Aplicação de injetáveis

Aplicação de injetáveis

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6. Despreze a ampola vazia no descarte apropriado.

FRASCO AMPOLA

Existem hoje medicamentos que já se apresentam em suspensão e outros que estão na forma de pó ou liofílizados tendo que ser realizado sua suspensão colocando um diluente;

1. Retire o lacre do frasco ampola e faça a desinfecção da tampa de borracha com algodão e álcool 70%;

2. Realize a desinfecção do gargalo da ampola do diluente com algodão e álcool 70%, abra a ampola, aspire o conteúdo e injete-o pela parede interna do frasco ampola;

3. Homogenize bem o pó com o diluente colocando o frasco ampola entre as mãos e realizando movimentos rotacionais;

4. Aspire o conteúdo e retire as eventuais bolhas da seringa, expulsando o ar e deixando somente a suspensão;

5. Troque a agulha;

6. Despreze o frasco ampola no descarte apropriado.

LOCAIS CORRETOS DE APLICAÇÃO DE INJEÇÃO CONFORME AS VIAS INDICADAS - VIAS DE ADMINISTRAÇÃO

• Subcutânea (S.C.)

• Intradérmica ou Intracutânea (I.D.)

• Intramuscular (I.M.)

• Endovenosa (E.V.) ou Intravenosa (I.V.)

VIA SUBCUTÂNEA (S.C.)

Área de Aplicação: tecido subcutâneo, entre a pele e o músculo usado para medicamentos que devem ser absorvidos lentamente;

Seringa de vacina l ml c/ agulha 13x3,8

• Usada principalmente na aplicação de insulina e vacinas.

•Fazer o constante rodízio dos locais de aplicação em diabéticos.

Medicamentos: os aplicados por estas vias são: vacinas, insulinas, anticoagulantes e outros medicamentos que devam ser absorvidos lentamente;

Volume máximo: 3,0 ml. Aplicação geralmente indolor;

Tipo de seringa e agulha: seringas específicas de insulina ou vacina (tuberculina) com agulhas curtas e finas;

Locais de aplicação: parte posterior dos braços, parte anterior e lateral externa das coxas, abdome ao redor da cicatriz umbilical e nádegas;

Material: algodão com álcool, seringa e agulha específicas;

Técnica: preparar a injeção conforme técnica descrita anteriormente;

Com prega cutânea - Realizar anti-sepsia do local; Com prega Segurar a seringa com uma mão e com a outra cutânea fazer uma prega com o dedo indicador e polegar; Introduzir a agulha em ângulo de 90° profundamente com rapidez e firmeza na prega;

Aspirar para verificar se não atingiu vaso sanguíneo;

Injetar o líquido, vagarosamente, retirar a agulha com auxílio do algodão (seco);

Não massageie o local da aplicação;

Em pessoas magras fazer a aplicação com a seringa inclinada para não atingir o músculo;

APLICAÇÃO DE INSULINAS

Material: algodão com álcool, seringa de insulina com graduação para 100 Unidades ou menos, frasco de insulina U-100 tipo R, N, ou L de acordo com o prescrito pelo médico.

Técnica para aplicação de insulinas: misturar a insulina movimentando suavemente o frasco entre as mãos;

Fazer a desinfecção da tampa de borracha com algodão e álcool;

Aspirar a dose indicada na receita;

Retirar eventuais bolhas;

Aplicar seguindo as indicações para via subcutânea;

Não massageie o local da aplicação;

NOTA: Evitar aplicar a insulina sempre no mesmo local para que não apareça lesões, saliências e depressões na pele, pois o diabético normalmente toma insulina diariamente, durante anos.

Não reutilizar agulhas, pois quando isso é feito a mesma perde a lubrificação tomando as aplicações mais dolorosas e a insulina que sobra na agulha pode cristalizar-se bloqueando a passagem na próxima aplicação. Com a reutilização a ponta adquire formato de gancho provocando lacerações e microtraumas no local da aplicação. Neste caso, podem formar lipodistrofias e acarretar extravasamento de insulina no local de aplicação causando hipoglicemia.

VIA INTRADÉRMICA OU INTRACUTÂNEA (I.D.)

Área de Aplicação: camada mais profunda da pele (entre a epiderme e a derme);

Medicamentos: os aplicados por esta via são: algumas vacinas, teste de sensibilidade a alergenos;

Volume máximo: normalmente não ultrapassa 1,0 (quantidades maiores são aplicadas em duas partes); Aplicação geralmente indolor;

Tipo de seringa e agulha: seringas específicas de vacina (tuberculina) com agulhas curtas e finas;

Locais de aplicação: parte interna do antebraço, pois não apresenta muitos pelos;

Material: algodão com álcool, seringa de vacina e agulha específica;

Técnica: preparar a injeção conforme técnica descrita anteriormente;

Não realizar anti-sepsia do local para não atrapalhar a reação do teste (se necessário lavar o local com água e sabão ou soro fisiológico, secando com algodão seco);

Esticar a pele com o dedo polegar e indicador;

Introduzir a agulha em ângulo de 15° com o bisel voltado para cima (seringa quase paralela ao braço);

Aspirar para verificar se não atingiu vaso sanguíneo;

Injetar o líquido vagarosamente, retirar a agulha com auxílio do algodão (seco), observe apele se distender, formando uma bolha chamada pápula (semelhante à casca da laranja);

Não massageie o local da aplicação.

VIA INTRAMUSCULAR (I.M.)

Área da Aplicação: é feita nos músculos que são dotados de grande área vascularizada, conferindo facilidade de absorção medicamentosa. Por ser uma área bastante inervada por fibras sensitivas, é muito importante que se identifique o local exato da aplicação, para evitar complicações posteriores;

Medicamentos: os aplicados por esta via são: soluções aquosas, oleosas, suspensões etc;

Volume máximo: 5,0 ml;

Material: algodão com álcool, seringa e agulha especificas;

Tipo de seringa e agulha: seringas específicas de 3, 5, ou 10 ml de acordo com o volume a ser administrado com agulhas específicas (ver tabela abaixo).

TIPO DE PESSOA / CALIBRE DA AGULHA

1- Adulto magro 25 x 7

2- Adulto com massa muscular/obeso 30 x 7 ou 30 x 8

3- Crianças Desenvolvidas 25 x 7 ou 25 x 8

4- Crianças e Adolescentes Obesos 30 x 7

5- Crianças Pequenas / magras 20 x 5,5 ou 20 x 6

LOCAIS DE APLICAÇÃO

Os músculos mais utilizados são:

REGIÃO DELTOIDEANA OU FACE LATERAL DO BRAÇO (MÚSCULO DELTÓIDE)

Aplicação é realizada no músculo deltóide (3 a 4 dedos abaixo do ombro), que não apresenta grande massa muscular, mas estão presentes nervos e vasos sanguíneos, podendo ser dolorida e sujeita a complicações. Orientar o paciente no sentido de que os injetáveis intramusculares devem ser preferencialmente administrados no Glúteo Máximo (nádega).

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