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TGA : Escola Estruturalista

Max Weber (1864-1920), autor de "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", foi um das mais importantes fontes de inspiração para esta escola. Analisou diversos tipos de sociedade, criando uma tipologia que as dividia em...Max Weber (1864-1920), autor de "A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", foi um das mais importantes fontes de inspiração para esta escola. Analisou diversos tipos de sociedade, criando uma tipologia que as dividia em tradicionais, carismáticas e racionais (ou legais ou burocráticas), procurando compreender as formas de manifestação da autoridade e do poder.Nas sociedades tradicionais predominariam características patriarcais e patrimonialistas, bem representadas na sociedade romana, com as figuras poderosas e hereditárias dos pater familias. As carismáticas fundam-se em líderes com características carismáticas ou mesmo messiânicas, representadas por movimentos revolucionários; no Brasil temos o exemplo de Antônio Conselheiro. Nas racionais a base são as normas impessoais, como nas empresas e estados modernos.Na prática temos combinações desses modelos: o Reino de Portugal, ao tempo do Brasil Colônia, mesmo fortemente patrimonialista, convivia com legislação impessoal; no Brasil de hoje, formalmente uma sociedade racional, encontramos traços patrimonialistas e messiânicos.Weber definiu extensivamente as características da burocracia (sem sentido pejorativo), enfatizando o caráter legal das normas, a formalidade das comunicações, a impessoalidade das relações, a divisão do trabalho, a hierarquia, a padronização de comportamentos e procedimentos, a previsibilidade dos resultados, a competência técnica, a seleção e promoção por mérito, a profissionalização, a administração separada da propriedade.A Teoria da Burocracia enfatiza a estrutura das empresas; acrescentando-se uma maior preocupação com as pessoas e o ambiente temos a Teoria Estruturalista.Autor: Paulo Werneck

TGA : Esola Estruturalista

Origem: O estruturalismo teve sua origem com Amitai Etzioni, partindo do princípio que em uma empresa qualquer que seja o departamento analisado, deve-se efetuar esta análise a luz dos demais. Não há setores isolados, mas uma estrutura...OrigemO estruturalismo teve sua origem com Amitai Etzioni, partindo do princípio que em uma empresa qualquer que seja o departamento analisado, deve-se efetuar esta análise a luz dos demais. Não há setores isolados, mas uma estrutura inter-relacionada de coisas que se associam e se completam.A partir dessa premissa, a Teoria Clássica e de Relações Humanas expressam uma incoerência para a proposta estruturalista, uma vez que ambas concebem formas organizacionais bastante antagônicas: A primeira só vê o lado material, enquanto a segunda enfatiza o incentivo psicossocial. Portanto a origem do estruturalismo reside no antagonismo entre esses dois enfoques.Teoria EstruturalistaAnalisa a estrutura de uma organização considerando as partes internas (subsistemas), comparando-as com o todo. É portanto tudo que a analise interna da organização possa revelar e sua principal fonte de análise advém das propostas conflitantes.Características:* Cooperação dos empregados: Os indivíduos cooperam com a organização quando tem interesses comuns, por exemplo, tornar a empresa viável economicamente para mantê-los no emprego. Por interesse conflitante entende-se a distribuição de lucros que ocorre em desproporção a produção;* Não recompensado devidamente o empregado tende a promover o boicote;* Conflitos desejáveis: Os conflitos entre empregados e patrões não devem ser estimulados, mas são desejáveis sob o ponto de vista estruturalista. O conflito estimula a criatividade e o dinamismo entre patrão e empregado além de conduzir a não alienação da classe dominada (até certo ponto benéfico para a organização);* Autoridade do especialista e autoridade dos administradores: Na organização, convivem especialistas e administradores cada qual comprometido com sua área de atuação. O adm. busca o lucro, enquanto o especialista busca a eficiência técnica. Por essa razão tende ao conflito;* Criatividade e planejamento: É fato comprovado que o planejamento feito por especialistas é uma variável fundamental para o desenvolvimento da empresa. O conflito existente é proveniente do distanciamento do operário que vai executá-lo, uma vez que este se sente inibido de promover as modificações, num plano não elaborado por ele.* A organização, na visão estruturalista, é uma unidade social intencionalmente planejada, construída, reconstruída, com divisão do trabalho, centro de poder e controle que permitem direcionar, comunicar, substituir e administrar o pessoal;* Diversidade de público: Existindo vários públicos (empregados, clientes, fornecedores, etc), os objetivos da empresa se multiplicam e encontram-se em constante evolução, razão pela qual favorecem os conflitos;* Incentivos mistos: A tentativa de compreender e administrar a organização de forma global levou ainda a proposta de incentivos mistos. Para os estruturalistas, permitir apenas o incentivo econômico (T.Clássica), ou somente o psicossocial (TRH), é ter uma visão isolada da organização. Portanto para representar o estruturalismo (homo organizacional) deve ser premiado por ambas as recompensas.Tipologia de organizaçãoTipologia de EtzioniAs organizações possuem as seguintes características:* Divisão do trabalho e atribuição do poder;* Centros de poder;* Substituição de pessoal.Tipologia de Blau e ScottApresentam a tipologia da organização baseada no:* Beneficiário principal: Quem se beneficia com a organização (os próprios membros da organização; proprietários, acionistas; clientes; público em geral).Conseqüências:* Concepção da Organização: A organização deve ser vista de forma completa e sua concepção deve ser formal e informal, condições essas que se completam e se equilibram;* Concepção Humana: Mesmo na organização social de estrutura complexa, o homem deve ser flexível, adaptável, além de paciente para as recompensas. Esse tipo veste a camisa da organização, assumem os objetivos, os conflitos: é o homo organizacional que acima de tudo deseja vencer e realizar-se.O estruturalismo na sua versão final, constitui o pré requisito para uma visão ainda mais abrangente da organização, evoluindo para a Teoria do Sistema, que analisa a empresa em toda sua amplitude, incorporando também o ambiente externo.Crítica ao estruturalismo:* Na visão do empresário: Sabendo que o empregado possui desejo permanente de realizar-se e adaptar-se as situações mais diversas, o empresário tirará proveito disso. Desse modo, a cooperação do empregado é inevitável, porque os desejos de realização material e psicossocial suplantam os males existentes, incluindo-se a troca da liberdade pela submissão do empregado.* Na visão do empregado: O empregado por viver e depender de uma organização complexa, é solicitado, a adiar suas recompensas em favor da empresa. Criando um comportamento conformista em relação as suas aspirações: resistência às frustrações, constante adaptação às adversidades. Nada mais tem a oferecer além de seu trabalho, já que os fazem com dedicação.Autor: Mariah T. N. Pereira

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Abordagem Estruturalista

A Abordagem Estruturalista se divide em: Teoria da Burocracia com ênfase na estrutura e Teoria

Estruturalista com ênfase na Estrutura, nas Pessoas e no Ambiente.

Teoria da Burocracia

Principais vultos: Max Weber (1864-1920), Robert Merton, Philip Selznick, Alvin W. Gouldner,

Richard H. Hall e Nicos Mouzelis.

Origens: A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da administração ao redor dos anos 40,

principalmente em função dos seguintes aspectos:

1- A fragilidade e parcialidade tanto da Teoria Clássica como da Teoria das Relações Humanas,

que não possibilitam uma abordagem global, integrada e envolvente dos problemas

organizacionais.

2- A necessidade de um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas variáveis

envolvidas, bem como o comportamento dos membros dela participantes, e aplicável não

somente à fábrica, mas a todas as formas de organização humana e principalmente às

empresas.

3- O crescente tamanho e complexidade das empresas passou a exigir modelos organizacionais

bem mais definidos.

4- O ressurgimento da Sociologia da Burocracia, a partir da descoberta dos trabalhos de Max

Weber, o seu criador. Segundo essa teoria, um homem pode ser pago para agir e se

comportar de certa maneira preestabelecida, a qual lhe deve ser explicada exatamente, muito

minuciosamente e, em hipótese alguma, permitindo que suas emoções interfiram no seu

desempenho. A Sociologia da Burocracia propôs um modelo de organização e os

administradores não tardaram em tentar aplicá-los na prática em suas empresas. A partir daí,

surge a Teoria da Burocracia na Administração.

Então a burocracia é uma forma de organização, que se baseia na racionalidade, isto é, na

adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos, a fim de garantir a máxima eficiência

possível no alcance dos objetivos.

Weber identifica três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia:

1- O desenvolvimento de uma economia monetária: Na Burocracia, a moeda assume o lugar da

remuneração em espécie para os funcionários, permitindo a centralização da autoridade e o

fortalecimento da administração burocracia.

2- O crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno.

3- A superioridade técnica – em termos de eficiência – do tipo burocrático de administração:

serviu como uma força autônoma para impor sua prevalência.

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O desenvolvimento tecnológico fez as tarefas administrativas tenderem ao aperfeiçoamento para

acompanhá-lo. Assim, os sistemas sociais cresceram em demasia, as grandes empresas

passaram a produzir em massa, sufocando as pequenas. Além disso, nas grandes empresas há

uma necessidade crescente de cada vez mais se obter um controle e uma maior previsibilidade do

seu funcionamento.

Características da Burocracia segundo Weber. Segundo o conceito popular, a burocracia é

visualizada geralmente como uma empresa, repartição ou organização onde o papelório se

multiplica e se avoluma, impedindo as soluções rápidas e eficientes. O termo é empregado

também com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas, causando

ineficiência à organização. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema.

Entretanto para Max Weber a burocracia é exatamente o contrário, é a organização eficiente por

excelência e para conseguir esta eficiência, a burocracia precisa detalhar antecipadamente e nos

mínimos detalhes como as coisas devem acontecer.

Principais características:

1- Caráter legal das normas e regulamentos: É uma organização ligada por normas e

regulamentos previamente estabelecidos por escrito. É baseada em legislação própria que

define com antecedência como a organização deve funcionar.

• São escritas.

• Procuram cobrir todas as áreas da organização.

• É uma estrutura social racionalmente organizada.

• Conferem às pessoas investidas da autoridade um poder de coação sobre os subordinados

e também os meios coercitivos capazes de impor a disciplina.

• Possibilitam a padronização dentro da empresa.

2- Caráter formal das comunicações: A burocracia é uma organização ligada por comunicação

escrita. Todas as ações e procedimentos são feitos por escrito para proporcionar a

comprovação e documentação adequadas.

3- Caráter racional e divisão do trabalho. A Burocracia é uma organização que se caracteriza

por uma sistemática divisão do trabalho. Esta divisão do trabalho atende a uma racionalidade,

é adequada ao objetivo a ser atingido: A eficiência da organização.

• Daí o aspecto funcional da burocracia.

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