Movimentação de Cargas Suspensas

Movimentação de Cargas Suspensas

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Apresentação

A dinâmica social dos tempos de globalização exige dos profissionais atualização constante. Mesmo as áreas tecnológicas de ponta ficam obsoletas em ciclos cada vez mais curtos, trazendo desafios renovados a cada dia, e tendo como consequência para a educação a necessidade de encontrar novas e rápidas respostas.

Nesse cenário, impõe-se a educação continuada, exigindo que os profissionais busquem atualização constante durante toda a sua vida - e os docentes e alunos da Escola Técnica ATENEW incluem-se nessas novas demandas sociais.

É preciso, pois, promover, tanto para os docentes como para os alunos da educação profissional, as condições que propiciem o desenvolvimento de novas formas de ensinar e aprender, favorecendo o trabalho de equipe, a pesquisa, a iniciativa e a criatividade, entre outros aspectos, ampliando suas possibilidades de atuar com autonomia, de forma competente.

Seguindo essa linha de pensamento, a Escola Técnica ATENEW organizou o Curso Noções Básicas de Segurança para Movimentação de Cargas, destinado aos profissionais que desejam realizar suas tarefas de forma mais segura, responsável e, por conseguinte, com maior competência.

Para realizar o Curso, você terá à sua disposição, além de professores especializados em Noções Básicas de Segurança, este material didático, que tem a função de orientar sua aprendizagem, ou seja, ser um guia para os estudos.

Portanto, a leitura atenta desse conteúdo vai ser bastante útil para que você possa participar, com mais facilidade, das discussões em sala de aula e, também, organizar os conhecimentos adquiridos.

Finalmente, manifestamos nosso desejo para que tenha êxito em seus estudos e sucesso profissional.

Uma palavra inicial

Meio ambiente...

Saúde e segurança no trabalho...

O que é que nós temos a ver com isso?

Antes de iniciarmos o estudo deste material, há dois pontos que merecem destaque: a relação entre o processo produtivo e o meio ambiente; e a questão da saúde e segurança no trabalho.

As indústrias e os negócios são a base da economia moderna. Não só produzem os bens e serviços necessários, como também dão acesso a emprego e renda. Mas, para atender a essas necessidades, precisam usar recursos e matérias-primas. Os impactos no meio ambiente muito frequentemente decorrem do tipo de indústria existente no local, do que ela produz e, principalmente, de como produz.

É preciso entender que todas as atividades humanas transformam o ambiente. Estamos sempre retirando materiais da natureza, transformando-os e depois jogando o que "sobra" de volta ao ambiente natural. Ao retirar do meio ambiente os materiais necessários para produzir bens, altera-se o equilíbrio dos ecossistemas e arrisca-se ao esgotamento de diversos recursos naturais que não são renováveis ou. quando o são, têm sua renovação prejudicada pela velocidade da extração, superior à capacidade da natureza para se recompor. É necessário fazer planos de curto e longo prazo, para diminuir os impactos que o processo produtivo causa na natureza. Além disso, as indústrias precisam se preocupar com a recomposição da paisagem e ter em mente a saúde dos seus trabalhadores e da população que vive ao seu redor.

Com o crescimento da industrialização e a sua concentração em determinadas áreas, o problema da poluição aumentou e se intensificou. Em relação ao ar e à água, a questão é bastante complexa, pois as emissões poluentes se espalham de um ponto fixo para uma grande região, dependendo dos ventos, do curso da água e das demais condições ambientais, tornando difícil localizar, com precisão, a origem do problema. No entanto, é importante repetir que, ao depositarem no solo os resíduos, ao lançarem efluentes sem tratamento em rios, lagoas e demais corpos hídricos, as indústrias causam danos ao meio ambiente.

O uso indiscriminado dos recursos naturais e a contínua acumulação de lixo mostram a falha básica de nosso sistema produtivo: ele opera em linha reta. Extraem-se as matérias-primas através de processos de produção desperdiçadores e que geram subprodutos tóxicos. Fabricam-se produtos de utilidade limitada que, finalmente, viram lixo, o qual se acumula nos aterros. Produzir, consumir e dispensar bens desta forma, obviamente, não é sustentável.

Enquanto os resíduos naturais (que não podem, propriamente, ser chamados de "lixo") são absorvidos e reaproveitados pela natureza, a maioria dos resíduos deixados pelas indústrias não tem aproveitamento para qualquer espécie de organismo vivo e, para alguns, pode até ser fatal. O meio ambiente pode absorver resíduos, redistribuí-los e transformá-los. Mas, da mesma forma que a Terra possui uma capacidade limitada de produzir recursos renováveis, sua capacidade de receber resíduos também é restrita, e a de receber resíduos tóxicos praticamente não existe.

Ganha força, atualmente, a ideia de que as empresas devem ter procedimentos éticos que considerem a preservação do ambiente como uma parte de sua missão. Isto quer dizer que se devem adotar práticas voltadas para tal preocupação, introduzindo processos que reduzam o uso de matérias-primas e energia, diminuam os resíduos e impeçam a poluição.

Cada indústria tem suas próprias características. Também se sabe que a conservação de recursos é importante. Deve haver crescente preocupação com a qualidade, durabilidade, possibilidade de conserto e vida útil dos produtos.

As empresas precisam não só continuar reduzindo a poluição, como também buscar novas formas de economizar energia, melhorar os efluentes, reduzir a poluição, o lixo e o uso de matérias-primas. Reciclar e conservar energia são atitudes essenciais no mundo contemporâneo.

É difícil ter uma visão única que seja útil para todas as empresas. Cada uma enfrenta desafios diferentes e pode beneficiar-se de sua própria visão de futuro. Ao olhar para o futuro, nós (o público, as empresas, as cidades e as nações) podemos decidir que alternativas são mais desejáveis e trabalhar com elas.

Entretanto, é verdade que tanto os indivíduos quanto as instituições só mudarão as suas práticas quando acreditarem que seu novo comportamento lhes trará benefícios — sejam estes financeiros, para sua reputação ou para sua segurança.

A mudança nos hábitos não é uma coisa que possa ser imposta. Deve ser uma escolha de pessoas bem informadas a favor de bens e serviços sustentáveis. A tarefa é criar condições que melhorem a capacidade de as pessoas escolherem, usarem e disporem de bens e serviços de forma sustentável.

Além dos impactos causados na natureza, diversos são os malefícios à saúde humana provocados pela poluição do ar, dos rios e mares, assim como são inerentes aos processos produtivos alguns riscos à saúde e segurança do trabalhador. Atualmente, acidente do trabalho é uma questão que preocupa os empregadores, empregados e governantes, e as consequências acabam afetando a todos.

De um lado, é necessário que os trabalhadores adotem um comportamento seguro no trabalho, usando os equipamentos de proteção individual e coletiva; de outro, cabe aos empregadores prover a empresa com esses equipamentos, orientar quanto ao seu uso, fiscalizar as condições da cadeia produtiva e a adequação dos equipamentos de proteção.

A redução do número de acidentes só será possível à medida que cada um - trabalhador, patrão e governo - assuma, em todas as situações, atitudes preventivas, capazes de resguardar a segurança de todos.

Deve-se considerar, também, que cada indústria possui um sistema produtivo próprio, e, portanto, é necessário analisá-lo em sua especificidade, para determinar seu impacto sobre o meio ambiente, a saúde e os riscos que o sistema oferece à segurança dos trabalhadores, propondo alternativas que possam levar a melhores condições de vida para todos.

Da conscientização, partimos para a ação: cresce, cada vez mais, o número de países, empresas e indivíduos que, já estando conscientizados acerca desses fatos, vêm desenvolvendo ações que contribuem para proteger o meio ambiente e cuidar da nossa saúde. Mas isso ainda não é suficiente... faz-se necessário ampliar tais ações, e a educação é um valioso recurso que pode e deve ser usado em tal direção. Assim, iniciamos este material conversando com você sobre o meio ambiente, a saúde e a segurança no trabalho, lembrando que, no exercício profissional diário, você deve agir de forma harmoniosa com o ambiente, zelando também pela segurança e saúde de todos no trabalho.

Tente responder à pergunta que inicia este texto: Meio ambiente, saúde e a segurança no trabalho - o que é que eu tenho a ver com isso? Depois, é partir para a ação. Cada um de nós é responsável. Vamos fazer a nossa parte?

Definição

É um aparelho com lança giratória e sistema de levantamento de carga, construído segundo o princípio da gangorra.

Corretamente dimensionado, o guindaste executará a contento todo o serviço e, corretarnente operado, trará rapidez e segurança à operação.

Com manutenção preventiva em dia, o guindaste dificilmente falhará quando solicitado.

Tipos mais usuais

Guindaste sobre esteira com lança treliçada

  • Utilizado em serviços repetitivos, onde não é necessária a variação do comprimento de lança.

  • Utilizado em locais de difícil acesso, com terreno irregular ou sem firmeza.

  • De grande capacidade de carga, pode se locomover com a mesma.

  • Não é aconselhado para serviços que necessitem de grandes deslocamentos, ou de deslocamentosconstantes.

  • Recomendado para serviços de escavação, bate-estacas, trabalhos portuários e grandesmovimentações de carga em geral.

  1. gancho auxiliar

  2. gancho principal do JIB

  3. JIB

  4. cabo de sustentação do JIB

  5. cabo de sustentação da lança

  6. cabo de elevação da lança

  7. lança

  8. esteira

  9. contrapeso

  10. limitador de lança

  11. cavalete

  12. mesa de giro

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Fig. 1 - Guindaste sobre esteira com lança treliçada

Guindaste sobre caminhão com lança treliçada

  • O acionamento do guindaste é independente do caminhão.

  • Utilizado em serviços repetitivos, onde não é necessária a variação do comprimento da lança.

  • Devido à sua constituição sobre caminhão, pode vencer grandes deslocamentos na área de trabalho.

  • Necessita de terreno firme e regular para que possa operar.

  • De grande capacidade de carga, não pode se locomover com a mesma.

  • Recomendado para serviços de montagem industrial e grandes obras de engenharia.

  1. caminhão

  2. cavalete

  3. cabo de elevação da lança

  4. caixa de roldanas

  5. tirante de lança

  6. ponta de lança

  7. cabo de carga

  8. moitão

  9. gancho

  10. seção da lança

  11. pé da lança

  12. cabine do operador

  13. pé da sapata

  14. limitador da lança

Fig. 2 - Guindaste sobre caminhão com lança treliçada

Guindaste hidráulico sobre caminhão com lança telescópica

  • O acionamento do guindaste é independente do caminhão.

  • Utilizado em serviços diversos, onde haja necessidade constante de variação do comprimento da lança.

  • Necessita de terreno firme e regular para que possa operar com segurança.

  • Pode vencer grandes deslocamentos na área de trabalho, ou não.

  • De grande capacidade de carga, não pode se locomover com a mesma.

  • Devido à sua grande versatilidade na variação do comprimento da lança, é recomendado paraserviços de levantamento de cargas diversas, levando-se em conta sua tabela de carga.

Guindaste autopropulsor com lança telescópica

  • Utilizado em serviços repetitivos, onde é necessária a variação do comprimento de lança.

  • Necessita de terreno firme e regular, para que possa operar com segurança.

  • Ideal para serviços em áreas apertadas, onde as manobras são dificultadas.

  • Equipamento versátil no deslocamento, pois os comandos de acionamento do guindaste situam-sena mesma cabine dos comandos de deslocamento.

Guindaste sobre pedestal

As grandes plataformas de perfuração e produção de petróleo utilizam guindastes dotados de lanças treliçadas, de comprimento constante, fixos à estrutura da plataforma.

A maioria destes guindastes possuem dispositivos de segurança extras para o seu uso em plataformas marítimas, como a balança de carga para aferir com exatidão o peso de cada carga que está sendo içada.

  • Utilizado em serviços repetitivos, onde não é necessária a variação do comprimento da lança.

  • São dotados de lanças treliçadas em tubo de aço mais leve, em cantoneiras de aço mais pesadas,ou mistas.

  • Empregado em plataformas marítimas, navios, balsas, etc.

  • Guindaste de grande capacidade, não pode se deslocar.

Introdução

O desempenho e a segurança de trabalho dos equipamentos dependem dos conhecimentos, da habilidade e das precauções de seus operadores. Estatísticas internacionais mostram que a eficiência e a durabilidade de uma máquina aumentam na razão direta do tino e da experiência do pessoal que a utiliza, o mesmo acontecendo com relação aos cuidados que devem ser tomados, no que diz respeito ao problema de se evitarem acidentes.

No caso dos guindastes, estas observações ganham dimensão especial: manobras bruscas e arrojadas causam desgaste excessivo e elevam os riscos no canteiro — é preciso manter as lanças a prudentes distâncias das redes elétricas. Quando isto for impossível, deve-se contar com o auxílio de um sinalizador que acompanhe os movimentos da máquina e oriente seu operador, a fim de que ele jamais ultrapasse o limite de quatro metros das linhas. Se algum cabo de alta tensão for tocado, o operador deve manter-se na cabine e ninguém se aproximar do equipamento, até que a corrente seja desligada. Qualquer deslocamento pelo canteiro também precisa ser atentamente observado e orientado.

Estas são as normas gerais de procedimento, a partir das quais qualquer serviço renderá mais. Sua observância, aliada à prática de empregar estes sinais manuais recomendados pela American Society of Mechanical Engineers, contribuirá para a maior produtividade do guindaste e maior segurança em sua operação.

Sinalizações do guindaste

l. Içar - com antebraço vertical, indicador apontando para cima, mova a mão em pequenos círculos horizontais.

Fig. 1

2. Abaixar- com o braço estendido para baixo, dedo indicador apontando para baixo, mova a mão em pequenos círculos horizontais.

Fig. 2

3. Erguer lança- braço direito esticado na horizontal, dedos fechados, apontar o polegar para cima.

4. Baixar lança - braço direito esticado na horizontal, dedos fechados, apontar o polegar para baixo.

Fig. 4

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