Manual de Saneamento FUNASA

Manual de Saneamento FUNASA

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Manual de Saneamento Brasília, 2006

Brasil. Fundação Nacional de Saúde. Manual de saneamento. 3. ed. rev. - Brasília: Fundação Nacional de Saúde, 2006.

408 p. ISBN: 85-7346-045-8 1. Saneamento. I. Título.

É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte.

Impresso no Brasil Printed in Brazil

Copyright © 1991 Fundação Nacional de Saúde (Funasa) Ministério da Saúde 1947 – Fundação Serviços de Saúde Pública – Manual de Guardas de Endemias 1964 – Fundação Serviços de Saúde Pública – Manual de Saneamento 1981 – Ministério da Saúde – Manual de Saneamento 1991 – 2a. Edição - Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde 1994 – 2a. Edição - reimpressão – Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde 1999 – 3a. Edição - Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde 2004 – 3a. Edição revisada - Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde 2006 – 3ª Edição revisada - Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde

Editor Assessoria de Comunicação e Educação em Saúde Núcleo de Editoração e Mídias de Rede/Ascom/Presi/Funasa/MS Setor de Autarquias Sul, Quadra 4, Bl. N, 2º andar - Ala Norte 70.070-040 - Brasília/DF

Distribuição e Informação Departamento de Engenharia de Saúde Pública (Densp) Setor de Autarquias Sul, Quadra 4, Bl. N, 6º Andar Telefone: 0XX61 3314-6262 - 3314-6614 70.070-040 - Brasília/DF

Tiragem: 3.0 exemplares

Sumário

Prefácio Introdução

Capítulo 1. Saneamento ambiental

1.1. Introdução 1.2. Conceitos 1.3. Os sistemas ambientais 1.4. Educação ambiental 1.5. Gestão ambiental 1.6. Referências bibliográficas

Capítulo 2. Abastecimento de água

2.1. Introdução 2.2. Generalidades 2.3. Doenças relacionadas com a água 2.4. A água na natureza 2.5. Quantidade de água para fins diversos 2.6. Medições de vazão 2.7. Solução para abastecimento de água 2.8. Mananciais para abastecimento de água 2.9. Formas de captação da água 2.10. Abastecimento público de água

2.1. Referências bibliográficas

Capítulo 3. Esgotamento sanitário

3.1. Considerações gerais 3.2. Esgotos domésticos 3.3. Conceito de contaminação 3.4. Sobrevivência das bactérias 3.5. Estabilização dos excretas 3.6. Doenças relacionadas com os esgotos 3.7. Capacidade de absorção do solo 3.8. Soluções individuais para tratamento e destinação final dos esgotos domésticos 3.9. Soluções coletivas para tratamento e destinação final dos esgotos 3.10. Referências bibliográficas

Capítulo 4. Resíduos sólidos

4.1. Considerações gerais 4.2. Acondicionamento, coleta e transporte dos resíduos sólidos 4.3. Limpeza pública 4.4. Redução, reutilização e reciclagem 4.5. Coleta seletiva 4.6. Compostagem 4.7. Incineração 4.8. Disposição final 4.9. Resíduos de serviços de saúde 4.10. Mobilização comunitária 4.1. Legislação e normas técnicas para os resíduos sólidos 4.12. Referências bibliográficas

Capítulo 5. Drenagem

5.1. Introdução 5.2. Importância sanitária 5.3. Conceito 5.4. Tipos de drenagem 5.5. Critérios e estudos para obras de drenagem 5.6. Ações desenvolvidas no combate à malária 5.7. Referências bibliográficas

Capítulo 6. Biologia e controle de artrópodes

6.1. Generalidades 6.2. Principais artrópodes de importância sanitária 6.3. Uso de inseticidas no controle de artrópodos 6.4. Controle biológico de artrópodos 6.5. Referências bibliográficas

Capítulo 7. Controle de roedores

7.1. Generalidades 7.2. Importância econômica e sanitária 7.3. Aspectos da biologia e comportamento dos roedores 7.4. Espécies de roedores de interesse sanitário 7.5. Sinais indicativos da presença de roedores 7.6. Controle de roedores 7.7. Referências bibliográficas

Capítulo 8. Alimentos

8.1. Introdução 8.2. Doenças transmitidas por alimentos (DTA) 8.3. Atuação do saneamento 8.4. Controle da qualidade dos alimentos

8.5. Controle dos manipuladores/pessoal da área de produção/ manipulação/venda

8.6. Controle das instalações e edificações em estabelecimentos da área de alimentos

8.7. Controle da armazenagem e transporte de alimentos

8.8. Medidas sanitárias para a proteção de matérias-primas e produtos alimentícios

8.9. Referências bibliográficas

Capitulo 9. Noções de topografia e numeração predial

9.1. Definição 9.2. Importância 9.3. Plano topográfico 9.4. Planta topográfica 9.5. Levantamento 9.6. Medida dos alinhamentos 9.7. Bússola 9.8. Método de levantamento 9.9. Nivelamento 9.10. Desenho de plantas 9.1. Numeração predial 9.12. Numeração métrica 9.13. Numeração dos quarteirões 9.14. Referências bibliográficas

Capítulo 10. Materiais de construção para saneamento

10.1. Materiais de construção 10.2. Peças do telhado 10.3. Composição 10.4. Fundações 10.5. Instalações elétricas 10.6. Instalações hidráulicas 10.7. Instalações de esgotos 10.8. Referências bibliográficas

Prefácio

O Serviço Especial de Saúde Pública (Sesp), em 1947, publicou o “Manual para

Guardas Sanitários” em documento mimiografado que, nos anos seguintes, foi reproduzido diversas vezes. Enriquecido pelas experiências e pela pesquisa de campo do Sesp, esse documento foi sendo aprimorado e, a partir de 1961, seus conteúdos começaram a ser revisados.

Em 1964, sob a iniciativa da Fundação Serviço Especial de Saúde Pública (Fsesp) e com base no “Manual para Guardas Sanitários”, foi editado o “Manual de Saneamento”. Sua elaboração contou com a valiosa colaboração do engenheiro sanitarista Szachna Eliasz Cynamon, profissional que muito tem contribuído para a promoção das ações de saneamento no Brasil.

Depois de três décadas, em 1994, o “Manual de Saneamento” passou por algumas revisões, sendo reunido em um só volume e republicado pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), instituição criada por meio do Decreto nº 100, de 16 de abril de 1991.

Tendo em vista a proximidade da chegada do novo milênio, a Fundação Nacional de Saúde, por intermédio de sua área técnica, resolveu promover uma revisão detalhada do Manual, acrescentando inclusive novos capítulos e retirando outros, com o intuito de torná-lo mais atual.

Este novo Manual, além das questões técnicas abordadas anteriormente, procura dar também ao leitor uma visão mais conceitual dos problemas ligados ao meio ambiente, reportando-se, por exemplo, à Agenda 21, um dos principais documentos elaborados na Conferência das Nações Unidas pelo Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992.

Acredita-se que, desta forma, o Manual de Saneamento irá abranger um maior número de leitores, não somente da área de saneamento como também de diversas outras áreas que procuram adquirir conhecimentos e uma maior integração com o saneamento.

Introdução Histórico

A importância do saneamento e sua associação à saúde humana remonta às mais antigas culturas. O saneamento desenvolveu-se de acordo com a evolução das diversas civilizações, ora retrocedendo com a queda das mesmas, ora renascendo com o aparecimento de outras.

Os poucos meios de comunicação do passado podem ser responsabilizados, em grande parte, pela descontinuidade da evolução dos processos de saneamento e retrocessos havidos.

Conquistas alcançadas em épocas remotas ficaram esquecidas durante séculos porque não chegaram a fazer parte do saber do povo em geral, uma vez que seu conhecimento era privilégio de poucos homens de maior cultura.

Por exemplo, foram encontradas ruínas de uma civilização na Ìndia que se desenvolveu a cerca de 4.0 anos, onde foram encontrados banheiros, esgotos na construção e drenagem nas ruas (Roseu 1994).

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