Humanização em UTI

Humanização em UTI

Humanização em UTI

Unidade de Terapia Intensiva

  • Unidades complexas dotadas de monitorização contínua que admitem pacientes potencialmente graves ou com instabilidade de um ou mais sistemas orgânicos, e que com o suporte e tratamentos intensivos tenham possibilidade de se recuperar.

  • De acordo com a resolução do CREMESP nº 71, art 6º, a UTI deve estar estruturada de forma a fornecer suporte (diagnóstico e tratamento) nos aspectos hemodinâmico, metabólico, nutricional, respiratório, e de reabilitação.

Unidade de Terapia Intensiva

  • Os profissionais que atuam nestas unidades complexas são designados intensivistas. A equipe de atendimento é multiprofissional e interdisciplinar, constituída por: Médicos, Enfermeiros, Fisioterapeutas, Nutricionistas, Psicólogos e Assistentes Sociais.

  • Além de monitorização completa e vigilância 24 horas, ainda é função da UTI amenizar sofrimentos tais como a dor e a falta de ar, independente do prognóstico, é importante proporcionar conforto adequado respeitando a dignidade e auto-determinação de cada pessoa internada.

Humanização em UTI

  • Segundo a AMIB – Associação Médica Intensiva Brasileira (2004), humanizar a UTI significa cuidar do paciente como um todo, englobando o contexto familiar e social. Esta prática deve incorporar os valores, as esperanças, os aspectos culturais e as preocupações de cada um. É um conjunto de medidas que engloba o ambiente físico, o cuidado dos pacientes e seus familiares e as relações entre a equipe de saúde. Estas intervenções visam, sobretudo tornar efetiva a assistência ao indivíduo criticamente doente, considerando-o como um todo bio-psico-sócio-espiritual.

Humanização da UTI

  • De acordo com Malik (2000) apud Nunes, humanização é um ato ou efeito de humanizar, não uma técnica, não é uma arte ou artifício, é um processo vivencial que permeia toda atividade de um local e das pessoas que ali trabalham, dando ao paciente o tratamento que merece como pessoa humana, dentro das circunstâncias peculiares que cada um se encontra no momento de sua internação.

Humanização em UTI

  • Para Orlando (2004) apud Nunes, humanização é um processo que deve envolver toda a equipe da UTI, e é responsabilidade da mesma, além das intervenções tecnológicas e farmacológicas, a preservação da integridade do paciente como ser humano.

Humanização em UTI

  • Vila e Rossi (2002), afirmam que o paciente internado na UTI necessita cuidados de excelência, dirigidos não apenas para os problemas fisiopatológicos, mas também para as questões psicossociais, ambientais e familiares que se tornam intimamente interligadas à doença física.

  • A essência da enfermagem intensivista não está no ambiente ou nos equipamentos especiais, mas no processo de tomada de decisões, baseado na sólida compreensão das condições fisiológicas e psicológicas do paciente.

Humanização em UTI

  • Para que haja humanização total em uma UTI, três diferentes aspectos devem ser considerados (AMIB, 2004):

  • O ambiente físico.

  • O cuidado com o paciente e seus familiares;

  • A atenção ao profissional da equipe;

O Ambiente Físico na UTI

  • Cores leves nas paredes e portas, tornam o ambiente mais tranqüilo.

  • Proporcionar ambiente calmo e silencioso, minimizando ao máximo os ruídos dos equipamentos e da equipe.

  • Presença de janelas, que permitam ver o azul do céu, a luz do sol e o verde das árvores.

O Ambiente Físico na UTI

  • Garantir bom espaço entre os leitos, para facilitar o trabalho dos profissionais, além de maior privacidade para o paciente.

  • Separar pacientes mais graves para que os conscientes não vejam ou ouçam as intervenções que se processam ao seu redor, gerando menos ansiedade.

O cuidado com o paciente e família

  • O envolvimento com o paciente e a família é um pré-requisito essencial para humanizar.

  • Adotar comportamento de compaixão, solidariedade e ajuda, no sentido de promover o bem, visando o bem-estar do paciente, à sua integridade moral e à sua dignidade como pessoa.

  • É a atitude de conversar, ouvir, tocar o paciente, identificá-lo pelo nome. Reconhecê-lo como uma pessoa que está passando por uma fase difícil de doença, necessitando de cuidados, além dos técnicos, com uma dose de sentimento.

O cuidado com o paciente e família

  • Oferecer cadeira para acompanhantes, para que possam permanecer o mais tempo possível com o paciente, evitando sentimentos como abandono e solidão.

  • Oferecer informações e conscientização dos familiares sobre a doença e o tratamento ao qual o paciente está sendo submetido, avaliando suas necessidades e o grau de satisfação em relação aos cuidados prestados.

Atenção ao profissional da equipe

  • A equipe de enfermagem está, provavelmente, exposta a um nível maior de estresse que qualquer outra do hospital, porque deve lidar não somente com a assistência a seus pacientes e familiares, mas também com suas próprias emoções e conflitos.

  • Por isso, “deve-se cuidar de quem cuida” afirma Oliveira, evitando as manifestações do estresse, como fadiga física e emocional, tensão e ansiedade, geradas comumente em uma UTI e como condição necessária para aumentar a qualidade do cuidado prestado.

  • Uma remuneração justa, sala de descanso para os plantonistas, atendimento psicológico e palestras educativas aos profissionais.

Atenção ao profissional da equipe

  • A solução para a humanização está na equipe de saúde, que deve mostrar seu lado humano a cada procedimento e acima de tudo mostrar que têm sentimentos, que são conscientes dos desafios a serem enfrentados e dos limites a serem transpostos.

  • A humanização deve fazer parte da filosofia da enfermagem. O ambiente físico, recursos materiais e tecnológicos são importantes, porém não mais significativos do que a essência humana. Esta sim, irá conduzir o pensamento e as ações da equipe, tornando-os capazes de criticar e construir uma realidade mais humana, menos agressiva e hostil para os que diariamente vivenciam a UTI.

Conclusão

  • Não deixa de ser interessante e necessário refletirmos sobre o fato de que, apesar das discussões e posições teóricas sobre humanizar, ainda hoje é impressionante a flagrante violação dos direitos do homem e de sua dignidade. Ninguém questiona a importância da existência da tecnologia porque ela em si mesma não é benéfica nem maléfica, tudo depende do uso que se faz dela. A UTI precisa e deve utilizar recursos tecnológicos cada vez mais avançados, porém os profissionais não deveriam esquecer que jamais a máquina substituirá a essência humana.

  • Apesar dos profissionais terem consciência da necessidade do cuidado humano, o cuidado técnico impera no ambiente cultural da UTI.

  • Na maioria das vezes, o cliente torna-se somente um paciente a mais, outra patologia, outro tratamento e outro prontuário.

  • Por isso, todos os profissionais envolvidos devem se conscientizar que só é possível humanizar uma UTI, partindo de nossa própria humanização. Não se pode humanizar o atendimento do paciente crítico, antes de aprender como ser inteiro e íntegro consigo mesmo.

Integrantes do grupo

  • Carla Souza A. Pereira – 887011-0

  • Elizabeth

  • Idalina da Silva – 734137-7

  • Marcelle M. Bianco – 846520-7

  • Priscila Monteiro Sides – 897418-7

  • Vivian Furlan de Camargo – 845734-4

Referências Bibliográficas

  • Nunes, W.C.; et al. Humanização da Equipe de Enfermagem em UTI. {http://200.222.60.171/PDF/humanizacao%20da%20equipe%20de%20enfermagem.pdf}

  • Vila,V.da.S.C; Rossi, L.A. O Significado Cultural do Cuidado Humanizado em Unidade de Terapia Intensiva: “Muito falado, Pouco vivido” {http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692002000200003}

  • Oliveira, R.G. de; et al. Critérios para Humanização em Unidade de Terapia Intensiva – Uma Nova Proposta. {http://www.faminas.edu.br/enicv/arquivos/trabalhos_anteriores/enic3/cbs/CBS240_enic3.pdf}

  • Wikipédia. {http://pt.wikipedia.org/wiki/Unidade_de_Terapia_Intensiva}

  • CREMESP - Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. {http://www.medicinaintensiva.com.br/cremesp.htm}

  • AMIB - Associação de Medicina Intensiva Brasileira. {www.amib.com.br⁄home.htm}

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