Teoria de Gaia

Teoria de Gaia

Resumo sobre teoria de Gaia

A teoria de Gaia é uma hipótese formulada pelo inglês James Lovelock, entende a Terra como um superorganismo vivo. Como tal, esse organismo pode desfrutar de boa saúde ou simplesmente adoecer.

O cientista britânico, juntamente com a bióloga estadunidense Lynn Margulis analisaram pesquisas que comparavam a atmosfera da Terra com a de outros planetas, vindo a propor que é a vida da Terra que cria as condições para a sua própria sobrevivência, e não o contrário, como as teorias tradicionais sugerem.

Vista com descrédito pela comunidade científica internacional, a Teoria de Gaia encontra simpatizantes entre grupos ecológicos, místicos e alguns pesquisadores. Com o fenômeno do aquecimento global e a crise climática no mundo, a hipótese tem ganhado credibilidade entre cientistas.

A hipótese biogeoquímica (outra nomenclatura da teoria de Gaia) segue o ensejo dos mitos da “Mãe Terra”, propondo que a organismos individuais não somente se adaptam ao ambiente físico, mas, através da sua ação conjunta nos ecossistemas, também adaptam o ambiente geoquímico segundo as suas necessidades biológicas. Desta forma, as comunidades de organismos e seus ambientes de entrada e saída desenvolve-se em conjunto, como os ecossistemas. A química da atmosfera e o ambiente físico da terra são completamente diferentes das condições reinantes em qualquer outro planeta do sistema solar, sendo então que o planeta sustenta os organismos, principalmente, os micro-organismos, evoluíram com o ambiente físico, formando um sistema complexo de controle, o qual mantém favoráveis à vida as condições da terra.

A teoria de Gaia capacita a Terra a ações de proteção, exatamente como em um ser vivo, supondo que a mesma é capaz de reações que dificultem a vida de modo a defender a continuidade do equilíbrio estabelecido. Estas reações do planeta não agem de forma linear, mas com uma complexa gama de interações, contrariando as teorias naturalistas do XVIII e XIX, onde há uma clara segregação entre a organicidade propriamente "natural" e o universo dos objetos humanos, ou mundo "artificial".

Um ramo de pesquisa não convencional aponta para a mesma relação de interação comportamental em “seres” digitais. Em inteligência artificial e a própria rotina da internet e dos computadores demonstram que formas "vivas" (trojans, virus, spywares, worms, backdoors, etc.) também comportam-se, em termos aquisição de conhecimento, como os seres vivos tradicionais, recebendo de forma ligeiramente irônica, nomes de seres vivos.

O que esta teoria propõe para o futuro, segundo o próprio Lovelock[1], é que o aquecimento global forçara a movimentação das populações rumo aos polos e a alguns “oasis” onde a temperatura vai permitir a continuidade da vida. Porém, este fenômeno irá reduzir a população humana para prováveis 1 bilhão, podendo assim, uma maior área de florestas e menor área de plantio. Segundo o pesquisador, em entrevista cedida ao jornal inglês The Guardian, este fenômeno já aconteceu antes por uma acidental vazão de dióxido de carbono na atmosfera, e a terra se recuperou.

Na mesma entrevista, James admite um erro dos cientistas quanto ao uso dos biocombustíveis. Para ele, o mais correto é a utilização de energia nuclear, já que com 100 gramas de urânio não se produzem mais do que 100 gramas de lixo atômico, enquanto a poluição emitida pela queima de 200 toneladas de carvão (necessário para gerar a mesma energia que 100g de urânio) é de 600 toneladas de dióxido de carbono, logo, é muito mais difícil direcionar o resíduo radioativo que as 600 toneladas de dióxido de carbono, sendo ainda que a energia nuclear não consome o oxigênio atmosférico. Para ele, o mais sábio seria a utilização da energia nuclear para produzir hidrogênio, ou outra forma de energia qual deveria ser utilizada pelos veículos.

Referencias Bibliográficas

[1] The Guardian, entrevista de James Levelock por Andrew Brown, em 31 de Dezembro de 2005, disponível* em http://www.guardian.co.uk/books/2005/dec/31/featuresreviews.guardianreview13

Revista Planeta, artigo escrito pelo próprio James Levelock , em Marco de 2007, disponível* em http://www.terra.com.br/revistaplaneta/edicoes/414/mata_414.htm

Informações adquiridas para a construção do texto em:

Site internacional onde estão disponibilizados materiais sobre a Hipótese de Gaia (em língua inglesa) * o http://www.gaiatheory.org/

Texto escrito por James Lovelock explicando conceitos fundamentais da teoria de Gaia (em língua inglesa)* o http://www.ecolo.org/lovelock/what_is_Gaia.html

Organograma interativo produzido pela editora Abril para facilitar o entendimento da Teoria de

Gaia * o http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_266733.shtml

*Todos os links em disponibilidade na data de 3 de novembro de 2009.

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