Metodologia Científica

Metodologia Científica

(Parte 4 de 6)

  • INTRODUÇÃO

  • MATERIAL E MÉTODOS

  • RESULTADOS

  • DISCUSSÃO

  • CONCLUSÕES

  • SUGESTÕES

Referências Bibliográficas

As referências bibliográficas deverão obedecer as normas da ABNT NBR 6023 (2002), quando nenhuma outra norma estiver evidenciada ou tenha sido proposta.

Na área de Saúde o formato adotado é aquele proposto pelo Comitê Internacional de Revistas Médicas, conhecido como Grupo de Vancouver (USP, 1998).

Anexos

São suportes elucidativos indispensáveis à compreensão do texto.

No caso da existência de mais de um anexo, a sua identificação deve ser feita por letras maiúsculas.

Exemplos:

Anexo A – Distribuição de moradores por área residencial no município de Cuiabá, Estado de Mato Grosso

Anexo B – Questionário aplicado aos moradores do Bairro Poção.

Lembrete: Ao se encaminhar artigos para publicação em revistas e periódicos científicos observar as Instruções aos Autores colocadas, na maioria das vezes, ao final dos mesmos.

A

Referências Bibliográficas

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Referências bibliográficas: NBR 6023, Rio de Janeiro, 2002. 22 p.

BUNGE, M. La ciencia, su metodo y su filosofia. Buenos Aires: Sigloveinte, 1974. cap.1.

ESTRELA, C. Metodologia científica: ensino e pesquisa em odontologia. São Paulo: Artes Médicas, 2001. 483 p.

GUSMÃO, S.; SILVEIRA, R. L. Redação do trabalho científico na área biomédica. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. 179 p.

HERANI, M. L. G. Normas para a apresentação de dissertações e teses. São Paulo: BIREME, 1990. 45 p.

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. de A. Metodologia científica. 2. ed. São Paulo, Atlas S. A., 1991. 249 p.

LAKATOS, E. M. .; MARCONI, M. de A.. Metodologia do trabalho científico. 4. ed. São Paulo, Atlas S. A., 1992. 214 p.

LAKATOS, E. M. .; MARCONI, M. de A. Técnicas de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas S. A., 1999. 260 p.

MEDEIROS, J. B. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos e resenhas. São Paulo: Atlas S. A., 1996. 231p.

OLIVEIRA, S. L. Tratado de Metodologia Científica: projetos de pesquisas, TGI, TCC, monografias, dissertações e teses. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 2000. 320 p.

SALOMON, D. V. Como fazer uma monografia. São Paulo, Martins Fontes, 1993. 294 p.

SPECTOR, N. Manual para a redação de teses, dissertações e projetos de pesquisa. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 150 p.

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Saúde Pública. Biblioteca/CIR. Guia de apresentação de teses. São Paulo: USP, 1998.

VIEIRA, S.; HOSSNE, W. S. Metodologia científica para a área de saúde. Rio de Janeiro: Campus, 2002. 192 p.

Figura 1 Partes que compõem uma monografia.

ESTRUTURA DA MONOGRAFIA (Segundo ABNT NBR 14724, 2005)

Estrutura

Elemento

Pré-Textuais

Capa (obrigatório)

Lombada (opcional)

Folha de rosto (obrigatório)

Errata (opcional)

Folha de aprovação (obrigatório)

Dedicatória(s) (opcional)

Agradecimento(s) (opcional)

Epígrafe (opcional)

Resumo na língua vernácula (obrigatório)

Resumo em língua estrangeira (obrigatório)

Lista de ilustrações (opcional)

Lista de tabelas (opcional)

Lista de abreviaturas e siglas (opcional)

Lista de símbolos (opcional)

Sumário (obrigatório)

Textuais

Introdução

Desenvolvimento

Conclusão

Pós-textuais

Referências (obrigatório)

Glossário (opcional)

Apêndice(s) (opcional)

Anexo(s) (opcional)

Índice(s) (opcional)

Metodologia da Pesquisa: Introdução: revisão bibliográfica, justificativa, objetivos

Ermelinda M. De-Lamonica-Freire

De acordo com Santos (1998, p. 20), “Toda e qualquer redação de texto contém, enquanto estrutura básica, de forma hierarquizada, três elementos básicos: introdução, desenvolvimento e conclusão”. A estrutura de monografias e trabalhos acadêmicos é composta de elementos obrigatórios e opcionais, organizados de acordo com estrutura convencional e seqüência bem definida, amplamente aceita e adotada. Assim, este texto apresenta, em linhas gerais, como se constrói e se estrutura a introdução, a revisão de literatura, a justificativa e os objetivos.

Essas partes devem responder às perguntas:

  • que tentei fazer?

  • o porquê de tentar fazer?

  • por que tentei?

  • o que já se sabia a respeito?

INTRODUÇÃO

É a apresentação da obra, do assunto a ser tratado, do tema a ser discorrido, explicando os seus motivos como um todo, sem detalhes. Estabelece o assunto, delimitando-o, fornecendo antecedentes, justificando e indicando as prioridades e objetivos, os tópicos principais, o roteiro e a ordem de exposição.

A introdução constitui a primeira parte do trabalho que é aprimorada ao longo do desenvolvimento deste e finalizada, de forma definitiva, na conclusão do trabalho.

Em resumo, nela podem ser incluídas as seguintes informações:

  • definição e conceituação do assunto

  • importância do assunto

  • levantamento de hipóteses

  • objetivo da pesquisa

ITENS A SEREM ABORDADOS

Santos (1998), dá um roteiro dos itens a serem abordados, conforme segue:

  • Tema: definido em linhas gerais para possibilitar ao leitor o conhecimento do que vai ser estudado.

  • Formulação de Problemas: transforma o tema em problemas sob forma de pergunta que leva a caminhos em busca de resposta, evitando perder-se na aventura da investigação.

  • Delimitação do problema: demarca os limites do problema a ser resolvido, determinando sua extensão e profundidade. Tem a finalidade de situar o leitor quanto o enfoque adotado e os pressupostos teóricos norteadores do assunto.

  • Intenção do trabalho: o que se pretende alcançar. Apresentação sucinta dos objetivos gerais e específicos.

  • Justificativas da pesquisa: esclarece os motivos que levaram a realizar o estudo, sua aplicabilidade e relevância.

  • Anúncio do assunto e suas partes: apresenta a visão global do trabalho, tudo o que será tratado.

A Introdução deve ser apresentada de maneira simples, clara e objetiva, evitando-se explorações desnecessárias.

Lembre-se: Uma Introdução não deve dar detalhes sobre a teoria experimental, o método ou os resultados, nem antecipar as conclusões e recomendações.

JUSTIFICATIVA

A Justificativa, nas palavras de Santos (1998, p. 22), tem como finalidade “esclarecer os motivos que justificam a elaboração do trabalho e as razões da pesquisa tanto na ordem teórica como na prática”. Tem, assim, como objetivos:

  • Demonstrar o porquê de estudar o assunto.

  • Esclarecer os motivos que justificam a elaboração do trabalho e as razões da pesquisa tanto na ordem teórica como na prática.

  • Estabelecer relação com o contexto social e com o quadro geral dos conhecimentos sobre a área.

  • Ressaltar a importância do estudo e os seus elementos inovadores.

  • Explicar os motivos do estudo, sua aplicabilidade e relevância.

COMO ESTRUTURÁ-LA?

  • A justificativa não deve ser longa.

  • Deve mostrar que existe uma lacuna na chamada construção do saber e que esta pode ser preenchida com o estudo que foi feito.

  • Linguagem clara e objetiva com informações que se complementem, dando unidade ao texto que se apresenta.

Lembre-se: “A justificativa é essencial em um projeto e, principalmente, em um trabalho científico”. (MONTEIRO, 2002, p. 52)

OBJETIVOS

Trata-se, segundo Santos (1998), de quesitos que irão definir o que se pretende alcançar com a execução da pesquisa, apresentando a proposição que se pretende defender. Os objetivos definem a proposta de solução ao problema. Os objetivos irão nortear todo o desenvolvimento do trabalho. Têm-se os objetivos gerais e os específicos.

OBJETIVO GERAL

Consiste naquilo que se pretende alcançar em linhas gerais e deve referir-se ao tema.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Vão definir o que se pretende alcançar com as respectivas limitações, segundo Santos (1998). Os objetivos específicos devem ser definidos, após criteriosa revisão bibliográfica, sobre o tema que irá esclarecer variáveis ou categorias a serem exploradas. Devem ser precisos e detalhados, mantendo coerência com os objetivos gerais e direcionados para a operacionalização do estudo.

COMO ESTRUTURÁ-LOS?

  • Seqüenciados de forma clara e precisa.

  • Número pequeno de objetivos.

  • A cada objetivo deverá corresponder uma conclusão no final do trabalho.

  • Usar tempo de verbos no infinitivo (definir, calcular, descrever, avaliar).

Lembre-se: “A definição do(s) objetivo(s) é o cerne da formulação de um experimento científico e é talvez a etapa mais delicada da elaboração do projeto de dissertação/tese”. (SPECTOR, 2002, p. 29).

REVISÃO DE LITERATURA

Também chamada de fundamentação teórica, ou de quadro teórico, trata do levantamento da literatura relevante sobre o tema, como as obras principais, os marcos no conhecimento específico da área que serviram de base à investigação.

Convém lembrar que não se trata de simples transcrição de pequenos textos e, sim, de discussão sobre as idéias, fundamentos, problemas e sugestões dos vários autores pertinentes e selecionados.

A Revisão vai estabelecer o “status” atual do conhecimento sobre o tema abordado.

COMO ESTRUTURÁ-LA?

  • Efetuar levantamento, através do conhecimento das várias fontes documentais disponíveis, localizadas em bibliotecas, em livrarias especializadas, em anais de congressos, internet.

  • Utilizar-se de Bibliotecários para localização das obras, pois estes são capacitados para ajuda e informação

  • Solicitar artigos diretamente aos autores.

  • O referencial bibliográfico utilizado deve ser completo, atualizado, fidedigno e resumido, orientando o entendimento do trabalho.

  • A seleção do material deve ser criteriosa e crítica.

  • Deve-se garantir a máxima precisão dos dados apresentados.

  • A metodologia deverá obedecer seqüência cronológica do desenvolvimento do trabalho que auxilia a contextualizar as obras e o estágio do conhecimento sobre o assunto a ser estudado.

  • O autor deve demonstrar capacidade de síntese e clareza.

Lembre-se: “Uma revisão bibliográfica mostra a evolução de conhecimentos sobre tema específico, aponta as falhas e os acertos dos diversos trabalhos na área fazendo críticas e elogios e resume o que é, realmente, importante sobre o tema”. (VIEIRA; HOSSNE, 2002, p. 136)

Finalizando, convém lembrar que nem todas as dissertações e teses requerem uma seção especial dedicada aos objetivos e estes, tradicionalmente, podem fazer parte da introdução, como um dos seus elementos, sendo apresentados na forma de objetivos gerais. Entretanto, conforme Santos (1998), há uma recomendação para que trabalhos universitários e relatórios de pesquisa apresentem os objetivos gerais e específicos à parte, para facilitar a visualização da intenção do trabalho, a condução segura na construção dos argumentos e a conclusão adequada.

A Revisão de literatura, quando não houver necessidade, pode ser incluída na Introdução também como um dos seus elementos.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA/REFERIDA:

MONTEIRO, G. Guia para elaboração de trabalhos acadêmicos, dissertações e teses. São Paulo: Edicon, 2002. 96 p.

OLIVEIRA, S. L. Tratado de Metodologia Científica: projetos de pesquisas, TGI, TCC, monografias, dissertações e teses. 2. ed. São Paulo: Pioneira, 2000. 320 p.

SANTOS, M. A. Trabalhos de curso e monografias: formatação básica. Cuiabá: UFMT, 1998, 61p.

SPECTOR, N. Manual para a redação de teses, dissertações e projetos de pesquisa. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 150 p.

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Saúde Pública. Biblioteca/CIR. Guia de apresentação de teses. São Paulo: USP, 1998.

VIEIRA, S.; HOSSNE, W. S. Metodologia científica para a área de saúde. Rio de Janeiro: Campus, 2002. 192 p.

Metodologia da Pesquisa

Material e métodos

Ermelinda Maria De Lamonica Freire

Neste item, de acordo com Andrade (2001, p. 117), explicita-se o que vai ser trabalhado bem como esclarece como será tratado, que caminhos serão percorridos para se chegar aos objetivos propostos e qual o plano adotado para o desenvolvimento. Em outras palavras:

  • Esclarece a respeito de como foi feito o trabalho

  • Caminhos percorridos para se chegar aos objetivos propostos

  • Plano adotado para o desenvolvimento do trabalho

“Trata da descrição da forma como foi executada a investigação de tal maneira que possibilite a reprodução por outros pesquisadores.” (SANTOS, 1998, p. 25).

A seguir, informações que devem ser apresentadas no item, acerca de alguns aspectos, de acordo com Gil (2002):

  • Tipo de pesquisa: natureza exploratória, descritiva ou explicativa. Esclarecer o tipo de delineamento a ser adotado (pesquisa experimental, levantamento, estudo de caso, pesquisa bibliográfica, etc);

  • População e amostra: informar a respeito do universo a ser estudado, da extensão da amostra e da maneira como será selecionada;

  • Coleta de dados: descrever as técnicas que serão utilizadas. Modelos de questionários, testes ou escalas a ser incluídos, quando for o caso. Técnicas de entrevista ou observação devem mostrar os roteiros a serem seguidos.

  • Análise dos dados: descrever os procedimentos adotados tanto para análise quantitativa (testes de hipótese, testes de correlação) quanto qualitativa (análise de conteúdo, análise de discurso).

Resumindo, a seguir, conteúdos que são abordados normalmente em Material e Métodos:

  • Características da região de estudo e população alvo

  • Linhas de investigação, tipo de estudo

  • Tipo de amostragem e descrição das amostras usadas

  • Descrição dos instrumentos usados

  • Planejamento (procedimentos e técnicas utilizadas, períodos ou datas de coletas)

  • Adequação de tratamento estatístico.

Referências bibliográficas

ANDRADE, M. M. Como preparar trabalhos para cursos de pós-graduação: noções práticas. 4. ed. São Paulo: Atlas S.A., 2001.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas S. A., 2002.

SANTOS, M. A. Trabalhos de curso e monografias: formatação básica. Cuiabá: UFMT, 1998, 61p.

Metodologia da Pesquisa

Resultados: tabelas e figuras

Ermelinda M. De-Lamonica-Freire

Os resultados, conforme o guia da Faculdade de Saúde Pública da USP (1998), “devem ser apresentados de forma objetiva, exata e lógica sem interpretações ou comentários pessoais”. Aconselha-se evitar idéias pré-concebidas ou juízos de valor. Sempre que necessário, os dados numéricos devem ser submetidos à análise estatística. De acordo com Santos (1998), alguns preferem apresentar os resultados e, em seguida, a sua análise, intercalando resultados e análise.

Para maior facilidade de exposição, os resultados obtidos podem ser apresentados por meio de tabelas, e figuras, desde que o assunto assim o permita.

Os resultados representam as interpretações do que foi realizado e obtido. No momento da apresentação de dados, não cabe discussão.

As tabelas e figuras devem ser inseridas o mais próximo possível do texto em que são mencionadas Quando acarretarem interrupção da seqüência do texto, podem ser apresentadas em forma de anexo. Em caso de reprodução, citar a fonte.

APRESENTAÇÃO DOS DADOS

Tabela (ou Quadro)

Denomina-se tabela quando os dados apresentados são numéricos ao passo que no quadro são apresentadas informações não quantificáveis numericamente.

O quadro é mais adequado para apresentação de dados não numéricos correlacionáveis, tornando evidente a classificação desses dados, facilitando sua comparação e ressaltando as relações existentes. Não seguindo essas diretrizes é preferível apresentar os dados no texto.

Consiste em apresentar dados em colunas verticais ou fileiras horizontais, obedecendo à classificação dos objetos ou materiais da pesquisa.

Deve ser apresentada de forma clara e precisa, facilitando ao leitor, a compreensão e interpretação da massa de dados, seus detalhes e relações.

A tabela tem o propósito de distinguir diferenças, semelhanças e relações e, quando se tem muitos dados, é preferível utilizar número maior de tabelas.

Uma boa tabela caracteriza-se pelo fato de apresentar idéias e relações independentemente do texto de informações (auto-explicativa) e deve ser estruturada da forma mais simples possível, incluindo dados logicamente ordenados;

As unidades, símbolos e dados devem ser consistentes com o texto.

Como construir uma tabela?

O título deve descrever a tabela de forma concisa (sucinto e informativo) sem antecipar resultados. Deve ser o mais completo possível, com indicações claras e precisas do seu conteúdo. Não devem ser divididas por traços internos horizontais e verticais, formando grades e nem fechadas nas laterais.

Toda tabela deve ser numerada em algarismos arábicos e sua numeração é contínua ao longo do texto. Alguns autores vinculam a numeração das tabelas aos capítulos correspondentes, como exemplo: “De acordo com a Tabela 4.2...”, isto é, tabela 2 do capítulo 4.

O cabeçalho é a linha que encima o corpo e contém as categorias em classes, descreve os conteúdos das colunas.

A coluna indicadora fica à esquerda do corpo e contém as categorias e classes de uma segunda variável

Os números devem ser alinhados à direita ou na casa decimal. A letra n ou N substitui a palavra número.

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