Transformadores 1ø de pequena potência:projeto e construção

Transformadores 1ø de pequena potência:projeto e construção

(Parte 2 de 3)

Porém, de uma maneira geral, podemos considerar as medidas do molde do núcleo para transformadores que utilizam chapas tipo E. a’ = a x 1,05 e b’ = b x 1,1

Estamos na realidade adicionando uma folga em torno de 5% na largura da perna central (para que as lâminas não entrem de forma justa, raspando nas laterais do carretel, podendo danificá-lo) e de 10% na altura total do núcleo para que haja facilidade na colocação das lâminas, principalmente as últimas. As medidas da lâmina do núcleo devem ser verificadas usando um paquímetro; a confirmação do diâmetro dos fios esmaltados deverá ser efetuada com o uso do micrômetro. Escolha uma fibra para confecção do carretel com uma consistência suficiente que pode ser em torno de 1mm. Para a confecção do fundo do carretel faça algumas incisões nas arestas para facilitar as dobras e o acabamento, sem porém cortar totalmente a mesma. A junção dos dois extremos da fibra será de topo e na posição perpendicular a entrada das lâminas, para evitar a possível penetração de alguma lâmina no carretel.

A seguir passa-se a construção das abas laterais, cujas medidas são tomadas a partir das medidas da fôrma de madeira acrescida da espessura da fibra que a envolve.

A execução dos enrolamentos não necessita de grandes detalhes, porém daremos algumas orientações básicas para melhoria da qualidade do trabalho:

a) Ao iniciar o enrolamento, faça um orifício na aba lateral, rente ao fundo do carretel, verificando o lado que permanece fora do núcleo (os terminais não podem coincidir com a parte interna da janela); b) As espiras devem ficar unidas, tanto quanto possível, uma das outras para otimizar do espaço existente; c) Caso tenha optado por um isolamento entre camadas, utilize uma fibra de papel impermeável de baixa espessura; d) É válida a inserção de uma fibra isolante entre o final do enrolamento primário e o início do enrolamento secundário, devido a maior diferença de potencial existente; e) Procure usar uma tensão mecânica adequada nos condutores, durante a colocação dos enrolamentos. Esforços maiores poderão romper o fio, ou em caso contrário, as espiras ficarão frouxas dificultando a sua acomodação; f) A saída do terminal do enrolamento deve ser feita ao lado da extremidade onde ocorreu a entrada do enrolamento. Coloque uma fibra isolante ou um tubo isolante (espaguete fino) para isolar o condutor da camada inferior (observe a classe de isolamento compatível); g) O restante da última camada, quando não tiver o total das espiras, poderá ser preenchida por uma fibra isolante cuja espessura deverá ser a mais próxima possível do diâmetro do fio. Desta forma a camada ficará bem nivelada, permitindo um melhor acabamento;

h) O enrolamento secundário deverá ter seus terminais, de preferência, no lado oposto ao do enrolamento primário; i) Use uma fibra isolante final para o encerramento dos enrolamentos e proteção do conjunto;

Caso possua recursos para tal, efetue a secagem em estufa com temperatura controlada para retirar a umidade e providencie a impregnação com verniz apropriado a fim de aumentar o poder de isolação, evitando a penetração de umidade e reduzindo os efeitos da vibração entre espiras e das chapas do núcleo.

Faça uma avaliação da performace do transformador construído efetuando alguns testes, tais como: resistência do isolamento, continuidade dos circuitos, corrente a vazio, etc.

TABELA DE FIOS ESMALTADOS 12

1. INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO DIMENSIONAL 1.1 PAQUÍMETRO

É um instrumento finamente acabado, com as superfícies polidas e planas. O cursor é ajustado à régua, de modo que permite sua livre movimentação com um mínimo de folga. Geralmente é construído em aço carbono ou inoxidável, temperado, e suas graduações referem-se a 20oC. A escala é graduada em milímetros e polegadas, podendo a polegada ser fracionária ou milesimal. O cursor é provido de uma escala, chamada nônio ou vernier, que se desloca em frente às escalas da régua e indica o valor da dimensão medida.

Por ser essencialmente um instrumento de medição, o paquímetro permite obter medidas lineares das faces de uma determinada peça. Estas faces podem ser: externas, internas e ainda, de profundidade.

Modo correto de segurar a peça e o instrumento.

Condições para que a medida seja bem tomada

O contato dos encostos com a superfície da peça deve ser suave. Não se deve fazer pressão exagerada;

Mantenha a posição bem alinhada. Qualquer inclinação do instrumento alterará a medida;

Antes da medição, limpe bem as superfícies de onde serão tiradas as medidas;

A peça a ser medida deve estar na temperatura ambiente. O calor dilata o material e altera a medida.

Conservação do Paquímetro

Mantenha sempre o paquímetro fechado quando não estiver um uso (mesmo que logo depois haja necessidade de novas medidas); Evite as quedas;

O paquímetro não deve ficar em contato com ferramentas usuais de trabalho mecânico. Mantenha-o, sempre que possível, em estojo próprio; Evite arranhões ou entalhes que prejudiquem a graduação;

Após o uso, limpe e lubrifique com óleo fino.

1 METRO = 100 CENTÍMETROS 1 m = 100 cm 1 CENTÍMETRO = 10 MILÍMETROS

1 cm = 10 m 0 1cm

0 1cm

Como 1 cm = 10 m, a distância entre traços vale 1 m.

PROCESSO PARA LEITURA DE MEDIDAS Exemplo: Leitura da medida na figura a seguir.

Para efetuar a leitura conte os milímetros inteiros da escala fixa que estão antes do zero do nônio. Depois conte os traços do nônio até aquele que estiver coincidindo com um traço da escala fixa para obter os décimos de milímetros. É preciso passar por 6 traços até encontrar um traço do nônio que coincida com um traço da escala fixa. Portanto a medida do nônio é de 6/20 ou seja, 0,3 m.

A medida final será a soma dos milímetros encontrados somados a medida do nônio, ou seja, 2m + 0,3m = 2,3 m.

Exemplo: Colocação da medida 8,5 m no paquímetro.

Conte o número de milímetros pelo zero do nônio até chegar a 8. A seguir movimente lentamente o cursor procurando coincidir o traço de valor 6 do nônio com um traço da escala fixa.

Assim será encontrada a medida de 8,5 m que estará representada por qualquer das 3 formas de medição possíveis no paquímetro (medida externa, interna e de profundidade).

1.2 MICRÔMETRO

A precisão de medição que se obtém com o paquímetro, às vezes, não é suficiente. Para medidas mais rigorosas como espessuras de fibras, chapas, diâmetro de fios esmaltados, utiliza-se o micrômetro, que assegura uma exatidão de 0,01mm.

O micrômetro é um instrumento de dimensão variável que permite medir, por leitura direta, as dimensões reais com uma resolução de até 0,001 m.

O princípio usado é o sistema parafuso e porca. Assim, se numa porca fixa, um parafuso der um giro de uma volta, haverá um avanço de uma distância igual ao seu passo.

As figuras a seguir mostram alguns exemplos de uso do micrômetro.

Medição do diâmetro de um fio

Condições para que a medida seja bem tomada

A peça a ser medida deve estar desempenada; A faces da haste de encosto devem ser ajustadas quando juntas;

A peça a ser medida deve estar isenta de poeira, graxa, etc.;

A peça a ser medida deve estar na temperatura normal.

Conservação do micrômetro

As faces do encosto e da haste devem ficar separadas quando o aparelho não estiver em uso; Deve ser manejado com todo o cuidado evitando as pancadas e quedas;

O micrômetro não deve ficar em contato com as ferramentas usuais de trabalho mecânico;

Use a catraca para o contato na medição da peça. NUNCA dê um aperto para fazer a medição usando o tambor; Após o uso, limpe e lubrifique com óleo fino;

O instrumento deve ser guardado em estojo próprio.

Inicialmente observaremos as divisões da escala da bainha. Sabendo-se que nos micrômetros do sistema métrico o comprimento da escala mede 25 m, se dividirmos o comprimento da escala pelo número de divisões existentes no tambor, encontraremos o valor da distância entre as divisões (0,50 m), que é igual ao passo do parafuso micrométrico.

Estando o micrômetro fechado e dando uma volta completa no tambor rotativo, no sentido anti-horário, teremos um deslocamento do parafuso micrométrico igual ao seu passo (0,50mm), aparecendo o primeiro traço na escala da bainha. A leitura da medida será de 0,50mm. Dando-se duas voltas completas aparecerá o segundo traço e a leitura será de 1mm, e assim sucessivamente.

Sabendo-se que uma volta no tambor equivale a 0,50mm e tendo o tambor 50 divisões, concluímos que cada divisão equivale a 0,01mm.

(Parte 2 de 3)

Comentários