Análise de Balanços

Análise de Balanços

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INTRODUÇÃO

O processo ininterrupto e abrangente de qualquer atividade econômica provoca a todo instante mesmo que a organização não esteja fisicamente funcionando (em recesso ou fechada), alterações no seu patrimônio. Há um paradigma até mesmo como conceito, que deve ser quebrado. A rigor, a idéia de que somente os atos praticados pela administração da empresa provocam uma operação e um registro contábil não procede. Conseqüentemente, o patrimônio pode ser alterado por atos praticados por outras pessoas que nada tem a ver com a empresa. Parece paradoxal, mas é verdade. Um banco pode, por estar autorizado pelo administrador da empresa, efetuar um débito ou um crédito na conta da empresa no mesmo dia em que ela estiver, por exemplo, fechada para balanço e que o seu administrador não tenha praticado nenhum ato naquele sentido. Nem lá ele estava. Por questões conceituais deve ser dito que atos administrativos ou contábeis são ações praticadas pelo administrador ou por terceiros por ele autorizados, que provocam de alguma forma alterações no patrimônio da empresa. Quanto aos fatos administrativos ou contábeis deve ser dito que são atitudes tomadas pelo administrador ou por terceiros por ele autorizados, que não provocam alterações no patrimônio. Porém, uma importante ferramenta que a contabilidade dispõe para a constatação sobre a saúde econômica e financeira da empresa é a Análise das Demonstrações Financeiras. A análise contábil e financeira de negócios se reveste na atualidade, da maior importância para o entendimento das organizações no que diz respeito à abrangência da responsabilidade civil de seus gestores quanto à manutenção de suas continuidades em respeito a toda cadeia de valores na qual possam estar inseridas. Para uma boa gestão é essencial que se conheça os fatos relevantes que ocorrem em uma empresa para se otimizar as tomadas de decisões. Nesse contexto, a análise de balanços avalia as mutações patrimoniais como um todo verificando as suas causas e conseqüências.

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO CONTÁBIL

            A Contabilidade caracteriza-se como o meio mais eficiente de fornecer informações aos gestores sobre a direção do empreendimento, a necessidade da implementação de novas tecnologias que auxiliem o processo produtivo no processo de gestão e na melhoria do controle interno. Para Silva (1995), Contabilidade é uma ciência social, pelo fato de possuir um sistema próprio de princípios imutáveis, normas que a regulamentam, constituindo assim, um complexo de conhecimentos específicos e sistematizados que viabilizam a consecução de seu objetivo. Desse modo, a Ciência Contábil representa um complexo sistema de informações, para as entidades comprometidas com a ética e com a transparência, não se limitando, a informar aspectos econômicos e financeiros, mas também informações de cunho social. O Sistema Contábil encontra-se diretamente vinculado ao modelo e ao processo de Gestão Organizacional, e estes decorrem de algumas diretrizes, tais como: existência de planejamento estratégico e controle interno. Vale ressaltar, que o processo de gestão, configura-se com base nas definições do modelo de gestão da organização, de acordo com a realidade da empresa, garantindo que as decisões tomadas pelos administradores, alcancem a missão da entidade e assegure sua continuidade. Portanto:

O processo de gestão deve ser estruturado com base na lógica do processo decisório (identificação, avaliação e escolhas de alternativas), contemplando analiticamente as fases do planejamento, execução e controle das atividades da empresa, ser suportado por sistemas de informações que subsidiem as decisões que ocorram em cada uma dessas fases.

(CATELLI, 1999, p.58).

As empresas, o mercado, o governo e a sociedade são agentes que definem a evolução e o amadurecimento das demonstrações contábeis, não impondo parâmetros e permitindo uma adaptação adequada à necessidade específica de cada um. Segundo Ribeiro (2006), as demonstrações contábeis surgiram da necessidade de proprietários e gestores controlar, avaliar e analisar a situação patrimonial e o desempenho de seu negócio. Nesse sentido, todas as organizações empresariais devem manter sua escrituração contábil completa, para evitar subjetividades, e assim, possibilitar um controle eficiente, eficaz e efetivo do patrimônio, bem como o gerenciamento adequado do empreendimento. As técnicas contábeis atendem obrigatoriamente toda doutrina contábil1, assim como os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade(NBC), diretrizes que orientam e normatizam as técnicas contábeis em vigor, de modo a proporcionar através de análises específicas, o auxílio necessário, na caracterização do patrimônio, bem como sua dinâmica e objetivos sociais, por meio de avaliação estática e dinâmica, utilizando de comparação, interpretação, condensação e decomposição dos elementos compostos nas demonstrações contábeis ou financeiras. A Lei das Sociedades por Ações, Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976, é o atributo legal da Contabilidade no Brasil, pois, estabelece que ao final de todo exercício financeiro (o que diverge de uma organização à outra), a diretoria elaborará e divulgará com base na escrituração mercantil da companhia, demonstrativos que descrevam sua atuação e desempenho no mercado, representados pelo: Balanço Patrimonial (BP), Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), Demonstração do Lucro ou Prejuízo Acumulado (DLPA), Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR), Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL), revisadas por auditores independentes e acompanhadas de notas explicativas, que se tornam relevantes quanto ao esclarecimento dos dados demonstrados. No entanto, a Lei 6.404/76 sofreu alterações através da Lei n° 11.638, sancionada em 28 de dezembro de 2007, que entrou em vigor, em 01 de janeiro de 2008, e passou a introduzir padrões internacionais na Contabilidade brasileira, viabilizando investimentos estrangeiros no mercado interno.

A seguir, apresenta-se um quadro comparativo das leis acima citadas.

Lei n° 6.404/76

Lei n° 11.638/07

Balanço Patrimonial

Demonstração do Resultado do Exercício

Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados

Demonstração das Origens de Aplicações de Recursos

Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido

Balanço Patrimonial

Demonstração do Resultado do Exercício

Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados

Demonstração de Fluxo de Caixa

Demonstração do Valor Adicionado

Nesse contexto, o conjunto de informações a ser divulgada por uma organização pertinente ao seu desempenho financeiro, engloba:

  • Relatório da Administração;

  • Demonstrações Financeiras;

  • Parecer dos Auditores Independentes;

  • Parecer do Conselho Fiscal.

UM BREVE OLHAR SOBRE A ANÁLISE CONTÁBIL

Todas as decisões empresariais requerem a assistência técnica de um especialista.A orientação para investir, para que a prosperidade seja conseguida é, sem dúvida, a principal e mais significativa função do Contador posto que este é o cientista dos empreendimentos.Porém, este profissional não consegue emitir opinião válida sem que a mesma deflua de um estudo das informações contábeis. Uma análise, seja de que fenômeno for, necessita de método competente para que possa produzir conclusões apoiadas na verdade. Existem situações ideais a serem tomadas como parâmetros, ou seja, um tipo de relação ideal competente para evidenciar se os procedimentos patrimoniais estão sendo corretamente seguidos em busca da eficácia. Essas se espelham em modelos ou construções que indicam o que deve ser perseguido como meta. Ao Contador cabe construir os modelos ditos quantitativos ou adaptáveis a cada caso, partindo dos parâmetros qualitativos que são ditados pela ciência. Ou ainda, a teoria mostra a realidade a ser atingida e a prática deve preocupar-se em convertê-la em algo factível. Podem ser produzir modelos para corrigir falhas já conhecidas, encontrar alternativas de decisões administrativas a serem tomadas, realizar investimentos, obter financiamentos, realizar transformações societárias, regular a produção, dilatar a empresa, em suma, para muitos propósitos. Contudo, nenhum modelo pode alcançar seu escopo sem que seja construído através de uma análise competente de relações lógicas e sem que tenha como objetivo a ótica da eficácia. Caso as razões que alicerçam a existência de um fato não são conhecidas não se podem construir modelos válidos e nem analisar as razões referidas, pois não inicia-se de raciocínios lógicos fundamentais, especialmente os que possuem compromissos com a essência. Não se podem dissociar, para efeito analítico em Contabilidade, o que é necessário (como falta de riqueza para conseguir propósitos) daquilo que é apto para suprir a necessidade (riqueza patrimonial apta a ensejar a consecução do objetivo), sob pena de se perder a identidade do examinado. Ou seja, a identidade da essência está na relação que entre ela mesma se faz a partir dos elementos de que se constitui. A análise contábil requer a evocação originária ou geratriz do próprio patrimônio e que é a necessidade, para entendimento sobre o analisado. A ciência, o modelo científico, partindo do essencial, somando-se aos demais aspectos (dimensional e ambiental), completa o caminho conveniente ao curso do pensamento aplicado ao analítico. Quando se busca um modelo em Contabilidade deve-se deixar orientar por uma série de condições, dimanadas das fundamentais, mas que ditam a estrutura de qualquer fenômeno do patrimônio. Tais diretivas se posicionam na doutrina neopatrimonialista a partir das denominadas relações lógicas e que são: essenciais, dimensionais e ambientais. Todas as referidas influem sobre os fenômenos da riqueza das células sociais e nas funções do patrimônio, em forma sistemática. Ou seja, necessário para analisar é considerar a gênese, a natureza, as medidas, as influências internas e externas que promovem o fenômeno patrimonial, tomando como paradigma a eficácia dimanada das funções sistemáticas dos meios patrimoniais.

A IMPORTÂNCIA DA ANÁLISE FINANCEIRA

A análise de balanços é de suma importância para uma empresa que pretende se evoluir, pois através dela pode-se obter informações importantes sobre sua posição econômica e financeira. São os analistas que tiram conclusões através de dados relevantes como se a empresa analisada em um determinado momento merece crédito ou não, se a mesma tem capacidade de pagar suas obrigações, se vem sendo bem administrada, se sua atividade operacional oferece uma rentabilidade que satisfaz as expectativas dos proprietários de capital e se irá falir ou se continuará operando, entre outros fatores.

Em verdade, a preocupação do analista centra-se nas demonstrações contábeis da sociedade, das quais extrai suas conclusões a respeito de sua situação econômico-financeira, e toma (ou influencia) decisões com relação a conceder ou não crédito, investir em seu capital acionário, alterar determinada política financeira, avaliar se a empresa está sendo bem administrada, identificar sua capacidade de solvência (estimar se irá falir ou não), avaliar se é uma empresa lucrativa e se tem condições de saldar suas dívidas com recursos gerados internamente etc. (ASSAF NETO, 2002, p. 48)

Assim, dois fatores são importantes à análise de balanços: a qualidade das informações e o volume de informações disponibilizadas a quem for analisar. De acordo com Assaf Neto (2002), os relatórios contábeis devem ser elaborados com uma acessível aos administradores, por sua vez, linguagem utilizada pela análise de balanços deve ser a corrente, sem fatores que compliquem os usuários dos relatórios contábeis. Quando for possível, pode-se usar de tabelas ou gráficos para auxiliar na interpretação, facilitando, assim, o entendimento de quem dela faça uso. Para Matarazzo (2003), os relatórios de análise devem ser elaborados como se fossem dirigidos a leigos, ainda que não o sejam, isto é, sua linguagem deve ser inteligível por qualquer mediano dirigente de empresa, gerente de banco ou gerente de crédito. É claro que isto não acontece com as demonstrações financeiras, que, aliás, não têm nenhuma preocupação maior nesse sentido. As demonstrações financeiras apresentam-se carregadas de termos técnicos e suas notas explicativas são feitas exclusivamente para técnicos, a tal ponto que permitem freqüentemente manipulações. Assim, a análise de balanços deve assumir também o papel de tradução dos elementos contidos nas demonstrações financeiras. Dessa forma, deve-se observar a metodologia, já que a análise baseia-se no raciocínio científico, contando também com a sensibilidade e experiência do analista. Segundo Matarazzo (2003), o processo de análise segue as seguintes etapas:

  1. A escolha de indicadores que melhor apresente as características de uma determinada empresa;

  2. Comparação com padrões através da estatística, fazendo comparações com os concorrentes;

  3. Diagnóstico ou conclusões é uma etapa diferente da comparação com padrões pelo fato de serem analisadas de fato as informações obtidas nas etapas anteriores;

  4. Decisões a serem tomadas, a partir das conclusões obtidas após os passos anteriores.

Porém, quando não se faz um planejamento adequado para seguir essas etapas ou um desenvolvimento lógico, a análise não consegue chegar ao seu real objetivo. Dessa forma, o resultado fica prejudicado e o analista não conseguirá fornecer informações tão precisas como as que ele gostaria de dar, pela falta de dados imprescindíveis à interpretação dos dados. Para o analista, a interpretação através de índices é a forma mais adequada de se chegar a ter dados concretos da real situação de uma empresa em um momento determinado. As técnicas utilizadas foram aprimoradas com o passar dos anos, principalmente no que se diz respeito à insolvência, fazendo com que, atualmente, os índices tenham um embasamento científico. No estudo em questão, foram utilizados os principais critérios que propiciam as análises:

  • Financeira – estudo da liquidez que expressa à capacidade de pagamento que há na empresa, ou seja, suas condições financeiras de cumprir no vencimento todas as obrigações assumidas. Vê-se, ainda, o equilíbrio financeiro e sua necessidade de investimento em capital de giro.

  • Econômica – avaliação da rentabilidade e lucratividade do desempenho da empresa, observando o retorno sobre os investimentos realizados e a lucratividade apresentada pelas vendas.

  • Administrativa – feita através do cálculo dos índices de rotação ou prazo médios (recebimento, pagamento e estocagem), tendo como intuito avaliar a capacidade da administração do capital de giro pela empresa.

FINALIDADE DA ANÁLISE

Sendo o estudo de cada uma das partes que compõe um todo de uma demonstração contábil, aanálise começa onde termina a contabilidade. E isso é claro, pois o produto final da contabilidade são as demonstrações contábeis. O analista contábil a disposição desses demonstrativos tem a capacidade de ler e interpretar os números de forma a traduzi-los para um melhor entendimento e apresentar os indicativos econômicos aos diretores. Assim, a análise através de índices tem como principal finalidade permitir ao analista, extrair tendências e comparar quocientes, a partir de dados de acontecimentos passados a fim de prever situações futuras que possam ser positivas ou negativas ao bom desenvolvimento da entidade. Para tanto, qualquer empresa pode adotar critérios de periodicidade para efetuar suas análises, dependendo da situação crítica de cada item do balanço, ou de qualquer demonstração financeira.

ABRANGÊNCIAS

Para que uma análise financeira mostre realmente a situação econômica de uma empresa, o estudo não pode estar limitado apenas a um exercício social. Pois revelaria muito pouco. É necessário se analisar um mínimo de três exercícios. Além do que, sempre é bom comparar os quocientes e tendências encontradas em uma empresa com balanços de outras organizações do mesmo seguimento a fim de evidenciar a situação desta em relação às concorrentes no mercado. Desse modo, o analista deverá adotar um critério para “eleição” das contas a serem ou não incluídas nos demonstrativos para efeito de análise, e verificar se ultrapassam ou não certa porcentagem do total do grupo a que pertencem. A administração pode ter interesse em acompanhar a evolução de itens que ainda não são representativos no total, mas que retratam algum plano de expansão, cuja evolução, por exemplo, desejamos monitorizar nos relatórios financeiros.

PADRONIZAÇÃO DE BALANÇOS

Padronizar um demonstrativo financeiro consiste em reclassificar algumas contas presentes nas demonstrações contábeis como no balanço patrimonial e na DRE, transferindo-as para um modelo novo, previamente definido com a finalidade de padronização. E desta forma descomplicando relatórios e melhorando assim sua eficiência já que transmite ao mesmo tempo simplificação, comparabilidade, precisão das contas, descoberta de casos, etc. Desta forma faz mais sentido analisar um balanço, após o seu reagrupamento em um modelo definido para a reclassificação. Para a efetivação da padronização, está incluída a conta Duplicatas Descontadas, que sendo do ponto de vista contábil uma dedução de Duplicatas a Receber será reclassificada como pertencente ao Passivo Circulante; A conta despesas do exercício seguinte, que se for maior ou igual a (≥ 10%) do Ativo Circulante, será reclassificada como pertencendo ao Patrimônio Líquido (PL), já na conta, Resultado de Exercícios Futuros (REF) se existirem contratos com cláusula indenizatória, serão reclassificados para o Passivo Circulante. Caso não tiverem cláusula indenizatória serão enviados para o Patrimônio Líquido (PL), ficando assim o REF zerado, e na DRE, a conta Encargos Financeiros Líquidos irá para Receitas/ Despesas nãoOperacionais.

ANÁLISE HORIZONTAL

A finalidade principal da análise horizontal é apontar a evolução de itens dos demonstrativos através dos períodos, a fim de verificar tendências. Antes de tudo para qualquer análise é preciso fazer uma padronização das contas. Depois são as diretrizes peculiares de cada tipo de análise. Por exemplo, a critério da análise horizontal, toma-se como período base, o exercício mais antigo do intervalo que se queira analisar. Nesse momento lhe é atribuído um fator de 100% que através de cálculos financeiros mostrará um percentual de aumento ou de redução em cada conta e em relação a períodos distintos. Como pode ser observado abaixo:

C

Índice

ontas a Receber

=

Ano 2000

Ano 2001

Ano 2002

Contas a Pagar

1,50

1,46

1,39

Em um simples exemplo pode-se verificar através desta análise, um possível fator de aumento de custo de vendas que esteja implícito nos resultados financeiros de uma empresa. Uma situação deste tipo pode acarretar numa estagnação do lucro bruto na mesma. Para se ter uma idéia mais clara é preciso levar em consideração os vários tipos de índices, antes de serem tomadas conclusões antecipadas. O contador ou analista com seus conhecimentos procurará auxiliar o diretor financeiro a como proceder em toda essa sistemática.

ANÁLISE VERTICAL

Esta análise visa avaliar a composição de itens em relação a um todo considerado como 100% onde cada conta contribui para a formação de todo o investimento. Procurando-se focar as contas com saldos mais representativos deste percentual. E Pode ser assim obtido:

Conta x 100

Total do grupo

Numerador

Exemplo:

Contas a Receber

=

1.500

=

1,50

Contas a Pagar

1.000

Denominador

ÍNDICES DE ESTRUTURA DE CAPITAL

Evidenciam quanto à empresa depende de capitais de terceiro ou de seu capital próprio, ou seja, sabe-se que qualquer entidade funciona além de tudo através de recursos financeiros. Por isso é importante saber de onde vem e qual a porcentagem desses recursos dentro do patrimônio.

PARTICIPAÇÃO DE CAPITAIS DE TERCEIROS

Capitais de Terceiros x 100

Patrimônio Líquido

Passivo Circulante + Exigível a longo Prazo

Passivo Total

ou

Este índice indica quanto à empresa tomou de capitais de terceiros para cada $ 100 de capital próprio investido. Neste caso quanto menor, melhor será a situação. O endividamento tem muito haver com falência, mas não se pode dizer que a principal causa de uma falência seja devida exclusivamente ao alto índice de endividamento da empresa.

COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO (PC/CT)

Passivo Circulante x 100

Capital de Terceiros

Passivo Circulante

Passivo Circulante + Exigível a longo Prazo

ou

A partir deste índice será possível saber qual o percentual de obrigações de curto prazo em relação às obrigações totais. Neste caso quanto menor, melhor. Depois de conhecer o montante de participação de Capitais de Terceiros na entidade, deve-se buscar pelo grau de composição das dívidas. Identificando quanto existe de obrigações a curto prazo (que normalmente é o fator mais importante) e a longo prazo (onde a empresa tem bastante tempo para gerar seus recursos e quitar essas dívidas).

IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (AP/PL)

Ativo Permanente x 100

Patrimônio Líquido

Este índice indica quanto à empresa aplicou no Ativo Permanente para cada $ 100 de Patrimônio Líquido. Assim Pelo exposto, pode-se afirmar que quanto menor esse índice, melhor a situação financeira da empresa.

IMOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES (AP/PL+ELP)

Ativo Permanente x 100

Patrimônio Líquido + Exigível a Longo Prazo

Identifica que percentual de Recursos não correntes a empresa aplicou no Ativo Permanente. Quanto menor, melhor.

ÍNDICES DE LIQUIDEZ

Estes índices englobam o relacionamento entre as contas do que refletem uma situação estática de posição de liquidez ou o relacionamento entre fontes diferenciadas de capital. Como todos os quocientes, perdem em significação se não forem analisados em conjunto com outros grupos. No caso específico, os quocientes de rentabilidade e de atividade têm ao longo dos anos, um efeito muito grande sobre os de liquidez. Já no que se refere à posição de endividamento, muitas vezes ela é o foco inicial de uma boa ou má situação de rentabilidade futura. Na verdade, liquidez e rentabilidade interagem uma sobre a outra, levando a uma determinada configuração empresarial.

LIQUIDEZ GERAL - (LG)

LG = Ativo Circulante. + Realizável. L. Prazo

Passivo Circulante. + Exigível. L. Prazo

Evidencia-se por este índice quanto à empresa possui de Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo para cada $ 1,00 de dívida total. Seu parâmetro diz que “Quanto maior melhor”.

LIQUIDEZ CORRENTE - (LC)

LC = Ativo Circulante__

Passivo Circulante

Este quociente relaciona quantos reais dispomos imediatamente disponíveis e conversíveis em curto prazo em dinheiro, com relação às dívidas de curto prazo. É um índice muito divulgado e frequentemente considerado como o melhor indicador da situação de liquidez da empresa. É preciso considerar que no numerador estão incluídos itens tão diversos como: Disponibilidades, valores a receber a curto prazo, estoques e certas despesas pagas antecipadamente. No denominador estão incluídas as dívidas e obrigações a curto prazo. (IUDÍCIBUS, 1998, p.100).

Esse índice mostra quanto à empresa possui de Ativo Circulante para cada $ 1,00 de Passivo Circulante. O parâmetro é de que “Quanto maior melhor”. Para se calcular a liquidez corrente, divide-se o Ativo Circulante pelo Passivo Circulante. Ativo Circulante é composto pelos valores de giro ou de movimentação da entidade. De acordo com a Lei das Sociedades por Ações estão contidas as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social subseqüente e os valores aplicados em despesas do exercício seguinte. Por este índice podemos ver se a empresa está tendo condições de honrar com suas dívidas em curto prazo. Podemos saber também se a empresa precisará fazer empréstimos, por exemplo.

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