Amniorrxe Prematura e ITU

Amniorrxe Prematura e ITU

A amniorrexe prematura é a ruptura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto, é uma das complicações mais comuns da gravidez e tem importante impacto na morbidade e mortalidade neonatal e perinatal. Sua ocorrência é responsável por grande número de partos prematuros, tornando a gestação uma situação de risco. A morbidade materna também é agravada pelos riscos de infecção.

  • A amniorrexe prematura é a ruptura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto, é uma das complicações mais comuns da gravidez e tem importante impacto na morbidade e mortalidade neonatal e perinatal. Sua ocorrência é responsável por grande número de partos prematuros, tornando a gestação uma situação de risco. A morbidade materna também é agravada pelos riscos de infecção.

A fisiopatologia da RPM é multifatorial, sendo em muitos casos desconhecida. São descritos como fatores associados: baixo nível sócio-econômico, tabagismo, doenças sexualmente transmissíveis, conização de colo uterino, parto prematuro prévio, trabalho de parto prematuro e sangramento vaginal na gestação atual, sobre-distensão uterina (gestação gemelar, polidramnia), amniocentese, circlagem cervical.

  • A fisiopatologia da RPM é multifatorial, sendo em muitos casos desconhecida. São descritos como fatores associados: baixo nível sócio-econômico, tabagismo, doenças sexualmente transmissíveis, conização de colo uterino, parto prematuro prévio, trabalho de parto prematuro e sangramento vaginal na gestação atual, sobre-distensão uterina (gestação gemelar, polidramnia), amniocentese, circlagem cervical.

A anamnese informa sobre perda líquida, em grande quantidade (molha roupas), súbita e habitualmente indolor.

  • A anamnese informa sobre perda líquida, em grande quantidade (molha roupas), súbita e habitualmente indolor.

  • Os casos suspeitos ou confirmados de amniorrexe prematura não devem ser submetidos ao exame de toque vaginal, porque isso aumenta o risco de infecções amnióticas, perinatais e puerperais.

Consequências da prematuridade para o recém nato

  • Consequências da prematuridade para o recém nato

  • Síndrome da angústia respiratória (imaturidade pulmonar, pois no prematuro os pulmões são forçados a funcionar num ambiente aéreo, quando deveriam estar se desenvolvendo num meio líquido).

  • Hemorragia intraventricular

  • Enterocolite necrotizante

  • Sepse neonatal

  • Deficiências neurológicas

  • Déficit de aprendizagem

  • Complicações decorrentes da rotura das membranas

  • Infecção do feto

  • Infecção materna

  • Prematuridade

  • Hipoxia fetal

  • Prolapso de cordão

O exame físico está dentro dos padrões de normalidade e o exame obstétrico mostra volume uterino adequado para a idade gestacional referida, útero normotônico, partes fetais mais facilmente palpáveis e batimentos cardíacos fetais presentes. A presença de líquido em fundo de saco vaginal, as paredes vaginais limpas e a visualização de saída de líquido amniótico pelo orifício do colo, espontaneamente ou após esforço materno, indicam a confirmação diagnóstica. Essas informações podem ser facilmente obtidas por meio de exame vaginal com espéculo.

  • O exame físico está dentro dos padrões de normalidade e o exame obstétrico mostra volume uterino adequado para a idade gestacional referida, útero normotônico, partes fetais mais facilmente palpáveis e batimentos cardíacos fetais presentes. A presença de líquido em fundo de saco vaginal, as paredes vaginais limpas e a visualização de saída de líquido amniótico pelo orifício do colo, espontaneamente ou após esforço materno, indicam a confirmação diagnóstica. Essas informações podem ser facilmente obtidas por meio de exame vaginal com espéculo.

Risco para infecção

  • Risco para infecção

  • Risco para paternidade ou maternidade alterada

  • Volume de líquidos deficiente

  • Manutenção da saúde alterada

Diante de uma situação de amniorexe , a paciente deve ser encaminhada a internação e observada em regime hospitalar. A indicação de antibioticoterapia profilática e curativa, vai depender de cada situação, onde deverão ser observados principalmente tempo desde o momento da rotura, bem como as características do liquido amniótico, principalmente o odor.

  • Diante de uma situação de amniorexe , a paciente deve ser encaminhada a internação e observada em regime hospitalar. A indicação de antibioticoterapia profilática e curativa, vai depender de cada situação, onde deverão ser observados principalmente tempo desde o momento da rotura, bem como as características do liquido amniótico, principalmente o odor.

  • Dependendo da idade gestacional, os conceitos básicos de tratamento tem rumos diferentes. Portanto em gestação com menos do que 34 semanas, a conduta pode ser expectante com administração de inibidores da contratilidade uterina e com corticoterapia preventiva.

  • Entre 34 e 37 semanas de gestação a conduta pode ser expectante, ou resolutiva. Acredita-se que a partir desta época a corticoterapia não tem mais razão de ser.

  • Após 37 semanas de gestação, está indicada a interrupção da gravidez, ou seja através de indução ou através de uma cesárea segmentar transversa. 

A gestação ocasiona modificações, algumas mediadas por hormônios que favorecem as ITU:

  • A gestação ocasiona modificações, algumas mediadas por hormônios que favorecem as ITU:

Os microorganismos envolvidos são aqueles da flora perineal normal, principalmente a scherichia coli, que responde por 80 a 90% das infecções.

  • Os microorganismos envolvidos são aqueles da flora perineal normal, principalmente a scherichia coli, que responde por 80 a 90% das infecções.

  • Outros gram-negativos, como Klebsiela, Enterobacter e Proteus, respondem pela maioria dos outros casos, além do enterococo e do estreptococo do grupo B.

  • A bacteriúria assintomática é a mais freqüente, sendo que as infecções sintomáticas poderão acometer o trato urinário inferior (cistites) ou, ainda, o trato superior (pielonefrite).

É definida como a condição clínica de mulher assintomática que apresenta urocultura positiva, com mais de 100 mil colônias por ml. Se não tratada, 25% das mulheres desenvolverão sintomas e progressão para pielonefrite. O rastreamento da bacteriúria assintomática deve ser feito obrigatoriamente pela urocultura, já que, na maior parte das vezes, o sedimento urinário é normal.

  • É definida como a condição clínica de mulher assintomática que apresenta urocultura positiva, com mais de 100 mil colônias por ml. Se não tratada, 25% das mulheres desenvolverão sintomas e progressão para pielonefrite. O rastreamento da bacteriúria assintomática deve ser feito obrigatoriamente pela urocultura, já que, na maior parte das vezes, o sedimento urinário é normal.

É caracterizada pela presença de sintomas clínicos evidentes, como disúria (dor ou dificuldade de urinar, sensação de queimação durante a micção),polaciúria (emissão frequênte de urina)e urgência urinária. A análise do sedimento urinário evidencia, geralmente, leucocitúria e hematúria francas, além do grande número de bactérias. O tratamento pode ser realizado com as mesmas opções da bacteriúria, sendo iniciado mesmo antes do resultado da urocultura, já que as pacientes são sintomáticas.

  • É caracterizada pela presença de sintomas clínicos evidentes, como disúria (dor ou dificuldade de urinar, sensação de queimação durante a micção),polaciúria (emissão frequênte de urina)e urgência urinária. A análise do sedimento urinário evidencia, geralmente, leucocitúria e hematúria francas, além do grande número de bactérias. O tratamento pode ser realizado com as mesmas opções da bacteriúria, sendo iniciado mesmo antes do resultado da urocultura, já que as pacientes são sintomáticas.

É uma das complicações mais comuns e mais sérias durante a gestação, ocorrendo em 1% a 2% das gestantes. Clinicamente, a sintomatologia é evidente, com febre alta, calafrios e dor na loja renal, além da referência pregressa de sintomas de infecção urinária baixa. A presença de náuseas e vômitos, além de taquicardia, dispnéia e hipotensão, podem sugerir evolução para quadro séptico. O tratamento inicial deve ser hospitalar.

  • É uma das complicações mais comuns e mais sérias durante a gestação, ocorrendo em 1% a 2% das gestantes. Clinicamente, a sintomatologia é evidente, com febre alta, calafrios e dor na loja renal, além da referência pregressa de sintomas de infecção urinária baixa. A presença de náuseas e vômitos, além de taquicardia, dispnéia e hipotensão, podem sugerir evolução para quadro séptico. O tratamento inicial deve ser hospitalar.

  • Na suspeita de pielonefrite, a gestante deve ser encaminhada para o hospital de referência.

Ela constitui uma das infecções mais freqüentes da gestação sendo a terceira intercorrência clínica mais comum na gestação, e acomete cerca de 10 a 12% das grávidas. A maioria destas infecções ocorre no primeiro trimestre da gravidez, 9% sob a forma de infecção urinária baixa (cistite) e 2% como infecção urinária alta (pielonefrite). A infecção urinária cria várias situações doentias e contribui para a mortalidade materno infantil.

  • Ela constitui uma das infecções mais freqüentes da gestação sendo a terceira intercorrência clínica mais comum na gestação, e acomete cerca de 10 a 12% das grávidas. A maioria destas infecções ocorre no primeiro trimestre da gravidez, 9% sob a forma de infecção urinária baixa (cistite) e 2% como infecção urinária alta (pielonefrite). A infecção urinária cria várias situações doentias e contribui para a mortalidade materno infantil.

  • Incontinência urinária funcional

  • Manutenção da saúde alterada

  • Dor aguda

Para se reduzir as taxas de infecção urinária e suas complicações durante a gravidez, várias etapas devem ser consideradas, em diversos pontos da assistência obstétrica: solicitar urocultura precocemente no pré-natal, para diagnosticar e tratar os casos de bacteriúria assintomática; utilizar o tratamento antimicrobiano mais eficaz; propiciar seguimento em pré-natal de alto risco e garantir o tratamento das complicações maternas e perinatais, em hospital com condições adequadas para isso.

  • Para se reduzir as taxas de infecção urinária e suas complicações durante a gravidez, várias etapas devem ser consideradas, em diversos pontos da assistência obstétrica: solicitar urocultura precocemente no pré-natal, para diagnosticar e tratar os casos de bacteriúria assintomática; utilizar o tratamento antimicrobiano mais eficaz; propiciar seguimento em pré-natal de alto risco e garantir o tratamento das complicações maternas e perinatais, em hospital com condições adequadas para isso.

Ministério da Saúde (BR). Gestação de alto risco. Brasília (DF): Ministério da Saúde [online] 2006 [acessado em 19 Mai. 2009] Disponível em: URL:http://www.saude.gov.br

  • Ministério da Saúde (BR). Gestação de alto risco. Brasília (DF): Ministério da Saúde [online] 2006 [acessado em 19 Mai. 2009] Disponível em: URL:http://www.saude.gov.br

  • Ministério da Saúde (BR). Emergências. Brasília (DF): Ministério da Saúde [online] 2006 [acessado em 19 Mail. 2009] Disponível em: URL:http//www.saude.gov.br

  • Ministério da Saúde (BR). Pré-natal e Puerpério: atenção qualificada e humanizada – manual técnico. Brasília (DF): Ministério da Saúde [online] 2006 [acessado em 19 Mai. 2009]

  • Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2008. Porto Alegre (RS): Artes Médicas; 2008.

  • Rev. Latino-Am. Enfermagem v.12 n.2 Ribeirão Preto mar./abr. 2004 disponível em: http://www.revistasusp.sibi.usp.br. Acessado em: 23/05/2009.

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