

fraturar o osso.

OSTEOCLEROSE - Endurecimento

anormal do osso.

OSTEOCONDRITE - Inflamação do

osso e da cartilagem.

OSTEODINIA - V. Osteoalgia.

OSTEÓFITO - Nodosidade óssea.

Pequeno aumento decorrente de

cartilagem que protege o osso.

OSTEOGÊNESE - Formação dos

ossos.

OSTEÓIDE - Semelhante ao osso.

OSTEOLÍTICO - Que destrói o osso.

OSTEOLOGIA - Estudo dos ossos.

OSTEOMA - Tumor de tecido ósseo.

OSTEOMALACIA - Amolecimento

dos ossos.

OSTEOMIELITE - Infecção do osso.

Infecção dentro da cavidade do

osso. Micróbios de algum foco de

infecção, que às vezes não está óbvia,

podem (principalmente depois

de um ferimento) ganhar acesso à

corrente sangüínea e, de lá, ao interior

de um osso. A condição ocorre

mais comumente no joelho - em direção

às extremidades dos ossos

acima ou abaixo da junta -, mas

pode ocorrer em qualquer outro

osso. A infecção dentro dos ossos

causa uma dor terrível e febre. As

tentativas de mexer na parte afetada

aumentam a dor, e a criança (pois

as crianças geralmente são atingidas)

permanece notavelmente quieta.

Os antibióticos podem curar,

mas às vezes é necessário operar

para soltar o pus. De vez em quando,

a causa é o bacilo de Koch, e

então ela é conhecida como osteomielite

tuberculosa. Nesse caso, o

tratamento requer drogas antituberculose, que são muito eficazes;

os antibióticos têm evitado bastante

os efeitos a longo prazo, que incluem

a destruição de áreas grandes

do osso e recorrências de secreção

das cavidades dos membros,

mas a condição ainda requer tratamento

urgente nos primeiros

estágios.

OSTEONECROSE - Necrose do

osso.

OSTEOPATA - O profissional da

Osteopatia.

OSTEOPATIA - Doutrina médica

(nos Estados Unidos) em que todas

as doenças são causadas pela má

disposição dos ossos e tratadas mediante

massagens e manipulação

das articulações. Ou ainda: toda

afecção dos ossos.

OSTEOPENIA - Leve redução da

massa óssea em relação ao esperado

pela idade.

OSTEOPLASTIA - Cirurgia plástica

dos ossos.

OSTEOPOROSE - Rarefação dos

ossos que ocorre com o aumento da

idade - especialmente nas mulheres,

logo depois da menopausa. As fraturas

no pulso, quadril e espinha se

tornam comuns.

A terapia de reposição de hormônio

ajuda a prevenir a osteoporose. É

recomendado um bom consumo de

cálcio, apesar de seus efeitos serem

questionáveis.

OSTEOSSARCOMA - Sarcoma com

tecido ósseo.

OSTEOSSÍNTESE - Fixação cirúrgica

de uma fratura, por meio geralmente

metálico.

OSTEOTOMIA - Incisão de um

osso. Secção cirúrgica de um osso.

OSTEÓTOMO - Instrumento cirúrgico

destinado a cortar ou aparar os

ossos. Assemelha-se a um bisel com

corte dos dois lados.

OTALGIA - Dor no ouvido.

ÓTICO - Relativo ao ouvido.

OTITE - Inflamação do ouvido.

OTITE EXTERNA - Inflamação do

canal do ouvido externo que vai até

o tímpano. Ela provoca coceira, dor

e secreção. O tratamento é por meio

de gotas para o ouvido, que têm um

efeito analgésico e contêm agentes

antibióticos ou antifungos. É necessário

orientação médica.

OTITE INTERNA - Inflamação do

ouvido interno, afetando os órgãos

do equilíbrio (labirinto e canais semicirculares).

OTITE MÉDIA - Inflamação do ouvido

médio, geralmente causada por

uma infecção que se espalha do nariz

ou da garganta. A dor de ouvido,

principalmente nas crianças,

ocorre freqüentemente devido à

otite média, e é necessária uma assistência

médica imediata, para que

possam ser receitados antibióticos,

se necessário. Dessa forma, podemse

evitar complicações como a

mastoidite, a secreção crônica e a

surdez.

OTODINIA - Dor no ouvido.

OTORRÉIA - Secreção do ouvido.

Pode ocorrer na otite externa e também

na otite média, caso o tímpano

se rompa devido à pressão da formação

de pus no ouvido médio.

Esse tipo de perfuração no tímpano

geralmente cicatriza logo, mas nos

casos não tratados a perfuração

pode ser permanente, e a secreção

se repetir de vez em quando. (V.

Surdez.)

OUVIDO EXTERNO - O pavilhão

da orelha e o conduto auditivo externo.

OUVIDO INTERNO - A parte mais

interna e mais complexa do ouvido.

Contém o labirinto e os canais

semicirculares, que regulam o equilíbrio.

OUVIDO MÉDIO - Compartimento

separado do ouvido interno pela

membrana do tímpano.

OVARIALGIA - Dor no ovário.

OVARIECTOMIA - Ablação cirúrgica

do ovário.

OVARIOCENTESE - Punção no

ovário.

OVÁRIO-HISTERECTOMIA - Ablação

do ovário e do útero.

OVÁRIOS - Glândulas sexuais femininas

que se localizam dentro da cavidade

abdominal, uma de cada

lado, acima do útero. Elas produzem

os óvulos, que depois de se

unirem a um espermatozóide podem

vir a se tornar um bebê. Geralmente

a cada 28 dias mais ou menos

é produzido um óvulo, no meio

do intervalo entre as menstruações,

e o revestimento do útero fica mais

espesso para recebê-lo. (V. Glândulas,

Hormônios, Infertilidade, Menopausa,

Menstruação.)

OVÁRIOS POLICÍSTICOS - Doença

dos ovários que está associada a

defeito na regulação de sua função;

desenvolvem-se vários cistos na

superfície dessas glândulas. A doença

causa, geralmente, irregularidade

menstrual e dificuldades para

engravidar. Também a obesidade

pode estar associada aos ovários

policísticos.

OVARIOTOMIA - Incisão do

ovário.

OVARITE - Inflamação do ovário. O

mesmo que Ooforite.

OVIDUTO - Trompa de Falópio

(hoje designada “tuba uterina”).

OVO - Produto da fusão do espermatozóide

com o óvulo.

OVULAÇÃO - Amadurecimento e

desprendimento do óvulo do ovário.

ÓVULO - Em Farmácia: supositório

vaginal. Em Biologia: célula

germinativa que se desprende do

ovário e vai à tuba uterina para ali

ser (ou não) fecundada pelo espermatozóide.

OXALÚRIA - Excesso de oxalatos na

urina.

OXICEFALIA - Crânio em forma de

torre.

OXIDANTE - Que favorece a oxidação.

OXIGENAÇÃO - Combinação com

oxigênio.

OXIGÊNIO - Gás que forma 20% da

atmosfera e é indispensável à vida

humana.

OXIGENOTERAPIA - Tratamento

pelas instalações de oxigênio sob

pressão. Administração de oxigênio

medicinal via máscara ou cateter

nasal para pacientes portadores de

déficit de oxigenação.

OXI-HEMOGLOBINA - Combinação

de hemoglobina com oxigênio.

OXIÚRO - Gênero de vermes intestinais

da família dos Ascarídeos,

freqüente no reto e causando intenso

prurido.

OZENA - Rinite crônica fétida e

atrófica.

341

P P P. A. - Pressão arterial.

PACIENTE - Doente; pessoa que padece;

pessoa que está sob cuidados

médicos.

PALATO - Abóbada palatina. Abóbada

da cavidade bucal; o céu da

boca. Duro: a parte do palato situada

entre os alvéolos dentais e o véu

palatino.

PALATOFARÍNGEO - Referente ou

pertencente ao palato e à faringe.

PALATO MOLE - A parte posterior

da abóbada palatina.

PALATOPLASTIA - Cirurgia plástica

do palato.

PALATOPLEGIA - Paralisia do

palato.

PALATORRAFIA - Sutura do palato.

PALIATIVO - Remédio que alivia,

mas não cura.

PALINDROMIA - Recidiva ou recaída

de uma doença.

PALINFRASIA - Repetição mórbida

de palavras ou de frases.

PALMA - A superfície côncava da

mão.

PALMAR - Referente à palma da

mão.

PALOR - Palidez pronunciada que

pode ser simplesmente um problema

de cor de pele, ou pode indicar

uma falta de substância corante vermelha

(hemoglobina) no sangue. O

segundo caso é mais provável se os

lábios e as membranas vermelhas do

lado de dentro das pálpebras também

estiverem pálidos. (V. Anemia.)

PALPAÇÃO - Exame pelas mãos,

pelo tato.

PALPITAÇÕES - Normalmente, o coração

bate com constância e nós não

percebemos sua ação. Às vezes,

quando as batidas se tornam mais

rápidas ou irregulares, sentimos

uma agitação no peito, conhecida

como palpitação. Isso de vez em

quando ocorre numa doença cardíaca

e na tireotoxicose (V. Bócio.),

quando o coração trabalha de forma

menos eficiente que o normal;

mas, geralmente, as palpitações não

são causadas por nenhum distúrbio

sério. Elas sempre acompanham um

abalo emocional e podem também

ser causadas pelo excesso de cigarro.

As pessoas leigas ficam excessivamente

preocupadas com as palpitações

e sentem que alguma coisa

séria está acontecendo. Se o sintoma

persistir por algum tempo,

deve-se buscar orientação médica;

mas, na maioria dos casos, não há

motivo para ansiedade. A preocu342

pação e o estresse fazem com que

fiquemos excessivamente atentos à

ação normal do coração, assim

como também tendem a acelerá-lo.

Essa é a causa mais comum das palpitações.

Se o médico disser que

está tudo bem, não se preocupe com

o fato. (V. Pulso.)

PÁLPEBRAS - São duas membranas

(uma superior e outra inferior) formadas

por tecido epitelial. Através

de seus movimentos, controlam a

entrada de luz para o interior do

olho. Também protegem os olhos

contra traumatismos, lesões e corpos

estranhos, fechando-os rapidamente,

em movimentos reflexos.

PALUSTRE - Referente ao impaludismo.

PANACÉIA - Cura-tudo, remédio

empírico e sem valor.

PANARÍCIO - Infecção na dobra do

tecido de cada lado da unha podendo

se espalhar embaixo da mesma.

Lavar em água quente com sal pode

fazer com que a infecção arrebente,

deixando escapar o pus. Se a infecção

persistir e se espalhar debaixo

da unha, faz-se necessário o uso

de antibióticos e, talvez, a drenagem

de pus. (V. Dedo séptico.)

PANARTRITE - Inflamação de todas

as articulações.

PANCARDITE - Inflamação generalizada

do coração.

PÂNCREAS - Órgão localizado atrás

do estômago. No pâncreas, encontram-

se dois grupos de células

secretoras. Um produz o suco pancreático,

que é lançado no duodeno,

e o outro produz hormônios, que são

lançados no sangue. Por essa razão,

o pâncreas é considerado uma glândula

mista. Pequenas partes de sua

superfície (ilhotas) produzem a insulina,

o hormônio mais importante

produzido no pâncreas, que é despejada

diretamente na corrente

sangüínea para controlar o nível de

açúcar no sangue.

PANCREATECTOMIA - Extirpação

parcial ou total do pâncreas.

PANCREATITE - Inflamação do pâncreas.

PANCREOPATIA - Toda afecção do

pâncreas.

PANDEMIA - Epidemia muito acentuada,

atacando quase toda a população

ao mesmo tempo.

PAN-HISTERECTOMIA - Extirpação

total do útero.

PANÍCULO - O mesmo que Camada.

PANO OU PANNUS - Vascularização

e opacidade da córnea.

PANOFTALMIA - Inflamação de

todo o globo ocular.

PANOFTALMITE - O mesmo que

Panoftalmia.

PANOTITE - Inflamação total do

ouvido médio e interno.

PANTURRILHA - Barriga da perna

ou batata da perna.

PAPA - O mesmo que Cataplasma.

PAPA DE HEMÁCIA - Concentrado

de glóbulos vermelhos.

PAPAÍNA - Fermento cristalino do

suco de mamão (leite de mamão).

PAPANICOLAU - Método de exame

preventivo do câncer do colo uterino.

PAPAVERINA - Alcalóide do ópio,

produz afrouxamento dos músculos

lisos e vasodilatação.

PAPILA - Pequena eminência cônica.

Elevação cônica do derma da pele

e das mucosas do epitélio pavimentoso.

Mamária: o bico do seio. Do

nervo óptico: disco situado no pólo

posterior do olho e correspondente

à entrada do nervo óptico e dos vasos

retinianos.

PAPILA ILEAL - É a designação nova

para “válvula ileocecal”; órgão que

fica na passagem do intestino delgado

para o grosso. Não se parece

e não tem função de válvula, mas

se assemelha com mamilos, daí a

mudança de nome.

PAPILEDEMA - Papila do nervo

óptico.

PAPILIFORME - Em forma de papila.

PAPILITE - Inflamação da papila.

PAPILITE NECROSANTE - V. Necrose

papilar.

PÁPULA - Mancha rósea na pele,

com elevação.

PAQUI - Prefixo grego que significa

“espesso”, “grosso”.

PAQUIDERMIA - Espessamento da

pele.

PAQUIMENINGE - O mesmo que

Dura-máter.

PARA-ANESTESIA - Anestesia da

metade inferior do corpo.

PARA-AÓRTICO - Ao lado da aorta.

PARACENTESE - Punção de uma

cavidade por uma agulha, por um

trocarte e cânula ou por outro

instrumento oco, com o objetivo de

retirar um líquido patológico aí acumulado.

A operação é denominada

de acordo com a cavidade puncionada:

abdome-abdominocentese;

coração-cardiocentese; pericárdiopericardiocentese;

tórax-toracocentese,

etc.

PARACOLPO - Tecido conjuntivo

que rodeia a vagina.

PARADOXAL - Em completo desacordo

com a regra normal.

PARA-ESTERNAL - Junto ao esterno.

PARAFIMOSE - Retração do prepúcio,

que não pode cobrir a glande.

PARALISIA - A perda de movimento

voluntário de uma parte do corpo;

a perda do poder de movimentar os

músculos envolvidos. Ela pode estar

associada a uma perda ou distúrbio

de sensação, mas esse não é

necessariamente o caso, já que os

dois conjuntos de nervos - motor e

sensorial - estão separados. (V.

Neurite.) A paralisia pode ser sintoma

de uma doença ou injúria

numa parte do cérebro que controla

os movimentos (uma apoplexia,

por exemplo), na medula espinhal,

que transmite as mensagens, ou nos

próprios nervos (neurite, por exemplo).

Atualmente, uma das causas

mais comuns da paralisia espinhal

é a injúria provocada por acidentes

de automóvel. Infelizmente, a maioria

dos tipos de paralisia (exceto

quando ocorre devido a medo, que

é passageira), que tenha persistido

por muito tempo, geralmente não é

curada por completo, porque as células

nervosas atingidas não podem

ser substituídas. No entanto, há geralmente,

alguma função restante na

parte envolvida e, por meio de exercícios

especiais criados para isso, o

paciente quase sempre pode fazer

muita coisa para superar a deficiência.

PARALISIA DE BELL - Paralisia da

metade da face, que fica repuxada

no lado afetado, provavelmente causada

por uma infecção virulenta do

nervo que supre os músculos da

face. Uma injeção pode acelerar a

recuperação, mas, mesmo sem nenhum

tratamento, geralmente sara

por completo em algumas semanas.

PARALISIA FACIAL - Perda da capacidade

de movimentos voluntários

dos músculos da face em conseqüência

de lesão ou moléstia do

feixe nervoso que o inerva.

PARALISIA GERAL - V. Sífilis.

PARALISIA INFANTIL - V. Poliomielite.

PARAMASTITE - Inflamação da região

próxima aos seios.

PARAMÉTRIO - O tecido que circunda

o útero.

PARAMETRITE - Inflamação do

paramétrio.

PARANEFRO - Cápsula supra-renal.

PARANIQUIA - Inflamação crônica

da dobra ungueal, atingindo bordas

e placas com presença de pus. (V.

Micose de unha.)

PARANIQUITES - Inflamação ao redor

das unhas, atingindo bordas e

placas. V. Micose de unha.

PARANÓIA - Tipo de doença mental

caracterizado pela desconfiança

de ser prejudicado. Ela pode se desenvolver

rápida ou lentamente,

persistir ou então ceder. A solidão

parece ser uma das causas dessa

doença. O paciente tende a meditar

muito. Nos casos amenos, as pessoas

podem meramente ser consideradas

excêntricas ou mal-humoradas.

Na época de procurar um

médico, o sofredor - em casos raros

- pode estar iludido o suficiente

para acreditar que Deus o escolheu

para fazer alguma coisa, possivelmente

alguma coisa terrível. Não

será fácil, mas é fundamental que o

leve. As visões do paciente são tão

firmes que algumas pessoas próximas

chegam a achá-las corretas.

Requer sempre um tratamento especializado.

Nos primeiros estágios, existem

vários tratamentos com drogas modernas,

de um ou outro tipo, que

geralmente são bem úteis, e precisam, quase sempre, de uma continuação

durante um certo tempo. A

psicoterapia é útil mais tarde. As

perspectivas de melhora são excelentes

se for encontrado um médico

que o paciente aceite. Aconselha-

se um novo emprego ou condições

melhores de vida. (V. Terapia

eletroconvulsiva, Mania, Doença

mental e Esquizofrenia.)

PARAPLEGIA - Paralisia dos membros

inferiores que compromete,

parcialmente, também o tronco.

PARAPLÉGICO - Referente a paraplegia.

O que sofre de paraplegia.

PARAPLEURISIA - Falsa pleurisia.

PARAPLEXIA - Defeito que leva o paciente

a tresler, substituindo por

vocábulos sem sentido as palavras

escritas.

PARARTREMA - Luxação incompleta.

PARASITICIDA - Que mata os parasitos.

PARASITO - Planta ou animal que

vive sobre, ou dentro de, outro organismo

vivo, causando dano e não

oferecendo nenhum benefício.

Exemplos de doenças parasíticas

são a malária (V. Malária.), na qual

o parasito é transmitido do mosquito

para o homem, e a disenteria

amebiana (V. Disenteria.), na qual

o parasito é adquirido de alimento

ou água contaminada.

PARASITOLOGIA - Estudo dos parasitos.

PARASSALPINGITE - Inflamação

dos tecidos conjuntivos próximos à

trompa.

PARASSIMPÁTICO - Parte crâniosacra

do sistema nervoso autônomo

ou vegetativo.

PARATIFO - Maneira errada de designar

a febre paratifóide.

PARATIREÓIDES - Quatro pequenas

glândulas, de secreção interna,

arranjadas em dois pares, perto dos

lóbulos externos da glândula tireóide

no pescoço. Elas produzem um

hormônio que controla o metabolismo

do cálcio e, portanto, a condição

dos ossos. O excesso de

hormônio, como um tumor da

glândula, por exemplo, produz

eventualmente danos aos rins e ossos.

A falta de hormônio causa deficiências

nos dentes, unhas, pele

e cabelo, e pode também provocar

uma forma aguda de cãibra muscular

acrescida de uma sensação de

formigamento - conhecida como

“tetania”.

PARATIREOIDECTOMIA - Extirpação

das paratireóides.

PARATIREOPRIVO - Relativo à

extirpação das paratireóides.

PARATORMÔNIO - Hormônio das

paratireóides.

PARAVERTEBRAL - Ao lado das vértebras.

PÁREAS - O conjunto dos anexos do

embrião: placenta, membranas e

cordão umbilical; secundinas.

PAREGÓRICO - Calmante contra as

dores.

PARÊNQUIMA - A parte diferenciada

de um órgão, excluído o tecido

de sustentação.

PARENQUIMATITE - Inflamação do

parênquima.

PARENQUIMATOSO - Referente

ao parênquima.

PARENTERAL, VIA - Por outra via

que não a bucal. Exemplo: intramuscular,

intravenosa, etc.

PARESIA - Paralisia de nervo ou músculo

que não perdeu inteiramente a

sensibilidade e o movimento; paralisia

ligeira ou incompleta.

PARESTESIA - Desordem nervosa

que se caracteriza por sensações

anormais e alucinações sensoriais;

distúrbio da sensibilidade.

PARÉTICO - Com paresia.

PARIETAIS - Os dois ossos que

formam as paredes laterais do

crânio.

PARKINSONISMO - Doença de

Parkinson, paralisia agitante. O

nome é derivado de James Parkinson

(1755–1824), cirurgião inglês.

PARONÍQUIA - Inflamação ao redor

da unha.

PAROSMIA - Perversão do sentido

do olfato.

PARÓTIDAS - Par de glândulas triangulares

que produzem a saliva,

localizada anteriormente ao pavilhão

auricular.

PAROTIDITE - Inflamação da glândula

parótida.

PAROTIDITE EPIDÊMICA - O mesmo

que Caxumba.

PAROXISMO - Acesso, crise, convulsão.

PARTEIRO - Diz-se do médico e/ou

cirurgião que assiste a partos ou é

especialista em obstetrícia.

PARTO - Ato de dar à luz uma criança.

Normalmente o bebê é expelido

do corpo da mãe mais ou menos

no final da 40ª semana de gravidez.

O trabalho de parto é dividido em

três estágios. O primeiro consiste na

dilatação do colo do útero, quando

as contrações regulares ou “dores

do parto” alargam gradualmente a

abertura, até que esteja num tamanho

suficiente para que o bebê possa

passar. O segundo estágio é a descida

gradativa do bebê do útero,

através de um canal - a vagina - até

deixar o corpo da mãe. No terceiro

estágio, o útero se contrai e, finalmente,

expele a placenta ou as

páreas. É um volume grande de tecido

aderido à parte interna do útero

e do qual o bebê sorve alimento

da mãe.

Normalmente, a paciente deve ficar

sob o cuidado de um médico ou

uma parteira. Acontece que o parto

ocorre, às vezes, em algum lugar

afastado ou, então, começa prematura

e inesperadamente, antes que

se possa chamar auxílio médico.

Nessas circunstâncias, um leigo terá

que ajudar a mãe. O trabalho é geralmente

anunciado por um vestígio

de muco e sangue ou, às vezes,

pela água da bolsa que se rompe.

Trabalhos de parto sucessivos tendem

a ficar mais curtos, em várias

horas, e qualquer pessoa com uma

história de trabalho anterior rápido

pode confirmar isso. Se o parto anterior

foi extremamente rápido, é

sempre mais sensata uma preparação

em que a mulher é levada para

o hospital com uma semana ou mais

de antecedência.

Quando as dores de contração demoram

mais do que meio minuto, e

ocorre em intervalos regulares de

quinze a vinte segundos, significa

que o primeiro estágio está a caminho.

Nesse momento (ou se a bolsa

se romper), recomenda-se que a paciente

vá para o hospital ou entre

em contato com o médico. Se demorar

a ajuda, deve-se preparar um

quarto aquecido e arrumar a cama

com uma roupa branca limpa. A

mãe pode se deitar de lado ou de

costas. No final do primeiro estágio,

ocorrem contrações aproximadamente

a cada três minutos ou

mais, e elas duram cerca de um minuto

e meio. Quando começa o segundo

estágio, a mãe geralmente

tem um desejo forte de parir, e deve

ser encorajada a fazê-lo. Quando a

cabeça do bebê aparece, deve ser

um pouco pressionada com a mão

bem lavada da pessoa que está ajudando.

Nesse momento, deve-se

pedir para que a mãe tome fôlego e

não faça força. Isso é para evitar um

estiramento da parte externa da vagina,

que pode ser lacerada.

Depois que a cabeça sai, o resto do

corpo em geral segue rápida e facilmente.

O bebê vai estar ainda ligado

à mãe pelo cordão umbilical,

que deve ser amarrado em dois lugares,

de 2,5 cm a 5 cm de distância,

com um fio limpo, que fique a

uns 15 cm do bebê. O cordão deve

ser cortado entre os fios, com uma

tesoura limpa (de preferência esterilizada),

o que vai evitar o sangramento.

Não há urgência para se

cortar o cordão: se os instrumentos

necessários não estiverem disponíveis,

as páreas podem ser retiradas

enquanto continuam aderidas ao

cordão; realmente deixe quieto, se

a assistência médica estiver chegando

em uma hora, ou menos.

O importante é checar as condições

do bebê e da mãe. Se o sangramento

for excessivo, trate como segue. Se

nenhum auxílio médico está por vir

naquele dia, e os instrumentos acima

não estiverem à mão, o cordão

pode ser amarrado com um barbante

fininho, e cortado com uma faca

afiada limpa (ou até mesmo com os

dentes, numa emergência). O bebê

deve levar um ou dois tapinhas, se

ele não respirar ou chorar dentro de

20 segundos depois do parto; deve,

então, ser enrolado num pano quentinho,

e depois ser deixado em paz.

Se não houver respostas ao tapinha,

deve-se fazer uma respiração boca

a boca suave, até que chegue a assistência médica. (V. Respiração artificial.)

Deve-se limpar a mucosidade

do nariz e da boca do bebê,

fazendo uma sucção através de algum

tubo ou canudinho disponível.

A mãe deve ser coberta com roupas

de cama quentes, e ela provavelmente

vai liberar as páreas dentro

em pouco. Se estas não forem liberadas

dentro de uma hora, ou pouco

mais, a paciente corre perigo de

um sangramento excessivo. Se houver

um sangramento considerável

depois de o bebê ter nascido, levante

o pé da mãe na cama (sobre uma

cadeira, por exemplo), de modo que

a cabeça da mãe fique mais baixo

que suas nádegas. Ela deve ser

mantida bem aquecida. No caso de

tal hemorragia, em áreas distantes

- onde não existe auxílio médico-,

uma pressão firme com a mão sobre

o estômago, acima do útero

(sentido como uma protuberância

bem abaixo do umbigo) deve expelir

as páreas. Se o sangramento continuar,

o útero pode ser comprimido

firmemente com uma mão colocada

sobre o abdome. O útero geralmente

se contrai e interrompe a

perda de sangue. As páreas devem

ser mantidas para um exame do

médico, para que este possa ver se

estão completas. Nenhuma pessoa

não-qualificada deve tentar conduzir

um parto, a não ser que não

haja outra alternativa, e devem

ser usados todos os esforços para

se conseguir um médico, parteira

ou enfermeira o quanto antes.

Fora a hemorragia, o parto descrito

acima é um parto normal. Deve ser

novamente salientado que os partos

podem complicar muito repentinamente,

e é um erro muito

grave deixar de fazer todas as tentativas

para conseguir ajuda médica

rápida.

Podem ocorrer partos mais complicados,

como aqueles em que aparecem

primeiro as nádegas, ou os

partos com fórceps, que estão fora

de nosso alcance. Com as condições

modernas, a mãe tem muito menos

desconforto que num parto natural

(pode-se usar anestesia local ou geral),

e o parto com assistência pode

salvar vidas.

PARTO NORMAL - Não se acha

mais que o parto normal possa ocorrer

totalmente sem dor, e qualquer

mãe que sentir necessidade de aliviar

a dor pode pedir isso. Um conhecimento

sobre gravidez, trabalho

de parto e algumas formas de

exercícios de relaxamento ajudam

a mulher a enfrentar o trabalho de

parto e a precisar de uma quantia

mínima de analgésicos e sedativos.

No parto normal, quanto menor

for o medo da mulher, menor será

a sua dor.

Grantly Dick Read foi um dos pioneiros

do parto normal a achar que,

superando o medo e reduzindo a

ignorância por meio do conhecimento,

as mulheres poderiam ter

um parto “normal” relativamente

sem dor. Muitas modificações de

suas idéias seguiram-se. Em alguns

lugares, atualmente, ensina-se às

mulheres uma versão modificada da

psicoprofilaxia somada a um relaxamento

geral. A intenção é

distrair a mulher da dor das contrações,

treinando-a para que se

concentre, retesando outros músculos

ou fazendo exercícios respiratórios.

Isso, juntamente com o

apoio do marido - que pode ser uma

companhia útil durante o primeiro

estágio -, pode levar a um trabalho

tranqüilo. Isso não garante um

trabalho normal; ainda podem surgir

complicações, mas a mãe não

deve achar que isso é causado por

alguma falha de sua parte. O médico

pode ajudar em qualquer

assunto relativo à gravidez, à psicoprofilaxia

e ao parto.

Na outra extremidade do espectro

do parto - com o mínimo de remédios

-, está a tendência para uma

anestesia epidural. (V. Anestésicos.)

Teoricamente, a mãe pode passar

todo o trabalho de parto sem dor.

Nesse caso, a porcentagem do parto

com fórceps tende a ser maior,

pois há menos impulso para avançar

para o segundo estágio.

PARTO PREMATURO - O parto

antes da 35a semana e depois da 28a

semana de gravidez. (V. Aborto e

Parto.)

PARTURIÇÃO - Termo médico para

parto. (V. Parto.)

PARTURIENTE - A mulher na iminência

do parto.

PASTEURELLA PESTIS - O bacilo da

peste.

PASTEURIZAÇÃO - Processo de esterilização

que consiste em aquecer

o líquido a 70 oC durante alguns

minutos. A esterilização não é total,

mas a maioria das bactérias

morre e as que resistem ficam muito

extenuadas.

PATELA - Denominação nova para

“rótula”, que quer dizer rodinha.

Significa disco chato, por isso esse

nome descreve melhor o formato do

osso.

PATELECTOMIA - Extirpação da rótula.

PATOFOBIA - Temor mórbido das

doenças.

PATOGÊNESE - Origem das doenças.

É o mecanismo pelo qual se

origina a doença. A etiopatologia

compreende o conjunto de fatores

que favorecem o aparecimento da

doença. A patogênese formal,

patogênese morfológica ou morfogênese

explica as alterações macro

e microscópicas que surgem no

evolver de um processo patológico.

PATOGENIA - O mesmo que Patogênese.

PATOGÊNICO - Que causa doença.

PATÓGENO - O mesmo que Patogênico.

PATOGNOMONIA - Parte da Patologia

que trata do diagnóstico das

doenças.

PATOGNOMÔNICO - Referente à

Patognomonia. Diz-se dos sinais

tidos como característicos das

doenças.

PATOLOGIA - Parte da medicina

que se ocupa das doenças, suas origens,

sintomas e natureza. Pode ser

feita por vários métodos, tais como

clínicos, bioquímicos, fisiológicos,

bacteriológicos, imunológicos, etc.

Portanto, o termo “patologia” tem

significado amplo.

PATOLOGIA CIRÚRGICA - Exame

macro e microscópio de espécimes

obtidos durante o ato cirúrgico (peças

cirúrgicas) ou através de biópsias

(fragmentos menores obtidos

através de procedimentos cirúrgicos

mais simples).

PATOLÓGICO - Mórbido, doentio,

ou relativo à Patologia.

PAVILHÃO DA ORELHA - A parte

externa do ouvido.

PCI - Pesquisa de corpo inteiro, exame

utilizado após tireoidectomias,

para avaliar possíveis restos tireoidianos,

ou metástases, em casos de

câncer.

PÉ - Parte inferior da perna que com

ela se articula, assentando por completo

no chão e que permite a postura

vertical e o andar.

PÉ CHATO - O pé tem que suportar

o peso do corpo durante longos períodos

e agüentar enormes esforços

durante caminhadas, etc. Ele está

construído sob o princípio do arco.

Há realmente duas arcadas formadas

pelos ossos do pé: uma arcada

longitudinal, que vai da frente para

trás, e uma arcada transversal, de

lado a lado. Os ossos são mantidos

no lugar pelos músculos, tendões e

ligamentos, que os unem. No pé

chato, a arcada cede, de forma que

o lado interno do pé toque o chão.

Isso é tão comum nas crianças que

os especialistas atualmente o consideram

uma variação normal. O pé

não dói, curva-se normalmente sobre

a ponta, e não necessita de exercícios

ou calçados especiais. Quando

o pé chato é dolorido e causado

por artrite ou outra doença, é necessária

a ajuda de um ortopedista.

PEÇONHA - Veneno, toxina.

PECTINA - Glicídio que existe em

abundância nas plantas e que no

cozimento forma uma geléia.

PECTÍNIO - Em forma de pente.

PÉ-DE-ATLETA - Micose dos pés

gerada por cogumelo do gênero

Epidermo phiton. Trata-se de uma

infecção pruriente por fungos na

pele, entre os dedos do pé. Comum

entre os jovens que participam de

natação e outras atividades em que

ficam descalços. Evite piscinas e

chuveiros públicos até que a condição

melhore. Vários cremes e pós

podem ser encontrados nas farmácias.

(V. Tinha.)

PEDIATRA - Especialista em doenças

das crianças.

PEDIATRIA - Estudo das doenças das

crianças.

PEDICULADO - Dotado de um pé

ou pedículo.

PEDICULOSE - Doença provocada

pela presença de piolhos, Pediculus

vulgaris.

PEDICURO - Pessoa que tem por

profissão cuidar dos pés.

PEDILÚVIO - Banho nos pés.

PEDRA - V. Cálculo, Cólica renal e

Vesícula biliar.

PEDÚNCULO - O mesmo que Haste.

PEITO - O mesmo que Tórax.

PELADA - Alopecia em áreas circunscritas.

PELAGRA - Doença causada pela

falta de vitamina PP e que se manifesta

por erupção na pele com

descamação, distúrbios digestivos e

nervosos.

PELE - É o maior órgão do corpo humano,

que o reveste por inteiro. Tem

uma superfície entre 1,5 e 2,0 metros

quadrados, apresentando duas camadas

principais: a epiderme e a derme.

Abaixo desta última existe a camada

subcutânea, conhecida por hipoderme.

As células inferiores da

epiderme têm a capacidade da multiplicação

e as novas células são

empurradas para cima. Na região

mais externa da epiderme essas células

morrem, formando uma camada

de queratina, que é uma proteína

impermeabilizante. Também chamada

camada córnea, ela protege o organismo

contra perda excessiva de

água e se descasca constantemente.

A queratina forma os pêlos, os cabelos

e as unhas. Encontramos na

derme grande variedade de estruturas:

vasos sangüíneos, que alimentam

a derme e também as células

epidérmicas; os pêlos implantados

na derme com suas bases nutridas

pelos vasos sangüíneos; e também o

músculo liso que pode contrair-se

fazendo o pêlo levantar-se. Existem

também as glândulas sebáceas que

produzem o sebo para lubrificar o

pelo; as glândulas sudoríparas produtoras

do suor que é levado por um

canal até a superfície da pele. Chama-

se poro a abertura externa deste

canal. A derme possui ainda receptores

sensoriais, estruturas minúsculas

que recolhem informações sobre

pressão, frio, calor, dor e tato. Situada

abaixo da derme, a hipoderme

contém células adiposas que armazenam

gorduras. Tal camada gordurosa

tem duas funções: reserva

energética e isolante térmico, que

evita a perda de calor. Por isso animais

de ambientes frios têm grossas

camadas de tecido adiposo na pele.

Funções da pele:

1) Proteção: ela é uma barreira protetora

entre o corpo e o ambiente. A

queratina impede a desidratação em

excesso. São impedidos de entrar

também os microorganismos, devido

tanto à barreira das camadas da

pele, quanto ao fato de o suor, o sebo

e as lágrimas possuírem substâncias

capazes de matar microorganismos.

2) Regulação da temperatura: o homem

mantém temperatura constante, por volta dos 37 ºC; quando

ocorre excessiva produção de calor,

a temperatura sobe, porém por

causa da transpiração e da dilatação

dos vasos da pele o calor se

transfere para o ambiente. Por outro

lado, se o meio externo é muito

frio, há contração dos vasos da

pele, o que, juntamente com o

isolamento proporcionado pelo tecido

adiposo, permite reter mais

calor.

3) Armazenamento: a pele armazena

gorduras que são utilizadas quando

faltam nutrientes energéticos. Na

pele, com ajuda dos raios solares,

também ocorre a produção de vitamina

D.

4) Sensibilidade: a pele percebe

muitas das informações sobre o

ambiente que nos cerca: tato,

pressão, calor, frio e dor nos dão

informação sobre o ambiente, o

que é importante para nossa sobrevivência.

5) Absorção: não obstante a camada

córnea tenha condição de impermeabilidade,

ocorrem trocas de gases

entre o ar e a pele, em pequena

escala.

6) Excreção: embora ocorra a

excreção, não é o papel mais importante

da pele.

PELE SINTÉTICA - Não é pele; é um

material usado para cobrir provisoriamente

as feridas.

PÊLO - Prolongamento filiforme que

cresce na pele dos homens e de certos

animais.

PELVÍMETRO - Compasso para tomar

as medidas da bacia.

PÉLVIS OU PELVE - Bacia óssea,

constituída pelos ossos ilíaco e

sacro.

PÊNFIGO FOLIÁCEO - Conhecido

como “fogo selvagem”: dermatose,

variedade de pênfigo em que as

bolhas são acompanhadas de fortes

dores.

PENFIGÓIDE - Semelhante ao

pênfigo.

PENICILINA - Descoberta por Sir

Alexander Fleming, no Hospital de

St. Mary, Londres, quando um fungo

entrou num recipiente em que

estavam se desenvolvendo bactérias.

Notou-se naquele momento que

esse fungo matou as bactérias, mas

isso foi alguns anos antes que o ingrediente

ativo - a penicilina - fosse

extraído numa quantidade suficiente

para se tornar o primeiro dos

antibióticos. (V. Antibióticos.) Ao

contrário de muitas drogas poderosas,

a penicilina é inofensiva aos

tecidos normais do corpo - exceto

em alguns poucos pacientes que

são, ou se tornam, alérgicos a ela.

A alergia amena geralmente consiste

de uma erupção na pele, e, nesse

caso, deve-se evitar outras doses de

penicilina. (Atualmente existem

antibióticos alternativos.)

PENICILLIUM - Gênero de cogumelos

que apresentam filamentos em

forma de pincel. Alguns deles produzem

a penicilina.

PÊNIS - O órgão sexual masculino,

que contém um canal - a uretra -

pelo qual passa a urina da bexiga.

Se este fica inflamado, como na

gonorréia por exemplo, a condição

é conhecida como “uretrite”. Normalmente,

o pênis fica relaxado,

mas ele possui um tecido especial,

no qual existem espaços grandes de

sangue. Com um estímulo sexual

ou, às vezes, uma fricção, esses ficam

dilatados - o que faz com que

o órgão fique ereto e rijo. No final

do ato sexual, o sêmen - um fluido

que contém os espermatozóides

masculinos (esperma) - é lançado

através da uretra.

Há casos em que a união sexual fica

difícil por causa de uma deformidade

do pênis. A abertura no final

da uretra pode se situar por baixo

do pênis (hidropadia) ou, às vezes,

o órgão pode ser encurvado para

cima. Hoje em dia são realizadas

moldagens ou correções cirúrgicas,

geralmente nos primeiros anos de

vida, que podem curar ou ajudar em

muitos casos. (V. Balancite, Circuncisão

e Fimose.)

PENITE - Inflamação do pênis.

PENTOSE - Monossacarídeo contendo

5 átomos de carbono, como a

ribose, a desoxirribose e outros.

PÉ-PLANO - V. Pé-chato.

PEPSINA - Fermento do suco gástrico

que transforma as proteínas em

alimentos assimiláveis.

PÉPTICO - Relativo à digestão. Que

facilita a digestão.

PEPTÍDIO - Composto de dois ou

mais aminoácidos.

PEPTONA - Derivado da proteína.

PEPTONIZAR - Transformar em

peptona.

PEPTONÚRIA - Presença de peptona

na urina.

PEQUENA CIRCULAÇÃO - Corresponde

à saída do sangue venoso do

ventrículo direito, através da artéria

pulmonar, e sua volta, já oxigenado

nos pulmões, através das veias

pulmonares, até a aurícula esquerda.

PEQUENO MAL - Ligeiros ataques

de epilepsia, muito intervalados.

PEQUENO OBLÍQUO - Músculo

do abdome que ajuda a ação do

grande oblíquo.

PERCENTIL - Localização de um

parâmetro em uma escala centesimal.

O percentil 50 da estatura é

a tendência média da população.

PERCEPÇÃO - Recebimento de impressões

por meio dos sentidos.

PERCUSSÃO - Processo de exame

do doente que consiste em bater levemente

sobre determinada parte do

corpo para avaliar, pelo som, o estado

da parte subjacente.

PERCUTÂNEO - Através da pele.

PERFURAÇÃO - Orifício em um

órgão causado por doença ou

traumatismo.

PERFUSÃO EXTRACORPÓREA OU CIRCULAÇÃO EXTRACORPÓREA - Método utilizado em cirurgia cardíaca que consta da utilização

de uma máquina (coraçãopulmão

artificial) que é capaz de

substituir temporariamente as funções

do coração e dos pulmões, oxigenando

o sangue e bombeando-o

através do sistema circulatório, de

tal forma a permitir a parada do

coração e conseqüentemente permitir

o tratamento de suas lesões congênitas

ou adquiridas.

PERI - Prefixo que significa “perto”,

“junto”.

PERIAORTITE - Inflamação dos tecidos

que rodeiam a aorta.

PERIAPENDICITE - Inflamação dos

tecidos que rodeiam o apêndice.

PERIARTERITE - Inflamação da túnica

externa da artéria.

PERIARTRITE - Inflamação dos tecidos

que rodeiam a articulação.

PERICÁRDIO - Membrana serosa

que reveste o coração.

PERICARDIOCENTESE - Punção do

pericárdio.

PERICARDIOTOMIA - Incisão do

pericárdio.

PERICARDITE - O coração é circundado

por uma membrana conhecida

como pericárdio. Em algumas circunstâncias,

ela pode ficar inflamada.

Existem várias causas, e a mais

comum é uma série de infecções virulentas.

A membrana inflamada

pode emitir um fluido, que depois se

acumula ao redor do coração - condição

conhecida como efusão pericárdica.

Qualquer que seja a causa, a

condição é grave, e o paciente geralmente

precisa de um longo período

de repouso para que a infecção ceda.

PERÍCIA MÉDICA - Atuação médica

com o fim de instrução de autoridade

legal, visando à aplicação da

justiça.

PERICRÂNIO - Tegumento que cobre

o crânio.

PERIFLEBITE - Inflamação da túnica

externa da veia.

PERI-HEPATITE - Inflamação do

peritônio que reveste o fígado.

PERILINFA - Líquido claro que existe

no labirinto ósseo do ouvido.

PERIMETRIA - Campimetria, mensuração

do campo visual.

PERINEAL - Referente ao períneo.

PERINÉFRICO - Em redor do rim.

Perinefrético.

PERINEOCELE - Hérnia perineal.

PERINEOPLASTIA - Operação plástica

no períneo.

PERINEORRAFIA - Sutura do períneo.

PERINEOSSÍNTESE - O mesmo que

Perineorrafia.

PERINEOTOMIA - Incisão no períneo.

PERIOCULAR - Em redor do olho.

PERÍODO FÉRTIL - Diz-se do período

em que há mais possibilidade

de ocorrer a gravidez, se as relações

sexuais acontecerem entre o décimo e o décimo sétimo dia do ciclo

menstrual (vinte e oito dias).

PERIODONTO - Membrana periodentária.

PERIORBITÁRIO - Em redor da

órbita.

PERIÓSTEO - Membrana fibrosa que

reveste o osso.

PERIOSTOSE - Hipertrofia de um

osso.

PERIOVARITE - Inflamação do

peritônio que rodeia o ovário.

PERIRRENAL - Em redor do rim.

Perinefrético.

PERIRRETAL - Em redor do reto.

PERISSALPINGITE - Inflação do

peritônio que rodeia a trompa.

PERISTALSE - O mesmo que Peristaltismo.

PERISTALTISMO - Movimentos

contráteis do tubo digestivo de cima

para baixo. A direção contrária seria

o Antiperistaltismo.

PERITONITE - Inflamação da membrana

(peritôneo) que forra a cavidade

abdominal. É uma condição

muito séria e geralmente ocorre

quando um órgão infeccionado se

rompe, como na apendicite. O tipo

de tratamento depende da causa,

mas geralmente inclui uma cirurgia

de emergência e antibióticos. A prevenção

significa o tratamento do

problema original (a apendicite, por

exemplo) antes de se chegar a esse

estágio. Todos nós temos, de vez em

quando, dores indefinidas na barriga

mas, em geral, qualquer dor que

persistir durante umas quatro horas

(especialmente se estiver associada

a febre e vômito) requer atenção de

um médico. A dor da peritonite é

tão forte que geralmente provoca

um colapso e, se o médico não puder

ser localizado imediatamente,

deve-se chamar uma ambulância.

PERITONSILITE - Inflamação em

redor da amídala.

PERIUTERINO - Em redor do útero.

PERIVASCULAR - Em redor de um

vaso.

PERMEÁVEL - Que pode ser atravessado.

PERNICIOSO - Ruinoso, intermitente.

Exemplo: a anemia perniciosa.

PERÔNIO - Passa a se chamar

“fíbula”, que significa união; esse

osso da perna une a parte superior

e inferior da tíbia.

PER OS - Palavras latinas que significam

“pela boca”.

PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO -

Água oxigenada.

PERSPIRAÇÃO - O mesmo que

Sudorese.

PERTUSSIS - O mesmo que Coqueluche.

PERVERSÃO - Aberração de conduta

ou de comportamento.

PESO ESPECÍFICO - Relação entre

o peso de uma substância e o peso

de volume igual de água.

PESSÁRIO - Qualquer dispositivo

colocado na vagina para tratamento.

Pode ser para sustentar o útero -

como no prolapso (V. Prolapso.) -,

para agir como anticoncepcional

(diafragma), ou para tratar uma infecção

- quando consiste, normalmente,

de uma droga incorporada a

uma pastilha solúvel e de formato

adequado.

PESTÍFERO - Que traz a peste.

PESTILÊNCIA - Qualquer doença

epidêmica muito virulenta.

PETÉQUIA - Pequena hemorragia do

tamanho da cabeça de alfinete.

PÉTREO - Com a dureza da pedra ou

do granito. Exemplo: o rochedo,

osso do crânio onde se aloja o ouvido.

PETROLATO - O mesmo que Vaselina.

PEZ - O mesmo que Breu.

P.G. - Paralisia geral.

pH - Concentração de iontes de hidrogênio.

O pH (potencial em hidrogênio)

de 7 é neutro; abaixo é

ácido; acima é alcalino. Quanto

mais baixo, mais ácido; quanto mais

alto, mais alcalino.

PIA-MÁTER - Uma das meninges.

PIAN - V. Bouba.

PIARTROSE - Pus na articulação.

PICA - Perversão do apetite.

PICADA DE ABELHA - V. Picadas.

PICADA DE COBRA - Leve o paciente

para o hospital, o mais rápido

possível, e leve junto a cobra morta

para identificação. Se estiver prevista

uma longa espera, pode ser aplicada

uma compressa larga bem firme,

e de forma nenhuma deve ser usada

uma faixa estreita, apertada, pois ao

soltá-la pode ocorrer um fluxo repentino

do sistema com o veneno.

PICADAS - Os insetos, abelhas,

marimbondos, formigas, etc. são

capazes de ferir os tecidos, injetando

uma substância por meio de um

ferrão especial ou uma picada. O

material que produz a irritação é

geralmente um ácido, e a dor pode

às vezes ser aliviada aplicando-se

um álcali. Isso pode ser feito aplicando-

se uma compressa molhada

com bicarbonato de sódio. O marimbondo

é uma exceção, pois ele

produz uma ferroada alcalina, de

modo que uma aplicação de vinagre

medicinal pode aliviar. Geralmente

as picadas não são graves,

mas deve-se evitar coçar, pois isso

pode introduzir micróbios e, daí, levar

à infecção. Seja cauteloso, observando

toda picada quando sai

para um piquenique. As ferroadas

de marimbondo na língua podem

ser perigosas, levando a uma inchação

que pode provocar dificuldades

respiratórias. É necessário cuidado

médico urgente.

É possível se tornar alérgico a picadas

de insetos e, se a reação da sua

pele parece excessiva, consulte o

médico para evitar problemas futuros.

Em reações alérgicas extremas

pode haver inchação da garganta,provocando dificuldades respiratórias

e colapso da circulação. Você

deve sempre levar consigo comprimidos

de anti-histamina se for alérgico

a picadas de abelha, mas provavelmente

o melhor tratamento de

emergência para alergia a picadas de

abelha seja o uso de um inalante de

adrenalina. Esse inalante foi originalmente

criado como tratamento de

asma, mas é mais rápido e eficaz que

as injeções anteriormente recomendadas

para a alergia forte a picadas.

Os repelentes ajudam a reduzir bastante

o ataque de insetos. Não são

desagradáveis de usar e podem ser

encontrados em supermercados.

PICANTE - O mesmo que Penetrante.

PIELITE - V. Pielonefrite.

PIELOCISTITE - Inflamação do

bacinete e da bexiga.

PIELOGRAFIA - Radiografia dos

bacinetes e dos ureteres após injeção

de uma substância rádio-opaca.

PIELONEFRITE - Pielite. O rim humano

pode ser dividido em duas

partes. A camada externa do órgão

é formada de pequenos vasos

sangüíneos e canais, nos quais são

filtradas as impurezas do sangue.

Esses canais se abrem num ventrículo

ou bolsa interna, conhecida

como pelve renal, na qual se acumula

a urina. Às vezes, essa parte é

atacada por micróbios, que geralmente

chegam até ela através da

bexiga; essa condição é conhecida

como pielite. Como há sempre um

certo grau de difusão da infecção

dos canais coletadores até o rim

propriamente dito, a doença deve

realmente ser considerada como

uma pielonefrite. É mais comum

nas mulheres. (V. Cistite.) Sintomas:

dor no lombo, dor e freqüência

na urina, e febre muito alta

(40,5 oC). Às vezes há vômito e

pode haver calafrios (arrepios). O

tratamento da pielonefrite é através

de repouso absoluto, muito líquido

e antibióticos apropriados. Os ataques

periódicos indicam que é necessário

um exame mais completo

do rim; numa criança, até mesmo

um só ataque requer investigação

especializada.

PIELONEFRITE AGUDA - Inflamação

bacteriana aguda da pelve e do

parênquima renal.

PIELONEFRITE CRÔNICA - Inflamação

bacteriana crônica, ativa ou

inativa, da pelve e do parênquima

renal.

PIELOTOMIA - Incisão no bacinete.

PIGMENTO - Matéria corante.

PILEFLEBITE - Inflamação da veia

porta.

PILOCISTO - Cisto que contém

pêlos.

PILÔMETRO - Instrumento com que

se mede o grau de obstrução do

óstio da bexiga urinária.

PILOMOTOR - Que move os pêlos.

PILONIDAL - Que tem pêlos formando

ninhos.

PILORECTOMIA - Ablação do piloro.

PILORITE - Inflamação do piloro.

PILORO - Orifício de comunicação

do estômago com o intestino delgado.

PÍLULA - Medicamento preparado

em forma de bolinha ou confeito

para ser engolido inteiro. Anticoncepcional:

contém substâncias muito

parecidas com o hormônio

progesterona. Uma das funções desse

hormônio é inibir a hipófise, impedindo

novas ovulações. No período

em que a mulher toma a pílula

a ovulação não ocorre e, não havendo

óvulo, não haverá fecundação

nem gravidez.

PINGUÉCULA - Formação conjuntiva

amarelada na córnea junto ao

canto do olho.

PIOARTRITE - Coleção purulenta

intra-articular.

PIÓCITO - Célula de pus.

PIOCOLPO - Coleção de pus na

vagina.

PIOEMIA - Presença de pus e germes

piogênicos no sangue, com formação

de abscessos disseminados.

PIOGÊNESE - Formação de pus.

PIOGÊNICO - Que forma pus.

PIÓIDE - Semelhante a pus.

PIOLHOS - Pequenos animais parasitas,

do tamanho de uma cabeça de

fósforo. Eles vivem no corpo humano

e geralmente habitam regiões cabeludas,

aglutinando seus ovos, ou

lêndeas, num fio de cabelo. Existem

três famílias: o piolho-da-cabeça, o

piolho-do-homem e o piolho-dopúbis.

Pediculose é o termo médico

para a infestação de piolhos. A condição

é contagiosa, pois os piolhos se

propagam de uma pessoa para outra.

A infecção pelo piolho-do-homem é

estimulada pela falta de higiene pessoal.

Os piolhos prosperam quando o

banho torna-se difícil (como nos soldados

em combate, por exemplo). O

piolho se alimenta do sangue de seu

hospedeiro, e a sua picada causa

irritação. A ação de coçar pode introduzir

micróbios, de modo que se desenvolvem

pontos infectados e pequenos

furúnculos. Uma conseqüência

grave é a transmissão de uma

doença conhecida como “Tifo” - uma

doença grave causada por um pequeno

micróbio que, além de atacar o homem,

pode viver no corpo do piolho.

Os piolhos infectados podem se espalhar

de pessoa para pessoa, carregando

a doença com eles.

Os piolhos-do-púbis são comumente

transmitidos pela atividade

sexual, e outros exames para doenças

venéreas devem sempre ser feitos

quando não encontrados os também

chamados “chatos”.

Ao contrário dos piolhos-do-homem,

os piolhos-da-cabeça não dizem

respeito à higiene pessoal e se

espalham rapidamente mesmo entre

crianças de uma sala limpa, caso

apenas uma das crianças tenha

piolhos.O tratamento para piolhos é por

meio de sabonetes ou xampus especiais,

que podem ser encontrados

em farmácias. Deve-se passar um

pente fino no cabelo antes de secar,

para remover as lêndeas.

PIOMÉTRIO - Retenção de pus no

útero.

PIONEFRITE - Retenção de pus no

bacinete renal.

PIOPERICÁRDIO - Pus no pericárdio.

PIOPERICARDITE - Pericardite supurada.

PIOPNEUMOTÓRAX - Presença de

pus e ar na cavidade pleural.

PIORRÉIA - Infecção crônica e

supurativa dos alvéolos dentares

nas gengivas, que leva a uma supuração

e afrouxamento dos dentes.

É uma condição que não pode

ser descuidada. Quanto mais cedo

o dentista puder começar o tratamento,

mais fácil será a cura. A

doença pode ser prevenida se as

gengivas forem escovadas regularmente

para cima e para baixo,

quando se escovar os dentes. Na

velhice, os dentes podem ficar

frouxos pelo desgaste.

PIOSE - O mesmo que Supuração.

PIOSSALPINGE - Coleção de pus na

trompa.

PIOTÓRAX - Empiema, coleção de

pus na cavidade pleural.

PIRAMIDO - Substância orgânica

analgésica.

PIRÉTICO - Relativo à febre.

PIRETOGÊNESE - Condição e mecanismo

da produção da febre.

PIRETÓGENO - Que eleva a temperatura.

PIRETOTERAPIA - Tratamento de

uma doença pela elevação da temperatura

de um doente.

PIREXIA - V. Febre e Temperatura.

PIRIDOXINA - Vitamina B6.

PIRIFORME - Em forma de pêra.

PIROGÊNIO - Que causa febre.

PIROSE - Azia, fermentação ácida

com sensação de calor no estômago.

PISIFORME - Em forma de lentilha.

Um dos ossos do punho.

PITIÁTICO - O mesmo que Histérico.

PITIATISMO - Nome dado à Histeria

por Babinski, médico francês

(1857-1932), porque ela se caracteriza

por sintomas que aparecem

pela persuasão.

PITOCINA - Hormônio da hipófise

que aumenta as contrações uterinas.

PITRESSINA - Hormônio da hipófise

que eleva a tensão arterial.

PITUITÁRIA - Membrana que forra

internamente as fossas nasais; quando

nestas penetra o ar carregado de

partículas odoríferas, a pituitária é

imediatamente impressionada porque

o muco que ela produz capta e

conserva essas partículas. As ramificações

do nervo olfativo recolhem

as impressões do cheiro e as transmitem

ao cérebro.

PITUITRINA - Hormônio do lobo

posterior da hipófise.

PIÚRIA - Presença de pus na urina.

PLACA CRIBRIFORME - Placa no

osso etmóide, cheia de orifícios por

onde passam os filetes do nervo olfativo.

PLACA DE PETRI - Pequeno disco

de vidro utilizado nos laboratórios

de Microbiologia.

PLACEBO - Substância sem ação nenhuma,

que só se prescreve para

estudar os efeitos da sugestão.

Exemplo: lactose, pílulas de miolo

de pão, etc.

PLACENTA - Órgão que se forma no

útero durante a gestação e que estabelece

comunicação entre a circulação

materna e a fetal através do

cordão umbilical. É formada tanto

por material do embrião quanto por

material do útero materno. Estudase

atualmente o uso de substâncias

contidas na placenta para tratamento

de algumas doenças.

PLACENTAÇÃO - Formação e localização

da placenta.

PLANIGRAFIA - Radiografia de seções

ou planos do corpo obtida sem

o uso de computadores.

PLANO FRONTAL - O que divide o

corpo em duas metades, a anterior

e a posterior

PLANO LONGITUDINAL - O que

divide o corpo em duas metades, a

direita e a esquerda.

PLANO TRANSVERSAL - O que divide

o corpo em duas metades, a

superior e a inferior.

PLANTÃO - Horário de serviço escalado

para o profissional exercer

suas atividades em um hospital.

PLAQUETAS SANGÜÍNEAS - Ou

trombócitos, são 500 mil por centímetro

cúbico de sangue. Sua função

é favorecer a coagulação do sangue.

Corpúsculo no sangue de grande

importância na hemóstase.

PLASMA - Parte líquida coagulável,

do sangue e da linfa. É o sangue sem

os glóbulos. Contém 90% de água

e 7% de matéria.

PLÁSTICA, CIRURGIA - Cirurgia

destinada a corrigir defeitos congênitos

no homem e na mulher. Utilizada

também para supressão de rugas

e embelezamento da mulher. É

atualmente uma parte importante da

Medicina, tendo o Brasil excelentes

cirurgiões nesse setor.

PLÁSTICO - Que forma tecidos, que

repara.

PLATELMINTOS - Vermes do ramo

Platyhelminthes, de corpo achatado,

em forma de fita, segmentado

ou não e tubo digestivo (quando

presente) desprovido de ânus. Algumas

espécies são de vida livre

como os Tuberlários; na maioria,

porém, são parasitos, como os

Trematódios e os Cestóides.

PLENITUDE - Sensação de distensão

abdominal que freqüentemente se

segue às refeições, descrita como

sensação de empachamento.

PLEOMASTIA - Existência de mais

de dois seios. O mesmo que Pleomazia.

PLEOMAZIA - V. Pleomastia.

PLETORA - Excesso de sangue nos

vasos.

PLEURA - Dupla membrana serosa

que envolve cada um dos pulmões.

PLEURAL - Referente à pleura.

PLEURALGIA - Dor na pleura,

pleurodinia.

PLEURIS - Inflamação da pleura, com

ou sem derrame.

PLEURIS SECO - Pleuris sem derrame.

PLEURISIA - Cada pulmão é envolvido

por uma camada dupla de

membrana fina, conhecida como

“pleura”. Quando ela fica inflamada,

a condição é conhecida como

Pleurisia. Isso ocorre quase sempre

devido a uma invasão de micróbios,

que podem chegar à pleura através

da corrente sangüínea por debaixo

do pulmão. Portanto, à pleurisia

podem se seguir infecções do pulmão

- particularmente a pneumonia.

Quando a pleura fica inflamada, ela

despeja o fluido que reúne as duas

camadas, que é conhecido como

uma efusão pleural. Durante os primeiros

estágios, a pleurisia geralmente

vem acompanhada de uma

dor aguda no peito ao respirar, pois

as camadas inflamadas da membrana

acabam se esfregando uma na

outra todas as vezes que se respira.

Nos estágios posteriores, forma-se

fluido e a dor passa, já que o fluido

evita que as duas camadas se toquem.

Contudo, a presença do fluido

reduz o movimento do pulmão,

de forma que há sempre uma falta

de ar.

Hoje em dia a pleurisia geralmente

ocorre devido à ação de uma série

de vírus, e pode haver pouca ou

nenhuma pneumonia associada a

ela. O tratamento é por meio de repouso

e comprimidos para reduzir

a dor e permitir uma respiração profunda.

Quando a pleurisia é causada

por bactérias, ela reage bem aos

antibióticos.

PLEURITE - O mesmo que Pleuris.

PLEURODINIA - Infecção virulenta

comum (também chamada de “mal

de Bornholm”) que afeta os músculos

entre as costelas e, às vezes,

causa a verdadeira pleurisia e

pericardite. Os principais sintomas

são febre e uma dor aguda no peito

ao respirar. (V. Pleurisia.)

PLEUROPNEUMONIA - Pneumonia

com pleuris.

PLEXO - Rede de vasos e nervos.

PLEXO SOLAR - Plexo de nervos e

gânglios nervosos na parte superior

do abdome. É também chamado “o

cérebro abdominal de Bichat”, que

foi o primeiro a estudá-lo.

PLICA - O mesmo que Prega.

PLÚMBICO - Relativo ao chumbo.

PLUMBISMO - Saturnismo, intoxicação

crônica pelo chumbo.

PNEUMARTROSE - Ar numa articulação.

PNEUMOCELE - Hérnia originada

pela saída de uma parte do pulmão

através dos espaços intercostais.

PNEUMOCOCIA - Doença infecciosa

causada pelo pneumococo.

PNEUMOCOCO - Micróbio que

produz a pneumonia aguda (Diplococcos

pneumoniai.)

PNEUMOCONIOSE - Doença causada

pela inalação de pó que provoca

engrossamento e escoriação

nos tecidos delicados do pulmão.

Ela costumava ser um risco nas

profissões relacionadas à mineração,

antes da introdução de medidas

seguras como os filtros de ar.

O resultado final é uma persistente

falta de ar e riscos de infecções

no peito ou outra doença no pulmão.

Reações semelhantes ocorrem

com a exposição ao silício

(silicose) - um risco entre os amoladores

de faca - e ao asbesto azul,

atualmente proibido em muitas

empresas (asbestose).

PNEUMOGÁSTRICO, NERVO - V.

Nervo vago.

PNEUMÓLISE - Operação para libertar

o pulmão de suas aderências

pleurais inflamatórias.

PNEUMOLITÍASE - Doença que se

caracteriza pela formação de concreções

nos pulmões.

PNEUMÓLITO - Cálculo no pulmão.

PNEUMOLOGIA - Dor no pulmão.

PNEUMOMICOSE - Doença pulmonar

causada por fungos.

PNEUMONALGIA - Dor no pulmão.

PNEUMONIA - Infecção do parênquima

do pulmão produzida por

vírus, bactérias, cogumelos ou de

natureza alérgica. Ela faz com que

o tecido normalmente esponjoso fique

duro. Existem muitas variedades

de pneumonia, dependendo do

micróbio e das partes do pulmão

atingidas. Assim, a pneumonia

lobular é causada pelo pneumococo,

que ataca um lóbulo inteiro

do pulmão de uma vez. Na broncopneumonia,

que pode ser causada

por diferentes micróbios, a infecção

é mais espalhada e ocorre em trechos

que cercam os tubos respiratórios.

Ela segue alguma outra infecção

respiratória, comum num

resfriado ou gripe, quando o paciente,

em vez de se recuperar, piora.

Há uma dor no peito - se a pleura

estiver envolvida (V. Pleurisia.) -,

geralmente febre alta, de 39,5 oC, e

uma tosse causadora de um catarro

de cor ferrugem. Quando o pulmão

é mais envolvido, torna-se evidente

uma falta de ar. O rosto e os lábios

podem ficar de uma cor azulada.

A maioria das formas de pneumonia

responde rapidamente ao tratamento com antibióticos. No entanto,

a pneumonia causada por vírus

não responde a esse tratamento, e

pode ser perigosa, requerendo cuidado

intensivo no hospital, com a

utilização de oxigênio.

PNEUMONIA DA COMUNIDADE

- Pneumonia adquirida no ambiente

caseiro.

PNEUMONIA DUPLA - Aquela que

compromete ambos os pulmões.

PNEUMONIA FIBRINOSA - O mesmo

que Pneumonia aguda.

PNEUMONIA HIPOSTÁTICA -

Pneumonia causada pela falta de

movimentos do doente debilitado.

PNEUMONIA HOSPITALAR -

Pneumonia adquirida após 48 horas

de internação no ambiente hospitalar.

PNEUMONIA LOBULAR - V. Pneumonia.

PNEUMÔNICO - Referente à pneumonia.

PNEUMONITE - Inflamação dos

pulmões geralmente causada por

estreptococos. O mesmo que Pneumonia.

PNEUMOPATIA - Toda afecção do

pulmão.

PNEUMOPERICÁRDIO - Presença

de ar no pericárdio.

PNEUMOPERITÔNICO - Presença

de ar no peritônio.

PNEUMOTOMIA - Incisão no pulmão.

PNEUMOTÓRAX - O termo indica

a presença de ar ou gases inertes entre

as camadas da pleura. (V. Pleurisia.)

Às vezes, quando há alguma

doença presente, e outras vezes por

nenhum motivo óbvio, um pequeno

buraco pode se formar numa passagem

terminal de ar, permitindo

que o ar escape, e forçar o pulmão,

fazendo com que ele sofra um colapso.

Em muitos casos, o repouso

pode permitir que o pulmão se expanda

naturalmente, curando a condição.

De vez em quando, desenvolve-

se um pneumotórax de tensão,

enquanto o ar continua a se estabelecer

na cavidade do peito, pressionando

com mais força ainda o

pulmão que sofre colapso. É necessário

um tratamento de emergência

num hospital, para liberar o ar por

um tubo inserido através da parede

do peito. Depois disso, o tratamento

é o repouso, como para o pneumotórax

normal.

PNEUMOTÓRAX ARTIFICIAL - O

que é empregado como tratamento

de moléstias do pulmão, particularmente

a tuberculose.

POÇÃO - Medicamento líquido,

com água, xarope e substância ativa,

para ser tomado às colheradas.

PODÁLICO - Relativo ao pé.

PODARTRITE - Inflamação nas articulações

do pé.

PODIALGIA - Dor no pé.

PODIATRA - Especialista em doenças

dos pés.

PODÓLOGO - O mesmo que Podiatra.

POLAQUIÚRIA - Micções freqüentes

e em pequena quantidade.

POLI - Prefixo que significa “muito”

ou “vários”.

POLIARTICULAR - Que se refere a

várias articulações.

POLIARTRITE - Inflamação simultânea

de várias articulações.

POLICIESE - Gravidez múltipla.

POLICÍSTICO - Que contém muitos

cistos.

POLICITEMIA - Termo médico para

uma condição rara, em que as células

vermelhas do sangue aumentam

acima do normal. Ela geralmente

deixa a tez corada, e pode estar associada

a dores de cabeça e, às vezes,

pressão alta. Existem remédios

que, tomados via oral, reduzem

o número de células a um nível normal.

POLICONDRITE - Inflamação do tecido

cartilaginoso em vários pontos

do corpo.

POLIDACTILIA - Mais de cinco dedos

em uma mão ou pé.

POLIDIPSIA - Sede exagerada e patológica.

POLIENCEFALITE - Inflamação aguda

ou crônica de certos núcleos do

sistema nervoso.

POLIFARMÁCIA - Emprego de numerosas

substâncias numa mesma

fórmula.

POLIGLANDULAR - Referente a

várias glândulas.

POLIGLOBULIA - O mesmo que

Policitemia.

POLIMIOSITE - Enfraquecimento e

atrofia dos músculos, de causa desconhecida.

POLINEURITE - Neurite múltipla.

POLINEUROPATIA PERIFÉRICA -

Síndrome de lesão de nervos

periféricos. O mesmo que Polineurite.

POLINOSE - Febre do feno, doença

alérgica freqüente na Europa, mas

rara no Brasil.

POLINUCLEAR - Com vários núcleos.

PÓLIO - Prefixo que significa “cinzento”.

POLIODONTIA - Existência de dentes

acima do número normal.

POLIOENCEFALITE - Inflamação da

substância cinzenta do encéfalo.

POLIOMIELITE - Paralisia infantil.

Hoje em dia, essa doença é rara em

muitos países, como Inglaterra e

Brasil, e está se tornando cada vez

mais rara no mundo todo. Ela é infecciosa,

e causada por um vírus que

penetra nos intestinos através da

boca e estômago. Primeiro, ela produz

uma enfermidade incerta, parecida

com uma gripe - com febre, diarréia,

dor de cabeça e dor nos membros.

Em algumas pessoas, a paralisia

pode se desenvolver depois de

dois ou três dias. Como o vírus chega

às células nervosas da espinha que

controlam os movimentos, essa paralisia

pode afetar um único membro,

ou pode ser extensiva e afetar

os músculos respiratórios, provocando

a morte ou a necessidade de uma

respiração auxiliada por aparelhos

mecânicos. Evite exercícios no primeiro

estágio da doença, pois eles

parecem aumentar a extensão da paralisia

subseqüente. O repouso é vital

se houver qualquer suspeita de

poliomielite.

Felizmente, o desenvolvimento de

vacinas orais seguras e eficazes quase

erradicou essa doença em vários

países. Contudo, em alguns países

tropicais e subtropicais, ela ainda

ocorre em pequenas epidemias. As

pessoas que viajam para esses países

devem ser vacinadas ou tomar

doses de reforço. Atualmente, existe

uma campanha para acabar com

a poliomielite, por meio de um programa

mundial de vacinação.

POLIOMIELITE ANTERIOR AGUDA

- Paralisia infantil.

POLIOPIA - Imagens múltiplas do

mesmo objeto, podendo ocorrer

com apenas um dos olhos ou com

ambos.

POLIORROMENITE - Inflamação

de várias serosas ao mesmo tempo.

POLIPNÉIA - Respiração rápida e

ofegante.

PÓLIPO - Tumor pequeno e periforme

que se forma nas superfícies internas

do corpo. Os pólipos geralmente

são causados por uma infecção

crônica e comumente encontrados

nas orelhas ou no nariz. Às vezes,

eles também ocorrem nas mulheres,

no colo do útero. Os pólipos

não são perigosos por si só, mas podem

causar irritação e sangramento

de vez em quando. Em geral, podem

ser removidos facilmente por meio

de uma pequena cirurgia.

POLIPÓIDE - Semelhante a um

pólipo.

POLIPOSE - Existência de pólipos.

POLIÚRIA - Aumento da quantidade

de urina.

POLUÇÃO - Emissão involuntária

de esperma.

POLUIÇÃO - Ato de tornar impuro.

PONTADA - Dor aguda.

PONTO FALSO - Esparadrapo, emplastro

adesivo.

POPLÍTEO, ESPAÇO - Espaço na região

posterior do joelho.

PORÇÃO - Quantidade limitada de

alguma coisa. Exemplo: porção de

um alimento em gramas (carne -

100 g, arroz - 150 g). É variável

conforme o tipo de alimento e a forma

em que ele se apresenta (cru,

cozido, assado ou frito).

PORFIRIZAÇÃO - Redução de uma

região posterior do joelho.

PORTADOR - Hospedeiro. Pessoa

que transmite infecção sem apresentar

sintomas dela.

PORTADOR DE GERME - Aquele

que tem e espalha os germes de uma

infecção mas está aparentemente

são.

PÓS - Atrás, depois.

POSIÇÃO - Atitude, postura.

POSIÇÃO DE FOWLER - Posição

semi-sentada que se obtém com

cama articulada (cama de Fowler)

ou com auxílio de travesseiros.

POSIÇÃO DE TRENDELENBURG -

Com os pés em nível mais baixo do

que a cabeça.

POSIÇÃO GENUCUBITAL - Quando

o paciente se apóia nos joelhos e

nos cotovelos.

POSIÇÃO GENUPEITORAL - Quando

o paciente se apóia nos joelhos e

no tórax.

POSOLOGIA - A quantidade de medicamento

que o doente deve tomar

de cada vez e o intervalo entre uma

e outra dose.

PÓS-OPERATÓRIO - Período após

a operação para restabelecimento

do paciente; o que ocorre após a

operação cirúrgica.

POSTECTOMIA - Circuncisão,

extirpação de parte do prepúcio, deixando

a glande descoberta.

POSTITE - Inflamação do prepúcio.

POST CIBUM - Depois das refeições.

POST MORTEM - Depois da morte.

POST PARTUM - Depois do parto.

POST PRANDIAL - Após a refeição.

POSTULADO - Princípio ou fato reconhecido,

mas não demonstrado.

PÓSTUMO - Após a morte.

POSTURA - Posição do corpo, aspecto

físico.

POSTURAL - Referente à postura ou

posição.

POTÁSSIO - É o maior íon no interior

das células, mas se conserva

em equilíbrio constante com a pequena

quantidade do exterior da

célula. Esse potássio extracelular

é de importância crítica porque

contribui para a passagem dos impulsos

nervosos através do corpo,

controla as contrações musculares,

mesmo a do músculo cardíaco, e

ajuda a manter os níveis de pressão.

A eliminação do potássio é

controlada pelos rins, mas ele também

é eliminado em pequenas

quantidades pelo suor e pelo trato

intestinal.

POTÁVEL - Que serve para beber.

POTÊNCIA - Capacidade do animal

macho para efetuar o ato sexual.

POTENCIAL - O mesmo que capacidade.

P.P. - Personalidade psicopática.

PRÉ-AGÔNICO - Pouco antes de começar

a agonia.

PRÉ-CANCEROSO - Estado antes

de manifestar-se o câncer, mas que

se encaminha para isso.

PRECIPITAÇÃO - Separação de um

material sólido de um líquido.

PRECIPITINA - Anticorpo que precipita

as toxinas bacterianas.

PRÉ-COMATOSO - Na iminência

de entrar em estado de coma.

PRECORDIAL - Relativo à área

torácica que corresponde ao coração.

PREGAS CUTÂNEAS - Medidas feitas

em algumas partes do corpo

(barriga, costas, braço) verificadas

com o auxílio de um aparelho parecido

com uma pinça (adipômetro)

para quantificar a gordura

corporal.

PREMATURO - Criança nascida antes

do tempo normal (37a semana)

de gestação.

PRÉ-MEDICAÇÃO - Medicação que

precede o medicamento principal.

Ex.: um sedativo antes da anestesia.

PRÉ-MENSTRUAL - Antes da menstruação.

PRÉ-MOLARES - Os dois dentes

entre o canino e os molares.

PREMONITÓRIO - Que avisa, que

mostra o início de uma doença.

PRÉ-NATAL - Antes do nascimento.

Período em que as mães podem fazer

exercícios orientados, no próprio

hospital, preparando-se melhor

para a hora do parto.

PRENHEZ - Gravidez, gestação.

PRENHEZ ECTÓPICA - Prenhez na

trompa. É a implantação e o desenvolvimento

do ovo fora da cavidade

uterina. (V. Gravidez.)

PRENHEZ MOLAR - Prenhez com

formação de uma mola, tumor

carnoso que provém da degeneração

do ovo.

PRENHEZ TUBÁRIA - Prenhez na

trompa.

PREPÚCIO - Dobra da pele do pênis

que recobre a glande.

PRESBIOPIA - Dificuldade de acomodação

visual que surge com a

idade.

PRESSÃO ARTERIAL - O coração é

um músculo especialmente adaptado

que bombeia sangue pelo corpo

através dos vasos sangüíneos. Isso

faz com que o sangue fique sob

pressão e, conforme os vasos vão

se enrijecendo com a idade, tendo

menos a oferecer, a pressão arterial

tende a aumentar. Portanto, é mais

normal se ter uma pressão arterial

alta com 60 anos do que com 20.

Nas idades menores, existem algumas

condições (como uma doença

nos rins ou nas glândulas ou, às vezes,

sem nenhum motivo aparente),

em que a pressão pode subir a níveis

perigosos. Os principais riscos

são os de que o coração pode não

agüentar e de que um vaso sangüíneo

pode rebentar em algum órgão

como o cérebro. (V. Apoplexia.)

Até mesmo nas pessoas normais, a

pressão varia bastante e há uma margem

enorme de aumento de pressão,

com a qual o coração e os vasos podem

lidar, sem maiores perigos. Os

leigos tendem a ficar apavorados

com a hipertensão, mas aqueles com

uma elevação moderada na pressão

podem viver muitos anos. Conheci

sofredores que chegaram a uma idade

avançada e morreram de uma

outra doença que não tinha nenhuma

relação com esta. Consulte seu

médico. Ele irá, provavelmente, fazer

exames para ver se existe uma

causa curável e checar se há algum

efeito prejudicial no coração ou nos

rins, e irá sugerir que faça uma dieta

- se você estiver com excesso de peso

-, pare de fumar e reduza as gorduras

animais - se estas forem indicadas.

Ele poderá, talvez, receitar comprimidos

que baixem a pressão. Geralmente

não há sintomas para a pressão

arterial; ela é descoberta durante

exames médicos de rotina. Depois

que você fica sabendo que está com

a pressão alta, terá que medir a pressão

de vez em quando (orientado por

seu médico), pois poderá ter que fazer

um tratamento. Você deve continuar

as atividades costumeiras, mas,

se não faz nenhum exercício há anos,

não comece de repente um exercício

vigoroso como o squash, por

exemplo; comece aos poucos, com

pequenas caminhadas e vá aumentando-

as gradualmente.

PRESSÃO ARTERIAL DIASTÓLICA

OU MÍNIMA - Ao medir a pressão

arterial de uma pessoa com um

aparelho de pressão e um estetoscópio,

chama-se “pressão arterial

sistólica ou máxima” a leitura que

se obtém, quando se ouve o primeiro

de uma série de sons ritmicos e

“pressão arterial diastólica ou mínima”

a leitura que se obtém quando

desaparecem todos os sons.

PRESSÃO ARTERIAL MÉDIA - É

constituída pela soma da pressão

diastólica ou mínima, mais um terço

da diferença entre as pressões

sistólica e diastólica.

PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA

OU MÁXIMA - V. Pressão arterial

diastólica ou mínima.

PREVENÇÃO DA GRAVIDEZ

A pílula - A prevenção da gravidez

sofreu uma revolução nos anos

1950, com o desenvolvimento e uso

de hormônios femininos sintéticos

(V. Hormônios.), que agem como

anticoncepcionais; sua principal

ação é evitar o lançamento do óvulo

para a trompa de Falópio.

Em alguns países existe o planejamento

familiar e as informações

podem ser obtidas em clínicas, ou

com algum médico.

Antes de ser receitada a pílula, é necessário

que o médico examine a

mulher. Não será indicada se houver

uma história de trombose, pressão

alta ou uma icterícia recente.

Durante a diarréia ou o vômito, a

pílula pode não ser bem absorvida,

para se ter algum efeito, é necessária

uma precaução extra, como o

uso da camisa-de-vênus. Ela pode

piorar as varizes e a enxaqueca. Geralmente

as mulheres acima dos 35

anos que fumam devem escolher

um outro método, mas procure orientação

do seu médico. Depois de

começar a tomar pílula, você precisa

fazer um check-up a cada três

meses no início, e depois uma ou

duas vezes ao ano.

A maioria das pílulas é tomada uma

vez ao dia, durante três semanas,

descansando-se na quarta. Tome a

pílula sempre no mesmo horário

(geralmente na hora de dormir),

pois a variação do horário pode levar

a uma mancha de sangue da

vagina. Na 4a semana vem a menstruação

sem dor, quando o útero

solta o seu revestimento. Isso evita

a sua preparação e fornece a confirmação

de que não ocorreu a gravidez.

A maioria dos efeitos colaterais

é pequena e vem explicada na

bula. Se tiver dúvida sobre algum

sintoma, você deve procurar o

médico. Uma vitamina extra pode

geralmente reverter qualquer falta

de impulso sexual ou depressão.

Veja com o médico se pode ser recomendado

algum remédio adicional.

Alguns tratamentos, como os

antibióticos, podem reduzir a eficácia

da pílula. Isso pode ser indicado

por uma mancha de sangue da

vagina, que geralmente não deveria

acontecer depois dos dois primeiros

meses. Tome outras precauções

(a camisa-de-vênus, por exemplo)

quando isso acontecer.

Há um risco ligeiramente maior de

o sangue coagular com o componente

estrogênio da pílula, embora

esse risco seja menor que numa gravidez.

Os riscos aplicam-se principalmente

às mulheres acima de 35

anos e às fumantes.

A pílula contendo apenas progestogênios

é adequada para muitas

mulheres, principalmente as que estiverem

amamentando e as com

mais de 35 anos. Ela é um pouco

menos eficaz e as menstruações

podem ficar irregulares. Essa pílula

de doses menores permite que as

mulheres continuem usando-a depois

dos 40 anos.

“Pílula da manhã seguinte” - apenas

para emergência.

Se ocorrer uma relação sexual

desprotegida (a camisinha se romper,

por exemplo), pode-se tomar a

pílula da manhã seguinte. Ela geralmente

evita que o óvulo fecundado

se implante no útero. Em alguns

países, como a Inglaterra, a

marca de gravidez é a implantação

- e não a fecundação; então esse método

pode ser classificado como anticoncepcional,

e não abortivo, nesses

países. Essa pílula deve ser tomada

no prazo de doze horas após

a relação sexual, e deve-se procurar

com urgência uma clínica de

planejamento familiar. A dose de

hormônio na pílula da manhã seguinte

é alta, então esse método

deve ser reservado para casos de

emergência. Um D.I.U. inserido

durante quatro ou cinco dias após a

relação age de forma semelhante.

D.I.U. (Dispositivo intra-uterino) -

Muitas mulheres não gostam de tomar

comprimidos a longo prazo, e

a inserção de um dispositivo de cobre

ou plástico no útero pode ser a

solução ideal. A inserção não é dolorida

quando feita por um médico

treinado. O D.I.U. depois de

colocado no lugar, não precisa de

observação da paciente, apenas de

exames clínicos regulares (anualmente,

a não ser que receba outras

instruções).

O D.I.U. não é tão seguro quanto a

pílula e pode provocar menstruações

mais intensas. Algumas mulheres

não conseguem retê-lo e o expelem

com cólicas logo após a inserção.

Com os novos avanços em hormônios,

existe a tendência de se esquecer

que os simples métodos de barreira

ainda são muito eficazes, se

usados corretamente.

Camisa-de-vênus (preservativo) - O

sucesso da camisa-de-vênus é comparável

ao do D.I.U., se combinado

com uma substância química

espermicida. É mais conveniente

que a mulher assuma a responsabilidade,

por causa da substância química.

A camisa-de-vênus é também

valiosa por oferecer uma proteção

contra doenças venéreas, ao passo

que o uso da pílula provavelmente

tenha contribuído para a sua propagação.

Nos dias de hoje já existe a camisade-

vênus feminina.

Capuz - Há uma margem de sucesso

semelhante para os métodos femininos

do capuz do diafragma ou do

capuz cervical, também combinados

com substâncias químicas. Esse

capuz deve ser encaixado por um

médico e examinado em intervalos

regulares.

Os métodos químicos sozinhos não

são seguros.

Método do ritmo (tabelinha) - O método

aceito pelos católicos romanos.

Infelizmente, ele não atinge as expectativas.

Por ser natural, ele seria

o controle de natalidade perfeito,

não fosse tão falível.

Contudo, para os casais que querem

um intervalo de dois anos e meio

entre os filhos, mas que não se importariam

se o intervalo fosse de

doze a vinte meses apenas, ou para

as pessoas recém-casadas querendo

esperar alguns anos para ter filhos,

mas que não iriam se afligir

com uma concepção antecipada, o

método é excelente. Ele também

tem algum valor como um método

adicional a um outro (o preservativo,

por exemplo). O método é baseado

no fato de que o óvulo deve

ser lançado pelo ovário aproximadamente

quatorze dias antes (observe:

antes) do primeiro dia da

menstruação seguinte. Como o óvulo

pode ser fecundado pelo espermatozóide

por um ou dois dias, na

teoria, todas as outras datas seriam

seguras. Na prática, as relações devem

ser evitadas, diga-se, durante

cinco dias antes da data esperada da

ovulação, mais a data esperada e

mais três dias, ou seja, um total de

nove dias (cinco + um + três). Um

controle para certificar se a menstruação

da mulher ocorre em períodos

regulares (isto é, vinte e oito

dias) é essencial para se chegar às

datas que devem ser seguras. Infelizmente

a ovulação não é sempre

regular e, às vezes, um segundo

óvulo é lançado no dia seguinte.

Outras vezes, a ovulação pode acontecer

mais cedo ou mais tarde, por

várias razões. Portanto, o método

não é muito seguro. Há, no entanto,

várias maneiras com as quais se

pode obter maior certeza, mas todas

elas estão além de nosso alcance.

No Reino Unido, existe o Conselho

Católico de Casamento (Catholic

Marriage Advisory Council), que

distribui um folheto - Planejamento

Natural da Família -, fornecendo

as últimas informações.

A Associação de Planejamento Familiar

em alguns países pode ajudar

em relação a problemas de controle

de natalidade; seu médico também

pode fazê-lo.

Método da esponja - Uma esponja

circular macia impregnada de

espermicida pode ser conseguida

em alguma farmácia ou em clínicas

de planejamento familiar. Devese

obter instruções sobre o seu uso

correto.

Coito interrompido - Este método em

que o homem retira o pênis da vagina

antes da ejaculação, apesar de não

ser totalmente satisfatório para uma

harmonia sexual e nem como método

anticoncepcional, é bastante praticado.

Não é um método seguro, em

parte porque o homem geralmente

faz a retirada tarde demais. E o mais

importante - os espermatozóides

podem estar presentes na uretra antes

da ejaculação.

Esterilização:

Esterilização masculina (vasectomia)

- O canal deferente (canal

do esperma) é dividido, e as pontas

são amarradas. Só depois de várias

semanas após a cirurgia é que os

espermatozóides desaparecem totalmente

da ejaculação.

Esterilização feminina - As trompas

de Falópio (por onde o óvulo se

desloca do ovário para ser fertilizado)

são cortadas e as extremidades

são amarradas.

Muitos casais estão se optando para

a esterilização quando acham que

sua família já está completa. Isso

permite que a mulher suspenda o uso

da pílula, antes da idade em que

ocorre a maioria das complicações.

Isso evita também os problemas de

menstruação intensa, causados pelo

D.I.U. depois dos 40 anos, num estágio

em que as perdas de sangue

mensais tendem a ser maiores. O

casal, no entanto, deve avaliar bem

as conseqüências para que não haja

arrependimento. Nunca esqueça que

podem surgir momentos em que

você queira ter filhos novamente.

Obs.: Com o advento da AIDS, recomenda-

se o uso obrigatório da

camisa-de-vênus como a única

proteção mais segura contra essa

doença.

As explicações anteriores sobre os diversos

métodos anticoncepcionais

continuam válidas para as relações

sexuais seguras entre parceiros casados

ou que se conhecem há muito

tempo, mesmo assim toda precaução

deve ser tomada para evitar a Aids.

PRIAPISMO - Ereção dolorosa do

pênis. É conceituado como uma ereção

prolongada, não associada com

estimulação sexual e geralmente

dolorosa. Constitui-se numa emergência

urológica, pois o tratamento

precoce adequado evita seqüelas da

doença.

PRIMÁRIO - Original; o primeiro

que aparece.

PRIMEIRA INTENÇÃO - Expressão

usada em cirurgia para designar a

cicatrização sem germes, sem infecção,

assepticamente.

PRIMIGRÁVIDA - Mulher em primeira

gestação.

PRIMÍPARA - Mulher que deu à luz

o primeiro filho.

PRIMORDIAL - Referente ao início.

PROCESSO INTERSTICIAL PULMONAR

- Inflamação do espaço

intersticial pulmonar por diferentes

causas.

PROCIDÊNCIA - Saída para a frente.

PROCTALGIA - Dor no reto.

PROCTITE - Inflamação do reto.

PROCTOLOGIA - Estudo das doenças

do reto e ânus.

PROCTOPEXIA - Fixação do reto

mediante operação cirúrgica.

PROCTOPTOSE - Prolapso do reto.

PROCTORRAFIA - Sutura das paredes

do reto.

PROCTORRAGIA - Hemorragia

retal.

PROCTORRÉIA - Evacuação de

muco pelo ânus.

PROCTOTOMIA - Incisão do reto.

PRÓDROMO - Sinal que precede a

doença.

PROEMINÊNCIA LARÍNGEA - Região

onde a laringe se alarga e existe

tanto no homem quanto na mulher.

Antes se chamava pomo-deadão,

pomo significando um tipo de

fruta polpuda, como a maçã. Essa

denominação, agora substituída,

lembrava o pedaço de maçã que teria

ficado engasgado no pescoço de

Adão e de seus descendentes, como

eterna lembrança do pecado capital.

PROFILÁTICO - Que evita, que previne.

PROFILAXIA - Procedimento que

visa evitar o aparecimento de uma

determinada doença.

PROGÉRIA - Senilidade prematura

com infantilismo.

PROGESTERONA - Hormônio esteróide,

feminino, produzido pelo

corpo amarelo do ovário. Esse

hormônio tem dois efeitos principais durante a gravidez: mantém a

mucosa uterina num grau de desenvolvimento,

capacitando-a a nutrir

e abrigar o embrião, sem sofrer

descamação; e bloqueia a produção

de certos hormônios pela hipófise,

impedindo que ocorram novos ciclos

menstruais, assim não são produzidos

óvulos durante a gravidez.

PROGLOTE - Segmento maduro da

tênia.

PROGNATISMO - Projeção da mandíbula

para a frente.

PROGNATO - Que apresenta prognatismo.

PROGNOSE - O mesmo que Prognóstico.

PROGNÓSTICO - Predição sobre a

marcha da doença, sua duração e

seu fim. Indica qual a chance de tratamento

do paciente para uma determinada

doença.

PROJETO GENOMA HUMANO -

As primeiras discussões sobre o

Projeto Genoma Humano (PGH)

remontam à década de 1980. E a

princípio levantou uma série de

controvérsias. O projeto foi lançado

nos Estados Unidos e a proposta

era mapear todo o patrimônio genético

do homem; laboratórios da

Europa, do Japão e da Austrália

uniram-se ao projeto. Atualmente o

projeto ocorre em escala mundial,

incluindo a participação efetiva e

premiada de cientistas brasileiros.

Anexados ao PGH existem vários

outros projetos de genomas, como

da mosca das frutas, já concluído.

O Brasil tem dado cada vez mais a

sua contribuição. Além de iniciativas

isoladas, como os diferentes

genes clonados pelo laboratório da

pesquisadora Mayana Zatz, na USP,

uma iniciativa conjunta da Fapesp,

Instituto Ludwig, Unicamp, PM e

Faculdade de Medicina da USP

criou o Projeto Genoma do Câncer.

Esse projeto utiliza o mesmo método

de seqüenciamento (Orestes) desenvolvido

em São Paulo para o

seqüenciamento da Xillela fastidiosa,

uma praga de lavouras.

O objetivo do PGH em saúde envolve

a melhoria de simplificação

dos métodos de diagnóstico de doenças

genéticas, otimização das terapêuticas

para essas doenças e prevenção

de doenças multifatoriais.

Segundo uma Declaração da Unesco,

o Genoma Humano é propriedade

alienável de toda pessoa e por

sua vez um componente fundamental

de toda humanidade.

O genoma é o conjunto completo

de genes de uma espécie, decorrente

do seu seqüenciamento já estão em

andamento a descoberta de novos

medicamentos e terapias, algumas

utilizando conhecimentos da Genética.

O Brasil, na sua colaboração com

as pesquisas internacionais, já

seqüenciou duas bactérias - Xillela

fastidiosa e a Xanthomonas citri. É

o segundo principal produtor do

mundo de informações para o

Genoma Câncer e vem trabalhando no Genoma Estrutural para seqüenciamento

e identificação de

proteínas. No genoma humano, cientistas

brasileiros desenvolveram

a chamada tecnologia Orestes, usada

no mundo inteiro, que acelerou

a conclusão do seqüenciamento.

Um dos resultados da pesquisa é

uma placa contendo milhares de

genes que é única para cada pessoa.

Com este chip de DNA será possível

confrontar o genoma de um paciente

com o de uma doença que

também já tenha sido seqüenciada;

uma tabela vai definir se a pessoa

tem ou não propensão a contrair a

doença, terapia que os cientistas

consideram já madura para entrar

na rotina dos hospitais.

Os resultados da pesquisa do genoma

já estão presentes em diversas

atividades.

Cientistas afirmam que o seqüenciamento,

ao lado da ciência médica,

resultará em novos procedimentos

terapêuticos que contribuirão

para o diagnóstico não só terapêutico

mas também preventivo das

principais doenças. Pesquisadores

acreditam que o mapeamento genético

permitirá ao médico entender

o funcionamento do processo biológico

em nível molecular e, com

isso, detectar erros genéticos responsáveis

por muitas doenças,

como o câncer. Além de diagnósticos

precoces, o genoma poderá prover

o seqüenciamento de vírus e

bactérias que servirá de base para o

desenvolvimento de vacinas. Ocorrerão,

também, na indústria farmacêutica

novas pesquisas para

identificação de medicamentos e

produção de drogas mais potentes

e eficazes.

PROLABADO - Em prolapso.

PROLACTINA - Hormônio da hipófise

que aumenta a secreção de leite.

PROLAPSO - A queda ou procidência

de uma parte do organismo.

Pode ocorrer com muitos órgãos,

inclusive o ânus, mas é comumente

usado para descrever o afundamento

do útero para dentro da vagina,

ou o abaulamento das paredes da

frente e de trás da vagina. Os ligamentos

que sustentam o útero e os

tecidos da vagina podem ser inerentemente

fracos em algumas mulheres,

e podem todos ser estirados

durante o parto. Geralmente, não há

sintomas imediatos numa mãe jovem

e saudável, mas, depois, principalmente

na época da menopausa

- quando os tecidos ficam menos

elásticos -, podem aparecer os sintomas

do prolapso, que incluem

uma sensação de “alguma coisa caindo”

na região vaginal. Pode-se

notar uma inchação, ou pode haver

uma dor lombar e um desconforto

indefinido na parte inferior do abdome.

A dificuldade em urinar, o

fato de urinar acidentalmente ao

tossir ou respirar, ou uma cistite periódica

(V. Cistite.) podem indicar

que a parede frontal da vagina, ao

lado da bexiga, desceu. Uma prisão

de ventre crescente, associada a

uma protuberância na vagina, pode

significar que a parede posterior da

vagina está se abaulando.

Uma atenção especial com exercícios

pós-natais, nas seis semanas

após o parto, pode evitar o

surgimento de um prolapso depois

de alguns anos. Eles consistem

simplesmente em contrair os

músculos que interrompem a urina

quando você assim o quer. A recompensa

por fazer o exercício pode ser

também um aumento no prazer sexual.

Os mesmos exercícios podem

ajudar a controlar um prolapso ameno

logo que ele aparecer. O tratamento

elétrico pode também ajudar

por estimular os músculos. Um

pessário anelar (V. Pessário.) pode

controlar muitos casos de prolapso,

mas precisa de uma troca regular

(três a seis meses) feita por um

médico ou uma enfermeira, e as mulheres

mais jovens provavelmente

não iriam querer usar um pessário

permanentemente. Uma cirurgia

para apertar os ligamentos e a parede

vaginal talvez seja o melhor para

a maioria das mulheres; ela é feita

por baixo, de modo que não há uma

cicatriz visível. Depois de um período

de seis a doze semanas, a atividade

sexual pode ser retomada, e

pode até mesmo ser melhorada pelo

retesamento das paredes vaginais

frouxas. No início, pode ser necessária

uma lubrificação extra (vaselina,

por exemplo) e talvez uma dilatação

leve com os próprios dedos

da mulher - aumentando gradualmente,

de um até três. Seu ginecologista

poderá aconselhar o uso

de dilatadores de politeno, se isso

se mostrar necessário, mas geralmente

medidas mais simples são

suficientes.

Se coexistirem fibromas ou alguma

outra condição com o prolapso, o

reparo pode ser combinado com

uma histerectomia (V. Histerectomia.),

também realizada por

baixo.

PROLAPSO DE VÁLVULA MITRAL

- Denominação atribuída à posição

peculiar de uma das duas cúspides

da valva mitral, na contração do

ventrículo esquerdo.

PROLIFERAÇÃO - O mesmo que

Multiplicação.

PRONAÇÃO - Rotação da palma da

mão para dentro.

PROPULSÃO - Tendência a cair para

a frente.

PRÓSTATA - Uma glândula situada

na saída da bexiga, nos homens. A

doença da próstata interfere no fluxo

da urina. Ela aparece em geral

após os 50 anos, apresentando elevação

do volume e podendo complicar-

se até o aparecimento de câncer

de próstata. Recomenda-se exame

preventivo para pessoas acima

de 50 anos a cada seis meses.

PROSTATECTOMIA - Extirpação

cirúrgica da próstata.

PROSTATITE - A inflamação da próstata

pode ocorrer quando entram

micróbios da urina. Essa condição

provoca febre, dor lombar e dificuldade

ao urinar. Pode também ser

causa de uma enfermidade geral. O

tratamento é feito com antibióticos.

PROSTATOMIA - Incisão da próstata.

PROSTRAÇÃO - Esgotamento extremo.

PROTEIFORME - Com variadas formas.

PROTEINÚRIA - Presença de proteína

na urina.

PROTEÓLISE - Desdobramento da

proteína em polipeptídeos.

PRÓTESE - Substituição de uma parte

destruída por uma peça artificial.

PROTÍDIO - Composto orgânico

complexo, com grande número de

aminoácidos. Alimento a base de

proteínas.

PROTÓCLISE - Introdução de medicamento

no reto pelo aparelho

gota a gota.

PROTOPLASMA - A parte essencial

da célula.

PROTÓTIPO - A forma primitiva e

original de que se copiam outras.

PROTOZOÁRIO - Animais unicelulares

que constituem um grande

sub-reino. Agentes etiológicos da

Doença de Chagas, da Malária, do

Calazar, da Amebíase, da Toxoplasmose.

PROTROMBINA - Substância precursora

da trombina.

PROVA DE ACIDIFICAÇÃO URINÁRIA

- Pela qual, através da administração

de uma sobrecarga ácida,

se mede a capacidade tubular

renal de eliminar o íon hidrogênio.

PROVA DE CONCENTRAÇÃO

URINÁRIA - Prova que se realiza

para medir a capacidade tubular renal

de emitir urina concentrada.

Para isso, o paciente necessita permanecer

de 24 a 38 horas sem ingerir

líquidos.

PROVAS DE MATURIDADE FETAL

- Parâmetros avaliados no líquido

amniótico que nos dá indicação bastante

precisa do amadurecimento

fetal.

PROVAS DE VITALIDADE FETAL -

Procedimentos que visam ao reconhecimento

das condições de oxigenação

fetal.

PRÓ-VITAMINA - Substância que

dá formação a uma vitamina.

PROXIMAL - A mais próxima do

corpo.

PRURIDO - Termo médico para coceira.

Uma forma particularmente

aflitiva de prurido intenso, conhecido

como “prurido vulvar” (coceira

e inflamação nas partes genitais

externas), ocorre nas mulheres, e é

geralmente devido a aftas. É comum

no diabetes. (V. Diabetes.)

PRURIGINOSO - Que causa prurido.

PRURIGO - Dermatose que se caracteriza

por grande prurido e lesões

devidas ao coçar.

P.S. - Pronto-Socorro.

PSEUDARTRITE - Artrite simulada

de origem histérica.

PSEUDARTROSE - Falsa articulação

entre dois segmentos de osso fraturado.

PSEUDOCIESE - Falsa gestação.

PSEUDO-HERMAFRODITA - Indivíduo

no qual os caracteres sexuais

secundários não correspondem aos

órgãos reprodutores.

PSEUDOMEMBRANA - Falsa membrana.

PSEUDOPLEGIA - Falsa paralisia,

paralisia histérica.

PSEUDÓPODE - Prolongamento

que a ameba emite e retrai.

PSICALGIA - Dor histérica.

PSICANÁLISE - Método de tratamento

dos distúrbios mentais, segundo

as teorias de Sigmund Freud e seus

continuadores; esses distúrbios

constituem a estrutura das neuroses

e das psicoses.

PSICASTENIA - Psicose com fases

de ansiedade, sensação de incapacidade,

perda da personalidade.

PSICOCIRURGIA - Esse nome foi cunhado

após descobertas do eminente

neurólogo português Egas Moniz,

que lhe valeram o Prêmio Nobel de

Medicina em 1948, e que utilizou

através de seu cirurgião (Almeida

Lima) a lobotomia frontal para o tratamento

de graves doenças mentais.

Essa cirurgia histórica encontra-se

hoje em desuso, sendo substituída

por intervenções mais funcionais,

estereotáxicas, sobre estruturas do

sistema límbico, tais como o giro

cíngulo, a substância inominata, o

hipotálamo posterior, a capsulotomia

anterior, a amídala temporal, etc.

Técnicas avançadas, utilizando a ressonância

magnética, o ultra-som focalizado,

a radiocirurgia estereotáxica

e a radiofreqüência computadorizada,

vieram substituir as intervenções

mais empíricas, como as

lobotomias de E. Moniz. Essas intervenções

são reservadas apenas

para os casos em que todos os métodos

psiquiátricos conhecidos já foram

tentados, sobretudo em vários

tipos de depressão, transtornos obsessivo-

compulsivos, anorexia nervosa,

agressividade de ictal ou pósictal

e dores rebeldes de cânceres disseminados,

não havendo seqüelas,

tais como as alterações de personalidade

e abulias, observadas nas antigas

lobotomias. Os casos são rigorosamente

selecionados por grupos

especializados de psiquiatras familiarizados

com esses procedimentos.

PSICOFÁRMACOS - São medicamentos

utilizados no tratamento dos

sintomas mentais. Podem ser divididos

em quatro grandes grupos:

antidepressivos, anti-psicóticos,

ansiolíticos e estabilizadores do humor.

Apesar dessa divisão, um tipo

de droga pode ser utilizado em diversas

situações: antidepressivos,

por exemplo, podem ser usados no tratamento de depressão, ansiedade,

fobias ou obsessões. O objetivo de

qualquer tratamento medicamentoso

em psiquiatria é controlar os sintomas

do paciente com o mínimo de

efeitos colaterais. O tempo de uso

dos medicamentos varia de acordo

com a patologia a ser tratada mas,

de forma geral, procura-se utilizar a

menor quantidade possível de medicamentos

pelo menor espaço de

tempo possível. Como muitos transtornos

psiquiátricos têm longa duração,

o uso de medicamentos por

muitas semanas ou meses é, freqüentemente,

necessário. Diversos medicamentos

desenvolvidos nas últimas

décadas se aproximam de um perfil

ideal de eficácia e tolerabilidade,

possibilitando excelente qualidade

de vida aos pacientes. Naturalmente,

remédios não resolvem todos os

tipos de sofrimento psíquico e uma

adequada articulação com o tratamento

psicoterapêutico é necessária

em muitas situações.

PSICOGÊNICO - De origem mental.

PSICOLOGIA - Ciência dos fenômenos

psíquicos e do comportamento,

que estuda o pensamento e a

consciência.

PSICOLOGIA CLÍNICA - Ramo da

Psicologia que estuda o comportamento

do indivíduo ou do grupo por

meio de técnicas apropriadas, tais

como testes de inteligência, personalidade,

entrevistas, etc., na tentativa

de compreender e resolver os

conflitos.

PSICÓLOGO - O que estuda e professa

a Psicologia.

PSICONEUROSE - Forte neurose

com traços de psicose.

PSICOPATA - O termo psicopata já

foi utilizado como sinônimo de qualquer

indivíduo com algum problema

psiquiátrico. Igualmente, é usado

de forma falsamente erudita para

designar indivíduos que julgamos

terem cometido atos anti-sociais,

agressivos, ou às vezes até para ofender

a quem não gostamos. O termo

personalidade psicopática foi introduzido

há mais de cinqüenta anos

para designar indivíduos que, mesmo

não sendo considerados doentes

(psicóticos), apresentam características

do seu jeito de ser (personalidade)

que são desadaptativas. O indivíduo,

devido a essa particularidade

de ser, sofre ou faz sofrer aos outros.

Em geral, o traço de personalidade

desadaptativa (impulsividade,

explosividade, agressividade, detalhismo,

insegurança, etc) não é diferente

daquelas características encontradas

na população; porém,

muito mais acentuado, o que o torna

predominante, atrapalhando a adaptação

social do indivíduo.

PSICOPATIA - Toda afecção mental.

PSICOSE - Descreve qualquer distúrbio

mental sério, no qual o paciente

tem pouco ou nenhum insight

dentro de sua condição. V. Doença

mental.

PSICOSE MANÍACO-DEPRESSIVA - Até pouco tempo atrás o termo

“Psicose maníaco- depressiva “, ou

PMD, designava o transtorno afetivo

bipolar, termo que vem caindo

em desuso progressivamente. São

sinônimos: transtorno bipolar do

humor, transtorno bipolar, doença

ou transtorno maníaco-depressivo.

O transtorno bipolar é uma enfermidade

que se caracteriza pela

alternância de episódio de euforia

(mania ou hipomania) e episódios

de depressão, com épocas de normalidade

nos intervalos. Durante os

episódios, o humor e os níveis de

atividade do paciente estão significativamente

perturbados. Na euforia

ocorre uma elevação do humor

e o aumento de energia e atividade

e, na depressão, rebaixamento do

humor com diminuição de energia

e atividade. Em geral, os episódios

(pelo menos dois) se repetem a intervalos

menores com o passar dos

anos, embora isso possa variar, existindo

casos em que a pessoa tem

apenas um episódio de mania e outro

de depressão. Casos exclusivos

de euforia (mania) são mais raros.

Episódios maníacos usualmente

começam abruptamente e duram

entre duas semanas a quatro-cinco

meses (duração mediana ao redor

de quatro meses). Depressivos tendem

a durar mais tempo (duração

mediana ao redor de seis meses),

embora raramente por mais de um

ano, exceto em idosos. O primeiro

episódio pode ocorrer em qualquer

idade, da infância ou velhice. Os

episódios (mania, hipomania ou

depressão) podem ser seguidos de

eventos de vida estressantes ou a

outros traumas mentais, mas a presença

de tal estresse não é essencial

para o diagnóstico.

PSICOSES - Como foi dito no verbete

sobre neurose, este conceito

prevaleceu na Psiquiatria até a década

de 1960, em que os transtornos

mentais eram distribuídos em

dois grandes grupos: psicoses e neuroses.

As psicoses eram consideradas

doenças mentais mais graves

cujas causas seriam orgânicas ou

funcionais, e as neuroses eram consideradas

menos graves e originadas

a partir de conflitos emocionais

e traumas psicológicos.

Hoje conceitua-se psicose somente

pelas características dos sintomas

que a pessoa apresenta. Esses sintomas

são os delírios, que são crenças

errôneas não fundamentadas em

evidências. Por exemplo, a pessoa

acredita que marcianos estão vigiando

seus atos, e as alucinações que

são percepções também não fundamentadas

em evidências, quando a

pessoa acredita escutar vozes provenientes

de transmissores implantados

em sua cabeça.

PSICOSSOMÁTICA - A palavra foi

criada por Heinroth, no começo do

século XIX, mas só ganhou maior

importância cem anos depois, quando

muitos psicanalistas, liderados

por Franz Alexander, passaram a

investigar mecanismos psicológicos

inconscientes que poderiam provocar

ou agravar doenças somáticas

(orgânicas). Assim, muitas enfermidades,

cujas causas somáticas eram

ainda obscuras, foram chamadas de

“psicossomáticas”, atribuindo-se

sua origem a conflitos psíquicos

profundos: alergias, úlceras digestivas,

pressão alta sem causa determinada,

asma, etc.

Entretanto, à medida que tais doenças

foram melhor estudadas, outras

causas orgânicas foram descobertas,

percebendo-se que os fatores

psicológicos não eram os principais

determinantes, apesar de sua

importância. Hoje, psicossomática

representa uma corrente da Medicina,

que considera todas as doenças

de modo mais abrangente e integral,

valorizando tanto os fatores

psíquicos quanto os somáticos.

PSICOSSOMÁTICO - Referente à

mente e ao corpo.

PSICOTERAPIA - Tratamento por

meio da sugestão. Atualmente, o

termo é genérico e abrange diferentes

formas de um trabalho clínico

baseado fundamentalmente num

relacionamento entre o psicoterapeuta

(ou simplesmente terapeuta)

e seu paciente, através de encontros

chamados de sessões. O que

se pretende é que o paciente possa

perceber seu mundo interno e seus

conflitos, muitas vezes fontes de

angústias e sofrimentos psíquicos,

de modo diferente. Trata-se de uma

ajuda para seu crescimento ou evolução

pessoal. Seres humanos não

nascem prontos. Crescem físicamente

mas também precisam evoluir

psicologicamente e amadurecer

suas personalidades. E nesse processo

outras pessoas podem ajudar.

Quando pais, amigos e mesmo médicos

não conseguem algo, o terapeuta

pode ser de grande utilidade.

Existem diversas formas de atendimento:

individual, grupal, familiar,

de casal. Podem ser de longa duração

ou limitadas em tempo previamente

determinado, e focar um problema

ou assunto difícil para o paciente,

em alguma circunstância

particular de sua vida.

PSICÓTICO - Referente à psicose;

aquele que sofre de psicose.

PSILOSE - Doença do Celíaco. Ocorre

quando a absorção de alimentos

dos intestinos é interferida por algum

motivo. O paciente perde peso,

pode ficar anêmico, e fica com os

movimentos relaxados, o que lhe dá

uma aparência de gorducho. Uma

causa comum é a Doença do Celíaco,

na qual a sensibilidade ao glúten

pode danificar o revestimento delicado

do intestino. Uma dieta sem

glúten restitui a normalidade.

A psilose tropical ocorre quando algum

tipo de infecção deixa o revestimento

intestinal danificado e incapaz

de absorver adequadamente

os alimentos. Requer um exame

médico num centro especializado.

PSIQUE - O espírito, as funções

mentais.

PSIQUIATRA - Médico especializado

em Psiquiatria.

PSIQUIATRIA - Estudo e tratamento

das doenças mentais.

PSÍQUICO - Relativo a funções

mentais.

PSIQUISMO - O psiquismo é o termo

que expressa a atividade de nossa

vida mental. Inclui-se nele tanto

os processos conscientes como os

inconscientes. O psiquismo é uma

resultante de nossas experiências

perceptivas vividas e influenciadas

por múltiplas variáveis, destacandose

entre elas o bioquimismo individual,

a influência social do meio,

as vicissitudes ocorridas no início

do desenvolvimento da criança e de

sua vida posterior e a própria constituição

daquela pessoa.

PSITACOSE - Infecção dos papagaios,

transmissível ao homem.

PSOAS - Importante músculo na região

lombar, abaixo do fêmur.

PSORÍASE - Doença de pele comum,

na qual aparecem manchas escamosas

duras e vermelhas; elas geralmente

afetam a pele perto das

juntas, como nos cotovelos ou atrás

dos joelhos, embora outras áreas

possam freqüentemente estar envolvidas.

Infelizmente, a doença é crônica,

e as manchas são difíceis de

desaparecer. A causa exata não é conhecida,

mas a doença não é perigosa.

Os sofredores geralmente gozam

de boa saúde, embora possa

ocorrer uma artrite associada em alguns

pacientes suscetíveis.

O tratamento da psoríase é um problema

a longo prazo. Esteróide local,

alcatrão e ungüentos são sempre

úteis. Recentemente foi descoberta

uma combinação de comprimidos

e radiação ultravioleta para

ajudar em vários casos. Apesar de

a doença não ter nenhuma relação

com o câncer, algumas drogas

anticâncer também estão se mostrando

eficazes. Mantenha contato

com o médico, pois os avanços podem

estar a caminho.

PTERÍGIO - Espessamento da conjuntiva

com marcha progressiva.

PTERIGÓIDE - Semelhante a uma

asa.

PTERIGÓIDEO EXTERNO - Outro

músculo mastigador.

PTERIGÓIDEO INTERNO - Um dos

músculos mastigadores.

PTIALINA - Fermento contido na

saliva e que ajuda a digestão dos

alimentos.

PTIALISMO - Hipersecreção salivar.

PTOMAÍNA - Substância produzida

por bactérias no animal morto ou

em matéria vegetal.

PTOSE - Queda de um órgão.

PTOSE PALPEBRAL - Queda da pálpebra.

PTU - Abreviatura do medicamento

propiltiouracil, usado na doença de

Graves.

PUBERAL - Referente à puberdade.

PUBERDADE - Idade em que os órgãos

sexuais ficam em estado de

funcionar.

PUBESCÊNCIA - O mesmo que Puberdade.

PÚBICO - Referente ao púbis.

PÚBIS - A porção anterior do osso

ilíaco.

PUDENDO - Relativo aos órgãos

genitais.

PUERICULTURA - Arte de cuidar da

saúde das crianças e de seu desenvolvimento

normal.

PUERIL - Relativo à infância.

PUÉRPERA - Mulher que acaba de

dar à luz.

PUERPÉRIO - As seis semanas que

se seguem ao parto.

PULGA - Pulex irritans, inseto que

pica e produz prurido e infecção. A

pulga do rato pode transmitir a

peste.

PULMONECTOMIA - Extirpação

de um pulmão ou de parte dele.

PULPITE - Inflamação da polpa

dentária.

PULSAÇÃO - A pulsação é provocada

por uma dilatação das artérias

que corresponde a cada batida do

coração. “Tirar o pulso” é uma forma

conveniente de contar essas batidas.

Na maioria das doenças infecciosas,

o coração bate mais rápido

que o normal, e o ritmo da pulsação

oferece informações úteis

para o médico. Uma pulsação muito

lenta (40 batidas por minuto, ou

menos) - se associada a outros sintomas

de doença - pode indicar um

bloqueio cardíaco ou algumas outras

doenças sérias. O tratamento

pode ser feito com um marcapasso

artificial. (V. Doença cardíaca.) Os

atletas e muitas pessoas fortes, em

boa saúde, podem ter uma pulsação

lenta (50 batidas por minuto), e

qualquer um com essa tendência

não precisa se preocupar, se o resto

estiver bom. A pulsação pode ser

contada em qualquer artéria, mas

geralmente se escolhe a do pulso.

A artéria radial corre acima dos ossos,

na frente do pulso, abaixo da

base do polegar. Para contar a pulsação,

deve-se colocar as pontas dos

dedos alinhadas em cima da artéria,

com o pulso do paciente reto, e

as batidas devem ser contadas durante

um minuto. A taxa normal

para um adulto é de aproximadamente

70 a 80 batidas por minuto.

PULSO ALTERNANTE - Alternância

de uma pulsação fraca e uma forte.

PULSO CAPILAR - Enchimento e esvaziamento

visível de capilares da

pele.

PULSO CHEIO - O que dá a sensação

de artéria cheia.

PULSO DE CORRIGAN - Pulso

duro, como martelada. É conseqüente

à regurgitação da aorta.

PULSO DURO - O que exige forte

pressão dos dedos para desaparecer.

PULSO FILIFORME - Pulso mole e

muito pequeno; seu traçado gráfico

é um simples fio.

PULSO INTERMITENTE - Pulso em

que algumas pulsações não são percebidas

pela mão que apalpa.

PULSO MOLE - O que desaparece

mediante fraca pressão.

PULSO VAZIO - O que dá a sensação

de artéria vazia.

PULTÁCEO - Semelhante à papa.

PULULAÇÃO - Reprodução intensa.

PULVERIZAÇÃO - Redução a pó.

PUNÇÃO-BIÓPSIA - Exame de

biópsia quase indolor, que se utiliza

de agulha fina para conseguir

material para estudo pelos patologistas.

PUNÇÃO ESTERNAL - Punção

aspiradora do esterno para retirada

de pequena porção da medula óssea

para exame.

PUNÇÃO LOMBAR - Punção do

canal medular, geralmente num

ponto após o fim da medula.

PUNÇÃO MEDULAR - Punção

esternal.

PUNCTURA - O mesmo que Punção.

PUNHO - Carpo. Liga a mão ao antebraço.

PÚRPURA - Condição na qual aparece

na pele uma erupção de várias

pintas pequenas e vermelho-purpúreas.

Existem várias causas. Pode

ocorrer devido a uma anormalidade

do sangue ou a uma doença nos

vasos sangüíneos menores, ou vasos

capilares, que permitem que

vaze um pouco de sangue. As pintas,

que são acumulações minúsculas

de sangue (mais ou menos do

tamanho de uma cabeça de alfinete),

podem também se formar nos

órgãos internos. A pressão sobre as

pintas faz com que elas percam a

cor, pois o sangue é empurrado para

um lado. Não é fácil generalizar

isso, já que o curso da doença depende

do seu tipo. Alguns são sérios,

e a pessoa fica gravemente doente,

enquanto que, em outros, a

condição é um simples incômodo

passageiro. O tipo ameno de púrpura

pode, às vezes, acompanhar

outras doenças infecciosas, ou pode

ser uma forma de reação alérgica a

um micróbio ou a uma droga.

PURULENTO - Com pus.

PUS - Quando uma parte do corpo é

atacada por micróbios, forma-se geralmente

um fluido grosso, conhecido

como “pus”. (V. Abscesso.)

PUS ICOROSO - Pus ralo.

PÚSTULA - Vesícula cheia de pus.

PÚSTULA MALIGNA - O mesmo

que Carbúnculo.

PUSTULAÇÃO - Formação de

pústulas.

PUTRESCÊNCIA - Ato de começar

a putrefazer.

PÚTRIDO - Que está putrefato.

PUTRILAGEM - Matéria pútrida.

Q.I. - Quociente intelectual, que se

mede por uma série grande de testes.

Gradua-se de 1 a 100. Abaixo

de 20 considera-se idiotia. Abaixo

de 50 é a debilidade mental.

QUADRÍCEPS - Músculo da coxa

formado de quatro feixes.

QUADRIL - A bacia ou o grande osso

que a forma, constituído na verdade

de três ossos: ílion, ísquion e

púbis.

QUADRIPLEGIA - Paralisia das duas

pernas e dos dois braços.

QUARENTENA (E PERÍODO DE INCUBAÇÃO) - O período em

que uma doença pode se desenvolver

após a exposição à infecção. A

maioria das doenças tem um período

de incubação durante o qual

os micróbios - apesar de estarem

no organismo - não produzem sintomas.

Num resfriado, por exemplo,

o período de incubação é de

geralmente três dias (a pessoa demora

três dias para desenvolver a

doença depois de “pegá-la” de alguém).

Durante esse período, a

doença é infecciosa, embora o portador

ainda esteja se sentindo bem.

Na quarentena, o suspeito deve ficar

isolado de qualquer contato,

exceto de uma equipe de médicos

e enfermeiros, e de pessoas imunes,

durante um espaço de tempo

igual ao período de incubação mais

dois dias. Isso não é mais necessário

no caso de uma doença insignificante

ou de fácil tratamento,

quando a perda com tal procedimento

é maior que o ganho. No

entanto, isso é vital numa doença

que põe em perigo a vida - como a

cólera, a febre tifóide e a poliomielite, em que todos os contatos

devem ser evitados durante a quarentena.

Com as doenças comuns da infância,

a criança é afastada da escola

durante certo período, que varia de

acordo com a gravidade da doença

e as exigências da escola. Você deve

se orientar com seu médico. Na

disenteria e na intoxicação com alimentos,

o paciente pode retornar ao

trabalho quando os exames de fezes

forem satisfatórios. Aquele

cujo trabalho estiver, de alguma forma,

relacionado com alimentos devem

informar imediatamente ao

médico sobre qualquer sintoma,

como náusea, vômito, dor no abdome

ou evacuação descontrolada.

Aqui são mostrados os períodos de

incubação de algumas infecções comuns:

Catapora:21 dias

Sarampo Alemão:14 - 21 dias

Gripe:05 dias

Sarampo:11 dias

Caxumba:14 - 21 dias

Coqueluche:7 - 16 dias

QUARTÃ - Malária, cujos acessos se

repetem de quatro em quatro dias.

QUEBRADURA - Nome popular da

Hérnia.

QUEILITE - Inflamação do lábio.

QUEILOPLASTIA - Operação plástica

no lábio.

QUEILOSE - Afecção dos lábios e

dos ângulos da boca atribuída à deficiência

de riboflavina ou vitamina

B6. Popularmente conhecida

como “boqueira”.

QUEIMADURA - Ferimento causado

por calor excessivo numa parte

do corpo, de modo a danificar ou

destruir os tecidos. Pode ser provocada

por uma chama, um objeto

quente, sol excessivo, ou água fervendo

- quando a condição pode ser

chamada de ESCALDADURA.

Não há nenhuma diferença prática

entre queimadura e escaldadura. As

queimaduras também podem ser

provocadas por substâncias químicas.

Nos casos leves, pode haver

somente um avermelhamento da

pele (primeiro grau). Nas queimaduras

de segundo grau formam-se

bolhas, e nas de terceiro grau toda

a espessura da pele é destruída e a

região parece carbonizada. Existem

dois perigos principais. O primeiro

é o choque - uma forma grave de

colapso que se segue às queimaduras

grandes. O segundo é a infecção

- quando os tecidos são destruídos

ou danificados, eles não

podem se defender da invasão dos

micróbios, de forma que as queimaduras

ficam facilmente infeccionadas

e viram feridas. O tratamento

caseiro imediato para queimadura

(seca ou molhada) é refrescá-la com

água corrente fria; pode-se, assim,

reduzir o dano e a dor. Continue refrescando-

a até que não haja mais

dor (até 30 minutos, se necessário).

Se a queimadura for grave ou grande

(isto é, uma área com bolhas de

mais de 25 mm numa criança, ou

75 mm num adulto), deve-se tratar

o choque enrolando as partes não

atingidas com algum pano ou cobertor,

e dando uma bebida quente

e com açúcar, se o paciente estiver

consciente. Requer-se tratamento

urgente para as grandes queimaduras,

mas é sempre necessário um

resfriamento inicial. As queimaduras

menores podem ser tapadas com

um lenço bem limpo e fresco. Mais

tarde pode-se cobrir com uma pomada

específica e um curativo não

adesivo. Não aplique outros cremes.

Se infeccionar, procure o médico;

ele poderá receitar antibióticos.

QUEIMADURA DE SOL - Após a exposição

ao sol, a pele produz um pigmento

marrom que ajuda a protegêla

dos danos provocados pelos raios

ultravioletas. O desenvolvimento de uma cor bronzeada demora e, se a

pele for exposta por muito tempo

antes de isso acontecer, ela pode ficar

intensamente queimada. Os sintomas

são retardados e, então, o fato

de alguém se sentir bem enquanto

toma sol não é uma garantia de que

não está havendo nenhum dano. As

pessoas variam em sensibilidade,

sendo que os louros e os ruivos geralmente

são mais sensíveis que os

morenos. Tome um cuidado especial

quando estiver em contato com o

sol forte pela primeira vez após o

inverno. Meia hora de sol é mais que

suficiente no primeiro dia, o que

pode ser aumentado dia a dia, se não

houver irritabilidade. Se a pele ficar

queimada, deve-se interromper toda

exposição ao sol até que a queimadura

melhore. Deve-se aplicar protetores

solares antes dos banhos de

sol. Quanto mais alto o fator, maior

a proteção oferecida. Para aqueles

cuja pele é mais sensível, existem

produtos com fatores de proteção

bem altos. Lembre-se de que o tempo

que se passa na água também

deve ser contado como tempo de

exposição, já que os raios ultravioletas

penetram na água de uma

certa distância. Uma exposição excessiva

ao sol pode levar a um posterior

câncer de pele.

QUELÓIDE - Excesso de tecido

conjuntivo na cicatriz, que fica exuberante.

QUELOTOMIA - Ou Celotomia.

Operação de cura radical da hérnia.

QUEMOSE - Edema da conjuntiva.

QUERATINA - Um dos componentes

dos filamentos intermediários

(fios compactos de proteína, com 7

a 11 nanomilímetros de espessura)

é a queratina, proteína que se acumula

nas células da superfície da

pele e forma um revestimento

protetor.

QUERATITE - O mesmo que Ceratite.

QUERATOMALACIA - O mesmo

que Ceratomalacia.

QUERATÔMETRO - O mesmo que

Ceratômetro.

QUERATOPLASTIA - O mesmo que

Ceratoplastia.

QUIASMA - Figuras em forma de X

resultante de cromátides homólogas

de certas tétrades cruzadas em determinados

pontos. Um quiasma é

conseqüência direta de uma permutação

cromossômica.

QUIASMA ÓPTICO - Local onde

se dá uma troca parcial de fibras do

nervo óptico.

QUIESCENTE - Não ativo. Adormecido.

QUILÍFEROS - Linfáticos especiais

que absorvem o quilo no intestino.

QUILO - Líquido grosso e leitoso,

produto da digestão dos alimentos.

QUILOCALORIA (Kcal) - Energia

necessária para elevar em um grau

centígrado a temperatura de um

quilograma de água.

QUIMIORRESISTÊNCIA - Processo

através do qual células tumorais são

capazes de se tornar resistentes a

uma ou várias drogas antineoplásicas.

QUIMIOSSÍNTESE - Realizada por

algumas espécies de bactérias

autótrofas. Esse processo consiste

na síntese de substâncias orgânicas

a partir da energia liberada em certas

reações químicas inorgânicas.

QUIMIOTAXIA - Atração ou repulsão

que as células vivas manifestam

por substâncias químicas.

QUIMIOTERAPIA - Tratamento de

câncer por medicamentos quimioterápicos.

QUIMO - Massa líquida espessa em

que se transforma o alimento no

estômago.

QUIMÓGRAFO - Aparelho para

registrar as variações da tensão arterial.

QUINCKE, EDEMA DE - Edema gigante,

edema angioneurótico, manifestação

de alergia.

QUININA - Alcalóide da quina, cristalino,

branco, pulverulento, usado

contra a malária e a febre.

QUINISMO - Zumbido ou espécie

de surdez resultante da quinina.

QUINTESSÊNCIA - Extrato fortemente

concentrado.

QUIROPODIA - Tratamento das

unhas e dos calos das mãos e pés.

QUIROPODISTA - Técnico em tratamento

das mãos e dos pés.

QUISTO - Tumor formado por um

saco cujo conteúdo é líquido ou

semilíquido. V. Cisto.

QUOTIDIANO - Que ocorre a cada

dia.

RÁBIDO - Relativo à raiva ou hidrofobia.

RACEMOSO - Parecido com um

cacho de uvas.

RADIAÇÃO - Emanação de uma

fonte.

RADIANTE - O mesmo que Radioativo.

RADICAIS LIVRES - Moléculas instáveis

que em sua estrutura têm um

elétron não neutralizado. Se a quantidade

de antioxidantes do organismo

não basta para neutralizar esses

radicais, o corpo pode sofrer danos

irreversíveis, do envelhecimento ao

câncer. O primeiro estudo que comprova

a relação entre radicais livres

e envelhecimento foi feito nos Estados

Unidos, em que pesquisadores

introduziram em moscas genes

que promovem as substâncias que

neutralizam radicais livres, constatando

que elas sobreviveram por

mais tempo e ganharam mais agilidade

em relação às moscas não tratadas.

RADICAL - O que vai à raiz. Tratamento

radical é o não paliativo.

RADICULAR - Referente à raiz.

RADICULITE - Inflamação das raízes

dos nervos medulares.

RÁDIO - O osso longo que, juntamente

com o cúbito, forma o antebraço

na porção externa, lado do

polegar.

RÁDIO - Elemento natural radioativo.

RADIOATIVIDADE - Decomposição

de um elemento com emissão de

energia.

RADIOBIOLOGIA - Estudo da ação

das radiações sobre os seres vivos.

RADIOCUBITAL - Relativo aos ossos

rádio e cúbito.

RADIODIAGNÓSTICO - Uso de radiações

(geralmente raios X) para

fins de diagnóstico.

RADIOGRAFIA - Chapa radiográfica.

RADIOGRAFIA CONTRASTADA -

Radiografia obtida após o paciente

ter recebido substâncias de contraste

(bário, compostos iodados).

RADIOGRAFIA SIMPLES - Radiografias

obtidas sem o auxílio de

meios de contraste (substâncias que

podem ser ingeridas ou injetadas).

RADIOISÓTOPOS - Variantes de

elementos químicos com o mesmo

número de moléculas, mas em diferente

disposição dos átomos e

com maior número de nêutrons.

390

RADIOLOGIA - Estudo das radiações

e do seu emprego para diagnósticos

ou tratamento.

RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA

- Procedimento radiológico

através de cateteres e sondas que

pode substituir intervenções cirúrgicas.

RADIOLOGISTA - Médico especializado

em Radiologia.

RADIONEURITE - Neurite produzida

pelos raios X.

RADIOTERAPIA - Tratamento ou terapia

pelos raios X, pelo rádio e por

outros corpos radioativos.

RADÔNIO - Gás pesado, produto de

emanação do rádio.

RAFE - Junção fibrosa entre músculos.

RÁGADES - Fissuras lineares na pele.

RAIOS ACTÍNICOS - Raios solares

que produzem alterações químicas.

RAIOS ULTRAVIOLETAS - Raios luminosos

invisíveis e que são dotados

de forte ação bactericida. A radiação

ultravioleta, excessiva nos

banhos de sol, danifica as células

da base da epiderme causando a

morte de algumas delas. Os vasos

da pele ficam muito dilatados na

região atingida, o que causa ardor e

vermelhidão. A melanina, pequenos

grânulos de um pigmento escuro, é

então fabricada para a proteção do

corpo. Com a repetida exposição

dos raios solares, a pele perde sua

elasticidade e envelhece precocemente.

As manchas que surgem

podem ser precursoras de algum

tipo de câncer, como os melanomas

(V. Câncer de pele.)

RAIOS X - Invisíveis a olho nu, eles

lembram raios de luz em muitos

aspectos, mas têm uma penetração

maior. Assim como a luz atravessa

vidros, os raios X atravessam os tecidos

do corpo. Assim como os raios

de luz, os raios X podem alterar

uma chapa fotográfica, e essa propriedade

os torna úteis na Medicina.

Fazendo brilhar os raios X através

de uma parte do corpo, podemos

fotografar as sombras que eles

emitem, e descobrir vários distúrbios

internos, como uma fratura no

osso, que não pode ser vista de outra

forma. A estrutura interna do

estômago e dos intestinos pode ser

estudada dando-se ao paciente uma

substância opaca, como o sulfato de

bário, via oral (pode ser dado também

como um enema dentro da parte

inferior dos intestinos). O bário

preenche todas as cavidades e fendas

dos intestinos, revelando úlceras

ou tumores. Uma outra substância

é dada quando se quer observar

a vesícula biliar. Um pigmento opaco

de rádio pode ser injetado no

sangue e depois fotografado enquanto

é filtrado pelos rins. Isso delineia

os rins e a bexiga, demonstra

danos, pedras ou tumores e, até certo

ponto, indica a eficiência do órgão

em filtrar. Fora a descoberta de

doenças ou diagnósticos, os raios X

são úteis para tratar várias condições. Em grandes doses, os raios

provocam danos e podem destruir

células, e isso pode ser muito útil

em alguns tipos de câncer ou em

certas doenças do sangue. A exposição

continuada aos raios X pode

causar câncer.

RAIVA - V. Mordidas de cachorro.

RAMO - Galho, prolongamento, derivação.

RÂNULA - Cisto de uma glândula

mucosa.

RAQUE - A espinha dorsal, a coluna

vertebral.

RAQUEANESTESIA - Anestesia por

injeção de anestésico no canal

raquiano.

RAQUIALGIA - Dor na raque.

RAQUIANO - Relativo ou pertencente

à espinha dorsal.

RAQUIOCENTESE - Punção do canal

vertebral. Punção lombar.

RAQUIOMIELITE - Inflamação da

medula espinhal.

RAQUIOPLEGIA - Paralisia da medula

espinhal.

RAQUIOTOMIA - Abertura cirúrgica

do canal raquiano.

RAQUISSAGRA - Dor gotosa na

raque.

RAQUÍTICO - Relativo ao Raquitismo.

RAQUITISMO - Doença da infância,

produzida por distúrbios do metabolismo

do cálcio e do fósforo,

por efeito de carência de vitamina

D. Essa vitamina está presente principalmente

no leite e manteiga, mas

também pode ser produzida pelo organismo

com a ajuda da luz do sol

- não sem ela. Se na alimentação

estiverem faltando alimentos que

contenham a vitamina, e se a criança

não tomar bastante sol, então a

absorção de cálcio pode ficar abaixo

das exigências mínimas. Quando

isso acontece, o crescimento é

interrompido e os ossos se tornam

fracos e encurvados. A farinha de

trigo, a margarina e os cereais geralmente

têm vitamina D adicionada

artificialmente; existem também

gotas de vitamina que podem ser

dadas às crianças. Essa doença é

comum entre povos asiáticos e nas

regiões mais pobres.

RAREFAÇÃO - Diminuição de densidade.

RASTREAMENTO DO CORPO E

DO CÉREBRO - Uma invenção que

usa raios X, com a utilização do

computador, para examinar o cérebro

e o resto do corpo. As imagens

resultantes mostram detalhes de estruturas

profundas e podem ajudar a

detectar doenças ainda no princípio.

RASURAÇÃO - O mesmo que Raspagem.

RASURAS - O mesmo que Raspas.

REABILITAÇÃO - Reintegração do

paciente à vida social.

REABILITAÇÃO PULMONAR - Realização

de recondicionamento pulmonar e sistêmico para a readaptação

do paciente com problemas

pulmonares às atividades da

vida cotidiana.

REABSORÇÃO - Absorção de material

secretado.

REAÇÃO - Resposta a um estímulo.

REAÇÃO DE DICK - Teste de sensibilidade

à escarlatina.

REAÇÃO DE SCHICK - Reação para

verificar se o indivíduo é sensível à

difteria.

REAGENTE - Substância que produz

uma reação.

REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR

- Conjunto de manobras que

tendem à recuperação da ação normal

do coração (massagem cardíaca

+ ventilação pulmonar).

REANIMAÇÃO DO RN - Procedimento

que visa desobstruir as

vias aéreas superiores cheias de

líquido amniótico e secreções. Para

tanto, utiliza-se um aspirador a

vácuo, adequado às condições do

RN.

RECAÍDA - Volta da doença após

haver desaparecido. O mesmo que

Recidiva.

RECALCITRANTE - Resistente

(doença resistente ao tratamento).

RECEITA - Tratamento prescrito pelo

médico em que são indicados os

remédios ou a composição dos mesmos,

assim como a dose e o(s)

horário(s) a serem tomados.

RECEPTOR - O órgão que recebe os

estímulos. Diz respeito também à

estrutura situada na parede que reveste

uma célula; hormônios e

neurotransmissores ligam-se a esses

receptores para exercer seus

efeitos sobre as células ou enviar

por meio delas alguma mensagem.

São de grande importância no estudo

da Obesidade, especialmente os

do tipo alfa 2 que, quando ativados,

dificultam a queima de gordura; e

os do tipo beta, que estimulam a

queima de gordura.

RECIDIVA - Recaída; recrudescimento

da doença após remissão

bem-sucedida.

RECIPIENTE - Objeto que recolhe ou

recebe algo.

RECONSTITUINTE - Medicamento

próprio para restabelecer as forças.

RECORRÊNCIA - Volta dos sintomas.

RECORRENTE - Que volta, que repete.

O nervo laríngio inferior, ramo

do pneumogástrico.

RECRUDESCÊNCIA - Agravação de

uma doença.

RECUPERAÇÃO (após uma doença

ou uma cirurgia) - Algumas

doenças deixam a pessoa fraca e

sujeita a uma recaída.

Depois de uma doença ou cirurgia,

procure se recuperar devagar, mas

com firmeza. Esse é o ponto principal.

Após uma cirurgia, você será

aconselhado a manter os dedos do pé, pernas etc., em movimento. Isso

é para evitar estagnação e trombose

numa veia profunda da perna, que

pode produzir um coágulo que chegue

ao pulmão. (V. Trombose e

Embolia.) O exercício físico fortalece,

desde que seja feito sensata e

regularmente e nunca além do ponto

de exaustão. No primeiro dia que

ficar de pé, deve-se apenas caminhar

uns 10 metros; no dia seguinte,

de 50 a 100. Observe a rapidez

com que se pode retornar à atividade

física e mental, até mesmo na

velhice.

Evite os banhos quentes demais,

que podem induzir à fraqueza. Um

tônico receitado pelo médico pode

ajudar, mas é a força de vontade que

importa. Os tecidos em recuperação

precisam de muita vitamina C. A luz

do sol também é um grande tônico,

além de fomentar vitamina D extra

na pele.

Depois de cirurgias grandes, e doenças

como a trombose coronária,

os exercícios gradativos de caminhada

devem deixá-lo pronto para

um trabalho sedentário por volta da

6ª semana. Se você faz um trabalho

manual, pode demorar mais tempo

- talvez até três meses. Você deve

estar pronto também para retomar

a atividade sexual entre a 6a e a 12a

semana. Peça ao médico conselhos

específicos.

Depois de certas cirurgias, principalmente

as abdominais, a tosse

pode provocar hérnias, por isso é

aconselhável que os fumantes parem

de fumar. O esforço para evacuar

pode ter os mesmo efeitos.

A cicatrização de ossos grandes

pode requerer uma imobilização

prolongada num hospital. Aqui, a

vontade de melhorar é ainda mais

vital. Cem por cento de cooperação,

com exercícios indicados e fisioterapia,

constitui geralmente a base

do tratamento - com o exercício ativo

sendo freqüentemente mais importante

que a massagem passiva.

REDUÇÃO DE UMA FRATURA -

Colocação dos fragmentos ósseos

na posição normal.

REFEIÇÃO - Porção de alimentos

que são consumidos em determinadas

horas do dia.

REFEIÇÃO DE EWALD - Refeição

de prova para exame do suco gástrico.

Consta de 60 g de pão branco

e 250 cm3 de chá preto ligeiramente

adoçado.

REFLEXÃO - Volta de um raio luminoso

ao encontrar superfície impenetrável.

REFLEXO - Contração muscular

involuntária como resposta a uma

excitação sensitiva.

REFLEXOTERAPIA - Tratamento por

irritação de uma área do corpo distante

da lesão.

REFLUXO VESICO-URETAL - Condição

patológica na qual a urina

contida na bexiga retorna ao rim,

contra o fluxo normal, podendo levar a danos renais irreversíveis. É

mais comum em crianças, sendo

que o tratamento pode ser clínico

ou cirúrgico, dependendo de cada

caso.

REFRAÇÃO - Desvio do raio luminoso

ao atravessar meios de diferentes

densidades.

REFRATÁRIO - Que resiste ao tratamento

ou a altas temperaturas.

REFRIGERANTE - Que faz baixar a

temperatura geral ou local.

REGENERAÇÃO - Reparação dos tecidos.

REGIÃO INGUINAL - O mesmo que

Virilha.

REGIME - Regra de alimentação ou

de vida.

REGRAS - V. Amenorréia, Parto e

Menstruação.

REGRESSÃO - Volta a um estágio

anterior.

REGURGITAÇÃO - Volta de um líquido

em sentido contrário. Vômito

sem esforço que se verifica nos

lactentes (crianças que mamam) ou

em certas doenças do esôfago e do

estômago. Exemplo: volta de alimento

à boca.

REIMPLANTE - Colocação de um

órgão em seu alojamento primitivo.

Exemplo: dentes no alvéolo.

REINFECÇÃO - Nova infecção de

mesmo agente.

REINOCULAÇÃO - Inoculação repetida.

REJEIÇÃO - Recusa a aceitar, tendência

a expulsar. Ex.: um enxerto.

RELAXANTE - Agente que produz

afrouxamento.

REMÉDIO - Toda substância ou todo

processo de que se faz uso para

combater doenças.

REMÉDIOS HERBÓREOS - Algumas

ações benéficas de certas ervas

são conhecidas há muito tempo por

médicos e leigos. Mesmo hoje, alguns

dos mais importantes remédios

são derivados de ervas, como, por

exemplo, a digitalina para o coração,

que é obtida da folha da dedaleira.

Uma nova descoberta interessante é

a de que a cebola e o alho reduzem

as taxas de colesterol no nosso sangue

e talvez reduzam as doenças cardíacas.

Aos remédios naturais, não

devemos, contudo, depreciar a nova

tecnologia, que nos trouxe benefícios

com os remédios sintéticos.

REMISSÃO - Redução da neoplasia

a níveis normais, após tratamento.

Desaparecimento de uma doença ou

de seus sinais e sintomas.

RENAL - Relativo ao rim.

RPA - Recuperação pós-anestésica,

onde se recuperam os pacientes

após a cirurgia.

REPLEÇÃO - Predomínio relativo

do peso sobre a estatura; aspecto

de criança gorducha.

RPO - Recuperação pós-operatória,

local onde se recuperam os pacientes

mais graves.

REPRESSÃO - Em Psiquiatria: afastamento

de pensamentos indesejáveis

do consciente.

REPRODUÇÃO ASSEXUAL - Quando

uma célula se divide em duas.

REPRODUÇÃO SEXUAL - Quando

duas células diferentes, uma masculina

e outra feminina, se unem

para formar um ovo, iniciando

assim a procriação de sua espécie.

RESFRIADO - Coriza. Doença freqüente

em muitas comunidades

civilizadas, causada por uma infecção

virulenta; ela, por si só, não

é perigosa mas pode ser precursora

de uma série de doenças: bronquite,

pneumonia, etc. Se você estiver

resfriado, evite ficar muito

próximo de outras pessoas, pois os

vírus se propagam em lugares cheios

e abafados. As temperaturas

baixas parecem não provocar resfriados,

e provavelmente o seu predomínio

seja devido ao fato de se

conviver em lugares pouco ventilados

e muito aquecidos. O melhor

tratamento é o repouso por um ou

dois dias. Pode-se tomar duas aspirinas

ou paracetamol até quatro

vezes ao dia. Mantenha o paciente

aquecido, com uma alimentação

leve e muito líquido. Fazer gargarejos

e tomar limonada ou mel ajuda

a melhorar. O vírus não responde

aos antibióticos, não os solicite,

a não ser que você sofra de

asma, bronquite ou alguma doença

cardíaca. As complicações incluem

sinusite e bronquite. (V.

Antro, Bronquite e Catarro.) Temse

tentado a vitamina C para prevenir

resfriados. Não há nenhuma

evidência real de que ela seja eficaz,

mas também não há prejuízo

nenhum em tomá-la.

Não existe nenhuma prova científica,

mas, o fato de evitar correntes

de ar, mudar de roupa quando estiver

molhada e evitar dormir tarde

com muita freqüência, parece reduzir

a incidência de resfriado, talvez

porque dessa forma aumente a resistência.

RESISTÊNCIA - Oposição a uma

ação. Ex.: a resistência bacteriana

aos antibióticos.

RESISTÊNCIA INSULÍNICA - Aquela

que o organismo opõe à ação da insulina,

problema central do Diabetes

do tipo 2. Está intimamente relacionado

com o depósito excessivo

de gordura na região abdominal

visceral.

RESOLUTIVO - Que cura uma

inflamação sem intervenção cirúrgica.

RESOLVENTE - O mesmo que Resolutivo.

RESPIRAÇÃO - Ato de inspirar e expirar

o ar.

RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL - Necessária

quando o paciente pára de respirar

por si só.

Em tal emergência, não se pode

perder tempo. A reanimação deve

começar imediatamente, sem que se

desperdice nenhum segundo para colocar o paciente numa posição

confortável. Uma pessoa afogada

deve receber respiração artificial tão

logo sua cabeça esteja fora da água.

A demora de um ou dois segundos

pode se revelar fatal.

Quando muito, se a pessoa que estiver

prestando o socorro suspeitar

que a garganta do paciente está gravemente

bloqueada por uma dentadura,

lama ou ervas, por exemplo,

ela pode tentar desobstruí-la virando

a cabeça para o lado e, com golpe

rápido e cuidadoso com o dedo,

limpar o fundo da boca.

Depois de feita a respiração artificial

durante dois ou três minutos,

com o ar entrando e saindo livremente

dos pulmões, pode-se, então

- e somente então -, prestar atenção

em outros detalhes, como o de

posicionar o paciente, cobri-lo, procurar

ajuda e assim por diante. Mas

a pessoa deve continuar o tempo

todo a fazer respiração artificial e

ficar observando cuidadosamente.

Método utilizado: Boca a boca (ou

boca-nariz)

A pessoa sopra o ar de seus próprios

pulmões para dentro dos pulmões do

paciente, através da boca ou do nariz

deste. Embora esse ar seja o ar expirado

pela pessoa que está fazendo a

respiração, ele ainda contém oxigênio

suficiente para tal propósito.

1) A cabeça deve ser segurada de

forma a ficar bem inclinada para

trás, com o maxilar inferior empurrado

para frente. Quando uma

pessoa consciente está respirando,

há bastante espaço para o ar se movimentar

da boca e do nariz até a

traquéia. Com uma pessoa inconsciente,

deitada de costas, a língua

tende a ir para trás, bloqueando o

espaço entre a boca e a traquéia. O

ar não consegue passar.

Portanto, a cabeça do paciente é inclinada

para trás, colocando-se uma

mão sob o pescoço e levantando-a

delicadamente, de modo que a posição

da cabeça seja mudada para

abrir caminho ao ar.

2) O maxilar inferior é puxado para

frente, com a cabeça ainda inclinada.

3) Segure o maxilar aberto e, utilizando

a outra mão para tampar as

narinas, mantenha a parte posterior

da mão pressionada sobre a cabeça

para mantê-la na posição inclinada.

Mantenha essa posição durante todo

o tempo.

4) Respire fundo.

5) Abra bem sua boca. Encaixe seus

lábios ao redor da boca aberta do

paciente.

6) Sopre forte - mas suavemente -

dentro da boca do paciente e, então,

dentro de seus pulmões.

7) Levante a boca, virando a cabeça

para olhar para o tórax do paciente.

Se for bem-sucedido, você

verá que este subiu e está agora baixando

à medida que sai o ar. Do

contrário, cheque se há obstrução

da garganta. (Tudo isso pode parecer

uma série de passos complicada,

mas não é. Com a prática,

ela pode ser feita como um movimento que dá imediatamente ar

para o paciente.)

8) Repita os itens 4, 5, 6 e 7 em quatro

respirações completas e rápidas.

Isso irá carregar o sangue do paciente

com oxigênio. A cor deve melhorar.

9) Continue num ritmo lento e constante,

observando a elevação do tórax

como garantia de que o ar está

entrando nos pulmões, e soprando

novamente assim que o tórax se esvaziar.

Em crianças, isso pode ser realizado

num ritmo um pouco mais rápido

- porém mais delicado - dependendo

do tamanho da criança.

Ressalvas importantes no método

boca a boca:

(Os números entre parênteses a seguir

referem-se aos números dos

passos acima.)

(3) a) Aperte as narinas (não o cavalete

ou a extremidade do nariz).

b) Coloque a cabeça bem para trás.

Você deve, olhando verticalmente

para baixo, conseguir ver as narinas,

tampadas.

c) Mantenha seus dedos afastados

dos lábios do paciente de modo que

os seus lábios possam formar uma

vedação perfeita.

(5) Abra bem a boca, o suficiente

para que ela faça uma vedação completa

ao redor da boca do paciente.

(6) a) Sopre forçando o peito e não

as bochechas.

b) Sopre com uma força apenas suficiente

para fazer com que o peito

do paciente se eleve.

(7) Se o tórax não se moveu, verifique

se você tampou o nariz do paciente

e se está mantendo a cabeça

bem inclinada.

(9) Sopre firmemente depois das

primeiras quatro vezes rápidas. Se

você continuar rápido demais vai se

cansar e poderá até sentir tontura.

(V. Asfixia.)

RESSECÇÃO - Excisão de um órgão

ou parte dele.

RESSECÇÕES PULMONARES - Remoção

cirúrgica de um pulmão

(pneumectomia), de um de seus lobos

(loboctomia) ou de um de seus

segmentos (segmentectomia) quando

afetados por lesões irrecuperáveis clinicamente

ou por tumores malignos.

RESSONÂNCIA - V. Ressonância magnética.

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA -

Exame bem detalhado por meio de

ondas magnéticas, melhor que a

tomografia, porém com indicações

restritas. Método de diagnóstico que

usa o campo magnético e ondas de

radiofreqüência para obtenção de

imagens para diagnóstico.

RESSUSCITAÇÃO - Reviver o indivíduo

aparentemente morto.

RETALGIA - Dor no reto.

RETALHO - Pedaço de músculo, pele

ou órgão que é transferido para correção

de defeitos após cirurgias

RETENÇÃO - Incapacidade de eliminar.

RETENÇÃO DE URINA - Quando a urina se acumula na bexiga, a pressão

aumenta, e nós sentimos vontade

de urinar. Quando as circunstâncias

permitem, nós deixamos relaxado

o músculo que protege a saída

da bexiga, e esta é esvaziada.

Retenção de urina significa que há

alguma interferência nesse esvaziamento,

e a bexiga não pode ser esvaziada

(retenção aguda), ou então

o esvaziamento não é completo. A

retenção aguda ocorre com mais

freqüência nos homens idosos, devido

a uma inchação da glândula

prostática. Deve-se buscar assistência

médica de imediato, e geralmente

é essencial que o médico passe

uma sonda (cateter) para retirar a

urina. A retenção aguda pode ocorrer

nas mulheres durante os primeiros

meses de gravidez, quando o

útero, caso se desloque, pode pressionar

a parte inferior da bexiga.

Geralmente não é difícil de recolocar

o útero no lugar, e a condição

sara. A dificuldade em urinar freqüentemente

precede a retenção. É

aconselhável procurar ajuda logo,

antes que se agrave. (V. Gravidez,

Próstata.)

Às vezes, a inabilidade de urinar

ocorre devido à timidez, por exemplo,

num banheiro público ou hospital.

Isso não tem uma causa física

e cura-se com o tempo. Alguns remédios

também podem provocar

isso.

É muito comum a retenção hídrica

na fase que antecede a menstruação,

estando ou não presente a síndrome

pré-menstrual.

RETICULAR - Disposto em rede.

RETÍCULO - Rede, entrelaçamento.

RETICULÓCITO - Glóbulo vermelho

imaturo.

RETICULOICTOSE - Excesso de

reticulócitos no sangue circulante.

RETICULOSE - Grupo de neoplasmas

do tecido linfóide.

RETIFICADO - Purificado. Exemplo:

álcool retificado.

RETINA - A mais interna das três

membranas que circundam o olho;

é a parte sensível à luz que registra

as imagens.

RETINITE - Inflamação da retina.

RETINITE PIGMENTOSA - Condição

hereditária, na qual a retina se

torna progressivamente espessa e

envolvida por pigmento (material

colorido), de modo que a visão se

deteriora gradualmente. As pesquisas

nesse campo continuam.

RETINOCOROIDITE - Inflamação

da retina e da coróide.

RETINOPATIA - Afecção que acomete

a retina. Ex.: a retinoplatia

diabética, a hipertensiva, etc.

RETITE - Inflamação do reto.

RETO - Porção terminal do intestino

grosso.

RETOCELE - Prolapso do reto.

RETOSIGMOIDECTOMIA - Extirpação

do reto e da alça sigmóide.

RETOSTENOSE - Estenose do reto.

RETOTOMIA - Inflamação do reto.

RETOVESICAL - Referente ao reto e

à bexiga.

RETRAÇÃO - O mesmo que encurtamento.

RETRATOR - Instrumento para retrair

o lábio de uma ferida.

RETRO - Prefixo que significa

“atrás”.

RETROBULBAR - Atrás do globo

ocular.

RETROCECAL - Atrás do ceco.

RETROCESSÃO - Movimento para

trás.

RETROCESSO - Regresso, volta ao

estado anterior.

RETROFLEXÃO - Dobra para trás.

RETROFLEXO - Dobrado para trás.

RETRÓGRADO - Que volta para trás.

RETROPERITONIAL - Atrás da camada

posterior do peritônio.

RETROPEXIA - Fixação cirúrgica do

reto.

RETROSCÓPIO - Instrumento para

exame do reto.

RETROVERSÃO - A inclinação de

um órgão inteiro para trás. O termo

se refere comumente ao útero. Vinte

por cento das mulheres nascem

com o útero nessa posição e não há

necessidade de qualquer tratamento,

a não ser que isso esteja provocando

um incômodo ou contribuindo

para a infertilidade.

REUMATISMO - Termo que abrange

condições associadas a dor nas

juntas ou nos membros. O reumatismo

que atinge as juntas é mais

comumente conhecido como “artrite”,

e o leitor deve consultar esse

item. Outras variedades da condição

são descritas nos itens Reumatismo

muscular e Dor lombar.

REUMATISMO MUSCULAR (incluindo

a fibrosite) - Termo vago

usado para descrever várias dores

nos músculos e nos tecidos moles,

que ocorrem devido a várias causas.

A maioria dos casos está associada

a graus pequenos de artrite ou

entorse de ligamentos nas juntas vizinhas

- como o pescoço, ombros,

quadris e joelhos. Sente-se mais dor

na região muscular carnuda do que

nos ligamentos e ossos mais profundos.

Outras ocorrem devido a um

entorse crônico, como nos músculos

lombares - o lumbago. O reumatismo

causado pelo uso excessivo

dos músculos requer um pequeno

repouso num lugar bem aquecido.

O reumatismo causado pelas

condições crônicas na junta e nos

ligamentos requer o máximo possível

de movimento na área. Esfregar

com linimento ajuda. Mantenha

todas as juntas em movimento, e

mantenha-se ativo no geral. Remédios

específicos são uma proteção

adequada e vão permitir que todos

os movimentos continuem sem problemas.

As proteções não são feitas

para uso permanente, pois enfraquecem os músculos; use alguns

dias enquanto a dor estiver forte. (V.

Artrite.)

Uma forma de reumatismo muito

importante é a polimialgia reumática.

Os sintomas são dramáticos e

requerem tratamento imediato.

Uma senhora idosa descobre que a

parte superior dos braços e coxas

está tão entrevada e dolorida que ela

mal consegue mover, e fica literalmente

cravada numa cadeira. Geralmente

não há nenhuma história

de reumatismo ou artrite anterior.

Ela precisa urgentemente de um

médico, pois os exames de sangue

vão provar o diagnóstico, e serão

necessários os esteróides. O tratamento

deve durar de seis meses a

um ano - nunca menos que isso.

REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRIO

- Método cirúrgico destinado

a aumentar o fluxo sangüíneo

para regiões do miocárdio, onde o

mesmo é deficiente devido à obstrução

de sua artéria coronária ocasionada

por placas de ateroma. Para

isso, pode-se utilizar a artéria mamária

interna (anastomose mamária-

coronária) ou um segmento de

veia safena (ponte de safena).

REVERDIN, PORTA-AGULHA DE -

Porta-agulha para suturas.

REVERSA - Modo de aplicar uma atadura

rebatendo seu bordo superior

de modo a ficar mais estreita, reduzida

à metade.

REVULSÃO - Irritação local com o

fim de desfazer o estado congestivo

ou inflamatório existente em outra

parte do corpo.

REVULSIVO - Que produz revulsão.

RIBOFLAVINA - Vitamina B2. Encontrada

no leite, fígado, clara do

ovo, e que é um fator de crescimento.

RICKÉTTESIA - Microorganismo entre

bactéria e vírus. Uma espécie

delas causa o tifo exantemático ou

tifo verdadeiro (o falso tifo é a febre

tifóide).

RIGOR MORTIS - Rigidez cadavérica,

que aparece horas depois da

morte, sucedida pelo relaxamento

e putrefação.

RIM - Víscera dupla secretora da urina.

Órgão da diurese. Cada rim é

um conjunto de muitíssimos nefros,

que filtram o sangue. Calcula-se que

cada rim possui cerca de um milhão

de nefros. Esses nefros constituem

as unidades funcionais dos rins. Os

nefros ficam na camada cortical do

rim. Na camada medular encontram-

se as pirâmides renais - formações

cônicas que se abrem nos

cálices renais. Estes, por sua vez,

abrem-se no bacinete, ao qual se

segue o ureter. No Brasil dava-se

esse nome a uma bacia reniforme

para uso do doente em caso de vômito,

lavagens oculares ou auditivas,

etc.

RIM ARTIFICIAL - Aparelho de

diálise pelo qual circula o sangue

que deixa ali os resíduos excretórios

que não mais estão sendo eliminados

naturalmente.

RINAL - Relativo ao nariz.

RINALGIA - Dor no nariz.

RINITE - Inflamação da mucosa

nasal.

RINOFIMA - Tumefação congestiva

no nariz que faz com que este aumente

de volume.

RINÓLITO - Cálculo formado no

nariz.

RINOLOGIA - Estudo do nariz.

RINOLOGISTA - Especialista em

doenças do nariz.

RINOPLASTIA - Cirurgia plástica no

nariz.

RINORRAGIA - Hemorragia nasal,

epistaxe.

RINORRÉIA - Coriza, descarga

mucosa pelo nariz.

RINOSCLEROMA - Rinite microbiana

com infiltração dura.

RINOSCOPIA - Exame das fossas

nasais.

RINOSCÓPIO - Espéculo ou instrumento

para iluminar e permitir o

exame do interior do nariz.

RISCO EPIDEMIOLÓGICO PARA

DESNUTRIÇÃO - Percentil do

peso abaixo de 10.

RISO SARDÔNICO - Convulsão no

tétano que dá ao rosto uma expressão

de zombaria.

RISORIUS DE SARTORINI - Músculo

que se contrai no sorriso.

RITMO - Padrão de intervalo.

RIZIFORME - Semelhante a grãos de

arroz.

RIZOMÉLICO - Referente às raízes

dos membros.

R.N.A. - Ácido ribonucleico. Existem

três tipos de RNA: Mensageiro:

que é fabricado sob o comando

direto do DNA contendo uma seqüência

de trincas transcritas a partir

dele. Cada trinca de bases do

RNAm chama-se códon, correspondendo

a um aminoácido na proteína

que se formará; Transportador:

para produzir a proteína é preciso

captar os aminoácidos e colocálos

na posição correta, em concordância

com a seqüência de bases

indicada no RNAm. Essa captação

é feita pelo RNA transportador

(RNAt); através do anti-códon o

RNAt reconhece o local onde o

aminoácido por ele transportado

deve ser colocado no RNAm;

Ribossômico: estruturas citoplasmáticas

formadas por um tipo especial

de RNA, o RNA ribossômico

(RNAr), e por proteínas. Os ribossomos

permitem o acoplamento

do RNAt (que transportam os

aminoácidos) com o RNAm.

ROENTGEN, RAIOS - O mesmo que

Raios X.

ROMBERG, SINAL DE - Impossibilidade

de permanecer de pé com os

olhos fechados. Sinal de tabes

dorsalis.

ROSÁCEA - Distúrbio vasculomotor no rosto com hiperplasia das glândulas

sebáceas.

ROSÉOLA - Febre eruptiva transmissível,

muito benigna, causada por

um vírus (como as demais febres

eruptivas transmissíveis, menos a

escarlatina). Pequenas máculas.

ROTAÇÃO - Girar sobre seu eixo.

Exemplo: girar a cabeça de um lado

para o outro.

RÓTULA - Pátula. Osso do joelho.

ROTURA PREMATURA DAS MEMBRANAS

- É a rotura das membranas

ovulares (âmnio e córion), com

saída de líquido amniótico antes do

início do trabalho de parto.

RUBEFAÇÃO - Irritação produzida

na pele por aplicação cáustica.

RUBEFACIENTE - Que produz

rubefação.

RUBÉOLA - Doença infecciosa aguda

febril, benigna, provocada por

um vírus, que se caracteriza por

erupção difusa de pequenas máculas

assemelhadas, às vezes, às do

sarampo ou da escarlatina.

Uma das doenças infecciosas agudas

da infância; é contraída pela

maioria das crianças, geralmente

durante os anos escolares. Assim

como as outras doenças dessa natureza,

é raro que volte a ocorrer. A

doença se propaga pelo contato entre

as crianças, e ocorre geralmente

em epidemia. O período de incubação

(época entre o contato e o desenvolvimento

dos sintomas) é geralmente

de duas ou três semanas.

O primeiro sinal é quase sempre a

erupção; esta consiste em pintas rosas,

que podem se juntar depois de

um ou dois dias. As glândulas da parte

de trás do pescoço aumentam e ficam

sensíveis. Podem ocorrer febre

leve e sensação de frio como sintomas.

A erupção geralmente desaparece

depois de uns três dias e pode

ser seguida de uma leve escamação.

O sarampo alemão não é uma doença

grave, e são raras as complicações.

Ela é contagiosa durante cinco dias

após ter aparecido a erupção. Se

uma mulher, que está dentro dos três

primeiros meses de gravidez e que

não tenha contraído a doença anteriormente,

tiver contato com ela,

deve procurar um médico o quanto

antes, pois há o risco de afetar o desenvolvimento

do bebê em gestação,

caso a mãe contraia a doença.

Não há por que manter as crianças

longe das pessoas com sarampo alemão,

pois é melhor que elas peguem

essa doença moderada e adquiram

imunidade. Hoje em dia existe uma

vacina combinada de sarampo alemão

e rubéola, que pode ser dada a

todas as crianças por volta dos dois

anos de idade. As mulheres que não

estão imunes devem procurar informações

com o médico. É impreterível

que elas não fiquem grávidas

nos três meses após terem sido

vacinadas, e nem sejam vacinadas

quando já estiverem grávidas.

Cerca de 10% de recém-nascidos de

mulheres que tiveram rubéola nos

primeiros três meses de gestação apresentam malformações congênitas,

especialmente catarata, microcefalia,

retardamento mental, surdez,

defeitos cardíacos. A rubéola

é transmitida por contato direto com

pessoas doentes e se dissemina através

de gotículas de secreções

nasofaríngeas. Recomenda-se que

até o 4o mês de gravidez a gestante

evite o contato com pessoas doentes

ou suspeitas de rubéola.

RUÍDO DE GALOPE - Ruído especial,

que lembra o galope de um

cavalo e se escuta em certos distúrbios

graves do coração.

RUGINA - Instrumento para raspar

ossos.

RUPIA - Lesão da pele com uma

crosta mais espessa no centro, lembrando

uma ostra ou então discos

empilhados de dimensões decrescentes.

RUPTURA - Rompimento, quebra.

Exemplo: ruptura do períneo no

parto.

RUTINA - Vitamina P, princípio vegetal

que age contra a fragilidade

capilar.

RX - Abreviatura de Radiografia.

SABÃO - Combinação de um álcali

e um ácido graxo.

SABÃO MEDICINAL - Preparado

com óleo de amêndoas, usado (outrora)

na confecção de alguns extratos

moles ou pílulas.

SABIN, VACINA - Vacina contra a

poliomielite (paralisia infantil), descoberta

por Alfred Sabin e que se

aplica por via oral em 3 a 5 doses,

de 30 em 30 dias.

SABURRA - Camada descamativa

observada na língua em várias

doenças.

SACARINA - Produto extraído do

carvão de pedra, 550 vezes mais

doce do que o açúcar de cana ou

sacarose. Adoçante artificial, descoberto

nos Estados Unidos em

1879, que apresenta teor calórico

praticamente nulo.

SACAROSE - Nome químico do açúcar

tradicional, derivado da cana ou

da beterraba. Trata-se de um dissacarídeo

formado por uma molécula

de glicose unida a uma de frutose;

uma colher das de sopa de sacarose

contém cerca de 80 calorias. Pediatras

da Universidade de Yale demonstraram

que crianças que consomem

açúcar em excesso se tornam

irritadiças e dispersivas.

SACIAÇÃO - Processo de ativação

do centro de saciedade localizada

no cérebro.

SACRO - Osso da bacia, primitivamente

constituído por cinco vértebras

que se fundem.

SACROILIÍTE - Inflamação da articulação

sacroilíaca, que se localiza

na parte posterior da bacia.

SADISMO - Perversão em que o doente

só obtém prazer ao torturar alguém.

SAFENAS - Nome de duas grandes

veias do membro inferior, das quais

se fazem as Pontes de safena, para

restabelecer parte da circulação em