3ª Aula Teórica de Nutrição

3ª Aula Teórica de Nutrição

(Parte 1 de 4)

Universidade de Lisboa Faculdade de Medicina Bioquímica Fisiológica

2003-2004 Luis Madeira (monitor 2004-2005) Baseado nas Aulas Teóricas e numa reorganização dos apontam. do Professor Doutor Martim Martins

1. Minerais2
 Introdução2

3ª Aula Teórica

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Universidade de Lisboa Faculdade de Medicina Bioquímica Fisiológica

2003-2004 Luis Madeira (monitor 2004-2005) Baseado nas Aulas Teóricas e numa reorganização dos apontam. do Professor Doutor Martim Martins

Existem 20 minerais que desempenham papel nutritivo.

Sódio Potássio Cálcio Fósforo Magnésio

Todos os outros têm uma ingesta muito inferior (<5g) daí receberem o nome de oligoelementos

Os minerais são considerados micronutrientes e apresentam características específicas:

o São abundantes na natureza, pertencem à composição do solo e têm uma variabilidade de distribuição geográfica. o São resistentes à preparação culinária o Apresentam digestão e absorção relativamente ineficaz e passiva o Apresentam distribuição tecidular particular (ex: Ca no Osso) o Apresentam uma eliminação gastrointestinal passiva o Apresentam sistemas de regulação homeostática específicos o A sua carência e toxicidade são possíveis

Quando se mede a concentração destes minerais no sangue podemos obter dados não representativos da quantidade total no organismo. A absorção de todos eles é por via gastrointestinal e a sua excreção é predominantemente por transporte passivo. Só em relação ao Na K P Mg existem mecanismos reguladores da quantidade absorvida e excretada.

Logo em relação a todos eles é provável o desenvolvimento de situações de carência ou excesso/toxicidade) o Os sintomas são normalmente inespecíficos, isto é, podem confundir-se com outras situações muito mais frequentes a nível hospitalar.

Mineral g mg Oligoel g mg

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[Cext ]= 140 mEq/L

[Cint ]= 5 mEq/L o Principal determinante da osmolaridade e do volume extracelular o Determinante da excitabilidade celular o Transporte de nutrientes e metabolitos

O organismo desenhou multiplos sistemas de transporte de Na para usar o resto dos outros; o O sódio é abundante nos alimentos de origem animal. o (Carne, Peixe, leite, ovos) 50 – 70mg/100g Embora os alimentos apresentem pouca quantidade de sal relativa as técnicas de conservação de muitos deles têm como processo de conservação (aliado à desidratação) a adição de sódio (ex. Manteiga, queijo) o que resulta em uma quantidade muito superior de Na. o NMD- 500mg/20mEq o Ingestão diária

Portuguesa12g NaCl – 7g Na – 300mEq de Na Aconselhada6g NaCl – 4g Na – 150mEq de Na Sem Ad. De Na3g NaCl – 2g Na – 75mEq de Na o Existe uma forte relação entre a ingesta de Na e a propensão para doenças cardiovasculares. É curioso observar o elevado potencial da medicina comunitária no tratamento precoce de doenças ao estudar a evolução de doenças cardiovasculares. Foi nos anos 60 que se observou o pico de doenças cardiovasculares tendo vindo a diminuir desde então (talvez devido à política de prevenção aplicada ou à mudança dos regimes de alimentares. o Associa-se também a maiores valores tensionais.

o Muito eficiente o Funciona como co-transporte de solutos (glicose e aminoácidos) (J,I) o Transporte activo (ATPase Na+/H+ ) ílion o Transporte activo (ATPase Na+/Cl- ) ílion e cólon o Transporte activo (ATPase Na+/K+ ) cólon

Distribuição o É o ião predominante do espaço extracelular o [Cext ]= 140 mEq/L

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Cl - o [Cint ]= 5 mEq/L o Para se calcular a osmolaridade do líquido intravascular determina-se [Na]x2 o Se se quiser adicionar precisão ao teste, ou em casos patológicos (ex. Diabetes) utiliza-se a fórmula: [Na]x2 + [Glicose]/18 + [Ureia]/2,8 o Por via renal o 1-400 mEq/dia (elevada diversidade) o 200-250 mEq/dia valores normais o Eliminação fecal é muito baixa <10mEq/dia (devido à grande absorção) o Eliminação por Sudação muito reduzida o Osmolaridade o Concentração Sérica de Na o Volume Circulante o Volume Arterial o Pressão Arterial

Modo como é Regulado o Quimioreceptor (Na)

Hipotálamo Mácula densa o Osmolaridade

Hipotálamo o Receptor de Volume

Território venoso o Baroreceptor

Coração direita, Coração esquerdo, Aorta Carótida

Que elementos intervêm no seu controlo? o ADH (visa manter a osmolaridade mas está relacionada com a ingesta e eliminação de água) Funcionamento:

O estímulo principal para produção de ADH é a osmolaridade. Embora uma hemorragia possa ser um estímulo principal, isto é, possa levar à sua produção pois esta repõe o volume vascular. Assim podemos dizer que o volume circulante possa ser considerado por vezes como factor determinante funcionando à custa de uma hiperosmolaridade.

Reabsorção de H2O (VII )

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Aumento da Sede o RAA

(Rinoangiotensina aldosterona) Funcionamento:

O centro justaglomerular produz Renina que nas células do fígado é transformada em Angiotensina I que por sua vez será transformada em Angiostensina I por um enzima existente nos pulmões Angiotensina I: Vasoconstrição Arteriolar Angiotensina I: Secreção de Aldosterona Aumenta a absorção de NaCl Aumenta a absorção de Na à custa de secreção de K

Aumenta a absorção de NaHCO 3 o SNS

(sistema nervoso simpático) Vasoconstrição cutânea Arteríola glomerular aferente (diminuição?) Equilíbrio glomerulotubular o PNA o É obvio que um desiquilíbrio de Na está associado a um aumento de H2 O circulante, o que também se aplica ao inverso.

o Os sintomas descritos são comuns a muitas das deficiencias nutricionais e aos de algumas doenças, assim é de notar que as alterações são muitas vezes ignoradas pela semelhança de sintomas.

Consequências

Alteração do Estado de consciencia

Confusão

Estupor

Insuficiencia Cardíaca Coma cirrose Convulsões

Síndroma Nefrótico

Causas Hiponatrémia

Potomania

Deficiente Ingesta de Na siADH

Redisstribuilção do volume circulante

Consequências

Alteração do Estado de consciencia

Confusão

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