UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA

JULIANE ARAUJO MATOS

TALITA APARECIDA CALEGARIO

OTITE MÉDIA

TUBARÃO

2008

UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA

JULIANE ARAUJO MATOS

TALITA APARECIDA CALEGARIO

OTITE MÉDIA

Relatório apresentado à disciplina de Práticas

farmacêuticas II: sistema respiratório e sensorial

do curso de Farmácia e Bioquímica

Profª: Graziela Modolon Alano

Tubarão

2008

INTRODUÇÃO

O órgão responsável pela audição é o ouvido, também chamada órgão vestíbulo-coclear ou estato-acústico. A maior parte da orelha fica no osso temporal, que se localiza na caixa craniana e é dividida em ouvido externo, médio e interno (BIRNEY, 2007).

Sabe-se que o ouvido médio é uma porção aérea, integrado na porção petrosa do osso temporal. Está dividido em três estruturas: caixa timpânica e ossículos, sistema pneumático do osso temporal e tuba auditiva (CHAVES, 1999).

A caixa timpânica está situada entre o conduto auditivo externo e ouvido interno. Desempenha papel importante na transmissão do som desde o ouvido externo até o ouvido interno e sustenta a cadeia ossicular. Qualquer alteração neste sistema e/ou nesta cavidade acarretará em aumento da imitância acústica em perda de audição. A cadeia ossicular é constituída por três ossículos, martelo, bigorna e estribo, que se relacionam entre si e são cobertos pela mesma mucosa da caixa. Encontram-se no centro da caixa timpânica, suspensos das paredes por ligamentos. A tuba auditiva é um canal que estabelece a ligação entre a cavidade timpânica e a nasofaringe. Formada em parte óssea e cartilaginosa e tecido fibroso, tem função de equilibrar as pressões de ar entre o ouvido médio e o ouvido externo, propiciando a renovação de ar da cavidade timpânica todas as vezes que o sujeito deglute. O trajeto tubário está inclinado para baixo o que facilita a ida de produtos da rinofaringe para o ouvido médio, predispondo o surgimento de otites (CHAVES, 1999).

Assim, conhecendo a fisiologia da orelha média podemos entrar no assunto em questão, Otite Média.

Otite é o termo médico usado para toda infecção do ouvido, que pode ocorrer no ouvido externo ou médio e pode ser aguda ou crônica. Dessa forma, otite média é a inflamação do ouvido médio, sendo a mais freqüente das doenças do ouvido (MINITI et al., 2001).

O mau funcionamento da tuba auditiva é o fator mais importante na patogênese das doenças do ouvido médio. Assim, grandes partes dos doentes com otite média apresentam função anormal da tuba auditiva, representada por inflamação com sinais e sintomas bem característicos (MINITI et al., 2001).

As conseqüências das otites médias sobre o equilíbrio e o comportamento das crianças principalmente são instigantes, tendo se tornado objeto de vários estudos clínicos e psicológicos ao longo dos últimos anos (GOLZ et al., 1998).

O período mais curto de aleitamento materno, o ingresso precoce em creches e a convivência com grande número de crianças na mesma creche/escola são alguns dos fatores que aumentaram a incidência de otites médias na infância. Nos últimos 20 anos, a incidência de otite média aguda (OMA) aumentou 68% na Finlândia. Nos países subdesenvolvidos, a otite média crônica (OMC) – caracterizada pela perfuração timpânica – continua a ser causa importante de perda auditiva na infância (BALBANI; MONTOVANI, 2003).

Portanto, devido suas características a otite média é uma patologia muito freqüente no dia-a-dia, principalmente no ambiente farmacêutico, sendo muito comum pessoas chegarem à farmácia buscando auxílio. E para melhor orientar é fundamental profissionais de saúde apresentar conhecimento sobre essa doença.

OTITE MÉDIA

A infecção causada por patógenos das vias aéreas superiores é favorecida pela obstrução da drenagem através das tubas auditivas edemaciadas e congestionadas. Ou seja, vírus e bactérias, normalmente infectando o nariz e faringe, ascendem pela tuba auditiva e causam acúmulo de pus dentro do ouvido médio. Perfuração de membrana timpânica e secreção purulenta podem ocorrer. (ANDREOLI et al., 2005).

A otite média é uma infecção da orelha média observada primariamente entre crianças na faze pré-escolar, ocasionalmente em adultos. Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrbalis são os patógenos mais comuns, e infecção viral com otite serosa pode predispor à otite média aguda (ANDREOLI et al., 2005).

Sinais e sintomas básicos da otite média são: dor e secreção no ouvido, perda de audição, febre, letargia, vertigens, tinido. E o diagnóstico pode ser feito por: otoscopia (que mostra perda de nitidez ou distorção das marcas ósseas na membrana do tímpano), pneumatoscopia (pode mostrar a diminuição da mobilidade da menbrana do tímpano) e também cultura da secreção para identificação de agente causador (BIRNEY et al., 2007). Em crianças, entretanto, sintomas localizados podem não estar presentes. A membrana timpânica pode parecer inflamada, porém para diagnosticas a otite média, devemos observar líquidos atrás da membrana (ANDREOLI et al., 2005).

As complicações da otite média são raras, mas incluem infecções nas células aéreas da mastóide, meningite bacteriana, abscesso cerebral e empiema subdural (ANDREOLI et al., 2005).

    1. Otite média aguda (OMA)

Otites médias agudas traduzem processos inflamatórios do ouvido médio. São desencadeadas, na sua totalidade, em virtude de infecções das fossas nasais, cavidades sinusais paranasais e rinofaringe, propagadas ao ouvido médio através da tuba auditiva (HUNGRIA, 2000).

Influenciada também por fatores hereditários, o que explica porque certas pessoas e famílias são mais expostas que outras a da otite média aguda (MINITI et al., 2000). Presença de fenda palatina, deficiências nutricionais e imunológicas são fatores também de prediposição (HUNGRIA, 2000).

Do ponto de vista anatomoclínico, as otites médias agudas podem ser divididas em: simples, necrosante, latentes e secretoras (HUNGRIA, 2000).

      1. Otite média aguda simples (OMA)

A obstrução da tuba auditiva decorrentes de hipertrofia das vegetações adenóides e de reações alérgicas e os processos inflamatórios infecciosos agudos da fossas nasais e rinofaringe constituem os fatores etiológicos básicos das otites médias aguda simples. Assim, se caracterizam por otalgia súbita, de maior ou menos intensidade, geralmente no decurso de rinite catarral aguda do resfriado (HUNGRIA, 2000).

Ao lado as dor, que se exacerba nos movimentos de deglutição e no ato de assoar o nariz, observam-se também hipoacusia, sensação de plenitude auricular, ruídos. Uma características fundamental de otite média aguda simples é a sua tendência à cura espontânea, ou seja,a não havendo passagem do processo inflamatório ao processo crônico (HUNGRIA, 2000).

Pode repercutir no estado geral e o paciente, muitas vezes criança, fica abatido, tem febre e, sobretudo se for lactente, sofrerá de perturbações digestivas (vômitos, diarréia). A pessoa, por vezes, se queixará de pequena diminuição da acuidade auditiva (MINITI et al., 2001).

A otoscopia mostrará o tímpano vermelho e congestionado no estágio catarral, tendendo a um estado purulento, a menos que uma perfuração já tenha permitido o começo de esvaziamento do pus (MINITI et al., 2001).

O tratamento para a OMA consiste em utilização de analgésicos. E como medidas não farmacológicas auxiliar o paciente a fazer aplicações de calor úmido e brando sobre o ouvido e não assoar o nariz com força, de modo a evitar agravação da otite (HUNGRIA, 2000).

      1. Otite média aguda necrosante (OMN)

A otite média aguda necrosante, instala-se no decurso de febres eruptivas, notadamente sarampo e escalatina. Esta se caracteriza por acarretar ampla perfuração da membrana timpânica. Pode ser sem dor devido à necrose fulminante das partes moles da membrana do tímpano, incluindo terminações nervosas sensitivas. A perfuração é acompanhada de otorréia purulenta e lesões nas mucosas irreversíveis da caixa do tímpano (HUNGRIA, 2000).

O microorganismo mais encontrado causando a OMN é o Streptococcus beta-hemolítico, cujas toxinas destroem a parte tensa da membrana do tímpano acarretando na perfuração (HUNGRIA, 2000).

Após a fase aguda, essa otite apresente tendência a se transformar em otite média crônica simples ou colesteatomatosa. Quando se observa cura espontânea esta se processa por meio de reparação fibrosa cicatricial (MINITI et al., 2001).

O tratamento é tentar evitar a passagem do processo necrosante à cronicidade ou facilitar a cura por fibrose cicatricial. Para isto, é necessário instituir precocemente medicações antibióticas (CHAVES, 1999).

      1. Otite média latente (OML)

Pode apresentar-se como um quadro sintomatológico geral polimórfico, mas, na maioria dos casos, traduz-se por temperatura elevada, diarréia aquosa

e rebelde a todo tratamento, vômitos e perda rápida de peso (HUNGRIA, 2000).

A dificuldade diagnóstica para a OML reside precisamente na ausência de sintomatologia subjetiva e objetiva para o lado do aparelho auditivo. Para o tratamento é realizado paracentese do tímpano com objetivo de estabelecer o máximo possível de drenagem (HUNGRIA, 2000).

      1. Otite média secretora (OMS)

É caracterizada pela presença de secreção no ouvido médio, e essa secreção pode ser do tipo seroso ou mucoso, sem perfuração da membrana timpânica (MINITI et al; 2001).

Disfunções tubárias que causem hipoventilação, distúrbio de drenagem e as inflamações pós-infecciosas da mucosa do ouvido médio são fatores na qual a OMS pode aparecer (MINITI et al; 2001).

As modificações gasosas intratimpânicas, principalmente o aumento da taxa de CO2 dão origem à metaplasia da mucosa do ouvido médio à custa de células que são responsáveis pela produção de muco, sendo mais ou menos viscosos (MINITI et al; 2001). Essa metaplasia, portanto, determina alterações nos movimentos ciliares, e estas alterações ciliares dificultam a drenagem das secreções pela tuba, devido às alterações da viscosidade do muco e da pressão negativa intratimpânica (MINITI et al; 2001).

A OMS é a causa mais freqüente de hipoacusia em crianças e sua gravidade reside no fato de que muitas vezes a OMS se estende por semanas sem solução, ainda que na maioria dos casos haja resolução espontânea em poucos dias (HUNGRIA, 2000).

Essa otite tem origem no acúmulo de líquido no interior da orelha média. Tal líquido surge após obstrução da drenagem natural oferecida pela tuba auditiva e se acompanha de alterações inflamatórias e degenerativas da mucosa da caixa timpânica (MINITI et al; 2001).

O processo inflamatório pode durar dias ou meses, período em que o líquido causará perda auditiva ao paciente. Das possíveis causas para a obstrução, são comuns os processos alérgicos e a hipertrofia de adenóides. Disfunções da tuba auditiva e infecções também são citadas como causadoras de OMS (MINITI et al; 2001).

A hipoacusia por OMS pode provocar perda de 15 a 40dB na orelha afetada. A discriminação vocal nesses pacientes sofrerá evidente diminuição, pela perda parcial da acuidade auditiva. Tais dados reforçam a idéia de que a perpetuação do quadro clínico ocasionará dano cognitivo ao paciente, seja na boa articulação da fala, seja na adequada aquisição da linguagem (CHAVES, 1999).

Na maioria dos casos de otite média secretora, conseguem-se recuperação auditiva, e regressão de possíveis alterações histológicas do forro mucoso do ouvido médio. Numa minoria de casos, a otite média secretora se apresenta rebelde a todos os tratamentos médicos, inclusive a colocação de tubo de ventilação, levando para recidivas, complicações e seqüelas (HUNGRIA, 2000).

O tratamento proposto para os casos se dá pelo uso de antibióticos orais, terapia justificada por culturas positivas em um terço dos casos avaliados. Alguns preferem realizar o tratamento com corticosteróides nas suas mais diversas vias – oral, sprays e injetável – por sua ação anti-inflamatória. Também é utilizada, em menor escala, a terapia com manobras de insuflação. As manobras de insuflação se justificariam por provocar a abertura passiva e ativa da tuba auditiva, o que favoreceria o retorno às condições habituais na caixa timpânica.

    1. Otite média crônica (OMC)

A otite média crônica é definida como a presença de alterações teciduais, de origem inflamatória, irreversíveis na orelha média. Apresenta alta prevalência e distribuição mundial (SCHEIBE et al., 2002). Caracteriza-se pela existência de drenagem permanentes no ouvido, com fases subagudas ou mesmo agudas eventuais. A dor é pouca, às vezes nenhuma e o paciente não se sente molestado. Deve, entretanto, saber que está ameaçado por sérias complicações: surdez por destruição do ouvido médio, formação de pólipos que fazem correr o risco de otorragia, mastoidite e, sobretudo colesteatoma. O tratamento consiste na antibioterapia por via geral e local; pós de antibióticos deverão ser regularmente instilados no ouvido; não se deve também desprezar as terapêuticas coadjuvantes, tais como aplicações de infravermelho e sobretudo termais (SCHEIBE et al., 2002).

A otite média crônica pode ser classificada em simples, supurativa e colesteatomosa (HUNGRIA, 2000).

      1. Otite média crônica simples (OMC)

Na otite media crônica simples há uma perfuração timpânica de qualquer etiologia na qual as alterações do ouvido médio e mastóide não são permanentes, levando em alguns casos a surdez do tipo condutivo (MINITI et al; 2001).

É quase sempre secundária a uma otite aguda necrosante, que se caracteriza por um grau de moderada intensidade e cessa, geralmente, pela restauração dos tecidos inflamados a um estado de quase normalidade, mas deixando como sequela uma perfuração da parte tensa da membrana timpânica. O processo infeccioso crônico se restringe ao forro mucoso da orelha média, em maior ou menor grau de intensidade (HUNGRIA, 2000).

Deve-se realizar na OMC cuidados locais por meio de curativos, cauterizações de tecido granuloso, instilações de preparados à base de antibióticos cujo uso não deve ser prolongado, de modo a evitar resistência bacteriana (HUNGRIA, 2000).

      1. Otite média crônica supurativa (OMCS)

A otite média crônica supurativa (OMCS) é uma entidade em que existem fatores envolvidos no quadro da otite crônica que predispõe a um quadro de infecção constante, onde a otorréia é permanente, sendo acalmada somente durante um tratamento antimicrobiano (MINITI et al; 2001). Esse exudato mucucatarral, mucupurulento ou totalmente purulento, oriundo do ouvido médio e drenado através do meato acústico externo (HUNGRIA, 2000).

2.2.3 Colesteatoma

O colesteatoma é uma lesão de tecido epidérmico e conectivo, e é constituído de epitélio escamoso estratificado, com formação abundante de queratina (MINITI et al; 2001).

Segundo a teoria de invaginação epitelial do colesteatoma, o epitélio do meato acústico externo cresce para o interior da cavidade timpânica através dessa perfuração marginal, recobre e cicatriza áreas ósseas, resultantes da otite média aguda necrotizante. Em virtude da descamação permanente de sua camada externa, a Matriz dá origem à formação de lâminas epiteliais contínuas, que se vão extratificando umas sobre as outras, provocando, assim, o crescimento ininterrupto do cisto colesteatomatoso nas cavidades do ouvido médio (HUNGRIA, 2000).

2.3 Otite média tuberculosa (OMT)

A otite média tuberculosa instala-se secundária a um foco pulmonar apresentando tendência nítida a cronificar. O mecanismo patogênico se processa por via hematogênica ou por via canalicular, através da tuba auditiva (HUNGRIA, 2000).

As lesões podem graduar-se desde infiltração da mucosa do ouvido médio até o processo de ulceração e necrose. Existindo corrimento purulento e fétido, tímpano com várias perfurações ou totalmente destruído. Podendo aprsentar como complicação paralisia fácil, decorrente da destruição do canal de Falópio e também surdez do tipo misto (HUNGRIA, 2000).

O diagnóstico da OMT é feito por exame bacterioscópico e cultura do exsudato purulento. O tratamento na cura da lesão primária e nos curativos anti-sépticos locais e cirurgia (KATZ, 1989).

    1. Tratamento e prevenção da Otite Média

De maneira geral, o tratamento pode ser feito por antibióticos em alguns casos, que tenha presença do estágio catarral. No estágio purulento, fará a perfuração (miringotomia) do tímpano com uma agulha apropriada, a fim de permitir a saída do pus (ANDREOLI et al., 2005).

Antibióticos normalmente efetivo usado no tratamento de otite média podem ser amoxacilina-ácido clavulânico, trimetropim-sulfametoxazol ou cefaclor. Fármacos como os antiinflamatórios ou os anti-histamínicos podem complementar as opções terapêuticas (ANDREOLI et al., 2005).

O médico atentará cuidadosamente para a evolução da infecção, porque sabe que uma otite mal tratada pode degenerar em mastoidite, eventualmente grave que faz correr o risco de uma meningite (ANDREOLI et al., 2005).

Para prevenir a otite é recomendado cuidar ao alimentar o lactente, para evitar a drenagem do alimento para a trompa auditiva. Observar a freqüência na qual ocorre a infecção, e tomar cuida com o uso de cotonetes evitando sempre mexer no ouvido, se proteger ao mergulhar, entre outros (KATZ, 1989).

CONCLUSÃO

A otite média é um acúmulo de fluído no espaço da orelha média, que resulta em diversas mudanças patológicas ou destruição de algumas estruturas da orelha.

Por ser uma doença bastante comum em crianças, e o principal sintoma da otite em geral é a diminuição da audição, esta pode acabar causando um mau aproveitamento escolar e comprometendo também a aquisição e o desenvolvimento das linguagens no período pré - escolar e escolar (BALBANI; MONTOVANI, 2003).

Assim, pelo fato de ser considerada como a doença mais comum na infância, deve ser encarada como um problema básico de saúde. Dessa forma, procedimentos em direção à sua identificação e seu tratamento devem ser adotados o mais cedo possível. Melhor do que isso, condutas tomadas no sentido de evitar ocorrências, promovem uma condição de saúde bem mais satisfatória para a população infantil, prevenindo os períodos de privação sensorial e suas graves conseqüências.

Como farmacêutico é de extrema importância conhecer os sintomas da otite média, além disso, ter consciência da gravidade que a mesma pode causar ao paciente, orientando assim sempre consultar o médico para evitar complicações.

Em um estudo realizado, apenas 32% das farmácias orientam que se procure um médico na hora de prescrever medicamentos para a otite média. Foram pesquisadas 25 farmácias procuradas para tratamento da otite média aguda em crianças. Os resultados mostraram que em apenas oito farmácias (32%) foi dada orientação para procurar um médico, embora em sete desses casos, apesar do conselho, o balconista tenha se proposto a vender alguma medicação. Das 24 farmácias onde houve indicação de medicamentos, três balconistas prescreveram antibióticos, sem nenhum exame que comprovasse necessidade (GIACOMINI, 2000).

Portanto, a otite média é de grande prevalência, acometendo principalmente crianças. E pelo fato de ter inúmeras conseqüências como já mostrado, deve ser diagnosticada e tratada precocemente. Para isto devemos contar com o bom senso de farmacêuticos e médicos na hora de escolher o tratamento ideal para estes pacientes. Ou seja, realizar exames confirmando diagnósticos antes de prescrever qualquer medicação, uma vez que um tratamento mal feito pode gerar complicações da otite favorecendo sua cronicidade.

ANEXOS

Fugura 1: Anatomia do ouvido humano.

Na figura pode ser observado as estruturas citadas no presente trabalho, como também a divisão em ouvido externo, médio e interno.

REFERÊNCIAS

ANDREOLI, T. E; CARPENTER, C. C. J; GRIGGS, R.C; LOSCALZO, J. Medicina Interna Básica. 6ª edição, Editora Elsevier, Rio de Janeiro, pg 887, 2005.

BALBANI, A. P.S.; MONTOVANI, J.C. Impacto das otites médias na aquisição da linguagem em crianças J. Pediatr. Porto Alegre,  v.79, n.5,  2003.

BIRNEY, M.H. Fisiopatologia. Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeito, pg 71, 2007.

CHAVES, V.F.C., Otite Média diagnóstico diferencial entre os tipos de otite média, Goiânia, 1-34 p, 1999.

GIACOMINI, A; KLIEMANN, D.A; TAVARES F.F; RODRIGUES, G.U; COSER, P.L; Aquisição de medicamentos em farmácias sem prescrição médica uma prática comum.Otite média aguda. Pediatria Moderna, v.36, n.177, p.81, 2000.

GOLZ, A; ANGEL, Y.B; PARUSH S. Evaluation of balance disturbances in children with middle ear effusion. Int J Pediatr Otorhinolaryngol, v.43, n. 6. 1998.

HUNGRIA, H. Otorrinolaringologia. 8º edição, Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, pg 369-399, 2000.

KATZ, J.. Tratado de Audiologia Clínica. 3ª edição, Editora. Manole Ltda, Rio de Janeiro, 1989.

MINITI, A.; BENTO, R. F.; BUTUGAN, O. Otorrinolaringologia: clínica e cirúrgica. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 487 p, 2001.

SCHEIBE, A.B; SMITH, M. M; SCHMIDT, L. P; SCHMIDT, V.B; DORNELLES, C; CARVALHA, L. H.S.K; KRUSE, L; COSTA, S.S. Estudo da orelha contralateral na otite média crônica: "Efeito Orloff ®" Rev. Bras. Otorrinolaringol. São Paulo,  v. 68, n.2, 2002.

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