Análise de Material Didático

Análise de Material Didático

ANÁLISE DE MATERIAL DIDÁTICO

  • Livro escolhido: Os Fundamentos da Física 2 – Termologia, Óptica e Ondas

  • Autor: Francisco Ramalho Junior  Nicolau Gilberto Ferraro  Paulo Antônio de Toledo Soares

  • Ano/Edição: 7ª Edição – Revista e Ampliada de 1999

  • Editora: Moderna

CAPÍTULO 12 – ESPELHOS ESFÉRICOS

Neste capitulo, apresentam-se os espelhos esféricos que obedecem às condições de nitidez de Gauss e estudam-se as imagens formadas por reflexão da luz neles.

O capítulo apresenta a abordagem do estudo dos espelhos esféricos dividindo-o em seis tópicos:

  1. Definições e elementos

  2. Espelhos esféricos de Gauss

  3. Foco de um espelho esférico de Gauss

  4. Propriedades dos espelhos esféricos de Gauss

  5. Construção geométrica de imagens

  6. Estudo analítico.

O objetivo desta análise é criar no estudante de licenciatura uma criticidade de material didático afim de torná-lo apto a ter discernimento quanto a escolha do que se pode ser trabalhado na escola afim de promover aprendizado em seus alunos...

A trilogia dos Livros de Física do Ramalho, particularmente, me acompanhou desde meus primeiros passos no estudo de Física, talvez minha análise se torne um pouco suspeita, por isso de antemão vou relatar que já estou acostumado com a metodologia do livro. Portanto á luz da experiência e dos conceitos das teorias pedagógicas tentarei expor minha opinião de maneira a ser o mais imparcial que eu puder.

TENDÊNCIA PEDAGÓGICA

O conteúdo é apresentado de maneira que as informações são ordenadas numa seqüência lógica, o que até aqui pode ser considerado meio tecnicista – não vejo problema no material didático ser desta maneira até por que isso faz dele uma boa ferramenta para o autodidatismo e fonte referencial pra quem teve deficiências no ensino médio – então até aqui o papel de criar problematizações por meio das experiências vividas pelos alunos e de despertar neles a curiosidade fica a cargo do professor. Os exercícios propostos favorecem a fixação do conhecimento, os exercícios resolvidos apresentam-se como modelos para resoluções deles – aqui vemos traços de tecnicismo numa relação estruturada e definida objetivando as “verdades” conceituais, o que mais uma vez, na minha opinião, não chega a ser uma abordagem negativa...

Portanto concluo que a tendência pedagógica principal é a tecnicista behaviorista de Skinner – material didático não é uma máquina que estimula, mas está organizado de maneira que o aluno utilize sozinho -, apesar de apresentar traços de construtivismo no material adicional e nas ilustrações para essa matéria neste capitulo.

MATERIAL ADICIONAL

O capitulo apresenta um tópico chamado “Uso dos espelhos esféricos” para que possa a levar ao aluno á contextualizar-se com a aplicação do conhecimento bem como despertar nele a curiosidade, uma pena que tal sessão poderia ser bem melhor explorada. Exercícios de recapitulação e testes propostos apresentam-se com uma tendência ao aprendizado via exaustão. E por fim a atividade experimental vem suplementar a carência conceitual que pode cansar o aluno, ou mesmo aqueles menos atenciosos.

VANTAGENS X DESVANTAGENS

Apesar do meu gosto e carinho pelo livro, e de eu tê-lo classificado, através da minha subjetividade, com uma das tendências pedagógicas ultrapassadas e não muito benquistas da atualidade ele tem suas qualidades. Como já citei antes, através do conhecimento pronto e acabado ordenado de modo lógico, é uma boa fonte de consulta para os autodidatas e fonte de referencia para aqueles que tiveram algumas carências conteudistas no ensino médio, o que é uma boa vantagem aos estudantes mais maduros. Porem algumas desvantagens podem ser aqui enumeradas já que estamos num espaço destinado a isso. Ao se tratar de espelhos o livro/capitulo não apresenta atividades que promovam a pesquisa e descoberta e nem tem a capacidade de sensibilizar muito ao aluno, uma vez que o conhecimento está pronto e ele apenas poderá fazer uso dele para “passar” na prova, se assim for o caso.

CRITICAS E SUGESTÕES

O livro deveria ter, questões que promovessem o raciocínio, bem como poderia ter uma ampla sessão de contextualização com as tecnologias e aplicabilidades do conteúdo. Está longe de ser um livro completo para as demandas das tendências pedagógicas atuais, porem se mostra muito funcional ainda.

CONCLUSÃO

Minha analise desde o começo vem sendo baseada muito na minha subjetividade. Não tentei ser como alguém que friamente analisa o que está na minha frente e apontar tudo que é e o que não é. Tentei fazer uma análise a luz dos meus conhecimentos e com a sinceridade de quem utilizou o livro (como aluno) e qual impacto tal utilização causou em mim. Assim não vendo muita vantagem em assumir um papel mais critico e muito racional, apresentei aqui alguns prós e contras, (ainda que tenham sido poucos contras), não para concluir que o material é bom e supre todas as nossas carências educacionais, mas para mostrar que em algum momento pode ser lícito o professor se aproveitar de coisas que, no caso desta 7ª edição dos Fundamentos de Física, estão seguindo tendências antigas mas que podem gerar conhecimento. Vale fixar aqui que o professor não tem que assumir um estilo de ensinar ou tendência pedagógica e aplicá-lo como se fosse fórmula infalível de promover o ensino-aprendizagem, mas saber o que cada tendência tem de bom e criar modos de ensinar satisfatórias a sua realidade de sala. Portanto nenhuma teoria de ensino deve ser vista com extremismo e com repudio, mas algo que venha a somar, “filtrando” aquilo que seja proveitos no exercício da profissão.

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