Terapia Nutricional

Terapia Nutricional

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BELO HORIZONTE 2007

Terapia Nutricional Profa. Mara Cláudia Dias

“Segundo os epidemiologistas, uma doença comum é aquela com prevalência acima de 10% Assim, a desnutrição é certamente a doença mais comum encontrada nos hospitais gerais. Desconhecer a prevalência da desnutrição, negligenciar no seu diagnóstico e negar a importância da terapia nutricional é certamente retirar do paciente as possibilidades de um prognóstico melhor.”(KAHN, 1989).

Segundo IBRANUTRI , 1996 Inquérito Brasileiro de Avaliação Nutricional Hospitalar:

13 Estados Brasileiros e 4000 pacientes avaliados.

Apenas 14,6% dos pacientes apresentavam seu peso anotado à admissão.

1) Prevalência de Desnutrição

51,9% - eutróficos 35,5% - desnutrição moderada 12,6% - desnutrição grave

Prevalência de Desnutrição Hospitalar Brasileira 12,60% desnutrição grave desnutrição moderada eutrófico

Terapia Nutricional Profa. Mara Cláudia Dias

2) Tempo de Internação Hospitalar X Desnutrição Dias de internação Prevalência de desnutrição 2 primeiros dias 37,1% 3 a 7 dias 4,5% 8 a 14 dias 51,2% Acima de 15 dias 61%

3) Localização Anatômica da Doença X Estado Nutricional Localização Desnutridos Nutridos Parede abdominal 17% 83% Vias biliares e pâncreas 51,5% 48,5% Tubo GI baixo 60,2% 39,8% Mal definido 6,6% 3,4% Tubo GI alto 76,8% 23,3%

Ciclo Vicioso da Desnutrição DOENÇA

Perda de apetite

Diminuição da ingestão de alimentos

Degradação da condição Física e Mental

Desnutrição

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Avaliação Nutricional dos pacientes admitidos no

Hospital Odilon Behrens, BH, MG Dias, M; Campos, D; Santana, E; Araújo, I, 2004.

Foram avaliados 196 pacientes de junho a outubro de 2004 no momento da admissão hospitalar.

O estudo revelou:

Tabela 1: Incidência de desnutrição por sexo do paciente

M F Total Grau de desnutrição n % n % n %

O grupo de Doenças do Sistema Digestivo foi o que apresentou uma maior porcentagem de pacientes desnutridos graves, atingindo 12 pacientes (25,5%) e 20 pacientes (42,6%) desnutridos moderados, totalizando 32 (68,1%) desnutridos neste grupo.

Observou-se que a desnutrição grave é crescente com o avançar da idade, atingindo 14,6% dos pacientes acima de 60 anos.

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Tabela 2: Relação entre desnutrição e idade dos pacientes

Estudo de Nutrição na América Latina, 2003: representa a replicação, em 13 países latinoamericanos, do estudo IBRANUTRI, 4.0 doentes internados avaliados.

48,1% de desnutridos

Os 13 países participantes do estudo eram: Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Cuba, República Dominicana, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, Venezuela e Uruguai.

“Nutrir é talvez a única forma de tratar o paciente e não necessariamente a doença” (Barroso, 1979)

É um conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção e/ou recuperação do estado nutricional do paciente por meio da:

• Nutrição Enteral, • Parenteral ou

• Suplementação via oral.

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Objetivos Prover ao paciente os nutrientes necessários, da forma mais adequada possível à doença, às condições físicas, ao estado nutricional, aos hábitos alimentares e aos aspectos psicológicos em que se encontra.

• Impedir o catabolismo do paciente • Reverter o catabolismo em anabolismo

• Minimizar os efeitos do catabolismo

REGRA: “Se o trato gastrointestinal funciona, mesmo que parcialmente, use-o”.

• Identificar os pacientes candidatos à Terapia Nutricional. • Planejar e executar o tratamento.

• Monitorar e acompanhar os resultados.

• Médicos, nutricionistas, enfermeiros, farmacêuticos e outros (fonoaudiólogos, psicólogos).

Terapia Nutricional Profa. Mara Cláudia Dias

• Identificar os pacientes candidatos. • Praticar a Avaliação Nutricional para dirigir a terapia nutricional.

• Ministrar a TN segura e eficiente.

1º AVALIAÇÃO NUTRICIONAL

Avaliação Nutricional – Por quê?

• Identificar os pacientes de risco • Monitorar a eficácia da Terapia Nutricional

OBSERVAÇÃO Referência ao estado nutricional anotada no prontuário: 94% não e 6 % sim ( COPPINI, 2001 ).

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