Fisiologia do Ciclo Menstrual

Fisiologia do Ciclo Menstrual

O eixo HHO

  • O eixo HHO

    • Hipotálamo
    • Hipófise
    • Ovariano

A regulação do sistema Neuroendócrino

  • A regulação do sistema Neuroendócrino

    • Hipotálamo:
      • as conexões ocorrem entre o hipotálamo médio-basal onde se localiza a maioria dos corpos celulares dos neurônios que controlam a atividade hipofisária, e o sistema límbico, neocórtex e a formação reticular, no mesencéfalo – áreas extra hipotalámicas, o que nos permite dizer que a atividade ovariana é influenciada pela retroação hormonal e também por estímulos neurais que resultam da integração de fatores ambientais internos e externos`.
      • Acredita-se que na área hipofisiotrópica é o local que é sintetizado o maior volume de LHRH.

A regulação do sistema Neuroendócrino

  • A regulação do sistema Neuroendócrino

    • Hipófise:
      • Anatomicamente interessa para o ciclo menstrual a adeno-hipófise ligada à eminência mediana do hipotálamo pelo talo hipofisário, através de complexo vascular – o sistema porta-hipofisário.
      • Secreção de gonadotrofinas:
        • Característica fundamental : natureza pulsátil
        • Existem diferenças quantitativas e qualitativas nos padrões pulsáteis entre as diferentes fases do ciclo;
        • A maior amplitude dos pulsos foram observadas no meio-do-ciclo,;
        • Na puberdade há aumento do LH no período de sono;
        • Durante os dois últimos dias do ciclo há aumento rápido de FSH, há também aumento de LH mas não tão pronunciado.

O Ciclo Ovariano e suas Fases:

  • O Ciclo Ovariano e suas Fases:

    • Crescimento Folicular
    • Postura Ovular ou Ovulação Propriamente dita
    • Formação do Corpo Lúteo adequado.

Crescimento Folicular

  • Crescimento Folicular

    • Constituída de três subfases:
      • 1. Primeiro estágio de Crescimento – folículos primordiais
        • Oócitos no estádio dictiossômico da prófase meiótica cercados de células da granulosa e uma membrana basal separando os do tecido intersticial vizinho;
        • O controle ovariano nessa fase parece vir do próprio ovário e está relacionado com o número de folículos primordiais, porque a intensidade de crescimento desses folículos é inversamente proporcional à idade;
        • As primeira modificações ocorrem no oócito com síntese de RNA e proteínas. O diâmetro do oócito apresenta plena capacidade de completar a sua meiose. Atingindo nessa fase 150 µme se encontra envolto em uma zona pelúcida formada por células granulosas que passam a cubóides e simultaneamente começam a multiplicar-se. Para continuar seu desenvolvimento deverá passar por cinco modificações:
          • 1. Diferenciação da teca interna: nesse momento recebe com maior intensidade os estímulos hormonais oriundos do sangue,
          • 2. Formação dos receptores ao FSR®: somente as células da granulosa os possui e surgem aproximadamente na época que o oócito completa seu desenvolvimento,
          • 3. Formação dos receptores ao estradiol (Re) : estimulada pelo próprio estradiol que estimulam as mitose e aumentam a sensibilidade do sistema adenilciclase à ação do FSH,
          • 4. Formação dos receptores á testosterona (Rt) : os androgênios além de precursores estrogênicos teriam participação na degeneração das células granulosas e atresia folicular,
          • 5. União em zonas intersticiais:representariam o acoplamento elétrico e bioquímico intercelular

Crescimento Folicular

  • Crescimento Folicular

    • 2. Segundo Estágio de Crescimento
      • Determina a formação do folículo secundário, que se caracteriza pelo “antro”, cavidade cheia de líquido folicular. Nesse estágio ocorre quatro alterações significativas todas determinadas por hormônios nas células da granulosas;
        • 1. Formação dos receptores ao LH : a medida que se desenvolve o folículo secundário cresce a sensibilidade ao LH. Essa sensibilidade é paralela á formação dos receptores de LH nas células da granulosas, induzidos pelo FSH. A quantidade de LH livre no líquido aumenta proporcionalmente aos R de LH; ambos os fatos parecem indicar crescente capacidade esteroidogênica do folículo.
        • 2. Aumento da atividade da aromatase: a aromatose na granulosa converte androgênios em estrogênios. A atividade enzimática é adquirida no início da formação do folículo secundário por indução do FSH;
        • 3. formação do líquido folicular: o acúmulo progressivo é o principal responsável pelo crescimento folicular. Aparentemente o fluido folicular conteria proteína transportadora com grande afinidade para esteróides sexuais que por assim dizer sequestram hormônios para o líquido folicular.
        • 4. formação dos receptores à paulatina e as prostaglandinas: a prolactina na mulher mostrou ação bifásica sobre as células da granulosa: em baixa ou elevada dosagem a secreção de progesterona decaía.

Crescimento Folicular

  • Crescimento Folicular

    • 3. Postura Ovular
      • È precedida pela formação do “estigma”, mancha transparente que se forma na porção apical da saliência folicular
      • Depois do aumento das concentrações do LH e FSH no meio do ciclo, as células da zona do estigma aumentam de volume e se enchem com vesículas semelhantes a lisossomos contendo enzimas proteolíticas;
      • Somente quando o óvulo termina a meiose é que se pode afirmar que houve maturação.;
      • Há duas teorias que disputam o fenômeno para explicar a postura ovular:
        • 1. Formação local de enzimas levando à dissolução da parede;
        • 2. Aumento da contratilidade ovariana: a rotura folicular parece depender da prostaglandina F2α

Corpo Lúteo

  • Corpo Lúteo

    • Os primeiros sinais de luteinização folicular surgem cerca de 24 horas antes da postura ovular, porém o corpo lúteo normal somente se forma após a ovulação;
    • O primeiro estádio estende-se em média por 10 dias e o corpo lúteo atinge o diâmetro de 1 a 2 cm, se não houver concepção ele passa para o segundo estádio que se caracteriza pela diminuição do volume celular e da vascularização. Nessa fase, a secreção hormonal cai acentuadamente, o corpo lúteo evolui para corpo albicante e, posteriormente, o corpo fibroso.

Atresia Folicular

  • Atresia Folicular

        • Consiste na morte do óvulo e desintegração das células granulosas, enquanto as células tecais apresentam fenômenos de hiperplasia e hipertrofia.
        • Os folículos menores simplesmente são reabsorvidos, ao passo que os maiores são convertidos em membranas hialinas que persistem por algum tempo depois desaparecem.

A imagem ao lado nos mostra a relação entre o ciclo ovariano e o ciclo endometrial.

  • A imagem ao lado nos mostra a relação entre o ciclo ovariano e o ciclo endometrial.

    • O Endométrio
    • Os hormônios são secretados por suas respectivas glândulas endócrinas na circulação na circulação, onde se ligam (cerca de 95%) a proteínas carreadoras – SHBG – servindo como um reservatório de esteróides.
    • Após a ligação forma-se um complexo esteróide-receptor, fazendo o receptor sofre uma alteração conformacional (alostérica) na sua estrutura, convertendo-o de uma conformação inativa para ativa. Esta mudança permite que o complexo tenha capacidade de transferir para o núcleo, onde irá ligar aos elementos reguladores dos genes ativando ou suprimindo suas funções.
    • No endométrio atuam basicamente os estrogênios e a progesterona, que são os hormônios responsáveis pelas modificações cíclicas características desta mucosa, embora androgênios e corticosteróides em determinadas condições também possam alterar a resposta endometrial.
    • É importante ter em mente que o endométrio está sujeito a ações simultâneas de vários hormônios que podem interagir, modificando e às vezes antagonizando uns aos outros.

Fase Menstrual

  • Fase Menstrual

    • No primeiro dia do sangramento, o endométrio macroscopicamente, mostra-se congestionado e hemorrágico. A hemorragia filtra o estroma, fragmentado e desprendendo as glândulas.
    • Há extensa infiltração leucocitária no estroma, trombos de fibrina são identificados e as glândulas mostram-se com a secreção completamente esgotada.
    • No segundo e no terceiro dias de sangramento, as alterações degenerativas tornam-se mais pronunciadas. As glândulas são fragmentadas e colabadas. O estroma é condensado e varia em sua propriedade tintoriais. O núcleo torna-se picnótico e a membrana citoplasmática imperceptível. A esta altura há uma desorganização muito intensa da arquitetura e da citologia para poder-se dizer que a ovulação ocorreu.

Fase proliferativa ou Pré-ovulatória

  • Fase proliferativa ou Pré-ovulatória

    • Após 3 a 4 dias de menstruação, o endométrio inicia a regeneração a partir do colo das glândulas da camada basal e das regiões ístmico e cornuais. Evidências sugerem que a regeneração inicia mesmo antes do término da menstruação.
    • Na fase proliferativa o endométrio cresce rapidamente em resposta aos estrogênios circulantes. Sua espessura aumenta de 1 para 3 mm. Na fase inicial, as glândulas são pequenas, tubulares e curtas e num corte transversal aparecem em anéis arredondados.
    • Na fase proliferativa média, as glândulas tornam-se alongadas e um pouco tortuosas. As células de revestimento são colunares, altas e apresentam uma pseudo estratificação dos núcleos. Cerca de 8 a 10 dia da fase de proliferação há um período transitório de discreto edema do estroma.
    • Na fase de proliferação tardia, as glândulas acham –se alongadas ao máximo, perpendicularmente à superfície e bastante tortuosas. O estroma é denso e abundante e os núcleos são ovais com escasso citoplasma. As paredes das arteríolas espiraladas são finas e inconspícuas.

Fase Secretora ou Pós-ovulatória

  • Fase Secretora ou Pós-ovulatória

    • O endométrio até então submetido somente ao estímulo estrogênico, começa a mostrar alterações provocadas pelo aparecimento da progesterona secretada pelo corpo lúteo.
    • Admitindo-se que o 14° dia do ciclo representa o dia da ovulação, a primeira evidência da sua ocorrência é vista aproximadamente 48 horas após, ou seja, no 16° do ciclo, quando começa a surgir uma vacuolização infranuclear em algumas glândulas. No 17° dia destes vacuólos são conspículos e uniformemente vistos em praticamente todas as glândulas do endométrio.
    • As glândulas apresentam com um aspecto serrilhado que torna-se mais acentuado no 26° dia. Outras glândulas mostram-se dilatadas e esgotadas. As artérias espiraladas são proeminentes e dilatadas. No 27° dia, devido á queda dos estrogênios e progesterona conseqüente à regressão do corpo lúteo, há uma reabsorção do edema do estroma, levando a uma acentuada diminuição da espessura do endométrio e acentuada diminuição da espessura do endométrio e acentuando ainda mais a tortuosidade e achatamento das glândulas e arteríolas espiraladas. Aparecem nesse época os polimorfonucleares no estroma.
    • Um pouco antes do início da menstruação, restos nucleares com freqüência aparecem na base das glândulas endometriais.

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