Processo de rotomoldagem

Processo de rotomoldagem

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Rotomoldagem Prática Rotomoldagem Prática

TRM Resinas Termoplásticas Indústria e Comércio Ltda.

Resinas Micronizadas | Compostos | Masterbatch | Colormatch | ROTMOL | TEXMOL | REVMOL | Hot Transfer

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Rua Max Mangels Sênior, 303 – Planalto – CEP 09895-510 – São Bernardo do Campo – SP – Brasil

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Moldagem Rotacional

Conceitos Básicos do Processo – Histórico

O processo desenvolvido por volta de 1940, no início atraiu pouca atenção por ser considerado um processo lento e limitado pelo número restrito de materiais rotomoldáveis. Contudo, com os melhoramentos ocorridos no controle de processo e o desenvolvimento das novas resinas pulverizadas ou líquidas teve início uma aplicação em larga escala na indústria de transformação.

Moldagem rotacional ou rotomoldagem é um processo desenvolvido para produção de peças ocas, sem costura de todos os tamanhos e formas. Tradicionalmente tem maior aplicação na transformação de materiais termoplásticos e ultimamente tem sido aplicado na moldagem de polietilenos reticulados e alguns termofixos.

Mais de 80% dos materiais utilizados atualmente em rotomoldagem ainda são os polietilenos. Outros materiais rotomoldáveis são os plastisóis, nylons, polipropilenos, poliacetais, policarbonatos, ABS entre outros.

Todas as configurações das máquinas de rotomoldagem se resumem em dois conceitos básicos, as máquinas bi-axiais e as do tipo Rock and Roll (balanço e giro).

As máquinas mais comuns e versáteis são as do tipo “carrossel”, com o conceito bi-axial e configuração variando de três a cinco braços com até seis estações de trabalho, com indexação automática em cada uma das estações conforme programação do ciclo de moldagem, mostrada na figura abaixo:

Figura n° 01: Máquina de rotomoldagem tipo “carrossel” com quatro braços.

Para peças muito grandes, normalmente utilizam-se máquinas também com conceito bi-axial, configuradas com carros lineares denominadas “Shuttle”, conforme figura abaixo:

Figura n° 02: Máquina de rotomoldagem tipo “Shuttle” com dois carros lineares.

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As etapas do processo de Rotomoldagem

Representação esquemática do processo de rotomoldagem

1- Carga 2- Forno 3- Cura extraforno 4- Resfriamento 5- Descarga

Rotações do molde

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1. Estação de Carga

Cargas de resina termoplástica micronizada ou líquida nas quantidades correspondentes ao peso bruto das peças a serem moldadas são alimentadas manual ou automaticamente nos moldes.

Normalmente são carregadas na parte inferior dos moldes abertos ou através de orifícios de alimentação nos moldes fechados, adequadamente montados no braço da máquina de rotomoldagem.

Os moldes devem ser fechados eficazmente com abraçadeiras, grampos especiais ou através de sistemas automáticos evitando-se deixar frestas entre os flanges de fechamento dos moldes e em seguida devem ser inseridos os respiros para controle da pressão interna.

Nota: A preparação dos moldes deve ser feita com desmoldantes específicos para rotomoldagem para garantir a fácil desmoldagem das peças.

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2. Estação de Forno

Os moldes carregados com a resina e adequadamente fechados são movimentados para o forno aquecido com temperatura entre 200°C e 380°C.

Durante o tempo de permanência no forno “tpf”, tempo de cura extraforno e resfriamento, os moldes deverão permanecer girando biaxialmente com rotações do braço e do platô da máquina tecnicamente calculadas de maneira a proporcionar uma distribuição equilibrada do material dentro do molde e gerar espessuras uniformes de parede.

A formação da espessura de parede tem início quando o molde atinge a temperatura inicial de fusão da resina e termina após toda resina em pó ou líquida ter aderido à superfície interna do molde, ocorrendo pela deposição sucessiva de camadas a cada rotação do molde na fase de deposição. A resina depositada não flui de uma região para outra do molde, apenas se nivela para formar a superfície interna da peça.

O processo de cura tem início quando toda a resina estiver depositada. A partir deste momento a temperatura interna do molde aumenta mais rapidamente promovendo a fusão da resina até que ocorra a eliminação total das microbolhas da camada.

Mantendo-se os movimentos biaxiais, os moldes devem ser transferidos para a estação de cura extraforno ou de resfriamento.

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3. Estação de Resfriamento

Os moldes com as peças moldadas ainda no estado pastoso são movimentados para a estação de resfriamento.

Aplicando-se individualmente ou combinados os recursos de máquina disponíveis, tais como ventilação forçada, circulação do ar ambiente ou névoa de água resfriam-se os moldes até que as peças no seu interior atinjam temperatura inferior ao ponto de cristalização ou de solidificação da resina.

Também nesta fase do processo torna-se fundamental manter os moldes girando biaxialmente para impedir que o material fundido e ainda instável escorra.

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