oleo na plataforma e agua no mar

oleo na plataforma e agua no mar

uando se extrai petróleo das profundezas do oceano, não é apenas óleo que jorra. O poço produz grande quantidade de água misturada ao precioso líquido viscoso. Nos estágios iniciais da produção, o óleo toma conta praticamente de todo o poço. Só que essa proporção diminui à medida que o campo envelhece. Com o passar do tempo, o volume de água pode ser superior ao óleo em até 90%. A associação óleo e água é uma das maiores dificuldades para as empresas petrolíferas de todo o mundo.

Como petróleo é o que interessa, torna-se imprescindível reter a água no interior da jazida, tanto quanto possível. É aí que entra a primeira parte de uma tecnologia avançada, aplicada pelos técnicos da Petrobras, denominada polímero seletivo. Ela consiste em injetar uma espécie de gel (polímero) na rocha, absorvido na sua superfície. A gelatina forma um filme hidrofílico que incha na presença da água, bloqueando sua passagem. Já com o óleo, o filme mantém sua espessura original. É o que constitui a seletividade da tecnologia. Todas as companhias de petróleo do planeta têm suas tecnologias para reter a água na jazida. O único senão para a maioria dessas técnica é que, se ela não for colocada nos pontos certos, freia também a passagem do óleo, podendo resultar na perda total do poço. No entanto, os cientistas do Centro de Pesquisas conseguiram driblar o problema. Eles desenvolveram o polímero seletivo, que, como o nome sugere, é capaz de reduzir a canalização da água nas cercanias do poço, sem que interfira na passagem do óleo. Com isso, a Petrobras tende a extrair cada vez mais óleo com menos concentração de água. “Nossa solução não oferece riscos de perda de poços”, afirma o engenheiro de petróleo, Sérgio Luiz Coelho. “Trabalhamos com um tipo de polímero no Brasil que cada vez mais retém a água e mantém a produção do óleo”, completa o químico de petróleo, Luiz César Ferreira Barbosa.

De volta às profundezas

O problema estaria, então, resolvido? Ainda não. Apesar de toda a redução causada pelo polímero seletivo, sempre haverá água misturada ao óleo. Só em 2001, na bacia de Campos, foram produzidos por dia 200 mil metros cúbicos de água. O que fazer com esse volume? É preciso devolvê-lo ao mar. Como é uma água com alto teor de salinidade, em alguns casos é necessário injetá-la novamente na própria rocha. Sempre tratada e limpa, é claro. E é nesse ponto que entra em cena a segunda parte de avançados recursos tecnológicos para separar o pouco do óleo que permanece impregnado à água. No Brasil, o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) determina que para cada litro de água descartado no mar seja encontrado no máximo

20 miligramas de óleo. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse controle é menos rigoroso. A lei americana permite até 42 miligramas de óleo por litro de água. “Temos todas as condições técnicas para obedecer a nossa legislação”, afirma o engenheiro de processamento, Oswaldo de Aquino Pereira Júnior. Procedimento feito por um equipamento chamado flotador a gás, que faz essa separação em todas as plataformas fixas com necessidade de descartes de água marinha (como mencionamos no início deste texto, o volume de água é sempre maior nos campos mais velhos). Porém, o equipamento se torna incompatível nas plataformas flutuantes devido às oscilações do mar. O Centro de Pesquisas, no entanto, já está desenvolvendo um modelo mais avançado: o flotador centrífugo. A engenhoca, em fase de patente e aperfeiçoamento técnico, é mais leve, compacta que o flotador a gás e com maior resistência ao balanço das ondas. Graças à anatomia do equipamento, ele poderá ser instalado dentro de pouco tempo em todas as plataformas flutuantes da Petrobras. Essa é mais uma das invenções que sai do cérebro do Centro de Pesquisa para melhorar a qualidade e aumentar a quantidade do petróleo explorado pela Petrobras.

Técnicas avançadas desenvolvidas com exclusividade pelos cientistas do Centro de Pesquisas da Petrobras dificultam o escoamento da água nos reservatórios do fundo do mar sem interferir na passagem do óleo. Na superfície a água que chega é tratada e devolvida ao oceano sem prejudicar o meio ambiente

As respostas para as perguntas 2 e 3 serão encontradas no Informe Publicitário das próximas páginas.

1- Qual a revista que oferece pesquisas sobre assuntos de interesse geral?

( ) Superinteressante ( ) Placar ( ) Playboy

2-Como é chamada a espécie de gel que é injetado na superfície da rocha para ser absorvido pela jazida e auxiliar na separação do óleo da água?

3- O Conselho Nacional de Meio Ambiente

(Conada) determina que para cada litro de água descartado no mar seja encontrado no máximo quantos miligramas de óleo?

Cientistas acompanham em laboratório o que acontece nas profundezas de um poço quando há injeção de polímeros para diminuir a fluidez da água e aumentar a produção de petróleo

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