Custos empresariais

Custos empresariais

(Parte 7 de 8)

O principal objetivo do custo-padrão é fixar uma base de comparação entre o que ocorreu de custo (custo real) e o que deveria ter ocorrido (custo ideal).

O custo-padrão não é uma outra forma de contabilização de custos (como absorção e direto), mas sim um coadjuvante. A instalação do custo-padrão não significa a eliminação de custos a valores reais incorridos (custo real); pelo contrário, só se torna eficaz na medida em que exista um custo real, para se extrair, da comparação de ambos, as divergências existentes. O custo-padrão é uma base de comparação como o custo real.

Desta forma, o custo-padrão não elimina o real, nem diminui sua tarefa; aliás, a implantação do padrão só pode ser bem sucedida onde já exista um bom sistema de custo real (quer absorção, quer direto ou qualquer combinação entre eles).

Uma outra finalidade do custo-padrão é o desafio para atingir as metas do padrão corrente. Para tal é importante a participação dos responsáveis pela produção, para que seja definido as metas do padrão corrente, pois se forem estabelecidas pelo padrão ideal, já se saberá de antemão que o valor é inatingível, que todo e qualquer esforço jamais culminará na satisfação máxima de objetivos alcançados, e poderá haver a criação de um espírito psicológico individual e coletivo amplamente desfavorável.

O sucesso da utilização do custo-padrão vai depender do grau de seriedade que a empresa der à localização e saneamento das diferenças entre o padrão e o real. E disso precisa o mais alto escalão estar consciente e disposto a disseminar aos níveis inferiores.

8.3.3 Fixação do Padrão e Orçamento

A fixação final do custo-padrão de cada bem ou serviço produzidos depende de um trabalho conjunto entre a Engenharia de Produção e a Contabilidade de Custos, pois aquela é responsável pela determinação das quantidades físicas de horas de mão-de-obra, de máquina, de energia, de materiais, etc, e esta pela transformação em valores financeiros.

O custo padrão é de grande utilidade na determinação dos orçamentos e dos preços de venda dos produtos antes de se efetivar sua produção.

O custo-padrão não deixa de ser uma espécie de orçamento, apenas que tende a forçar o desempenho da produção por ser normalmente fixado com base na suposição de melhoria de aproveitamento dos fatores de produção.

Por essa razão, custo-padrão e orçamento estão intimamente ligados. Inclusive, existente o custo-padrão, fácil se torna a elaboração do orçamento da parte relativa à produção, bastando apenas a definição dos volumes de vendas. Assim, o custo-padrão pode servir também como elemento de base para a elaboração daquela peça de controle global tão importante: o orçamento.

Cabe entretanto, a ressalva de que essa validade existe na hipótese de se usar o custo-padrão corrente, já que o ideal não se presta a esse tipo de ligação. Cabe também o alerta de que é necessário não se tornar o valor do custo-padrão como totalmente válido para elaboração de orçamentos de preços de vendas, já que ele tende a ser sempre um pouco rigoroso; as naturais imperfeições, ineficiência e fatos imprevistos do processo produtivo provavelmente sempre farão com que o custo real seja superior ao padrão fixado.

8.4.4. Variações de Quantidades, Preço e Custo

Variações do Material Direto:

  1. Quantidades:

É a variação no número de unidades produzidas, ou seja, a diferença entre a quantidade real utilizada e a quantidade padrão estabelecida.

  1. Preço:

É a variação que ocorre quando as matérias primas são adquiridas a preços diferentes dos padrões estabelecidos.

Exemplo:

Variações da Mão de Obra Direta:

  1. Tempo de Produção:

É a variação na quantidade de mão de obra aplicada a cada unidade produzida, o que podemos chamar de Variação de eficiência, ou seja, é a diferença entre o tempo real de produção e o tempo padrão estabelecido.

  1. Custo Hora de Mão de Obra ou Taxa de Mão de Obra Direta:

É a variação no Custo da Hora de Mão de Obra, ou das Taxas de Mão de Obra, aplicadas na produção, ou seja, a diferença entre o Custo da Hora Real de produção, e o Custo da Hora Padrão estabelecida.

Exemplo:

Variações dos Gastos Gerais de Fabricação:

As Variações dos Gastos Gerais de Fabricação, que pode ser, medido em unidades, horas de mão de obra direta, horas máquinas, etc... A separação dos gastos por Centro de Custo é de suma importância, para uma correta avaliação dos Gastos Gerais, inclusive separando entre os gastos entre fixos e variáveis.

Exemplo:

8.3.5. Casos Práticos

FALTA

8.4. CUSTEIO BASEADO EM ATIVIDADES - “ABC”

8.4.1. Importância

O Custeio Baseado em atividades, conhecido como ABC (Activity-Based Costing), é pode ser conceituado como uma metodologia de custeio que procura reduzir sensivelmente as distorções provocadas pelo rateio arbitrário dos custos indiretos.

O ABC pode ser aplicado, também, aos custos diretos, principalmente à mão-de-obra, e é recomendável que o seja; mas não haverá, neste caso, diferenças significativas em relação aos chamados “sistemas tradicionais”. A diferença fundamental está no tratamento dado aos custos indiretos.

8.4.2. Características

No custeio ABC, as atividades são o foco do processo, a ênfase está nos fatores que realmente são geridos. Os custos são investigados para podermos relacionar as atividades aos produtos, com base na demanda por atividades pelo produto durante o processo de produção.

Uma atividade é uma combinação de recursos humanos, materiais, tecnológicos e financeiros para se produzirem bens ou serviços. É composta por um conjunto de tarefas necessárias ao seu desempenho. As atividades são necessárias para a concretização de um processo, que é uma cadeia de atividades correlatadas, inter-relacionadas.

Os principais objetivos da implantação de um sistema de gerenciamento de custos com base nas atividades (ABC), estão relacionadas com facilidade e precisão que a administração terá para:

  • Apurar e controlar seus custos reais de produção e principalmente, os custos indiretos de fabricação;

  • Identificar e mensurar os custos da não qualidade (falhas internas e externas, prevenção, avaliação, etc.);

  • Levantar informações sobre as oportunidades para eliminar desperdícios e aperfeiçoar atividades;

  • Eliminar/reduzir atividades que não agregam ao produto um valor percebido pelo cliente;

  • Identificar os produtos e clientes mais lucrativos;

  • Melhorar substancialmente sua base de informações para tomada de decisões;

Seja qual for a vantagem competitiva que a empresa pretenda criar e sustentar, a gestão de cadeia de valor é fundamental, uma vez que permite identificar as atividades estrategicamente relevantes. Usando a cadeia de valor, não só se torna visível o peso dos custos de produção da empresa no valor final dos custos para o comprador, como se reconhece que as diversas atividades não são independentes, mas interdependentes.

8.4.3. Identificação das Atividades

Num departamento são executadas atividades homogêneas. Assim, o primeiro passo, para o custeio ABC, é identificar as atividades relevantes dentro de cada departamento.

a) Atribuição de custos às atividades:

  • custo de uma atividade compreende todos os sacrifícios de recursos necessários para desempenhá-la. Deve incluir salários com os respectivos encargos sociais, materiais, depreciação, energia, uso de instalações, etc.

b) Identificação e seleção dos direcionadores de custos:

  • Direcionador de custos é o fator que determina a ocorrência de uma atividade. Como as atividades exigem recursos para serem realizadas, deduz-se que o direcionador é a verdadeira causa dos custos.; Portanto o direcionador de custos deve refletir a causa básica da atividade, consequentemente, da existência de seus custos.

c) Atribuindo custos às atividades:

  • Para custear as atividades, devemos alocar a elas parte de cada custo indireto dos departamentos, utilizando-nos dos “direcionadores de recursos”, como o aluguel, Energia Elétrica, Salários, Depreciação, entre outros.

d) Atribuição dos custos das atividades aos produtos:

  • Uma vez identificadas as atividades relevantes, seus direcionadores de recursos e respectivo custos, a próxima etapa é custear os produtos. Para tanto é necessário o levantamento da qualidade e quantidade de ocorrência dos direcionadores de atividades por período e por produto.

8.4.4. Custeando Produtos e Processos

FALTA

8.4.5. Casos Práticos

FALTA

9. PREÇO DE VENDA: QUANDO COMPRAR OU PRODUZIR–REVER PRATICA

A apuração dos custos dentro de uma empresa deve não só se prestar para o seu registro contábil, mas também para auxiliar os seus dirigentes na tarefa de decidir sobre:

Quando é melhor comprar ou produzir? Quando parar a fabricação de um produto ou aumentar a de outro? Entre outras questões.

9.1. Fixação do Preço de Venda – Mark Up

FALTA

9.2. Quando Comprar ou Produzir

Suponhamos que uma empresa esteja produzindo determinado componente que usa na elaboração de um certo produto. Apropria ela os custos indiretos à base de hora-máquina às 700 unidades que fabrica (tanto de componente como de produto); são eles todos fixos. Dados de custos:

Componente:

Material e Mão-de-Obra diretos: R$ 88,00/un.

Custos Indiretos de Produção: R$ 150.000,00/2.200 hm X 0,5 hm/un. = R$ 34,09/un.

Custo Unitário Total: R$ 88,00 + R$ 34,09 = R$ 122,09

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