(Parte 1 de 4)

Silvana Rita Oliveira Vianna Orientadora: Profa. Dra. Maria Hermínia M. da S. Domingues

ÁLCOOL: COMPREENDENDO ESSA RELAÇÃO

Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado em Educação Brasileira da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás, para obtenção do título de Mestre em Educação Brasileira. Orientadora: Profª. Dra. Maria Hermínia Marques da Silva Domingues.

Dissertação defendida e aprovada em _ dede ____,

pela Banca Examinadora constituída pelos professores.

A meu irmão, Sulivan Silvestre de Oliveira, in memoriam, pelo seu exemplo de luta em defesa das minorias e das causas difíceis.

Ao Norton, companheiro de vida, sempre presente, pelo amor, carinho, apoio e clareza em compreender as dificuldades e renúncias para elaboração deste trabalho.

Aos meus filhos, Bruno e Bianca, que souberam, com muita maturidade em suas adolescências, contribuir com paciência, amor e carinho.

Aos meus pais, José e Ilca, pelo berço de amor e sabedoria com o qual conduziram-me pela vida.

À professora Drª Maria Hermínia Marques da Silva Domingues, orientadora, pela paciência e competência com que me conduziu ao encontro da educação.

Às professoras Drª Anita Cristina A.Rezende e Drª Mirza Seabra

Toschi pelas valiosas contribuições a esse estudo quando do exame de qualificação.

À professora Drª Vera Maria Nigro de Souza Placco por ter aceito o convite para participar da banca de defesa.

À coordenação e aos professores do curso de Mestrado em Educação Brasileira da FE/UFG, pelas contribuições teóricas e dedicação.

Aos meus colegas do curso de mestrado, especialmente, Flávia, pelos momentos de incentivo e companheirismo.

Aos colegas Geraldo Francisco do Amaral e Paulo Maurício de Oliveira por compartilharem as angústias da realização desse trabalho.

À Célia e Andréia que deram o suporte e apoio fundamental para a execução desse estudo.

Às funcionárias da secretaria do Mestrado pela eficiência e dedicação no atendimento. Em especial à Cislene pela formatação.

À amiga Maria da Conceição Ribeiro Hora pela valorosa contribuição na correção do texto.

Às amigas Rita Francis e Drª Ìria Brezinsky pelo incentivo para cursar o Mestrado.

À amiga Jesana Mara Junqueira e Souza pela ajuda na gravação e transcrição das fitas da pesquisa.

Aos diretores das escolas estudadas por terem tornado possível a realização desse estudo.

Em especial aos adolescentes, pelo interesse, paciência e disposição em participar desse trabalho.

RESUMO009
ABSTRACT010
INTRODUÇÃO011
A ADOLESCÊNCIA E SUAS VICISSITUDES021
1. A construção da identidade do adolescente021
2. Caracterizando o adolescente025
3. A família dos adolescentes030
4. O adolescente do Ensino Médio036
5. A adolescência no mundo atual – as mudanças no trabalho041
O ADOLESCENTE COM PROBLEMAS COM DROGAS/ÁLCOOL045
1. A Drogadição: os fatores intervenientes do uso esporádico à dependência045
1.1. Fatores Biológicos050
drogas051
1.3. Fatores Familiares: porta de entrada e permanência na dependência055

CAPÍTULO I 1.2. Fatores Psicodinâmicos: o adolescente busca a identidade e encontra as 1.4. Determinantes Sócio-Culturais: a nossa sociedade como um fator tóxico/

alienante ao uso do álcool/drogas059
2. As conseqüências do uso do álcool: a violência e seu custo social065

2.1. Os efeitos da facilidade do acesso ao álcool pelos adolescentes.................... 069

DA REALIDADE072
1. A relação adolescentes/álcool073
2. A relação álcool/família080
3. A influência dos amigos no uso/abuso de álcool085
4. A relação álcool/violência089
5. O álcool nas representações dos adolescentes091
6. A relação álcool/mídia na ótica dos adolescentes094
7. O adolescente e o Ensino Médio: suas percepções096
8. As conseqüências do álcool na escola106
CONCLUSÃO109
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS116
ANEXO I122

Face à gravidade do fenômeno da drogadição na atualidade e da necessidade de medidas preventivas efetivas, realizou-se o presente estudo objetivando: 1) identificar os fatores que incidem no uso de álcool por adolescentes do Ensino Médio e, se entre esses fatores, o vestibular se sobressai; 2) identificar como ocorre este uso. O estudo foi realizado com 40 alunos do Ensino Médio, sendo 20 do primeiro ano e 20 do terceiro ano, através de Grupo Focal, em escolas da rede particular e pública de ensino. Os dados obtidos revelaram a ampla inserção do consumo de bebidas alcoólicas entre os estudantes, sem diferenças quanto ao tipo de escola e um aumento de uso de álcool dos adolescentes do primeiro para o terceiro ano. Os principais fatores a incidir no uso de álcool foram: as características da adolescência que provocam tensões e ansiedades; as exigências da sociedade com destaque à perspectiva profissional; a influência da família no início do uso e a influência dos amigos no padrão do uso do álcool. O vestibular, neste estudo, não se caracterizou como um fator de risco ao uso de álcool, bem como a escola, de modo em geral, não pode ser confirmada como fator de proteção a este uso.

Due to the phenomenon of drug addiction nowadays and the necessity of effective preventive measures to be taken, the present study has been made in order to: 1) identify the causes that lead to the use of alcohol by teenagers in “Ensino Médio”

(corresponding to high school) and whether “Vestibular” (entrance exam to University) is a recurrent one; 2) identify how such use takes place. The study has been made focusing 40

third year. This group that has been focused had students from private and public schools

students from “Ensino Médio”, from which 20 are from the first year and 20 are from the The data gathered revealed wide consuming of alcoholic drinks among students, no matter if the school was private or public as well as an increase in the number of users of alcohol from the first to the third year. The main factors to cause the use of alcohol were: the characteristics of teenage that cause tension and anxiety; the demands of society with emphasis in professional perspectives; the influence of family at the early stages of alcohol use standard. Vestibular, in this study, has not showed to be a risk factor to cause use of alcohol. Nor has the school, in general, been pointed as a protection factor for such use.

Em nosso contexto social, atualmente, o uso de drogas tem sido alvo de grandes preocupações. O problema assumiu contornos tão sérios, que o tema se alastra em todas as instâncias da sociedade: na família, na escola, nas religiões, nos poderes executivo, legislativo e judiciário. A droga não distingue sexo, raça, nível sócio-econômico e vem tornando-se o grande problema de saúde pública de nosso mundo globalizado. Deixa a todos: pais, professores, poder público, religiosos, profissionais de saúde, paralisados diante de seu poder junto a crianças e adolescentes. O jovem, ao tornar-se dependente químico, perde seu projeto de vida e o transforma em projeto de morte, perdendo sua identidade enquanto cidadão. Aumentando ainda mais a gravidade da drogadição, identificamos relatar a sua relação com a Aids, com a violência, com o absenteísmo profissional e escolar.

Nossa formação e atuação profissional como psicoterapeuta de adolescentes levou-nos, ao longo dos anos, à necessidade de lidar com o jovem usuário e/ou dependente químico. Em função desta prática profissional, passamos a nos preocupar seriamente com a questão das drogas e, conseqüentemente, a pesquisar sobre o assunto. Em função de que nossa clientela com problemas com drogas está preferencialmente na faixa etária de 14 a 20 anos de idade, passamos a indagar e buscar dados sobre a importância destas idades neste problema. Outro quesito que sempre acompanhava estes adolescentes em questão, era o fato de que, estando no Ensino Médio, suas vidas estavam, no momento, sofrendo grandes transformações em função de alcançarem o Ensino Superior. A pergunta que passamos a ter foi se os dois fatos teriam alguma relação. Na tentativa, então, de buscarmos um recorte possível que nos esclarecesse, iniciamos pela busca da compreensão da drogadição.

A drogadição é um fenômeno psicossocial que abarca não só dimensões afetivas e pessoais, mas também sociológicas e antropológicas. Segundo Bucher (1992):

A experiência internacional, no entanto, prova que não se torna toxicômano quem o quiser: o engendramento de drogadições corresponde a um processo complexo onde intervém, além da substância, o contexto sociocultural e econômico (com suas pressões e condicionamentos múltiplos) e a personalidade do usuário (com suas motivações pessoais, conscientes e inconscientes). (p.2)

Verificamos, assim, a complexidade que cerca a drogadependência, na medida em que ela abarca vários fatores. Para especificar o assunto, buscamos vários estudos brasileiros sobre o tema e destacamos o do Centro Brasileiro de Informações sobre as Drogas Psicotrópicas (CEBRID), da Universidade Federal de São Paulo que, a partir de 1987, vem pesquisando o uso de drogas entre os estudantes dos Ensinos Fundamental e Médio, das redes pública e privada de ensino. Foram realizados quatro levantamentos epidemiológicos (1987, 1989, 1993 e 1997) em dez capitais brasileiras: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Por se referirem a grupos bem definidos e por adotarem procedimentos similares nas quatro investigações realizadas, esses estudos podem ser comparados entre si e, desta maneira, serem utilizados por vários autores como referência, para traçar o perfil do uso de drogas entre os escolares em nosso país.

A importância da padronização dos aspectos a serem investigados na drogadependência ocorre em função do extenso número de variáveis a incidir no assunto. As pesquisas podem incidir sobre o continuum do processo de dependência química que vai do uso experimental/eventual, ao abuso, até chegar à dependência química. Segundo Seibel e Toscano Jr.(2000) o uso experimental: “é o uso de substâncias psicoativas1, em geral restrito a poucos episódios, em geral, de uma droga específica.” (p.4). O abuso: “é um padrão mal-adaptativo de uso de substâncias psicoativas, manifestado por conseqüências clínicas adversas recorrentes e significativas relacionadas ao uso da(s) substância(s).” (p.2)

O abuso, portanto, acontece quando, ao usar determinada substância psicoativa, o indivíduo tem conseqüências em seu corpo. O abuso pode ocorrer de modo eventual ou mesmo caracterizar-se por um padrão de comportamento abusivo, se ocorrer recorrentemente. A dependência química, por sua vez, afirmam estes autores, é uma síndrome que abarca:

1 Substância Psicoativa: é toda substância que, através de ações sobre o cérebro, são capazes de induzir alterações nos estados psíquicos. Isto é, são aquelas que modificam o estado de consciência do usuário.

Um conjunto de fenômenos fisiológicos, comportamentais e cognitivos, no qual o uso de uma substância ou uma classe de substância alcança prioridade muito maior para um indivíduo que outros comportamentos que antes tinham maior valor. Uma característica central da síndrome é o desejo, freqüentemente forte, algumas vezes irresistível de consumir substâncias psicoativas. (p.3)

A dependência química inclui, para ser diagnosticada: a tolerância à droga; o padrão de uso compulsivo da droga e a abstinência. A tolerância é o fator que constantemente empurra o organismo a necessitar cada vez mais de uma maior quantidade da droga, para provocar a mesma sensação prazerosa. A abstinência que, também, caracteriza-se como uma síndrome, é um conjunto de sintomas de configuração e gravidade variáveis, que ocorrem após a cessação ou redução do uso de uma substância psicoativa. A diferença entre o abuso e a dependência é que o abuso não inclui a tolerância, a abstinência e nem um padrão de uso compulsivo, mas, apenas, as conseqüências prejudiciais do uso repetido.

Verificamos, assim, que o abuso de drogas e a dependência exigem uma avaliação complexa e especializada, para serem identificados. Face a complexidade da identificação da dependência química, os estudos epidemiológicos têm se voltado mais para a caracterização dos padrões de consumo, mediante a quantificação de intensidade ou freqüência de uso, do que, propriamente, para a caracterização de padrões de relação do sujeito com as drogas. Utilizaremos, então, as análises dos estudos do CEBRID e o estudo de Galduroz e Noto (2000) que se utilizam da freqüência do uso de substâncias, baseados em metodologia proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo Galduróz e Noto, os dados destas pesquisas foram analisados de acordo com a classificação da OMS, que definem para fins não médicos, o uso de drogas em algumas categorias de usuários, entre elas:

uso na vida; quando a pessoa fez uso da droga pelo menos uma vez na vida; uso freqüente: quando a pessoa utilizou a droga seis vezes ou mais no mês;

uso pesado: quando a pessoa utilizou droga vinte ou mais vezes nos trinta dias que antecederam a pesquisa. (p.28) (Grifos do autor)

Laranjeiras (1999) e Medina, Santos e Almeida Filho (2001), analisando os quatro levantamentos do CEBRID, concluíram que houve aumento no consumo das drogas em geral pelos estudantes. Em suas análises, esses autores observaram, também, que o álcool é a droga mais utilizada, seguida pelo tabaco, inalantes e medicamentos psicotrópicos. Drogas ilícitas aparecem em um plano mais remoto, significando que o álcool e o tabaco representam problemas mais graves, do ponto de vista da saúde pública, do que “outras drogas”. Em relação ao álcool, perceberam, igualmente, que as prevalências de consumo encontram-se em patamares acima de 60%. Não raro, esse indicador se encontra acima de 80%. Em uma das capitais (Fortaleza), houve um aumento de uso na vida; em seis delas (Brasília, Belém, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo) houve aumento de uso pesado.

Medina, Santos e Almeida Filho (2001) identificaram, outrossim, um importante aumento de consumo de álcool com a idade e alertam para a precocidade do uso de álcool, refletida entre as elevadas taxas de prevalência em adolescentes de tenra idade. Citam do mesmo modo que, em alguns estudos, a idade de início atinge crianças com menos de 10 anos, embora a grande maioria (72,5%) tenha feito seu primeiro contato entre 10 e 14 anos. Esses dados são sugestivos, para esses autores, da ampla difusão do uso de álcool. Sustentam, assim, a hipótese de que o contato com as drogas lícitas é estimulado, inicialmente, no seio da própria família.

Laranjeiras, por sua vez, relata que, de modo geral, esses estudos serviram, para dissipar o mito de que as drogas ilícitas são as mais consumidas. O que se concluiu, ao contrário, foi a necessidade de intervenção junto às drogas lícitas. Esse autor, também, levanta que, no Brasil, a partir de 1995, teve início a uma nova série de estudos epidemiológicos, a qual ele denominou de segunda fase dos estudos epidemiológicos, que tendem a ser mais analíticos, e buscam entender um pouco mais o que se passa entre os nossos jovens. No entanto, conclui que esses estudos, ainda, são em pequeno número e precisam ser ampliados.

Bucher (1992), também, apesar de ter analisado somente os dois primeiros levantamentos do CEBRID, já havia identificado importantes lacunas no conhecimento sobre o tema e a carência fundamental de dados sobre as escolas particulares, sobre a realidade do meio rural e sobre cidades do interior.

Destacamos, também, o estudo de Galduroz e Noto (2000) que fazem parte da segunda geração dos estudos epidemiológicos, por identificarem a gravidade do abuso e do uso pesado de álcool entre estudantes do Ensino Fundamental e Médio da rede pública nas mesmas dez capitais brasileiras. A prevalência de uso pesado encontrada nos estudantes foi de 10,4%. Isto é, daqueles que já fizeram uso experimental do álcool, cerca de 10% passaram a fazer uso quase diário. Ainda nesse estudo, observando a distribuição por faixaetária, obteve-se que fazem uso pesado de álcool: entre 10-12 anos, 8,4% dos estudantes; entre 13-15 anos, 37,4%; entre 16-18 anos, 17,8%. Quando comparou esse estudo do uso pesado do álcool com os quatro levantamentos realizados pelo CEBRID, perceberam os autores que o uso pesado aumentou em oito das capitais pesquisadas, e que esta tendência de aumento, também, é verificada em outros países. Foi identificado, igualmente neste estudo, que brigas, após beber, foram as ocorrências mais freqüentes entre os usuários de álcool (38,5%), seguidas de perto por faltas ás aulas (3,5%). Assim, esses dados são sugestivos da gravidade do padrão de uso de álcool pelos adolescentes.

Esse estudo traz, do mesmo modo, como dados preocupantes sobre o álcool: a) o início bastante precoce do seu uso, cerca de 60% entre 10 e 12 anos de idade; b) o aumento da tendência de uso freqüente, em seis das dez capitais estudadas; e c) defasagem escolar de 96,1% em estudantes que fazem uso pesado de álcool. Além disso, concluíram os autores que o início precoce do uso de álcool pode tornar o adolescente mais vulnerável aos problemas relacionados a beber abusivamente e só isso já justificaria um investimento maciço em programas preventivos e educativos.

Pesquisa realizada em Goiânia, Goiás, em 1378 estudantes da rede estadual de ensino, pela Seção de Saúde Mental da Superintendência de Ações Básicas da Secretaria Estadual de Saúde (SES), divulgada pelo jornal local “O Popular”, em 5 de agosto de 2001, sobre o uso de drogas em geral trouxe os seguintes dados em relação ao uso de álcool na vida: a prevalência geral encontrada foi de 73%. Na distribuição por faixa-etária, entre 10- 12 anos, a prevalência obtida foi de 57,4%; entre 13-15 anos; 73,6%; entre 16-18 anos: 7,6%; maiores de 18 anos: 78,3%; mostrando-nos claramente a progressão de uso de álcool com o aumento da idade.2

atingem o indivíduo em sua globalidade;c) o uso de álcool e drogas ilícitas

Diante desse contexto é que optamos por estudar o uso de álcool em adolescentes que freqüentam o Ensino Médio, a fim de compreendermos como ocorre este uso. O álcool foi escolhido e o tabaco excluído de nosso estudo, pelo fato de o primeiro causar um impacto tão sério na adolescência. O álcool, apesar de ser uma droga lícita, em termos de danos, compara-se às ilícitas e vem sendo usado cada vez mais pelos adolescentes. A gravidade do uso do álcool está relacionada aos seguintes elementos: a) os fatores de risco, para o abuso e a dependência são os mesmos para álcool e as drogas ilícitas; b) uma vez dependente químico do álcool, todas as conseqüências desta situação 2 Os dados estão sendo preparados para publicação oficial no endereço: http://www.saúde.go.gov.br.

concomitantemente é mais regra do que exceção; d) o álcool e as circunstâncias que contribuem para seu uso são, neste momento de modificação da legislação, em que a maconha está sendo descriminalizada, de extrema importância, para ponderarmos sobre as conseqüências do uso das drogas sem a existência de limites legais.

À identificação da relação entre os adolescentes do Ensino Médio e o uso de álcool, supõe-se a compreensão da adolescência como um processo, em que o púbere vai, gradativamente, co-construir sua identidade adulta com o mundo circundante. Essa compreensão da adolescência como “processo” pressupõe uma integração entre o individual e o coletivo, isto é, uma integração dialética entre as características individuais e tudo que cerca o adolescente. Desta maneira, a escola, durante esta faixa etária, vai participar desse processo em direção à autonomia.

(Parte 1 de 4)

Comentários