Hipertenção Arterial Sistêmica

Hipertenção Arterial Sistêmica

FIJ – Faculdades Integradas de Jacarepaguá

Hipertensão Arterial Sistêmica

RIO DE JANEIRO

2009

FIJ – Faculdades Integradas de Jacarepaguá

Hipertensão Arterial Sistêmica

Trabalho sobre Hipertensão Arterial Sistêmica

Orientado pela docente: Dargam Bianca

RIO DE JANEIRO

2009

SUMÀRIO _

1.INTRODUÇÃO PÁG.04

2. DESENVOLVIMENTOPÁG.05à11

2.1 DIVERSOS FATORES PODEM INFLUENCIAR NA HÁSPÁG.05

2.2 SINAIS E SINTOAMAS DO INÍCIO DA CRISE HIPERTENSIVA PÁG.06

2.3 HIPERTENSÃO ARTERIAL / PREVENÇÃO E TRAMENTOPÁG.07

2.4 HIPERTENSÃO ARTERIAL EM GESTANTESPÁG.08

2.4.1 SINAIS / SINTOMAS E DIAGNÓSTICOS PÁG.08

2.4.2 TRATAMENTOPÁG.09

2.5 DIGNÓSTICO DA HAS PÁG.09

2.6 ORIENTAÇÕES GERAIS PARA PREVENÇÃO E TRAMENTO DA HASPÁG.10

2.7 TRATAMENTO MEDICAMENTOSO / PRINCÍPIOS PÁG.10

2.8 TRATAMENTO MEDICAMENTOSO COM DIURÉTICOSPÁG.11

3. CONCLUSÃO PÁG.12

4. BIBLIOGRAFIA PÁG.13

1. INTRODUÇÂO:

O coração é uma bomba eficiente que bate de 60 a 80 vezes por minuto durante toda a nossa vida e impulsiona de 5 a 6 litros de sangue por minuto para todo o corpo.

Pressão arterial é a força com a qual o coração bombeia o sangue através dos vasos. É determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a resistência que ele encontra para circular no corpo.

A Hipertensão Arterial é mais conhecida como Pressão Alta, é resultante de uma alteração do controle da pressão que o sangue exerce sobre a parede dos vasos sangüíneos.

É considerada hipertensão, a pressão arterial acima de 140x90 mmHg (milímetros de mercúrio) em adultos com mais de 18 anos.

Elevações ocasionais da pressão podem ocorrer com exercícios físicos, nervosismo, preocupações, alimentos, fumo, álcool e café. Pode ser modificada pela variação do volume de sangue e sua viscosidade, da freqüência cardíaca (batimentos cardíacos por minuto) e da elasticidade dos vasos. Os estímulos hormonais e nervosos que regulam a resistência sangüínea sofrem a influência pessoal e ambiental.

A Hipertensão Arterial Sistêmica é a mais freqüente das doenças cardiovasculares.

É também o principal fator de risco para as complicações mais comuns como acidente vascular cerebral e infarto agudo do miocárdio, além da doença renal crônica terminal.

No Brasil são cerca de 17 milhões de portadores de hipertensão arterial, 35% da população de 40 anos ou mais. E esse número é crescente; seu aparecimento está cada vez mais precoce e estima-se que em cerca de 4% das crianças e adolescentes também sejam portadoras.

2. DESENVOLVIMENTO:

A sobrecarga do sistema cardiovascular causada pelo aumento da pressão arterial e pela ativação de fatores de crescimento leva a alteração estrutural de adaptação, com estreitamento do lúmen da arteríola e aumento da relação entre a espessura média da parede arterial. Isso aumenta a resistência ao fluxo e a resposta aos estímulos vasoconstrictores.

A adaptação vascular instala-se rapidamente. Adaptações estruturais cardíacas consistem na hipertrofia da parede ventricular esquerda em resposta ao aumento na pós-carga (hipertrofia concêntrica), e no aumento do diâmetro da cavidade ventricular com aumento correspondente na espessura da parede ventricular (hipertrofia excêntrica), em resposta ao aumento da pré-carga.

Tanto as adaptações vasculares quanto as cardíacas atuam como amplificadores das alterações hemodinâmicas da hipertensão e como início de várias das complicações dela decorrentes

Na maioria das vezes, a elevação da pressão arterial não causa sintomas, sendo definida como uma “doença silenciosa”.

2.1 Diversos fatores podem influenciar na hipertensão arterial:

- Genética: é um dos principais fatores, existe probabilidade muito mais alta de filhos de pais hipertensos desenvolverem pressão alta. - Obesidade: cada vez mais comum em nosso meio, o excesso de peso, principalmente associado ao acúmulo de gordura na cintura, é um importante fator. Indivíduos com Índice de Massa Corpórea (peso dividido pelo quadrado da altura) maior que 25 Kg/m² tem maior risco. - Sedentarismo: a falta de atividade física facilita a obesidade e hábitos alimentares inadequados, levando a Hipertensão. - Estresse: situações que causem ansiedade fazem circular mais adrenalina, hormônio que eleva a pressão arterial. - Sexo: a Hipertensão é mais comum em homens. - Idade: a incidência da pressão alta começa a aumentar em indivíduos acima de 30 anos. - Raça: os negros são mais susceptíveis a desenvolver hipertensão. - Hábitos: o consumo excessivo de álcool, sal, alimentos gordurosos, frituras e o tabagismo aumentam a possibilidade de hipertensão e doenças cardíacas. Variações da pressão arterial normal e hipertensão em adultos maiores de 18 anos

SISTÓLICA

DIASTÓLICA

Nível

< 130

< 85

Normal

130-139

85- 89

Normal limítrofe

140 -159

90 - 99

Hipertensão leve

160-179

100-109

Hipertensão moderada

> 179

> 109

Hipertensão grave

> 140

< 90

Hipertensão sistólica ou máxima

A hipertensão arterial sistêmica é uma doença crônica, que quando não tratada e controlada adequadamente, pode levar as complicações, que podem atingir outros órgãos e sistemas. No sistema nervoso central podem ocorrer infartos, hemorragia e encefalopatia hipertensiva. No coração, pode ocorrer cardiopatia isquêmica (angina), insuficiência cardíaca, aumento do coração. E em alguns casos morte súbita. Nos pacientes com insuficiência renal crônica associada, sempre ocorre nefro esclerose. No sistema vascular, podem ocorrer entupimentos e obstruções das artérias carótidas, aneurisma de aorta e doença vascular periférica dos membros inferiores. No sistema visual, há retinopatia que reduz muito a visão dos pacientes.

Crise hipertensiva é a elevação, repentina, rápida, severa, inapropriada e sintomática da pressão arterial, em pessoa normotensa ou hipertensa. Os órgãos alvo da crise hipertensiva são: os olhos, rins, coração e cérebro. A crise hipertensiva apresenta sinais e sintomas agudos de intensidade severa e grave com possibilidades de deterioração rápida dos órgãos alvo. Pode haver risco de vida potencial e imediato, pois os níveis tencionais estarão muito elevados, superiores a 110 mmHg de pressão arterial diastólica ou mínima.

A pressão arterial é igual ao volume de sangue que sai do coração X a resistência periférica que ele encontra ao circular pelo nosso organismo O volume de sangue que sai do coração não sofre grandes influências, a não ser em casos específicos de falência do órgão ou excesso de volume sanguíneo circulante. Assim, a maioria dos casos de hipertensão ocorre por alteração da resistência periférica. O aumento repentino da resistência periférica ocorre pela falta de regulação neurodinâmica dos mecanismos que regulam a pressão arterial. As situações patológicas que atuam sobre a resistência periférica podem ter inúmeras origens: neurológicas, vasculares, medicamentosas, drogas e secreção excessiva ou inapropriada de hormônios.

2.2 A crise hipertensiva inicia-se repentinamente com os sinais e sintomas:

- Dor no peito- Sensação de mal-estar - Ansiedade e agitação - Cefaléia severa - Tontura - Visão turva - Tosse e falta de ar

A crise é acompanhada de sinais e sintomas em outros órgãos. No rim, surge hematúria (presença de sangue na urina), proteinúria (presença de proteína na urina) e edema. No sistema cardiovascular, falta de ar, dor no peito, angina, infarto, arritmias e edema agudo de pulmão. No sistema nervoso, acidente vascular do tipo isquêmico ou hemorrágico, com convulsões, dificuldade da fala e da movimentação. Na visão, borra mento, hemorragias e edema de fundo de olho.

2.3 Hipertensão Arterial/ Prevenção e tratamento: A hipertensão arterial é um dos problemas médicos mais comuns da população mundial. É muito sério, porque é silencioso e só reconhecido pelas lesões dos órgãos atingidos. É uma doença vascular de todo o organismo e deixa "marcas" nos órgãos atingidos: coração, cérebro, rins, vasos e visão. Há duas formas de tratamento: sem e com medicamentos. O tratamento sem medicamentos tem como objetivo auxiliar na diminuição da pressão, e se possível evitar as complicações e os riscos por meio de modificações nas atitudes e formas de viver, são elas: - Reduzir o peso corporal através de dieta calórica controlada: substituir as gorduras animais por óleos vegetais, diminuir os açúcares e aumentar a ingestão de fibras - Reduzir o sal de cozinha, embutidos, enlatados, conservas, bacalhau, charque e queijos salgados - Reduzir o consumo de álcool - Exercitar-se regularmente 30-45 minutos, de três a cinco vezes por semana - Abandonar o tabagismo - Controlar as alterações das gorduras sangüíneas (dislipemias), evitando os alimentos que aumentam os triglicerídeos como os açúcares, mel, melado, rapadura, álcool e os ricos em colesterol ou gorduras saturadas: banha, torresmo, leite integral, manteiga, creme de leite, linguiça, salame, presunto, frituras, frutos do mar, miúdos, pele de frango, dobradinha, mocotó, gema de ovo, carne gorda, azeite de dendê, castanha, amendoins, chocolate e sorvetes - Controlar o estresse - Reduzir o sal é muito importante para os hipertensos da raça negra, pois neles a hipertensão arterial é mais severa e provoca mais acidentes cardiovasculares, necessitando controles médicos constantes e periódicos - Evitar drogas que elevam a pressão arterial: anticoncepcionais, antiinflamatórios, moderadores de apetite, descongestionantes nasais, antidepressivos, corticóides, derivados da ergotamina, estimulantes (anfetaminas), cafeína, cocaína...O tratamento medicamentoso visa reduzir as doenças cardiovasculares e a mortalidade dos pacientes hipertensos. Até o momento, a redução das doenças e da mortalidade em pacientes com hipertensão leve e moderada foi demonstrada de forma convincente com o uso de medicamentos rotineiros do mercado. Na hipertensão severa e/ou maligna, as dificuldades terapêuticas são bem maiores. A escolha correta do medicamento para tratar a hipertensão é uma tarefa do médico. Na hipertensão arterial primária ou essencial, o tratamento é inespecífico e requer atenções especiais por parte do médico. A hipertensão secundária tem tratamento específico, por exemplo, cirurgia nos tumores da glândula supra-renal ou medicamentos no tratamento do hipertireoidismo.

2.4 Hipertensão Arterial em Gestantes:

A DHEG (doença hipertensiva específica da gravidez) pode ser definida como uma manifestação clínica e laboratorial resultante do aumento dos níveis pressóricos em uma gestante, previamente normotensa, a partir da 20ª semana de gestação. A incidência da DHEG é em média 5 a 10%, com taxas de mortalidade materna e fetal em torno de 20%. Outras formas de hipertensão arterial podem também estar presentes na gestação (hipertensão crônica e hipertensão transitória)A DHEG compreende a pré-eclâmpsia e eclâmpsia.Pré-eclâmpsia: é o desenvolvimento da tríade proteinúria (principalmente albumina), hipertensão ou edema (não fisiológico da gravidez) entre a 20ª semana de gestação e o final da 1ª semana pós-parto.Eclâmpsia: é a pré-eclâmpsia associada à convulsão (crises) e/ou coma, sem causa aparente.

2.4.1 Sinais/Sintomas e Diagnóstico: O mais importante em termos práticos é a diferenciação entre a hipertensão que ocorre antes da 20ª semana de gestação ou que a antecede, e a que ocorre pela primeira vez a partir da 20ª semana. . Hipertensão crônica e gravidez: gestação que ocorre em pacientes com hipertensão preexistente antes da 20ª semana. . DHEG: após a 20ª semana de gravidez. . Hipertensão arterial transitória: hipertensão que ocorre pela 1ª vez na gestação ou nas primeiras 24 horas após o parto, sem a presença dos sinais que definem a pré-eclâmpsia ou a hipertensão crônica.

Hipertensão: PAD (pressão arterial diastólica) 90 mmHg e PAS (pressão arterial sistólica) 140 mmHg.

2.4.2 Tratamento:

A pré-eclâmpsia e a hipertensão arterial transitória da gestação são formas curáveis de hipertensão, pois o parto normalmente elimina as causas da doença. Na hipertensão arterial crônica, a doença é geralmente progressiva com risco materno-fetal. A primeira droga de escolha no tratamento da DHEG e na hipertensão crônica da grávida é a alfa-metildopa que têm mostrado ser uma droga segura, sem efeitos colaterais para o concepto. Na profilaxia da eclampsia a droga utilizada na maioria das vezes é o sulfato de magnésio. Nas emergências hipertensiva, a escolha recai sobre o nitroprussiato de sódio. O acompanhamento materno-fetal deve ser freqüente e rigoroso. Em vários casos, mudanças no peso, dieta e estilo de vida podem ajudar a diminuir a pressão arterial, observe-se: O hábito de fumar cigarros não é uma causa da hipertensão, mas as pessoas que têm hipertensão e fumam correm o maior risco de desenvolver complicações. Existe uma ligação entre o hábito de fumar e a doença das artérias coronárias. Tanto os cigarros como a pressão alta aumenta as chances de problemas no coração e, por isso, deixar de fumar pode reduzir o risco. Se a pessoa estiver acima do peso, deve reduzi-lo, manter-se firme na dieta até alcançar o peso apropriado para a sua idade, sexo e altura, e então tentar mantê-lo. Também aqui não existe uma evidência sólida de que a hipertensão seja controlada somente pela redução do peso. As pessoas com peso normal são sujeitas à pressão alta. Além disso, pessoas com peso normal são menos propensas a contrair certas doenças graves associadas à hipertensão. Evite adicionar sal à comida e diminua a ingestão de alimentos ricos em sódio. Tente tornar a agenda de trabalho menos exigente e aprender a contornar as crises. Alguns estudos revelam que uma pessoa que está se apressando em busca do próximo objetivo, que fala mais do que ouve, e que olha constantemente para o relógio está mais sujeita à doença das artérias coronárias. O álcool deve ser evitado. O consumo de bebidas alcoólicas pode aumentar a pressão sanguínea e interagir com os medicamentos para a pressão alta. Uma hipertensão bem leve às vezes pode ser tratada sem medicamentos, por meio de exercícios, redução de peso, diminuição da ingestão de sódio e técnicas de relaxamento. Porém, a pessoa deve consultar um médico.

2.5 Diagnóstico da HAS:O paciente normotenso ou hipertenso que apresente agudamente os sintomas descritos acima é interrogado e examinado pelo médico, que verifica os níveis tencionais e os encontra muito elevados, acima de 110 mmHg de pressão arterial mínima, com sinais e sintomas próprios da crise hipertensiva e sinais de deterioração rápida de vários órgãos.Muitas vezes, os pacientes têm pseudocieses hipertensiva. Esses pacientes, apesar de níveis elevados de pressão arterial, não têm evidências de deterioração rápida dos órgãos alvo e nem risco de vida. Na revisão clínica, eles compõem um grupo de hipertensos que teve sua pressão arterial elevada por eventos extras, como crises dolorosas ou emocionais, pós-operatórios imediatos, pânico ou cefaléias severas. Quase sempre são hipertensos mal-tratados ou que abandonaram os medicamentos. Tais pacientes não devem ser confundidos com aqueles que têm uma verdadeira crise hipertensiva.

2.6 Orientações gerais para prevenção e tratamento da HAS:

Alimentação: Diminuir o sal da comida para 1 colher das de chá para todo o dia (6 gramas).Peso: O excesso de peso mantém a pressão alta. Tente alcançar o seu peso ideal, com auxílio de profissionais (nutricionistas, médicos...) Não faça dietas “milagrosas”. Exercício: Faça no mínimo uma caminhada rápida de 30 minutos quatro vezes por semana, se possíveis todos os dias. Após uma avaliação, com a aprovação de sue medico, você pode também nadar, correr e andar de bicicleta, pois são atividades ideais para hipertensos, enquanto que halterofilismo e musculação não são recomendados. Bebidas alcoólicas: Sugerem-se o abandono destas bebidas aos hipertensos. Se não for possível, usar no máximo 40 ml de destilados (cachaça, vodca, uísque, etc.), ou 200 ml de vinho, ou 600 ml de cerveja por dia. Fumo: É o mais importante fator de risco previsível de doença cardiovascular – responsável por 1 a cada 6 óbitos. A nicotina aumenta a pressão e acelera a aterosclerose (obstrução das artérias). Abandonar o fumo deve ser a primeira coisa a fazer, principalmente se a pessoa é hipertensa. Estresse: Para cada pessoa as causas podem ser diferentes. O melhor é eliminar o motivo da tensão ou, pelo menos, administrar este problema. Atividade de lazer: Identifique algo que lhe dê prazer (ler, participar de atividades sociais, tricotar...). Coloque toda sua energia nesta atividade.

2.7 Tratamento medicamentoso deve-se observar os seguintes princípios: O medicamento deve ser eficaz por via oral e bem tolerado Deve permitir o menor número de tomadas diárias O tratamento deve ser iniciado com as doses menores possíveis e se necessário aumentado gradativamente ou associado a outros, com o mínimo de complicações. O medicamento deve ter custo compatível com as condições socioeconômicas do paciente para permitir a continuidade do tratamento. O mais sério problema no tratamento medicamentoso da hipertensão arterial é que ele pode ser necessário por toda a vida. Por tanto o convencimento da necessidade do tratamento é muito importante para que o paciente tenha uma aderência permanente. O controle médico deve ser periódico para o acerto das dosagens medicamentosas e acompanhamento da evolução da doença cardiovascular. Se o seu médico receitar um medicamento tome-o rigorosamente conforme prescrito, observando a dose, número de tomadas diários e horários. Nunca abandone o tratamento, ele é para toda a vida. Pode ser até que lhe seja recomendado trocar de medicamento ou um tratamento sem remédios, mas é uma decisão que somente seu médico poderá tomar. O tratamento estará mantendo ou melhorando sua qualidade de vida, e, principalmente, lhe ajudará a viver mais e melhor.

2.8 Tratamento medicamentoso com diuréticos:

Os diuréticos têm sido utilizados no tratamento de pacientes hipertensos durante as últimas quatro décadas. São tão eficazes quanto à maioria de outros agentes anti-hipertensivos. Administrados como mono terapia ou em associação com outros agentes, formam a base terapêutica para a maioria dos pacientes hipertensos. Os tiazídicos são usualmente os de primeira escolha, geralmente em associação com outras drogas anti-hipertensivas. Os diuréticos de alça são indicados para pacientes com insuficiência renal, hipertensão resistente ou falência cardíaca. Os diuréticos são prescritos para pacientes hipertensos principalmente por sua eficácia, baixo custo e poucos efeitos colaterais; seu efeito sinérgico, quando em associação com outros agentes anti-hipertensivos. Impedir a retenção de sal e fluido causado por outros agentes anti-hipertensivos e sua utilidade em pacientes com falência cardíaca. Os bloqueadores de canais de cálcio (BCC) constituem um grupo estrutural e funcionamento heterogêneo, e são freqüentemente usados no tratamento de pacientes com hipertensão e angina. Incluem as dihidropiridinas, como a nifedipina e o anlodipino e as não-dihidropiridinas como o verapamil e o diltiazem. Como classe são bem tolerados e exibem poucos efeitos colaterais. Apesar da preocupação com a segurança no seu uso, dados recentes de ensaios clínicos, em larga escala, não demonstraram associação dos BCC de longa duração e os eventos cardiovasculares. Mesmo assim o uso dos BCC foi associado a aumento do risco de falência cardíaca. A partir desses resultados, pode-se concluir que os BCC de longa duração podem ser usados no tratamento da hipertensão e angina. Entretanto, como classe não são tão protetores quanto os outros agentes anti-hipertensivos na falência cardíaca (AU)

3. CONCLUSÂO:

.

Fazer uma pesquisa sobre hipertensão arterial foi de grande valia para todo o grupo trouxe esclarecimento sobre o assunto e nos deu consciência sobre a importância da prevenção e o tratamento da doença, que atinge milhares de pessoa em todo o mundo. Muitos portadores da doença não possuem entendimento sobre os ricos e complicações que a HAS pode ocasionar. Por tanto não dão a devida atenção as orientações médicas e não seguem a risca o tratamento, o que pode trazer sérias complicações ou até mesmo levar o óbito.

4. BIBLIOGRAFIA:

  • Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Coordenação Geral da Política de Alimentação

e Nutrição. Guia Alimentar para a População Brasileira, 2005. Disponível em <www.saude/alimentacao

enutricao/documentos>. Acesso em 3 de novembro de 2005.

  • Ministério da Saúde. Análise da Estratégia Global para Alimentação Saudável, Atividade Física e

Saúde. Brasília, abril de 2004. Disponível em <www.saude/alimentacaoenutricao/documentos>. Acesso

em 13 de maio de 2005.

  • IV Diretriz Brasileira de Hipertensão. Hipertensão 2002;5:123-63. Disponível em www.sbh.org.br/

documentos/index.asp.

  • Fuchs FD. Hipertensão arterial sistêmica. Em: Duncan BB, Schmidt MI, Giugliani E, eds. 3a. ed. Medicina

  • Ambulatorial: condutas em atenção primária baseadas em evidências. Porto Alegre: Artmed, 2004:

641-56.

  • III CONSENSO BRASILEIRO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL

Sociedade Brasileira de Hipertensão

Sociedade Brasileira de Cardiologia - Departamento de Hipertensão Arterial

Sociedade Brasileira de Nefrologia - Departamento de Hipertensão Arterial

NOMES: Brito Amanda

Pessanha Bianca

Novelli Bruna

Lopes Ingrid

Brasileiro Miranda Luzia

Rangel Natália

Reis Oziel

Leal Viviane

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