Custos empresariais

Custos empresariais

(Parte 6 de 8)

Este método não é aceito pelo fisco, pois estamos levando despesas a resultado, que deveriam permanecer em estoque(parcela do Custo Fixo dos Produtos não Vendidos), fazendo com que o lucro do período seja reduzido, baixando assim a base de cálculo do IR.

8.1.3. Os Custos fixos e variáveis

Por sua natureza, os custos fixos existem independente da produção ou não de determinado produto, custando assim, para que a empresa possa operar e ter a sua capacidade instalada, do que para produzir uma unidade a mais de determinado produto, os custos fixos são na maioria das vezes, distribuídos através de bases de rateio, que na sua maioria das vezes, não são vinculados efetivamente a cada produto, onde na maioria das vezes penaliza determinado produto e beneficia outro, por isto, com a utilização somente do custo variável, que podem ser alocados diretamente aos produtos, não estaremos penalizando determinado produto e beneficiando outro, indo a totalidade dos custos fixos como despesas do período, e para os estoques, somente os custos variáveis.

8.2.4 Margem de Contribuição

Margem de contribuição é a diferença entre as receitas e os custos diretos variáveis identificados a um produto. Podemos dizer ainda que a margem de contribuição destina-se a mostrar quanto da receita direta de venda foi absorvido, depois de deduzidos os custos e as despesas variáveis de fabricação, para cobrir os custos fixos. As receitas tem de estar diretamente ligados ao segmento. Os custos e as despesas devem ser diretamente identificados a esse segmento e variáveis em relação ao parâmetro escolhido como base e representativo da atividade desse segmento.

8.1.5. Custo dos Estoques

Como por este método de custeio, todos os custos fixos, são considerados como despesa do período, o custo dos estoques será somente a parcela do custo variável unitário, multiplicado pelas quantidades físicas existentes nos estoques.

Considerando o exemplo acima, onde temos o custo total de cada Produto, e que foram vendidas 1000 unidades de cada, e permaneceram em estoque, 500 unidades de produtos acabados de cada, teremos:

Custo / Produtos

"Custo Total de A" $

"Custo Total de B" $

Custo Total $

Mão-de-Obra-Direta

2.000,00

3.000,00

5.000,00

Matéria-Prima

7.000,00

4.000,00

11.000,00

Custo Variável Total

9.000,00

7.000,00

16.000,00

Custo / Produtos

Custo Unitário de A $

Custo Unitário de B $

Mão-de-Obra-Direta

2,00

3,00

Matéria-Prima

7,00

4,00

Custo Unitário Variável

9,00

7,00

Custo / Produtos

Custo / Estoques de A

Custo / Estoques de B

Custo Unitário Variável

9,00

7,00

Quantidade fisica em Estoque

500

500

Valor dos Estoques Finais

4.500,00

3.500,00

8.1.6. Casos Práticos

8.2. CUSTEIO POR ABSORÇÃO

8.2.1. Características

Custeio por absorção é aquele que faz agregar ao custo dos produtos todos os custos da área de fabricação, sejam esses custos definidos como custos diretos ou indiretos, fixos ou variáveis, de estrutura ou operacionais. O próprio nome do critério é revelador dessa particularidade, ou seja, o procedimento é fazer com que cada produto ou produção absorva parcela dos custos diretos e indiretos, relacionados à fabricação.

8.2.2. A legislação brasileira e o custeio por absorção

Cabe ressaltar que no Brasil, o método de custeio por absorção é amplamente aceito. E somente esse método pode ser utilizado para fins do Custo de fabricação, conforme determina a legislação do Imposto sobre a Renda. Complementando essa afirmação, este método é o único aceito pela Auditoria Externa, porque atende aos Princípios Contábeis da Realização da Receita, da Competência e da Confrontação.

Apesar de não ser totalmente lógico e de muitas vezes falhar como instrumento gerencial, é aceito para fins de avaliação de estoques (para apuração do resultado e para o próprio balanço). O custeio por absorção consiste na apuração de todos os custos, fixos e variáveis, à produção do período. Os gastos que não pertencem ao processo produtivo (despesas) são excluídas.

A distinção principal no custeio por absorção é entre custos e despesas. A separação é importante porque as despesas são jogadas imediatamente contra o resultado do período, e tratamento idêntico só recebem os custos dos produtos vendidos. Já os custos dos produtos em elaboração e os custos dos produtos acabados e não vendidos devem ser considerados nos estoques destes produtos.

8.2.3. Custo Unitário

A empresa Beta possui uma estrutura de custos fixos de $ 30.000,00 (custos diretos e indiretos), sendo estes rateados proporcionalmente à mão-de-obra direta dos dois produtos A e B, ande a quantidade vendida de cada produtos foram de 1000 unidades, teremos:

Produtos

"A" $

"B" $

Total $

Mão-de-Obra-Direta

2.000,00

3.000,00

5.000,00

Matéria-Prima

7.000,00

4.000,00

11.000,00

Total dos Custos Variáveis

9.000,00

7.000,00

16.000,00

Custos Fixos Totais

30.000,00

Método de Rateio = Total dos Custos Fixos

Total da Mão-de-Obra Direta

Rateio = 30.000,00 = R$ 6,00

5.000,00

Produto A Produto B

MOD x R$ Rateio MOD x R$ Rateio

2.000 x 6,00 3.000 x 6,00

R$ 12.000,00 R$ 18.000,00

Ficando então:

Produtos

"A" R$

"B" R$

Total R$

Mão-de-Obra-Direta

2.000,00

3.000,00

5.000,00

Matéria-Prima

7.000,00

4.000,00

11.000,00

Custos Fixos (Diretos e Indiretos)

12.000,00

18.000,00

30.000,00

Custo Total

21.000,00

25.000,00

46.000,00

Quantidade Vendida

1.000

1.000

Custo Unitário

21,00

25,00

8.2.4. Custo dos Estoques

Como por este método de custeio, devemos apropriar os custos fixos aos produtos, o custo dos estoques será a parcela do custo variável unitário adicionado a parcela do custo fixo unitário, multiplicado pelas quantidades físicas existentes nos estoques.

Considerando o exemplo acima, onde temos o custo unitário de cada Produto, e permaneceram em estoque, 500 unidades de produtos acabados de cada, teremos:

Produtos

"A" R$

"B" R$

Total R$

Mão-de-Obra-Direta

2.000,00

3.000,00

5.000,00

Matéria-Prima

7.000,00

4.000,00

11.000,00

Custos Fixos (Diretos e Indiretos)

12.000,00

18.000,00

30.000,00

Custo Total

21.000,00

25.000,00

46.000,00

Quantidade Vendida

1.000

1.000

Custo Unitário Total

21,00

25,00

Custo / Produtos

Custo / Estoques de A

Custo / Estoques de B

Custo Unitário Total

21,00

25,00

Quantidade fisica em Estoque

500

500

Valor dos Estoques Finais

10.500,00

12.500,00

8.2.5. Comparação entre custeio variável e custeio por absorção

Segue algumas diferenças e semelhanças entre os dois métodos de custeio (Absorção X Variável):

Custeio Direto (Variável)

Custeio por Absorção

1. Classifica os custos em fixos e variáveis.

1. Não há a preocupação por esta classificação.

2. Classifica os custos em diretos e indiretos.

2. Também classifica os custos em diretos e indiretos.

3. Debita ao segmento, cujo custo está sendo apurado, apenas os custos que são diretos ao segmento e veriáveis em relação ao parâmetro escolhido como base.

3. Debita ao segmento cujo custo está sendo apurado os seus custos diretos e também os custos indiretos através de uma taxa de absorção.

4. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de vendas.

4. Os resultados apresentados sofrem influência direta do volume de produção.

5. É um critério administrativo, gerencial, interno.

5. É um critério legal, fiscal, externo.

6. Aparentemente sua filosofia básica contraria os preceitos geralmente aceitos de Contabilidade, principalmente os fundamentos do "regime de competência".

6. Aparentemente, sua filosofia básica alia-se aos preceitos contábeis geralmente aceitos, principalmente aos fundamentos do regime "regime de competência".

7. Apresenta a Contribuição Marginal – diferença entre as receitas e os custos diretos e variáveis do segmento estudado.

7. Apresenta a Margem operacional - diferença entre as receitas e os custos diretos e indiretos do segmento estudado.

8. O custeamento variável destina-se a auxiliar, sobretudo, a gerência no processo de planejamento e de tomada de decisões.

8. O custeamento por absorção destina-se a auxiliar a gerência no processo de determinação da rentabilidade e de avaliação patrimonial.

9. Como o custeio variável trata dos custos diretos e variáveis de determinado segmento, o controle da absorção dos custos da capacidade ociosa não é bem explorado.

9. Como o custeio por absorção trata dos custos diretos e indiretos de determinado segmento sem cogitar de perquerir se os custos são variáveis ou fixos, apresenta melhor visão para o controle da absorção dos custos da capacidade ociosa.

8.2.6. Casos Práticos

8.3. COMPARAÇÃO CUSTEIO DIRETO X ABSORÇÃO

8.3.1 Casos Práticos

8.3. CUSTO PADRÃO

8.3.1 Conceito

Custo padrão é o custo estimado, isto é, calculado antes mesmo de iniciar o processo produtivo. É um custo estabelecido pela empresa como meta para os produtos de sua linha de fabricação, levando em consideração as características tecnológicas do processo produtivo de cada um, a quantidade e os preços dos insumos necessários para a produção e o respectivo volume desta. Quanto maior for o detalhamento do padrão em relação a cada elemento componente do custo, melhores resultados serão obtidos. A mais eficaz forma de se controlar custo é a partir da institucionalização do custo-padrão, que tanto pode ser usado com o absorção como com o variável.

8.3.2. Tipo de Custo Padão e Finalidade

Podemos mostrar três tipos de custo-padrão:

Ideal;

Estimado;

Corrente.

  • Custo-Padrão Ideal

É um custo determinado da forma mais científica possível pela Engenharia de Produção da empresa, dentro de condições ideais de qualidade dos materiais, de eficiência da mão-de-obra, com o mínimo de desperdício de todos os insumos envolvidos. Pode ser considerado como uma meta de longo prazo da empresa. Entretanto, a curto prazo, por existirem na prática deficiências no uso e na qualidade dos insumos, apresenta muita dificuldade de ser alcançado.

  • Custo-Padrão Estimado

Custo-padrão estimado é aquele determinado simplesmente através de uma projeção, para o futuro, de uma média dos custos observados no passado, sem qualquer preocupação de avaliar se ocorrerem ineficiência na produção, por exemplo, se o nível de desperdício dos materiais poderia ser diminuído, se a produtividade da mão-de-obra poderia ser melhorada, se os preços pagos pelos insumos poderiam ser menores.

  • Custo-Padrão Corrente

Para fixar o custo-padrão corrente, a empresa deve proceder a estudos para uma avaliação da eficiência da produção. Ao contrário do ideal, ele leva em consideração as deficiências que reconhecidamente existem mas que não podem ser sanadas pela empresa, pelo menos a curto e médio prazos, tais como às relativas a materiais comprados de terceiros, inexistência de mão-de-obra especializada. O custo-padrão corrente pode ser considerado como um objetivo de curto e médio prazo da empresa e é o mais adequado para fins de controle.

  • Finalidade do Custo-Padrão

A finalidade do custo-padrão é o controle dos custos, e para tal o custo-padrão corrente é mais eficiente que os demais, já que obriga a levantamentos que irão em confronto posterior com a realidade, apontar ineficiência e defeitos na linha de produção.

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