Terminologia em RAdiologia

Terminologia em RAdiologia

(Parte 3 de 4)

Em 1985, noventa anos após o descobrimento dos raios X, os profissionais operadores de equipamentos de radiodiagnósticos foram reconhecidos como profissionais especializados, a prática profissional foi reconhecida por lei e a profissão foi regulamentada por lei específica, sendo criado os Conselhos Regionais de Técnicos em Radiologia (CRTR) subordinados ao Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia(CONTER). .

FORMACÃO DOS RAIOS X

No momento em que os elétrons acelerados alcançam grande velocidade e atingem um alvo metálico, sua energia cinética se transforma em calor (99%) e raios X (1%).

Um tubo de raios X compreende:

  • Uma fonte de elétrons (cátodo);

  • Energia de aceleração dos elétrons;

  • O trajeto dos elétrons;

  • O ânodo;

  • O tubo.

Um filamento é aquecido, a corrente elétrica deste filamento é medida em miliamper , e a sua variação depende a quantidade de raios X.

Após o aquecimento do filamento (cátodo) os elétrons são liberados e então se chocam com uma peça metálica (ânodo) que desacelera os elétrons provocando uma explosão e transformando a energia dos elétrons em calor e em raios X

Os raios X são raios eletromagnéticos com capacidade de atravessar o corpo com facilidade atenuando de acordo com densidade das estruturas corporais. Ao atravessar um objeto, os raios X dão origem aos raios secundários, proporcional a quilovoltagem usada para sua formação.

FATORES RADIOGRÁFICOS

CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO:

O objetivo dos Técnicos em Radiologia não deve ser apenas fazer uma radiografia passável ou diagnóstica na qual estejam evidentes apenas alterações patológicas, mas produzir uma imagem ótima que possa ser avaliada por um padrão previamente definido por um conceito próprio.

DENSIDADE:

É grau de enegrecimento da radiografia processada, quando maior o grau de enegrecimento, maior o grau de densidade e menor a quantidade de luz que atravessará a radiografia quando colocada de frente a um negatoscópio.

CONTRASTE:

É a diferença de tons de cinza entre as densidades do filme. Constitui o fator que torna visíveis a forma e os detalhes das estruturas em estudo. Há duas variedades de contraste:

  • ESCALA LONGA – no qual há uma longa seqüência de tons, desde o quase branco até o quase preto, também é conhecido como escala de cinza”;

  • ESCALA CURTA – no qual há menor número de tonalidades entre o branco e o preto, produzindo radiografias brilhantes.

DETALHE:

É a fidelidade das imagens obtidas, as quais devem-se apresentar nítidas ao examinador. Verifica-se uma interdependência entre as três qualidades, as radiografias com densidade excessiva impede a absorção do contraste, e o detalhe será mal observado se contraste for de proporção excessiva (curto ou longo).

Portanto, no que diz respeito a visibilidade das imagens, o detalhe depende do contraste e o contraste depende da densidade.

FATORES QUE MODIFICAM A QUALIDADE DAS RADIOGRAFIAS:

mAs (miliamper-segundo):

O miliamper-segundo é o produto batido com a fusão do tempo(seg) com o miliamper(Ma). Compreende-se que, é a quantidade de raios X durante a exposição, sendo ele o grande responsável pela escala de cinza.

Kv (quilivolts):

O quilovolts significa mil volts, portanto 80 Kv significa 80 mil volts, um valor alto levando em consideração a voltagem residencial que utilizamos (220. ou 110). No raio X o Kv representa a velocidade do impacto dos elétrons liberados do cátodo(-) contra o anodo(+), diz-se também que é a potência dos raios X durante a exposição.

No ato da exposição a quilovoltagem atinge o pico de potência, daí a representação por Kvp (expressão mais usada pelos americanos).

DFoFi:

Modifica a densidade do detalhe. A densidade do filme aumenta quando aproximamos o tubo de raios X da parte a ser radiografada e diminui quando afastamos. Este fato é conseqüência da lei do inverso do quadrado da distância. Quanto mais distante da fonte, menos intenso é o feixe de raios X, enquanto que, mais próximo, mais intenso.

OBS: O aumento na DFoFi possui o benefício de diminuir a ampliação e a distorção da imagem, aumentando o detalhe.

Observe o desenho abaixo:

DOFi:

O aumento da DOFi amplia a imagem e prejudica o detalhe, alargando a penumbra.

OBS: Ao optar por usar o foco fino, pode-se, obter uma boa imagem mesmo com a ampliação.

TEMPO DE EXPOSIÇÃO:

O uso do tempo de exposição curto evita perda do detalhe quando o paciente ou algum órgão está em movimento. O tempo longo exige completa imobilização do paciente, isso possibilita uma ótima definição óssea, porém o tempo longo é prejudicial ao aparelho e principalmente ao paciente.

CONES OU COLIMADORES:

Reduzem bastante a produção de radiação secundária, restaurando o contraste e evitando a penumbra. Deve-se levar em conta que, ao se eliminar essas radiações prejudiciais, a quantidade total de radiação que chega ao filme é menor, reduzindo a densidade desnecessária.

POSIÇÃO DO ÂNODO:

A parte do filme que corresponde ao lado do ânodo recebe menor quantidade de radiação, tornando-se menos densa. Este fato conhecido como efeito anódico é mais evidente quando se usa filme longo.

Observe o desenho abaixo:

ELETRONS ÂNODO

CÁTODO

FILAMENTO

120% 100% 80%

RC

EFEITO ANÓDICO

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