Esterelização - Odontologia

Esterelização - Odontologia

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ESTERILIZAÇÃO DOS MATERIAS ODONTOLÓGICOS DE USO CLÍNICO

A Central de Processamento e Esterilização (CPE) será destinada à limpeza, ao acondicionamento, à esterilização, à guarda e a distribuição dos artigos odontológicos destinados ao uso clínico, podendo ser provenientes de qualquer um dos departamentos ou unidades auxiliares que fazem parte desta unidade Odontológica.

A área física da CPE deverá permitir o estabelecimento do um fluxo contínuo e unidirecional do artigo, evitando o cruzamento de artigos sujos com os limpos e esterilizados, além de impedir que o trabalhador escalado para a área contaminada transite pelas áreas limpas e vice-versa. A CPE será formada pelas seguintes áreas: A) Área de Recepção dos artigos sujos B) Expurgo C) Área de preparo e acondicionamento D) Área de Recepção dos artigos acondicionados E) Área de esterilização F) Área de armazenamento dos artigos processados G) Área de distribuição.

Classificam-se tais áreas em sujas e limpas.

As áreas sujas serão formadas pelas seguintes áreas:

  • Área de recepção dos artigos sujos;

  • Área de expurgo

As áreas limpas, por sua vez, serão formadas pelas áreas:

  • Área de Preparo e acondicionamento

  • Área de Recepção dos artigos acondicionados

  • Área de Esterilização

  • Área de Armazenamento dos artigos processados

  • Área de distribuição.

Tais áreas deverão ser bem definidas e separadas entre si, uma vez que os artigos odontológicos esterilizados ou armazenados na área limpa não poderão ser mantidos com outros contaminados ou da área suja.

O acesso de pessoas à CPE será restrito aos profissionais lotados na referida central. Para trânsito das pessoas nessas áreas será obrigatório o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e roupa privativa, sendo estes constituídos por gorro, máscara, óculos de proteção, avental manga longa, luvas de cano longo tipo nitrílicas, sapatos fechados, conforme a portaria n° 485 do Ministério do Trabalho e Emprego de 11 de novembro de 2005, Norma Regulamentadora n°32.

As áreas de Esterilização, de Armazenamento dos artigos processados e a área de distribuição formam o Núcleo de Esterilização (NE).

Compete ao NE receber, esterilizar, controlar, organizar, armazenar e entregar os materiais e instrumental odontológicos de uso clínico, depositados pelo aluno nesse setor, objetivando a esterilização destes.

O NE disponibilizará, no mínimo, três funcionários em cada período para supervisionar as áreas distintas, tendo cada uma delas um dos funcionários responsável pelo respectivo supervisionamento. Contudo, as áreas deverão estar interligadas entre si e o funcionamento de uma área dependerá do funcionamento das outras duas.

Deverão constar, nas respectivas áreas ou em locais passíveis de serem consultados por alunos, docentes ou outros funcionários, os horários de recebimento e da entrega dos materiais ou instrumental odontológicos de uso clínico. A informação de tais horários direcionará condutas dos usuários desse setor no que diz respeito ao tempo de antecedência necessária para a entrega dos referidos materiais e instrumental. Com o tempo, a organização dos horários do setor gerará organização dos próprios usuários deste.

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA AS ÁREAS DE RECEPÇÃO DOS ARTIGOS SUJOS E ÁREA DE EXPURGO

A) Área de recepção dos artigos sujos: Na Faculdade de Odontologia do Câmpus de Araçatuba, a área de recepção de artigos sujos, considerando que tais artigos não tenham passado por qualquer tipo de descontaminação, limpeza e acondicionamento, é inexistente na CPE, uma vez que os próprios alunos farão os referidos passos para depois entregarem seus artigos devidamente acondicionados ao NE.

Portanto, após uso dos materiais ou instrumental em clínica, os alunos os levarão à área de EXPURGO para lavagem, enxágüe, secagem e acondicionamento. Posteriormente, entregarão ao NE, onde funcionários do setor os receberão para que sejam esterilizados.

B) Área de expurgo: Área na qual os artigos odontológicos sujos e contaminados serão lavados, a limpeza verificada e secados. Essa área suja deverá ser destinada única e exclusivamente para limpeza dos referidos artigos.

Deverão fazer parte da planta física e do mobiliário: pias com cubas profundas de aço inoxidável; torneiras de água quente e fria acionadas por sensores ou pedais, com bicos adequados para lavagem de artigos tubulares, balcões para guardar produtos químicos e para dispor os artigos odontológicos após a limpeza; balcão ou mesa de superfície não porosa e de fácil limpeza. A área de expurgo deverá conter ainda suporte para hampers, recipiente para lixo, pias para lavagem das mãos com dispositivos para sabão líquido, toalhas descartáveis e recipientes com paredes duras destinados ao descarte de materiais pérfuro-cortantes.

Além do gorro, máscara, óculos de proteção, avental de manga longa e sapatos fechados, deverão ser utilizados luvas de cano longo tipo nitrílicas.

Após o uso em clínica, os artigos contaminados deverão ser submergidos no interior de recipiente plástico com tampa contendo solução (detergente) enzimática registrada pelo Ministério da Saúde, devendo esta ser preparada de acordo com as recomendações do fabricante.

Os artigos deverão ser transportados pelos próprios alunos à área de expurgo, podendo estes manipularem a superfície externa do recipiente sem luvas, uma vez que o depósito dos referidos materiais e/ou instrumental no interior do recipiente deverá ser realizado com cuidado, de forma que não haja o toque de luvas contaminadas externamente ao recipiente, conforme recomendações do Protocolo de Conduta Clínica.

A limpeza dos artigos odontológicos que será adotada pela faculdade é a manual e para a realização desta o aluno deverá calçar as luvas canos longos tipo nitrílicas, retirar os materiais e instrumental totalmente imersos na solução enzimática, friccionar os artigos com escovas de plásticos sob a água para evitar aerossóis de microrganismo, enxaguar as peças abundantemente com água até remover a sujidade e o detergente.

Para enxugar os artigos estarão disponibilizados na área de expurgo campos limpos ou compressas não esterilizados, os quais deverão ser descartados após uso em hampers localizados no mesmo ambiente.

Após término, o aluno deverá deixar pia limpa e respectiva bancada limpa e desinfetada com álcool 70% para serem utilizadas por outros alunos. Suas luvas deverão ser retiradas e higienizadas com água corrente e detergente neutro externamente e internamente para posterior secagem e guarda em recipiente plástico limpo e seco.

RECOMENDÇÃOES GERAIS PARA A ÁREA DE PREPARO E ACONDICIONAMENTO DOS ARTIGOS ODONTOLÓGICOS

C) Área de preparo e acondicionamento dos artigos odontológicos.

Nessa área os artigos odontológicos limpos são inspecionados, selecionados, empacotados e identificados para posterior esterilização.

Essa área terá como objetivo oferecer aos profissionais que utilizarão o artigo esterilizado, a segurança e o conforto de ter em mãos o artigo completo, na seqüência necessária e em perfeitas condições de uso.

O acondicionamento dos artigos odontológicos para uso clínico individual deverá ser realizado em local próximo à área de expurgo, sobre bancada limpa e desinfetada com álcool a 70%. A área poderá ser subdividida em duas sub-áreas, sendo uma destinada ao acondicionamento executado pelos próprios alunos e a outra destinada ao acondicionamento executado por funcionários responsáveis pelo preparo de artigos odontológicos (materiais ou instrumental) de uso coletivo.

A seleção de embalagens (invólucros ou acondicionadores) permitidos e fitas adesivas deverão ser providenciados pelo próprio aluno, responsável pelo acondicionamento individual, ou pelo(s) funcionário(s) responsável(is) pelo acondicionamento coletivo, conforme aquisição departamental ou institucional. A doação de tais fitas adesivas poderá ser realizada pela instituição conforme a disponibilidade do material.

É necessário selecionar a embalagem seguindo alguns critérios que, segundo eles, um sistema de embalagens deve:

  • Ter registro no Ministério da Saúde e ser usado conforme as instruções escritas do fabricante;

  • Ser apropriado para o artigo e para o método de esterilização, além de suportar as condições físicas do processo;

  • Prover integridade adequada de selagem e ser à prova de violação;

  • Funcionar como barreira microbiana;

  • Permitir a secagem do conteúdo;

  • Fornecer barreira adequada a líquidos;

  • Possibilitar apropriada remoção do ar;

  • Permitir a penetração e a remoção do agenteesterilizante;

  • Proteger o conteúdo do pacote de danos físicos;

  • Resistir a rasgos e perfurações;

  • Ser livre de furos e microfuros;

  • Manter a esterilidade do artigo até o momento de sua utilização;

  • Não conter ingredientes tóxicos, alvejante, aditivo branco óptico, corante ou amido;

  • De preferência ter o registro do indicador químico específico para cada tipo de esterilização;

  • Evitar a liberação de fibras ou partículas;

  • Não oferecer dificuldades à abertura do pacote, permitindo observar os princípios da técnica asséptica e da baixa memória;

  • Não delaminar na abertura.

  • Possibilitar identificação pelo usuário

  • Ter relação custo-benefício positiva;

  • Ser de fácil obtenção no mercado;

  • Possuir data de validade; apresentar nível aceitável de limpeza;

Os tipos de acondicionadores recomendados pela CPE estão abaixo descritos na tabela:

Tabela de acondicionadores conforme o meio de esterilização proposto.

Tipo de Invólucro

Calor úmido

Calor seco

Oxido de etileno

- Tecido de algodão

sim

não

não

- Papel grau cirúrgico

sim

não

sim

- Filmes transparentes

sim

não

sim

- Contêineres

sim

não

sim

- Caixas metálicas

sim*

sim

sim*

- Vidro refratário

sim**

sim**

não

- Tyvek

- Nao-tecido (SMS)

não

sim

não

não

sim

sim

* Necessitam ser perfuradas. **Para líquidos

O Objetivo da embalagem será o de manter a esterilidade do artigo odontológico no que se refere ao uso pretendido, à vida útil e as condições de transporte e armazenagem até o momento de sua utilização.

A Faculdade de Odontologia do Câmpus de Araçatuba disponibilizará seladora para selagem e papel grau cirúrgico onde deverá estar localizada sobre a bancada da área de preparo e acondicionamento de artigos odontológicos.

O preparo e acondicionamento dos artigos odontológicos para uso clínico individual deverá ser executado pelo próprio aluno.

Com relação ao preparo e acondicionamento realizado pelos alunos da Faculdade de Odontologia, objetivando a esterilização dos materiais e instrumental odontológicos para uso clínico individual, segue-se recomendações do Ministério da Saúde sobre: Orientações gerais para Central de Esterilização Brasília; 2001.

Na CPE desta Faculdade, considerar-se-á as seguintes recomendações:

1) Quanto ao acondicionamento, todos os artigos odontológicos de uso clínico, considerados críticos ou semi-críticos e que serão submetidos ao processo de esterilização, deverão ser reunidos em invólucros únicos ou com segmentação mínima, aproximadamente em número de dois invólucros ou conforme recomendações da respectiva disciplina ou do Núcleo de esterilização (NE). O acondicionamento deverá ser realizado em embalagens apropriadas conforme o meio de esterilização empregado e deverá impossibilitar abertura ou perfuração por materiais ou instrumental com pontas ou superfícies cortantes.

É importante que os pacotes estejam bem fechados, permitindo a entrada do agente esterilizador. Nas embalagens de grau-cirúrgico, deverá ser removido o ar interior antes da selagem, para que este não atue como obstáculo no processo de esterilização.

2) Com o objetivo de prevenir danos às canetas de alta-rotação, as mesmas deverão ser lubrificadas previamente ao acondicionamento.

3) Para autoclavagem deverá ser utilizar caixa metálica perfurada e envolvida por papel grau-cirúrgico. A caixa metálica a ser empregada deverá ter medidas determinadas pelas respectivas disciplinas em suas listas de materiais ou instrumental odontológicos, sendo estas fornecidas aos alunos no início do semestre ou ano letivos. Recomendar-se-á que todas as disciplinas verifiquem a dimensão da seladora fornecida pela faculdade.

O uso da caixa metálica sem perfuração somente será recomendada para uso em estufa, devendo a caixa estar devidamente fechada, não sendo necessário o envolvimento do papel grau-cirúrgico.

4) Quanto à identificação dos invólucros, todos os artigos odontológicos deverão ser identificados pelo aluno com letra legível contendo dados como nome do aluno e/ou número , período e disciplina e deverão ser entregues no NE conforme rotina previamente estabelecida pelo setor. Somente os instrumentos rotatórios (caneta de alta ou baixa rotação) poderão ser embalados separadamente nos invólucros de papel grau-cirúrgico sem o prévio acondicionamento por caixas ou tecido, permitindo a visualização de seu conteúdo.

5) O não cumprimento das normas instituídas ocasionará a recusa dos materiais ou instrumental odontológicos de uso clínico pelo NE.

O acondicionamento dos artigos odontológicos para uso clínico coletivo deverá ser executado por funcionários destinados a essa área, conforme solicitação pela diretoria ou por ordem departamental. Com relação ao acondicionamento realizado por funcionários, técnicos ou auxiliares acadêmicos, responsáveis pelo acompanhamento das clínicas dos alunos, objetivando a esterilização dos materiais e instrumental odontológicos para uso clínico coletivo, padronizam-se as seguintes normas:

A) Os campos destinados ao atendimento referente ao pré-operatório, ao trans-operatório para procedimentos não invasivos ou sem contaminação por sangue ou ao pós-operatório poderão ser reunidos em invólucros de papel grau cirúrgico de, no máximo, 10 unidades.

Contudo, para melhor organização dos procedimentos, recomenda-se a reunião por Kits de procedimento, embalados por papel grau-cirúrgico.

O conteúdo que cada Kit poderá conter é descrito da seguinte forma:

  • Kit para o pré e pós-operatórios: deverá conter 1 campo para mesa 70 x 60cm e um campo simples 70 x 60cm, podendo ser colocado em seu interior 1 espátula de madeira e 4 unidades de gaze.

  • Kit para trans-operatório para procedimentos não invasivos: 1 campo para mesa 70 x 60cm, um campo simples para paciente 70 x 60cm, podendo ser colocado gazes em seu interior.

  • Kit para trans-operatório para procedimentos não invasivos descartáveis: 1 campo para mesa e um campo simples para paciente, ambos descartáveis, devendo estes serem recomendados pela disciplina e deverão ser fabricados para fins odontológicos.

Para complementação dos Kits para trans-operatório para procedimentos não invasivos, reutilizado ou descartável deverá ser solicitado ao setor de distribuição 1 outro Kit descartável contendo 4 protetores plásticos grande: 1) para micromotor de alta rotação, 2) para micromotor de baixa rotação, 3) para seringa tríplice e 4) para mangueira do sugador e um pequeno 5) para alça do refletor.

  • Kit para trans-operatório para procedimentos invasivos: Os campos e protetores destinados ao atendimento de procedimentos invasivos ou com contaminação por sangue, preparados pelos funcionários da faculdade, deverão ser embalados em conjunto por invólucro de tecido de algodão, devendo este ser utilizado para campo da bancada. Tal conjunto poderá ser esterilizado diretamente na autoclave. O Kit deverá conter:

  1. 1 Campo duplo tamanho 70 x 60cm com duas tiras em uma só ponta do campo (Este campo servirá para invólucro do próprio conjunto)

  2. 1 protetor para sugador (6cm/70cm) com tiras em uma das pontas

  3. 1protetor para caneta de alta rotação (6cm/70cm) com tiras em uma das pontas

  4. 1protetor para alça de refletor 6cm/12cm com tiras em uma das pontas

  5. 1 campo simples para mesa auxiliar 40/40cm

  6. 1 campo fenestrado para paciente tamanho 80X70cm. O invólucro de tecido de algodão deverá ser utilizado como campo de bancada.

2) Da mesma forma, os aventais ou jalecos destinados ao atendimento de procedimentos pré-operatórios, trans-operatórios não invasivos ou sem contaminação por sangue ou pós-operatórios, lavados e preparados pelos funcionários da faculdade, poderão ser acondicionados coletivamente, no máximo 10 unidades, no interior de invólucro de grau-cirúrgico, sendo estes separados por tamanhos P, M ou G. A separação desses aventais deverá ser realizada na própria área de acondicionamento ou de preparação e empacotamento. Após receberem os aventais da lavanderia, os funcionários desse setor deverão inspecioná-los para verificarem a necessidade de consertos, deverão dobrá-los e colocá-los nos respectivos tambores conforme tamanho previamente observado.

2) Da mesma forma, os aventais ou jalecos destinados ao atendimento de procedimentos invasivos ou com contaminação por sangue, preparados pelos funcionários da faculdade, deverão ser acondicionados individualmente por invólucro de tecido de algodão, constituído por camada dupla ou por papel grau-cirúrgico, para a correta diferenciação, podendo ser sugerido o tamanho do avental na superfície externa do invólucro ou por meio de anotação em fita crepe.

RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA A ÁREA DE RECEPÇÃO DOS ARTIGOS ACONDICIONADOS

D) Área de Recepção dos artigos acondicionados: Caberá ao responsável pela supervisão dessa área registrar, documentar e organizar diariamente a recepção de materiais e instrumental odontológicos de uso clínicos corretamente acondicionados. Caberá ao funcionário deste setor recusar os materiais ou instrumental acondicionados incorretamente. No caso de recusas, compete ao próprio funcionário esclarecer e orientar o correto acondicionamento, fornecendo as devidas recomendações e prevenindo eventuais recusas que ainda poderiam ocorrer.

Em caso de ofensas a funcionários do setor, não cumprimento de normas pelos usuários ou pelos próprios funcionários, os mesmos poderão ser representados à diretoria para providências cabíveis, podendo ser penalizados conforme estatuto da Universidade.

Para o controle de recebimento dos materiais e instrumental odontológicos de uso clínico dos alunos, o aluno deverá preencher protocolo de entrega de materiais e instrumental para serem esterilizados contendo dados pessoais dos alunos como nome, RG, CPF, número de matrícula, especificação do tipo de material e instrumental deixado por ele para esterilização, por meio de código pré-determinado pelo setor, ou por meio de identificação própria, estabelecida conforme o número de matrícula, número de entrega do dia e registro de horário. Caso o setor ou essa atividade forem informatizados, o número poderá ser gerado pelo próprio sistema no formato de código de barras, bastando apenas o aluno digitar o número de matrícula e especificar o tipo de material.

O tipo de identificação deverá ser fornecido pelo setor de informática que deverá prever treinamento aos funcionários do setor e usuários da CPE.

Como a identificação do invólucro deverá ser intransferível e inviolável, será vetado a qualquer funcionário do setor de esterilização trocar os invólucros dos materiais ou instrumental dos alunos por outros. Caso seja realmente necessária a troca dos invólucros após ser constatado erro de acondicionamento pelo próprio aluno, este deverá executado pelo aluno, devendo o funcionário mostrar a ele o estado atual do seu invólucro. Por outro lado, caso o invólucro seja danificado pelo próprio núcleo de esterilização e após o processo de esterilização, a fim de que não seja causado prejuízo de tempo e trabalho ao aluno, os materiais e instrumental odontológicos, acondicionados em invólucro danificado, deverão receber outro invólucro sobre o invólucro danificado e ser processado novamente por outro ciclo de esterilização. Na entrega, o aluno deverá ser comunicado da ocorrência, podendo este observar o tipo de danificação de seu invólucro.

Uma cópia do protocolo deverá ser arquivada pelo setor de recepção e deverá conter assinatura do aluno. Outra cópia, contendo o número de identificação gerado pelo sistema, deverá ser entregue ao aluno. O número do lote de esterilização somente poderá ser confirmado após esterilização efetiva dos referidos materiais e instrumental. Além das devidas identificações, o protocolo também conterá a declaração do aluno com relação à entrega de seus materiais e instrumental ao setor de esterilização, como forma de controle do próprio aluno.

O preenchimento do protocolo deverá ser obrigatório a cada entrada de materiais ou instrumental de uso clínico e deverá corresponder a um único invólucro. Caso haja mais de um invólucro, cada um deles receberá uma única identificação e outros respectivos protocolos deverão ser gerados.

Após o recebimento de vários materiais e instrumental, caberá ao funcionário deste setor organizá-los em lotes para o encaminhamento à área da esterilização propriamente dita. Os materiais e instrumental serão reunidos e suas identificações organizadas em uma única ficha de controle de esterilização, devendo esta receber um número que corresponderá ao lote da esterilização.

O número do lote da esterilização dos materiais ou instrumental introduzidos em um dos equipamentos disponível na área de esterilização propriamente dita, em dia e hora previamente determinados, deverá ser atribuído pelo setor de recepção de instrumental, devendo tal número ficar acessível caso seja necessária consulta. Preferencialmente, este dado deverá ser constado no Protocolo de Entrega dos artigos esterilizados para o aluno, para que este o coloque no prontuário do paciente.

Recomenda-se que, acompanhados com o número de lote, sejam colocadas data e hora da esterilização. Os objetivos da normatização do número do lote são: 1) controlar a esterilização de todos materiais e instrumental adentrados em um único equipamento, uma vez que cada equipamento, após seu preenchimento, imediatamente antes de ser fechado e a cada ciclo processual, receberá um dos métodos de controle biológico normatizado para a validação da esterilização; 2) facilitar a consulta pelos usuários para o devido preenchimento em ficha do paciente; 3) possibilitar a validação da esterilização determinando o dia e a hora exatos nos quais o processo de esterilização foi executado.

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