Apostila de logística

Apostila de logística

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Apostila: Adm.Materiais e Logística PROF. M.Sc. Pablo Q. Bahia

Auxiliar os participantes do módulo de Logística de Distribuição e Supply Chain no uso de instrumentos aplicados à redução dos níveis de comprometimento do capital imobilizado em estoques em torno da Cadeia de Suprimentos, bem como redução de custos logísticos de distribuição com alternativas de escoamento de produção através do modal mais adequado para que o custo seja mínimo. Assim como na utilização das ferramentas de Gerenciamento dos Estoques como Custeio Baseado em Atividades (Curva ABC - Activity Based Costing), G.E (Giro dos Estoques) e RC (Retorno de Capital). E, ferramentas competitivas atuais embasadas nos conceitos de Logística Integrada, com a finalidade de propiciar maior respaldo nas decisões administrativas pelos discentes do curso, inclusive utilizando ferramentas de Pesquisa Operacional como softwares interativos: LINDO e/ou SOLVER. Bem como, dar suporte para o Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos (SCM) e seus subsistemas e tecnologia da informação (TI).

EMENTA Gestão de Transporte: Fundamentos; ambiente logístico; componentes e técnicas; noções sobre Supply Chain; Distribuição Física, Gerenciamento dos Estoques: Curva ABC; GE (Giro dos Estoques) e CE (Cobertura dos Estoques) e aplicações de Pesquisa Operacional. Análise da demanda por transporte. Modelos de rede e malha viária. Dimensionamento de transporte e frota. Seleção de veículos. Medidas de desempenho e produtividade. Auditoria de transportes. Supply Chain: Conceituação; abordagens tradicional e contemporânea; tipos de relacionamento em cadeias de suprimento; os objetivos e desafios do SCM.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO Unidade I – LOGÍSTICA INTEGRADA.

1.1 Introdução, Conceitos e evolução da Logística e da Administração de

Materiais. 1.2 Princípios Fundamentais. 1.3 Razões e Interesses. 1.4 Enfoque Sistêmico. 1.5 Supply Chain Unidade I - ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES.

2.1 Função e objetivos; 2.2 Métodos de previsão; 2.3 Custos de Estoques; 2.4 Níveis de Estoques; 2.5 Classificação ABC; 2.6 Lotes Econômicos;

2.7 Sistemas de Controle de estoques: MRP e MRPII;

Just-In-Time (JIT);

Kanban

Unidade I – ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS.

3.1 Estocagem; 3.2 Localização de Materiais; 3.3 Classificação e Codificação; 3.4 Inventário Físico. Unidade IV – GESTÃO DE TRANSPORTE

4.1 Subsistemas logísticos; 4.2 Distribuição Física; 4.3 Roteirização; 4.4 PL (Solver e Lindo); 4.5 Modelos de Redes Logísticas

METODOLOGIA Os conteúdos serão desenvolvidos através de uma metodologia dinâmica, visando relacionar a teoria e a prática empresarial, envolvendo os alunos na participação de aulas expositivo-dialógicas, debates, atividades individuais e em grupo, leitura dirigida, tarefas; exercícios; estudos de caso; vídeos afins e recursos de PowerPoint; Retro Projetor; Quadro Magnético; dentre outros. Pretende-se estimular a apresentação de sínteses e de temas afins ao conteúdo ministrado, além de mecanismos de feedback. Inclusive atendimento disponibilizado pelo docente aos alunos, fora da sala de aula, valorizando as relações interpessoais.

Observar a maneira como os alunos apresentam suas idéias e, principalmente, como eles argumentam em favor das mesmas; Procurar não se pronunciar se uma idéia parece certa ou errada do ponto de vista formal. Pois os alunos não precisam acertar o que "está nos livros". O importante é a prática da construção de argumentos. Haverá sempre um clima de respeito sobre as idéias alheias.

Participação dos trabalhos desenvolvido em sala de aula e assiduidade.

A avaliação constitui-se também em processo de sistematização, consolidação e expressão de aprendizagens construídas em termos de conhecimentos, habilidades, competências e valores. Orienta a interação dos conteúdos com o mundo do trabalho. A avaliação procura valorizar as vivências, as experiências profissionais, o interesse, o domínio conceitual e habilidade no manejo das fórmulas básicas bem como a capacidade de expressão escrita e verbal. Espera-se desenvolver a capacidade de sistematização dos conteúdos com habilidades de interpretação e solução de problemas nos referidos temas abordados.

Acompanhamento em sala através de um Estudo de Caso dirigido como prerrogativa de aprendizado, com a finalidade de analisar as decisões tomadas após a utilização das ferramentas abordadas no curso. Tal procedimento avalia o nível de compreensão e associação dos assuntos abordados em sala. Por fim, durante o módulo os alunos realizarão atividades que irão compor 50% da avaliação (nota) e realizarão uma prova objetiva/subjetiva que valerá os demais 50% e/ou, realizar uma atividade e entregar após o módulo, totalizando 10,0 pts.

BALLOU, Ronald H , Logística Empresarial : Transportes , Administração de Materiais e Distribuição Física . 1 edição . Editora Atlas: São Paulo , 1993. 388p;

DIAS, Marco Aurélio P. Administração de Materiais: uma abordagem logística. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2005;

VALENTE, Amir Matar. Gerenciamento de Transportes e Frotas / Amir Matar Valente, Eunice Passaglia, Antonio Galvão Novaes. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

ARNOLD, J.R.Tony. Administração de materiais. São Paulo: Atlas, 1999. 521p. il;

DIAS, Marco Aurélio P. Administração de Materiais: edição compacta. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 1997;

GONÇALVES, Paulo Sérgio. Administração de Materiais. 2ªed.Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

HONG, Yunh Ching. Gestão de estoques na cadeia logística integrada – Supply Chain. São Paulo: Atlas, 1999. 182p. il;

MARTINS, Petrônio Garcia; ATL, Paulo Renato Campos. Administração de Materiais e Recursos Patrimoniais, São Paulo : Saraiva ,2004. 353p. il;

NOVAES, Antônio Galvão. Logística e Gerenciamento da Cadeia de Distribuição: estratégia, operação e avaliação. Rio de Janeiro: Campus, 2001; POZO,Hamilton , Administração de recursos materiais e patrimoniais : uma abordagem logística . 3. ed. São Paulo : Atlas, 2002. 204p. il.

Objetivo:

Habilitar os participantes no uso de ferramentas específicas de Logística Empresarial e Integrada. Além de instrumentos de redução dos níveis de comprometimento do capital imobilizado em estoques e patrimônio. Assim como na utilização das ferramentas de Gerenciamento dos Estoques e Subsistemas Logísticos como Transportes; Distribuição Física e Armazenagem. Fornecer subsídios que auxiliem tomadas de decisões gerais referentes ao departamento de Compras e Almoxarifado, assim como o Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management)

Metodologia de Ensino:

Os conteúdos serão desenvolvidos através de uma metodologia dinâmica, visando relacionar a teoria e a prática empresarial, envolvendo os alunos na participação de aulas expositivo-dialógicas, debates, atividades individuais e em grupo, leitura dirigida, tarefas; exercícios; estudos de caso; vídeos afins e recursos de PowerPoint; Retro Projetor; Quadro Magnético; dentre outros. Pretende-se estimular a apresentação de sínteses e de temas afins ao conteúdo ministrado, além de mecanismos de feedback. Inclusive atendimento disponibilizado pelo docente aos alunos, fora da sala de aula, valorizando as relações interpessoais.

6 Avaliação do Professor em sala:

Observar a maneira como os alunos apresentam suas idéias e, principalmente, como eles argumentam em favor das mesmas;

Procurar não se pronunciar se uma idéia parece certa ou errada do ponto de vista formal.

Pois os alunos não precisam acertar o que "está nos livros". O importante é a prática da construção de argumentos. Haverá sempre um clima de respeito sobre as idéias alheias.

Participação dos trabalhos desenvolvido em sala de aula e assiduidade.

A avaliação constitui-se também em processo de sistematização, consolidação e expressão de aprendizagens construídas em termos de conhecimentos, habilidades, competências e valores. Orienta a interação dos conteúdos com o mundo do trabalho.

A avaliação procura valorizar as vivências, as experiências profissionais, o interesse, o domínio conceitual e habilidade no manejo das fórmulas básicas bem como a capacidade de expressão escrita e verbal. Espera-se desenvolver a capacidade de sistematização dos conteúdos com habilidades de interpretação e solução de problemas. Mensurando através de cases e dinâmicas de grupo habilidades e competências dos discentes em sala.

Acompanhamento em sala através de um Estudo de Caso dirigido como prerrogativa de aprendizado, com a finalidade de analisar as decisões tomadas após a utilização das ferramentas abordadas no curso. Tal procedimento avalia o nível de compreensão e associação dos assuntos abordados em sala.

PROFESSOR: MSc. PABLO QUEIROZ BAHIA LOGÍSTICA INTEGRADA

“ Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas...”

( Sun Tzu ).

“ Não há nada mais difícil de controlar, mais perigoso de conduzir, ou mais incerto no seu sucesso, do que liderar a introdução de uma Nova Ordem,”

( Nicolo Machiavelli )

1469-1527 MISSÃO DA LOGÍSTICA:

A logística de qualquer empresa é um esforço integrado com o objetivo de ajudar a criar valor para o cliente pelo menor custo total possível. A logística existe para satisfazer às necessidades do cliente, facilitando as operações relevantes de produção e marketing. Do ponto de vista estratégico, os executivos de logística procuram atingir uma qualidade predefinida de serviço ao cliente por meio de uma competência operacional que represente o estado-da-arte. O maior desafio é equilibrar as expectativas de serviços e os gastos de modo a alcançar os objetivos do negócio.

“ A experiência ensina que homens são governados pelo que estão acostumados a ver e praticar; que as mais simples e óbvias melhorias, na ocupação mais comum, são adotadas com hesitação e relutância e de maneira gradativa”.

(Alexandre Hamilton, 1791).

LOGÍSTICA – (História)

A Logística é um termo bélico que designava a agilidade necessária ao posicionamento de tropas, provisões e munições. Tal agilidade sempre significou a diferença entre vencer ou perder uma guerra, independentemente do grau tecnológico envolvido.

As primeiras referências da palavra datam da Grécia antiga, mas o termo renasceu no mundo ocidental durante a Idade Média, com sua citação no livro Da Guerra, de Carl Von Clausewitts, no século XVII. Clausewitts era o comandante chefe do poderoso exército de Frederico da Prússia.

A Logística teve um grande destaque na Segunda Guerra Mundial, quando o deslocamento intercontinental de tropas e armamentos tornou-se fundamental, pois as principais nações “aliadas” eram Estados Unidos e Inglaterra, e a frente de batalha estava no continente Europeu.

Toda vez em que houver uma movimentação de um material, ou de uma informação, de um lugar a outro, estaremos no campo da Logística e certamente estaremos envolvidos com atividades de Transporte, Movimentação e Armazenagem, Planejamento e Controle de Estoques, Processamento de Pedidos e Documentos e Planejamento e Controle Logístico.

O estudo da Logística visa, através de uma visão sistêmica, otimizar este conjunto de atividades de modo a atingirmos os resultados de Distribuição e Serviço ao Cliente com o menor custo possível.

qualquer função militar; Contrato ou prestação de serviços

Há muitas maneiras de se dizer qual é o conceito de logística, uns dizem que foi desenvolvida nas forças armadas, e vem do francês Logistique, outros dizem que o conceito é a parte da arte da guerra que trata do Planejamento e da realização de projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material (para fins operacionais e administrativos); recrutamento, incorporação, instrução e adestramento, designação, transporte, bem estar, evacuação, hospitalização e desligamento de pessoal; Aquisição ou construção, reparação, manutenção e operação de instalações e acessórios destinados a ajudar o desempenho de

Se olharmos para o lado empresarial termos as mesmas definições só que com um diferencial, em todas as definições há a alusão para os custos menores, ou, a um custo razoável, preços competitivos, ou ainda, tarifas aceitáveis, ou seja não há nenhuma dúvida de que um dos principais quesitos no que diz respeito à Logística gira em torno de Custos. As maiores contribuições da Logística para o dia a dia da empresa é o valor agregado aos produtos através do serviço que esta presta ao seu cliente, um exemplo é o prazo reduzido na entrega, mas, saber onde está localizado o produto dentro da sua estrutura de armazenagem, fazer a entrega atendendo o pedido de maneira rápida e precisa, permitindo uma grande facilidade no momento que o pedido é originado, são os maiores destaques no que diz respeito a nível de serviço. Para que uma empresa se mantenha no mercado é necessário que esteja qualificada em termos de preços e o diferencial que a distingue dos concorrentes é o nível de serviço.

Em suma a Logística como a conhecemos hoje tem a missão de ajudar empresas a melhorar seu nível de serviço reduzindo custos de operações. Sempre que a questão operacional de uma empresa entra em discussão, surge a necessidade de decisões especiais de custos na logística, o que envolve ponto de equilíbrio, até que ponto eu estou investindo e em que ponto estou tendo retorno do meu capital investido, preço especial e custo marginal. Sabemos que a Logística é uma ferramenta estratégica para aumentar vendas e reduzir custos, pois estuda os vínculos existentes entre os elos da cadeia e os analisa de forma a melhorá-los e torná-los mais eficientes em termos de qualidade e de custos. Os custos logísticos apesar de imperceptíveis em alguns casos estão inseridos dentro do contexto econômico no nosso país, existem vários itens que compõem os custos logísticos.

Custos com Tributação (impostos, taxas, emolumentos)

Há um princípio mundialmente aceito, não exportar tributos, o governo brasileiro tem procurado desonerar das exportações os tributos nacionais, permitindo às empresas ofertarem seus produtos a preços competitivos no mercado internacional. Mas, será que isso realmente acontece, quando uma empresa compra um determinado produto, que para a empresa fabricante é o seu produto acabado, para a empresa compradora este serve de matéria prima ou um componente do seu produto a ser exportado, aí há incidência de alguns impostos, não há maneira eficiente de se desonerar este tipo de tributação, nos casos de mercadoria importada poderíamos indicar o recurso do Drawback que é um à incentivo à exportação.

Custos com Transporte

O transporte de mercadorias de regiões produtoras do Brasil até os portos ou mesmo aeroportos internacionais onde existe o procedimento das alfândegas, tem um custo muito alto em razão da forte dependência das rodovias. Este alto custo diminui a competitividade dos produtos brasileiros em comparação aos países que tem a preocupação com o custo logístico e procuram a maneira mais econômica para escoar sua produção até os portos de seus países. Vamos analisar o exemplo da soja, o Brasil no ano de 2003, as exportações brasileiras deste produto chegariam a 26 milhões de toneladas segundo dados analisados pelo USDA (United States Departament of Agriculture) o chamado Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que soma 5 milhões a mais de toneladas de grãos do que o exportado na safra 2002/2003, ultrapassando os americanos pela primeira vez que exportará 23,68 milhões, que é o líder exportador deste seguimento.

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