OSCAR NIEMEYER:vida e obra

OSCAR NIEMEYER:vida e obra

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A ARQUITETURA MODERNA DE OSCAR NIEMEYER

Camila Nicoli de Abreu (*);

Dayverson Marily (*);

José Ronaldo Ramos (*);

Morgana Moreschi (*);

(*) Alunos do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal do Espírito Santo – Ufes, Vitória, ES.

Resumo

Objetivo: Analisar a arquitetura de Oscar Niemeyer e sua evolução é o principal objetivo deste artigo. Aliado a este, apresentar a biografia do arquiteto e as singularidades de seu trabalho, bem como analisar brevemente as seguintes obras: Brasília, Conjunto Arquitetônico da Pampulha e Museu Oscar Niemeyer. Justificativa: Estudar a obra de Niemeyer e entender sua concepção e sua evolução ao longo dos mais de 70 anos de trabalho é importante por se tratar de projetos que revelam formas inovadoras no conceito estrutural e arquitetônico. Método: A análise do trabalho de Niemeyer começa pelo resumo de sua biografia, ressaltando momentos que marcaram a vida e obra deste arquiteto, os prêmios conquistados, e os aspectos que o tornaram tão importante arquiteto. Após isso, serão discutidas as peculiaridades gerais dos projetos de Niemeyer e, especificamente, sobre as obras de Brasília, Pampulha e Museu Oscar Niemeyer. Resultados: O trabalho de Niemeyer apresenta um estilo próprio que une personalidade e ousadia; sua vida é repleta de projetos que entraram para história da arquitetura. Suas obras deixaram marcas e hoje são influência e inspiração para todos os arquitetos.

1.BIOGRAFIA

Autor de obras nas casas dos três dígitos, e filho de Oscar de Niemeyer Soares e Delfina Ribeiro de Almeida, Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, em 1907. Aos 21 anos, se casa com Annita Baldo, filha de imigrantes italianos da província de Pádua e conclui o ensino secundário. Após o casamento, diante da responsabilidade que havia assumido, começa a trabalhar e resolve retomar os estudos. Começou, então, a trabalhar na oficina tipográfica do pai e ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde forma-se, em 1934, como Engenheiro Arquiteto.

Nesse período, freqüenta o escritório de Lucio Costa. Em 1936, integra a comissão formada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, sob supervisão de Le Corbusier, a quem assiste, como desenhista, durante sua estada de três semanas na cidade. A influência corbusiana é notável nas primeiras obras de Niemeyer. Porém, pouco a pouco o arquiteto adquire sua marca: a leveza das formas curvas cria os espaços que transformam o programa arquitetural em ambientes inusitados; portanto, harmonia, graça e elegância são os adjetivos mais apropriados para o trabalho de Oscar Niemeyer. Ele foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado.

Entre 1940 e 1944, projeta, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, o conjunto arquitetônico da Pampulha, que se configura um marco de sua obra.

A luta política é uma das questões que sempre marcaram a vida e obra do arquiteto. Em 1945 ingressou no Partido Comunista Brasileiro, do qual viria a desligar-se em 1990, junto com Luiz Carlos Prestes de quem tornou-se amigo e colaborado de sua manutenção, já que Luiz Carlos Prestes não dispunha de renda própria na velhice.

Em 1947, é convidado pela ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo.

Viajou pela primeira vez à Europa em 1954, quando participou do projeto para reconstrução de Berlim. No ano seguinte, fundou a revista "Módulo", no Rio de Janeiro, e assumiu a chefia do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da NOVACAP, empresa encarregada da construção de Brasília. Em 1956 foi encarregado de organizar o concurso para a escolha do Plano-piloto de Brasília, participando também da comissão julgadora.

Em 1962 foi nomeado coordenador da Escola de Arquitetura da recém criada Universidade de Brasília – UnB. Em 1964, foi surpreendido em Israel pela notícia do golpe militar de 31 de março no Brasil. Ao retornar ao país, em novembro, foi chamado a depor no famigerado DOPS - Departamento de Ordem Política e Social, um dos principais órgãos de repressão política da ditadura militar. Em 1965 retirou-se da Universidade de Brasília com mais 200 professores, em protesto contra a política universitária. Dois anos depois, impedido de trabalhar no Brasil decide instalar-se em Paris, onde projetou a sede do Partido Comunista Francês, em 1967, além de projetos na Itália (sede da Editora Mondadori) e na Argélia (Universidade de Constantine, Mesquita de Argel), ambos em 1968.

No início da década de 1980, com o abrandamento ou distensão política da ditadura militar, a chamada "abertura lenta, segura e gradual", Oscar Niemeyer voltou ao Brasil. Em 1980 mesmo, projetou o Memorial Juscelino Kubitschek em Brasília. Quatro anos depois, sob o governo de Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, projetou o Sambódromo. Em 1987, o Memorial da América Latina em São Paulo.

Ainda em 1991, com 84 anos, projetou o Museu de Arte Contemporânea de Niterói e ao longo dos dez anos finais do século 20 criou várias outras obras importantes. Não interrompeu seu trabalho nos primeiros oito anos do século 21, desenvolvendo projetos no Brasil, em Oslo (Noruega), em Moscou e em Londres. Mantém-se produtivo e lúcido.

Em 2007 presenteou Fidel Castro com uma escultura de caráter antiamericano: uma figura monstruosa ameaçando um homem que se defende empunhando uma bandeira de Cuba. Em seu discurso de 2007, onde Fidel fala em aposentadoria, faz referência ao amigo Niemeyer: "Penso como (o arquiteto brasileiro Oscar) Niemeyer, que se deve ser conseqüente até o final". Esta frase foi repetida em sua carta de renúncia de 18 de fevereiro de 2008.

Em 2007, foi lançado o documentário sobre vida e obra de Oscar Niemeyer, A vida é um sopro, com direção e roteiro de Fabiano Maciel. Em 2009, já com 101 anos, Niemeyer passou por complicações de saúde, e passou por cirurgias na região abdominal.

Niemeyer tem somente uma filha, Anna Maria Niemeyer, que lhe deu cinco netos, treze bisnetos e quatro trinetos. Viúvo desde 2004, Niemeyer em novembro de 2006, casou-se com sua secretária, Vera Lúcia Cabreira, de 60 anos.

Ao longo de sua carreira recebeu diversos prêmios e condecorações como: Prêmio Lênin Internacional – URSS, 1963; Prêmio Benito Juarez do Centenário da Revolução Mexicana, 1968; Medalha do Conselho Artístico da Unesco, 1980; Medalha do Porto Oceânico de Le Havre – França, 1982; Prêmio Roma-Brasília - Cidade da Paz, da Prefeitura de Roma, 1985; Medalha Rodrigo Melo Franco de Andrade da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 1987; Prêmio Pritzker de Arquitetura – Chicago, 1988; Medalha do Colégio de Arquitetos de Catalunha, Barcelona, Espanha, em cerimônia realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1990; Insígnia da Ordem do Mérito Cultural no Brasil, 1995; Ordem José Marti, outorgado pelo governo da República de Cuba, 1997 e a Royal Gold Medal do Royal Institute of British Architects – RIBA, 1998. Em 1989, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Lucas - RJ, Brasil, dedicou seu enredo ao arquiteto.Entre os títulos adquiridos pelo conjunto de sua obra, destacam-se: Membro Honorário do Instituto Americano de Arquitetos dos Estados Unidos, 1963; Comendador da Ordem do Infante D. Henrique – Portugal, 1975; Oficial da Ordem da Legião de Honra da França, 1979; Membro Honorário da Academia de Artes da União Soviética, 1982; Comendador da Ordem das Artes e das Letras – França, 1982; Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Brasília, 1985; Virtuoso da Pontifícia Insigne Academia Artística, 1985; Membro Honorário do Real Instituto dos Arquitetos Britânicos, 1999; Cavaleiro Comendador da Ordem de São Gregório Magno, Vaticano – Itália, 1990 e o diploma de Honra ao Mérito outorgado pela Associação de Arquitetos do Reino Unido, 1997.Niemeyer é, ainda, Doutor Honoris Causa do Centro de Pesquisa e Ensino de Arquitetura da Alemanha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Universidade de Braz Cubas, em São Paulo, da Universidade de São Paulo e da Universidade de Minas Gerais.

Dada a preferência pelo concreto armado e o desenvolvimento das inúmeras possibilidades fornecidas pelo mesmo, as obras de Niemeyer contaram com a fundamental parceria dos engenheiros Joaquim Cardozo (1897-1978) e José Carlos Sussekind (1947), sendo o primeiro responsável pelo cálculo da maioria das obras da construção de Brasília e o segundo pelas obras da década de 70 até a atualidade. Juntos, Oscar Niemeyer e José Carlos Sussekind publicaram em 2002 o livro Conversa de Amigos - Correspondência entre Oscar Niemeyer e José Carlos Sussekind, uma coletânea das cartas trocadas entre os amigos desde março de 2001 até o início de 2002, onde falam de assuntos diversos: desde arquitetura e engenharia à literatura, filosofia e atualidade política.

Entre seus projetos atuais está o "Caminho Niemeyer", idealizado pelo prefeito da cidade de Niterói, Jorge Roberto Silveira, que começará num terreno ao lado da Estação das Barcas, no Centro, e terminará no Museu de Arte Contemporânea, também projetado por Niemeyer, na praia da Boa Viagem. O complexo terá sete construções públicas, seis particulares e uma série de esculturas do arquiteto, que ficarão permanentemente a céu aberto.

2.A ARQUITETURA DE NIEMEYER

A arquitetura de Oscar Niemeyer contém um ideário de intenções e desejos compreendidos em um processo reflexivo que já perdura há sete décadas. Suas obras idealizadas já superaram a barreira dos três dígitos, mas certamente, o mérito de Niemeyer não reside na quantidade de projetos, mas na capacidade de criar beleza a partir de um método de trabalho absolutamente racional, metódico e obstinado.

É costume, até do próprio Niemeyer, dividir sua produção entre obras que vão de Pampulha a Brasília como um primeiro período, e a produção posterior à da capital como um segundo. A produção do arquiteto iniciou-se em 1935, ano em que se graduou na Escola Nacional de Belas Artes, e com certeza suas obras dos anos 1950 apresentam algumas diferenças em relação às dos anos 40. Pode-se dizer então que suas obras não se iniciaram em Pampulha, em 1941, nem esteve inerte o pensamento do arquiteto ao longo dos 15 anos de trabalho que compunham esta primeira fase.

Seus primeiros trabalhos, de 1935 e 1936 – anteriores ao contato pessoal com Lê Corbusier - caracterizam-se precisamente por uma leitura habilidosa, ainda que restrita, dos princípios do suíço, concretizadas na Obra do Berço (1935), e apenas projetadas na Residência Henrique Xavier, mostrada em croqui na Figura 1, e Residência Oswald de Andrade, obras estas onde se vê a clara expressão do concreto armado deslocado dos fechamentos – agora envidraçados – como o uso de terraço jardim, janelas em fita e mesmo das mediterrâneas abóbadas das Maisons Jaoul e do impluvium da Residência Errazuriz, no Chile.

Figura 1. Croqui da Residência Henrique Xavier (1936), Rio de Janeiro. 1

Nesta primeira fase do arquiteto, pode-se, no entanto, dizer que foi consagrada com a construção da Pampulha, em Belo Horizonte, MG. Além das pesquisas formais – que constituem a base de toda a sua obra – nesta fase, Niemeyer teve a oportunidade de trabalhar com a escala urbanística de São Paulo e passou pelas primeiras experiências no exterior (em Nova York, com a construção da sede da ONU, mostrada na Figura 2, e o Pavilhão do Brasil). E também atuou na implantação de novas construções no tecido histórico de cidades como Ouro Preto e Diamantina.

Figura 2. Sede da ONU. 2

Prosseguindo com a análise das fases do arquiteto, vê-se que sua arquitetura torna-se oficial em Brasília. A nova capital materializa, com seus palácios e edifícios, um desejo de modernidade que fazia parte de um grupo da elite política, econômica e cultural do país. Nessa fase, Niemeyer é influenciado pelas arcadas das grandes construções da humanidade. No entanto, além dos projetos ícones como o Palácio do Itamaraty, da Alvorada e do Planalto, existe uma obra, menos conhecida, mas não menos importante: o módulo residencial, exemplificados pelas superquadras 107 e 108 Sul, construídas para abrigar os funcionários vindos do Rio de Janeiro. Nele, o arquiteto estabeleceu o exemplo a ser seguido por outros profissionais de arquitetura. Nestas superquadras 107/108, além das lâminas de apartamentos, ele criou a igreja, a escola e o cinema, ver Figura 3.

Figura 3. Apartamentos nas superquadras de Niemeyer e a área verde livre ao redor. 3

Mais informações sobre as superquadras serão dadas a seguir, quando será discutido mais detalhadamente o projeto de Brasília neste artigo.

Houve o golpe militar no Brasil em 1964 e a partir deste momento, o arquiteto passou a enfrentar dificuldades para realizar seu trabalho. Com o aumento da demanda de projetos no exterior, e depois que os militares no poder recusam sua proposta para o aeroporto da capital federal, ele radicalmente parte para o auto-exílio na Europa. Seu escritório ficou baseado em Paris e com isso continuou projetando, principalmente para paises como França, Argélia, Itália e Israel. Alguns dos edifícios projetados nesta época são muito conhecidos: a sede do Partido Comunista Francês (ver Figura 4), as instalações da editora Mondadori e a Universidade de Constantine, na Argélia (ver Figura 5). Alguns foram pouco divulgados como o conjunto de hotel e cassino na ilha da Madeira, em Portugal.

Figura 4. Sede do Partido Comunista Francês. 4

Figura 5. Universidade de Constantine, Argélia. 5

Retornando ao Brasil, já no regime democrático, Niemeyer retoma seus projetos em solo brasileiro. São simbólicos seus trabalhos recentes em Brasília, como o Memorial JK e o Panteão da Liberdade, e o atendimento às novas demandas dos governos esquerdistas, a exemplo Leonel Brizola, que como governador do Rio de Janeiro, encarregou Niemeyer para a construção dos chamados Cieps e o Sambódromo. Niemeyer foi muito requisitado por políticos de diversas tendências, na verdade, sempre deixando sua contribuição positiva às cidades por onde trabalhou. São obras desta época o Memorial da América Latina, o MAC, o Caminho Niemeyer, o Museu Oscar Niemeyer e o Centro Cultural de Duque de Caxias.

A engenharia e estilo nas obras de Niemeyer

Característica básica da obra de Niemeyer é o uso ousado e habilidoso de curvas, fato que contribui para a sua reputação como criador de formas explorando muito a plasticidade do concreto armado. A análise da criação e forma dos projetos começará pelas lajes.

Niemeyer usa com perícia lajes continuas ou perfuradas com bordos curvilíneos ou mistilineos. Os bordos periféricos curvilíneos externalizados podem avançar para além das paredes externas ou ficar no mesmo plano 6. O Edifício Niemeyer, mostrado na Figura 7, por exemplo, apresenta lajes que se multiplicam verticalmente e se intercalam com anéis paralelos de bordos congruentes que atuam como quebra-sóis.

Figura 7. Detalhe do Edifício Niemeyer com as lajes projetando-se de modo a formar quebra-sóis. 7

Já as lajes com bordos periféricos internalizados aparecem como mezaninos, ocasionalmente sugerindo uma folha ou disco recortado ou rasgado. As lajes perfuradas equivalem às lajes com bordos internos curvilíneos e são externalizadas quando as perfurações criam pátios, como no Hotel da Pampulha. São internalizadas quando as perfurações definem vazios cobertos, como no Palácio das Indústrias do Parque do Ibirapuera 8.

Quanto às escadas e rampas de acesso são desenhadas como objetos focais grandiosos e altamente representativos em espaços de dupla altura, enfatizando o movimento de subir ou descer de um piso para outro. Escadas estreitas em caracol fazem uso eficiente do espaço e se empregam para circulações de serviço, na maioria enclausurada em paredes que limitam volumes cilíndricos (ver Figura 8).

Figura 8. Palácio das Artes do Ibirapuera. 9

No que diz respeito às paredes e parapeitos, pode-se afirmar que vedações curvas verticais de diferentes alturas e materiais enriquecem a geometria da construção. Elas podem ficar sob, sobre ou entre lajes retilíneas ou de bordos curvilíneos. Podem estar recuadas, avançadas ou no plano com esses bordos. Niemeyer explora as possibilidades da planta livre com muita habilidade e sutileza. É exemplo de paredes e parapeitos curvos verticais sob lajes com bordos curvilíneos: a Casa das Canoas, mostrada na figura 9. Já a Figura 10 exemplifica o uso de paredes verticais segundo arqueamento de laje retangular.

Figura 9. Casa das Canoas. 10

Figura 9. Edifício Copan. 11

Paredes curvas costumam diferenciar núcleos de circulação exteriores. Esses volumes arredondados são uns elementos de composição recorrente. Suas lajes de cobertura são ocultas ou minimizadas, como na excepcional Capela da Alvorada (ver Figura 10); também excepcional e relacionada com escadas e plataformas é a parede curva do Congresso feito cúpula invertida (ver Figura 11).

Figura 10. Capela da Alvorada. 12

Figura 11. Congresso Nacional. 13

Paredes curvas também envolvem volumes contendo escadas secundárias e outros elementos de serviço, usualmente no pilotis14 do andar térreo ou no teto-terraço. No último caso, o experimento pioneiro são as caixas d’água do Ministério da Educação e Saúde no Rio de Janeiro (ver Figura 12).

Figura 12. Ministério da Educação e Saúde, Rio de Janeiro. 15

O uso de curvas em apoios inclui tanto a coluna cilíndrica quanto as colunas ramificadas. A primeira tem seção circular ou oval e pontua espaços contínuos, fluidos, dialogando com as paredes para tornar sensível a planta livre. As últimas podem ser em V e W ou composta de uma peça vertical e uma mão francesa. Os palácios governamentais de Brasília deram o pretexto para algumas “colunas” muito idiossincráticas e uma série espetacular de arcos ou arcadas. Exoesqueletos compostos por pórticos curvilíneos aparecem mais cedo no projeto não construído dos auditórios do Ministério da Educação, e nessa categoria inscrevem-se as nervuras da catedral de Brasília como as vigas invertidas do Pampulha Tênis Clube.16

A seguir, as Figuras 13,14 e 15 exemplificam estes tipos de apoios em obras de Niemeyer.

Figura 13. Casa do Baile: exemplo de pilares cilíndricos. 17

Figura 14. Hospital Sul América: exemplo de colunas V. 18

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