Química Aplicada - Corrosão - Petrobrás

Química Aplicada - Corrosão - Petrobrás

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Química Aplicada

2 Química Aplicada

Química Aplicada

CURITIBA 2002

Equipe Petrobras

Petrobras / Abastecimento UNs: Repar, Regap, Replan, Refap, RPBC, Recap, SIX, Revap

Química Aplicada

620.17Curso de formação de operadores de refinaria: química aplicada,corrosão / C977Luiz Antonio Ferreira [et al.]. – Curitiba : PETROBRAS : UnicenP, 2002. 32 p. : il. ; 30 cm.

Financiado pelas UN: REPAR, REGAP, REPLAN, REFAP, RPBC, RECAP, SIX, REVAP.

1. Corrosão. 2. Oxidação. 3. Controle. 4. Refinaria. I. Ferreira, Luiz Antonio.

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Apresentação

É com grande prazer que a equipe da Petrobras recebe você. Para continuarmos buscando excelência em resultados, diferenciação em serviços e competência tecnológica, precisamos de você e de seu perfil empreendedor.

Este projeto foi realizado pela parceria estabelecida entre o

Centro Universitário Positivo (UnicenP) e a Petrobras, representada pela UN-Repar, buscando a construção dos materiais pedagógicos que auxiliarão os Cursos de Formação de Operadores de Refinaria. Estes materiais – módulos didáticos, slides de apresentação, planos de aula, gabaritos de atividades – procuram integrar os saberes técnico-práticos dos operadores com as teorias; desta forma não podem ser tomados como algo pronto e definitivo, mas sim, como um processo contínuo e permanente de aprimoramento, caracterizado pela flexibilidade exigida pelo porte e diversidade das unidades da Petrobras.

Contamos, portanto, com a sua disposição para buscar outras fontes, colocar questões aos instrutores e à turma, enfim, aprofundar seu conhecimento, capacitando-se para sua nova profissão na Petrobras.

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Química Aplicada Sumário

1 TÓPICOS ESPECIAIS DE CORROSÃO7
1.1 Fundamentos sobre Corrosão e Oxidação7
1.1.1 Introdução7
1.1.2As diferentes formas (ou tipos de corrosão)7
1.1.3 Mecanismos de Corrosão1
1.1.4 Métodos de Controle da Corrosão12
1.2 Corrosão em Refinarias de Petróleo14
1.2.1 Corrosão externa14
1.2.2 Corrosão interna em unidades de destilação15
1.2.3Corrosão interna na área fria da unidade de craqueamento catalítico19
1.2.4Corrosão interna em unidade de trata-mento DEA20
1.2.5 Corrosão interna em unidade de utilidades20
1.2.6Corrosão interna em unidade de hidro-tratamento21
1.2.7 Monitoração da corrosão21

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1Tópicos Especiais de Corrosão

1.1 Fundamentos sobre Corrosão e Oxidação

1.1.1 Introdução

Todos os metais e ligas estão sujeitos à corrosão. Não há nenhum material que possa ser empregado em todas as aplicações. O ouro, por exemplo, conhecido por sua excelente resistência à ação da atmosfera, será corroído se exposto ao mercúrio, em temperatura ambiente. Por outro lado, o ferro não é corroído por mercúrio, mas enferruja rapidamente em presença do ar atmosférico.

A maioria dos componentes metálicos deteriora-se com o uso, se em exposição a ambientes oxidantes ou corrosivos. Como é impraticável eliminar a corrosão, o segredo de um bom projeto de engenharia, geralmente, está nos processos de controle da corrosão.

Corrosão pode ser definida como a deterioração, que ocorre quando um metal reage com o meio ambiente.

1.1.2 As diferentes formas (ou tipos de corrosão)

Ou tipos de corrosão podem ser apresentados considerando-se a aparência ou forma de ataque, bem como as diferentes causas da corrosão e seus mecanismos. Assim, pode-se ter corrosão segundo:

–a morfologia: uniforme, por placas, alveolar, puntiforme ou por pite, intergranular (ou intercristalina), intragranular (ou transgular ou transcristalina), filiforme, por esfoliação, grafítica, desincificação, em torno do cordão de solda e empolamento pelo hidrogênio; –as causas ou mecanismos: por aeração diferencial, eletrolítica ou por correntes de fuga, galvânica, associada a solicitações mecânicas (corrosão sob tensão fraturante), em torno de cordão de solda, seletiva (grafítica e desincificação), empolamento ou fragilização pelo hidrogênio;

–os fatores mecânicos: sob tensão, sob fadiga, por atrito, associada à erosão;

–o meio corrosivo: atmosférica, pelo solo, induzida por microrganismos, pela água do mar, por sais fundidos, etc.;

–a localização do ataque: por pite, uniforme, intergranular, trangranular, etc.

A característica da forma de corrosão auxilia bastante no esclarecimento do mecanismo e na aplicação de medidas adequadas de proteção, daí serem apresentadas a seguir as características fundamentais das diferentes formas de corrosão:

– uniforme;

–por placas;

– alveolar;

–puntiforme ou por pite;

–intergranular (ou intercristalina);

–intragranular (ou transgranular ou transcristalina);

– filiforme;

–por esfoliação;

– grafítica;

– desincificação;

–empolamento pelo hidrogênio;

–em torno de cordão de solda.

A figura 1 apresenta, de maneira esquemática, algumas dessas formas.

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f.Corrosão intergranular ou intragranular (vista da àrea exposta)

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