Química Aplicada - Corrosão - Petrobrás

Química Aplicada - Corrosão - Petrobrás

(Parte 7 de 11)

–Injeção de soda;

–Retirada dos ácidos → indústria de tintas.

Pesquisa NACI (Naftênic Acid Corrosion Index)

2 Corrosão (mpy) NAC

Peso do filme de corrosão (m/cm ) = A

NACl < 10Corrosão pelo enxofre ou oxidação

Temperatura> 230°C até 400°C Máximo: 280°C

–Torres em regiões de condensação entre 230°C e 400°C

Máximo: 280°C

10 < NACl < 100Corrosão por naftênicos inibida por compostos de enxofre

NACl > 100Corrosão por ácidos naftênicos severa

1.2.3 Corrosão interna na área fria da unidade de craqueamento catalítico

Processo de geração de hidrogênio O ataque dos aços em soluções aquosas de H2S e/ou cianetos provoca a geração de hidrogênio atômico na superfície do metal, con- forme reações a seguir:

A presença de cianetos também provoca a remoção da camada de sulfeto de ferro que se forma na superfície do metal, e, assim, expõe novamente o metal ao ataque corrosivo.

A presença de certos compostos, tais como polissulfeto e peróxido de hidrogênio, transforma o cianeto livre em tiocianato, que não possui a mesma capacidade de destruição da camada de sulfeto de ferro, formada na superfície do metal, e, interrompe, assim, o processo corrosivo.

Forma de controle: –Injeção de peróxido de hidrogênio;

–Monitoração através de sensores de hidrogênio;

–Acompanhamento da análise química de cianeto livre.

Empolamento pelo hidrogênio

O hidrogênio migra pela rede cristalina do aço para regiões de mais baixa concentração. Quando encontra descontinuidades internas ou espaços vazios confinados, passa para a for- ma molecular. (H2) não tem mais a capacidade de migrar pela rede cristalina do aço, pois existe um grande aumento do volume.

Este acúmulo de hidrogênio nos espaços vazios no interior do aço, faz com que haja um grande aumento da pressão, e conseqüentemente provoca abaulamentos e rupturas.

Química Aplicada

Foto 18 – Corrosão-erosão em bocal de entrada de cargamudança de posição de chicana.

Foto 19 – Presença de três tipos de corrosão: –galvânica – casco em aço carbono e chicana em aço inox;

–uniforme – causada pela solução de DEA;

–corrosão – erosão devida à velocidade alta e presença de sólidos em suspensão da solução de DEA.

Corrosão sob tensão

O hidrogênio interfere nos mecanismos de deformação dos aços, reduzindo sua ductilidade e tenacidade. Peças com altos teores de hidrogênio dissolvido e submetidas a tensões de tração podem desenvolver trincas.

1.2.4 Corrosão interna em unidade de tratamento DEA

Corrosão pela deterioração da DEA

A decomposição da DEA (di-etanol-amina) provoca a formação de compostos quelantes extremamente corrosivos.

Os fatores que provocam a degradação da DEA são os seguintes.

–Degradação térmica: devido à alta temperatura do vapor do refervedor de fundo da Torre de recuperação de DEA.

–Degradação por contaminação: pode ocorrer devido ao arraste de água ácida.

Formas de controle: –Controle da DEA fixa em no máximo 5% p/p.

–Controle do teor de sólidos em DEA (máximo 30 ppm).

–Controle do teor de sais na carga (máximo 1 ppm em NaCl).

–Concentração de DEA (máximo 20 % p/p).

–Concentração de cianeto livre em água ácida (máximo 20 ppm).

–Temperatura no fundo da regeneradora de DEA (limite superior 120°C).

–Temperatura de vapor para reboiler (limite superior 125°C).

–Acompanhamento da taxa de corrosão através de instalação de sensor de corrosão ou line.

Corrosão sob tensão A corrosão sob tensão pode ocorrer de- vido ao alto teor de H2S que pode existir na DEA pobre.

Formas de controle:

–Acompanhamento do teor de H2S em DEA pobre (manter entre 0,06% a

1.2.5 Corrosão interna em unidade de utilidades Corrosão sob isolamento

Esta corrosão ocorre em linhas isoladas que operam, normalmente, abaixo de 100oC, pelo acúmulo de água “presa” no isolamento. Quando, em uma tubulação, aparecer limo, samambaia ou outra vegetação qualquer, é sinal que a corrosão está avançada.

Piores isolamentos (ordem decrescente): –fibra de vidro,

–lã de rocha,

–fibra cerâmica,

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