Sistema Economico Pré-Capitalista

Sistema Economico Pré-Capitalista

SISTEMA ECONÔMICO PRÉ-CAPITALISTA

Ocorre entre o século XV e no final do século XVIII. No âmbito desse sistema são desenvolvidas práticas econômicas na Europa, originando um modo de manejo econômico de acordo com os estados caracterizado por uma forte intervenção do Estado na economia.

O Estado, por sua vez, implanta novas indústrias amparadas pelo aumento dos direitos alfandegários nas importações, dando ênfase ao monopólio protecionista. O objetivo do Estado, nesse momento, era maximizar o acúmulo de capital, em prol de seu reconhecimento mundial e capacidade de produção.

Idéias Econômicas Pré-Capitalistas

Cunhadas por Economistas que viveram entre 1500 e 1750, como Vitor Riquetti, Marquês de Mirabeau entre outros considerados mercantilistas, embora não estarem contidos em uma única idéia econômica; essas idéias repercutiram na sociedade de diversas maneiras: escritos sobre o poder político, regulamentação das ações econômicas, políticas de proteção contra concorrência estrangeira, aplicação da balança comercial no sistema monetário..., alguns estudiosos consideravam, naquele momento, as idéias pré-capitalista como uma “diversão” da economia, estudiosos esses que faziam parte da escola fisiocrata.

Essas idéias baseavam-se no ‘ganho zero’ de uma das partes do sistema econômico, onde a vantagem de um lado correspondia à desvantagem do outro lado. Dessa forma, os jogos políticos que beneficiaria a um, de outra forma prejudicaria a outro, pois a Economia não poderia ser empregada para geram uma riqueza coletiva global, mas sim coletiva ‘individual’. Aparecendo num período intervencionista, como já citado, o período pré-capitalista foi maçado por uma doutrina ou política econômica que antecede a Revolução Industrial e o próprio Capitalismo.

As Atividades Econômicas

Naquele momento, fluíam na Europa diversas minas de ouro e de prata, e para os bullionistas (de bullion: vulgo de ouro no inglês) a riqueza de uma nação era definida pela quantidade de ouro que ela tinha em cofre e com a idéia do ‘ganho zero’, cada nação deveria cobrar, a outras nações, determinadas quantias de outro e/ou prata para depositá-las em seus cofres. Essas medidas provocaram a criação do excedente comercial, que proibia a exportação do outra a outras nações. Os bullionistas defendiam o aumento das altas taxas de juros, aumentando, dessa forma, o acúmulo de riquezas em sua nação.

Após certo tempo, surgiam os neo-bullionistas, que acreditavam que não só o ouro e a prata podiam gerar riquezas e passam a adicionar às suas atividades econômicas o comércio de mercadorias, que embora tem um caráter físico, continha uma idéia mais filosófica e mais humana em relação à riqueza. A partir dessas novas idéias, a Europa passou a importar mercadorias da Ásia e vendê-las em seu próprio território.

Com essa visão de lucro, a Europa passou a cultuar a não- exportação de matérias-primas, por estas, eram transformadas em bens finais e comercializadas, o que constituía, para eles, grande fonte de riqueza e de outro lado os antigos bullionistas defendiam que a exportação era uma atividade positiva para suas determinadas nações: os “mais jovens” defendiam a criação de indústrias manufatureiras domésticas e os “mais velhos” apoiavam a exportação em massa de lã. Como não havia um acordo entre os agentes produtores pré-capitalistas, era comum a prática de cartéis, monopólios, corrupção comercial (como o mercado negro). Estes produtores concordavam somente, talvez, na opressão de que os operários e agricultores deviam viver próximos ao nível de sobrevivência, como objetivo de aumentar a produtividade.

Com uma dupla visão em ter um alto número de mão-de-obra, embora necessitassem, acreditavam um alto número de trabalhadores gera um maior poder civil, assim eles aumentavam a carga horária do trabalho, pagavam mal os serviços prestados e criavam leis de que eles eram obrigados a trabalhar, leis essas denominadas leis dos pobres (Poor Laws), que não restringia crianças na manufatura.

Ocorreram reformas em diversos setores sociais, que tinham reflexões sobre a pobreza e desencadearam-se choques contra os tipos de atividades das unidades produtoras e contra o estado.

Características da Formação Econômica e Social Pré-Capitalista

  • O homem era tido com um agente de produção, tanto à comunidade quanto à natureza.

  • Para a sociedade a produção estava no apse de todas as coisas.

  • A relação entre a natureza e a política, as condições materiais e as condições jurídico-políticas não podem ser vistas de forma isolada. Pois o homem surge como dependente da natureza e, no entanto, essa relação já é o resultado da subsunção do homem à comunidade política.

  • O poder dos agentes sociais é tido como resultado das apropriações das condições materiais e políticas.

  • No final do pré-Capitalismo a burguesia se realiza como burguesia no processo de circulação da riqueza, passando da condição de produção para esfera da produção, tendo apoio no capital comercial.

  • A burguesia é composta por proprietários autônomos urbanos e rurais, sendo revolucionária no modo de produção, sendo depois denominada burguesia industrial.

  • No pré-Capitalismo não se separam os produtores dos meios de produção, dessa forma, a classe social não está presente na esfera de produção, ocorrendo assim a opressão de operários e agricultores.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS

CURSO: CIÊNCIAS ECONÔMICAS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA

PROFESSOR: JOÃO SOARES

ALUNO: DINAEL DAVID FERREIRA LIMA

SISTEMA ECONÔMICO PRÉ-CAPITALISTA

TERESINA/2009.2

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

-Hirano, Sedi – Pré-Capitalismo e Capitalismo

-www.wikipedia.org.br

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