MapInfo - Programa para Gestão da Informação Geográfica

MapInfo - Programa para Gestão da Informação Geográfica

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GGGGEOPROCESSAMENTO
Curso BáCurso Bá Curso Bá Curso Básico de MapInfosico de MapInfosico de MapInfosico de MapInfo
Vladimir Diniz: vladbh@terra.com.br
Christian Rezende: christianrf@gmail.com

Produção: Renata Hungari: renata_hungari@yahoo.com.br .

Geoprocessamento é o processamento de dados georreferenciados com objetivo de produzir um novo olhar sobre a realidade. O geoprocessamento engloba o Processamento Digital de Imagens, a Cartografia Digital e os Sistemas Informativos Geográficos - SIGs. A Cartografia Digital refere-se à captação, organização e desenho de mapas. Já o SIG refere-se à aquisição, manipulação, análise e apresentação dos dados georreferenciados.

Ao trabalhar com Geoprocessamento podemos utilizar três tipos de softwares: CADs,

SIGs e Desktop Mapping. Os CADs, como o Microstation e o Autocad, são softwares de desenho; capazes de fazer representações gráficas, usando diferentes camadas de desenho, cores e estilos. Os SIGs, como o Spring, são softwares de análise, manipulação e geração de dados, capazes de trabalhar com relações topológicas, ou seja, com estruturas geométricas que manipulam relações como vizinhança, pertinência e conexão. Já os Desktop Mapping ou Computer Mapping, como o Mapinfo, são softwares intermediários entre os CADs e os SIGs. Como todo Desktop Mapping, o Mapinfo é capaz de associar vetores (desenhos) a bancos de dados alfa – numéricos (tabelas). O Mapinfo, como outros Desktop Mappings, é capaz de responder basicamente às seguintes perguntas: “Em determinado lugar, quais são as características?” e “Tais características, onde estão localizadas?”. Desta forma, podemos utilizar o MapInfo para gerar diferentes formas de visualização de nossos dados, possibilitando a sua observação e análise de forma mais completa.

A principal característica do Mapinfo é sua capacidade de fazer associação entre dados alfanuméricos (tabulares) e vetoriais (desenho), permitindo a espacilização dos dados de um projeto, possibilitando, assim, novas análises. É muito utilizado para a geração de mapas temáticos, tornando–se uma poderosa ferramenta de análise e apresentação de dados e resultados.

O MapInfo é capaz de trabalhar com arquivos provindos da maioria dos softwares de banco de dados (acces, excel, oracle), abrindo-os diretamente. Também é capaz de trabalhar com arquivos vetoriais provindos de outro software, através da importação destes arquivos ou de sua conversão para formato MapInfo (*.tab).

O Mapinfo organiza seus dados em forma de tabelas. Cada tabela é um grupo de arquivos Mapinfo que constitui um mapa ou de banco de dados. Estes arquivos estão associados uns aos outros de forma que, para a leitura e manipulação do mapa ou banco de dados, é necessário que todos os arquivos Mapinfo estejam disponíveis. Os arquivos Mapinfo básicos e suas funções podem ser indicados como:

*.tab: descreve a estrutura da tabela, a organização e formato dos dados tabulares;

*.dat: contém os dados tabulares, o conteúdo de cada tabela. Caso vocês esteja trabalhando com arquivos provindos de outros softwares, sua tabela será composta pela junção do arquivo *.dat com o arquivo de origem, que pode ser *.xls, *.dbf, *tif, *.jpg, entre outros.

*.map: descreve objetos gráficos

*.id: arquivo que vincula os objetos gráficos (*.map) aos dados tabulares (*.dat).

O MapInfo trabalha com janelas de visualização, deste modo é possível escolher a forma de visualização de seus dados dentro do programa ou até mesmo não visualiza-los. Desta forma, pode-se optar por visualizar sua tabela na forma de mapa, listagem ou gráfico. Na janela de mapa é possível optar por visualizar duas ou mais tabela juntas. Também é possível ter uma tabela aberta no software sem visualiza-la. Como o Mapinfo trabalha com várias janelas de visualização, pode-se também optar por visualizar seus dados de maneiras diferentes em janelas paralelas.

É possível salvar a disposição destas janelas dentro software, bem como a forma de visualização de todas as janelas abertas, utilizamos o conceito de WORKSPACE. O WORKSPACE é um arquivo gerado pelo MapInfo capaz de salvar e recuperar a organização de seu ambiente de trabalho em um arquivo permanente (*.wor). O workspace salva a lista de todas as janelas que você está usando, o tamanho e a posição de cada janela na tela, e o estilo de visualização de cada tabela (como tipo e cor de linha, preenchimento, símbolos e caracteres). É importante ressaltar que:

O WORKSPACE não salva alterações realizadas nas tabelas, mas somente a forma de visualizar estas tabelas dentro do programa!

Alterações no nome de uma tabela que compõe um workspace poderão invalidar o arquivo, já que o workspace arquiva os nomes das tabelas. Alterando o nome de uma tabela, o workspace não conseguirá mais localizar o arquivo.

Para salvar um WORKSPACE basta ir ao menu FILE> SAVE WORKSPACE.

Visualização de Dados em Camadas

No Mapinfo como é possível visualizar mais de uma tabela em uma janela de mapas, podemos falar que o mapa construído nesta janela é um mapa em Camadas. Ou seja, é constituído por várias tabelas, cada uma compondo uma camada, que agrupadas compõem a layout geral do mapa. Imagine as camadas como sendo transparências colocadas umas sobre as outras. Cada camada contém diferentes informações, como por exemplo, arruamento, hidrografia, limites municipais, bairros, escolas. Cada informação está disposta em uma camada, sendo que elas podem ser visualizadas individualmente ou em conjunto.

O Mapinfo possui uma interface com usuário bastante amigável e para facilitar sua utilização distribui suas funções em MENUS bem distintos e auto-explicativos.

São 9 menus fixos (File, Edit, Tools, Objects, Querry, Table, Options, Window e Help) e 4 interativos (Browser, Map, Graph e Layout), que mudam de acordo com a forma de visualização dos dados empregada. Objetivando possibilitar o desenvolvimento das habilidades do usuário de utilizar o software, descreveremos aqui as funções de cada menu.

O Menu FILE, como na maioria dos Softwares é utilizado para criar, abrir, fechar e salvar arquivos, assim como para configurar a página e a impressão. Deve-se ressaltar que uma tabela só pode ser fechada através deste MENU. Pois ao se fechar uma janela de visualização, somente se deixa de visualizar a tabela, porém ela continuará aberta dentro do software. Também é importante lembrar as diversas formas que se tem de salvar arquivos no Mapinfo:

Save Table e Save Copy as são utilizados para se salvar tabelas; Save Workspace é utilizado para salvar a área de trabalho, ou seja, a organização das tabelas e janelas de visualização dentro do software, porém não salva modificações realizadas na própria tabela;

• Save Windows as é utilizado para se salvar uma janela como figura. É utilizado especialmente para a publicação dos mapas depois de prontos e com layout estruturado.

O menu EDIT também se relaciona muito com o que acontece em outros softwares. É nele que se faz edições como Copiar, Colar e Recortar, assim como em outros softwares. Pode-se também deletar, redesenhar ou criar novas linhas nas tabelas.

No menu TOOLS pode-se encontrar todas as ferramentas do MapInfo. Merecem destaque as ferramentas Universal Translator, Scalebar e GridMaker. Universal Translator é responsável por fazer a conversão de dados de outros softwares para arquivos de formato MapInfo (*.tab). Já Scalebar e GridMaker são responsáveis por confeccionar barra de escala e grid de coordenadas, respectivamente. Estas ferramentas podem ser encontradas em Tool Manager ou em Mapping Wizard Tool > Run Mapping Wizard Tool.

No menu OBJECTS podemos encontrar ferramentas para realizar a edição vetorial das tabelas.

O primeiro comando deste menu “Set Target” permite o uso de uma poderosa ferramenta de edição do Mapinfo,o Modelo de Edição por Alvo, que permite unir, separar, apagar objetos gráficos, e sobrepor.

Este modelo de edição por alvo permite a escolha de objetos do mapa como sendo alvo na edição, e então criar novos objetos que irão agir como formas que se sobrepõem ao alvo e executam as ações de edição neste alvo. Este modelo permite o uso de objetos da sua tabela ou de outras tabelas para criar novos objetos. Para definir um objeto como alvo basta seleciona-lo e clicar em “set target” no menu EDIT. Atenção: não se esqueça de que para fazer edições em um tabela, ela deve estar “editável” no Controle de Níveis”. A partir da definição de um alvo é possível realizar várias edições vetoriais, através da escolha de um objeto e uma ação modeladores do resultado.

Desta forma, pode –se escolher vários comandos. Dentre eles, estão descritos abaixo os mais utilizados:

Split: permite a divisão do objeto-alvo em objetos menores, utilizando um objetocutter como molde. Erase: permite deletar a área do objeto-alvo que está dentro dos limites do objetocutter; Erase Outside: permite deletar toda área do ojeto-alvo que está fora dos limites do objeto-cutter; Polyline Split: permite a divisão de uma polilinha em objetos polilinhas menores utilizando um objeto de corte. Overlay Nodes: permite a adição de nós aos objetos alvo (Target object) nos pontos onde estes fazem interseçâo com o objeto modelo de corte (Cutter Object).

Outras Edições que Não Exigem a Definição de um Objeto-alvo:

Combine: permite a união de dois ou mais objetos, com ou sem a união das informações contidas em suas tabelas. Buffer: permite a criação de uma região, cujo raio é possível determinar, ao redor de um objeto-alvo. Ao criar Buffer para mais de um objeto, deve-se escolher entre: 1) criar um único buffer para todos os objetos (opção One Buffer for All Objects); ou 2) criar um buffer para cada objeto (opção One Buffer for Each Object). Voronoi: permite a determinação de áreas de influência (realizada somente para elementos graficos do tipo PONTO), que podem ser determinadas tanto pela área que cada ponto ocupa ou pela utilização de uma das colunas de sua tabela. Smooth: Suaviza os contornos de uma polilinha, deixando-os mais arredondados; Convert to Regions: Converte polinhas em regiões, desde que o ponto inicial coincida com o final. Convert to Polyline: permite a conversão de regiões em polilinhas.

No menu QUERRY é que fazemos as buscas por nossas informações. Além do comando FIND, que localiza rapidamente qualquer palavra que queira1 , devemos nos

atentar também para os Comandos SELECT e SQL SELECT. O primeiro permite seleção por informações desejadas através da confecção de uma expressão de busca simples. Enquanto o segundo permite a seleção por informações desejadas através de uma consulta elabora em linguagem SQL. A consulta SQL depende maior conhecimento agregado para ser realizada, porém permite a exploração de mais resultados pelo usuário.

1 O comando FIND só pode ser utilizado para localizar tabelas indexadas.

O menu TABLE é onde podemos fazer alterações na estrutura de nossa tabela, no seu conteúdo ou espacialização. O principais comandos deset Menu são:

Update Column: permite a atualização das colunas de um tabela através de dados contidos em outras tabelas ou de operações com dados da própria tabela, como por exemplo, a área ocupada por sua representação vetorial ou sua localização geográfica.

Append Rows to Table: Permite acrescentar linhas a uma tabela. Estas linhas podem estar vazias ou podem conter informações provindas de outra tabela.2

Geocode: permite atribuir localização geográfica (coordenadas XY) a dados de uma tabela comparando as informações de sua base de dados com informações em uma outra tabela já georreferenciada.

Create Points: permite a criação de pontos no mapa a partir de coordenadas geográficas (lat /long) presentes nos campos da tabela.

Combine Objects Using Column: Permite a união de objetos de uma tabela através de dados comuns em uma coluna. Ex: em uma tabela que contém todos os municípios do Brasil, pode-se agregar aqueles que pertencem ao mesmo estado.

Import: permite a importação de dados para uma tabela MapInfo. Merece destaque a importação de dados vetoriais através de arquivos de inertcâmbio entre softwares (*.dfx e *.mif)

Export: permite a exportação de dados MapInfo para outros softwares.

Merecem destaque, além dos arquivos de intercâmbio de dados vetoriais entre softwares (*.dfx e .mif), os arquivos do tipo texto (*.txt) e de banco de dados (*dbf)

Maintenence: permite fazer alterações na estrutura da tabela, como renomear, compactar, ou até mesmo acrescentar, modificar ou suprimir campos, e mudar projeção e datum.

Raster: possui ferramentas para se trabalhar uma imagem, tanto sua visualização (brilho e contraste) como sua posição geográfica (georreferenciamento).

2 Desde que as tabelas possuam colunas em comum.

No menu OPTIONS, pode-se escolher a s preferências de visualização das informações no MapInfo. É possível escolher dados como o estilo dos objetos gráficos apresentados, além do sistema de coordenadas exibido na janela do mapa. Outras preferências podem ser editadas neste menu, tais como preferências de impressão, configuração da legenda, etc.

No menu WINDOW, controla-se as janelas de visualização dentro do programa. Pode-se criar novas janelas de Mapa, Listagem, Gráfico ou Layout. Também se pode manipular as janelas já abertas no software e controlar a disposição delas no programa.

No menu HELP, podemos obter ajuda para manusear o software.

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