Pontes protendidas de eucalipto citriodora

Pontes protendidas de eucalipto citriodora

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Placa de distribuição Placa de ancoragem

Porca de alta resistência

Figura 9 – Protensão em tabuleiros laminados.

Economia

Considerando a espessura da placa é um dos sistemas estruturais e construtivos com menor consumo de madeira, apresentando um custo médio estimado de R$30,0/m2 (cerca de U$10,0/m2). O custo de uma ponte de pequeno vão de concreto é estimado em R$1.50,0 a R$2.0,0 (informação verbal)*.*

2.2.4 Dimensionamento

Ações usuais em pontes protendidas de madeira

Neste item são mostradas as ações usualmente consideradas nas pontes protendidas de madeira, de acordo com as normas brasileiras NBR 7190 “Projeto de estruturas de madeira”, NBR 6120 “Cargas para o cálculo de estruturas de edificações”, NBR 6123 “Forças devidas ao vento em edificações”, NBR 7188 “Carga móvel em pontes rodoviárias e passarelas de pedestre”, NBR 7189 “Cargas móveis para o projeto estrutural de obras rodoviárias” e NBR 8681 “Ações e segurança nas estruturas”.

Serão mostradas apenas as ações consideradas para o dimensionamento da estrutura principal de pontes retas e com pequenos vãos. Dependendo da situação de projeto, também deve-se considerar as

* Informação fornecida por Carlito Calil Junior, com base em dados fornecidos pelo DER, em outubro de 2003.

forças longitudinais de aceleração e frenagem dos veículos, a força centrífuga, atuante em pontes curvas, o vento e as cargas nos guardacorpos e guarda-rodas.

1) Cargas permanentes

As cargas permanentes, para pontes protendidas de madeira, são as seguintes:

• Peso próprio dos elementos estruturais (madeira e elementos metálicos);

• Peso próprio dos elementos não estruturais (revestimentos, guardacorpo, guarda-rodas, etc.);

• Ações diretas ou indiretas avaliadas como permanentes (força de protensão).

2) Cargas acidentais verticais

• Trem-tipo;

As disposições de carregamento para os trem-tipo das classes de carregamento 12, 30 e 45 são mostrados na Figura 10.

300cm 6 ton.6 ton.

classe 12

150cm 10 ton. 150cm 10 ton.10 ton.

classe 30

15 ton.15 ton.15 ton. 150cm 150cm classe 45 Figura 10 – Trem-tipo para as classes de carregamento.

16 A Figura 1 e a Tabela 4 mostram como devem ser consideradas.

p'p' calçada faixa de rolamento

calçada

Figura 1 – Planta do trem-tipo.

Tabela 4– Valores do carregamento de multidão.

Classe da ponte p (kN/m2) p’(kN/m2) 12 4 3 30 5 3 45 5 3

3) Impacto vertical O coeficiente de impacto, para pontes em placa, é dado pela equação:

onde: l é o menor dos vãos da placa; α é igual a 50 para pontes com revestimento de madeira e 12 para pontes com revestimento de concreto ou asfalto.

O impacto vertical não deve ser considerado em encontros, pilares maciços, fundações e passeios.

Roteiro de dimensionamento

Este roteiro foi sintetizado pela autora, e é baseado em PRATA (1995),

OKIMOTO (1997), DAVALOS & PETRO (1993), e no EUROCODE 5, e apresenta-se como uma proposta para o dimensionamento de placas protendidas transversalmente de seção simples. Não foi utilizado para o dimensionamento do protótipo pois é resultado do trabalho desenvolvido ao longo destes dois anos. Para o cálculo estrutural do tabuleiro, utilizou-se o software PPM v. 3.0, de autoria de OKIMOTO (2001), que calcula pontes protendidas de madeira com seção transversal simples através da simplificação da placa à uma viga de largura equivalente, de acordo com recomendações do EUROCODE 5, e a partir de então, dimensiona a altura desta viga, para as condições normativas brasileiras.

1) Definição das características iniciais de projeto:

A partir dos dados de projeto, define-se o vão e a largura da placa, a classe de carregamento à qual a ponte será submetida e a classe de resistência da madeira. Se o vão da ponte ultrapassar o máximo comprimento de madeira disponível, é necessário definir a freqüência e o arranjo das juntas de topo.

2) Estimativa da altura do tabuleiro

Para uma estimativa inicial da espessura do tabuleiro, para vãos de até 12 metros, pode-se utilizar a Tabela 5. No caso de vãos maiores, recomenda-se a utilização de seções transversais compostas.

Tabela 5 – Estimativa de altura do tabuleiro.

Espessura do tabuleiro (cm) Vão da ponte (m)

Coníferas Dicotiledôneas menor que 3 metros 25 cm 20 cm vão entre 3 e 6 metros30 cm 25 cm vão entre 6 e 9 metros35 cm 30 cm maior que 9 metros 40 cm 35 cm

3) Cálculo da largura de distribuição da carga DW:

Para o cálculo da largura de distribuição de carga, pode-se utilizar a formulação proposta por OKIMOTO (1997), com os parâmetros de flexão e torção propostos por RITTER (1992), e apresentados nas Figuras 12 e 13, ou ainda utilizar o método proposto pelo EUROCODE 5 (Figura 14):

Parâmetro de flexão:

21yxxy

com:

hECD 3 Lbjx= (6)

D 3 LT

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