Mármore e Granito

Mármore e Granito

(Parte 1 de 3)

Universidade Federal do Espírito Santo

Centro Tecnológico

Departamento de ENGENHARIA CIVIL

Mármore e Granito

Clarisse Pereira Pacheco

Lais Polido Nassar Gonçalves

Renata Lorenzoni

Thais de Souza Góis

Warribe Lima de Siqueira

Vitória

2009

Clarisse Pereira Pacheco

Lais Polido Nassar Gonçalves

Renata Lorenzoni

Thais de Souza Góis

Warribe Lima de Siqueira

Mármore e Granito

Trabalho da disciplina Materiais de Construção

aplicada à Engenharia Civil da

Universidade Federal do Espírito Santo

sob a orientação do professor

Marcel .

Vitória

2009

SUMÁRIO

  1. OBJETIVO

  2. METODOLOGIA

  3. INTRODUÇÃO

  4. HISTÓRIA

  5. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS

5.1. Rochas Ígneas

5.2. Rochas Sedimentares

5.3. Rochas Metamórficas

  1. GRANITOS

  2. MÁRMORE

  3. COMPARAÇÃO ENTRE MÁRMORE E GRANITO

  4. VANTAGENS E DESVANTAGENS

  5. APLICAÇÕES

10.1. ENSAIOS DAS ROCHAS

10.2. MANUTENÇÃO DAS ROCHAS

  1. CICLO DO MÁRMORE E DO GRANITO

11.1. Extração

11.1.1. Riscos na Extração

11.2. Transporte

11.3. Corte

11.3.1. Corte com o tear de lâminas

11.3.2.Corte com fio diamantado

11.4. BENEFICIAMENTO

    1. ENCERRAMENTO

    2. RESÍDUOS

  1. IMPACTOS AMBIENTAIS

  2. CONCLUSÃO

  3. BIBLIOGRAFIA

  1. OBJETIVO

Este trabalho tem como objetivos apresentar todo o ciclo do mármore e do granito, citando entre outros a extração, corte, beneficiamento, transporte, etc., bem como a suas diversidades, aplicações na construção civil e aspectos econômicos e ambientais.

  1. METODOLOGIA

Serão aprofundados os conhecimentos a respeito de mármore e granito. Todo o assunto amplamente pesquisado aborda tópicos como: Tipos, aplicações, propriedades, classificação e o ciclo completo destes tipos de rochas, desde sua a extração, passando pelo beneficiamento do material até a forma como são transportadas.

É importante ressaltar que este trabalho não se limitou às pesquisas teóricas, através de livros, publicações e sites especializados no assunto, mas buscou-se também na prática a aquisição de conteúdo necessário para a elaboração deste estudo. Desta forma, foram feitas visitas técnicas a duas indústrias de Mármore e Granito. Primeiramente a empresa Marmi Bruno Zanet, localizada em Viana (ES), posteriormente a empresa IMETAME GRANITOS, esta localizada em Linhares (ES) e por fim a Marmoraria Angra Azul Granitos, localizada em Vitória (ES).

Desta maneira, espera-se apresentar um trabalho amplo e completo, com abordagens fundamentais para a inteira compreensão do assunto em questão.

  1. INTRODUÇÃO

Em geral, as rochas são recursos naturais de grande importância e valor para a construção civil. Elas possuem diversos tipos de aplicações, tanto de forma estrutural e de revestimento, quanto de forma ornamental, o que é mais comum. Quando usadas para fins decorativos, as rochas são submetidas a um intenso processo de polimento, garantindo uma superfície extremamente lisa e brilhosa.

O Brasil, tais rochas ornamentais têm ampla utilização, seja em revestimento externo de prédios, bancadas, pias, pisos, etc. E esta utilização está em notável crescimento, devido a versatilidade deste tipo de rocha, podendo inclusive serem encontradas na natureza em cores variadas. Desta forma, engenheiros e arquitetos fazem uso cada vez maior de rochas decorativas em seus projetos.

As rochas apresentadas, mármore (rochas metamórficas) e granito (rochas plutônica), são utilizados como ornamentais, mais do que qualquer outro tipo de rocha. A classificação predominante no mercado é bastante genérica, pois nem sempre corresponde verdadeiramente à classificação da rocha.

  1. HISTÓRIA

Registros históricos mostram que as rochas como o mármore e o granito começam a ser exploradas e utilizadas de forma ornamental e estrutural há cerca de 2500 anos a. C. Como povo pioneiro desta extração e utilização surgem os Egípcios, que fizeram uso destas pedras naturais como materiais para construção de seus famosos monumentos, como as Pirâmides do Egito e túmulos faraônicos.

Por volta do século VI a.C, os Gregos realizaram obras de grande magnitude em mármore, como o Parthenon, o Templo de Zeus e como o Templo de Artemis com 127 colunas inteiramente de mármore

Durante a época do Império Romano, o uso de rochas para construções urbanas foi explosivamente ampliado, havendo muitas obras de arquiteturas e construções civis, tais como: Maison Carree, um santuário; Pont du Gard, uma ponte para transporte de água; Anfiteatro; Pantheon; Colosseum; etc. A pavimentação decorativa das calçadas feitas de rochas brancas e pretas, denominada mosaico, apareceu naquela época.

Já na Idade Média, com melhores condições de transformação, o mármore e granito passaram a ser usados largamente nos interiores de casas, igrejas, pisos e cozinhas.

Na era moderna da Europa, o mármore passou a ser utilizado como matéria prima para confecções de móveis luxuosos. Nesta época, houve o aparecimento de indústrias modernas, que logo se espalhou por toda a Europa. Mas foi apenas no século XIX que esses produtos luxuosos foram exportados para o Brasil.

No século XX, ocorreu uma grande evolução na tecnologia de corte, polimento, reformas e aplicações das rochas. O corte utilizando diamante permitiu que as rochas tomassem formas inovadoras, como chapas polidas de espessura e tamanhos definidos que foram utilizados para revestimento de paredes, pilares, pavimentos, colunas, peitoris, etc.

Atualmente, as rochas ornamentais fazem um papel indispensável para a beleza de construção urbana, constituindo recurso natural importante na mineração, aplicação à construção civil e na economia.

No Brasil existem inúmeras jazidas de rochas ornamentais de excelente qualidade e imensa reserva. Entretanto, só a partir do século XXI que começou a introdução dos equipamentos com tecnologia necessária para extração e produção destas rochas. Assim o Brasil passou a ser um dos grandes exportadores de mármore e granito do mundo.

  1. CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS

As rochas são divididas em três grandes grupos, todos eles aplicados de formas diferentes na construção civil. As propriedades das rochas são regidas por quatro aspectos: A composição mineralógica, estrutura, textura e granulometria, detalhados abaixo:

  • Composição mineralógica: referente à composição química, à formação e às alterações na estrutura de cada mineral componente. Influencia em propriedades da rocha e na sua durabilidade.

  • A estrutura está relacionada com a orientação, as posições de massas rochosas em uma determinada área, as feições resultantes de processos geológicos

(falhamentos, dobramentos, intrusões ígneas, etc).

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