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A maneira certa de começar a plantar

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GIRASSOL - Recomendações básicas para o plantio.

SOLO – Escolher uma terra com pH acima de 5,2 (CaCl). É perda de tempo e dinheiro plantar ou adubar girassol em solos com pH abaixo disto. O melhor é que, quando o solo tenha menos do que 2,5% de Matéria Orgânica, o pH seja maior que 5,2. Terras planas, sem riscos de encharcamento são as melhores para esta cultura.

EPOCAS DE PLANTIO (SAFRINHA).

Para se definir a melhor época para plantar girassol, devemos levar em conta alguns parâmetros:

  • girassol necessita de umidade no solo aproximadamente até o 60º dia após germinação.

  • A floração do girassol (50 – 70 dias após a germinação) não deve coincidir com períodos úmidos e frios.

  • A floração e enchimento de grão (65 – 100 dias após a germinação) também não devem coincidir com períodos muito chuvosos.

  • A colheita do girassol (100 ou mais dias após a germinação), também não deve coincidir com época muito chuvosa.

  • No período que vai da formação botão floral (40 dias após a germinação) até o final da floração (70 dias após a germinação) não devem ocorrer geadas.

  • momento de plantio deve coincidir com período de boas chuvas e temperaturas adequadas para germinação.

Podemos pensar nas seguintes épocas para os diferentes locais, como as mais prováveis para se obter sucesso com esta cultura.

ATENÇÃO: Em áreas irrigadas, onde a época de plantio é caracterizada pela falta de chuvas, o plantio pode ter épocas diferenciadas e com enorme sucesso, 3.000 kg/hectare com híbridos.

ADUBAÇÃO:

NITROGÊNIO – Para produzir 1.000 kg de grãos, o girassol usa 42 kg de “N”. Isto significa que para uma produção de 2.000 kg/ha são necessários aproximadamente 84 kg/ha de “N”. Desta quantidade devemos deduzir a disponibilidade de “N” no solo, através da matéria orgânica (M.O.). (Cada ponto de M.O. prove aprox. 17 kg de N)

Atenção: Caso o plantio se proceda em resteva de graminea (trigo, milho, aveia, etc.), é necessário acrescentar mais 20 kg/ha de “N”, que será utilizado por microorganismos na decomposição da resteva.

FÓSFORO – Para produzir 1.000 kg de grãos, o girassol precisa ter a sua disposição, além dos outros fatores de produção, 25 kg de  P2O5. Isto significa dizer que para uma produção estimada de 2.000 kg/ha, é necessário colocar a disposição da cultura, além dos outros fatores de produção, no mínimo 50 kg/ha de P2O5. Desta dose poderemos deduzir o que existe a disposição da planta no solo.

A exportação de P2O5 , para uma produção de 2.000 kg/ha, será de aproximadamente 30 kg/há, em torno de 35 a 40% do total que a planta usou . Isto faz com que, para não empobrecermos o solo, adubemos com no mínimo 40 kg/ha de P2O5 .

POTÁSSIO – A determinação da dose de K2O segue o mesmo raciocínio. Para se produzir 1.000 kg de grãos de girassol, é necessário colocar a disposição da planta 80 kg deste nutriente. Se nossa previsão de colheita for 2.000 kg/ha de grãos, a necessidade total será de 160 kg/ha de K2O.

A exportação de K2O, para uma produção de 2.000 kg/há de grãos será de 50 kg/ha. Isto nos obriga a adubar com no mínimo esta quantidade para não empobrecer o solo.

BORO – Este micronutriente é absorvido pelas raízes das plantas em geral quando se encontra na Matéria Orgânica do solo e com presença de boa umidade de solo. Em outras formas seu aproveitamento é muito reduzido. Considera-se um nível bom de M.O., com vistas ao BORO, quando o solo tem mais de 4% de M.O. (muito difícil de achar em solos do cerrado) Quando a análise de solo indica níveis de BORO ao redor de 1,0 ppm, pode-se dizer que este solo esta adequado para produzir bem girassol. Em girassol, este micronutriente é muito mais importante que em outras culturas, pois sua falta pode ocasionar graves reduções de produtividade. Como, em geral, trabalhamos com solos cujo teor de M.O. é inferior a 3%, e com teores de boro ao redor de 0,2 ppm, e ainda, nos Cerrados quase sempre teremos limitação de umidade do solo durante o ciclo do girassol, torna-se praticamente obrigatória a aplicação de BORO. Em geral, deve-se aplicar 2 a 3 kg/ha do micronutriente, porque, descontando-se as perdas para o solo, as plantas devem absorver no mínimo 0,3 kg para cada 1.000 kg de grãos produzidos. Isto equivale a 0,750 kg/ha de BORO. A aplicação de Boro deve ser feita preferencialmente via adubação tradicional, usando para isto um fertilizante que já contenha ao redor de 0,5% de Boro solúvel em sua formula. A complementação pode ser feita através de adição de Acido Bórico (17% de B) a calda do dessecante (glifosato).

Uma forma econômica de aplicar Boro é durante a dessecação do seguinte modo:

COMO UTILIZAR ÁCIDO BORICO.

A 25 graus centígrados é possível diluir 5 ou 4 kg do ácido bórico em 100 litros de água. Deste modo, usa-se 13,5 kg do ácido bórico em 250 litros de calda junto com o lifosato e aplica em um hectare (não e uma boa recomendação esta, ninguém usa 250 lts de água com glifosato não e bom para o controle de ervas daninhas, o melhor e 4 kg/100lts de água com glifosato). Assim, estará aplicando 2,36 kg de Boro por hectare.

É necessário saber em análise a quantidade de boro que existe no solo, desta forma não será necessária aplicar toda esta quantidade e sim apenas o que faltar.

POPULAÇÃO – Os híbridos AG 960, AG 962, AG 967, AG 972 deve-se plantar em torno de 55.000 sem/ha, objetivando colher 40.000 a 43.000 capítulos por ha. Os espaçamentos devem ser efetuados de acordo com a boca de colheita adaptada. Se utilizar a boca de soja adaptada, pode plantar com 50, 60, 70, 80 e 90cm (sendo recomendado 50cm com 2,7 sem/m ou 27sem/10m). À medida que aumentar o espacamento aumenta o N° de semente por metro, devendo ficar em um estande de 56 mil sem/há e 43 a 45 mil plantas/ha.

PROFUNDIDADE DE PLANTIO – Planta-se girassol como soja: 3cm de profundidade e com boa umidade. Deve-se comprimir bem a terra ao redor das sementes para favorecer a transferência de umidade do solo para as sementes e assim proporcionar uma germinação mais uniforme.

ERVAS DANINHAS – Muito embora, nas épocas preferenciais de plantio do girassol, as invasoras dificilmente tornem-se um problema, alguns herbicidas conhecidos são seletivos a esta cultura, ainda que alguns deles não tenham registro para este uso no Brasil. Premerlin 600, Trifluoralinas em geral, Alaclor, Laço, Dual, Surpass, Kadett, Afalon, Gesagard, Select, Fusilade, Poast, Podium, Boral. (ABAIXO SEGUE UM RESUMO).

ATENÇÃO: Cuidado ao aplicar herbicidas para controle de folhas largas. Com raríssimas exceções são fitotóxicos para o girassol. Também muito cuidado com o herbicida Spider, usado em soja, em dose cheia. Em geral deixa resíduos fitotóxicos para o girassol na lavoura seqüencial. (ver tabela).

O ideal para auxiliar o controle de ervas daninhas em girassol é efetuar a dessecação apenas com glifosato e plantar logo em seguida o girassol, pois assim o girassol germina primeiro e lhe permite dominar as ervas daninhas que por ventura possam nascer alguns dias após.

PONTO DE COLHEITA – Deve-se iniciar a colheita quando os grãos atingirem umidade de 17%. Deve-se colher toda a lavoura antes que a umidade dos grãos chegue a 09%, para evitar perdas no campo. Dependendo das condições de umidade relativa e temperatura, poderá ser colhido quando as folhas (brácteas) presas ao capítulo começam a secar.

PRINCIPAIS DOENÇAS:

Destacamos três como as principais enfermidades que possam causar danos ao girassol:

ESCLEROTINIA – Esta doença destaca-se por aparecer nos plantios de março/abril e maio, no Estado do Paraná, algumas regiões de altitude de São Paulo e no Sul de Mato Grosso do Sul. O Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sul/Sudoeste do Paraná também é muito propicio ao aparecimento desta enfermidade nos girassóis plantados no inicio da época recomendada. Pode aparecer também em outras regiões onde o clima (por altitude) favorecer este fungo. Para que ocorra a Esclerotinia, é preciso coincidir floração com chuvas (garoas) e temperatura ambiente abaixo de 17 ºC, durante pelo menos 36 horas. Como estas condições geralmente ocorrem nos meses de junho e julho, devemos plantar o girassol em uma época em que a floração não seja coincidente. Instala-se normalmente nos capítulos e só aparece durante o enchimento de grãos.

ALTERNARIA – Esta doença se caracteriza  por ocorrer com tempo bastante úmido (chuvoso), e temperaturas acima de 22 ºC, em qualquer fase de desenvolvimento do girassol, por período superior a 48 horas. Torna-se especialmente prejudicial depois da floração, por que pode destruir toda a área foliar das plantas, dificultando o enchimento de grãos (grãos chochos). Ataca especialmente as folhas, mas pode, nos casos mais graves, aparecer nos colmos, flores e capítulos,  secando-os precocemente. 

TOMBAMENTO – Fungos diversos, de solo, muitas vezes podem atacar as plantulas de girassol, logo após a germinação, dando as vezes a impressão de baixo vigor e/ou baixa germinação. Sugerimos o tratamento das sementes com misturas de fungicidas sistêmicos e de contato, pois  o seu custo dificilmente chega a R$1,00 por ha. (Semente Agrobel já está tratada)

ATENÇÃO: As doenças ocorrerão se houver condições favoráveis para esta, uma boa condução da lavoura com adubação equilibrada, plantio em época adequada fugindo de condições favoráveis para a ocorrência destas, lavoura desenvolverá sem problema algum.

Para o controle das pragas é recomendado efetuar o monitoramento da lavoura. Controle preventivo é o melhor e mais barato, recomenda-se fazer aplicação de bordadura em todo o talhão em fases iniciais de desenvolvimento da cultura (2 vezes) principalmente em áreas próximas a matas e capoeiras.

HERBICDAS PARA DESSECAÇAO:

  • Gramoxone: (Paraquat) 1,5 a 3,0 l/há.

  • 2,4D (amina) 0,8 a 1,5 l/há Obs: cuidado com deriva, intervalo de 10 dias para plantio.

  • Glyphosate: (Diversos) 1,0 a 3,0 litros/há.

  • Glyphosate potássico (zapp QI) 0,7 a 4,0 l/há.

BORO: Aplicar o boro junto com o glyphosate na dessecação. Dissolver 5,4kg de ac. Bórico em 100 litros de água. 12kg do ácido em 250 l d`água para uma hectare (2,04kg de boro).

HERBICIDAS REGISTRADOS PARA GIRASSOL.

  • Alachlor (Laço) Pré-emergente 5,0 a 7,0 l/há gramíneas e algumas dicotiledôneas.

  • Trifluralim (Premerlin) Pré emergente, Pré semeadura incorp. PPI 0,9 a 2,0 l/há, PE 3,0 a 4,0 l/há. (Treflan) PPI 1,2 a 2,4 l/há F estreita e F larga.

OBS: Para o controle de plantas daninhas no Girassol, o recomendado é fazer uma boa dessecação, deste modo as invasoras ficam controladas até que o girassol cresça (50 dias), após este período ele faz sombreamento e controle alelopatico das mesmas.

HERBICIDAS NAO REGISTRADOS PARA GIRASSOL.

  • Acetochlor (Kadett) 2,0 a 3,0 l/há PPI. Pré emerg, Pós semeadura, gramíneas e dicotiledôneas.

  • Metolachlor (Dual) 1,5 a 2,5 l/há. gramíneas e algumas dicotiledôneas.Pré emergência após semeadura (em solos arenosos é proibido aplic dirigida).

  • Sulfentrazone (Boral) 0,3 (solos arenosos) a 0,5 (solos argilosos) l/há PE. Gramíneas e algumas dicotiledôneas. Pré emergência imediatamente após semeadura.

  • Linuron (Afalon SC) Pré emergência imediatamente após semeadura girassol (dicotilidoneas e gramíneas) não recomenda para solos arenosos.

  • Prometryne + metolachlor (gessagard + dual (1,25 a 2,0 l/há) FL e FE Pré emergência imediatamente após semeadura. Cuidado em solos arenosos.

  • Pendimethalin: (herbadox) Pré emergente 2,5 a 5,0 l/há. Pré semeadura incorpoado (maioria das gramíneas e algumas dicotiledôneas). Restrição em solos arenoso.

  • Fluorochloridone: Dicotildoneas e algumas gramíneas (pode misturar Acetochlor) pré emergência

  • Aclonifen: pré emergência dicotiledôneas pode usar em pós emergência (0,9 kg i. a./há) da fito mais desaparecem após 2 semanas.

  • Diflufenican: pré emergência

  • Oxadiarey: pré emergência – mono e dicotiledônea.

  • Fluazifop–P–Butil: 0,187 kg i.a/ha (Fusilade, Fusiflex) Sistêmic seletivo p/girassol – pós emergente gramineas estágio inicial de crescimento.

  • Clethodim: (Select) 0,4 a 0,6 l/há pós emergência (graminas) óleo mineral 0,5 %vv

  • Fenoxaprop-P-Ethyl: 77 a 99 g i.a/ha pós emergência gramíneas óleo mineral 0,5 vv 2 h sem chuva.

  • Haloxyfop–Methy: Graminicida pós emegente (óleo mineral 0,5% vv 2 h sem chuva 0,024 a 0,048 kg i.a /há.

  • Propaquizafop:30 a 50 g i.a/há pós emergente (gramíneas) óleo mineral 2 h sem chuva.

  • Quizalofop–P–Ethyl: só 27g i.a/há, dosagem maior causa fito. Pós emergente (gramíneas).

  • Sethoxydim: (Poast) 1,5 a 2,0 l/há. Sistêmico pós emergente (gramíneas) óleo mineral 0,5 % vv 0,22g i.a/há.

CUIDADO COM OS SEGUINTES HERBICIDAS!!!!

PERIODO DE CARENCIA.

  • ATRAZINA: 90 dias

  • IMAZAQUIM (SCEPTER/TOPGUN) 90 dias

  • IMAZETAPIR: (PIVOT): após 75 dias da aplicação.

  • CLORIMURON: (Classic, Smart) Aplicado em soja no inicio 1º trifolio sem problema.

  • 2,4 D (Sal amina) na dessecação 7- 10 dias

  • CLOMAZONE (GAMIT) 70 dias.

  • NICOSULFURON: 30 dias quando aplicado no milho.

  • DIURON: 10 meses quando usado em cana de açúcar.

  • DICLOSULAM (SPIDER) 40 g/ha 18 meses.

PRAGAS DO GIRASSOL.

  • Percevejo Castanho (Scaptocoris Castanea): sugam as raízes 0,4 lavas/m2 Dano econômico.

  • Coro ou Pão–de–galinha: raizes

  • Lagarta rosca ( Agrotis ipisilon)

  • Spodoptera latifascia:

  • Lagarta da Soja

  • Vaquinhas (Diabrotica speciosa) capitulo: Causam desfolha no período Vegetativo.

  • Lagarta desfolhadoras lagarta do Girassol (Chlosyne lacinia saundersii): borboleta amarela com borda preta e um formato de olho.

  • Lagarta–do-linho

  • Lagarta–falsa–medideira.

  • Formigas

  • Percevejo (família Pentatomidae): dano quando tiver mais de 4/pé.

  • Nezara viridula (verde).

  • Edessa meditabunda (verde com mancha preta).

  • Euschistus heos (castanho marrom ponta para acima)

CONTROLE DE LAGARTAS.

  • Bacillus Thuringiensis (Beslina) Biológico.

  • Organofosforados.

  • Em floração:

  • biológico (Dipel) 500 g/há em 300 litros de água.

  • Fisiológico (Diflubenzuron):

  • (Cascude) 15g i.a/há.

  • (Nomolt) 15g i.a/h.

  • (Dimilin) 15g i.a/há.

  • Quando da abertura dos capítulos, aplicar ao entardecer ou ao amanhecer quando as abelhas encontram–se nas colméias.

CONTROLE DE PERCEVEJO.

  • Acefato (Ortene 750 BR) – 0,300 l/ha

  • Edosulfan (Thiodan) – 1,25l/ha

  • Imidacloprido (Cannect) – 0,75 l/ha + Beta - Flutrina

  • Metamidofos.

  • (Tamaron) – 0,05 l/ha

  • (Metafos)– 0,5L/ha

  • (Faro) – 0,5 l/ha

  • Monocotrofós.

    • (Azodrin) – 0,4 l/ha

    • (Agrophos) - 0,4 l/ha

  • Triclorfom.

    • (Dipterex) – 1,6 l/ha

    • (Triclorform 500) - 1,6 l /ha

Avenida Presidente Vargas, 3.707 – Vila Maria – Caixa Postal 218 – CEP: 75.905-310 – Rio Verde – GO

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