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ColmosFolhas e pecíolos caídos

Ca (% do total acumulado)

DataMaio Junho Julho Agosto Setembro

Estádio

A redistribuição dos nutrientes minerais a partir de partes mais velhas da planta para as mais novas em crescimento é a fonte primária de alguns nutrientes. Alguns nutrientes são muito móveis na planta e são prontamente translocados de um órgão velho para um mais novo. A redistribuição de N (Figura 39), P e S constitui-se na fonte primária desses nutrientes para os grãos em formação e resulta em significativa diminuição desses elementos nas folhas, pecíolos, hastes e vagens, durante o período mais avançado de enchimento das sementes. Entretanto, alguns nutrientes como o Ca são muito imóveis nas plantas, existindo pequena redistribuição dos mesmos das partes mais velhas para as mais novas em crescimento. A translocação dos nutrientes móveis das folhas para as sementes em formação, exceto a do cálcio, faz com que este nutriente apresente-se com maior concentração nas folhas ao final do ciclo de maturação (Figura 41).

A redistribuição de outros nutrientes na planta geralmente segue um padrão intermediário entre os extremos de alta mobilidade do N e imobilidade do Ca. P e S são muito semelhantes ao N. O K é redistribuído das partes vegetativas para as sementes em formação, porém, não é redistribuído a partir das vagens. Zn e Cu são redistribuídos, mas não na mesma intensidade do N. Mn, Mg, Fe, B e Mo são relativamente imóveis, mas não tanto quanto o Ca. Diferenças marcantes quanto à mobilidade do Fe têm sido verificadas entre os diferentes cultivares.

Uso de Fertilizantes e Manejo da Fertilidade

Quando o solo não pode suprir as necessidades em nutrientes da planta, fertilizantes e/ou esterco podem ser adicionados para atender a nutrição das plantas. A absorção de nutrientes adicionados ao solo nem sempre é um processo eficiente. Em boas condições, a recuperação do fósforo e potássio adicionados varia de 5 a 20% e de 30 a 60%, respectivamente, no mesmo ano de adubação. Entretanto, os nutrientes adicionados são recuperados nos anos posteriores.

Nutrientes Normalmente Deficientes

1. Nitrogênio: é fixado e prontamente disponível à soja pelas bactérias presentes no interior dos nódulos radiculares. Em áreas onde a soja nunca foi cultivada há necessidade de inoculação das sementes para suprir a planta com bactérias. A calagem de solos ácidos é benéfica. Em condi- ções favoráveis à fixação do N2, a necessidade de adubação mineral nitrogenada é re- duzida ou eliminada.

2. Fósforo e Potássio: a disponibilidade desses nutrientes para altos rendimentos de soja não é adequada em muitos solos, de maneira que a adição de fertilizantes contendo esses nutrientes deve ser feita. Dependendo do pH do solo a calagem

3. Em solos onde existam condições de deficiência nutricional, a aplicação de outros nutrientes pode ser necessária para atender os requerimentos da planta. S, Fe, B, Mn ou Zn são os elementos que ocasio-

Considerações para Altos Rendimentos de Soja

As figuras apresentadas neste artigo indicam que o rendimento produzido pela planta de soja depende da taxa e do tempo de acúmulo de matéria seca. Entretanto, para se obter altos rendimentos, é necessário conhecer todas as práticas culturais compatíveis com uma produção econômica, aplicadas para maximizar a taxa de acúmulo de matéria seca no grão.

Considerar as seguintes práticas de manejo:

1. Calagem e adubação fundamentadas em amostragem e análise de solo confiáveis.

2. Não cultivar ou plantar em solos muito úmidos.

3. Semear em épocas recomendadas para sua região.

4. Escolher os cultivares melhor adaptados à sua região.

5. As máximas produtividades são obtidas em espaçamentos entre linhas menores (20-40 cm) que os ainda utilizados nos EUA, isto é, 75 a 100 cm.

6. Ajustar o estande em função do espaçamento de entre-linhas adotado.

7. Não semear muito profundo: 2 a 4 cm de profundidade é o ótimo na maioria dos solos.

8. Monitorar e controlar plantas daninhas, pragas e doenças sempre que preciso.

9. Reduzir ao mínimo possível as perdas de colheita.

24 Nota do tradutor: Com relação aos solos brasileiros, principalmente aqueles localizados no Brasil Central (cerrado), fósforo, potássio e enxofre têm sido os macronutrientes com maior necessidade de correção via adubação, e cálcio e magnésio, via calagem, e manutenção, visando a busca de altas produtividades. 25 Nota do tradutor: Além das necessidades de correção e manutenção da fertilidade com macronutrientes nos solos brasileiros, ultimamente vem merecendo destaque a necessidade de aplicação de alguns micronutrientes, tais como B, Co, Cu, Mn, Mo e Zn. Estes podem ser fornecidos à cultura no momento da semeadura, através de fórmulas fertilizantes completas. No caso de Co e Mo, pode-se fornecê-los via semente, por ocasião do tratamento destas com fungicidas. Uma vez instalada a cultura, preventivamente os micronutrientes B, Co, Cu, Mn e Mo podem ser adicionamente fornecidos por meio da adubação foliar, quando a soja se encontra nos estádios V4 a V5.

Associação Brasileira para Pesquisa da Potassa e do Fosfato

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Potash & Phosphate Institute (USA) Potash & Phosphate Institute of Canada

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HÁ MAIS DE 63 ANOS, o Instituto Americano de Potassa iniciava uma importante e única experiência de cooperação.

A data era julho de 1935. O local, Washington,

D.C., cerca de três blocos da Casa Branca. A pessoa falando era Dr. J.W. Turrentine, o primeiro presidente do novo Instituto e químico de grande reputação. Era autoridade mundial na produção e uso de potássio.

Na ocasião falava não para grande platéia de cientistas, mas para grupo de apenas oito pessoas, o primeiro Conselho de Diretores do Instituto que se formava. Era grupo do alto gerenciamento das maiores empresas produtoras de potássio da época, homens de negócios realistas, com o objetivo de vender potássio.

A mensagem do Dr. Turrentine foi curta e direta: “Cavalheiros, o uso de potássio depende do seu reco- nhecimento como nutriente de planta, que é fator agronômico, e da possibilidade do agricultor em comprálo, que é fator econômico. Assim, o uso agrícola de potássio deve ser aumentado apenas quando for requerido pela cultura e lucrativo para o agricultor”.

Phosphate Institutemas o enfoque científico para

A indústria americana de potássio aceitou esta filosofia e, através do Instituto, por mais de 63 anos aplicou o conceito da integridade científica na direção de seus negócios. Em 1977, com a inclusão de P no programa, o nome foi mudado para Potash & desenvolvimento de mercado permaneceu o mesmo.

Cooperação tem sido a base fundamental. Cooperação de milhares de pesquisadores, professores, extensionsistas, consultores e autoridades governamentais ligados à agricultura – com vendedores, dealers e agricultores lá no campo – na dedicada e sincera busca da verdade.

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