revisão conceitual

revisão conceitual

(Parte 1 de 3)

Estilo VISIONÁRIO: Canaliza as pessoas para visões e sonhos partilhados, tem um efeito fortemente positivo e é apropriado quando ocorrem mudanças que exigem uma nova visão ou quando é necessário uma orientação clara.

Neste pilar estão as pessoas que instigam e entusiasmam os outros a terem uma visão de futuro. Elas motivam o processo de mudança, tem a criatividade muito desenvolvida, adaptabilidade e flexibilidade.

Estilo CONSELHEIRO: Relaciona os desejos das pessoas com os objetivos da organização, tem um efeito muito positivo e apropriado quando é necessário ajudar um empregado a ser mais eficiente, melhorando as suas capacidades de longo prazo. Muito utilizado para resgatar um integrante do grupo que, por motivos pessoais ou profissionais isola-se do grupo o que é motivo de preocupação ao líder. Serve também para conhecer-se as pessoas sob o comando.

Estilo RELACIONAL: Cria harmonia melhorando o relacionamento entre as pessoas, tem um efeito positivo e é útil para resolver conflitos no grupo, motivar nos períodos difíceis e melhorar o relacionamento entre as pessoas. Proporciona a maturidade no grupo possibilitando o conhecimento mútuo entre os integrantes do grupo. Importante no dia-a-dia de uma equipe que poderá ser empregada em alguma situação que necessite essas características e coloque o grupo em risco.

Estilo DEMOCRÁTICO: Valoriza o contributo de cada um e obtém o empenho de pessoas através da participação, tem um efeito positivo e apropriado quando o intuito é conseguir a adesão ou consenso. Assim como o tipo democrático de liderança, deve ser utilizado com sabedoria em momentos que seja realmente preciso a opinião de todos os integrantes do grupo.

Estilo COERCITIVO: Facilita em atingir objetivos difíceis e estimulantes, tem um efeito muito negativo se mal executado, mas é bastante útil quando se pretende levar uma equipe competente e motivada a produzir resultados de elevada qualidade.Este estilo pode ser empregado em situações de risco iminente, ou para evitar o comprometimento de pessoas e grupos em operações de segurança. Utilizado

Em situações imperativas como durante uma crise, hostil tomada do poder Iminente, catástrofe (terremoto, incêndio) ou com funcionários -problema.

Estilo DIRIGISTA: Acalma os receios dando instruções claras em situações de emergência, tem efeito negativo em situações normais, mas é imprescindível em situações de crise.Estilo interessante para ser utilizado para grupos recém formados, onde o comprometimento e conhecimento mútuo ainda não foram devidamente alcançados

Entende-se por segurança privada a atividade proativa, preventiva, complementar à segurança pública, executada para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, que tem por objetivo auxiliar as forças de segurança pública a reduzir a criminalidade, exercida por pessoas de direito privado, através de profissionais qualificados ou com emprego de tecnologias e equipamentos, mediante regulamentação e controle diretos do poder público.

São consideradas atividades de segurança privada:I - vigilância patrimonial – exercida dentro dos limites dos prédios e edificações, urbanos ou rurais, públicos ou privados, com a finalidade de proteger os bens patrimoniais; I - transporte de valores – consiste no transporte de numerário, bens ou valores, mediante a utilização de veículos, comuns ou especiais;I - escolta armada – visa a garantir o transporte de qualquer tipo de carga ou de valores; IV - segurança pessoal – exercida com a finalidade de garantir a incolumidade física de pessoas;e V - curso de formação – tem por finalidade formar, especializar e reciclar os vigilantes

Estrutura departamental ligada ao ambiente externo à empresa tende a formar o que chamamos de diferenciação. Cada departamento desenvolve sua própria perspectiva dos objetivos da empresa e como alcançá-los. Cada Equipe tende a possuir seu “modus operanti”, de acordo com seu chefe. Há uma certa descentralização de lideranças, uma delegação de compromisso com a empresa.

Lembre-se:

“ O sucesso e competência do Gestor está em sua capacidade de produzir o sucesso das equipes que tem a seu dispor sempre levando em conta a cultura da empresa a que pertence”

A organização requer coordenação (processo de integrar as atividades das diversas equipes separadas a fim de perseguir os objetivos organizacionais eficazmente).Sem a coordenação as pessoas perdem a visão de seus papéis dentro da organização e passam a perseguir seus próprios interesses, comprometendo a liderança do Gestor.

DIRIGIR é o processo de dirigir esforços coletivos para um propósito comum. Significa interpretar os planos organizacionais para as pessoas e proporcionar a orientação necessária sobre como executá-los e garantir o alcance dos objetivos. Para o Gestor a direção deve ser pouco genérica e muito detalhada, todos os líderes de equipes devem estar cientes das regras, das missões a eles afetas, do modus operanti esperado de sua equipe, das necessidades do cliente e da necessidade fundamental do feedback. Para o Gestor a direção deve ser voltada para curto prazo, preferencialmente a cada missão, a cada situação. Para o Gestor a direção deve abordar cada equipe de forma separada, ou seja personalizada, direcionada.

Capacidades essenciais ao gestor: 1) Capacidade de dirigir esforços coletivos para um propósito comum

2) Capacidade de comunicar e negociar com as pessoas para obter consenso 3) Capacidade de orientar os lideres de equipes 4) Capacidade de liderar os líderes de equipes 5) Capacidade de motivar os líderes de equipes 6) Criatividade para solução de conflitos e crises 7) Demonstração de comprometimento e lealdade com a gerência 8) Demonstração de comprometimento e lealdade com os chefes de equipes que tem sob sua gestão.

Dirigir pessoas é sobretudo comunicar. O gestor – como dirigente – precisa, de um lado, transmitir objetivos, orientação, informação, motivação, reforço e de, outro lado, receber informações, resultados, dúvidas. Direção é o processo de guiar e orientar as atividades dos membros da organização para os rumos adequados e que conduzam ao alcance dos objetivos organizacionais e, se possível, atendam também aos objetivos pessoais dos membros. A direção focaliza PESSOAS e requer profundo conhecimento sobre comunicação e negociação. COMUNICAÇÃO é a transmissão de uma informação de uma pessoa para outra ou de uma organização para outra. COMUNICAÇÃO é o fenômeno pelo qual um emissor influencia e esclarece um receptor. COMUNICAÇÃO é o processo pelo qual a informação é intercambiada, compreendida e compartilhada por duas ou mais pessoas, com a intenção de influenciar o comportamento. COMUNICAÇÃO não significa apenas enviar uma informação, mas torná-la comum entre as pessoas envolvidas (compartilhar):

FONTE – é a pessoa, grupo, ou organização que deseja transmitir alguma idéia ou informação por uma mensagem.A mensagem comunica: informação, atitudes, comportamento, conhecimento ou emoção.

A fonte codifica a mensagem por meio de: palavras, gestos, sinais, símbolos.A fonte escolhe os meios adequados para enviar a mensagem, ou seja o TRANSMISSOR.

TRANSMISSOR – é o meio ou aparelho usado para codificar a idéia ou significado através de uma forma de mensagem.O transmissor codifica ou translada a idéia ou significado por meio de:- meios verbais, escritos ou não verbais ( como símbolos, sinais ou gestos), ou combinações entre os três.

Codificar significa colocar a informação de uma maneira que possa ser recebida, ou seja de modo que o receptor entenda.Informação codificada = mensagem. A mensagem para chegar ao receptor passa por um CANAL

CANAL – é o meio escolhido através do qual a mensagem flui entre a fonte e o destino. É o espaço ou ambiente que medeia os elementos envolvidos no processo de comunicação. Pode ser o meio escrito ou falado utilizado para fluir a mensagem.São utilizados, painéis, murais, reuniões, conversas, cartas, e-mais, recados.

RECEPTOR – é o meio ou aparelho que decodifica ou interpreta a mensagem para oferecer um significado percebido.

Codificação e decodificação são as fontes potenciais para erros de comunicação, porque conhecimentos, atitudes e experiências filtram e criam ruído na translação de símbolos para significados.

DESTINO – é a pessoa, grupo ou organização que deve receber a mensagem e compartilhar do seu significado. Para confirmar a comunicação, o destino ou destinatário deve proporcionar retroação ou retroinformação.

RUÍDO – é o termo que indica qualquer distúrbio indesejável dentro do processo de comunicação e que afeta a mensagem enviada pela fonte ao destino.

RETROAÇÃO – é fundamental para o sucesso da comunicação. Pode ser desenvolvida por meios simples:

1) Através da confiança e calor humano no relacionamento 2) Através da preocupação com relação às pessoas 3) Através de um comportamento aberto 4) Através da disposição para mudanças 5) Quando o objetivo é ajudar e não penalizar ou destruir 6) Quando a retroação não causa dano nenhum a ninguém

7) Através de um bom relacionamento com as pessoas 8) Através da percepção do impacto da comunicação sobre as pessoas

RETROAÇÃO – ou retroinformação, é o processo pelo qual o destino recebe e assimila a comunicação e retorna o que ele percebe a respeito da mensagem desejada.A retroação acontece quando o destino responde à fonte com uma mensagem de retorno, a segunda mão da estrada.Por meio da retroação é que a fonte verifica se o destino recebeu e interpretou corretamente a mensagem.

Se a reação do destinatário não for adequada a fonte pode concluir que o processo de comunicação não foi bem sucedida.

Idéias preconcebidas: Interpretações pessoais; Preconceitos pessoais; Inabilidade de comunicação; Dificuldade com o idioma; Pressa ou urgência; Desatenção ou negligência; Desinteresse; Outros interesses prioritários; Emoção ou conflito; Superficialidade e Motivação

Para eficácia na comunicação, usar frases que sejam:CURTAS, CLARAS, SIMPLES. POSITIVAS, RACIONAIS – antes de ligar a boca, ligar o cérebro, ASSERTIVAS – sim ou não – o quase é um perigo, CADENCIADAS - ritmo da fala, ILUSTRADAS, CORTESES, AGRADÁVEIS

Quando convocá-las?

Necessita que todo o grupo forneça informação ou conselho Deseja que a equipe participe de uma decisão ou resolução de um problema

Compartilhamento de informações, um sucesso ou uma preocupação com “todos”, ou fazer com que todos tomem conhecimento de uma situação.

Está lidando com um problema que necessita de “inputs” de membros de diferentes grupos com diferentes perspectivas.

Esclarecimento de responsabilidades Identifica que o grupo sente grande necessidade de reunir-se.

Quando não convocá-las?

O assunto é uma questão pessoal, que será mais bem tratado individualmente Não dispõe de tempo para preparar-se

Um outro meio de comunicação terá o mesmo efeito ou ainda melhor, por exemplo, um memorando, e-mail ou telefonema

O assunto já foi decidido – faz de conta Não vale a pena gastar o tempo de “todos” com aquele assunto O grupo está irritado e precisa de tempo antes de poder discutir a fonte do conflito ou da frustração.

Regras de eficácia

Definição clara dos objetivos da reunião, antes de sua convocação Convocação restrita das pessoas que estão relacionadas com o objetivo da reunião

Explicitação clara na convocação do dia, horário, local e objetivo da reunião, divulgando, se possível, uma pauta dos pontos a serem tratados

Respeito do horário quanto ao início, término e pauta da reunião Estímulo à participação, evitando, contudo, interrupções desnecessárias Apresentação, ao final, de um resumo das conclusões, datas e responsabilidades Utilização da objetividade.

Após a reunião – Plano de ação e comunicação a) QUE decisões específicas e consequências foram produzidas pela reunião e que tarefas precisam ser realizadas como resultado da reunião? b) QUEM é responsável por essas tarefas? Quando participantes da reunião voluntariamente se comprometem com ações específicas, é mais provável que eles consigam desincumbir-se daquelas tarefas c) QUANDO as tarefas deverão ser concluídas? Fazer com que os participantes sejam realistas quanto ao seu comprometimento com prazos contribuirá para que as tarefas sejam de fato executadas.

Qualidades de uma boa reunião: 1) Uma proposta que todos os participantes entendam 2) Uma agenda organizada, para alcançar o objetivo 3) As pessoas adequadas 4) Apresentações visuais, sempre que possível 5) Participantes preparados para contribuir 6) Um resumo do apresentador sobre o que foi executado

7) Um acompanhamento organizado após a reunião

(Parte 1 de 3)

Comentários