Terminologia em RAdiologia

Terminologia em RAdiologia

(Parte 4 de 4)

GRADE ANTI-DIFUSORAS:

Modificam o contraste e a densidade, reduzem a densidade porque constituem um obstáculo á passagem dos raios X e melhoram o contraste porque eliminam a radiação desnecessária para formação da imagem.

IDENTIFICAÇÃO DA RADIOGRAFIA:

A identificação do paciente é fundamental, seja por nome ou número, por isso deve-se dar total atenção aos identificadores.

A regra universal é que, a identificação fique sempre a direita do paciente, devendo ser colocada de acordo com a posição anatômica do paciente, se o objeto a ser examinado for posicionado em PA, a identificação também será colocada em PA.

Sempre que o paciente for posicionado em ortostática (em pé) a identificação será colocada na parte superior do chassi, e se o paciente estiver em decúbito a identificação ficará na parte inferior do chassi. Isso se aplica nos raios X de abdome, tórax e coluna.

FATORES DE EXPOSIÇÃO:

Um estudo completo das técnicas radiológicas inclui todos os fatores ou variáveis relacionados à precisão da reprodução das estruturas e tecidos radiografados ou em outros receptores de imagem.

As três variáveis que podem ser ajustadas no painel de controle do aparelho de raios X são:

  • Kv

  • mA

  • Seg

A miliamperagem e o tempo, geralmente são combinados em uma fusão, isso acontece com a multiplicação dos valores, dessa multiplicação cria-se o mAs, esse valor é obtido nas fórmulas, a partir deste resultado efetua-se um novo cálculo para obter o mA e o Seg. O mAs (mA e Seg) é o fator que determina a quantidade de raios X durante a exposição.

Para adequar essas variáveis ao volume dos objetos existem as seguintes fórmulas.

Para obter o Kv : Para obter o mAs:

Kv = Esp x 2 + C mAs = Kv x Co

Onde:

C = constante do aparelho Logo, a constante do aparelho varia em

Co = constante do objeto osso = 1,0

Esp = espessura do objeto pulmão = 0,08

Partes moles = 0.5

Para obter o tempo (Segundo) é preciso determinar o valor do mA, para isso vamos considerar que:

MMSSII = 100mA

Corpo = 200mA

Pulmão = 300mA

Normalmente usamos a palavra “FOCO” para definir o mA. Os aparelhos convencionais costumam ter foco de 50, 100, 200, 300 e 500, podendo variar de marca para marca, pois alguns aparelhos contam com o foco de 150 e 600mA.

Para obter a separação do mA e o Seg. precisamos determinar o foco ideal e utilizar a seguinte fórmula:

Sabemos que:

mAs = mA x Seg

Logo:

Seg = mAs / mA

Ex: Raio X de coluna lombar

Kv = Esp x 2 + C mAs = Kv x Co Seg = mAs /mA

Kv = 24 x 2 + 20 mAs = 68 x 1,0 Seg = 68 / 200

Kv = 48 + 20 mAs = 68 Seg = 0,34

Kv = 68

Então teremos a seguinte técnica:

68 Kvp 200 mA 0,34 Seg

Podemos ainda, modificar a técnica de acordo com a necessidade ou a opção pessoal de cada técnico.

Para compensar, dizemos que, de 10 à 13 Kv equivalem ao dobro do mAs, isso significa que ao modificar o mAs somente uma variável estará sendo modificada, ou seja se dobrar o tempo, o mA não será modificado.

Ex:

68 Kvp 58 Kvp 58 Kvp

200 mA = 200 mA = 400mA

0,34 Seg 0,68 Seg 0,34 Seg

Então podemos concluir que, se aumentarmos em mais 10 ou 13 Kvp, teremos que diminuir a metade do mAs, ou a metade de um dos seus elementos (mA ou Seg).

Ex:

68 Kvp 78 Kvp 78 Kvp

200 mA = 100 mA = 200 mA

0,34 Seg 0,68 Seg 0,17 Seg

Para finalizar este estudo, vamos observar que, a metade do mA é igual ao

dobro do tempo, e o dobro do tempo é igual a metade do mA.

Ex:

68 Kvp 68 Kvp 68 Kvp

200 mA = 100 mA = 400 mA

0,34 Seg 0,68 Seg 0,17 Seg

CONDUTA PROFISSIONAL

ÉTICA PROFISSIONAL:

O Técnico em Radiologia Médica é um profissional da área médica e um membro importante da equipe de saúde, responsável pelo exame radiográfico dos pacientes. Isso requer não apenas amplo conhecimento da anatomia humana, mas conhecer os princípios básicos de formação de imagem e de proteção radiológica, e acima de tudo, conhecer o significado de ser um profissional responsável pelos pacientes sobre seus cuidados, ou seja, ser responsável por suas ações dentro de um código de ética especifico.

Esse código de ética é o maior reconhecimento da tecnologia radiológica como uma profissão, indicando responsabilidades por suas ações e comportamento, aumentando as responsabilidades dos técnicos em radiologia.

O termo “’ETICA” refere-se, em geral, aos princípios morais de comportamento dos indivíduos. Especificamente, um código de ética descreve as regras de conduta aceitável em relação a outros, como definido em algumas profissões. Como profissional da área médica, o TR deve seguir um código rígido de conduta com absoluta honestidade no desempenho de suas atribuições profissionais.

PROTOCOLOS:

Cada instituição radiológica, seja uma clínica, hospital ou pronto atendimento, devem ter um protocolo e ordem de consenso para a realização dos exames. Isso é necessário para um sistema de trabalho ordenado e eficaz, no qual todos os técnicos trabalhem de forma uniforme.

PRINCIPIOS DE POSICIONAMENTO

BIOTIPO:

A escolha do tamanho do filme e o modo de se posicionar um paciente requer um conhecimento das variações comuns da forma do corpo (biotipos).

O corpo humano pode ser classificado de quatro maneiras distintas, essa classificação é denominada de biotipo, e os quatros biotipos são:

Hiperestênico: É mais atarracado e maciço, a cavidade torácica é lagarga e profunda de frente para traz com uma dimensão vertical curta, indicando um diafragma alto, com a parte superior do abdome muito larga, afetando a localização de órgãos da cavidade abdominal.

Estênico: Entre a população é o mais próximo da média, é ligeiramente atarracado e freqüentemente musculoso. Os órgãos torácico e abdominais estão mais próximos do normal.

Hipoestênico: Assim como o estênico, também é o mais próximo da média, porém, é mais magro e as vezes mais alto, no entanto a vesícula e o estomago estão mais baixos e estão mais próximos da linha central.

Astênico: Este biotipo é magro ao extremo com a cavidade torácica estreita e rasa, porém sua dimensão vertical é longa, indicando um diafragma baixo com a parte superior do abdome mais estreita no topo.

Em uma visão abrangente o técnico deverá:

  1. Ler e avaliar completamente a requisição de exame;

  2. Identificar o paciente;

  3. Preparar a sala (mesa, chassi e acessórios)

  4. Preparar o paciente;

  5. Explicar ao paciente sobre o exame e solicitar sua colaboração;

  6. Posicionar corretamente o paciente;

  7. Preservar o pudor do paciente;

  8. Proteger contra a radiação desnecessária o paciente e se necessário o seu acompanhante;

  9. Aplicar as técnica e expor o paciente a radiação;

  10. Reorganizar a sala e efetuar uma boa revelação.

Obviamente, isso é somente um modelo primário das atribuições de um protocolo sério, no qual o TR deve se enquadrar rigorosamente, pois nele consta as normas do serviço.

PROTEÇÃO RADIOLÓGICA:

O técnico em radiologia deve ter muita preocupação com a própria proteção e com a proteção de pacientes e acompanhantes.

É importante ter cautela com doses permissíveis, por isso deve ser hábito fazer uso do material de segurança radiológica, inclusive o paciente deve ser preservado o máximo possível, porém, a proteção não deve comprometer o exame, pois o resultado final do exame é prioridade, mesmo havendo a relação custo-benefício para o paciente. O acompanhante deve permanecer na sala de exames somente quando estritamente necessário, quando isso acontecer ele deve estar vestido com o avental de chumbo e colar tireoidiano.

O paciente deve estar com as partes de não interesse protegidas do feixe de radiação.

O técnico deve sempre trabalhar com o dosímetro preso à gola de sua camisa. Esse instrumento é a principal ferramenta para o controle das doses de radiação.

POSICIONAMENTO:

O profissional de radiologia deve seguir uma seqüência para o posicionamento:

  1. Posicionar o paciente;

  2. Medir o objeto;

  3. Posicionar o objeto de interesse;

  4. Posicionar o filme.

INCIDÊNCIAS

INCIDÊNCIA DE ROTINA:

As incidências de rotina são básicas, portanto, podemos concluir que são essenciais para qualquer inicio de estudo radiográfico, por isso serão sempre as primeiras a serem executadas.

INCIDENCIA ALTERNATIVA:

Como o próprio nome diz, é uma segunda opção, uma substituta caso a primeira não possa ser efetuada e por isso não deve ser feita junto com a principal. O TR deve optar entre uma e outra de acordo com as condições de cada situação.

INCIDÊNCIA ESPECIAL:

Estas incidências também podem ser chamadas de complementares, porque após serem feitas as incidências de rotina, poderão ser solicitadas as incidências complementares (especiais), isso por que este tipo de incidência irá acrescentar informações ao estudo radiológico.

PONTOS DE REPAROS

Papa um bom posicionamento é necessário conhecer alguns pontos de referência do corpo humano. Agora vamos tratar o ponto de referencia como ponto de reparo.

Na palpação é possível observar muitos desses pontos. Vamos estudar os principais pontos de reparo no esqueleto, porém é bom salientar que, alguns desses pontos devem ser palpados com cautela, pois podem causar constrangimento ao paciente, a sínfise púbica está em um local um tanto delicado, assim como o cóccix, por isso é de bom ton mater um dialogo explicativo com o paciente, manter o paciente informado é fundamental para uma boa colaboração durante o decorrer do exame.

Boa sorte!!

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