Separação de pigmentos por cromatografia

Separação de pigmentos por cromatografia

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS

ESCOLA DE CIÊNCIAS NATURAIS E EXATAS

CURSO DE LINCENCIATURA EM QUÍMICA

Professora: Cris Braga

Separação de pigmentos por cromatografia

Nome: Eduardo de Souza Satiro

UBÁ

MINAS GERAIS/BRASIL, 2009

  1. Introdução:

A cromatografia em papel uma amostra líquida flui por uma tira de papel adsorvente vertical, onde os componentes depositam-se em locais específicos. O papel é composto por moléculas extremamente longas chamadas celulose. A celulose é um polímero, o que significa é ela é composta por milhares de moléculas menores que se organizam juntas. Esta organização molecular que compõe as cadeias de celulose é polar e, como resultado, a celulose tem muitas regiões de altas e baixas densidades de elétrons. As regiões "carregadas" em uma cadeia de celulose são atraídas para as regiões de cargas opostas de outras cadeias adjacentes, e isto ajuda a unir as fibras de papel.

Os pigmentos dos cloroplasto localizam-se nos tilacóides, associados membranas lipoproteínas. Sua principais funções são a absorção da energia radiante e a transferências dessa energia radiante e a transferências dessa energia a uma série de compostos oxirredutíveis os quais permitem a formação de O2, ATP e NADPH+H+. O pigmento que participa diretamente da transferências de elétrons é apenas a clorofila a, enquanto a clorofila b e os carotenóides têm uma atuação indireta, transferindo a energia luminosa á clorofila a. Cada tipo de pigmento tem uma estrutura química definida, com um padrão característico de duplas ligações conjugadas que determina a absorção seletiva de certos comprimentos de onda, fazendo com que cada pigmento apresente coloração específica. Assim, a clorofila a é verde azulada, a clorofila b é verde-amarelada, as xantofilas são amarelas e os carotenos são alaranjados. Além das cores, esses pigmentos apresentam diferentes afinidades pelos diversos solventes orgânicos e pela água, em função da proporção dos radicais hidrofílicos ou hidrofóbicos que cada um deles possui.

Uma técnica extremamente simples que permite a separação destes pigmentos é a cromatografia em papel. No caso, ela consiste no uso de tiras de papel-filtro como suporte de uma fase aquosa, no qual uma fase móvel orgânica se dirige para o ápice. As substâncias a serem separadas são colocadas próximas á base da tira e se movem verticalmente, dependendo de sua afinidade por uma das fases (a aquosa e a orgânica). A separação é, portanto, baseada na partição líquido-líquido dos compostos.

  1. Objetivos

Separar e identificar alguns pigmentos dos cloroplastos, por meio da técnica de cromatografia em papel.

  1. Materiais e reagentes

- gramas de almeirão bem verde sem as nervuras principais.

- Balança analíca

- Vidro de relógio

- Béquer

- Almofariz

- Pistilo

- Papel de filtro

- Proveta

- Pipetador

- Rolha pequena

- Cronônometro

- Suporte universal

- Pipeta

- Frasco de vidro escuro

- Fita crepe

- Bureta

- Pote de vidro transparente

- Pipeta de Pauster

- Tesoura

- Régua

- Lápis

- Água destilada

- CaCO3

3) Procedimento

  • Pegue 5 gramas de folhas de almeirão bem verdes e sem nervuras principais.

  • Coloque no almofariz o almeirão picado e uma pitada de CaCO3 ( para neutralizar a acidez intracelular que o magnésio fosse retirado do núcleo da molécula de clorofila).

  • Triture com o pistilo até formar uma pasta fina e adicionou-se 10ml de acetona 99%.

  • Triture 2 a 3 minutos e deixe decantar por 1 minuto.

  • Coloque na bureta 10ml de clorofórmio, sempre pela borda da bureta.

  • No almofariz onde está o seu extrato, com o auxílio de uma pipeta pauster vá retirando o líquido sobrenadante do almofariz e transfere-o para a bureta com os 10 ml de clorofórmio ( de vez em quando abra a rolha para que o vapor dos reagentes saiam).

  • Repita a operação 2 vezes, isto é, coloque 10 ml de acetona 99 % no almofariz, triture de 2 a 3 minutos e deixe decantar por 1 minuto, e com a pipeta pauster vá retirando o líquido sobrenadante do almofariz e transferindo-o para a bureta.

  • Então, faça uma quarta extração triture de 2 e 3 minutos e deixe decantar por 1 minuto, com uma pipeta pauster vá retirando o líquido sobrenadante do almofariz da seguinte maneira: coloque 10 ml de uma mistura clorofórmio-acetona em parte iguais ( 5 ml de clorofórmio + 5 ml de acetona em uma proveta). No almofariz, triture de 2 a 3 minutos e deixe decantar por 1 minuto, com uma pipeta pauster vá retirando o líquido sobrenadante do almofariz e transferindo-o para a bureta.

  • Faça uma quinta e ultima extração da seguinte maneira: 10 ml de clorofórmio puro (medir na proveta), no almofariz, triture de 2 a 3 minutos e deixe decantar por 1 minuto. E, com a pipeta pauster vá retirando o líquido sobrenadante do almofariz e transferindo-o para a bureta.

  • Na bureta terá uma solução esverdeada que deverá ser separada adicionando-se cuidadosamente água destilada pelas paredes da bureta.

  • Após 3 a 5 minutos nota-se a separação, na parte inferior: solução verde e na parte superior: solução incolor que deve ser descarta cuidadosamente, pipetando.

  • Depois de repetir a lavagem com água destilada mais 2 vezes, coloca-se a solução esverdeada em uma proveta e se preciso for ajuste a mesma para 5 ml de clorofórmio. Posteriormente, guarde-a em um frasco escuro (tampando-o bem) com o desidratante (sulfato de sódio).

  • A câmera cromatografia será feita colocando no pote transparente o tetracloreto de carbono até uma altura de 1,5 cm e 2 a 3 gramas de sulfato de sódio. Após fazer isso, tampe.

  • Pegue o papel de filtro o papel de filtro e corte-o ( com tesoura ) de forma retangular (10 x 20 cm ) e faça uma marca pequena com um lápis. Em seguida, pincele a mistura ( solução esverdeada ) que está dentro do frasco escuro em cima da marca pequena ( feita a lápis ) por várias vezes até que fique uma linha grossa de pigmento.

  • Dobre o papel, prenda-o com fita crepe e deposite-o com a linha pintada com os pigmentos para baixo ( de ponta cabeça ) na câmara cromatográfica. Em seguida, tampe o vidro. A seguir, observe o deslocamento dos pigmentos.

Resultados

As cinco extrações realizadas nessa prática possibilitaram a retirada dos pigmentos presentes nas folhas do almeirão. Estes puderam ser observados através da confecção da câmara cromatográfica, que era constituída de um frasco de vidro com tampa de plástico, coluna cromatográfica (papel de filtro retangular), tetracloreto de carbono e sulfato de sódio. O tetracloreto de carbono, por ser composto de moléculas pequenas, conseguiu atravessar os poros do papel de filtro e com isso deslocar as moléculas e consequentemente os pigmentos existentes nas mesmas. A coloração amarela, característica dos carotenóides(os carotenóides são pigmentos amplamente distribuídos na natureza, encontrados em todos os tecidos

fotossintetizantes, fungos, bactérias, leveduras, algas,animais e também em partes não fotossintéticas de plantas,como frutas, flores, sementes e raízes) por ser formada de moléculas mais leves pôde ser translocada mais facilmente pelo tetracloreto e por isso ficou localizada na região superior da coluna. Já o pigmento verde, típico da clorofila(a clorofila é muito importante para a planta, pois capta a luz e a transforma em energia utilizada nas sínteses de oxigênio e compostos orgânicos) a, por ser constituído de moléculas um pouco mais pesadas, se concentraram na parte inferior (logo abaixo do amarelo) da coluna.

O sulfato de sódio (desidratante), reagente responsável por retirar a água contida no tetracloreto de carbono, ao ser adicionado neste composto, impediu que a molécula de água se deslocasse por entre os poros do papel de filtro. Assim, possibilitou uma maior nitidez na visualização e diferenciação dos pigmentos separados no processo de cromatografia em papel.

Conclusões

O experimentofoi eficiente porquea prática acima descrita foi realizada com sucesso, pois a técnica de cromatografia em papel possibilitou a separação e a identificação dos pigmentos presentes nas folhas do almeirão, dentre eles a clorofila a e os carotenóides.

Referências:

Disponível em http://br.geocities.com/chemicalnet/cromatografia.htm acesso em 29/05/2009.

Disponível em http://www.cienciamao.if.usp.br/tudo/exibir.php?midia=epc&cod=_oajudantedaclorofila acesso em 29/05/2009.

Disponível em http://www.rbcf.usp.br/Edicoes/Volumes/v39n4/PDF/v39n4p415-423.pdf acesso em 29/05/2009.

Comentários