Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – São Paulo

Licenciatura em Física – Z5

Física e Ciências da Vida – Profª Audrey M. Paiva

Camila Malavazi – 0766313

Erika da Cunha Rodrigues – 0766232

Microscópio Óptico

O microscópio óptico composto é um instrumento usado para ampliar, com uma série de lentes, estruturas pequenas impossíveis de visualizar a olho nu.

Nos finais do século XVI, depois de quatro séculos de aperfeiçoar e buscar novas utilizações às lentes, foi criada a lupa (uma lente com suporte de mão) por Galileu que, usando-a, efetuou as primeiras observações de objetos e seres. No século XVI, a construção e o aperfeiçoamento do microscópio, particularmente do sistema de lentes, expandiu-se, quando Antonie Van Leeuwenhoek e Zacharias Jansen, fabricantes de óculos, desenvolveram os primeiros microscópios simples (uma única lente com suporte de mesa) e compostos (duas lentes com suporte de mesa), respectivamente. Esses aparelhos utilizavam a luz refletida pelo objeto fortemente iluminado. Vários modelos foram a seguir construídos, entre os quais alguns de valor histórico, como por exemplo, o microscópio de Robert Hooke, o descobridor da célula. [1]

O microscópio óptico é constituído por duas partes – uma parte mecânica que suporta e permite controlar a parte óptica que amplia sa imagens. Cada parte engloba uma série de partes constituintes do microscópio (Fig. 1).

A parte mecânica serve para dar estabilidade e suportar a parte óptica. Esta parte é constituída por:

Pé ou Base – suporta o microscópio e o estabiliza.

Braço ou Coluna – peça fixa à base, na qual estão aplicadas todas as outras partes constituintes do microscópio.

Tubo ou Canhão – cilindro que suporta os sistemas de lentes, localizando-se na extremidade superior a ocular e na inferior o revólver com objetivas.

Platina – peça circular, quadrada ou retangular, paralela à base, onde se coloca a preparação a observar, possuindo no centro um orifício circular ou alongado que possibilita a passagem dos raios luminosos concentrados pelo condensador. Apresenta geralmente duas pinças destinadas a imobilizar as preparações.

Parafuso Macrométrico – engrenagem que suporta o tubo e permite a sua deslocação rápida, de grande amplitude e vertical da platina. É indispensável para fazer a focagem.

Parafuso Micrométrico – imprime ao tubo ou à platina movimentos de amplitude muito reduzida, completando a focagem. Permite explorar a profundidade de campo do microscópio.

Revólver – disco adaptado à zona inferior do tubo, que suporta duas a quatro objetivas de diferentes ampliações: por rotação é possível trocar rápida e comodamente de objetiva.

Charriot – movimenta a lâmina de um lado para o outro, permitindo uma análise da lâmina como um todo.

Já sua parte óptica é constituída por:

Sistema de Oculares e Sistema de Objetivas – o conjunto de lentes que permitem a ampliação do objeto. A ampliação dada ao microscópio é igual ao produto da ampliação da objetiva pela ampliação da ocular.

  • Ocular – capta a imagem ampliada pela objetiva, ampliando-a, através do seu sistema de lentes e permite a sua observação pelo olho humano. As oculares mais usadas são as de ampliação 10X.

  • Objetivas – ampliam a imagem do objeto a ser observado, através de sistema de lentes que a compõem.

Fonte Luminosa – existem vários tipos de fontes luminosas, podendo ser uma lâmpada (iluminação artificial), ou um espelho que reflita a luz solar (iluminação natural).

Condensador – distribui regularmente, no campo visual do microscópio, a luz refletida pelo espelho.

Diafragma – regula a intensidade luminosa no campo visual do microscópio.

Devido a estes componentes serem de alta precisão e porque o microscópio é um instrumento caro, requer cuidados especiais de transporte, utilização e manutenção.[2]

Fig. 1- Representação de microscópio óptico1

O microscópio composto é um instrumento óptico que permite obter imagens virtuais de pequenos objetos com bastante ampliação, superando os aumentos fornecidos pelas lupas. Os componentes básicos de um microscópio composto são duas lentes convergentes: a objetiva, dirigida para os objetos, e a ocular, orientada para o olho do observador:

Fig. 2- formação da imagem em um microscópio óptico.2

A objetiva, posicionada diante do objeto, forma uma imagem real, invertida e ampliada do mesmo. A ocular funciona como uma lupa que amplia a imagem não do objeto inicial mas de uma imagem intermédia formada pelo sistema de lentes da objetiva, formando uma imagem virtual e ampliada da imagem formada pela objetiva. A imagem observada pelo olho humano quando olhamos através da ocular do microscópio óptico, resulta assim numa imagem ampliada, virtual e invertida (em ambos os sentidos) em relação ao objeto.

Fig. 3 - Esquema de lentes de um microscópio óptico3

Atividade: Características da imagem observada ao Microscópio óptico

Materiais

- Água;

- Tesoura;

- Lâmina;

- Lamínula;

- Conta-gotas;

- Papel;

- Lápis com ponta fina;

- Microscópio óptico binocular.

Procedimentos

1. Num quadradinho de papel, desenhamos a letra A.

2. Com o auxílio de um conta-gotas, pingamos uma gota de água sobre a lâmina e posicionamos o quadradinho de papel sobre a gota.

3. Com muito cuidado cobrimos o fragmento com uma lamínula, de acordo com a técnica de montagem correta (ver apêndice 1)

4. Com a letra A na posição real (como escrevemos), colocamos a lâmina preparada sobre a platina do microscópio de modo a ocupar o centro do orifício desta.

5. Observe a preparação utilizando a objetiva de menor poder ampliador (3,2X).

6. Desenhamos a imagem da letra obtida na ocular e observamos a característica da imagem. (fig.4)

Fig. 4 - imagem pela ocular da lâmina com quadradinho de papel com a letra A

Resultados e Análises

A imagem obtida da letra A quando vista com uma ampliação de 32 vezes (a ampliação é dada pela multiplicação da ampliação da objetiva pela da ocular, logo a objetiva amplia 3,2X e a ocular 10X, teremos a ampliação de 32 vezes) está invertida, ampliada e virtual.

Conclusão

Referenciais

[1] Portal Escola Interativa – preparação para o vestibular. Disponível em http://www.escolainterativa.com.br/canais/18_vestibular/estude/fisic/tem/fis_022.asp. Acesso em 17/10/2009

[2] Adaptado de Marinho, M. F. & Carvalho, O. (1994). Tecnicamente Falando de Biologia – Técnicas Laboratoriais de Biologia – Bloco 1. Odivelas: Lua Viajante.

[3] Portal Educar da Universidade de São Paulo. Disponível em http://educar.sc.usp.br/otica/instrume.htm. Acesso em 18/10/2009

Apêndice

1 Figura adaptada do portal Escola Interativa e disponível na Internet.[1]

2 Figura retirada do portal Educar da Universidade de São Paulo e disponível na Internet [3]

3 Figura adaptada do portal Escola Interativa e disponível [1]

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