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Asfalto-borracha

O Asfalto-borracha é um asfalto modificado por borracha moída de pneus. Além de ser uma forma nobre de dar destino aos pneus inservíveis, resolvendo um grande problema ecológico, o uso de borracha moída de pneus no asfalto melhora em muito as propriedades e o desempenho do revestimento asfáltico.

4.3 Produtos aplicados a frio Emulsões asfálticas (EMA)

Emulsão é definida como uma mistura heterogênea de dois ou mais líquidos, os quais normalmente não se dissolvem um no outro, mas, quando são mantidos em suspensão por agitação ou, mais freqüentemente, por pequenas quantidades de substâncias conhecidas como emulsificantes, formam uma mistura estável.

Emulsões asfálticas são dispersões de cimento asfáltico (CAP) em fase aquosa estabilizada com tensoativos. O tempo de ruptura depende, dentre outros fatores, da quantidade e do tipo do agente emulsificante e a viscosidade depende principalmente da qualidade do ligante residual. A quantidade de asfalto pode variar entre 60 a 70%.

Asfaltos Diluídos de Petróleo (ADPs)

Os asfaltos diluídos de petróleo (ADP) são produzidos a partir do CAP e diluentes adequados. São utilizados em pavimentação por penetração e aplicados em temperaturas mais baixas que as usualmente empregadas quando se usa CAP. Serviços típicos que utilizam ADP são macadames betuminosos, os tratamentos superficiais e alguns pré-misturados a frio, além da imprimação impermeabilizante.

São classificados pelo Departamento Nacional de Combustível (DNC) de acordo com a velocidade de cura em três categorias: cura rápida, cura média e cura lenta, sendo que os ADPs desta última categoria não são produzidos no Brasil. Quanto à viscosidade, são subdivididos de acordo com as seguintes faixas:

Asfaltos diluídos de cura rápida

Viscosidade Cinemática a 60ºC, cSt Penetração no Resíduo, 0,1mm

Asfaltos diluídos de cura média

Viscosidade Cinemática a 60ºC, cSt Penetração no Resíduo, 0,1mm

4.4 Produtos especiais para pavimento Agente anti-pó

O agente Antipó é um derivado de óleo de xisto com frações de material asfáltico, que adere firmemente ao solo formando uma camada impermeável. Indicado para vias não pavimentadas com baixo tráfego, em vários tipos de solo, o produto permite a eliminação de poeira, proveniente do deslocamento dos veículos, além de prevenir a ocorrência de lama e os danos provocados ao leito das vias em dias chuvosos.

Antipó é sinônimo de desenvolvimento para os bairros periféricos, aparecendo como uma alternativa economicamente viável frente ao elevado custo da pavimentação asfáltica. Com a sua aplicação, a prefeitura reduz significativamente a manutenção das ruas não pavimentadas oferecendo à população maior dignidade.

A aplicação é rápida, o produto tem boa durabilidade. É possível liberar o tráfego quatro horas após a aplicação do produto. Há que se ressaltar que a durabilidade deste revestimento depende diretamente do volume de tráfego e das condições da superfície a ser tratada e da qualidade da aplicação.

Elastron

Sistema de elastômero de poliuretano e asfalto para impermeabilização, revestimentos industriais, pisos e diversas outras aplicações. O sistema é constituído por dois componentes misturados e aplicados a frio: o PREMIX e o ATIVADOR. Um primer, aplicado antes do sistema Elastron, pode ser utilizado como agente de adesividade, o que garante uma excelente aderência aos mais diversos substratos. Apresentado em duas versões: TR e TX.

5.0 NORMALIZAÇÃO5.0 NORMALIZAÇÃO5.0 NORMALIZAÇÃO5.0 NORMALIZAÇÃO

5.1 Definição

Atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem em um dado contexto.

Os Objetivos da Normalização são:

Economia Proporcionar a redução da crescente variedade de produtos e procedimentos

Comunicação Proporcionar meios mais eficientes na troca de informação entre o fabricante e o cliente, melhorando a confiabilidade das relações comerciais e de serviços

Segurança Proteger a vida humana e a saúde

Proteção do ConsumidorProver a sociedade de meios eficazes para aferir a qualidade dos produtos

Eliminação de Evitar a existência de regulamentos conflitantes sobre produtos e

Barreiras Técnicas e

Comerciais serviços em diferentes países, facilitando assim, o intercâmbio comercial

Na prática, a Normalização está presente na fabricação dos produtos, na transferência de tecnologia, na melhoria da qualidade de vida através de normas relativas à saúde, à segurança e à preservação do meio ambiente.

5.2. Algumas Normas referentes ao asfalto

Ponto de Amolecimento Aparelho (Anel e Bola) Código: VA-320 ABNT -MB-164 ASTM-D-36-AASHO T-53

uma esfera de densidade fixa escorrega completamente pela parte inferior do anel

Temperatura a qual uma amostra de asfalto contido em um anel de diâmetro fixo e sob

Funcionamento: Manual; Combustível: A Gás; Acessórios: Anel com haste para duas provas, Esferas, Termômetro astm 15 cº e 16º c, Copo Becker 600 ou 1000ml, Tela de amianto 16 x 16 cm, Tampa de aço inox, Bico de Busen com registro, Suporte com haste 600 m, Anel com mufa e Botija (liquinho) 2kg. com mangueira especial.

Penetração de Materiais Betuminosos Penetrômetro Universal com Agulha Código: VA-610 DNER DPT - M 03.64 - ABNT MB 107 - ASTM DS - AASHO T - 49

Distancia percorrida em decímetro de milímetro por uma agulha de 100g, durante 05(cinco) segundos à temperatura de 25ºC.

Funcionamento: Manual; Conjunto: Agulha para penetração, Cápsula de alumínio com tampa ø = 5 x 35 m, Cápsula de alumínio ø = 80 x 90 m e Cuba de transparência

Ponto de Fulgor Aparelho para Determinação do Ponto de Fulgor (Vaso aberto de Cleveland) Elétrico. Código: VA-312 ABNT - MB - 50 - ASTM - D-92 - D-117 -D-803 AASHO - T-48

Determina a primeira temperatura em que os gases que emanam de uma amostra inflamam sob a ação de uma chama piloto,de movimento único, a cada 2ºC durante 5s de passagem da chama sobre a superfície da amostra.

Funcionamento: Elétrico; Tensão: 110 ou 220 V; Conjunto: Vaso aberto de Bronze (Cleveland), Termômetro ASTM 1 - c - 6º a 400º c, Aplicador de chama em ensaio, Placa Aquecedora, Suporte para Vaso, Suporte com haste 600 m e Botija (liquinho 2,0 kg). com Mangueira especial.

Determinação da Viscosidade Viscosímetro Código: VA-130 ABNT MB-49 - ASTM-D 8.56

Determina o tempo em segundos que uma amostra de 60ml leva para escoar completamente à uma temperatura de 75ºC

Funcionamento: Elétrico; Tensão: 110 ou 220 V; 02 Corpos de Prova, Simultâneos com Sistema controlador de Temperatura 300ºC 110/220 V; Acessórios: Chave de Bicos, Limpa tubos, Óleo Especial (Oil para Viscosimeter), Frasco de vidro viscosímetro 60 ml e Termômetro Mercúrio - 10 + 260º C Escala Interna.

5.3 Algumas normas para agregados segundo o DNIT

Agregados minerais constituem um dos principais componentes da pavimentação rodoviária, tendo como principais finalidades manter a estabilidade mecânica dos revestimentos, suportar o peso do tráfego e, ao mesmo tempo, transmiti-lo às camadas inferiores com uma pressão unitária reduzida. A grande variedade de minerais em todo Brasil torna inviável uma padronização de utilização dos mesmos no pavimento. A pedra britada é o agregado mais importante para a construção de rodovias e sua utilização se dá nas diversas camadas da pavimentação. Geralmente utilizam-se britas de basalto, pois representam a maior parcela de minerais encontrados nas regiões mais pavimentadas do país (sul e sudeste). Entretanto, observa-se uma grande quantidade de pedreiras de gnaisse e calcário nas regiões sudeste e nordeste, fazendo com que os mesmos também sejam utilizados em pavimentação nas suas respectivas regiões. Já em regiões com carência de minerais, como é o caso do centro-oeste e norte, utiliza-se a argila calcinada. Dessa forma, pode-se verificar que diferentes minerais compõem as estradas brasileiras em cada região do país. Porém, independentemente do tipo de mineral, os mesmos devem estar enquadrados segundo as normas estabelecidas pelo DNIT, em termos de granulometria, forma, densidade, abrasão, entre outros.

Mistura Asfáltica Segundo as especificações brasileiras do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e do DNIT, pode-se definir mistura asfáltica como a mistura entre uma quantidade pré-determinada de agregados minerais e CAP, que após sofrer compactação é aplicada em vias públicas e estradas.

Problemas encontrados no Pavimento Asfáltico Apesar das usinas de asfalto seguirem as especificações determinadas pelo DNIT, tanto para agregados quanto para CAPs, observa-se uma grande quantidade de problemas no pavimento, como desprendimentos da camada mais externa, rachaduras, depressões e trincas. Esses problemas podem estar relacionados com a grande variedade de minerais e CAPs encontrados no Brasil e, principalmente, com a falta de estudos mais aprofundados no setor.

6.0 Aplicações e Especifícações Técnicas 6.1 Aplicações

Caixas de bateria Papel Betumado Pavimento industrial (c/ agregado mineral) Colagem de tacos e parquet no assoalho Juntas de dilatação (blocos de concreto, paralelepípedos) Impermeabilizações de superfícies de concreto ou alvenaria em túneis/galerias Impermeabilização em áreas horizontais e verticais Colagem de pedriscos em tacos Fabricação de tintas e vernizes betuminosos Isolante de cabos elétricos Enchimento de acumuladores elétricos Indústria de borracha Proteção interna de tanque de álcool e aguardente Estopim de explosivos Isolação de cartuchos de dinamite Fabricação de massas adesivas, underseal p/ veículos Impermeabilização de câmaras frigoríficas e geladeiras Impermeabilização de caixas d'água, lajes, e telhados planos Colagem de materiais anti-ruído e isolantes térmicos (cortiça /isopor) Selagem de acumuladores elétricos Selagem de caixas de baterias e pilhas Impermeabilização em ambientes de alta temperatura Fabricação de condensadores e reatores elétricos Isolante de equipamentos elétricos (reatores, para raios) Saturação de feltros e anti-ruídos p/ automóveis Vedação na indústria de refrigeração Fabricação de mantas

6.2 Especificações técnicas

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